Direitos de edição reservados Melanie Alexander, 2014



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© Direitos de edição reservados

© Melanie Alexander, 2014

Coleção LCDE


ISBN: 978-1500884383


De acordo à lei, fica totalmente proibido, sob a sanção estabelecida nas leis, o armazenamento e a reprodução parcial ou total desta obra, incluído o desenho de coberta, por qualquer meio ou procedimento, compreendidos a reprografia, o tratamento informático, e a distribuição de exemplares dela mediante aluguel ou empréstimo público, sem a autorização prévia dos titulares do copirraite. Todos os direitos reservados.


Correção morfosintáctica: Melanie García Gavino

Correção ortotipográfica e de estilo: Melanie García Gavino

Coberta e desenho de capa: © Alicia Vivancos

Maquetación e desenho de interiores: Alicia Vivancos

www.aliciavivancos.com

Agradecimentos

Minha quarta novela…Wow! Apenas me acredito. depois de meses esperando uma resposta por parte de uma convocatória para esta novela, —que não escolheram— já está aqui.

Tenho muito que agradecer a toda a gente que me apoiou neste projeto. Desde o começo foi toda uma provocação, já não solo porque escrever uma novela é difícil de por si, mas sim porque aqui me conhecerão em um gênero completamente distinto ao do grimorio dos deuses; a romântica atual e além disso tratando um tema como é a anorexia e a bulimia.

Quis me arriscar e daí saiu Perfeitamente Imperfeita.

Para começar quero agradecer a Alicia Vivancos, meu portadista, desenhista e amiga, por confiar desde o começo nesta novela, parar-se a lê-la e me dar sua sincera opinião. Ao Melody, minha negra preciosa que também esteve aí para me colocar a bronca e me corrigir as falhas. E a Laura, que não duvida nunca em ler algo meu. Sem elas eu não escreveria e lhes dou as obrigado por me apoiar em todas minhas loucuras. Quero-lhes meus Barbies para tudo.

A minhas meninas da Coleção LCDE por me dar a oportunidade de pertencer a tão formosa associação, Helen, D.W, Hannah, Estefanía, Lucinda, Pepita, Elizabeth, Laura, Alexis, Dama, Francis e todas as novas incorporações da coleção. Obrigado garotas, fostes um sopro de ar fresco em minha vida e lhes admiro cada dia mais. Juntas podemos contudo!

A meus Loquis por estar sempre aí me dando ânimos e em especial a Aura que se passa o dia sendo parte ativa em tudo isto. Adoro-lhes.

A Eva María Rendón por me seguir, por seu apoio e por ser como é. Nunca troque, carinho. Estou desejando que chegue o dia em que possa te dar um empurrão pessoal.

E por último, graças a todos os que me lêem, aos blogueros, às pessoas do Facebook, a todas essas garotas Perfeitamente Imperfeitas que estão ajudando a que isto saia adiante. Sem vós nada disto seria possível e fazem que tudo seja mágico.

Só desejo, queridos leitores, que em Perfeitamente Imperfeita encontrem uma novela com uma mensagem para recordar em seu dia a dia, e sobre tudo, para aplicá-lo. Porque todos somos Perfeitamente Imperfeitos, e essas imperfeições, não devem minguar nosso ânimo.

Obrigado!

Capítulo 1

Lorraine como todos os dias se achava em seu escritório habilitado no edifício onde estavam todos os departamentos de sua empresa, em pleno centro de Barcelona, rodeada de uma equipe que fazia um delicioso trabalho para tirar adiante seu pequeno império. Não se podia dizer que fora um bairro barato, mais caro era Pedralbes, onde se achava sua moradia, mas ela com muito esforço e investimentos, podia permitir-lhe e viver da maneira que quisesse e como quisesse sem ter que dar explicações a nadie. 
A seus vinte e seis anos se transformou em uma jovem promessa do mundo empresarial e tinha em seu poder uma magnifica cadeia de lojas de cosméticos e perfumaria com seu nome, que pouco a pouco, ia instalando em diferentes parte da Espanha e distribuindo os produtos via Online para o resto do mundo graças a Internet.

