Disciplina: Educação de Jovens e Adultos



Baixar 8.89 Kb.
Encontro25.07.2016
Tamanho8.89 Kb.
UCB

Curso de Pedagogia

Disciplina: Educação de Jovens e Adultos

Aluna: Marlúcia de Oliveira Santos

Matrícula 2007010591

Respostas das unidades II e II

Unidade I


  1. A estrutura social não privilegiava a educação escolarizada, excluía o acesso dos negros, do índio e de quase a totalidade de homens e mulheres, gerava um grande contingente de analfabetos, engrossado pela imigração.




  1. Num país pouco povoado, agrícola, esparso e escravocrata, a educação escolar não era prioridade política e nem objeto de uma expansão sistemática. Se isto valia para a educação escolar das crianças, quanto mais para adolescentes, jovens e adultos. A educação escolar era apanágio de destinatários saídos das elites que poderiam ocupar funções ligadas à política ao trabalho intelectual. Para escravos, indígenas e caboclos – assim se pensava e se praticava – além do duro trabalho, bastaria a doutrina aprendida na oralidade e a obediência na violência física ou simbólica. O acesso a literatura e a propriedade característica escrita era tido como desnecessária e inútil para tais segmentos sociais.




  1. Decreto 330 de 12/04/1890 (escolas regimentais do exército brasileiro) e decreto 11530 de 18/03/1915 (Reforma Carlos Maximiliano; Liga Brasileira Contra o Analfabetismo)




  1. Após a queda de Getúlio Vargas e conseqüente abertura democrática (após 1945), os movimentos foram representados pela Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos (CEAA, 1947), pela implantação da Campanha Nacional de Educação Rural (CNER, 1952) e Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo (CNEA, 1958). O Movimento de Cultura Popular (MPC), iniciado a partir de 1960, teve líderes vinculados à administração da Prefeitura de Recife (Miguel Arraes) e de Natal (Djalma Maranhão). Os dois movimentos espelhavam a vinculação da educação de adultos. O Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, criado em 1961, promoveu cursos de alfabetização de adultos no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Cruzada de Ação Básica Cristã (ABC) surgiu de um convênio assinado entre a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a Usaid e o Colégio Agnes Easkine, de origem privada e presbiteriana, localizada em Recife. Esse convênio deu origem à implantação do Movimento de Educação de Adultos (Cruzada ABC), no estado de Pernambuco (23 de agosto de 1965). Em 15 de dezembro de 1967, o governo federal resolveu instituir o Movimento Brasileiro de Alfabetização, Fundação Mobral, nos termos da Lei 5379, visando o atendimento de jovens e adultos. Em 1985 o Mobral foi extinto e substituído pela Fundação Educar e pela Fundação Nacional para educar jovens e adultos, vinculadas ao Ministério da Educação.

Unidade II




  1. Pouca criatividade do sistema para atender a grupos em situações específicas; falta de política educacional em relação ao desenvolvimento da aprendizagem de jovens e adultos; inexistência de política de comprometimento mais ampla com as questões do magistério, insucesso escolar “cultura da repetência” e baixa produtividade dos sistemas de ensino.




  1. Foram três os princípios da Comunidade Solidária: parceria, descentralização e solidariedade. Todos norteiam a formulação de políticas sociais. A parceria pode ser realizada mediante duas vias: parceria governamental (governo federal, estadual e municipal) e parceria estimulada entre a instância governo e a sociedade civil (ONG, associações e igrejas).




  1. O modelo do PAS prevê a participação ativa da sociedade, representada inicialmente pelas parcerias do Ministério da Educação e Desporto (MEC), Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), as universidades, as empresas privadas, prefeituras e comunidades dos municípios e pela comunidade solidária. Os modelos de alfabetização têm a duração de seis meses e estão sob permanente avaliação. Os alfabetizadores são recrutados nas classes dos cursos de magistério de ensino médio e ensino fundamental nos municípios, selecionados e capacitados nos campi das universidades parceiras. No retorno aos municípios de origem, os alfabetizadores mantêm suas identidades culturais e os valores da comunidade ministrando cursos de alfabetização para alfabetizandos cadastrados em turmas pelos Secretários Municipais de Educação.




  1. A operacionalização das metas previstas pelo Plano Decenal da Educação (1993 – 2003) poderia alterar os rumos da educação nacional. Entretanto, a legislação de ensino e o Plano Nacional de Educação não estão atendendo às expectativas particularmente para a questão do analfabetismo e a educação de jovens e adultos.


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal