Dinâmica espiritual do advento dupla Perspectiva do Advento



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Encontro28.07.2016
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DINÂMICA ESPIRITUAL DO ADVENTO

Dupla Perspectiva do Advento

O TEMPO DO ADVENTO é o tempo da devota e gozosa EXPECTATIVA sobre a vinda do Senhor. Está estruturado liturgicamente numa dupla perspectiva:



  1. É TEMPO DE PREPARAÇÃO para a SOLENIDADE DO NATAL, que comemora “a vinda do Filho de Deus” à Humanidade, pela Incarnação;

  2. É tempo no qual, mediante a evocação do nascimento histórico, se concentra o espírito dos crentes na expectativa da “SEGUNDA VINDA DE CRISTO” no fim dos tempos.

As duas perspectivas entrecruzam-se nos textos litúrgicos do Advento, porque a “primeira vinda” pela Encarnação é o fundamento da “última vinda”; e esta, a consumação escatológica da primeira.


Entre o ACONTECIMENTO HISTÓRICO de Cristo e a PARUSIA há um ritmo incessante de ADVENTO de Cristo, sempre presente na Igreja e no Mundo:
Porque há muitas zonas da pessoa onde Cristo está “ausente”, até que nos identifiquemos, existencialmente, com Ele;
Porque há muitos homens que ainda não ouviram a Sua mensagem;
Porque há muitas zonas no mundo e na História que ainda não foram atingidas pela graça da reconciliação!
A Liturgia do ADVENTO CRISTÃO situa-se no “já” da Encarnação e no “ainda não” da Sua vinda em plenitude.


Entre a Encarnação de Cristo e a Sua última vinda

Para melhor entender esta dupla perspectiva do Advento, devemos ater-nos a alguns aspectos gerais do Ano Litúrgico:



  1. As celebrações do Ano Litúrgico são o desenvolvimento da História da Salvação actualizada sacramentalmente no tempo e no espaço, com todos os seus acontecimentos salvíficos, para que essa História aconteça existencialmente nas comunidades eclesiais, em cada geração e em cada pessoa.

  2. Há nos Mistérios da Redenção uma dimensão histórica, enquanto acontecimento cronologicamente verificado no passado. Como tais, esses mistérios, são “um passado histórico irreversível”. A celebração deles é uma “comemoração-aniversário”. Mas há também a dimensão salvífica, enquanto iniciativa salvadora de Deus; manifestação da força viva de Deus perenemente presente e actuante. A celebração litúrgica é a “reactualização” dessa dimensão salvífica, que se reproduz existencialmente como acontecimento salvífico.

O Natal é o “mistério-sacramento” do nascimento do Senhor, que renova e actualiza o Mistério do Filho de Deus feito homem. O “HOJE”, repetido nos textos litúrgicos do Natal, é o “HOJE DIVINO”, ou a presença perene de Deus, em Quem não há passado nem futuro, no “HOJE DOS HOMENS” sempre provisório e passageiro! Pela celebração cultual, o “HOJE” de cada geração é contemporâneo do que já aconteceu e do que há-de vir. COMEMORAR os Mistérios da Redenção não é distanciar-se do que aconteceu, mas abolir as distâncias.


Há uma unidade interna nos ciclos do Ano Litúrgico. Ela procede da unidade do Mistério de Cristo, presente em todas as celebrações. A Liturgia celebra sempre todo o mistério de Cristo, mas na PERSPECTIVA PASCAL. Por isso, a Liturgia do Advento e a do Natal estão transfiguradas pelos símbolos pascais:



  1. A Encarnação é perspectivada pelo processo da “humilhação-despojamento”, que culmina na morte de Cristo.

  2. O Natal é como que celebração antecipada e pressuposto da maravilhosa Primavera da salvação: a festa da Páscoa.

  3. A verdadeira festa do “Sol da Justiça”, que se celebra no Natal, brilha na Ressurreição.

  4. O movimento da regeneração da Humanidade começa no Natal mas culmina na Páscoa! Haja em vista toda a simbologia pascal da luz, presente no Natal!


O “HOJE ETERNO” DE DEUS






Os acontecimentos NO HOJE Os acontecimentos



passados HISTÓRICO DOS futuros

“reactualizados”… HOMENS “antecipados”…





O ADVENTO O ADVENTO O ADVENTO



HISTÓRICO SACRAMENTAL ESCATOLÓGICO

gerado pelas no Hoje da Igreja na última vinda.

promessas messiânicas Parusia


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