DIÁrio catarinense



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DIÁRIO CATARINENSE


Carlos Golembiewski

Prof. Jornalismo da Univali /SC

Doutorando em Comunicação Social – PUC/RS.
A implantação do jornal Diário Catarinense, sediado em Florianópolis, mudou a maneira do fazer jornalismo impresso em Santa Catarina. Inaugurado, em maio de 1986 pelo grupo RBS, a nova publicação trouxe inovações tecnológicas, em nível de país, e editoriais, em relação ao jornalismo praticado naquela época no Estado. O jornalista Armando Burd (entrevista ao autor), primeiro editor-chefe do jornal, afirma que a redação informatizada do DC, a primeira do gênero no país, foi visitada por profissionais dos principais jornais brasileiros e até da América Latina. Em função do uso dessa tecnologia, o jornal recebeu, no ano de 1987, o prêmio ESSO de jornalismo na categoria de melhor contribuição à imprensa1.

Além de informatizada, a redação do jornal estava interligada com outras cinco cidades catarinenses. Burd destaca também o pioneirismo do DC na geração de telefotos coloridas, ocorrida, pela primeira vez no Estado, em 1987, durante os jogos abertos de Santa Catarina na cidade de Joaçaba. Nos jogos de futebol, segundo o jornalista, o DC estampava a foto da partida ocorrida na noite anterior, mesmo nas cidades mais distantes da capital. Esse feito também era inédito em Santa Catarina. Burd faz referência ainda à divulgação da lista dos aprovados no vestibular da Universidade Federal (UFSC), no mesmo dia em que a instituição divulgava o resultado. “As pessoas não acreditavam”, conta o ex-editor.

No aspecto editorial, o DC implantou a editoria de economia, inexistente até então. Burd recorda que, naquela época, os empresários tinham medo de falar com a imprensa. Na sua opinião, essa editoria foi mais um acréscimo de qualidade ao jornalismo catarinense.

Outro fato ocorrido com a chegada do DC foi a quantidade de jornalistas de fora contratados para trabalhar no jornal. De acordo com Burd, mais da metade dos 132 profissionais contratados vinham de outros Estados brasileiros. Isso contribuiu para que a imprensa catarinense melhorasse consideravelmente. E aí, mais um aspecto curioso, a outra metade, em torno de 70 profissionais, nunca tinha trabalhado em jornal até então. O primeiro editor-chefe do DC também observa que a implantação do jornal fez com que os principais concorrentes, A Notícia, O Estado e o Jornal de Santa Catarina evoluíssem bastante nos últimos 15 anos, fazendo investimentos consideráveis com o objetivo de competir no novo mercado.

Para se adaptar ao sistema informatizado que estava sendo implantado, o DC editou 49 pilotos durante três meses, permitindo que os jornalistas e os demais funcionários se adaptassem à nova maneira de se fazer jornal. O DC foi o primeiro jornal tablóide com edição diária de Santa Catarina. Para chegar a este formato, a RBS havia feito uma pesquisa junto aos leitores nas principais cidades catarinenses. Na capital, 52,1% dos entrevistados se mostraram favoráveis ao formato, em Chapecó a aprovação chegava a 59,4%. Pesquisas a parte, o que a RBS queria na verdade era repetir o sucesso alcançado pelo jornal Zero Hora no Rio Grande do Sul, também tablóide e naquele ano (1986) despontava como o quinto maior jornal do país, com uma tiragem diária de 150 mil exemplares.

A inauguração do Diário Catarinense ocorreu em 05 de maio de 1986, exatamente sete anos depois de a RBS ter implantado o primeiro canal de TV no Estado e de a empresa estar consolidada em Santa Catarina. A decisão de implantar um jornal justamente mais tarde foi tomada com base numa pesquisa de mercado encomendada pela RBS, antes de se instalar no Estado. De acordo com essa consulta, o grupo ainda não tinha, pelo menos naquele momento, credibilidade e prestígio para colocar em funcionamento um veículo de comunicação impresso (Cruz,1996).