Tudo o tinha conseguida graças a sua inteligência na hora de investir o dinheiro de uma herança, que seu pai lhe deixou quando morreu e não tivesse podido sair adiante sem o apoio de sua grande amiga Margarida, Maggie para os amigos. Seu nome real era algo que não gostava de recordar porque dizia que era pouco glamoroso, por isso o adaptou ao idioma anglo-saxão. Conhecia seu amiga desde que eram duas anãs no colégio, convertendo-se após, em inseparáveis. E juntas empreenderam a grande aventura do Lorraine quando ela decidiu criar sua própria empresa. 

Era uma garota excepcional, deslumbrante e que se levava aos meninos de rua só assinalando-os com o dedo. Nunca tinha tido problemas para ligar. Justo ao contrário que ela.

O telefone soou tirando a de seus pensamentos. Parecia que Maggie se inteirou de que sua mente estava invocando-a e tinha que interceder para distrair a de seus bamboleantes pensamentos com algo de seu humor brincalhão.

—Olá búzio!

—Olá Maggie —respondeu Lorraine sonriéndole ao aparelho —. Que tal vai pela loja?

—Perfeitamente. A gente esta louca por seus produtos, senhorita Estévez. O gloss de purpurina está tendo um efeito puxador entre as féminas. vais ter que me repor, porque a cor laranja pêssego triunfou mais do que pensava.

Maggie, a parte de ser seu melhor amiga, era a encarregada da loja situada na rua Pelayo, uma das mais transitadas que tinha em Barcelona e a que mais benefícios lhe dava. Por isso, quem melhor para levá-la que seu amiga da alma desde maternal e com a que tinha passado todos os bons e maus momentos de sua vida. Ela era seu apoio maior e por nada do mundo a perderia. Eram unha e carne. O mais valioso que tinha em sua vida.

—Disso se trata senhorita Rios. Porque se você não vende, à puta cale.

—Sim, já! E o que foste fazer você sem mim? —brincou.

—Estresarme menos, periquito. Além disso, o que faz que não está trabalhando? —repreendeu-a. Lorraine acabava de entrar no modo chefa-tocapelotas.

—Te chamar para te dizer que esta noite, você e eu, vamos à a Ovella Negra a tomar algo. É sexta-feira e amanhã é festa, assim, move seu culo gordo para me buscar, voltamos para sua casa a nos arrumar e vamos à a Ovella para que ligotees um pouco com os maromos sexys.

Lorraine bufou.

O certo é que não gostava de muito a idéia, por não dizer nada de nada. A Ovella Negra era um bar freqüentado por rockeros e heavys sedentos de cerveja que se reuniam ali a escutar uma música ensurdecedora que ela não suportava desde que ia ao instituto, e ligotear, não entrava em seus planos, tinha noivo e Maggie também.

Esse não era seu ambiente. lhe gostava mais ir à discoteca Bora Bora do Sabadell, onde a música que punham era algo mais comercial, —que tampouco acabava de lhe gostar de tudo— mas ao menos ali não desafinava com suas roupas caras, elegantes mas de uma vez sensuais e com muito estilo. Adorava ir à última moda. Como empresaria que era, —e além de cosméticos que apresentava em múltiplos desfiles de modelos famosos— a imagem era algo obrigatório em sua vida e sempre devia ir corretamente vestida a qualquer parte. Tinha lutado muito por manter sua imagem, ninguém podia imaginar-se quanto e o caminho jamais esteve cheio de rosas. Não se considerava superficial, solo se amoldava ao que a sociedade queria em uma mulher. As curvas não se levavam. A magreza extrema era o que o mundo considerava bonito.

Ela não o compartilhava, entretanto, queria ser assim.

—Não sei, Maggie. Esse sítio eu não gosto. Não será o que quer ver o Ethan e está tentando me arrastar como desculpa para que não fique hoje com o Tristán? Porque perdoa que te diga, para fazer de candelabro vou a casa e me ponho um filme, ou chamo o Tristán para que venha para ver-me.

Agora foi Maggie a que bufou ao outro lado da linha.

Tristan era o noivo, —se lhe podia chamar assim a um homem que dedicava sua vida a trabalhar— do Lorraine. Um fantástico advogado com uma escrivaninha própria e muitos clientes aos que defender que ocupavam a maior parte de seu tempo e sua vida, e que pouco a pouco, ia alcançando a fama obrigado a que Lory estava acostumado a aparecer nos meios de comunicação por participar de diversos projetos onde patrocinava seus produtos.

Sempre tinha algo que fazer, e embora levava quatro anos saindo com o Lorraine, não se viam tanto como gostaria, por isso Maggie sempre as engenhava para tirar a de casa e que não pensasse nesse casulo. Além disso, deixá-la só muito tempo não gostava, sempre tinha que estar em cima dela para vigiá-la e que não se afundasse uma vez mais. Era impossível esconder o mal que lhe caía Tristán. Seu amiga sempre esperava impaciente para sair com ele, mas em centenas de ocasiões a deixava plantada pelo trabalho quando já estava preparada, mas como, pouco a pouco, decaía mais o ânimo do Lorraine e piorava de vez em quando sua situação.

—Deixa do Tristán e de filmes. vais sair e não faça que me zangue. Quero que me devas busque e vamos a sua casa para nos arrumar, assim espabila neném, que o tempo é ouro e eu tenho que vendê-lo para me tirar uma fortuna.

—Sim, sargento — bufou de novo.

Quando ao Maggie lhe colocava algo na cabeça, tirar o era missão imposible. 
“Tenha amigas para isto” pensou com sarcasmo.

Depois de lhe dizer por enésima vez que sim que ia com ela, pendurou o telefone. Tinha a orelha ardendo dos discursitos intermináveis que soltava. Não entendia por que depois de quatro anos Maggie seguia sem tragar ao Tristán.

Tristán Gutierrez era o único homem que tinha demonstrado sentir algo por ela em muito tempo. Sua vida amorosa não era muito extensa, por não dizer nula. 
Quando ia ao instituto estava mais pendente por estudar, tirar boas notas e passar desapercebida, que estar pela tarefa de fixar-se nos niñatos de seu entorno. O único engano em sua vida do qual se arrependia, era de ter trocado essa filosofia de vida com ele...aquele ao que não queria nem nomear, como se fora Lorde Voldemort. O único pelo que descuidou seus estudos até o ponto de suspender todas as disciplinas para acabar humilhada diante de toda a classe.

Tinham passado nove anos daquilo, mas ainda recordava a humilhação e a dor que sofreu assim que a deixou como uma mierda diante de virtualmente todo o instituto. Custou-lhe muitos anos recuperar-se. Muita terapia e muitas noites chorando em silêncio enquanto sua mãe via o televisor no salão de sua antiga casa, ignorante de pelo que sua filha estava passando. Jamais sentiu apoio por sua parte porque ela também tinha causado muitos de seus problemas.

Durante a adolescência, por alguma razão que é explicada cientificamente como a idade do peru, os adolescentes som gilipollas. Essa é a realidade, e Lorraine, apesar de ser uma garota responsável, tampouco se livrou de viver essa época em que seus hormônios foram por diante de todo o demás. 
Levantou-se da cadeira de seu escritório para ir ao banho a lavá-las mãos e assim deixar de pensar de uma vez por todas naquilo. Tentava mantê-lo afastado de sua cabeça, mas quase sempre aparecia. Ficou parecido em seu interior de por vida apesar de haver-se recuperado quase por completo. Não tudo o que suportou sua situação podia arrumar-se com rapidez, e às vezes, até sofria.

Diante tinha um espelho no que se refletia sua imagem, mas nesse momento estava vendo-se como aquela adolescente que foi: a garota gordinha da classe a que todo mundo insultava por diversão, sem parar-se a pensar em seus sentimentos, nem no que esses insultos lhe proporcionariam no futuro.

Essa era ela.

Agora que tinham acontecido os anos sua constituição tinha trocado muito, já não era a gordinha de classe, agora tinha suas curvas pronunciadas que a faziam esbelta. Não era um pau seco como seu amiga Maggie que o único que lhe viam eram tetas, mas tampouco lhe faltava muito para estar muito magra segundo sua constituição, ou isso dizia sua psicóloga. Lory sempre queria tirar-se quilogramas de cima. Sua imagem era o primeiro. Não se via como todo mundo a via. Sempre se via pior do que em realidade estava.

