Disciplina: treinamento esportivo



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CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

DISCIPLINA: TREINAMENTO ESPORTIVO





Prof. Ms.: José Marinho Marques Dias Neto




ROTEIRO DE ESTUDOS



1. Conceitos e Definições
Barbanti: é um processo físico e mental complexo, baseado na repetição sistemática de movimentos, gerando adaptações morfológicas e funcionais com o objetivo de aumentar o rendimento ou melhorar a condição de vida.
Tubino: conjunto de meios para o desenvolvimento das qualidades fis., tec. e psico. de um atleta e/ou uma equipe com o objetivo de atingir a “forma” projetada na época de performance.

Estélio: conjunto de procedimentos e meios utilizados para conduzir um atleta à sua plenitude fís., tec e psico dentro de um planejamento racional, visando a performance máxima num período determinado.
Matvéiev: preparação sistematicamente organizada por meio de exercícios, constituindo um processo pedagogicamente estruturado na condução do desenvolvimento do atleta.

2. Histórico
Pereira da Costa (1972) subdivide a evolução treinamento em 5 etapas:
a. Período da Arte

I Olimp. Ant. Grécia (778 a.C.) até I O.E.M. (1986)



Atividade física (utilitária e guerreira) >>>>>>>>>>> Ativ. Fis com fins pedagógicos,

formativa e eugênicos
Jogos Olímpicos:

- 293 edições em 12 séculos

- Homenagem ao deus Zeus

- Competição entre as cidades-estado gregas

- Atleta: grego, filho legítimo, idoneidade civil e religiosa, serviço militar, sem dívidas

- Treinos preparatórios: um mês de antecedência (Elis)

Apogeu em XI AC
A competição

Dia 1: Inscrições, oferendas e juramento

Dia 2: Abertura, Provas no Estádio: corridas e lutas (livre, pancrácio e pugilato)

Dia 3: Provas hípicas, pentatlo (disco, distância, dardo, corrida e luta), corridas de carros

Dia 4: Cultos e sacrifícios aos deuses

Dia 5: Provas no Estádio: corridas e lutas

Dia 6: Encerramento: banquete e premiação
Características na Grécia:


  • Preparação generalizada

  • Sobrecarga

  • Psicológico (sofrimento)

  • Aquecimento e volta à calma (massagens)

  • ciclo de treinamento - tetras (3 dias por um de descanso)

  • Dietas especiais em competição

  • Locais de treinamento

  • Estádio: corridas, saltos, arremessos, lutas

  • Ginásio: público, treino de corridas e lutas

  • Palestra: particular, principalmente lutas

  • Teatro: comédias, dramas e também esportes

  • Hipódromo: provas eqüestres e de carros

  • Treinadores específicos: pedótribos (exercícios e jogos)

xistarcas (corridas)

agonistarcas (lutas)


Decadência:

- Profissionalismo x cunho religioso e moral

- Influência dos romanos

- Difusão do cristianismo (proibição das atividades físicas)

Romanos: Jogos Augustos e Capitolinos, sabedoria grega (treinamento) para o uso com gladiadores, deturpação do ideal olímpico (sacrifícios, selvageria).
Idade Média: Hermetismo religioso

- Arco e flecha, hipismo e esgrima (sobrevivência)


Influencias Orientais

- Lutas, expressão corporal: ritual, filosofia  ocasionalmente competições e festas


Século XIX

Thomas Arnold: reforma educacional inglesa  Introdução da Educação Física nas escolas

Influencia  EUA

 Pierre de Coubertin (pedagogo, entusiasta da cultura grega)

Citius, Astius, Fortius: Olimpismo

Objetivo: Difusão da educação esportiva pelo mundo

1894: Criação do COI (19 países)  primeira olimpíada da era moderna (Atenas, 1896)

43 eventos em nove esportes (atletismo, ciclismo, natação, esgrima, ginástica, tênis, tiro, levantamento de peso e luta)

Coroa de louros, prata e bronze e diploma de premiação



  1. Improvisação

I (1986) até VII (1920) O.E.M., Antuérpia
- Métodos de treinamento semelhantes, vencendo os de maior capacidade física ou talento inato.