Portanto, quando a Rede Brasil Sul inaugurou o DC, a empresa já possuía no Estado a seguinte estrutura: RBS TV nas cidades de Florianópolis, Blumenau, Joinville e Chapecó; Rádio Atlântida em Florianópolis, Blumenau e Chapecó; Itapema FM e Rádio Diário da Manhã em Florianópolis. Na época, estava sendo adotada a estratégia de promover a integração do estado de Santa Catarina através dos veículos de comunicação do grupo. O editorial do primeiro DC, que foi às ruas em 05 de maio de 1986, confirma a linha que o jornal iria seguir:

O Diário Catarinense chega disposto a inovar, propondo-se a realizar um jornalismo de integração e de serviço, moderno e vibrátil, que ostente sempre como bandeira a vocação de mostrar para Santa Catarina os muitos universos que a compõem na fantástica heterogeneidade que é fator maior da sua grandeza”.


O mesmo editorial fala que a vocação do DC será comunitária. O suplemento especial publicado nesse mesmo dia, sobre o funcionamento, do jornal explica melhor esta idéia.

Através da comunicação, o DC vai abrir canais de expressão dos anseios e reivindicações a toda comunidade catarinense, documentar o dia-a-dia do seu povo, com a mesma expressão da cobertura que será dada aos grandes acontecimentos estaduais, nacionais e internacionais. O Diário tem a ambição de ser um traço de união entre todos os catarinenses”.

Este objetivo também fazia parte da pesquisa de mercado feita pela RBS junto à população. A consulta apontou que uma das reivindicações era a existência de um jornal “verdadeiramente estadual”, que participasse ativamente da vida nas comunidades. Até aquele momento, segundo o suplemento publicado no DC em 05 de maio 1986, só existiam jornais locais, sendo que as duas principais exceções, cobriam apenas parte do interior catarinense. O DC não cita os concorrentes, mas está se referindo ao jornal O Estado, sediado na capital e ao jornal A Notícia, com sede em Joinville.


As relações com o poder

Em 1999, a RBS completou 20 anos de atividades em Santa Catarina. Para comemorá-los, a empresa promoveu a entrega do troféu Amigo da Comunidade. Na solenidade ocorrida no mês de setembro, foram homenageadas 20 pessoas e entidades que se destacaram no trabalho social e comunitário no Estado. A lista dos políticos agraciados no Diário Catarinense2 mostra a preferência política da Rede Brasil Sul em Santa Catarina:

a) Vilson Kleinübing – in memoriam – um dos mais destacados políticos catarinenses. Faltou dizer (grifo meu) que o ex-governador de SC (1991-1993) e senador da república pertencia ao Partido da frente Liberal (PFL);

b) Angela Amin – a primeira mulher a conquistar a prefeitura da capital. Faltou dizer que ela é mulher de Esperidião Amin (atual governador do Estado) e pertence ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), que por sua vez, está coligado com o PFL na atual gestão do governo estadual;

c) Fernando Marcondes de Mattos – empresário com atuação destacada em diversos setores. Faltou dizer que o homenageado foi secretário da Fazenda do governo de Vilson Kleinübing (acima citado). Portanto, é ligado ao PFL.

Os três políticos agraciados pela RBS pertencem a dois partidos que, por coincidência, governam coligados o Estado e a capital de Santa Catarina. Portanto, representam, em tese, uma única força política e ideológica. Essa preferência deixou de fora outros partidos que dividem o poder no Estado: o Partido dos Trabalhadores governa as cidades de Blumenau e Chapecó, o PMDB é governo em Criciúma e na maior cidade do Estado, Joinville.

Se considerarmos que as cidades acima representam o maior contingente populacional e de consumo de Santa Catarina, podemos concluir que a escolha da RBS não foi representativa. Além disso, feriu a própria linha editorial publicada recentemente no jornal Zero Hora (oito de agosto de 1999), editado em Porto Alegre pela empresa: “o pensamento da RBS... pode ser resumido no seguinte: respeito pelo ser humano, DEFESA DA DEMOCRACIA PLURALISTA E REPRESENTATIVA...”. Outro fato que chama a atenção é que o item PLURALIDADE também foi desrespeitado, isso porque, PMDB, PT e PDT ficaram de fora. Sem falar nos pequenos partidos, como o PL, PV, PPS, entre outros. Mas, de outra parte, os dois partidos escolhidos pela RBS defendem os mesmos valores da empresa, nesse aspecto houve coerência. O editorial de Zero Hora confirma isso: defesa da economia de mercado e da livre iniciativa, com responsabilidade social, postura isenta e “LIBERAL”. A palavra liberal está destacada porque é o mesmo ideal defendido por um dos partidos escolhidos, ou seja, o PFL – Partido da Frente Liberal.