Nos tempos que corriam a maioria dos homens se fixavam nas mulheres chamadas paus que utilizavam talhas que inclusive poderiam lhe caber a uma menina de dez anos. Já não apreciavam as curvas nem os corpos com um pouco de graxa.

Por desgraça, a sociedade consumista em que vivemos, criou um estereótipo de mulher como a mulher perfeita, coisa que faz que as que supostamente não o são, lutem dia a dia por consegui-lo, porque a não ser, acreditam que não serão felizes. Os complexos os criavam eles, a gente que se influencia do que se diz que é a perfeição.

Patético…

Não obstante, a beleza não se faz emagrecendo até o ponto da anorexia. A beleza, embora soe a tópico, está no interior. O pacote é o de menos.

Lorraine sabia, mas ela mesma tinha cansado nas redes de tentar ser uma mulher bela, magra, perfeita…Por muito que esse tópico fosse utilizado por todos para subir os ânimos de nossa gente próxima, pouca gente o cumpria. A sociedade era a que era e não havia forma de trocá-la de qualquer jeito.

Quando terminou todo o trabalho pendente e comunicou ao departamento de compras as coisas que necessitavam na loja do Pelayo, partiu até sua casa. O dia lhe tinha passado voando e Maggie já estaria em sua casa rebuscando entre a roupa algo que ficar apesar de que lhe havia dito que acontecesse procurá-la.

Abriu a porta de seu precioso duplex no Pedralbes e ali estava seu amiga, repanchingada no sofá vendo a televisão enquanto bebia uma Coca Cola, não havia muita coisa na geladeira.

—Chega tarde. Vamos, vamos, é hora de nos arrumar.

Arrastou-a até a habitação, onde é obvio, já tinha preparada na cama a roupa que tinha eleito para seu amiga e ambas se vestiram.

Maggie ia com um vestido muito sexy que ficava como uma luva, de cor negra, decotado em v. Ensinava muito, mas dado ao sítio que foram essa informalidade era deliciosa. Lorraine por outro lado, não ia tirar se seu estilo sexy mas de uma vez elegante. Escolheu uma saia de tubo e uma camiseta lilás decotada que conjuntó com um xale negro e se deixou o cabelo solto, deixando que seus ondulações marrons viajassem livres até quase seus quadris.

—Está preciosa! —elogiou-a Maggie —. Embora ali não precisa ir tão arrumada.

—Sei. Mas eu gosto de dar o canto —sorriu.

Ambas subiram a uns sapatos de salto de enfarte e saíram pela porta da habitação para tomar algo na cozinha antes de sair. Maggie obrigou ao Lory para jantar algo, não muito porque não lhe entrava embora quisesse. Tinha a mania de não fazê-lo e seu amiga sempre estava ali para lutar contra isso. Devia alimentar-se bem para ter forças no dia a dia.

Agarrou suas chaves e juntas saíram até o tesorito do Lory; seu carro, um precioso Porsche vermelho mate com o que se dirigiriam até a rua Oficinas, o lugar onde se encontrava a Ovella Negra.


Nada mais entrar os olhares daqueles homens com suas jaquetas de couro, suas chapas de grupos de música Heavy e suas barbas povoadas, ficaram olhando. Destacavam muito nesse ambiente. A pesar que já fazia tempo que ia todo tipo de gente que não tinha nada de rockero, sempre seria seu lugar.

Havia dois novelo. Na de abaixo se congregavam uma série de mesas de madeira e inclusive barris como de botequim antigo, onde os inquilinos bebiam cervejas sem parar. dirigiram-se a uma situada a uns metros da barra à direita do local, ocupando toda a extensão. Durante uns minutos estiveram em silêncio observando tudo a seu redor.

—OH, OH! —Maggie ficou com a boca aberta ao ver na barra a uma pessoa que fazia muito tempo que não via.

Que fazia ele aí?

—O que acontece? —perguntou Lory —. Te arrependeste que me haver trazido para este antro? Por que acabo de chegar e já estou desejando ir. Aqui não Pinto nada e menos para fazer de agüenta velas com o Ethan, que para variar nem sequer chegou. Miúda pontualidade! —queixou-se.

