Diretrizes de seguran�a divaldo pereira franco e j. Raul teixeira �NDICE diretrizes de seguran�a segura diretriz primeira parte mediunidade cap�tulo 1 = Qual a finalidade da mediunidade na Terra



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DIRETRIZES DE SEGURAN�A DIVALDO PEREIRA FRANCO E J. RAUL TEIXEIRA �NDICE DIRETRIZES DE SEGURAN�A SEGURA DIRETRIZ PRIMEIRA PARTE - MEDIUNIDADE CAP�TULO 1 = Qual a finalidade da mediunidade na Terra? CAP�TULO 2 = H� mediunidades mais importantes que outras? E m�diuns mais fortes que outros? CAP�TULO 3 = Existe mediunidade inconsciente? CAP�TULO 4 = Tem o m�dium inconsciente responsabilidade pelo que ocorra durante as comunica��es? CAP�TULO 5 = De que disp�e o m�dium psicof�nico consciente para distinguir seu pensamento do pensamento da entidade comunicante? CAP�TULO 6 = Pode o m�dium, em algumas comunica��es, n�o conseguir evitar, totalmente, as atitudes desequilibradas dos esp�ritos comunicantes? CAP�TULO 7 = Quais s�o os requisitos necess�rios aos m�diuns que militam na tarefa medi�nica? CAP�TULO 8 = O m�dium � respons�vel por toda e qualquer comunica��o medi�nica? CAP�TULO 9 = H� m�dium inconsciente que, ap�s a manifesta��o do esp�rito, n�o se recorda do que o comunicante disse ou fez por seu interm�dio? CAP�TULO 10 = Essa co-participa��o seria um controle remoto do subconsciente? CAP�TULO 11 = Quer dizer que, no fundo, � sempre o m�dium o respons�vel, mesmo que tenha faculdade inconsciente, por aquilo que vem atrav�s dele? CAP�TULO 12 = O que deve fazer o m�dium quando influenciado por entidades da reuni�o, no trabalho, no lar? Quais as causas dessas influ�ncias? CAP�TULO 13 = � poss�vel ao m�dium distinguir as altera��es ps�quicas e org�nicas que lhe s�o pr�prias das que est�o procedendo dos esp�ritos desencarnados? CAP�TULO 14 = O que determinar� a qualidade dos esp�ritos que, pela lei das afinidades, ser�o impelidos a se afinarem conosco nas pr�ticas medi�nicas? CAP�TULO 15 = Que utilidade tem a mediunidade de vid�ncia? CAP�TULO 16 = Qual a colabora��o que um m�dium vidente pode dar no transcurso de uma sess�o medi�nica? CAP�TULO 17 = � sempre segura e permanente essa faculdade? CAP�TULO 18 = Por que dois m�diuns enxergam, ao mesmo tempo, quadros diferentes? CAP�TULO 19 = Podem, simultaneamente dois m�diuns, em se referindo a mesma entidade, fazer descri��es diferentes e serem ver�dicas, ambas? CAP�TULO 20 = Dever� ser? CAP�TULO 21 = Qual a finalidade de m�diuns curadores ? CAP�TULO 22 = � normal que m�diuns dessa natureza se utilizem de instrumental cir�rgico, de indument�ria, que os caracterizem como m�dicos? CAP�TULO 23 = Quais os cuidados que se deve tomar para que o m�dium curador n�o se apresente como um curandeiro e n�o esteja enq�adrado no C�digo Penal, pela pr�tica ilegal da medicina? CAP�TULO 24 = O endeusamento do m�dium constitui perigo para a mediunidade? Por qu�? CAP�TULO 25 = O m�dium pode trocar a tarefa medi�nica por outra atividade doutrin�ria? CAP�TULO 26 = Se o m�dium interrompe sua tarefa medi�nica, pode isto lhe causar danos? Por qu�? CAP�TULO 27 = Em mediunidade, o que seriam sintonia, resson�ncia e vibra��es compensadas? CAP�TULO 28 = Qual o papel dos centros vitais no interc�mbio medi�nico? CAP�TULO 29 = Considerando os v�rios casos medi�nicos abordados no livro Pain�is da Obsess�o, perguntamos se durante a recep��o do livro o irm�o desdobrou-se e conviveu com o ambiente espiritual? SEGUNDA PARTE - GRUPO MEDI�NICO CAP�TULO 30 = O que � um grupo medi�nico e qual o n�mero adequado de pessoas que deve constitu�-lo? CAP�TULO 31 = Qual o objetivo de uma sess�o medi�nica? CAP�TULO 32 = Como se devem Portar os m�diuns e os demais membros de um grupo, antes e depois do trabalho medi�nico? CAP�TULO 33 = Os participantes de uma sess�o medi�nica devem fazer algum tipo de preparo �ntimo durante o dia, antes mesmo do in�cio da reuni�o? CAP�TULO 34 = Uma sess�o medi�nica esp�rita deve ser sempre iniciada com uma Prece, e logo Passar-se � leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo? Agindo sempre assim, n�o se estar� criando um ritualismo? CAP�TULO 35 = Alguns grupos medi�nicos exigem a manifesta��o dos Mentores Espirituais para declararem iniciados os trabalhos. � isto necess�rio? CAP�TULO 36 = H� necessidade de se abrir um trabalho medi�nico usando express�es como: aberto com a chave de paz e amor, aberto com a prote��o da corrente do Himalaia ou outras do g�nero? CAP�TULO 37 = Por que acontece, �s vezes, nas sess�es medi�nicas, n�o haver nenhuma manifesta��o? O que determina ou impede as manifesta��es? CAP�TULO 38 = E a justificativa que � dada �s vezes de que, durante estes trabalhos, a movimenta��o dos esp�ritos utiliza os fluidos dos encarnados presentes Para realiza��o de tarefas somente no campo espiritual? CAP�TULO 39 = Seria justo, ent�o, se encerrasse a reuni�o depois de alguns minutos, desde que n�o se obtenha comunica��o nenhuma? CAP�TULO 40 = Como deve Proceder o dirigente das sess�es medi�nicas Para alcan�ar os objetivos superiores do trabalho? CAP�TULO 41 = Qual a fun��o da mesa medi�nica em uma reuni�o? CAP�TULO 42 = As reuni�es medi�nicas devem ser p�blicas? Por qu�? CAP�TULO 43 = Recebe o m�dium, em transe, a influ�ncia mental do grupo de que participa? CAP�TULO 44 = E aqueles grupos que se fecham em torno deles mesmos e seus membros n�o freq�entam palestras, reuni�es doutrin�rias e se dedicam t�o somente ao fen�meno em si, ao interc�mbio medi�nico? Estar�o procedendo corretamente? CAP�TULO 45 = Uma pessoa com problemas medi�nicos deve ser encaminhada, sem risco, para uma reuni�o medi�nica? CAP�TULO 46 = Basta ao m�dium freq�entar as reuni�es para resolver seus problemas? CAP�TULO 47 = Seria desaconselh�vel o desempenho medi�nico isolado bem como em reuni�es domiciliares ou recintos estranhos aos Centros ou locais similares? CAP�TULO 48 = O que pensar do Costume de fazer-se sess�es medi�nicas fora dos Centros Esp�ritas? CAP�TULO 49 = De que recursos disp�e o participante de uma reuni�o medi�nica para identificar a natureza dos esp�ritos? CAP�TULO 50 = A partir de que idade o jovem esp�rita pode participar de trabalhos medi�nicos? CAP�TULO 51 = N�o basta que o Jovem esp�rita tenha conhecimento te�rico da Doutrina? CAP�TULO 52 = Que pensar dos m�diuns psicof�nicos que recebem esp�ritos durante a sess�o, um atr�s do outro? Ser� ind�cio de grande mediunidade? CAP�TULO 53 = Quais as causas do sono de que muitos companheiros se queixam quando participam de uma reuni�o medi�nica? Como evit�-lo? TERCEIRA PARTE - DESENVOLVIMENTO MEDI�NICO CAP�TULO 54 = Quais seriam as etapas a serem percorridas pelo m�dium na sua educa��o medi�nica? CAP�TULO 55 = No desenvolvimento da faculdade em m�diuns principiantes, h� alguma utilidade em se lhes aplicar passes para facilitar, por exemplo, a psicofonia? CAP�TULO 56 = Em trabalhos de desenvolvimento medi�nico com m�diuns principiantes, haver� necessidade de mais de uma comunica��o ou uma seria suficiente? QUARTA PARTE - COMUNICA��ES CAP�TULO 57 = Quantas comunica��es um mesmo m�dium pode receber durante a sess�o medi�nica de atendimento a esp�ritos sofredores? CAP�TULO 58 = H� necessidade, ap�s uma comunica��o de um esp�rito infeliz, sofredor, de imediata incorpora��o do esp�rito mentor ou guia, para que haja a limpeza ps�quica do m�dium? CAP�TULO 59 = Por que � que, comumente, n�o vemos comunica��es de pretos-velhos ou de caboclos, nas sess�es medi�nicas esp�ritas? Isso se deve a algum tipo de procedimento? CAP�TULO 60 = Qual a interfer�ncia dos reflexos condicionados na manifesta��o medi�nica? QUINTA PARTE - DOUTRINA��O CAP�TULO 61 = Como deve processar-se a doutrina��o dos desencarnados nas reuni�es medi�nicas? CAP�TULO 62 = No atendimento a esp�ritos sofredores, o doutrinador deve, antes de mais nada, fazer o comunicante conhecer a sua condi��o espiritual? CAP�TULO 63 = Ser� plaus�vel que se desenrole a doutrina��o de desencarnados por meio de uma Pequena palestra, em que o doutrinador possa expressar-se como quem faz uma conclama��o? CAP�TULO 64 = Pode-se dizer que a responsabilidade do doutrinador � do mesmo n�vel da dos demais m�diuns participantes da sess�o? SEXTA PARTE - MENTORES CAP�TULO 65 = Haver� necessidade de que, no in�cio das sess�es medi�nicas, todos os m�diuns recebam seus mentores particulares, para garantirem suas presen�as ou para deixar cada qual sua mensagem? CAP�TULO 66 = O que pensar do m�dium que espera tudo do seu guia e do guia que faz tudo para o seu m�dium? CAP�TULO 67 = O que dizer dos m�diuns que s� recebem Esp�ritos Mentores e jamais sofredores? Seria uma mediunidade mais aprimorada? CAP�TULO 68 = A comunica��o de um Mentor � indiscut�vel? Se houver d�vida, o esp�rito pode ser interpelado? Pode-se pedir esclarecimentos ao Guia em rela��o as suas palavras? Isso n�o demonstraria falta de respeito? S�TIMA PARTE - PASSES CAP�TULO 69 = O que � o passe? Para ministrar um passe a pessoa deve estar mediunizada? Que voc� pensa do passe magn�tico? CAP�TULO 70 = Como definir o passe espiritual? Em que oportunidade ele se verifica? CAP�TULO 71 = Os esp�ritos poder�o aplicar diretamente um passe e, neste caso, n�o poder�amos chamar essa interven��o de passe espiritual? CAP�TULO 72 = Por que se costuma diminuir a claridade dos ambientes, onde se processam servi�os de aplica��o de passes? CAP�TULO 73 = Para a aplica��o do passe, o m�dium deve resfolegar, gemer, estalar os dedos, soprar ruidosamente, dar conselhos? CAP�TULO 74 = � necess�rio lavar as m�os, ap�s a aplica��o de passes? CAP�TULO 75 = H� necessidade do m�dium tocar ou encostar as m�os na pessoa que recebe o passe? CAP�TULO 76 = Por que muitos m�diuns ficam ofegantes, enquanto aplicam passes? CAP�TULO 77 = Os estalidos dos dedos ajudam, de algum modo, na aplica��o dos passes? CAP�TULO 78 = Na aplica��o dos passes, h� necessidade de que os m�diuns passistas retirem de seus bra�os, de suas m�os os adornos, como pulseiras, rel�gios, an�is? Isso tem alguma implica��o magn�tica ou � apenas para evitar ru�dos e dar-lhes maior liberdade de a��o? CAP�TULO 79 = Decorrer� algum problema do fato de se aplicar passes em algu�m que esteja de costas? CAP�TULO 80 = Muitos que aplicam passes, logo ap�s, sentam-se para receb�-los de outros afim de se reabastecerem. Que pensar de tal pr�tica? CAP�TULO 81 = Quando � admiss�vel fazerem-se passes fora do Centro Esp�rita, isto �, fazerem-se passes a domic�lio? Quais as conseq��ncias dessa pr�tica para o m�dium? CAP�TULO 82 = A �gua fluidificada tem valor terap�utico? CAP�TULO 83 = Quando � necess�ria ou desaconselh�vel, durante o passe, a manifesta��o psicof�nica? OITAVA PARTE - ALIMENTA��O CAP�TULO 84 = Como deve ser a dieta alimentar dos m�diuns nos dias de trabalho medi�nico? CAP�TULO 85 = O uso de alguma bebida alco�lica costuma trazer inconvenientes para os m�diuns? CAP�TULO 86 = A alimenta��o vegetariana ser� a mais aconselh�vel para os m�diuns em geral? NONA PARTE - ESTUDOS, PARTICIPA��O, RECEITU�RIO CAP�TULO 87 = O esp�rita, m�dium ou n�o, deve ler livros esp�ritas? CAP�TULO 88 = Apesar de necess�rio, por que notamos na maioria dos esp�ritas o desinteresse pela leitura de livros esp�ritas? Uns alegam que d� sono, outros que lhes d� dor de cabe�a, etc. Por que acontece isso? CAP�TULO 89 = Que benef�cios trazem os estudos evang�lico-doutrin�rios para o m�dium? CAP�TULO 90 = O que podemos pensar da atitude de muitos que, � guisa de cooperarem com v�rios Centros Esp�ritas, na segunda-feira, freq�entam um trabalho num determinado Centro; na ter�a, est�o num trabalho medi�nico, noutro Centro; na quarta feira num terceiro, e, assim, sucessivamente? CAP�TULO 91 = H� inconveniente em que um m�dium que participe de sess�o medi�nica esp�rita e que se afirme esp�rita freq�ente trabalhos medi�nicos de Umbanda? CAP�TULO 92 = No afastamento dos esp�ritos perturbadores, a Umbanda consegue melhor resultado do que uma sess�o medi�nica esp�rita? CAP�TULO 93 = Qual a denomina��o correta: receita homeop�tica ou orienta��o espiritual homeop�tica? CAP�TULO 94 = Qual a orienta��o adequada a seguir, a homeopatia ou a alopatia? D�CIMA PARTE - ESCOLHOS DA MEDIUNIDADE CAP�TULO 95 = Qual a diferen�a entre animismo e mistifica��o? CAP�TULO 96 = Dentro dos quadros da psiquiatria, como psicopatia, esquizofrenia, etc., quais as caracter�sticas que poderiam se enquadrar dentro das obsess�es? CAP�TULO 97 = Na terapia da desobsess�o, � bom que o obsidiado freq�ente trabalhos medi�nicos? D�CIMA-PRIMEIRA PARTE - USOS E COSTUMES CAP�TULO 98 = Quanto aos variados cursos de forma��o de m�diuns, espalhados por toda parte, s�o �teis, de fato, para os indiv�duos? CAP�TULO 99 = E sobre os cursos de forma��o de m�diuns que distribuem carteiras e diplomas aos seus concluintes? CAP�TULO 100 = Alguma necessidade particular existe para que se recomende aos m�diuns o uso de aventais, jalecos ou outras roupas especiais, nos trabalhos medi�nicos do Espiritismo? CAP�TULO 101 = As cores das roupas que os m�diuns estejam usando, interferem na qualidade do fen�meno medi�nico? CAP�TULO 102 = Observando-se, ainda, no exerc�cio medi�nico, o uso de velas, banhos, pontos tra�ados, defumadores, gostar�amos de saber as causas e origens, bem como os inconvenientes de tais pr�ticas. CAP�TULO 103 = Os distintivos s�o importantes para a classifica��o das condi��es dos m�diuns nas reuni�es medi�nicas? CAP�TULO 104 = � justo que, nas reuni�es medi�nicas ou fora delas, se fa�am oferendas materiais, objetos ou alimentos, no intuito de atender aos caprichos ou aplacar as necessidades que os esp�ritos denunciem? DIRETRIZES DE SEGURAN�A O homem moderno vive massificado por expressiva soma de informa��es que n�o consegue digerir emocionalmente. T�m prefer�ncia as not�cias que o agridem, atingindo-lhe o sentimento e perturbando-lhe a raz�o, gra�as � viol�ncia em alucina��o e ao sexo em desgoverno, exibindo os mitos do prazer e do triunfo; como se a criatura fosse apenas um ser fisiol�gico, dirigido pela sensa��o. Esmaecem a cultura e a �tica no universo da atualidade comportamental, enquanto o despaut�rio prop�e modelos psicol�gicos alienados que passam a conduzir a mole que os alimenta e os atende com paix�o. As filosofias imediatistas surgem pela madrugada e desaparecem ao entardecer das emo��es, deixando-os vazios perturbadores na mente e no sentimento dos seus aficionados. As doutrinas religiosas, esquecidas do homem e preocupadas com os grupos, associam Dion�sio e Paulo, Cristo e Baco, realizando banquetes em favor dos seus deuses, enquanto os atiram �s masmorras dos v�cios e das degrada��es. As conquistas cient�ficas beneficiam as elites, enquanto o indiv�duo, esquecido, encharca-se de rebeldia, contaminado pela desespera��o que campeia. H� tamb�m, inegavelmente, homens que s�o extraordin�rios exemplos de amor e de abnega��o, como Institui��es de benefic�ncia e dignifica��o humana, de solidariedade e de progresso, quais flora��es de b�n��os nas terras �ridas dos sentimentos individuais e coletivos. Assim considerando, saudamos, neste pequeno livro, o esfor�o conjugado de dois obreiros do Cristo, interessados em esclarecer os companheiros da marcha evolutiva, em torno da vida e da sua finalidade, dos fen�menos existenciais e da morte f�sica, da paranormalidade e da sobreviv�ncia do Esp�rito, da obsess�o e do servi�o ao bem, nos encontros fraternos de estudos esp�ritas, nos quais foram sabatinados pelo desejo honesto e saud�vel, por parte dos seus interrogadores, ansiosos por aprenderem mais. N�o s�o conceitos novos, nem trazem nada de original, porq�anto a Doutrina Esp�rita os explicita com admir�vel claridade, mas constituem uma contribui��o louv�vel e pr�tica para quem deseja uma vida pautada nas diretrizes da sadia moral e do bom tom. Esperamos que estas p�ginas logrem oferecer seguran�a comportamental e discernimento mental a todos aqueles que, desconhecendo os temas abordados ou tendo deles uma informa��o apenas superficial, resolvam-se por medit�-los, incorporando-os ao seu cotidiano. Exorando ao Senhor que a todos nos aben�oe, formulamos votos de paz e plenitude para os nossos caros leitores. Joanna de �ngelis P�gina psicografada pelo m�dium Divaldo P. Franco, em 30/8/1989, na sess�o medi�nica do Centro Esp�rita �Caminho da Reden��o�, em Salvador-Bahia. SEGURA DIRETRIZ Meditando sobre as p�ginas fulgurantes da Boa Nova, identificaremos o questionamento, a pergunta, como elemento de capital import�ncia, no relacionamento do Divino Amigo com os diversos indiv�duos que O rodeavam, nos instantes mais variados dos caminhos. �Senhor, que farei para conseguir a vida eterna?��, perguntou-Lhe o int�rprete da lei, desejando obter a preciosa orienta��o. �Por que dizem os escribas ser necess�rio que Elias venha primeiro?� 2, indagaram os Disc�pulos, que com Ele desciam do Tabor, ap�s expressiva demonstra��o da imortalidade gloriosa. �Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Alt�ssimo?� 3, interrogou Legi�o, identificando a autoridade do Bem sobre a ilus�o mal�fica e perturbadora. Essas e muitas outras quest�es foram respondidas pelo Mestre, buscando atender cada qual, de acordo com a necessidade e o entendimento dos questionadores. Entretanto, Jesus, por Sua vez, indagou aos que O cercavam, procurando faz�-los meditar, considerando-se que Ele sabia o que lhes ia nas almas, nos pensamentos, na condi��o de Celeste Zagal do rebanho humano: �Quem dizem os homens que eu Sou?� 4. E fez ressaltar, junto aos Disc�pulos, a cren�a popular no fen�meno da reencarna��o. �Mas, se falei bem, por que me feres?� 5. Deu ocasi�o, assim, para que a exibi��o vaidosa e a cobardia fossem denunciadas e abatidas pela coragem e grandeza de esp�rito. �Que queres que eu te fa�a?� 6. E ensinou a import�ncia de que tenhamos superiores e claros objetivos, em nossa f�, quando nos dirijamos �s Supremas Fontes da Vida. Perguntas, profundas ou simples, compuseram a pauta de formid�veis ocasi�es de aprendizado feliz, ao longo de todo o Evangelho de Jesus Cristo. Desse modo, quando, no Movimento Esp�rita, vemos os irm�os das lides terrenas se encontrarem para o estudo e, dentro dele, dedicarem algum tempo para dissiparem d�vidas, de modo honesto e salutar, vibramos com a possibilidade de que tais quest�es e suas respectivas respostas, apare�am documentadas para a elucida��o de muitos, em torno de diversos pontos da doutrina veneranda do Espiritismo. Louvamos ao Senhor, frente a esse pequeno trabalho, que, com certeza, se n�o representa novidade no contexto esp�rita, ser� segura diretriz, para tantos que anseiam por entender melhor ou ampliar reflex�es e conhecimentos sobre a pr�tica espiritista. Certo da b�n��o do Excelente Mestre para este singelo livro, anelamos por prosseguir estudando e avan�ando a servi�o da Seara do Bem, na qual nos encontramos engajados, pela miseric�rdia de nosso Pai. Camilo P�gina psicografada pelo m�dium.Raul Teixeira, em 04/9/1989, na sess�o medi�nica da Sociedade Esp�rita Fraternidade, em Niter�i-RJ. - Notas do m�dium 1 - Lucas, 10:25 2 - Marcos, cap�tulo 9�, vers�culo 11 3 - Marcos, cap�tulo 5�, vers�culo 7 4 - Marcos, cap�tulo 8�, vers�culo 27 5 - Jo�o, cap�tulo 18�, vers�culo 23 6 - Marcos, cap�tulo 10�, vers�culo 51 PRIMEIRA PARTE MEDIUNIDADE 1. finalidade da mediunidade na Terra. 2. informes e diretrizes no contato com os desencarnados. 3. superioridade de alguns m�diuns sobre outros. 4. mediunidades mais importantes. 5. os �dons� e a mediunidade. 6. anseio de ser m�dium como os m�diuns de destaque. 7. sobre os m�diuns inconscientes. 8. responsabilidade dos m�diuns inconscientes. 9. vida moral e interc�mbios. 10. defesas magn�ticas do Centro Esp�rita. 11. dificuldade de concentrar-se no bem durante a prece. 12. recursos para m�diuns conscientes. 13. controle do m�dium sobre as comunica��es. 14. cacoetes e vicia��es dos m�diuns. 15. bocejo e elimina��o de toxinas. 