Os demais homenageados da lista realmente são pessoas e entidades que prestam serviços à comunidade ou elevam o nome de Santa Catarina em nível nacional. São eles:



  1. poeta Lindolf Bell – in memoriam – Blumenau;

  2. tenista Gustavo Kürten – o Guga – Florianópolis;

  3. pesquisador e historiador Danilo Thiago de Castro – Lages;

  4. irmã Glória Inês Giraldini – Chapecó;

  5. empresário Wander Weege – Jaraguá do Sul;

  6. biógrafo Wolfang Ludwig Rau – São José;

  7. o historiador Licurgo Ramos da Costa – Florianópolis;

  8. empresário Manoel Rozeng da Silva – Criciúma;

  9. nadador Fernando Scherer – o “Xuxa” – Florianópolis;

  10. ex-presidente do GAPA – Helena Pires – Florianópolis;

  11. artista plástico Juarez Machado – Joinville;

  12. Centro de Pesquisas Oncológicas – CEPON – Florianópolis;

  13. Núcleo Espírita Nosso Lar - São José;

  14. Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí/ APREMAVI – Atalanta;

  15. Comissão Municipal do Bem-Estar do Menor – Tubarão;

  16. Centreventos Cau Hansen – Joinville;

  17. Sociedade Concordiense de Auxílio Fraterno/Scaf – Concórdia;

O interessante da lista é que nela existe uma representatividade. Foram relacionadas pessoas e entidades das principais cidades do Estado. Entretanto, o mesmo não ocorreu em relação aos políticos agraciados.

A preferência da RBS por determinados grupos políticos é antiga e vem desde a instalação da empresa no Estado. Dulce Cruz (1996) revela que a concessão do primeiro canal de TV só foi obtida porque contou com o apoio do ex-governador Antonio Carlos Konder Reis. Na época, ele não vetou o nome do grupo gaúcho escolhido em Brasília, deixando de fora os grupos locais que também participavam da luta pela concessão. Ao não interferir, ele tomou uma posição, permitindo que a escolha feita pelos militares, com apoio da Rede Globo fosse referendada em Florianópolis.

O episódio da chegada da RBS a Santa Catarina revela o quanto a empresa está comprometida politicamente com alguns setores da sociedade, apesar de o grupo reafirmar nos editoriais a sua “imparcialidade e independência político-partidária”. No caso da concessão do canal de TV que abriu as portas do Estado à empresa, o apoio do ex-governador Konder Reis, que pertencia à ARENA e mais tarde se filiou ao PFL, foi decisivo.

Nas eleições de 1982, a primeira ocorrida durante a ditadura militar, o apoio a RBS foi retribuído pela empresa. Conforme Aguiar (1995), o grupo gaúcho usou todo o seu conglomerado de mídia em favor do candidato Esperidião Amin, na época filiado, ao PDS:

Amin ocupava quase diariamente espaço nos noticiários da RBS, recebendo tratamento especial por parte do departamento de telejornalismo da emissora, cujo diretor-geral era Ariel Botaro Filho, amigo de Amin e funcionário público do Estado (idem, p.136)”.

Aguiar revela que os comentários políticos na RBS TV, feitos pelo jornalista Moacir Pereira, elogiavam o candidato do PDS e criticavam o “radicalismo” do candidato do PMDB, Jaison Barreto. O pesquisador afirma que, além da RBS, o candidato do PDS teve o apoio da antiga RCE TV (hoje TV Record), da TV Barriga Verde e dos jornais O Estado (Florianópolis), de A Notícia (Joinville) e do Jornal de Santa Catarina (Blumenau). Amin venceu a eleição por uma diferença de 0,69% dos votos.