O dizia ou não o dizia? Maldita seja! A verdade é que sim que se estava arrependendo um pouco de havê-la levado. Como ia imaginar se que ele estaria justo aí? Não se supunha que vivia em Londres?

Aquilo era um imenso contratempo do qual não queria saber nada. Temia a reação do Lorraine a respeito. Fazia muito que não o via em que pese a que sempre estava presente em sua vida e suas lembranças. O teve parte de culpa em muitas das coisas que lhe aconteceram quando começou com seu problema. Houve muitos fatores que “ajudaram” a desenvolver todo isso em sua cabeça, mas Lory sempre o culpava a ele de tudo e não devia ser assim. O rancor que lhe guardava levava arrastando-o durante muitos anos e nem sua psicóloga era capaz de desviar a desse caminho.

—Sei que vais desejar me matar por te trazer aqui e mais quando te ensinar o que acabo de ver, mas…olhe quem há aí.

Lory olhou onde Maggie lhe assinalava, justo na barra. Havia um garçom moreno com o cabelo comprido recolhido em um acréscimo e camiseta negra limpando um copo de forma distraída. Parecia muito sexy e teve a oportunidade de observar uma fresta de seu arrebitado traseiro.

por que ia matar a seu amiga? Ao menos, alegrava-se um pouco a vista.

—Está bom o guri, mas…por que ia há querer te matar? —perguntou confusa.

—Note bem quando levantar a vista da taça que está limpando.

Quando levantou a vista e o encontrou de frente, um nó começou a formar-se em seu estômago, querendo o espremer até lhe provocar náuseas e vomitar.

Estava tendo uma alucinação? Sua mente era tão traiçoeira que todo recordava a ele?

—Não, por favor. Não partiu faz anos a sua maldita e querida a Inglaterra? — grunhiu frustrada por ter que presenciar depois de tanto tempo a seu demônio particular, que para sua própria desgraça, quando tinha quinze anos significou muito mais para ela do que ele jamais se pôde chegar a imaginar.

—Pois ao parecer há voltado — respondeu Maggie causar pena por seu amiga —. Quer que lhe pegue?

Lorraine por muita tensão que acumulava naqueles instantes, conseguiu sorrir ante o oferecimento de seu melhor amiga. É obvio ganha não lhe faltavam de lhe pegar, mas sua psicóloga lhe havia dito uma e mil vezes que o passado e as más lembranças, deviam deixar-se atrás. Sem rancores. Sem ira acumulada durante anos. Entretanto, era algo que não conseguia conseguir embora o tentasse uma e outra vez aos cem por cem. Sofreu muito durante aquela época em que sempre se complicavam as coisas e seguia fazendo-o ao recordá-lo, apesar de que Zackery não tinha sido o único que influiu em sua vida para ter essa enfermidade, da que pouco a pouco, ia desfazendo com a ajuda dos profissionais e Maggie.

Sua família não fazia nada por ela.

O momento mais temido durante anos chegou, quando, ao sentar-se ao fim em uma das mesas daquele local e acomodar-se, Zack se aproximou com passo ligeiro, uma caderneta em mão e sonriendo ensinando seus perfeitos dentes brancos para tomar nota a suas duas novas clientas.

“Dos três garçons que há, não poderia ter vindo outro. Não. Tinha que ser ele” pensou furiosa. A sorte não estava de sua parte.

Com o bem que tinha começado seu dia, sabia que ia terminar de forma desastrosa para sua integridade mental.

—O que lhes ponho garotas?

Ele nem sequer reparou nelas até que Maggie, com seu descaramento habitual, ficou olhando e pelo rosto do Zack passaram um montão de expressões de uma vez de tudo indecifráveis, até que recuperou a compostura e conseguiu articular palavra.

—Margarida! Margarida Rios? É você? —perguntou assombrado.

—Quão mesma viu e meia. Mas me chamo Maggie e como te ocorra voltar a me chamar Margarida, arranco-te os ovos de coalho e me faço um colar com eles. Entende-me? —vacilou-lhe com um sorriso malicioso.

Maggie não se estava levando de forma muito educada, mas dado o sofrimento que passou por ver o Lory durante tanto tempo mau, não lhe importou. Tirava a defensora da justiça que levava dentro e não havia quem a parasse.