16. requisitos necess�rios aos m�diuns para as lides medi�nicas. 17. necessidade do estudo para os m�diuns. 18. transfer�ncia da responsabilidade dos m�diuns para os desencarnados comunicantes. 19. rela��o entre os fen�menos an�micos e medi�nicos. 20. sobre influ�ncias espirituais sobre os m�diuns fora da reuni�o medi�nica. 21. import�ncia da educa��o medi�nica. 22. necessidade do m�dium estudar-se para conhecer-se. 23. assimila��o ambiental por parte dos m�diuns. 24. pr�tica medi�nica e afinidades espirituais. 25. utilidade da vid�ncia. 26. colabora��o do m�dium vidente durante a sess�o medi�nica. 27. precariedade da faculdade medi�nica. 28. diferentes percep��es dos videntes. 29. descri��es diferentes sobre a mesma vis�o medi�nica. 30. finalidade dos m�diuns curadores. 31. o que representa o m�dium curador. 32. sobre o uso de instrumentos cir�rgicos e indument�rias entre m�diuns curadores. 33. m�diuns curadores e o C�digo Penal. 34. curandeirismo, supersti��o e explora��o da ingenuidade popular. 35. perigo do endeusamento de m�diuns. 36. perante o elogio danoso e o incentivo indispens�vel. 37. express�o medi�nica atual e sua vincula��o com o pret�rito reencarnat�rio. 38. troca da tarefa medi�nica por outra atividade doutrin�ria. 39. refer�ncia a Henrique Kemper Borges. 40. danos decorrentes da interrup��o da tarefa medi�nica. 41. mediunidade e predisposi��o org�nica. 42. mediunidade � compromisso para toda a vida. 43. sobre sintonia, resson�ncia e vibra��es compensadas. 44. compensa��o vibrat�ria defluente da ora��o. 45. centros vitais e interc�mbio medi�nico. 46. centros: coron�rio, cerebral, lar�ngeo, card�aco, g�strico, espl�nico e b�sico. 47. correspond�ncia entre veias e art�rias do corpo f�sico e linhas de for�a do perisp�rito. 48. correspond�ncia entre os plexos som�ticos e centros de for�a perispirituais. 49. livro Pain�is da Obsess�o e a conviv�ncia do m�dium com cenas e epis�dios. 50. doen�a f�sica e obsess�o. 1 Qual a finalidade da mediunidade na Terra? Divaldo - A mediunidade �, antes de tudo, uma oportunidade de servir. B�n��o de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual. Gra�as ao interc�mbio, podemos ter aqui, n�o apenas a certeza da sobreviv�ncia da vida ap�s a morte, mas tamb�m o equil�brio para resgatarmos com profici�ncia os d�bitos adquiridos nas encarna��es anteriores. E gra�as � mediunidade que o homem tem a antevis�o do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta � Erraticidade, trazendo-lhe informes de seguran�a, diretrizes de equil�brio e a oportunidade de refazer o caminho pelas li��es que ele absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta import�ncia, porque � gra�as a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de esp�rito imortal. Conforme afirmava o Ap�stolo Paulo, se n�o houvesse a ressurrei��o do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu. 2 H� mediunidades mais importantes que outras? E m�diuns mais fortes que outros? Raul - Verdadeiramente n�o pode haver mediunidades mais importantes que outras, nem m�diuns mais fortes do que outros. Existem m�diuns e mediunidades. Segundo Paulo de Tarso, existem os "dons" e ele se refere � vis�o, � audi��o, � cura, � palavra, ao ensino, mas disse que um s� � o Senhor�. Eles prov�m da mesma fonte. Os indiv�duos que psicografam, que psicofonizam, que materializam, poder�o todos realizar um trabalho apostolar, na realidade em que se encontram. N�o � o n�mero de possibilidades que d� import�ncia ao m�dium. O que engrandece espiritualmente o m�dium � aquilo que ele faz com os dons que possua. Verificamos que a import�ncia do m�dium se localiza na honra que tem de poder servir. N�o existem m�diuns mais fortes que outros, na Doutrina Esp�rita, mas, sim, os que s�o mais dedicados que outros, mais afervorados que outros, que est�o renunciando � mat�ria e efetuando o esfor�o do auto-aprimoramento mais que outros. Isso ocorre. E � esse esfor�o para algo mais alto que confere ao m�dium, ou a outro servidor qualquer, melhores condi��es de estar � frente na lide. Mas isso n�o significa que o que venha na retaguarda n�o poder� alcan��-lo, realizando os mesmos esfor�os. Conversando, oportunamente, com um grupo de amigos, o nosso vener�vel Chico Xavier dizia para os companheiros que o questionavam que o dia em que n�o chora, n�o viveu. Depreendemos disso que quanto mais se alteia a mediunidade, colocando aquele que dela � portador numa posi��o de destaque, numa posi��o de claridade, naturalmente, os que n�o desejam a luz mais atirar�o pedras � �l�mpada�, tentando quebr�-la, quando n�o desejam derrubar o �poste� que a sustenta. Da�, o m�dium mais importante ser aquele que mais disposto esteja para enfrentar essas Lutas em nome do Cristo, M�dium de Deus por excel�ncia, e o mais importante Senhor da mediunidade que conhecemos. N�o caber� nenhum des�nimo a nenhum de n�s outros que ainda nos localizamos numa faixa singela de mediunidade, galgando os primeiros passos. Isto porque j� ouvimos companheiros que gostariam de receber mensagens como o Chico recebe, desejariam receber obras daquele talante, desejariam ser m�diuns da envergadura desse ou daquele companheiro que se projeta na sociedade, mas desconhecem a cota de sacrif�cios di�rios, de lutas, de l�grimas, de ren�ncias a que eles t�m de se predispor e se dispor. Por isso, em Espiritismo, n�o h� m�diuns superiores a outros, nem mediunidades mais importantes que outras; existem oportunidades para que todos n�s tomemos a charrua da evolu��o sem olharmos para tr�s, crescendo sempre. 1 - Paulo, 1� Ep�stola aos Cor�ntios, cap�tulo 12�, vers�culos 1 a 11 3 Existe mediunidade inconsciente? Divaldo - Sem d�vida. Kardec classificava os m�diuns, genericamente, em dois tipos: seguros e inseguros. Dentro dessa classifica��o, os seguros s�o aqueles que filtram com fidelidade a mensagem, aqueles que s�o autom�ticos, sonamb�licos, inconscientes portanto, por meio dos quais o fen�meno ocorre dentro de um clima de profundidade, sem que a consci�ncia atual tome conhecimento. Podem ser os m�diuns conscientes, semiconscientes e inconscientes. Quanto �s suas aptid�es e qualidades morais, eles t�m vasta classifica��o. 4 Tem o m�dium inconsciente responsabilidade pelo que ocorra durante as comunica��es? Divaldo - O fen�meno � sonamb�lico, mas a comunica��o est� relacionada com a conduta moral do m�dium. Este � sempre respons�vel pelas ocorr�ncias, assim como em muitas obsess�es, quando o indiv�duo entra numa faixa de subjuga��o e perde a consci�ncia, ele parece n�o ser respons�vel pelo que se passa; no entanto, o � por haver sintonizado com aquele esp�rito que o dominou temporariamente. Est� no Evangelho de Jesus o assunto colocado de uma maneira brilhante pelo Mestre quando diz aos rec�m-liberados: �Vai e n�o tornes a pecar, para que te n�o aconte�a algo pior�1. Porque o indiv�duo que n�o se modifica permanece numa faixa vibrat�ria negativa e sintoniza com as entidades mais inditosas, portanto, semelhantes. Colocando-nos no plano da mediunidade, a nossa viv�ncia moral digna interdita o interc�mbio com as entidades fr�volas. As entidades mal�volas dificilmente se adentram na Casa Esp�rita que tem um padr�o vibrat�rio nobre, porque as defesas impedem que tais esp�ritos rompam as barreiras magn�ticas. Mas, a pessoa que se adentra sem o perseguidor dever� reformar-se enquanto est� no ambiente espiritual. O que ocorre ent�o? Tal indiv�duo, ao inv�s de acompanhar o doutrinador, de observar e meditar a respeito das li��es que lhe s�o ministradas, por uma vicia��o mental continua com os mesmos clich�s que trouxe l� de fora, ficando dentro do Centro, por�m ligado aos esp�ritos com os quais se afina, mantendo vincula��o hipn�tica, telep�tica. H� pessoas que n�o conseguem orar, e, quando v�o orar, ocorrem-lhes pensamentos de teor vibrat�rio muito baixo. Na hora da prece s�o assistidas essas pessoas por lembran�as de coisas desagrad�veis vulgares, sensuais, e n�o sabem compreender como isso lhes sucede. � resultado de h�bito mental. Se n�s, a vida inteira, jogamos para o inconsciente id�ias depressivas, vulgaridades, criamos ideoplastias perniciosas. A nossa mem�ria anterior ou subconsciente fica encharcada daquelas fixa��es. Na hora em que vamos exercitar um pensamento ao qual n�o estamos habituados, � l�gico que, primeiro, aflorem os que s�o freq�entes. Ilustraremos melhor: Imaginemos aqui um vaso comunicante em forma de letra �U� De repente vamos orar ou sintonizar com os esp�ritos nobres. Pelo superconsciente vem a id�ia passa pelo consciente e desce ao inconsciente. Ao passar por ali recebe o enxerto das id�ias arquivadas e chega novamente � raz�o, influenciada pela mescla do que est� em dep�sito. Se pegamos um vaso que est� com fuligem, com poeira e colocamos �gua limpa, ela entra cristalina, por�m sai suja, at� que, se perseverarmos e continuarmos colocando �gua limpa, ela ir� assear aquele dep�sito e sair�, por fim, como entrou. � necess�rio, ent�o, porfiar na id�ia, insistir nos planos positivos, permanecer nos pensamentos superiores. Somos sempre respons�veis por quaisquer comunica��es, desde que somos o fator que atrai a entidade que se vai apresentar, gra�as �s nossas vibra��es e conduta intelecto-moral. 1 Jesus, J�, cap�tulo 5�, vers�culo 14 5 De que disp�e o m�dium psicof�nico consciente para distinguir seu pensamento do pensamento da entidade comunicante? Divaldo - O m�dium consciente disp�e do bom senso. Eis porque, antes de exercitar a mediunidade deve estud�-la; antes de entregar-se ao minist�rio da viv�ncia medi�nica �-lhe l�cito entender o pr�prio mecanismo do fen�meno medi�nico. Allan Kardec, ali�s, s�bio por excel�ncia, teve a inspira��o ditosa de primeiro oferecer � Humanidade O Livro dos Esp�ritos, que � um tratado de filosofia moral. Logo depois, O Livro dos M�diuns, que � um comp�ndio de metodologia do exerc�cio da faculdade medi�nica. H� de ver-se, no cap�tulo 3�, que � dedicado ao m�todo, sobre a necessidade de o indiv�duo conhecer a fun��o que vai disciplinar. Ent�o o m�dium tem conhecimento de suas pr�prias aptid�es e de sua capacidade de exercit�-las. Na mediunidade consciente ou l�cida o fen�meno �, a princ�pio, �inspirativo�. Naturalmente os esp�ritos se utilizam do n�vel cultural do m�dium, o mesmo ocorrendo nas demais express�es medi�nicas: na semiconsciente e na inconsciente ou sonamb�lica. O m�dium, no come�o, ter� que vencer o constrangimento da d�vida, em cujo per�odo ele n�o tem maior certeza se a ocorr�ncia parte do seu inconsciente, dos arquivos da mem�ria anterior, ou se prov�m da indu��o de natureza extr�nseca. Atrav�s do exerc�cio, ele adquirir� um conhecimento de tal maneira equilibrado que poder� identificar quando se trata de si pr�prio - animismo ou de interfer�ncia espiritual - mediunismo. Atrav�s da lei dos fluidos, pelas sensa��es que o m�dium registra, durante a influ�ncia que o envolve, passa a identificar qual a entidade que dele se acerca. A partir da�, se oferece numa entrega tranq�ila, e o esp�rito que o conduz inspira-o al�m da sua pr�pria capacidade dando leveza �s suas id�ias habituais, oferecendo-lhe a possibilidade de s�ntese que n�o lhe � comum, canalizando id�ias �s quais n�o est� acostumado e que ocorrem somente naquele instante da concentra��o medi�nica. S� o tempo, por�m, pelo exerc�cio continuado, oferecer� a lucidez, a seguran�a para discernir quando se trata de informa��o dos seus pr�prios arquivos ou da interfer�ncia dos Bons Esp�ritos. 6 Pode o m�dium, em algumas comunica��es, n�o conseguir evitar, totalmente, as atitudes desequilibradas dos esp�ritos comunicantes? Divaldo - � medida que o m�dium educa a for�a nervosa, logra diminuir o impacto do desequil�brio do comunicante. � compreens�vel que, em se comunicando um suicida, n�o venhamos a esperar harmonia por parte da entidade em sofrimento; algu�m que foi v�tima de uma trag�dia sendo arrebatado do corpo sem o preparo para a vida espiritual apresentar� no m�dium o estertor do momento final, na pr�pria comunica��o, algumas convuls�es em virtude do quadro emocional em que o esp�rito se encontra. H�, por�m, certos cacoetes e vicia��es que nos cumpre disciplinar. H� m�diuns que s� incorporam (termo incorreto), isto �, somente d�o comunica��o psicof�nica, se bocejarem bastante. Para dar um toque de humor: quando eu comecei a freq�entar a Casa Esp�rita, na minha terra natal, a primeira parte era um Deus-nos-acuda! Porque as pessoas bocejavam e choravam, demasiadamente. Eu, como era m�dium principiante, cria que tamb�m deveria bocejar de quebrar o queixo. A �m�dium principal�, que era uma senhora muito cat�lica, iniciava as comunica��es sempre depois de intermin�veis bocejos e tosses que a levavam �s l�grimas. Hoje n�o bocejo, nem no meu estado normal. Quando eles v�m eu cerro os dentes e os evito. � l�gico que uma entidade sofredora nos impregna de energia perniciosa, advindo o desejo de exteriorizar pelo bocejo. � uma forma de eliminar toxinas. Mas n�s podemos elimin�-las pela sudorese, por outros processos org�nicos, n�o necessariamente o bocejo. H� outros m�diuns que t�m a depend�ncia, de todas as vezes em que v�o comunicar-se os esp�ritos, bater na mesa ou bater os p�s, porque se n�o baterem n�o se comunicam. Lembro de uma vez em que tivemos uma mesa redonda. � presidente da mesa era um homem muito bom, muito evangelizado, mas n�o havia entendido bem a Doutrina, tendo id�ias doutrin�rias muito pessoais. Ele me perguntou quando � que o esp�rito incorpora no m�dium. Mas logo respondeu: �A gente chupa... chupa... at� engolir! N�o � verdade ?�. S�o cacoetes, destitu�dos de sentido e l�gica. Os m�diuns t�m o dever de coibir o excesso de. dist�rbios da entidade comunicante. Na minha terra, vi senhoras que se jogavam no ch�o, e vinham os cavalheiros prestimosos ajud�-las... Gra�as a Deus eram todas magrinhas... O m�dium deve controlar o esp�rito que se comunica, para que este lhe respeite a instrumentalidade, mesmo porque o esp�rito n�o entra no m�dium. A comunica��o � sempre atrav�s do perisp�rito, que vai oferecer campo ao desencarnado. Todavia, a diretriz � do encarnado. 7 Quais s�o os requisitos necess�rios aos m�diuns que militam na tarefa medi�nica? Raul - Percebendo que a mediunidade � uma faculdade mental, ela independe de o indiv�duo ser nobre ou devasso. Sendo a mediunidade essa luz do esp�rito que se projeta atrav�s da carne, admitiremos tamb�m poder encontr�-la representando a treva do esp�rito que escorre atrav�s do soma. E exatamente por isso, percebemos que o m�dium dever� ajustar-se, quando deseje servir com o Cristo. Atrelado �s for�as do bem, ajustar-se ao esfor�o de vivenciar as li��es evang�licas, renovando, gradativamente, os panoramas da pr�pria exist�ncia, domando as inclina��es infelizes, inferiores, elevando o padr�o mental para que sua mentaliza��o se dirija para o sentido nobre, fazendo-o cada vez mais vibr�til nas m�os das Entidades Felizes. Logo, os requisitos para o exerc�cio da mediunidade no enfoque esp�rita ser�o o exerc�cio da humildade, da humildade que n�o se converte em subservi�ncia, mas que � a atitude de reconhecimento da grandeza da vida em face da nossa pequenez pessoal; o esp�rito de estudo, de apercebimento continuado das leis que nos regem, que nos governam. O m�dium esp�rita dever� estar sempre voltado para aumentar o seu patrim�nio de conhecimento das coisas, dando-nos conta de que o Esp�rito da Verdade nos disse ser necess�rio o amor que assiste, que guarda, que renuncia, que serve, e, ao mesmo tempo, a instru��o que de maneira alguma representar� apenas o diploma acad�mico, mas que � esse engrandecimento do car�ter, da intelig�ncia, esse amadurecimento que, muitas vezes, o diploma n�o confere. Exatamente a� o m�dium dever� ater-se ao estudo, ao trabalho, � abnega��o ao semelhante � nesse esfor�o estar� logrando tamb�m subir a ladeira para conquistar a humildade. Numa coloca��o feita pelo esp�rito Albino Teixeira, atrav�s de Chico Xavier, no livro Paz e Renova��o1, diz ele que o melhor m�dium para o mundo espiritual n�o � o que seja portador de m�ltiplas faculdades, mas � aquele que esteja sempre disposto a aprender e sempre pronto a servir. 1 XAVIER, F. C. Paz e renova��o, diversos esp�ritos, cap�tulo 34, 4� edi��o, CEC, Uberaba-MG, 1979. 8 O m�dium � respons�vel por toda e qualquer comunica��o medi�nica? Divaldo - Deve s�-lo, porque n�o � um aut�mato. Quaisquer comunica��es que lhe ocorram s�o atrav�s do seu psicossoma ou perisp�rito. A conduta do m�dium � de sua responsabilidade e, gra�as a essa conduta, ele responde pela aplica��o de suas for�as medi�nicas. � muito comum a pessoa assumir comportamentos contr�rios ao bom-tom e depois dizer que foram as entidades perniciosas que agiram dessa forma. Isso � uma evas�o da responsabilidade, porque os esp�ritos somente atuam pelo m�dium, nele encontrando receptividade para as suas indu��es. � importante saber que o m�dium � respons�vel pela manifesta��o que ocorra atrav�s dele. Para que se torne um m�dium seguro, um instrumento confi�vel, � necess�rio que evolua moral e intelectualmente, na raz�o em que exercita a faculdade. Gostaria de dar uma informa��o que nos transmitem os Amigos Espirituais: referem-se � seriedade com que as entidades que aqui trabalham est�o encarando este encontro�. Um dos fatores mais importantes para a divulga��o da Doutrina Esp�rita, al�m do estudo s�rio, � a mediunidade na viv�ncia, no comportamento dos m�diuns. Porque os ne�fitos atra�dos para a Doutrina v�m, invariavelmente, ansiosos pelos fen�menos e por solu��es para problemas que eles n�o querem eq�acionar. A invigil�ncia de alguns aprendizes do Espiritismo, trabalhando na mediunidade, responde pela deser��o dos inseguros, pelos desequil�brios na comunidade medi�nica. Esses Mentores est�o empenhados em n�s ajudar para o bom discernimento das nossas realiza��es. Registro, outrossim, a presen�a de v�rios desses amigos que prosseguem colaborando, vivamente empenhados no trabalho de educa��o e de ilumina��o das almas. Eles hoje aqui capitaneados pelo esp�rito Dr. Camilo Chaves, que tamb�m convidou um n�mero muito grande de antigos colaboradores da Doutrina Esp�rita nesta Cidade, tais como Pascoal Comanducci, Henriot, Bady Elias Guri, Dolores Abreu, professor C�cero Pereira, Virg�lio Almeida, C�lia Xavier, Schembri e outros trabalhadores afei�oados ao bem, que se encontram empenhados em promover o Consolador em nossas vidas para que as mesmas sigam, por acr�scimo de miseric�rdia, na dire��o de Jesus. 1 Refer�ncia ao Simp�sio sobre Mediunidade realizado pela Alian�a Municipal Esp�rita de Belo Horizonte - MG e pela Associa��o Esp�rita C�lia Xavier, da mesma cidade, nos dias 16 e 17 de junho de 1984, com a participa��o de Divaldo Franco e Raul Teixeira. 9 H� m�dium inconsciente que, ap�s a manifesta��o do esp�rito, n�o se recorda do que o comunicante disse ou fez por seu interm�dio? Divaldo - Sim. H� e ocorre com uma boa parcela dos sensitivos. � medida que a faculdade se torna male�vel, que os filtros se fazem mais fi�is, o m�dium n�o se recorda atrav�s da consci�ncia plena, mas ele sabe algo, porque todo fen�meno medi�nico d� mediante uma co-participa��o do esp�rito encarnado. 10 Essa co-participa��o seria um controle remoto do subconsciente? Divaldo - Exatamente. O esp�rito encarnado � quem c�a a mensagem da entidade desencarnada. Ent�o, ao mesmo tempo, exerce a fiscaliza��o, o controle, e co�be, quando devidamente educado, quaisquer abusos, preservando o instrumento de sua reencarna��o, que � o corpo. 11 Quer dizer que, no fundo, � sempre o m�dium o respons�vel, mesmo que tenha faculdade inconsciente, por aquilo que vem atrav�s dele? Divaldo - Da� dizer-se que em todo fen�meno medi�nico h� um efeito an�mico, assim como em todo fen�meno an�mico h� uma express�o medi�nica. Por melhor que seja o pianista, o som � sempre do piano. 12 O que deve fazer o m�dium quando influenciado por entidades da reuni�o, no trabalho, no lar? Quais as causas dessas influ�ncias? Divaldo - No cap�tulo 23� de O Livro dos M�diuns, Da Obsess�o, o Codificador reporta-se � invigil�ncia das criaturas. � natural que o indiv�duo seja m�dium onde quer que se encontre. A mediunidade n�o � uma faculdade que s� funcione nas reuni�es especializadas. Onde quer que se encontre o indiv�duo, a� est�o os seus problemas. � perfeitamente compreens�vel que n�o apenas na oficina de trabalho, como na rua, na vida social, ele experimente a presen�a dos esp�ritos; n�o somente presen�as positivas, como tamb�m perniciosas, entidades infelizes, esp�ritos levianos, ou aqueles que se comprazem em perturbar e aturdir. Cumpre ao m�dium manter o equil�brio que lhe � proposto pela educa��o medi�nica. Mediante a educa��o medi�nica pode-se evitar a interfer�ncia desses esp�ritos perturbadores em nossa vida de rela��o normal, para que n�o venhamos a cair na obsess�o simples, que � o primeiro passo para a subjuga��o - etapa terminal de um processo de tr�s fases. Quando estivermos em lugar n�o apropriado ao exerc�cio da mediunidade ou � exterioriza��o do fen�meno, disciplinemo-nos, oremos, volvamos a nossa mente para id�ias otimistas, agrad�veis, porque mudando o nosso clich� mental, transferimo-nos de atividade espiritual. � necess�rio que os m�diuns estejam vigilantes, porque � muito comum, gra�as �quele atavismo a que j� nos reportamos, a pessoa se caracterizar como m�dium por meio de pantomimas, de manifesta��es exteriores. Como querendo provar ser m�dium, a pessoa insensata faz caretas, toma choques, caracterizando-se com patologias nervosas. A mediunidade n�o tem nada a ver com essas extravag�ncias muito ao gosto dos exibicionistas. Como acontece com pessoas que, quando escrevem com a m�o, tamb�m escrevem com a boca, retorcendo-se, virando-se. N�o tem nada a ver uma coisa com outra. A pessoa para escrever assume uma postura correta, que aprendeu na escola. O m�dium deve aprender tamb�m a incorporas sem esses transtornos nervosos. No exerc�cio da mediunidade � preciso educar a postura do m�dium, para que ele seja intermedi�rio equilibrado, n�o dando ensejo a distonias na �rea medi�nica. 13 � poss�vel ao m�dium distinguir as altera��es ps�quicas e org�nicas que lhe s�o pr�prias das que est�o procedendo dos esp�ritos desencarnados? Divaldo - Um dos comportamentos iniciais do m�dium deve ser o de estudar-se. Da� ser necess�rio estudar a mediunidade. Eu, por exemplo, quando comecei o exerc�cio da mediunidade, ia a uma festa e assimilava de tal forma o psiquismo do ambiente, que me tornava a pessoa mais contente dali. Se ia a um casamento eu ficava mais feliz que o noivo. Se ia a um enterro ficava mais choroso que a vi�va, porque me contaminava psiquicamente, e ficava muito dif�cil saber como era a minha personalidade. Pois, de acordo com o local, havia como que um mimetismo, isto �, eu assimilava o efeito do ambiente. Lentamente, estudando a minha personalidade, as minhas dificuldades e comportamentos, logrei tra�ar o meu perfil pessoal, e estabelecer uma conduta medial para que aqueles que vivem comigo saibam como eu sou, e da� possam avaliar os meus estados medi�nicos. De in�cio, o m�dium ter� algumas dificuldades, porque o fen�meno produz uma interposi��o de personalidades estranhas a sua pr�pria personalidade. Somando-se velhas dificuldades � sensibilidade medi�nica, o sensitivo passa a ter muito agu�adas as reminisc�ncias das vidas pret�ritas, n�o o car�ter da consci�ncia, mas o somat�rio das experi�ncias. Recordo-me que, em determinada �poca da minha vida, terminada uma palestra ou reuni�o medi�nica, eu tinha uma necessidade imperiosa de caminhar. Caminhar at� a exaust�o f�sica. Naquele per�odo claro-escuro da mediunidade, sem saber exatamente como encontrar a paz, os esp�ritos me receitaram trabalho f�sico, para que, cansado, fosse obrigado ao repouso f�sico, porque tinha dificuldades de dormir. A vida f�sica era-me muito ativa e, mesmo quando o corpo ca�a no colapso, a mente continuava excitada, e eu me levantava no dia seguinte pior do que havia deitado. Ent�o, �s vezes, eu preferia n�o deitar. Com o tempo fui formando meu perfil de comportamento, de personalidade, aprendendo a assumir a responsabilidade dos insucessos e a transferir para os Mentores os resultados das a��es positivas que s�o sempre de Deus, enquanto os erros s�o sempre nossos. Estaremos sempre em sintonia com esp�ritos de comportamento id�ntico ao nosso. Da�, o m�dium vai medindo as suas rea��es, suas m�goas, ci�mes, invejas, e ir� identificando as rea��es positivas, a beleza, o desejo de servir. Por fim, aprende a selecionar quando � ele e quando s�o os esp�ritos que est�o agindo por seu interm�dio. 14 O que determinar� a qualidade dos esp�ritos que, pela lei das afinidades, ser�o impelidos a se afinarem conosco nas pr�ticas medi�nicas? Raul - Compreendemos que todos n�s renascemos com determinadas tarefas a realizar, e para esse entendimento, h� aqueles que renascem com a tarefa da mediunidade. O chamamento da mediunidade na hora correta mostra aquele que porta o compromisso ajustado. Normalmente, as entidades que dever�o trabalhar, que dever�o atuar no campo medi�nico, dirigindo as lides entre os companheiros da Terra, j� v�m ajustadas desde os seus contatos no mundo espiritual. Elas se posicionam como verdadeiros guardi�es para que, em momento oportuno, o indiv�duo se apresente diante do chamado. H� outros esp�ritos que est�o associados a essa program�tica reencarnat�ria e que se afinam com o encarnado fora do labor da mediunidade; e, � semelhan�a de algu�m que se transfira de uma casa para outra, de um bairro para outro, vai surgindo a vizinhan�a nova e v�o mostrando os esp�ritos que se unem por afinidades, por sintonia de gosto com aqueles que s�o os m�diuns. O m�dium, desejoso que a sua vizinhan�a espiritual seja do melhor naipe, dever� preparar-se para ser tamb�m de bom teor a sua vida. Como nos ensina Emmanuel, dever� ligar-se aos que est�o na faixa do Cristo1. E, mesmo quando se manifestem entidades enfermas, o m�dium estar� servindo � enfermagem espiritual, da mesma forma que um enfermeiro num hospital da comunidade, embora atenda a diversos doentes, a v�rios pacientes de m�ltiplas caracter�sticas, nem por isso assimilar� as mazelas do doente. Um m�dico que trabalhe com doen�as contagiosas, nem por isso contrair� as mol�stias das quais trata. Ent�o, esses m�diuns que est�o laborando com os diversificados tipos espirituais procurar�o ajustar-se aos Esp�ritos Benfeitores, unir-se pela viv�ncia, pela pr�tica do amor e da caridade, em suas v�rias dimens�es. Entendemos, com a Doutrina Esp�rita, que para nos ajustarmos aos Esp�ritos Nobres ser� necess�rio enquadrar nossa romagem, pensamentos e h�bitos ao bem e ao trabalho da caridade. 1. XAVIER, F.C. Seara dos m�diuns, Emmanuel, cap�tulo 38, 2� edi��o, FEB, Rio de Janeiro - RJ, 1973. 15 Que utilidade tem a mediunidade de vid�ncia? Divaldo - A utilidade � a de desvelar os pain�is do mundo espiritual, sabendo observ�-los, e, melhor ainda, mantendo discri��o no traduzi-los, para n�o a transformar num informativo de leviandades. 16 Qual a colabora��o que um m�dium vidente pode dar no transcurso de uma sess�o medi�nica? Divaldo - Fazendo observa��es, anotando pontos capitais e colaborando com o m�dium doutrinador, para que ele esteja informado da qualidade dos esp�ritos que ali se comunicam. 17 � sempre segura e permanente essa faculdade? Divaldo - Como toda faculdade medi�nica, ela � transit�ria e oscilante, dependendo muito do estado moral do m�dium. 18 Por que dois m�diuns enxergam, ao mesmo tempo, quadros diferentes? Divaldo - Porque as percep��es visuais s�o em faixas vibrat�rias, que oscilam de acordo com o grau de adiantamento do esp�rito do m�dium. Um registra uma faixa, na qual se manifestam os esp�ritos, e outro registra um tipo de faixa diversa. Ocorre, tamb�m, que a maioria dos m�diuns videntes � clarividente, e, nesse caso, a imagina��o, quando indisciplinada, elabora constru��es e imagens que ele n�o sabe traduzir, perturbando-se com aquilo que capta. 19 Podem, simultaneamente dois m�diuns, em se referindo a mesma entidade, fazer descri��es diferentes e serem ver�dicas, ambas? Divaldo - Seria o mesmo que duas pessoas de graus de cultura diversos descrevendo uma tela. Cada uma informar� os detalhes que lhe chamem a aten��o, com as possibilidades da sua capacidade descritiva. Mas o conjunto geral ser� o mesmo. 20 Dever� ser? Divaldo - Deve ser. 21 Qual a finalidade de m�diuns curadores ? Divaldo - A pr�tica do bem, do aux�lio aos doentes. O Ap�stolo Paulo j� dizia: �Uns falam l�nguas estrangeiras, outros profetizam, outros imp�em as m�os�...� Como o Espiritismo � o Consolador, a mediunidade, sendo o campo, a porta por meio da qual os Esp�ritos Superiores semeiam e agem, a faculdade curadora � o ve�culo da Miseric�rdia para atender a quem padece, despertando-o para as realidades da Vida Maior, a Vida Verdadeira. Ap�s a recupera��o da sa�de, o paciente j� n�o tem o direito de manter d�vidas nem suposi��es negativas ante a realidade do que experimentou. O m�dium curador � o intermedi�rio para o chamamento aos que sofrem, para que mudem a dire��o do pensamento e do comportamento, integrando-se na esfera do bem. 22 � normal que m�diuns dessa natureza se utilizem de instrumental cir�rgico, de indument�ria, que os caracterizem como m�dicos? Divaldo - Na minha forma de ver, trata-se de ignor�ncia do esp�rito comunicante, que deve ser devidamente esclarecido, e de presun��o do m�dium, que deve ter alguma frustra��o e se realiza dessa forma, ou de uma exibi��o, ou, ainda, para gerar maior aceita��o do consulente que, condicionado pela apar�ncia, fica mais receptivo. J� que os esp�ritos se podem utilizar dos m�diuns que normalmente n�o os usam, n�o vejo porque recorrer � t�cnica humana quando eles a possuem superior. 23 Quais os cuidados que se deve tomar para que o m�dium curador n�o se apresente como um curandeiro e n�o esteja enq�adrado no C�digo Penal, pela pr�tica ilegal da medicina? Divaldo - Primeiro, que ele estude a Doutrina Esp�rita, porque todo e qualquer m�dium que ignora o Espiritismo � algu�m que caminha em perigo. Por que � algu�m que caminha em perigo? Porque aquele que ignora os recursos que possui, que se desconhece a si mesmo, � incapaz de realizar um trabalho em profundidade e com equil�brio. Se estuda a Doutrina, fica sabendo que a faculdade de que se encontra revestido � tempor�ria, � o acr�scimo de responsabilidade, tamb�m uma prova��o, na qual ele estar� sendo testado constantemente e deve sempre, em cada exame, lograr um resultado positivo. Depois de se dedicar ao estudo da Doutrina, deve se vincular a um Centro Esp�rita, porque um dos fatores b�sicos do nosso comportamento � a solidariedade, em trabalho de equipe. Estando a trabalhar num Centro Esp�rita, ele estar� menos vulner�vel �s agress�es das pessoas fr�volas, irrespons�veis, dos interesseiros; ter� um programa de a��o, em dias e horas adrede estabelecidos. Ent�o, n�o ficar� � merc� da mediunidade, em fun��o dela, mas ser� um cidad�o normal, que tem seus momentos de atender, trabalhando para viver com dignidade e renunciando as suas horas de descanso em favor do minist�rio medi�nico. Para que ele se poupe de ficar incurso no C�digo Penal, deve fazer o exerc�cio da mediunidade sem prometer, sem anunciar curas retumbantes, porque estas n�o podem ser antecedidas, e a Deus pertencente, e n�o retire da mediunidade nenhum proveito imediato, porque o curandeirismo implica em explora��o da ingenuidade do povo, da supersti��o e da m�-f�. Se ele � dotado de uma faculdade medi�nica, seja qual seja, dentro de uma vida regular e equilibrada, preservar-se-� a si mesmo. Se, eventualmente, for colhido nas artimanhas e nas malhas da Lei, isto ser� conseq��ncia da Lei Divina. Que ele saiba pagar o pre�o do minist�rio que executa, que lhe foi confiado pelo Senhor. 24 O endeusamento do m�dium constitui perigo para a mediunidade? Por qu�? Raul - Evidentemente que tudo aquilo que constitui motivo de trope�o na estrada de qualquer criatura naturalmente poder� lev�-la � queda. Em se tratando de m�dium e de mediunidade, todo e qualquer endeusamento � plenamente dispens�vel, mesmo porque entendemos que o m�dium n�o fala por si pr�prio. O que ele apresenta de positivo, de nobre, de engrandecedor, deve-se � assist�ncia e � miseric�rdia dos Esp�ritos do Senhor, n�o havendo motivo, portanto, para que se vanglorie de uma virtude, de uma grandeza que ainda n�o lhe pertencem. Por outro lado, se o fen�meno ao qual ele serve de intermedi�rio n�o constitui essa grandiosidade, se s�o fen�menos modestos, ou se houve algum equ�voco ou alguma fragilidade nas coloca��es que alguma entidade apresentou, tamb�m n�o � motivo para que o m�dium se atormente, se entriste�a, porque ter� sido apenas filtro. Necessita, sim, a partir de ent�o, de ter o cuidado de estar cada dia mais vigilante, para que esse empobrecimento n�o se amplie, para que n�o seja co-participante dessa defici�ncia e para que ele, cada vez mais, se d� conta de que a vaidade poder� ser-lhe prejudicial. Por isso, qualquer endeusamento � desnecess�rio, � improf�cuo. Isso n�o dispensa que os companheiros, que estejam lidando com o m�dium, o possam incentivar para que ele cres�a, para que ele se desenvolva cada vez mais e melhor, para que estude, para que sirva, para que trabalhe. Assim afirmamos, porque temos visto oculta por tr�s desse broquei do nio-endeusamento uma parte muito consider�vel de um personalismo infeliz, de um despeito atormentante. Muitas vezes, diz-se que n�o se deve elogiar o m�dium, porque n�o haveria necessidade para tanto. Por�m, n�o se lhe diz nenhuma palavra que o impulsione para a frente, determinando uma posi��o de despeito, ou de indiferen�a. Se n�o precisamos dizer � criatura que ela � um m�dium melhor que Chico Xavier, e todos saber�o que � uma inverdade, poderemos dizer: prossiga, meu irm�o ou minha irm�, v� adiante... O Chico tamb�m come�ou nas lutas das suas experi�ncias iniciais, claro que estamos deixando de lado aquela continuidade de tarefas que ele vem fazendo desde reencarna��es anteriores, mas, de qualquer maneira, mesmo em encarna��es anteriores ele iniciou pelo simples, pelas coisas mais modestas, e se hoje ele � esse fil�o de grandiosa mediunidade, � porque esfor�ou-se, devotou-se nesse anelo da perfei��o espiritual. O endeusamento, ent�o, ser� sempre dispens�vel, mormente para aqueles m�diuns que estejam come�ando, mas n�o deveremos deixar de incentiva-los, doutrinariamente, para que n�o sejam desanimados pela onda terr�vel que agride m�diuns e mediunidades, nesses dias, que lan�a descr�dito e tenta jogar desdouro por sobre a tarefa medi�nica. 25 O m�dium pode trocar a tarefa medi�nica por outra atividade doutrin�ria? Divaldo - A tarefa medi�nica estar� presente na vida do instrumento, onde quer que ele se localize. � �bvio que a tarefa medi�nica foi por ele elegida e n�o seria l�cito que a abandonasse a meio do caminho, num mecanismo de fuga � responsabilidade, para a realiza��o de outra que, certamente, n�o levar� adiante, O indiv�duo, por exercer a mediunidade, pode e deve assumir outras tarefas que dizem respeito ao labor da Casa Esp�rita, mesmo porque a mediunidade n�o ir� tomar-lhe o tempo integral, de modo que o impe�a de vivenciar a program�tica da Doutrina Esp�rita em outros n�veis. Neste momento, eu vejo aqui um m�dium desencarnado, que viveu em Belo Horizonte. Era militar e se chama Henrique Kemper Borges. Entregou-se � mediunidade, trabalhando por longos anos a fio, sem que isso lhe perturbasse o labor da vida militar, social e doutrin�ria abra�ado, porque a educa��o da mediunidade, diz ele, �faz parte do Evangelho de Jesus e, � luz da Codifica��o Esp�rita, � uma diretriz de equil�brio no culto do dever que o esp�rito encarnado assume, para liberar-se do passado comprometido com aqueles a quem prejudicou e que ainda se encontram na erraticidade inferior, necessitando de sua ajuda e de seu apoio. Qualquer motivo que objetive desvi�-lo da tarefa abra�ada � mecanismo de fuga para acumpliciamento com a ociosidade.� 26 Se o m�dium interrompe sua tarefa medi�nica, pode isto lhe causar danos? Por qu�? Divaldo - O �xito de qualquer atividade depende do exerc�cio da aptid�o de que se � objeto. A mediunidade, segundo Allan Kardec, �� uma certa predisposi��o org�nica�1 de que as pessoas s�o investidas. A faculdade medi�nica � do esp�rito. A mediunidade �-lhe uma resposta celular do organismo. Apresenta-se como sendo uma aptid�o. Se a pr�tica n�o � convenientemente educada, canalizada para a finalidade a que se destina, os resultados n�o s�o, naturalmente, os desejados. A pessoa, n�o conduzindo corretamente as suas for�as medi�nicas, n�o logra os objetivos que persegue. Abandonando a tarefa a meio termo, � natural que a mesma lhe traga os efeitos que s�o conseq�entes do desprezo a que est� relegada. Qualquer instrumento ao abandono � v�tima da ferrugem ou do desajuste. Emmanuel, atrav�s da aben�oada mediunidade de Chico Xavier, afirmou com l�gica: �Quanto mais trabalha a enxada, mais a l�mina se aprimora. A enxada relegada ao abandono vai carcomida pela ferrugem.� Quando educamos a mediunidade, ampliando a nossa percep��o paraf�sica, desatrelamos faculdades que jaziam embrion�rias. Se, de um momento para outro, mudamos a dire��o que seria de esperar-se, � �bvio que a mediunidade n�o desaparece e o interc�mbio que se d� muda de condutor. O indiv�duo continua m�dium, mas j� que ele n�o dirige a faculdade para as finalidades nobres vai conduzido pelas entidades invigilantes, no rumo do desequil�brio. Da� dizer-se, em linguagem popular, que a mediunidade abandonada traz muitos danos �quele que dela � portador. Isso ocorre porque o indiv�duo muda de m�os. Enquanto est� no exerc�cio correto de suas fun��es, encontra-se sob o amparo de entidades respons�veis. Na hora que inclina a mente e o comportamento para outras atividades, transfere-se de sintonia, e aqueles com os quais vai manter o contato ps�quico s�o, invariavelmente, de teor vibrat�rio inferior, produzindo-lhe danos. Tamb�m seria o caso de perguntarmos ao pianista o que acontece com aquele que deixa de exercitar a arte a que se dedica no campo da m�sica. Ele dir� que perde o controle motor, que as articula��es perderam a flexibilidade, a concentra��o desapareceu e ele vai, naturalmente, prejudicado por uma s�rie de temores que o assaltam, impedindo-lhe o sucesso. A mediunidade � um compromisso para toda �a vida� e n�o apenas para toda a reencarna��o. Porque, abandonando os despojos materiais, o m�dium prossegue exercitando a sua percep��o paraf�sica em est�gios mais avan�ados e procurando chegar �s faixas superiores da Vida. 1. KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo, cap�tulo 24�, item 12, 92� edi��o, FEB, Bras�lia - DF, 1986. 