Souza (1999, p.225) que discute a representatividade da RBS em Santa Catarina, observou, que na campanha presidencial de 1994, a empresa também optou por um candidato. Segundo ele, 73% das matérias veiculadas nos programas Chamada Geral e Repórter Diário transmitidos pela Rádio CBN/Diário de Florianópolis (RBS), defenderam a candidatura de FHC. Apenas 23% se referiam à Lula, sendo que destas, 60% eram vinculadas a fatos negativos que prejudicavam a imagem do candidato. Souza conclui que a dependência causada pela afiliação a Globo, no caso das emissoras de TV, tem reflexos na linha editorial e jornalística dos outros veículos de comunicação da RBS.

As conclusões de Souza (1999) remetem a fatos ocorridos no país nos últimos 10 anos. Em 1989, a Globo apoiou a candidatura de Fernando Collor de Mello à presidência do país. A Rede Brasil Sul teve a mesma posição. Na primeira eleição de FHC em 1994, o fenômeno se repetiu. No final da campanha, Lula reuniu oito mil pessoas num comício em Chapecó, a RBS TV deu apenas uma nota (texto sem imagens) no telejornal. No mesmo dia, FHC fez um comício relâmpago (final de tarde) no município de São José (Grande Florianópolis) e a emissora mobilizou pelo menos três equipes de reportagem, inclusive com entradas ao vivo. Ou seja, para o candidato apoiado pela TV Globo e coligado com o PFL, cobertura especial; já para Lula, nem imagens do comício.



Campanhas institucionais

Três campanhas institucionais marcam a história do Diário Catarinense em Santa Catarina: a “duplicação da BR-101” durante dois anos o jornal recolheu um milhão de assinaturas para que as obras na rodovia começassem imediatamente; “Use a Cabeça, Dirija pela Vida” – para conscientizar os motoristas sobre o novo código de trânsito; e, mais recentemente, o DC, com os outros veículos da RBS, está engajado na campanha “Sorria para a Vida” – projeto de combate à AIDS em Santa Catarina.

No espaço “direto ao leitor” publicado no jornal dia 17 de outubro de 1999, o editor-chefe Cláudio Thomas relembra o motivo da campanha de duplicação da BR-101: “a intenção era buscar o apoio da comunidade em defesa das obras na rodovia marcada pelas tragédias ao longo do 466 quilômetros entre as divisas do Paraná e Rio Grande do Sul”. Thomas afirma com orgulho que 100 quilômetros da rodovia entre Garuva, norte do Estado e Palhoça, na Grande Florianópolis, já estão duplicados. E que esta campanha teve o apoio da RBS TV e do Jornal de Santa Catarina.

A campanha “Use a Cabeça, Dirija pela Vida” foi lançada em janeiro de 1998 para reforçar a importância do novo Código de Trânsito. Naquele ano, foram publicadas dez reportagens no DC com os flagrantes do desrespeito às leis de trânsito nas estradas e cidades catarinenses.

Finalmente, em outubro de 1999, a RBS (incluindo o DC) lançou mais uma campanha, desta vez para tentar reverter o avanço da AIDS em Santa Catarina. O estado ocupa o segundo lugar no país em número de casos da doença. No lançamento da campanha, dia 17, a capa do DC teve a seguinte manchete: TODOS NA LUTA CONTRA A AIDS. E, uma fita vermelha envolvia a palavra Diário que fica estampada na capa do jornal. “A ação conta com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde e não terá um prazo determinado. Pretende-se apontar os caminhos para reverter o quadro e as experiências positivas adotadas por municípios como Itajaí, Balneário Camboriú e Florianópolis para reduzir os índices de contaminações”, explica o editor.

A habilidade de a RBS tomar como seus os problemas das comunidades em que atua faz parte da estratégia da empresa. Ao encampar essas reivindicações, como a duplicação da BR-101, a redução da violência no trânsito e a prevenção a Aids, ela se torna, automaticamente, “representante” daquelas comunidades e faz com que elas se sintam identificadas com a empresa. É o que o pesquisador francês Dominique Wolton chama de “laço social” – que na sua visão é a principal função dos meios de comunicação de massa. Para ele, “a mídia é hoje o único recurso por meio do qual as pessoas sentem que pertencem a uma comunidade nacional” 3. No caso da Rede Brasil Sul, a comunidade é local e regional. O presidente do grupo, Nelson Sirostky, confirma essa idéia no livro de Cruz (1996, p.108). Ele diz que a atuação do grupo é “político-institucional-... a RBS quer ter força representativa... Não é o poder pelo poder, é o poder pela representatividade, é o poder por estar presente”.