—Vejo que não trocaste nem um cabelo —ironizou.

—O bom é sempre bom —se burlou de novo.

Zack não entendia o arrebatamento de ira daquela garota. No instituto não foram nunca muito amigos e a coisa não acabou nada bem quando ocorreu tudo. Ainda recordava a essa garota todos os dias e todas as noites, Lory.

“Que idiota fui!” Pensou amargamente.

Não mereceu a pena que ocorresse todo aquilo por culpa de sua arrogância adolescente, acreditando uma mentira que tinha acabado com uma bonita relação. Assim foi como atirou ao lixo o único bonito que teve naquela época e se comportou como o macarra que aparentava ser.

Desprezou de sua mente os pensamentos dolorosos e observou à garota que acompanhava ao Maggie. Tinha a cabeça encurvada, olhando com fixidez a mesa como se ali houvesse algo muito interessante. Não parecia ser do estilo de mulheres que se sentisse cômoda estando em um local onde a música Heavy, os moteros e macarrillas de volta se juntavam para passar o momento. Ao contrário, parecia tirada de uma revista de moda tipo Vogue, com suas roupas elegantes e seu estilo refinado. Apesar de que não a via muito bem, seus olhos se fixaram com atenção no decote que me sobressaía daquela rodeada camiseta morada. Tinha uma boa dianteira! E essa camiseta que os realçava não ajudava a que não se fixasse de forma muito obscena nela.

Maggie ao notar como Zack a olhava franziu o cenho. A estava comendo com o olhar.

“Quando descobrir quem é me parece que lhe vão tirar as vontades de olhar tanto”, pensou com um pouco de maldade.

—O que te ponho, preciosa? —perguntou sedutor à garota misteriosa e ignorou por completo ao Maggie. Estava desejando que elevasse o rosto para comprovar se era tão bonita como parecia. Até podia levar uma desilusão, mas queria descobri-lo.

Lorraine deu um coice. Aquela voz sempre lhe produzia uma estranha corrente elétrica por todo seu corpo. Era mais grave de como recordava, mas igual de atraente. Tinha medo de inclusive olhá-lo à cara.

Seu demônio com cara de anjo.

Soltou um pequeno suspiro e se armou de valor ao sentir como Maggie sob a mesa lhe dava um apertão na coxa para lhe insuflar a energia suficiente para enfrentar-se a seus medos.

Zack viu como a garota pouco a pouco levantava a cabeça, com extremo acanhamento. Ele sorriu até que se deu conta de quem era e não pôde mais que ficar maravilhado ante quão preciosa estava.

Estava sonhando?

Nunca tivesse imaginado que voltaria a vê-la.

Durante vários segundos nos que nem sequer falou, pensou-o fríamente e tampouco lhe parecia tão desatinado. Maggie tinha sido seu melhor amiga no instituto, era provável que até mantiveram essa amizade. Sempre tinham estado muito unidas.

—Lory? —perguntou boquiaberto.

Pela primeira vez em dez anos, Lory o via e não podia negar que seu atrativo se multiplicou com acréscimo. Seu cabelo negro como o tição o tinha recolhido em um acréscimo a metade da cabeça. Ia vestido tudo de negro com uma jaqueta motera com tachinhas e debaixo uma camiseta que se atia por completo a seus músculos de cor negra, com pescoço em v, que contrastavam à perfeição com aqueles olhos verdes enormes. Na parte inferior, levava umas calças tipo couro, juntados com umas botas moteras com uma caveira no lateral. Estudou-o de cima abaixo umas quantas vezes. Sua vestimenta complementava à perfeição com sua atitude chulesca, que ao parecer, seguia sem ter desaparecido de sua personalidade. Estava tremendo! Era impossível pensar em outra coisa quando lhe tinha diante.

—Z… —murmurou quase em um sussurro chamando-o por seu antigo apodo.

Seguiria usando-o?

—Deus! Está…está espetacular —exclamou efusivo com vontades de lançar-se a lhe dar um forte abraço.

Lory franziu o cenho e pensou no que tinha tido que sacrificar para estar como estava. Embora gostava de sua nova imagem, —dependendo do dia— nunca se sentia satisfeita consigo mesma. Sua baixa auto-estima não lhe ajudava muito.


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