27 Em mediunidade, o que seriam sintonia, resson�ncia e vibra��es compensadas? Divaldo - A sintonia, como o pr�prio nome diz, � a identifica��o. Estamos sempre acompanhados daqueles que nos s�o afins. A emiss�o de uma onda encontra resson�ncia num campo vibrat�rio equivalente. A� temos a sintonia, como numa r�dio que emite uma onda e � captada por um receptor na mesma faixa vibrat�ria. A sintonia de Chico Xavier com o Esp�rito Emmanuel d� essa resson�ncia maravilhosa, que � a obra aben�oada que o Instrutor mandou � Terra. A resson�ncia seria o efeito que decorre do mecanismo de sintonia. E as vibra��es compensadas s�o aquelas que oferecem, como o pr�prio nome coloca, a resposta dentro do padr�o de reciprocidade. Quando Chico sintoniza com Emmanuel recebe a compensa��o do benef�cio que decorre daquela onda provinda do Benfeitor, que lhe responde ao apelo atrav�s do bem-estar que lhe proporciona. Essa compensa��o pode ser positiva ou negativa. Se elaboramos id�ias infelizes somos compensados pelas respostas das entidades afins, que se comprazem em nos utilizar na vicia��o toxic�mana, alco�lica, tabagista ou no exagero em qualquer fun��o ou h�bito. Quando oramos ao Cristo, ou oramos a Deus, recebemos imediatamente a compensa��o do bem-estar que decorre de estarmos sintonizados com o Alto. 28 Qual o papel dos centros vitais no interc�mbio medi�nico? Raul - Encontramos os centros vitais como sendo representa��es do corpo psicossom�tico ou perisp�rito, correspondendo aos plexos no corpo f�sico. S�o verdadeiras subesta��es energ�ticas. � propor��o que encontramos no mapa fisiol�gico do indiv�duo, os diversos entroncamentos nervosos, de vasos, de veias, temos a� um foco de expans�o de energia. O nosso centro coron�rio, que � a porta que se abre para o cosmo, � a �esponja� que absorve o influxo de energia e o distribui para o centro cerebral, para o centro lar�ngeo, e, respectivamente, para outros centros que se distribuem com maior ou menor intensidade, atrav�s do corpo. Sabemos que tais energias, antes de atingir o corpo f�sico, abrigam-se no corpo espiritual. Do mesmo modo como se tiv�ssemos uma grande cisterna de �gua abastecendo uma cidade, tendo em cada resid�ncia a nossa particular, verificamos no organismo a grande �cisterna� que absorve as energias de maior vulto, que � o citado centro coron�rio, e as pequenas �cisternas� que v�o atendendo �s outras regi�es: o centro cerebral atendendo �s fun��es intelectivas do homem, acionando as fun��es da mente; o centro lar�ngeo respons�vel pela respira��o, pela fala e todas as fun��es importantes do aparelho fonador; temos o centro card�aco que est� ativando as emo��es, as emiss�es do sentimento do homem, atuando sobre o m�sculo card�aco. Conhecemos o centro g�strico respons�vel pela digest�o energ�tica e naturalmente achamos a�, no campo da mediunidade, uma contribui��o muito grande, porque os m�diuns invigilantes ou que est�o nas lides sem o devido policiamento, sem as devidas defesas, quando entram em contato com atormentados, sentem as tradicionais n�useas, absorvendo energias que os alimentam de maneira negativa e provocam mal-estares de repercuss�o no soma, no corpo f�sico; a dor de cabe�a, t�o comum aos m�diuns, s�o energias atingindo o centro cerebral. Lembramos, ainda, o centro espl�nico, respons�vel pela filtragem de energia, atuando sobre o ba�o, do mesmo modo que este � respons�vel pelo armazenamento do sangue, pela filtragem; e, achamos o centro b�sico ou gen�sico, por onde absorvemos a energia provinda dos minerais, do solo, o chamado pelos jogues de �kundalini� ou �fogo serpentino�. Esses centros espalhados s�o tidos como os mais importantes, mas, ao longo do corpo, temos v�rios outros centros por onde as energias penetram ou por onde elas s�o emitidas. Dessa forma, os centros de for�a s�o distribuidores de energia ao longo do corpo psicossom�tico que t�m a fun��o de atender ao corpo som�tico. Identificamos a correspond�ncia das veias, das art�rias e dos vasos no corpo f�sico com as �linhas de for�a� do corpo perispiritual. Eis porque, quando recebemos o passe, imediatamente, sentimos bem-estar, nos sentimos envolvidos numa onda de leveza que normalmente provoca-nos emo��o. Porque as energias penetram o centro coron�rio e s�o distribu�das por essas �linhas de for�a�, � semelhan�a de qualquer medicamento, elas v�o atingir as �reas carentes. Se estivermos com uma problem�tica card�aca, por exemplo, n�o haver� necessidade de aplicarmos as energias sobre o m�sculo card�aco, porque em penetrando nossa intimidade energ�tica, aquele centro lesado vai absorver a quantidade, a parcela de recursos flu�dicos de que mecessita. Do mesmo modo, se temos uma dor na ponta do p� e tomamos um analg�sico, que vai para o est�mago, a dor na ponta do p� logo passa. Ent�o, o nosso cosmo energ�tico est�, como diz a Doutrina Esp�rita, ligado c�lula por c�lula ao nosso corpo som�tico. Por isso, os centros de for�a do perisp�rito t�m seus correspondentes materiais nos plexos do corpo carnal, ou, dir�amos de melhor maneira, os plexos do corpo carnal s�o representantes materiais, s�o a express�o materializada dos fulcros energ�ticos ou dos centros de for�a, ou, ainda, dos centros vitais do nosso perisp�rito. 29 Considerando os v�rios casos medi�nicos abordados no livro Pain�is da Obsess�o, perguntamos se durante a recep��o do livro o irm�o desdobrou-se e conviveu com o ambiente espiritual? Divaldo - Durante o trabalho de psicografar o livro romanceado, os esp�ritos permitiram-me acompanhar o que grafavam. Como s�o psicografias feitas em horas espec�ficas, adrede reservadas para esse mister, registramos cenas, � medida que os esp�ritos iam escrevendo, atrav�s dos clich�s mentais que me projetavam. Certa vez, quando psicografava o P�rias em Reden��o1, que foi o nosso primeiro romance medi�nico ditado por Victor Hugo, observamos toda a paisagem que ele mostrava enquanto meu bra�o escrevia. Para minha surpresa, notei, quando li as p�ginas, que havia visto muito mais do que ali estava escrito. Ocorreu-me a id�ia de explicar aos confrades de nossa Casa, que era o mesmo que ir ao cinema acompanhado por um cego e estar explicando-lhe as cenas que se projetam na tela. A capacidade visual � muito maior do que a palavra ou a grafia. Assim, quando Manoel Philomeno escreveu a obra Pain�is da Obsess�o2, eu acompanhei o que estava anotando, havendo sido levado � Col�nia, onde se realizavam as duas interven��es cir�rgicas na personagem central de nome Argos, que havia contra�do a enfermidade f�sica, gra�as a um processo obsessivo que, atuando por meio de vibra��es viciosas nos centros vitais, a que se referiu Raul, terminou por matar as defesas imunol�gicas do organismo, dando margem a que o bacilo de Koch, que se encontrava no organismo, viesse a formar col�nias em seus pulm�es. 1 FRANCO, Divaldo P�rias em reden��o, Victor Hugo, 2� ed, FEB, Rio de Janeiro � RJ, 1976 2 FRANCO, Divaldo. Pain�is da obsess�o, Manoel Philomeno de Miranda, 1� edi��o, LEAL, Salvador-BA, 1983. SEGUNDA PARTE GRUPO MEDI�NICO 1. conceito de grupo medi�nico 2. tipos de participantes 3. sobre o n�mero de participantes 4. objetivo da sess�o medi�nica 5. ajuda rec�proca entre m�diuns e desencarnados 6. prontid�o dos m�diuns 7. estado geral do m�dium � hora da reuni�o 8. a��o dos integrantes da sess�o medi�nica, ap�s seu t�rmino, no mundo espiritual 9. avalia��o da reuni�o medi�nica 10. comportamento dos integrantes do grupo, antes e depois da sess�o 11. preparo �ntimo dos integrantes da sess�o medi�nica 12. h�bitos mentais e comportamentos morais 13. a��o dos perturbadores desencarnados nos dias das tarefas 14. sobre prece e leitura antes da sess�o medi�nica 15. sobre a exig�ncia da manifesta��o do Mentor para a abertura da sess�o 16. condicionamentos prejudiciais no in�cio das sess�es 17. uso de f�rmulas faladas para a abertura das sess�es medi�nicas 18. aus�ncia de comunica��es nas sess�es medi�nicas 19. conseq��ncias da queda do padr�o vibrat�rio das sess�es 20. atitude do dirigente das sess�es quando n�o ocorram manifesta��es 21. procedimento dos dirigentes para que alcancem seus objetivos doutrin�rios 22. alvitre para os dirigentes e candidatos � dire��o de sess�es 23. identifica��o de fen�menos an�micos e mistificadores 24. fun��o do grupo medi�nico 25. necessidade do fluido animal 26. reuni�o medi�nica p�blica 27. �xito da reuni�o depende da equipe 28. privacidade da reuni�o medi�nica 29. influ�ncia da equipe sobre o m�dium em transe 30. grupos fechados em torno de si mesmos 31. sobre o encaminhamento de pessoas com perturba��es medi�nicas para as sess�es 32. import�ncia e necessidade do estudo para os m�diuns 33. atendimento a quem chegue com problemas medi�nicos 34. perturba��o medi�nica como chamamento moral 35. freq��ncia do m�dium a reuni�es e solu��o de problemas 36. ansiedade de muitos m�diuns e o trabalho por fazer 37. reuni�es medi�nicas domiciliares 38. evangelho no lar com atividade medi�nica 39. lugar ideal para as sess�es medi�nicas 40. programa��o dos Benfeitores desencarnados para as sess�es 41. sess�es medi�nicas fora do Centro Esp�rita 42. para identificar a natureza dos esp�ritos nas sess�es medi�nicas 43. idade m�nima para o servi�o medi�nico 44. import�ncia da maturidade espiritual 45. n�o � suficiente o conhecimento te�rico para a participa��o medi�nica 46. sobre psicofonias m�ltiplas, uma atr�s da outra, por um mesmo m�dium 47. n�mero de manifesta��es por m�dium 48. problema do sono nas sess�es medi�nicas 49. sugest�es para os tarefeiros cansados da lide di�ria, Contra O Sono 50. sono como advers�rio terr�vel do aprendizado 30 O que � um grupo medi�nico e qual o n�mero adequado de pessoas que deve constitu�-lo? Divaldo - Entendemos por grupo medi�nico a associa��o de pessoas que t�m conhecimento da Doutrina Esp�rita e que pretendem dedicar-se ao estudo da fenomenologia median�mica e, simultaneamente, praticar a excelente li��o do pr�prio Espiritismo, que � a caridade. O n�mero de pessoas oscila de acordo com as possibilidades dos que dirigem o grupo. Ideal � que este seja constitu�do de elementos, como diz Allan Kardec1, simp�ticos entre si, que persigam objetivos superiores, que desejem instruir-se e que estejam dispostos ao minist�rio do servi�o cont�nuo; entretanto, merece considerar que todo grupo de experi�ncias medi�nicas fundamentado num n�mero excessivo de membros est� relativamente fadado ao fracasso. Os esp�ritos prescrevem um n�mero em torno de 15 (quinze), no m�ximo 20 (vinte), ou n�o inferior a 6 (seis), para que haja a equipe dos que funcionar�o na mediunidade, propriamente chamada, bem como a equipe dos que atender�o no socorro dos passes e atrav�s da mediunidade de doutrina��o, e, ao mesmo tempo, o grupo dos que poder�o atender como assessores para qualquer outra coopera��o necess�ria. 1 KARDEC, Allan. O livro dos m�diuns, cap�tulo 29�, item 331, 53� edi��o, FEB, Brasilia-DF, 1986. 31 Qual o objetivo de uma sess�o medi�nica? Divaldo - � acima de tudo uma oportunidade de o indiv�duo auto-reformar-se; de fazer sil�ncio para escutar as li��es dos esp�ritos que nos v�m, depois da morte, chorando e sofrendo, sendo este um meio de evitar que caiamos em seus erros. � tamb�m esquecer a ilus�o de que n�s estejamos ajudando os esp�ritos, uma vez que eles podem passar sem n�s. No mundo dos esp�ritos, as Entidades Superiores promovem trabalhos de esclarecimento e de socorro em seu favor; n�s, entretanto, necessitamos deles, mesmo dos sofredores, porque s�o a li��o de advert�ncia em nosso caminho, convidando-nos ao equil�brio e � serenidade. Assim, vemos que a ajuda � rec�proca: O m�dium � algu�m que se situa entre os dois hemisf�rios da vida. O membro de um labor de socorro median�mico � algu�m que deve estar sempre �s ordens dos Esp�ritos Superiores para os misteres elevados. � hora da reuni�o, devem-se manter, al�m das atitudes sociais do equil�brio, a serenidade, um estado de paz interior compat�vel com as necessidades do processo de sintonia, sem o que, quaisquer tentames neste campo redundar�o in�cuos, sen�o negativos. Depois da reuni�o � necess�rio manter-se o mesmo ambiente agrad�vel, porque, � hora em que cessam os labores da incorpora��o, ou da psicografia, o fen�meno objetivo externo, em si, n�o cessam os trabalhos medi�nicos no mundo espiritual. Quando um paciente sai da sala cir�rgica, o p�s-operat�rio � t�o importante quanto a pr�pria cirurgia. Por isso, o paciente fica carinhosamente assistido por enfermeiros vigilantes que est�o a postos para atend�-lo em qualquer necessidade que venha a ocorrer. Quando termina a lide medi�nica, ali vai encerrada, momentaneamente a tarefa dos encarnados, a fim de recome��-la, logo mais, no instante em que ele penetre a esfera do sono, para prosseguir sob outro aspecto ajudando os que ficaram de ser atendidos e n�o puderam, por uma ou outra raz�o. Ent�o, conv�m que, ao terminar a reuni�o medi�nica seja mantida a psicosfera agrad�vel em que as conversas sejam edificantes. Pode-se e deve-se fazer uma an�lise do trabalho realizado, um estudo, um cotejo no campo das comunica��es e depois uma verifica��o da produtividade; tudo isto em clima salutar de fraternidade objetivando dirimir futuras inquieta��es e problemas Outros. 32 Como se devem Portar os m�diuns e os demais membros de um grupo, antes e depois do trabalho medi�nico? Divaldo - Como verdadeiros crist�os. Devem manter a probidade, o respeito a si mesmos e ao seu pr�ximo; ter uma vida, quanto poss�vel, sadia, sabendo que o exerc�cio medi�nico n�o deve ser emparedado nas dimens�es de apenas uma hora de rel�gio, reservada a tal mister. 33 Os participantes de uma sess�o medi�nica devem fazer algum tipo de preparo �ntimo durante o dia, antes mesmo do in�cio da reuni�o? Divaldo - O esp�rita deve fazer um preparo normal, porque � um dever que lhe compete, uma vez que nunca sabe a hora em que ser� convocado ao retorno � consci�ncia livre. O esp�rita que freq�enta o labor medi�nico, al�m de esp�rita, � pe�a importante no mecanismo de a��o dos esp�ritos na dire��o da Terra. Ele deve fazer uma prepara��o, n�o somente nos dias da reuni�o, mas sempre, porque tal prepara��o seria insuficiente e ineficaz, j� que ningu�m muda de h�bitos, apenas por alterar sua atitude moment�nea. Nos trabalhos medi�nicos, s�o exig�veis h�bitos mentais de comportamento moral enobrecido, e estes n�o podem ser improvisados. Ent�o, os membros de uma sess�o medi�nica s�o pessoas que devem estar normalmente vigilantes todos os dias e, em especial, nos reservados ao labor, para que se poupem �s incurs�es dos esp�ritos levianos e advers�rios do Bem, que, nesse dia, tentar�o prejudicar a colabora��o e perturbar-lhes o estado interior, levando dist�rbios ao trabalho geral, que � o que eles objetivam destruir. Ent�o, nesse dia, a vigil�ncia deve ser maior: orar,ler uma p�gina salutar, meditar nela, reflexionar, evitar atitudes da chamada rea��o e cultivar as da a��o, pensar antes de agir, espairecer e se, eventual-mente, for colhido pela tempestade da ira, pela tenta��o do revide, que �s vezes nos chega, manter a atitude recomendada pelo Evangelho de Jesus. 34 Uma sess�o medi�nica esp�rita deve ser sempre iniciada com uma Prece, e logo Passar-se � leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo? Agindo sempre assim, n�o se estar� criando um ritualismo? Divaldo - Pode-se estar criando um h�bito n�o um ritual, porque a� n�o chega a ser um dever inadi�vel: N�s, por nossa vez, fazemos ao rev�s. Lemos uma boa p�gina de esclarecimento comentamos e fazemos a prece posteriormente depois do que a reuni�o tem in�cio. 35 Alguns grupos medi�nicos exigem a manifesta��o dos Mentores Espirituais para declararem iniciados os trabalhos. � isto necess�rio? Divaldo - Exigir a manifesta��o do Mentor � inverter a ordem do trabalho. Quem somos n�s para exigir alguma coisa dos Mentores? Quando o trabalho est� realmente dirigido, s�o os Mentores que, espontaneamente, quando conv�m, se apressam em dar instru��es iniciais, objetivando maior aproveitamento da pr�pria experi�ncia medi�nica. Ocorre que, se condicionar o in�cio do trabalho a incorpora��es dos chamados Esp�ritos guias, cri�r-se-� um estado de animismo nos m�diuns que, enquanto n�o ou�am as palavras sacramentais, n�o se sentir�o inclinados a uma boa receptividade. Isso � cria��o nossa, n�o � da Doutrina Esp�rita. 36 H� necessidade de se abrir um trabalho medi�nico usando express�es como: aberto com a chave de paz e amor, aberto com a prote��o da corrente do Himalaia ou outras do g�nero? Divaldo - Pessoalmente, n�o utilizamos nenhuma f�rmula, porque, na Doutrina Esp�rita, n�o existem chav�es, rituais, palavras cabal�sticas. Normalmente, dizemos que os trabalhos est�o iniciados como sendo uma advert�ncia para as pessoas saberem que j� estamos em condi��es de entrar em sintonia. Penso mesmo que seja desnecess�rio dizer que a sess�o est� aberta ou iniciada. Feita a prece, evocada a prote��o divina, automaticamente est� iniciado o labor. Desse modo, acrescentar quaisquer palavras que fa�am relembrar mantras, condicionamentos, � conspirar contra a pureza doutrin�ria criando certas manifesta��es circunstanciais, que somente cultivam a ignor�ncia e a supersti��o. 37 Por que acontece, �s vezes, nas sess�es medi�nicas, n�o haver nenhuma manifesta��o? O que determina ou impede as manifesta��es? Divaldo - O baixo padr�o vibrat�rio reinante no ambiente. A sintonia ps�quica dos membros da reuni�o responde pelos resultados da mesma. 38 E a justificativa que � dada �s vezes de que, durante estes trabalhos, a movimenta��o dos esp�ritos utiliza os fluidos dos encarnados presentes Para realiza��o de tarefas somente no campo espiritual? Divaldo - Para que eles realizem as tarefas no campo, espiritual, n�o necessitam da nossa presen�a Retiram os fluidos em outras circunst�ncias. � que quando ocorre a queda do padr�o vibrat�rio, e como os esp�ritos S�O trabalhadores, eles aproveitam o tempo da nossa ociosidade para produzirem Ent�o, diante de um poss�vel dano que poderia ser grave, eles diminuem as conseq��ncias realizan do trabalhos espirituais, conquanto os homens n�o Sintonizemos Com eles. 39 Seria justo, ent�o, se encerrasse a reuni�o depois de alguns minutos, desde que n�o se obtenha comunica��o nenhuma? Divaldo - N�o, porque esta � uma forma de disciplinar os membros da sess�o a terem responsabilidade e prepararem-se para o trabalho, que assumem espontaneamente. 40 Como deve Proceder o dirigente das sess�es medi�nicas Para alcan�ar os objetivos superiores do trabalho? Raul - A fim de atingir a meta proposta pelos Dirigentes Espirituais das sess�es, ser� de bom alvitre que o dirigente encarnado atenda a tarefa com a m�xima seriedade, considerando-a como o seu encontro mais �ntimo com a Espiritualidade. Na condi��o de condutor encarnado do cometimento medi�nico, dever� preparar-se para filtrar as inspira��es do Invis�vel Superior, por meio das indispens�veis disciplinas do car�ter, de uma vida enobrecida pelo cumprimento do dever, pela ren�ncia aos v�cios de todos os tipos, que enodoam tanto seu psiquismo quanto seu organismo f�sico. Ser� de grande valia para o dirigente, quanto para aqueles que se candidatam a tal dire��o de trabalhos medi�nicos, o gosto por estudar as obras liter�rias do Espiritismo, assim como o h�bito das medita��es em redor do que haja lido, facilitando a identifica��o das diversas ocorr�ncias que poder�o se dar nas sess�es, como permitindo interfer�ncias indispens�veis nessas ocasi�es, com conhecimento de causa. O fen�meno do animismo quanto o das mistifica��es, somente �s custas de muita reflex�o em torno de muito estudo, e amadurecimento, com o conseq�ente conhecimento do ser humano, poder�o ser identificados satisfatoriamente. 41 Qual a fun��o da mesa medi�nica em uma reuni�o? Raul - Entendemos que o agrupamento de companheiros de uma reuni�o medi�nica se destina a fomentar maior vincula��o entre as mentes. Disse Nosso Senhor Jesus Cristo que onde estivessem duas ou mais criaturas trabalhando em Seu nome, entre elas ou com elas estaria. A mesa, dita mesa medi�nica permite maior envolvimento dos encarnados m�diuns com os Benfeitores da Vida Mais Ampla, que ter�o uma vibra��o mental de boa qualidade, quando os m�diuns est�o Sintonizados na atividade do bem, para que eles Possam dela se Utilizar. As entidades que se comunicam em estado de necessidade carecem do chamado fluido animal, ou fluido magn�tico animal, como afirma Allan Kardec em O Livro dos M�diuns1, e essa Sintonia faz com que se aprimore a assist�ncia facilita o servi�o do bem na mediunidade, e � essa a oportunidade que os C�us concederam a n�s outros, os homens da Terra, para que, ao mesmo tempo em que estejamos crescendo, Cooperemos tamb�m para o crescimento dos outros, enxugando as nossas l�grimas com o mesmo len�o que enxugamos as l�grimas alheias. Ent�o, a mesa medi�nica ou grupo medi�nico se destina a fomentar a forma��o de um Corpo vibrat�rio A reuni�o medi�nica � uma reuni�o energ�tica por excel�ncia, em que as energias dos dois campos encarnado e desencarnado, se fundem para que se elevem as criaturas da Terra na conquista da felicidade interior. 