O DC HOJE
O jornal Diário Catarinense tem uma abrangência estadual. Possui sucursal nas principais cidades catarinenses. De acordo com dados institucionais publicados na home page do DC, o jornal circula em 243 municípios dos 293 que existem em Santa Catarina. Nos dias de semana, o jornal alcança uma tiragem de 38 mil exemplares. No domingo, esse número chega a 56 mil. Estes dados colocam o DC, segundo a página institucional, como o jornal líder do mercado de veículos impressos em Santa Catarina.
O número de leitores estimado é de 217 mil. A maioria deles (68%) pertence às classes sociais A e B. O restante está dividido da seguinte maneira: 25% classe C e 7% D e E. Portanto, o jornal é dirigido as classes sociais de maior poder aquisitivo do país. Em relação ao gênero dos leitores, há praticamente um equilíbrio: 52% são homens e 48% mulheres.
Ainda segundo dados institucionais do DC, seu público principal é formado por leitores jovens: 39% estão na faixa etária que vai dos 25 aos 39 anos; 24% pertencem à faixa de idade que vai dos 15 aos 24 anos. Esse perfil de leitor jovem se reflete no ranking das seções mais lidas do periódico. O caderno de Variedades aparece em 1º lugar com 95%, a editoria nacional surge em 2º lugar com 93%. Em 3º lugar, empatados estão na preferência do leitor, o noticiário local e a capa.
CONCLUSÕES
O jornal Diário Catarinense revolucionou a maneira de se fazer jornalismo impresso em Santa Catarina na década de 80. Foi implantado no estado com o que havia de mais moderno em termos de redação informatizada naquela época. Isso permitiu que as principais cidades catarinenses ficassem interligadas, dando um caráter estadual ao jornal. Pelas características topográficas do Estado, isso foi um enorme avanço.
Em termos editoriais, o jornal trouxe como novidade, a implantação da editoria de economia que não existia até então. O único pecado foi manter em suas páginas, a ligação política que a RBS mantinha em Santa Catarina e no restante do Brasil. Quer dizer, ao mesmo tempo, que o DC provocou um grande impacto na maneira de fazer jornalismo no Estado, também seguiu a linha dos demais jornais catarinenses: ter preferência política por determinados partidos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS –
AGUIAR, Itamar. Violência e golpe eleitoral. Jaison e Amin na disputa pelo governo catarinense. Blumenau. Editora da Furb, 1995.

BURD, Armando. Entrevista concedida pelo primeiro editor-chefe do jornal Diário Catarinense. Porto Alegre, março, 2000.

CRUZ, Dulce Márcia. Televisão e negócio: a RBS em Santa Catarina. Florianópolis-Blumenau, Editora da UFSC – Editora da FURB, 1996.

SOUZA, Carlos Alberto. O Fundo do Espelho é outro: quem liga a RBS liga a Globo. Itajaí, Editora da Univali, 1999.
INTERNET

Site do Diário Catarinense (informações institucionais): www.clicrbs.com.br



1 O Diário Catarinense foi o primeiro jornal do país a usar computadores na redação ao invés de máquinas de escrever. Essa tecnologia inédita, até então, permitia que a redação de Florianópolis (sede) estivesse interligada às cinco sucursais (Joinville, Blumenau, Lages, Chapecó e Criciúma) simultaneamente. Dá para dizer que o Diário Catarinense foi pioneiro no uso da redação on-line no país. Essa facilidade de produzir, editar e receber informações dava uma agilidade muito maior em relação aos concorrentes. Lembro, quando fui repórter do jornal O Estado em Itajaí, em 1988, os textos eram escritos numa máquina de escrever e depois batidos novamente no telex para serem enviados a Florianópolis.


2 A RBS premia amigo da comunidade, Diário Catarinense, Florianópolis, 29 de agosto.1999, p. 36-39.


3 Entrevista de Dominique Wolton concedida à Betty Milian, publicada no “Caderno MAIS” da Folha de São Paulo em 15 de agosto de 1999.


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