1 KARDEC, Allan. O livro dos m�diuns, cap�tulo 4�, item 74 (5� e 14�), 53� edi��o, FEB, Bras�lia � DF, 1986. 42 As reuni�es medi�nicas devem ser p�blicas? Por qu�? Divaldo - O Codificador recomenda pequenos grupos, gra�as �s dificuldades que h� nos grandes grupos de sintonia vibrat�ria e harmonia de pensamentos. Uma reuni�o medi�nica de car�ter p�blico � um risco desnecess�rio, porque v�m pessoas portadoras de sentimentos os mais diversos, que ir�o perturbar, invariavelmente, a opera��o da mediunidade. Afirma os Benfeitores que uma reuni�o medi�nica � um grave labor, que se desenvolve no campo perispir�tico, e se a equipe n�o tem um conhecimento especializado, � compreens�vel que muitos problemas sucedam por neglig�ncia da mesma. A reuni�o medi�nica n�o deve ser de car�ter p�blico, porque teria fei��o especulativa, exibicionista, destitu�da de finalidade superior, atitudes tais que v�o de encontro negativa-mente aos postulados morais da Doutrina. Mesmo nas reuni�es medi�nicas privativas deve-se manter um n�mero ideal de membros, n�o excedente a 20 pessoas, para que se evitem essas perturba��es naturais nos grupamentos massivos. Onde haja um grupo medi�nico com grande n�mero, que seja dividido em dois trabalhos separados (porque, em Movimento Esp�rita, na ordem do bem, dividir � multiplicar o benef�cio daqueles que se repartem). Igualmente � necess�rio que as pessoas sejam afins entre si no grupo. Por motivos �bvios, se estamos numa reuni�o medi�nica e n�o somos simp�ticos a um indiv�duo, toda a comunica��o que por ele venha, os nossos recalques e conflitos p�em-nos carapu�as, acreditando serem indiretas a n�s dirigidas. Se, por acaso, algu�m n�o nos � simp�tico, quando ele entra em transe ficamos bombardeando: �Imagine o fingido; v� se eu vou acreditar nele!� Formamos assim, uma antena emissora de dificuldades para o companheiro que est� sendo agredido pela nossa mente, Porque desde que o indiv�duo � m�dium, ele n�o o � exclusivamente dos esp�ritos desencarnados mas tamb�m dos encarnados. O �xito de uma reuni�o medi�nica depende da equipe que ali comparece e n�o apenas do m�dium. Os Mentores programam, mas aquela equipe em funcionamento responder� pelos resultados. Nunca � demais recomendar que as sess�es medi�nicas sejam de car�ter privado. 43 Recebe o m�dium, em transe, a influ�ncia mental do grupo de que participa? Raul - Aprendemos em O livro dos M�dIuns1, com Allan Kardec, que a reuni�o � um ser coletivo. Todos aqueles que dela participam com qualquer fun��o que seja, est�o automaticamente vinculados �s suas ocorr�ncias de maneira que, muitas vezes, o grupo n�o estando bem Sintonizado e realizando um trabalho de alta envergadura, os m�diuns que s�o filtros dos esp�ritos encarnados e desencarnados estar�o filtrando, encharcando-se daquelas nuan�as vibrat�rias que o ambiente lhes permite fruir. Dessa maneira � que se justifica a desnecessidade de reuni�es medi�nicas com p�blico que n�o esteja sintonizado com a realidade do estudo doutrin�rio, porque os m�diuns ficam � merc� desses influxos de dardos mentais de indiferen�a, de descren�a e de petit�rios e, muitas vezes, a mensagem que eles veiculam sair� com o sabor dessas insinua��es, desses desejos e perturba��es. O grupo participa, tamb�m, das comunica��es com esse suporte energ�tico apoiando ou desequilibrando o m�dium, porque a reuni�o � um corpo coletivo. 1 KARDEC Allan. O livro dos m�diuns cap�tulo 29�, itens 324 e 331, 53� ed. FEB, Bras�lia - DF, 1986. 44 E aqueles grupos que se fecham em torno deles mesmos e seus membros n�o freq�entam palestras, reuni�es doutrin�rias e se dedicam t�o somente ao fen�meno em si, ao interc�mbio medi�nico? Estar�o procedendo corretamente? Divaldo - O mandamento � este: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei e que fa�ais ao pr�ximo quanto desejardes que o pr�ximo vos fa�a, equivalendo dizer que todo aquele que se isola perde a oportunidade de evoluir, porque todo enquistamento degenera em enfermidade. 45 Uma pessoa com problemas medi�nicos deve ser encaminhada, sem risco, para uma reuni�o medi�nica? Divaldo - A pergunta j� demonstra que a pessoa tendo problemas, deve primeiro eq�acion�-los, para depois estudar e aprimorar a faculdade que gera aqueles problemas. Como na mediunidade os problemas s�o do esp�rito e n�o da faculdade medi�nica, � necess�rio que primeiro se moralize o m�dium. Abandonando as paix�es, mudando a dire��o mental, criando h�bitos salutares para sua viv�ncia, reflexionando no Evangelho de Jesus, aprendendo a orar, ele eq�aciona na base, os problemas que inquietam o efeito, que � a faculdade medi�nica somente ap�s o qu�, � lhe l�cito educar a mediunidade. No cap�tulo 1 de O Livro dos M�diuns o Codificador examina o assunto na ep�grafe: H� Esp�ritos?. Explica Allan Kardec que ningu�m deve levar a uma sala de qu�mica por exemplo, algu�m que n�o entenda das f�rmulas e das composi��es qu�micas. Explico-me: um leigo chega numa sala e v� v�rios vidros, com �gua branca e uma anota��o que lhe parece cabal�stica: HN03 + 3HCL1. Para ele a anota��o n�o diz nada. Mas, se misturar aqueles l�quidos Corre perigo. Assim, tamb�m � necess�rio primeiro que o indiv�duo conhe�a no laborat�rio do mundo invis�vel as solu��es que vai manipular, para depois partir para as experi�ncias. � de bom alvitre, Portanto, que algu�m que tenha problemas de mediunidade seja encaminhado �s sess�es doutrin�rias de estudos, para primeiro evangelizar-se, conhecendo a Doutrina a fim de que, mais tarde, canalize as suas for�as medi�nicas num bom direcionamento. H� uma praxe entre as pessoas pouco esclarecidas a respeito da Codifica��o Esp�rita, que induz se leve o indiv�duo a uma sala medi�nica para poder eq�acionar problemas, como quem tira uma coisa inc�moda de cima da pessoa. O problema de que a criatura se v� objeto pode ser o chamamento para mudan�a de rota moral. A mediunidade que aturde � um apelo para retifica��o das falhas. E � necess�rio ir-se �s bases para modificar aqueles efeitos perniciosos. Da�, diante de uma pessoa com problemas medi�nicos, a primeira atitude nossa ser� encaminhar o necessitado � aprendizagem da Doutrina Esp�rita, que � a terap�utica para seus problemas. A mediunidade ser� educada a posteriori como instrumento de exerc�cio para o bem, mediante o qual granjear� t�tulos para curar o mal de que se � portador. 1 �gua R�gia, subst�ncia altamente corrosiva. 46 Basta ao m�dium freq�entar as reuni�es para resolver seus problemas? Raul - A quest�o de resolver problema se torna relativa. Os problemas que o m�dium resolve no trabalho dedicado � Doutrina Esp�rita s�o de ordem moral, porque ele passa a entender porque sofre, passa a compreender porque enfrenta dificuldades na fam�lia, na sa�de, mas isto n�o quer dizer que a mediunidade seria o suporte, o apoio para que ele possa vencer, vitoriar a etapa de lutas. A� percebemos que, se estivermos pensando nestes tipos de problemas f�sicos, a mediunidade n�o vai conseguir alij�-los do m�dium. Mas, n�o somente a� vamos achar a necessidade do m�dium, pois dever� ser levado ao trabalho de assist�ncia aos que precisam, � renova��o atrav�s dos estudos continuados, � participa��o efetiva, ao ato da caridade, que, conforme nos diz um Esp�rito Benfeitor, ter� que iniciar-se pelo dever, tornando-se um h�bito at� que isso se lhe penetre na alma em nome do amor, para que se torne um m�dium s�rio, sens�vel, e n�o um m�dium que apenas freq�enta a reuni�o, recebe seu guia, seu espiritozinho e depois volta para casa, sem ligar para o sofrimento da humanidade (n�o � da humanidade do Vietn�, do Camboja) a humanidade da sua rua, do seu bairro, dessa gente que sofre e que geme � volta de todos n�s. Vemos tantos m�diuns preocupados em Ouvir o gemido dos esp�ritos desencarnados e n�o ouvem os gemidos dos encarnados. Temos outros ansiosos por ver esp�ritos, sem notarem os que sofrem a sua volta; v�rios desejosos de materializar entidades, sem a preocupa��o de espiritualizar-se. Ent�o, para o m�dium ser� importante que ele se ajuste � din�mica da Doutrina Esp�rita, no trabalho da caridade, no esfor�o da renova��o dele e daqueles que o cercam. 47 Seria desaconselh�vel o desempenho medi�nico isolado bem como em reuni�es domiciliares ou recintos estranhos aos Centros ou locais similares? Divaldo - � desaconselh�vel esse comportamento como h�bito, o que n�o impede que, excepcionalmente, ocorra o fen�meno com a anu�ncia do m�dium sob a inspira��o dos Bons Esp�ritos. N�o chegaremos ao absurdo de supor que, no Lar, periodicamente, n�o venham os Benfeitores Espirituais para o di�logo de emerg�ncia, para uma palavra fraternal, para um encontro de est�mulo entre aqueles que se re�nem para orar. � desaconselh�vel que se transforme o estudo esp�rita e evang�lico realizado em fam�lia em reuni�o medi�nica, porque, como o nome diz, trata-se de uma oportunidade para estudar e meditar e n�o para o exerc�cio da mediunidade. Mas, vez que outra, dependendo dos Instrutores Espirituais, pode ocorrer comunica��o de Entidade Benfeitora para trazer um conte�do, que pare�a a esse Benfeitor, como de relev�ncia. N�o se permitindo, entretanto, que tal se transforme num h�bito. � desaconselh�vel que, em lugares n�o preparados o mister medi�nico venha a ocorrer para fen�meno com anu�ncia do sensitivo. Pergunt�r-se por qu�? Respondemos que, pelos danos que poder�o advir. Se o meio for hostil, leviano e de recursos ps�quicos negativos, podem ocorrer mistifica��es, distonias, aberturas vibrat�rias para esp�ritos que n�o tenham prop�sitos superiores. Seria o mesmo que requisitar determinada cirurgia num consult�rio m�dico onde n�o haja requisitos da assepsia, do instrumental, etc. Portanto, a Casa Esp�rita � o lugar ideal, porque ali os Benfeitores instalam equipamentos de Socorro de emerg�ncia; est�o entidades zelosas que se Postam para defender o recinto; encontram-se trabalhadores especializados que v�m para o minist�rio, adredemente programado. Porque se na Terra, que � o mundo dos efeitos s�o tomados cuidados antes das realiza��es � compreens�vel que no mundo espiritual as realiza��es mere�am um tratamento muito especializado no que tange ao progresso da criatura e da humanidade. Os Benfeitores programam as tarefas medi�nicas e aqueles que se v�o comunicar para que tudo ocorra em clima de ordem e de paz. O m�dium que se submete a fen�menos de ocasi�o est� sujeito a graves perigos, Porque seria o mesmo que Colocar instrumentos de alta sensibilidade nas m�os de pessoas inescrupulosas ou desconhecedoras de seu mecanismo. Concluindo � desaconselh�vel. 48 O que pensar do Costume de fazer-se sess�es medi�nicas fora dos Centros Esp�ritas? Divaldo - um h�bito muito perigoso Seria o mesmo que se levar pacientes para serem operados em qualquer lugar, s� Porque h� boa vontade, mas n�o se dispondo de conveniente assepsia nem dos requisitos necess�rios que se encontram nos hospitais. Nesse caso, os �xitos seriam raros. Al�m disso, ocorre que, realizada a sess�o em qualquer lugar, este fica marcado pelos esp�ritos sofredores que v�o sendo informados uns pelos outros, e come�am a freq�enta-lo. Se for um lar, como a� n�o existem as defesas necess�rias para as incurs�es de tais esp�ritos, trans forma-se em um pandem�nio. Indagar-se-�: e antes de haver os Centros Esp�ritas? Enquanto ignoramos, temos uma responsabilidade menor. Mesmo quando n�o se entendia de assepsia, faziam-se opera��es, mas o n�mero de �bitos era muito maior. J� que temos o Centro, por que desrespeit�-lo, fazendo sess�es medi�nicas noutro lugar, se ele � o determinado para tal? Se o problema � ir-se a um lugar, por que n�o ao ideal? 49 De que recursos disp�e o participante de uma reuni�o medi�nica para identificar a natureza dos esp�ritos? Divaldo - Pelos frutos conhecem-se as �rvores pelas a��es o car�ter dos homens, pela qualidade das comunica��es aqueles que as trazem. Em O Livro dos M�diuns1, o Codificador estabelece um crit�rio quase infal�vel. Os participantes observar�o a qualidade da mensagem, o car�ter do m�dium e, depois, o mensageiro que se apresenta. 1 KARDEC, Allan. O livro dos m�diuns, cap�tulo 24�, item 267 ( 1� a 26�), 53� ed. FEB, Bras�lia - DF, 1986. 50 A partir de que idade o jovem esp�rita pode participar de trabalhos medi�nicos? Divaldo - Desde quando esteja disposto a assumir responsabilidades. As jovens m�diuns que colaboraram com Kardec oscilavam entre 12 e 15 anos de idade, mas h� muita gente de 40 anos que n�o sabe manter perseveran�a nem responsabilidade. O problema n�o � de idade cronol�gica e sim de maturidade espiritual. 51 N�o basta que o Jovem esp�rita tenha conhecimento te�rico da Doutrina? Divaldo - Tudo aquilo que fica reduzido a palavras carece de fundamentos de atos. Se ele tem conhecimento te�rico da Doutrina, necessita p�r � prova esses conhecimentos atrav�s da boa pr�tica do Espiritismo. 52 Que pensar dos m�diuns psicof�nicos que recebem esp�ritos durante a sess�o, um atr�s do outro? Ser� ind�cio de grande mediunidade? Raul - A mediunidade amadurecida n�o � identificada pelo n�mero de desencarnados que se comuniquem por um �nico m�dium, numa mesma sess�o, mas ser� identificada pelo teor das comunica��es pela qualidade do fen�meno, que demonstrar� a maior ou menor afina��o do m�dium com as responsabilidades da tarefa. Cada m�dium, quando devidamente esclarecido e maduro para o desempenho dos seus compromissos, saber� que o n�mero avultado de comunica��es por sess�o poder� indicar descontrole do instrumento encarnado e n�o a sua pujan�a medi�nica. H� m�diuns que prosseguem dando passividade a entidades durante a prece de encerramento, sem qualquer disciplina, quando n�o justificam que tais entidades estavam programadas, como se os Emiss�rios do Al�m, respons�veis por lides t�o �graves, tivessem menor bom senso do que n�s, os encarnados. Um n�mero de at� duas comunica��es, e, em caso de grande necessidade e car�ncia de outros m�diuns, at� tr�s, parece bastante coerente. Todos os m�diuns, assim, ter�o chance de atender aos irm�os desencarnados, sem desnecess�rios desgastes. 53 Quais as causas do sono de que muitos companheiros se queixam quando participam de uma reuni�o medi�nica? Como evit�-lo? Raul - As causas podem ser v�rias. Desde o cansa�o f�sico, quando o indiv�duo que vem de atividades muito intensas e que, ao sentar-se, ao relaxar-se, naturalmente � tomado pelo torpor da sonol�ncia. Tamb�m, pode ser causado pela indiferen�a, pelo desligamento, quando algu�m est� num lugar, fisicamente, entretanto, pensando em outro, desejando n�o estar onde se acha. Compelido por uma circunst�ncia qualquer, a pessoa se desloca mentalmente. O sono pode, ainda, ser provocado por entidades espirituais que nos espreitam e que n�o t�m nenhum interesse em nosso aprendizado para o nosso equil�brio e crescimento. Muitas vezes, os companheiros questionam. �Mas n�s estamos no Centro Esp�rita, estamos num campo protegido e como o sono nos perturba?� Temos que entender que tais entidades hipnotizadoras podem n�o penetrar o circuito de for�as vibrat�rias da Institui��o ficam do lado de fora. Mas, a pessoa que entrou no Centro, na reuni�o n�o sintonizou-se com o ambiente, continua Vinculada aos que se conservam fora, e atrav�s dessa porta, desse plug aberto, ou dessa tomada, as entidades que ficaram l� de fora lan�am seus tent�culos mentais, formando uma ponte. Ent�o, estabelecida a liga��o atuam na intimidade dos centros neuroniais desses incautos, que dormem, que se dizem desdobrar: �Eu n�o estava dormindo... apenas desdobrei, eu ouvi tudo... �Eles viram e ouviram tudo o que n�o fazia parte da reuni�o. Foram fazer a viagem com as entidades que os narcotizaram. Deparamos a� com dist�rbios graves, Porque quando termina a reuni�o o indiv�duo est� fagueiro, �timo e sem sono e vai assistir � televis�o at� altas horas, depois de se haver submetido aos fluidos enfermi�os. Por isso recomendamos �queles que est�o cansados fisicamente, que fa�am um ligeiro repouso antes da reuni�o ainda que seja por poucos minutos, para que o organismo possa beneficiar-se do encontro, para que fiquem mais atentos durante o trabalho doutrin�rio, levantar-se, borrifar o rosto com �gua fria, colocar-se em uma posi��o discreta, sempre que poss�vel ao fundo do sal�o, em p�, sem encostar-se, a fim de lutar contra o sono. Apelar para a prece, porque sempre que estamos �desejosos de participar do trabalho do bem, contamos com a eficiente colabora��o dos Esp�ritos Bondosos. Faze a tua parte que o c�u te ajudar�. Temos, ent�o, o sono como esse terr�vel advers�rio de nossa participa��o, de nosso aprendizado, de nosso crescimento espiritual. N�o permitamos que ele se apodere de n�s. Lutemos o quanto conseguirmos, e deveremos conseguir sempre, para combat�-lo, para termos bons frutos no bom aprendizado. TERCEIRA PARTE DESENVOLVIMENTO MEDI�NICO 1. etapas da educa��o medi�nica 2. necessidade do estudo esp�rita 3. atendimento ao m�dium atormentado 4. aplica��o de passes para facilitar o transe medi�nico 5. efeitos dos passes sobre os m�diuns na realiza��o medi�nica 6. sensa��es ps�quicas e org�nicas durante o transe medi�nico 7. desenvolvimento de m�diuns principiantes 8. tempo m�dio para o estabelecimento e para o desfazimento do transe medi�nico 9. n�mero m�ximo de manifesta��es para m�diuns principiantes 54 Quais seriam as etapas a serem percorridas pelo m�dium na sua educa��o medi�nica? Raul - Segundo Allan Kardec, em: O Livro dos M�diuns1, a mediunidade n�o dever� ser explorada antes que venha a eclodir. Dever-se-ia esperar que ela brotasse e, a partir de ent�o, se lhe daria o devido trato. Sendo assim, embora encontremos muitos companheiros que se candidatam ao exerc�cio da mediunidade, sem que jamais hajam sentido coisa alguma que lhes demonstre serem portadores desse grau ostensivo de mediunidade, as nossas Institui��es Esp�ritas devem estar sempre em guarda cuidadosa, para que n�o inaugurem o sistema de fabrica��o medi�nica destitu�da de qualquer valor doutrin�rio, uma vez que h� companheiros que se aproximam das Institui��es Esp�ritas, portando tais peculiaridades medi�nicas j� em processo de desabrochamento. A Institui��o orientada pela Doutrina dever� aproxim�-los dos estudos doutrin�rios, das reuni�es doutrin�rias, do trabalho assistencial em favor de necessitados, daqueles labores que possam gradativamente disciplinar a criatura. N�o � oportuno que ela chegue ao Centro e seja, de imediato, encaminhada � mesa de trabalhos medi�nicos, mas, sim, introduzida no campo de estudo, de conhecimento doutrin�rio esp�rita. Se a pessoa estiver com a mediunidade atormentada ser� encaminhada para tratamento atrav�s de passes, explica��es doutrin�rias e da participa��o nas reuni�es de estudos, para que possa, gradualmente, ir assentando essas energias revoltas, equilibrando-se at� que possa chegar � atividade propriamente medi�nica. Isto porque, se aproximarmos a criatura, sem nenhum conhecimento esp�rita da mediunidade, aquilo n�o lhe sendo compreens�vel poder� afast�-la ou perturb�-la ainda mais. N�o sabendo o que ocorre consigo mesma, a pessoa, ao inv�s de entregar-se ao labor, procura fugir, procura criar empecilhos de maneira consciente ou inconsciente. E � exatamente por isso que, n�o oferecendo a mediunidade nenhum espet�culo, sendo um fen�meno natural, exigir� que o companheiro tenha, pelo menos, as primeiras no��es basilares do que a Doutrina Esp�rita nos fala a respeito desse tentame. Por isso, aqueles que se aproximam da mediunidade dever�o encontrar, nas Institui��es Esp�ritas, a orienta��o para o tratamento, para o trabalho e para o estudo conforme Allan Kardec nos preceitua. 1 KARDEC, Allan. O livro dos m�diuns, cap�tulo 16�, item 198, 53� edi��o, FEB, Bras�lia - DF, 1986. 55 No desenvolvimento da faculdade em m�diuns principiantes, h� alguma utilidade em se lhes aplicar passes para facilitar, por exemplo, a psicofonia? Divaldo - Este exerc�cio �, �s vezes, positivo, porque o m�dium estando com os centros ps�quicos ainda n�o disciplinados durante a hora da concentra��o, entra em conflito, por n�o saber distinguir as sensa��es e emo��es suas, daquelas que ele registra e que pertencem ao esp�rito desencarnado Experimenta taquicardia, h� o resfriamento corporal colapso perif�rico, a ansiedade que s�o t�picos da presen�a dos esp�ritos que padecem, mas que, muitas vezes s�o da pr�pria expectativa. No caso da aplica��o do passe objetivando ajudar, aumenta no m�dium a carga vibrat�ria e isso facilita-lhe o fen�meno. Mas, por outro lado, n�o deve ser habitual, para n�o lhe criar condicionamentos. Por isto, deve-se aplicar passes s� esporadicamente. 56 Em trabalhos de desenvolvimento medi�nico com m�diuns principiantes, haver� necessidade de mais de uma comunica��o ou uma seria suficiente? Divaldo - Para exercitar a mediunidade, o que importa n�o � o n�mero de comunica��es, mas a qualidade delas. O m�dium deve esperar sentir-se dominado pela vontade do h�spede, que o vai controlando, a fim de que consiga registrar, em plenitude, a mensagem. Este processo demora uns cinco minutos, antes do ato de falar, e perdura por uns dez a quinze minutos, depois do sil�ncio, quando as energias v�o retornando ao estado primitivo e reequilibrando o psiquismo do m�dium. No caso de desenvolvimento de um m�dium principiante num grupo expressivo no m�ximo duas comunica��es de sofredores. QUARTA PARTE COMUNICA��ES 1. n�mero de comunica��es por sess�o 2. manifesta��o do esp�rito-mentor, ap�s a do esp�rito sofredor 3. comunica��es de pretos-velhos e de outras entidades 4. linguagem dos comunicantes 5. reflexos condicionados e manifesta��es 6. import�ncia da educa��o medi�nica 7. interfer�ncia an�mica nociva 57 Quantas comunica��es um mesmo m�dium pode receber durante a sess�o medi�nica de atendimento a esp�ritos sofredores? Divaldo - Um m�dium seguro, num trabalho bem organizado, deve receber de duas a tr�s comunica��es, quando muito, para que d� oportunidade a� outros companheiros de tarefas, e para que n�o tenha um desgaste exagerado. Tenho tido o h�bito de observar, em m�diuns seguros, conhecidos nossos, que eles incorporam, em m�dia, tr�s entidades sofredoras ou perturbadoras e o mentor espiritual; raramente ocorrem cinco manifesta��es pelo mesmo instrumento, principalmente num grupo. 58 H� necessidade, ap�s uma comunica��o de um esp�rito infeliz, sofredor, de imediata incorpora��o do esp�rito mentor ou guia, para que haja a limpeza ps�quica do m�dium? Divaldo - Absolutamente, n�o h�. 59 Por que � que, comumente, n�o vemos comunica��es de pretos-velhos ou de caboclos, nas sess�es medi�nicas esp�ritas? Isso se deve a algum tipo de procedimento? Raul - A express�o da pergunta est� bem a calhar. Realmente, a maioria dos participantes n�o v� os esp�ritos que se comunicam, mas eles se comunicam. O Espiritismo n�o tem compromisso de destacar essa ou aquela entidade, em particular. Se as sess�es medi�nicas esp�ritas s�o abertas para o atendimento de todos os tipos de esp�ritos, por que n�o viriam os que ainda se apresentam como pretos-velhos ou novos, brancos, amarelos, vermelhos, �ndios, ou caboclos, e esquim�s? O que ocorre � que tais esp�ritos devem ajustar-se �s disciplinas sugeridas pelo Espiritismo e s� n�o as atendem quando seus m�diuns, igualmente, n�o as aceitam. Muitos esp�ritos que se mostram no Al�m como antigos escravos africanos, ou como ind�genas, falam normalmente, sem trejeitos, embora as formas externas dos perisp�ritos possam manter as caracter�sticas que eles desejam ou as quais n�o lograram desfazer. Talvez muitos esperassem que esses desencarnados se expressassem de forma confusa, misturando a l�ngua portuguesa com outros sons, expressando-se num dialeto impenetr�vel, carecendo de int�rpretes especiais, que, na maior parte das vezes, fazem de conta que est�o entendendo tal mescla. Se o esp�rito fala em nag�, que seja nag� de verdade. Se se apresenta falando guarani, que seja o verdadeiro guarani. Entretanto, n�o sendo o idioma exato do seu passado reencarnat�rio, por que n�o falar o m�dium em portugu�s, pois que capta o pensamento da entidade e reveste-o com palavras? N�o h�, portanto, preconceito nas sess�es esp�ritas. Entretanto, procura-se manter o respeito �s entidades, � mediunidade e � Doutrina Esp�rita, buscando a coer�ncia com a verdade que j� identificamos. 60 Qual a interfer�ncia dos reflexos condicionados na manifesta��o medi�nica? Raul - Carregando m�ltiplas experi�ncias de um passado remoto ou pr�ximo, � natural que num momento de exacerba��o da mente, quando temos o inconsciente mais � tona, coisas e fatos nele repousantes tendam a se apresentar. Os nossos reflexos incondicionados, cuja regi�o de localiza��o � a �rea do subc�rtice, abaixo da parte cinzenta, quando s�o acionados pela interfer�ncia da mediunidade, que atua sobre o Sistema nervoso central, deixam-nos a facilidade de reexperimentar uma s�rie de situa��es ps�quicas Condicionadas nos dias passados em outras reencarna��es. � na educa��o medi�nica na educa��o doutrin�ria esp�rita, que vamos nos apercebendo de como somos, do modo como agimos e daquilo que � necess�rio ao desempenho feliz da mediunidade. Come�aremos por dar menos vaz�o aos aspectos do reflexo negativo do passado, dos que Possam empanar a express�o medi�nica; e, aos reflexos Positivos, Porque fazem parte do conjunto de experi�ncias nobres, deixaremos que se intensifiquem em nossa vida, porque o nosso aprendizado atual � feito por sobre registros de passagens pr�ximas ou distantes, permitindo que as conquistas se incorporem ao nosso patrim�nio espiritual. Com a pr�tica da auto-an�lise, do autoconhecimento, evitaremos que se insurja a apavorante sombra da desproporcional interfer�ncia an�mica que nada mais � do que o exacerbamento de certos reflexos que permitem a eclos�o da pr�pria personalidade ou de personalidades vividas no passado. Valorizemos, ent�o, a influ�ncia dos reflexos passados em nossa atua��o medi�nica, quando os mesmos forem positivos e expressivos, capazes de nos conduzir para o enobrecimento espiritual. QUINTA PARTE DOUTRINA��O 1. processamento da doutrina��o de desencarnados 2. l�gica da doutrina��o 3. sobre o an�ncio da desencarna��o ao comunicante 4. habilidade e carinho do doutrinador 5. doutrina��o e empatia 6. doutrina��o como di�logo fraternal 7. sobre a responsabilidade dos m�diuns e doutrinadores 8. o �ser coletivo� de Allan Kardec 61 Como deve processar-se a doutrina��o dos desencarnados nas reuni�es medi�nicas? Raul - A doutrina��o, ou esclarecimento, dirigida aos companheiros desencarnados, que se apresentam nas reuni�es de interc�mbio medi�nico, deve ser processada dentro de um clima de entendimento e respeito, estando certo o doutrinador, ou esclarecedor, de estar dialogando com um ser humano, cuja diferen�a mais not�vel � a estar o esp�rito despojado do corpo f�sico. Refletindo sobre tal verdade, o doutrinador n�o ignorar� que o desencarnado continua com possibilidades de sentir simpatia ou antipatia, de nutrir amor ou �dio, alegria ou tristeza, euforia ou depress�o. Que ele pode ainda ser l�cido ou embotado, zombeteiro, leviano, emotivo ou frio de sentimentos. A doutrina��o, a partir dessa reflex�o, se desenvolver� como um di�logo com outro ser humano, quando pelo menos um dos conversadores � nobre e atencioso. Assim, evitar-se-�o, por parte do doutrinador, amea�as, chantagens, irrita��o ou desd�m. Em tudo, o bom senso. O doutrinador deixa a entidade falar, dizer a que veio, o que deseja, e, da�, vai conversando, perguntando sem agress�o, chamando o desencarnado � medita��o, � compreens�o, admitindo, contudo, que, nem sempre, ser� tarefa muito f�cil ou imediata, como entre pessoas encarnadas que t�m dificuldade de entender as coisas, por m�ltiplas raz�es, e passam longos meses ou mesmo anos, �s vezes, para reformar uma opini�o ou abrir m�o de determinados costumes ou procedimentos. 62 No atendimento a esp�ritos sofredores, o doutrinador deve, antes de mais nada, fazer o comunicante conhecer a sua condi��o espiritual? Divaldo - H� que perguntar-se, quem de n�s est� em condi��es de receber uma not�cia, a mais importante da vida, como � a da morte, com a serenidade que seria de se esperar? N�o podemos ter a presun��o de fazer o que a Divindade tem paci�ncia em realizar. Essa quest�o de esclarecer o esp�rito no primeiro encontro � um ato de invigil�ncia e, �s vezes, de leviandade, porque � muito f�cil dizer a algu�m que est� em perturba��o: Voc� j� morreu! � muito dif�cil escutar-se esta frase e receb�-la serenamente. Dizer a algu�m que deixou a fam�lia na Terra e foi colhido numa circunst�ncia tr�gica, que aquilo � a morte, necessita de habilidade e carinho, preparando primeiro o ouvinte, a fim de evitar-lhe choques, ulcera��es da alma. Considerando-se que a terap�utica moderna, principalmente no cap�tulo das psicoterapias, objetiva sempre libertar o homem de quaisquer traumas e n�o lhe criar novos, por que, na Vida Espiritual, se dever� usar uma metodologia diferente ? A nossa tarefa n�o � a de dizer verdades, mas, a de consolar, porque, dizer simplesmente que o comunicante j� desencarnou, os Guias tamb�m poderiam faz�-lo. Deve-se entrar em contato com a entidade, participar da sua dor, consol�-la, e, na oportunidade que se fa�a l�gica e pr�pria, esclarecer-lhe que j� ocorreu o fen�meno da morte mas, somente quando o esp�rito Possa receber a not�cia com a necess�ria Serenidade a fim de que disso retire o proveito indispens�vel a sua paz. Do contr�rio, ser� perturbado prejudic�-lo gravemente, criando embara�os para os Mentores Espirituais. 63 Ser� plaus�vel que se desenrole a doutrina��o de desencarnados por meio de uma Pequena palestra, em que o doutrinador possa expressar-se como quem faz uma conclama��o? Raul � O doutrinador dispensar� sempre os discursos durante a doutrina��o entendendo-se aqui discurso n�o como a linha ideol�gica utilizada, mas, sim, a fala��o intermin�vel, que n�o d� ensejo � outra parte de se exprimir, de se explicar Muitas vezes na �nsia de ver as entidades esclarecidas e renovadas o doutrinador se perde numa excessiva e cansativa cantilena, de todo improdutiva e enervante. O di�logo com os desencarnados dever� ser S�brio e consistente ponderado e clarificador, permitindo boa assimila��o por parte do esp�rito e excelente treino l�gico para o doutrinador. 64 Pode-se dizer que a responsabilidade do doutrinador � do mesmo n�vel da dos demais m�diuns participantes da sess�o? Raul � � quase o mesmo que se indagar se a responsabilidade do timoneiro � a mesma da tripula��o de um navio. O Livro dos M�diuns, no seu item 331 (cap�tulo 29�), na palavra esclarecida de Allan Kardec, assevera que �a reuni�o � um ser coletivo�. Em sendo assim, n�o poremos d�vida de que todos s�o grandemente importantes no desenrolar da sess�o. Sem laivos de d�vida, as responsabilidades se equiparam, sendo que cada qual estar� atendendo as suas fun��es, mas todas s�o do mesmo modo importantes. Se o tim�o estiver bem conduzido e a casa de m�quinas mal cuidada ou relaxada, poder�o decorrer graves acidentes. O Contr�rio tamb�m ensejaria s�rias conseq��ncias. Assim, m�diuns, doutrinadores, aplicadores de passes precisar�o estudar e renovar-se, para melhor atender aos seus deveres. SEXTA PARTE MENTORES 1. comunica��es dos mentores dos m�diuns no in�cio das sess�es 2. m�diuns dependentes dos mentores 3. mentores superprotetores 4. express�o fisio-psicol�gica da mediunidade 5. cada qual deve cumprir Seu dever 6. lutas e sofrimentos como Condecora��es crist�s 7. sobre comunica��es exclusivas de mentores em detrimento do atendimento a sofredores 8. objetivo das comunica��es dos mentores 9. sobre a possibilidade de se fazer interpela��es ou dirigir perguntas aos mentores 10. interesse que t�m os mentores de ajudar 11. caracter�sticas dos Esp�ritos Superiores 65 Haver� necessidade de que, no in�cio das sess�es medi�nicas, todos os m�diuns recebam seus mentores particulares, para garantirem suas presen�as ou para deixar cada qual sua mensagem? Raul - N�o, n�o h�. As leituras e medita��es feitas na abertura da sess�o, seguidas pela ora��o contrita e objetiva, assim como a predisposi��o positiva dos participantes d�o-nos a garantia da presen�a e da conseq�ente assist�ncia dos Esp�ritos-Guias, sem necessidade de que cada m�dium receba o seu mentor em particular. H� circunst�ncias em que o esp�rito respons�vel pelo labor a desenrolar-se comunica-se, ap�s a abertura da sess�o, para alguma mensagem orientadora, comumente versando sobre as lides a se processarem, concitando � aten��o, ao aproveitamento, etc. Doutras vezes, vem ao final das tarefas para alguma explica��o, conclama��o ao encorajamento e � perseveran�a, desfazendo quaisquer temores em fun��o de alguma comunica��o mais preocupante. Contudo, a comunica��o de todos os guias, no m�nimo, � desnecess�ria e sem prop�sito. 66 O que pensar do m�dium que espera tudo do seu guia e do guia que faz tudo para o seu m�dium? Divaldo - Que esse m�dium n�o est� informado pela Doutrina Esp�rita. A mediunidade n�o � uma faculdade de que o Espiritismo se fez propriet�rio. A mediunidade, sendo uma faculdade do esp�rito, expressa na organiza��o som�tica do homem, � uma fun��o fisiopsicol�gica. O Espiritismo possui a metodologia da boa condu��o da mediunidade. Por isso, h� m�diuns n�oesp�ritas e esp�ritas n�o-m�diuns. O fato de algu�m dizer-se m�dium n�o significa que esse algu�m seja esp�rita. Quando se espera que os guias assumam as nossas responsabilidades, n�s nos omitimos do processo de crescimento, de evolu��o. Porque se os Esp�ritos Superiores devessem eq�acionar os nossos problemas, seria desnecess�ria a nossa reencarna��o. Isto facultaria a esses esp�ritos o progresso e n�o a n�s. Se o professor solucionar todos os problemas dos alunos, estes n�o adquirir�o experi�ncia nem conhecimento para um dia serem livres e l�cidos. A tarefa dos Benfeitores � a de inspirar, guiar, de apontar os caminhos. E a do homem � a de reconquistar a Terra, vencer os empe�os, discernir e de aprimorar-se cada vez mais. Quando algu�m diz que o seu guia lhe resolve os problemas, esses s�o guias que necessitam ser guiados. S�o entidades terra-a-terra, mais preocupadas com as solu��es materiais, em detrimento das quest�es relevantes, que s�o as quest�es do esp�rito. Referiu-se Raul �s l�grimas di�rias de Chico Xavier1, demonstrando que os Benfeitores n�o lhe resolvem os problemas. Ensinam-no a solucion�-los mediante sua autodoa��o, que lhe exige o patrim�nio das l�grimas. O m�dium que n�o haja chorado por amor, por solidariedade, que n�o haja padecido o esc�rnio da incompreens�o e ainda n�o tenha sido crucificado no madeiro da inf�mia � apenas candidato, ainda n�o tem as condecora��es do Cristo, isto sem qualquer masoquismo de nossa parte, mas fruto de observa��es e experi�ncias. 1 Ver pergunta 02 67 O que dizer dos m�diuns que s� recebem Esp�ritos Mentores e jamais sofredores? Seria uma mediunidade mais aprimorada? Raul � Pautando-nos no pensamento de Jesus, que afirma n�o serem os s�os que carecem de m�dicos, e sim os doentes, podemos ver grande incoer�ncia nesse fen�meno questionado. H� que desconfiar se sempre desses m�diuns que s� recebem guias ou mentores Na Terra, a mediunidade dever� ser socorrista para que tenha utilidade de fato. M�diuns esp�ritas destacados por suas viv�ncias e realiza��es doutrin�rias, como a saudosa Yvonne Pereira, Chico Xavier, Divaldo Franco e outros tantos, sempre afirmaram e afirmam que o que lhes garantiu sempre a assist�ncia dos Nobres Mentores foi o atendimento aos sofredores aos infelizes dos dois hemisf�rios da Vida, ou seja, encarnados e desencarnados. Os guias se comunicam sim, sem que, contudo, impe�am-nos de atender os ca�dos como n�s ou mais do que n�s. Comunicam-se justamente para nos fortalecer a f� e nos impulsionar � perseveran�a no bem. � pelos caminhos da caridade, do servi�o do amor prestado aos esp�ritos sofredores que a mediunidade e os m�diuns se aprimoram. Fora dessa diretriz, os fen�menos, por mais impressionantes, deixam no ar um odor de impostura, de presun��o, de exibi��o vaidosa, alimentado por tormentosa e disfar�ada fascina��o. 68 A comunica��o de um Mentor � indiscut�vel? Se houver d�vida, o esp�rito pode ser interpelado? Pode-se pedir esclarecimentos ao Guia em rela��o as suas palavras? Isso n�o demonstraria falta de respeito? Divaldo - Pelo contr�rio, n�o � o que se pergunta ao Esp�rito-Guia que traduz desrespeito, mas, como se pergunta. Os Esp�ritos Superiores funcionam como pedagogos, como mestres, com o objetivo de ensinar-nos, de iluminar-nos, de esclarecer-nos. O que fica nebuloso eles t�m o maior prazer em elucidar, porque, �s vezes, na filtragem medi�nica ocorrem registros falsos, deturpando a tese. Se n�o voltarmos ao esclarecimento, ficaremos com id�ias equivocadas, por terem ocorrido em um momento em que o m�dium n�o estava com a recep��o melhor. O pedido de esclarecimento � sempre bem recebido pelos Bons Esp�ritos, e se eles notam que n�o lhes estamos acreditando, n�o se sentem magoados com isso, nem pretendem impor-se, mas t�m interesse de ajudar. O que caracteriza um Esp�rito Bom, um Esp�rito Superior s�o a sabedoria, a bondade, a paci�ncia, a forma com que est�o sempre dispostos a ajudar-nos, em quaisquer circunst�ncias. S�TIMA PARTE PASSES 1. conceito de passe 2. aplica��o de passes e mediuniza��o 3. passe magn�tico 4. passe espiritual 5. necessidade de fluido material 6. diminui��o da claridade dos ambientes para os passes 7. conselhos, estalidos de dedos, gemidos e sopros ruidosos durante os passes 8. lavar as m�os ap�s os passes 9. toques corporais durante os passes 10. m�diuns ofegantes na aplica��o de passes 11. sobre adornos, pulseiras, rel�gios e an�is durante os passes 12. aplica��o de passes em pacientes de costas 13. recebimento de passes ap�s t�-los oferecido para evitar desgastes 14. passes a domic�lio 15. valor terap�utico da �gua fluidificada 16. manifesta��o psicof�nica durante o passe 17. magnetismo 18. fluidos espirituais-materiais 19. fluidos espirituais 20. fluidos dos passes circulam em torno da cabe�a do seu aplicador 21. desnecessidade de incorpora��o medi�nica na tarefa dos passes 22. cacoetes psicol�gicos e gestos bruscos 69 O que � o passe? Para ministrar um passe a pessoa deve estar mediunizada? Que voc� pensa do passe magn�tico? Divaldo - O passe significa, no cap�tulo da troca de energias, o que a transfus�o de sangue representa para a permuta das hem�cias, ajudando o aparelho circulat�rio. O passe � essa doa��o de energias que n�s colocamos ao alcance dos que se encontram com defici�ncias, de modo que eles possam ter seus centros vitais reestimulados e, em conseq��ncia disso, recobrem o equil�brio ou a sa�de, se for o caso. O passe magn�tico tem uma t�cnica especial, conhecida por todos aqueles que leram alguma coisa sobre o mesmerismo. � transfus�o da energia do doador, do agente. O passe que n�s aplicamos, nos Centros Esp�ritas, decorre da sintonia com os Esp�ritos Superiores, o que conv�m considerar sintonia mental, n�o uma vincula��o para a incorpora��o. O passe deve ser sempre dado em estado de lucidez e absoluta tranq�ilidade, no qual o passista se encontre com sa�de e com perfeito tiroc�nio, a fim de que possa atuar na condi��o de agente, n�o como paciente. Ent�o, acreditamos que os passes praticados sob a a��o de uma incorpora��o propiciam resultados menos valiosos, porque, enquanto o m�dium est� em transe, ele sofre um desgaste. Aplicando passe, ele sofre outro desgaste, ent�o experimenta uma despesa dupla. Os esp�ritos, para ajudarem, principalmente no socorro pelo passe, n�o necessitam, compulsoriamente, de retirar o fluido do m�dium, nele incorporando. Podem manipular, extrair energia, sem o desgastar, n�o sendo, pois, necess�rio o transe. 70 Como definir o passe espiritual? Em que oportunidade ele se verifica? Divaldo - O passe espiritual se verifica toda vez que vamos atuar junto a algu�m que apresenta dist�rbios de ordem medi�nica, perturba��es espirituais. Quando utilizamos a t�cnica da aplica��o longitudinal, h� um interc�mbio magn�tico e, simuLtaneamente, median�mico, porque estamos sob a a��o dos Bons Esp�ritos. Se sintonizamos com os mentores, conveniente-mente, s�o eles que distribuem as nossas energias, eliminando o fluido delet�rio que reveste o enfermo e conseguindo envolv�-lo com energia salutar, a fim de que, nesse �nterim, o seu organismo realize o trabalho de defend�-lo do mal, e do esp�rito encarnado do m�dium, em equil�brio, se encarregue de manter esse estado de sa�de. Caso o paciente n�o se resolva sintonizar com os Benfeitores, ser-lhe-� in�cua toda e qualquer interfer�ncia de outrem. 71 Os esp�ritos poder�o aplicar diretamente um passe e, neste caso, n�o poder�amos chamar essa interven��o de passe espiritual? Divaldo - Comumente eles assim o fazem. Algumas vezes, eles necessitam de maior dosagem de fluidos extra�dos do organismo material das criaturas encarnadas e aplicam o passe misto, do esp�rito propriamente dito e das for�as magn�ticas do intermedi�rio1. 1 KARDEC, Allan. A g�nese, cap�tulo 14�, item 33, 29� ed. FEB � Bras�lia � DF, 1986. 72 Por que se costuma diminuir a claridade dos ambientes, onde se processam servi�os de aplica��o de passes? Raul - A princ�pio, n�o h� nenhuma necessidade essencial, da diminui��o da luminosidade, para a aplica��o dos recursos dos passes. Poderemos oper�-los tanto � noite, quanto com o dia claro. A provid�ncia de diminuir-se a claridade tem por objetivo evitar a dispers�o da aten��o das pessoas, al�m de facilitar a concentra��o, ao mesmo tempo em que temos que levar em conta que certos elementos constitutivos dos ectoplasmas, que costumam ser liberados pelos m�diuns em quantidades as mais diversas, sofrem um processo de desagrega��o com a incid�ncia da luz branca. 73 Para a aplica��o do passe, o m�dium deve resfolegar, gemer, estalar os dedos, soprar ruidosamente, dar conselhos? Divaldo - Todo e qualquer passe, como toda t�cnica esp�rita, se caracteriza pela eleva��o, pelo equil�brio. Se uma pessoa cort�s se esfor�a para ser gentil, na vida normal, porque, na hora das quest�es transcendentais, dever� permitir-se desequil�brios? Se � um labor de paz, n�o h� raz�o para que ocorram desarmonias ou se d�em conselhos medi�nicos. Se se trata, por�m, de aconselhamento, n�o se justificar� que haja o passe. � necess�rio situar as coisas nos seus devidos lugares. A hora do passe � especial. Se se pretende adentrar em conselhos e orienta��es, tome-se de um bom livro e leia-se, porque n�o pode haver melhores diretrizes do que as que est�o exaradas em O Evangelho Segundo o Espiritismo e nas obras subsidi�rias da Doutrina Esp�rita. 74 � necess�rio lavar as m�os, ap�s a aplica��o de passes? Raul - N�o. N�o h� qualquer necessidade de que se lave as m�os depois da pr�tica dos passes. Pelos passes n�o h�. Entretanto, os m�diuns aplicadores de passes podem ter vontade de lavar as m�os por lavar, e, neste caso, nada h� que os impe�a. 75 H� necessidade do m�dium tocar ou encostar as m�os na pessoa que recebe o passe? Divaldo - Desde que se trata de permuta de energias, deve-se mesmo, por medida de cautela e de zelo ao pr�prio bom nome, e ao do Espiritismo, evitar tudo aquilo que possa comprometer, como toques f�sicos, abra�os, etc. 76 Por que muitos m�diuns ficam ofegantes, enquanto aplicam passes? Raul - Isso se deve � deficiente orienta��o recebida pelo m�dium. N�o sabe ele que a respira��o nada tem a ver com a aplica��o dos passes. S�o companheiros. que imaginam sejam os exageros e invencionices os elementos capazes de assegurar grandeza e autenticidade do fen�meno. Nos momentos dos passes, todo o recolhimento � importante. O Sil�ncio para a ora��o profunda Sil�ncio do aplicador e Sil�ncio por parte de quem recebe, facilitando a penetra��o nas ondas de harmonia que o passe propicia. Evitando os gestos bruscos totalmente desnecess�rios, e exercendo um controle sobre si mesmos, os aplicadores de passes observar�o a necessidade do relax e da sintonia Positiva e boa com os esp�ritos que supervisionam tais atividades. 77 Os estalidos dos dedos ajudam, de algum modo, na aplica��o dos passes? Raul - N�o. Tudo isso faz parte dos h�bitos incorporados pelas pessoas que passam a admitir que seus trejeitos e tiques s�o parte da tarefa dos passes ou da mediunidade. Os estalidos e outros maneirismos com as m�os, indicando for�a ou energia, s�o perfeitamente dispens�veis, devendo o m�dium educar-se, procurando aperfei�oar suas possibilidades de trabalho. Nenhum estalo, nenhuma funga��o, nenhum toque corporal ou puxadas de dedos, de bra�os, de cabelos, t�m quaisquer utilidades na pr�tica dos passes. Deveremos, assim, evit�-los. 78 Na aplica��o dos passes, h� necessidade de que os m�diuns passistas retirem de seus bra�os, de suas m�os os adornos, como pulseiras, rel�gios, an�is? Isso tem alguma implica��o magn�tica ou � apenas para evitar ru�dos e dar-lhes maior liberdade de a��o? Divaldo - Em nossa forma de ver, a elimina��o dos adornos n�o tem uma implica��o direta no efeito positivo ou negativo do passe. Devem ser retirados porque � mais c�modo e o seu chocalhar produz dispers�o, comprometendo a concentra��o nos benef�cios do momento. 79 Decorrer� algum problema do fato de se aplicar passes em algu�m que esteja de costas? Raul - Absolutamente. Se a circunst�ncia obrigar a que se apliquem passes em algu�m que esteja de costas, aplic�-los-emos com a mesma disposi��o, a mesma f� no aux�lio que vem do Mais Alto, vibrando o melhor para o paciente. 80 Muitos que aplicam passes, logo ap�s, sentam-se para receb�-los de outros afim de se reabastecerem. Que pensar de tal pr�tica? Raul - Tal pr�tica apenas indica o Pouco entendimento que tem as pessoas com rela��o ao que fazem. Quando aplicamos passes, antes de atirarmos as energias sobre o paciente, nos movimentos ritmados das m�os, ficamos envolvidos por essas energias, por essas vibra��es que nos chegam dos Amigos Espirituais envolvidos nessa atividade, o que indica que, antes de atendermos aos outros, Somos n�s, a princ�pio, beneficiados e auxiliados para que Possamos auxiliar, por nossa vez. Tal pr�tica incorre numa situa��o no m�nimo estranha: o fato de que aquele que aplicar o passe por �ltimo estaria desfalcado, sem Condi��es de ser atendido por outra pessoa. 81 Quando � admiss�vel fazerem-se passes fora do Centro Esp�rita, isto �, fazerem-se passes a domic�lio? Quais as conseq��ncias dessa pr�tica para o m�dium? Divaldo - Somente se devem aplicar passes a domic�lio, quando o paciente, de maneira nenhuma, pode ir ao local reservado para o mister, que s�o o hospital esp�rita, ou a escola esp�rita, ou o pr�prio Centro Esp�rita. As conseq��ncias de um m�dium andar daqui para ali aplicando passes s�o muito graves, porque ele n�o pode pretender estar armado de defesas para se acautelar das influ�ncias que o aguardam em lugares onde a palavra superior n�o � ventilada, onde as regras de moral n�o s�o preservadas, e onde o bom comportamento n�o � mantido. Devemos, sim, atender a uma solicita��o, vez que outra. Mas, se um paciente tem um problema org�nico muito grave, chama o m�dico e este faz o exame local, encaminhando-o ao hospital para os exames complementares, tais como as radiografias, os eletrocardiogramas, eletroencefalogramas, e outros, o paciente vai, e por qu�? Porque acredita no m�dico. Se, por�m, n�o vai ao Centro Esp�rita � porque n�o acredita, por desprezo ou preconceito. Cr� mais na falsa pudic�cia do que na necessidade leg�tima. 82 A �gua fluidificada tem valor terap�utico? Divaldo - A magnetiza��o da �gua � uma provid�ncia t�o antiga quanto a pr�pria cultura humana. A chamada hidroterapia era conhecida dos povos mais esclarecidos. Sendo considerada uma subst�ncia simples, acredita-se que a �gua facilmente recebe energias magn�ticas, flu�dicas, e pode operar, no metabolismo desajustado, o seu reequil�brio. Ent�o, a �gua fluidificada ou magnetizada tem valor terap�utico. 83 Quando � necess�ria ou desaconselh�vel, durante o passe, a manifesta��o psicof�nica? Raul - Reconhecendo que o passe � a contribui��o vibrat�ria que n�s poderemos doar em nome da caridade, desconhecemos a necessidade de comunica��es psicof�nicas durante o seu transcurso. Encontramos em Allan Kardec, no livro A G�nese, a informa��o de que n�s poderemos estar submetidos a tr�s tipos ou condi��es energ�ticas ou de a��es flu�dicas1. Existe fluidifica��o eminentemente magn�tica, que s�o as energias do pr�prio sensitivo, nesse caso, tido como magnetizador. Ele se desgasta Porque doa do seu pr�prio plasma, e a partir dessa doa��o sente se cansado, esgotado. Um outro n�vel � o das energias espirituais materiais ou psicof�sicas, quando se d� a conjuga��o dos recursos do mundo espiritual com os elementos do m�dium; o indiv�duo se coloca na posi��o de um vaso de cujos recursos os Benfeitores se utilizam. Eis quando caracterizamos o m�dium aplicador de passes ou passista: aquele em quem, segundo a Instru��o do Esp�rito Andr� Luiz2, as energias circulam em torno da cabe�a, como que assimilando os valores da sua mentaliza��o escoarem do atrav�s das m�os, para beneficiar o assistido. Vemos que quanto mais o trabalhador se aprimora, se aperfei�oa quanto mais se integra e se entrega ao minist�rio dos passes, sem cansa�o, vai melhorando a si mesmo, pois, ao aplicar as energias socorristas, ser� primeiramente beneficiado com os fluidos dos Servidores do Al�m, que dele se utilizam. Kardec ainda aponta o terceiro n�vel de energia que � o espiritual por excel�ncia. Neste caso, n�o haver� nenhuma necessidade de um instrumento f�sico. Os esp�ritos projetam diretamente as energias sobre os necessitados. Assim, vemos que mesmo no segundo n�vel, em que encontramos o m�dium aplicador de passes, sobre o qual agem as entidades para atender a terceiros, n�o h� nenhuma necessidade de incorpora��o desses esp�ritos. Os Benfeitores, comumente, n�o incorporam para aplicar passes, o que n�o impede que, uma vez incorporados, os Benfeitores apliquem passes. S�o situa��es diferentes. Uma � o indiv�duo receber esp�ritos para aplicar passes, o que muitas vezes esconde a sua inseguran�a, o seu atavismo n�o-esp�rita, os seus h�bitos deseducados. Ele n�o cr� que os esp�ritos dele possam se utilizar sem a necessidade da incorpora��o. Ent�o, muitas vezes, por um processo de indu��o psicol�gica, o esp�rito projeta os seus fluidos e o m�dium age como se o estivesse incorporado. N�o se d� conta de que n�o se trata de uma incorpora��o, mas de um envolvimento vibrat�rio, que lhe faz arrepiar. Com isso, vamos perceber que, embora haja a atua��o dos Benfeitores Espirituais no trabalho dos passes, n�o h� nenhuma necessidade de que incorporemos esp�ritos para aplic�-los. H� companheiros que ainda n�o foram educados para o trabalho do passe e apresentam uma atua��o mais caracter�stica de dist�rbio do que de ascend�ncia medi�nica: os cacoetes psicol�gicos, a respira��o ofegante, o retorcimento dos l�bios, os gestos bruscos, estalidos de dedos, etc.; quando nada disso tem a ver, evidentemente, com a realidade dos fluidos, da sua natureza do seu contato com os esp�ritos que se faz em n�vel mental. 1. KARDEC, Allan. A g�nese, cap�tulo 14�, item 33, 29� edi��o, FEB, Bras�lia - DF 1986. 2. XAVIER, F.C. Nos dom�nios da mediunidade, Andr� Luiz, Cap�tulo 17� (p�gina 165), 8� edi��o, FEB, Rio de Janeiro � RJ. 1976. OITAVA PARTE ALIMENTA��O 1. sobre a dieta alimentar dos m�diuns 2. sobre o uso de alco�licos 3. embriaguez e alcoolemia 4. dieta vegetariana 5. alimenta��o e moralidade 6. alimenta��o e bom senso 7. alimenta��o e car�ter 84 Como deve ser a dieta alimentar dos m�diuns nos dias de trabalho medi�nico? Raul - A dieta alimentar dos m�diuns dever� constituir-se daquilo que lhes possa atender �s necessidades sem descambar para os excessos ou tipos de alimentos que, por suas caracter�sticas, poder�o provocar implica��es digestivas, perturbando o trabalhador e, conseguintemente, os labores dos quais participe. Desse modo, torna-se vi�vel uma alimenta��o normal, evitando-se os excessivos condimentos e gorduras que, independente das atividades medi�nicas, prejudicam bastante o funcionamento org�nico. 85 O uso de alguma bebida alco�lica costuma trazer inconvenientes para os m�diuns? Raul - Todo indiv�duo que se encontra engajado nos labores medi�nicos, seja qual for a ocupa��o, deveria abdicar do uso dos alco�licos em seu regime alimentar. Isto porque o �lcool traz m�ltiplos inconvenientes para a estrutura da mente equilibrada, considerando-se sua toxidez e a r�pida digest�o de que � alvo, facilitando grandemente que o �lcool entre na corrente sang��nea do indiv�duo, de modo f�cil, fazendo seu efeito caracter�stico. Mesmo os inocentes aperitivos devem ser evitados, tendo-se em mente que o m�dium � m�dium as vinte e quatro horas do dia, todos os dias, desconhecendo o momento em que o Mundo Espiritual necessitar� da sua coopera��o. Al�m do mais, quando se ingere uma por��o alco�lica, cerca de 30% s�o rapidamente eliminados pela sudorese e pela deje��o, mas cerca de 70% persistem por muito tempo no organismo, fazendo com que algu�m que, por exemplo, haja-se utilizado de um aperitivo na hora do almo�o, � hora da atividade doutrin�ria noturna n�o esteja embriagado, no sentido comum do termo, entretanto, estar� alcoolizado por aquela porcentagem do produto que n�o foi liberada do seu organismo. 86 A alimenta��o vegetariana ser� a mais aconselh�vel para os m�diuns em geral? Raul - A quest�o da dieta alimentar � fundamentalmente de foro �ntimo ou acatar� a alguma necessidade de sa�de, devidamente prescrita. Afora isto, para o m�dium verdadeiro n�o h� a chamada alimenta��o ideal, embora recomende o bom senso que se utilize de uma alimenta��o que lhe n�o sobrecarregue o organismo, principalmente nos dias da reuni�o medi�nica, a fim de que n�o seja perturbado por qualquer processo de conturbada digest�o que, com certeza, lhe traria diversos inconvenientes. A alimenta��o n�o define, por si s�, o potencial medi�nico dos m�diuns que dever�o dar muito maior validade � sua vida moral do que � comida obviamente. Algumas pessoas recomendam que n�o se comam carnes, nos dias de tarefa medi�nica, enquanto outras recomendam que n�o se deve tomar caf� ou chocolate, alegando problemas das toxinas, da cafe�na, etc., esquecendo-se que deveremos manter uma alimenta��o mais frugal, a partir do per�odo em que j� n�o tenha tempo o organismo para uma digest�o eficiente. � mais compreens�vel e me parece mais l�gico, que a pessoa coma no almo�o o seu bife, se foro caso, ou tome seu cafezinho pela manh�, do que passar todo o dia atormentada pela Vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabe�a o seu USO, deixando de concentrar-se na tarefa, em raz�o da ansiedade para chegar em casa, ap�s a reuni�o e comer ou beber aquilo de que tem vontade. Por outro lado, a resposta dos esp�ritos � quest�o 723 de O Livro dos Esp�ritos � bastante n�tida a esse respeito, deixando o esp�rita bem � vontade para a necess�ria compreens�o, at� porque a alimenta��o vegetariana n�o indica nada sobre o car�ter do vegetariano. Lembremo-nos que o �m�dium� Hitler era vegetariano e que o m�dium Francisco C�ndido Xavier se alimenta com carne. NONA PARTE ESTUDOS, PARTICIPA��O, RECEITU�RIO 1. sobre a leitura esp�rita por parte dos esp�ritas 2. desinteresse quase geral dos esp�ritas por leituras doutrin�rias 3. hipnose por indu��o de entidades inimigas 4. sono durante a leitura de livros esp�ritas 5. benef�cios dos estudos para os m�diuns 6. elementos que atuam em v�rios Centros Esp�ritas a um s� tempo 7. participa��o em sess�es medi�nicas esp�ritas e de Umbanda 8. resultados umbandistas e esp�ritas no afastamento de esp�ritos perturbadores 9. sobre denomina��o de �receita homeop�tica� ou �orienta��o espiritual homeop�tica� 10. sobre a melhor orienta��o a seguir entre a homeop�tica e a alop�tica 11. n�o confundir sess�o medi�nica com consult�rio m�dico 87 O esp�rita, m�dium ou n�o, deve ler livros esp�ritas? Divaldo - Seria o mesmo que perguntar-se se o m�dico deve parar de estudar ou de ler livros sobre Medicina. 88 Apesar de necess�rio, por que notamos na maioria dos esp�ritas o desinteresse pela leitura de livros esp�ritas? Uns alegam que d� sono, outros que lhes d� dor de cabe�a, etc. Por que acontece isso? Divaldo - Porque o fato de algu�m tornar-se esp�rita n�o quer dizer que haja melhorado de imediato. A pessoa que n�o tem o h�bito de ler pode tornar-se o que quiser, por�m, continuar� sem interesse pela cultura. O sono normalmente decorre da falta de h�bito da leitura, excepcionalmente quando a pessoa est� em processo obsessivo, durante o qual as entidades inimigas operam por meio de hipnose, para impedirem �quele que est� sob o seu guante que se esclare�a, que se ilumine, e, conseq�entemente, se liberte. Mas, n�o em todos os casos. Na grande maioria, as pessoas cochilam na hora da leitura porque n�o se interessam e n�o fazem o esfor�o necess�rio para se manterem l�cidas. Como tamb�m cochilam durante a sess�o, por n�o estarem achando-a interessante, j� que v�o ao cinema, ficam diante da televis�o at� altas horas, quando os programas lhes agradam, na maior atividade. Assim, n�o respeitam a Doutrina que abra�aram. 89 Que benef�cios trazem os estudos evang�lico-doutrin�rios para o m�dium? Raul - O benef�cio de, dando-lhe a instru��o-conhecimento, propiciar-lhe a instru��o-educa��o. E atrav�s do estudo, mormente do Evangelho e das obras basilares da Doutrina Esp�rita, que o m�dium se ir� apercebendo de quem ele �, do porqu� ele � m�dium, quais as suas responsabilidades diante da mediunidade, porque o indiv�duo chega � Terra com a tarefa da paranormalidade para exercitar. Quando adentra O Evangelho Segundo o Espiritismo, vai estudar �Dai de gra�a o que de gra�a recebeis�; se pergunta aos esp�ritos por que Deus concede a mediunidade a indiv�duos que ele sabe que poder�o falhar, as Entidades Benfeitoras da Terra redarg�em que �da mesma maneira que ele d� bons olhos a gatunos�. Exatamente por isso o estudo esp�rita para o m�dium vai lhe dando os porqu�s, vai elucidando-o, a fim de que n�o aja porque os outros agem, n�o fa�a simplesmente porque o dirigente mandou que fizesse, mas para que tenha aquela f� raciocinada, a f�-convic��o, aquela f�-certeza, na coer�ncia de quem faz porque sabe o que deve fazer. 90 O que podemos pensar da atitude de muitos que, � guisa de cooperarem com v�rios Centros Esp�ritas, na segunda-feira, freq�entam um trabalho num determinado Centro; na ter�a, est�o num trabalho medi�nico, noutro Centro; na quarta feira num terceiro, e, assim, sucessivamente? Divaldo - H� um ditado que diz: �quem muito abarca, pouco aperta�. Quem pretende fazer tudo, faz sempre mal todas as coisas. Porque essa pretens�o de ajudar a todos ? Se cada um cumprir com seu dever, com dedica��o, no local em que o Senhor o colocou, estar� realizando um trabalho nobilitante. A presun��o de atender a todos �, de Certo modo, uma forma de auto-Sufici�ncia, que acredita que n�o estando em algum lugar, as coisas ali n�o ir�o bem. E, quando desencarnar? Ent�o � melhor vincular-se a um grupo de pessoas que lhe sejam simp�ticas, para que as reuni�es s�rias, de que trata O Livro dos M�diuns de Allan kardec Possam produzir os frutos necess�rios e desejados. 91 H� inconveniente em que um m�dium que participe de sess�o medi�nica esp�rita e que se afirme esp�rita freq�ente trabalhos medi�nicos de Umbanda? Divaldo - Seria o mesmo que a pessoa atuar num campo de luta e, imediatamente, tomar posi��o noutro, sem o esclarecimento correspondente. Jesus foi muito claro ao afirmar que a casa dividida rui e que ningu�m serve bem a dois senhores. J� � tempo de a pessoa saber o que deseja, dedicando-se �quilo que acha conveniente. O Apocalipse1 fala a respeito das pessoas mornas; assim, � melhor ser frio ou ardente. O morno � algu�m que n�o est� com ningu�m, mas, sim, com as suas conveni�ncias. 1. Jo�o, Apocalipse, cap�tulo 3�, vers�culos 15 e 16. 92 No afastamento dos esp�ritos perturbadores, a Umbanda consegue melhor resultado do que uma sess�o medi�nica esp�rita? Divaldo - S� se for pelo pavor. Mas n�o remove a causa, porque o esp�rito que foge apavorado n�o liberta a sua v�tima da d�vida, que a ambos vincula. 93 Qual a denomina��o correta: receita homeop�tica ou orienta��o espiritual homeop�tica? Divaldo - N�o devemos trazer para o Espiritismo o que pertence aos outros ramos do conhecimento. N�o deveremos pretender transformar a sess�o medi�nica em novo consult�rio m�dico. Digamos, ent�o, orienta��o espiritual; se veio o nome de um rem�dio, que o bom senso recomenda seja aplicado, � uma exce��o, mas n�o deveremos ter um compromisso especial para constranger um esp�rito a dar homeopatia ou alopatia. Certa feita, em uma das nossas orienta��es espirituais, veio o seguinte: �O meu irm�o necessita de ler O Evangelho Segundo o Espiritismo, no cap�tulo n�mero 15�, eu tive a curiosidade de saber o que era, e fui olhar. �Fora da Caridade n�o h� Salva��o�. O paciente era um sovina; a doen�a dele era desamor. Ent�o, a �homeopatia� que ele precisava era uma s�ria advert�ncia, e n�o rem�dio comum. 94 Qual a orienta��o adequada a seguir, a homeopatia ou a alopatia? Divaldo - A melhor orienta��o a seguir � convocar o paciente a melhorar-se de dentro para fora e levar ao m�dico o problema da sua sa�de org�nica. D�CIMA PARTE ESCOLHOS DA MEDIUNIDADE 1. distin��o entre animismo e mistifica��o 2. processos regressivos 3. mistifica��o do desencarnado 4. mistifica��o do encarnado 5. associa��o dos fraudadores encarnados com os desencarnados 6. mistifica��o sofrida por Chico Xavier e suas raz�es 7. problemas psiqui�tricos e obsess�es 8. epilepsias e aproxima��es espirituais obsessoras 9. necessidade de orienta��es doutrin�rias seguras 10. estudo e experi�ncia auxiliam a distinguir o que seja mediunidade e o que seja express�o psicopatol�gica 11. sobre a freq��ncia de obsidiados nos trabalhos medi�nicos 12. necessidade da presen�a dos obsidiados, em tratamento, nas sess�es de estudos e aclaramento esp�ritas 95 Qual a diferen�a entre animismo e mistifica��o? Raul - Encontramos em O Livro dos M�diuns, mais exatamente no cap�tulo 19�, item 223 (1� a 5�, Allan Kardec discutindo e apresentando uma quest�o muito importante e muito grave, que � a circunst�ncia em que o esp�rito do pr�prio percipiente, do pr�prio m�dium, no estado de excita��o de variada ordem, transmite a sua mensagem. Nos processos de regress�es, de m�ltiplas proced�ncias, a alma do encarnado se expressa, chora suas ang�stias, deplora suas m�goas guardadas na intimidade, ou apresenta suas virtudes e conquistas, suas grandezas, tamb�m guardadas no �ntimo. Esse fen�meno em que o pr�prio esp�rito do m�dium se expressa, com qualquer tipo de bagagem, n�s o chamaremos de �an�mico�, conforme Allan Kardec, em O Livro dos M�diuns. E aqueles outros fen�menos atrav�s dos quais entidades espirituais se manifestem por meio de m�diuns, e dizem ser personalidades que verdadeiramente n�o foram na Terra, esses denominaremos de �mistifica��o�. Allan Kardec teve a oportunidade de estudar em O Livro dos M�diuns, na parte em que apresenta as disserta��es medi�nicas (cap�tulo 31�), diversas mensagens, das quais ele, depois de t�-las analisado, anota que jamais poderiam proceder de Vicente de Paula, de Maria de Nazar� e de outros tantos esp�ritos respeitados e considerados pela Humanidade. � o caso em que certas entidades banais d�o nomes de vultos que gozam ou que gozaram no mundo de respeitosa proje��o. Mas, temos ainda um outro tipo de mistifica��o, que � a mistifica��o do indiv�duo, do �m�dium�, quando, por motivos diversos, n�o sendo portador de faculdades medi�nicas, ou ainda que seja, mas n�o sendo dotado da capacidade de comunicar, de permitir a comunica��o de tal e qual esp�rito ele a forja, com interesses os mais estranhos. A� encontramos a mistifica��o por parte do suposto m�dium. � importante, por�m, que nos lembremos de que todas as nossas a��es, como se reporta O Livro dos Esp�ritos, s�o conduzidas pelos esp�ritos. Normalmente s�o eles que nos dirigem, conforme o item 459, da citada obra. Logo, quando se come�a a fraudar, a mistificar por quaisquer interesses, no in�cio � o pr�prio indiv�duo com a sua mente doente, mas, a partir da�, passa a atrelar-se a entidades mistificadoras, submetido, ent�o, � influ�ncia espiritual. A princ�pio, a criatura � mistificadora sem ser propriamente m�dium. Depois adv�m a �sociedade� de for�as, surgindo o engodo. No primeiro impulso era fruto do encarnado, depois os esp�ritos complementam. Foi perguntado a Chico Xavier, e publicado no livro No Mundo de Chico Xavier1, se alguma vez ele teria sido alvo de mistifica��o da parte de esp�ritos. Ele disse que sim. E quando foi inquirido sobre qual a raz�o porque Emmanuel lhe permitira essa viv�ncia de algum esp�rito comunicar-se e dizer-se quem n�o era, ele afirmou que aquilo se destinava a que ele visse que n�o estava invulner�vel � insufla��o negativa. Jesus Cristo teve ensejo de dizer que, se Poss�vel fosse, essas entidades, os falsos profetas, enganariam aos pr�prios eleitos. costumamos nos indagar: �E n�s que ainda somos apenas candidatos?� 1. XAVIER, F.C. No mundo de Chico Xavier, Elias Barbosa, itens 35, 36 e 37, 5� edi��o, IDE, Araras - SP, 1983. 96 Dentro dos quadros da psiquiatria, como psicopatia, esquizofrenia, etc., quais as caracter�sticas que poderiam se enquadrar dentro das obsess�es? Raul - Reconhecemos com os ensinamentos da Doutrina Esp�rita, que todos aqueles portadores das esquizofrenia, psicopatologias variadas, dentro de um processo c�rmico, s�o entidades normalmente Vinculadas a graves d�bitos, a d�vidas de delitos Sociais, e, conforme nos achamos dentro desse quadro de compromissos essas Psicopatologias de multiplicada denomina��o assumem intensidade maior ou menor. Conforme orienta o instrutor Calderaro ao Esp�rito Andr� Luiz, no livro No Mundo Maior1, de edi��o febiana, ao estudar a problem�tica do c�rebro, esses companheiros esquizofr�nicos entram em �crises� quando, no processo natural e inconsciente de rememora��o, se vinculam ao seu passado, quando delinq�iram, atrav�s de um processo de associa��o, de assimila��o flu�dica. Nos casos de epilepsias, tudo nos leva a crer que as entidades credoras em se aproximando do devedor, diretamente, ou por meio de seu pensamento, promovem como que um acordamento da culpa, e ele mergulha, ent�o, no chamado transe epil�ptico. Nesse particular do transe, por a��o de esp�ritos, encontramos correspondentes com o processo medi�nico, porque n�o deixam de ser, esses indiv�duos, m�diuns enfermos, desequilibrados, apresentando, por isso, uma express�o medi�nica atormentada, doente. Convenhamos que o exame da Doutrina Esp�rita, com rela��o a esses diversos casos, nos dar� gradativamente as dimens�es para que saibamos avaliar, analisar os problemas de enfermidades psicopatol�gicas, tais como as que acompanham a esquizofrenia, que � esse conjunto de tormentos, de perturba��es, de doen�as que verdadeiramente n�o t�m uma etiologia definida. Nos casos de patologia psicol�gica ou psiqui�trica, deveremos nos valer dos conhecimentos espec�ficos na �rea m�dica, para que n�o coloquemos pessoas doentes nas atividades medi�nicas, o que seria um desastre. Muitas pessoas se mostram com diversas s�ndromes e sintomas de problemas, ps�quicos, quando a invigil�ncia e o desconhecimento esp�rita de alguns podem afirmar que � mediunidade e levar a criatura para o exerc�cio medi�nico. Esses graves equ�vocos determinar�o graves ocorr�ncias. O nosso Divaldo, oportunamente, narrou-nos um epis�dio por ele conhecido, a respeito de um cidad�o que sofrendo de intensas e continuadas cefal�ias foi �orientado� por algu�m irrespons�vel a �desenvolver-se�, porque era m�dium, e que nisso encontraria a cura esperada. Buscados n�cleos de mediunismo sem orienta��o crist�, feitos os �trabalhos�, etc., o problema n�o cedeu, ao contr�rio, agravou-se. Ap�s frustradas tentativas l� e c�, o mo�o foi levado a uma Institui��o s�ria, onde o servidor da mediunidade que o atendeu constatou, pela informa��o dos Benfeitores Espirituais, que a fam�lia deveria providenciar atendimento m�dico para o rapaz. Feito o eletroencefalograma, verificou-se uma tumora��o cerebral j� sem possibilidade de cura, devido ao estado adiantado do problema. Muitas vezes estamos atrelados a enfermidades espirituais que oferecem respostas som�ticas, que est�o ligadas a dramas profundos e graves, que n�o podem ser atendidos como se fossem mediunidade, numa leviandade que n�o se permite, em se tratando de Entidade Esp�rita. noutros campos, registramos nos hospitais psiqui�tricos diversos m�diuns em aturdimento, obsidiados que poderiam ser devidamente tratados com a terapia evang�lico-esp�rita, para depois abra�arem a tarefa medi�nica. Ent�o, � necess�rio que estudemos e incorporemos os conceitos e li��es da Doutrina Esp�rita, conhecendo a pr�tica do bom senso, para que saibamos distinguir aquilo que � mediunidade, precisando de educa��o, daquilo que seja enfermidade psicopatol�gica, a exigir tratamento m�dico. 1 XAVIER, F.C. No mundo maior Andr� Luiz, 12� edi��o, FEB, Bras�lia - DF, 1984. 97 Na terapia da desobsess�o, � bom que o obsidiado freq�ente trabalhos medi�nicos? Divaldo - O ideal ser� que ele n�o participe dos trabalhos medi�nicos. Se estiver no estado em que registra as id�ias sadias e as perturbadoras, o trabalho medi�nico pode ser-lhe seriamente pernicioso. Porque, se o obsessor incorporar, poder� amea��-lo diretamente, criando nele condicionamento, que depois vai explorar de esp�rito a esp�rito. Como a necessidade n�o � do corpo f�sico enfermo, ele pode estar em qualquer lugar e os Mentores trar�o as entidades perturbadoras. Ele n�o deve faltar � �s sess�es de esclarecimento doutrin�rio, para que aprenda a libertar-se das agress�es dos esp�ritos maus e, ao mesmo tempo, crie condi��es para agir com equil�brio por si mesmo. D�CIMA-PRIMEIRA PARTE USOS E COSTUMES 1. utilidade dos Cursos de forma��o de m�diuns 2. estudos medi�nicos como parte dos estudos do Espiritismo 3. diplomas e carteiras na forma��o de m�diuns 4. sobre o uso de roupas especiais para a pr�tica medi�nica 5. cores das roupas e sua interfer�ncia na qualidade dos fen�menos 6. origens e inconvenientes do uso de velas, banhos, pontos tra�ados e defuma��es no exerc�cio medi�nico 7. fatores at�vicos e sociol�gico-antropol�gicos 8. antropologia religiosa dos povos de Angola, Cabinda e outros 9. cultos animistas de antigos escravos na cultura religiosa do catolicismo brasileiro 10. pedidos de missas e velas por parte de desencarnados sob velhos atavismos 11. n�o validade das f�rmulas exteriores 12. pensamento de Michael Quoist sobre a busca de Deus 13. sentido educativo do �am�i-vos e Instru�-vos� 14. h�bitos de estudo e do exerc�cio do amor, para a liberta��o de atavismos desnecess�rios 15. distintivos materiais para classifica��o hier�rquica de m�diuns 16. oferendas materiais (comidas e objetos) para desencarnados 17. objetivos esp�ritas de espiritualiza��o 18. forma ideal de oferendas aos desencarnados 98 Quanto aos variados cursos de forma��o de m�diuns, espalhados por toda parte, s�o �teis, de fato, para os indiv�duos? Raul - Sempre que nos reunimos com o objetivo de estudar o Espiritismo, encontramos raz�es para alegrias imensas. O Espiritismo � um fil�o not�vel, aclarando a nossa vis�o, desenvolvendo-nos o intelecto e ajustando-nos �s experi�ncias amadurecedoras. O que nos deve chamar a aten��o, a fim de que nos precatemos, � o fato de entendermos os cursos de forma��o de m�diuns como curso formal, com gradua��es e notas, provas e formaturas. Isto porque o sentido do curso, se desenvolvido nessas bases, far� entender ao cursando, ou aluno, que, quando ele o concluir estar� formado. Ent�o, ter� que ser m�dium a qualquer custo, podendo surgir fortes predisposi��es � mistifica��o ou excita��es que levem o indiv�duo �s bordas dos fen�menos an�micos, pela ansiedade de dar comunica��es. Os estudos esp�ritas devem ser descontra�dos e agrad�veis, permitindo trocas de experi�ncias, facultando o crescimento geral. O estudo da mediunidade, por outro lado, n�o passa do estudo de uma parte do conhecimento esp�rita, devendo ser feito, por isto, associado aos demais temas da Doutrina Esp�rita. 99 E sobre os cursos de forma��o de m�diuns que distribuem carteiras e diplomas aos seus concluintes? Raul - Embora respeitemos as inten��es de qualquer pessoa, dizemos que nessas atitudes nada existe do pensamento do Espiritismo, cujas propostas s�o de trabalho e renova��o, sem atavios, sem ilus�es, sem competi��es com os estabelecimentos e concep��es das institui��es do mundo, ainda quando respeit�veis na pauta dos valores terrenos. 100 Alguma necessidade particular existe para que se recomende aos m�diuns o uso de aventais, jalecos ou outras roupas especiais, nos trabalhos medi�nicos do Espiritismo? Raul - � luz do pensamento esp�rita, nenhuma necessidade existe para o uso de roupas especiais, ou vestes de quaisquer naturezas, nos cometimentos medi�nicos esp�ritas, que possam designar s�mbolos ou paramenta��o inadequada aos eventos doutrin�rios. At� porque, perante a express�o de Jesus, trazendo-nos a imagem do �t�mulo caiado por fora escondendo putrefa��o na intimidade�, notamos a import�ncia de cada um alimpar-se por dentro, tecendo, com os esfor�os da sua transforma��o moral, a anelada �t�nica nupcial�, a que Jesus se referiu na par�bola do festim de bodas. 101 As cores das roupas que os m�diuns estejam usando, interferem na qualidade do fen�meno medi�nico? Raul - Em nada interferem as cores de uso externo do m�dium na qualidade dos fen�menos medi�nicos. Interagem, isto sim, as �cores� de dentro, o car�ter, o modo de ser e de viver de cada um. 102 Observando-se, ainda, no exerc�cio medi�nico, o uso de velas, banhos, pontos tra�ados, defumadores, gostar�amos de saber as causas e origens, bem como os inconvenientes de tais pr�ticas. Divaldo - H� dois fatores at�vicos. O fator ancestral religioso, heran�a das doutrinas ortodoxas que estabeleceram no culto a preserva��o de luzes para a adora��o espiritual, e o fator sociol�gico-antropol�gico, especialmente nas Am�ricas, j� que, de certo modo, somos legat�rios das tradi��es africanas. A pr�pria antropologia religiosa dos povos de Angola, Cabinda e de outros que vieram para c� desenvolveu em forma de automatismo um animismo-medi�nico como meio de interc�mbio com o mundo espiritual. No Brasil, em particular, somos herdeiros inevit�veis dos cultos animistas, que os antigos escravos das gera��es passadas introduziram em nossa forma��o religiosa, associando-se ao culto externo do catolicismo, que a partir do s�culo 4� introduziu o uso de velas, incensos, flores, vestu�rios das tradi��es pag�s. � inevit�vel que muitos esp�ritos, �que s�o as almas dos homens�, e que estavam acostumados a tais tradi��es desses cultos religiosos, retornem do al�mt�mulo fazendo essas recomenda��es absurdas quanto a uma aparente necessidade de manifesta��es externas, solicitando que se mandem celebrar missas, que se acendam velas, que se queimem defumadores, que se traga o tur�bulo para o incenso, em raz�o da cren�a fundada na efici�ncia dessas f�rmulas. A Allan Kardec n�o passou despercebida essa quest�o, tanto assim que ele a introduziu em O Livro dos Esp�ritos, quando abordou o tema �fetichismo�, demonstrando que os Esp�ritos Superiores e os esp�ritos, na sua generalidade, desprezam e ridiculizam as f�rmulas externas de nenhuma validade para a promo��o moral do ser. Tamb�m h� o atavismo religioso, que mant�m, na sua liturgia, a presen�a indispens�vel desse culto exterior. O Espiritismo � a doutrina da integra��o da criatura com o Criador, atrav�s da sua liberdade com responsabilidade, da sua conscientiza��o de deveres, a fim de que possa fruir de paz, de esperan�a e de felicidade. Qualquer manifesta��o de culto externo, por desnecess�ria, � de segunda ordem, n�o merecendo maior considera��o, no que tange � educa��o o medi�nica. A educa��o medi�nica exige, em primeiro plano, o conhecimento pelo estudo da mediunidade. A seguir, a educa��o moral, e como conseq��ncia, o exerc�cio e a viv�ncia da conduta crist�. Crist�, porque � o amor na sua express�o mais elevada, quando o indiv�duo se encontra consigo pr�prio. Michael Quoist, sacerdote franc�s, tem um pensamento que se adapta � quest�o. Diz ele, em outras palavras: �Eu Te procurei e fugi do mundo para entrar em contato Contigo, abandonei-me a mim e a meus irm�os, mas n�o Te encontrei; quando me voltei para a a��o da caridade ali me deparei Contigo, com o meu pr�ximo, comigo mesmo, assim encontrando-nos os tr�s.� � necess�ria a educa��o intelecto-moral que est� impl�cita na resposta do Esp�rito da Verdade: - �Esp�ritas! am�i-vos. Esp�ritas! instru�-vos.� Instruir no s�culo 19, tinha a abrang�ncia do moderno verbo educar, que � adquirir h�bitos e conhecimentos. Atrav�s dos h�bitos salutares do estudo e do exerc�cio do amor, o m�dium se libera de quaisquer atavismos para fazer-se ponte entre ele, a criatura, e o Criador, sob a inspira��o dos Esp�ritos Superiores. 103 Os distintivos s�o importantes para a classifica��o das condi��es dos m�diuns nas reuni�es medi�nicas? Raul - Conforme estamos asseverando, com base nos ensinamentos do Espiritismo, quaisquer exterioridades ou excentricidades, nos usos ou nas pr�ticas, que tentem nivelar o labor esp�rita com as escalas de valores mundanos, n�o compartilham do posicionamento esp�rita. Todo e qualquer distintivo material para m�diuns colaborar� para a exalta��o da personalidade, predispondo-o a v�rios perigos. O que dever� distinguir os lidadores do interc�mbio medi�nico ser� a sua fidelidade aos compromissos abra�ados e sua luta por ser um instrumento mais �til �s Falanges do Bem, aperfei�oando-se a cada dia, para alcan�ar a vit�ria sobre si mesmos e sobre os tormentos do mundo. 104 � justo que, nas reuni�es medi�nicas ou fora delas, se fa�am oferendas materiais, objetos ou alimentos, no intuito de atender aos caprichos ou aplacar as necessidades que os esp�ritos denunciem? Raul - A a��o esp�rita junto aos irm�os desencarnados dever� acatar sempre os objetivos esp�ritas, que s�o os da espiritualiza��o das criaturas. Nossas oferendas aos esp�ritos ser�o, por isso mesmo, em n�vel vibracional: nossas ora��es, que representam emiss�es de energias da alma em alta freq��ncia; nossas boas a��es di�rias, que a eles dedicamos como emiss�o de carinho e fraternidade, que s�o, tamb�m, fluidos impregnados de nobres qualidades. As entidades que solicitam ou exigem coisas ou comidas e bebidas, reportando-se a seus gostos ou necessidades, s�o, indubitavelmente, companheiros desencarnados ainda em grande atraso moral e os indiv�duos que os atendem nessas transa��es mundanas passam a se lhes associar, num circuito de interdepend�ncia de funestas conseq��ncias. A esp�ritos ofertemos t�o s� as coisas do esp�rito. Fim 1


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