c. Sistematização

VII (1920) até XV (1952) O.E.M., Helsinque
Lauri Pihkala, Paavo Nurmi – 1920/33 - (7 ouros, 3 pratas e 22 recordes)

- velocidade para meio fundista

- trabalho intenso e recuperação

- aumento de volume e intensidade dos treinamentos


Krummel 1920 (Alemanha)

- endurance x resistência

- treinos intervalados

- distâncias curtas no treino para endurance


Gosse Holmer 1930 (Suécia)

FARTLEK


- corridas rápidas/lentas

- terrenos variados

- cronometragem nas fases e no total

- marcha e trotes nos intervalos

- contato com a natureza
Gosta Olander (Suécia)

VALADALEN

- treinos de técnica de corrida

- alternância de sessões fracas e fortes

- semelhante ao Fartlek

d. Pré-científico

XV (1952) até XVIII (1964) O.E.M., Tóquio
Primeiros ensaios científicos baseados no empirismo e em fisiologia do esforço (sistemas energéticos e valências físicas)
Woldemar Gerschller

- treino na pista

- alternância de estímulos

- diminuição do volume do treino

- treinamento de velocidade

- controle do tempo dos estímulos


Toni Nett - Emil Zatopek

- sistemas de classificação de trabalho baseados nos sistemas energéticos e nas valências físicas

- tabelas de treinamento (controle)

- organização da temporada (periodização)


e. Científico

XVIII (1964) até XXII (1980) O.E.M., Moscou
Criação do Interval Training (Gerschller e Reindell, fisiologista)

método de treinamento com bases científicas


1950: laboratórios de fisiologia do esforço, novas concepções
A partir daí:

- Circuit Training

- Cross Promenade

- Power Training

- Marathon Training


ESCOLAS DE TREINAMENTO


SAXÔNICA

SOCIALISTA

Escola/universidade

Estado

Generalismo

Seleção p/ biotipo

Especialização tardia

Direcionamento

Liberalismo

Recursos ergogênicos

Material esportivo

Métodos revolucionários de treinamento

Centralização no técnico

Periodização




Treinamento a longo prazo

Raoul Mollet (Treinamento Total)

- participação dos componentes da atividade física (alimentação, psicologia, hábitos de vida, adaptação social, lazer planejado)

- importância da comissão técnica

f. Tecnológico
- Aperfeiçoamento das bases científicas (biomecânica, fisiologia, cinesiologia...)

- evolução nas técnicas de periodização

- técnicas de informática para controle e avaliação do treino

- utilização da imagem (vídeo) para aprimoramento técnico e tático

- preparação médica, uso de recursos ergogênicos (anabolizantes)

- utilização da fisioterapia para prevenção e cura de traumas

- Evolução nas máquinas, material esportivo e nos locais de treinamento

3
- Conceito de valência física

Capacidades que dependem da eficiência do metabolismo energético do indivíduo


. Componentes do Treinamento


Preparação Física

- Tipo: geral x especifica

- Natureza: cardiorespiratória x neuromuscular
Competência: preparador físico ou técnico
Preparação Técnica

- Conceito de técnica: execução de uma habilidade motora com o máximo de eficiência e o mínimo de gasto energético (esforço).

- Depende:

- Preparação física

- Talento

- Aprendizado motor

- Métodos: global (visual) ou parcial, instruções orais



Progressão pedagógica no processo de ensino-apredizagem


  • Aprendizagem do gesto (educativos, detalhes técnicos...)

Instruções: informações gerais, aspectos fundamentais, detalhes técnicos, semelhanças com outras atividades (verbal ou escrita)

Demonstrações: informações visuais dos mais diversos tipos – figuras, vídeo, execuções

Método parcial: simplificação do aprendizado de um gesto motor complexo

Fracionalização: divisão em partes

Segmentação: aprendizagem progressiva (só se ensina a segunda parte após o aprendizado da primeira)

Simplificação: diminuir o grau de dificuldade




  • Execução sem movimento

  • Variações do gesto (passe de peito, picado, por cima, etc...)

  • Execução em movimento

  • Execução em velocidade

  • Limitação dos órgãos do sentido (drible com óculos)

  • Combinações de gestos (passe + arremesso, Drible + bandeja)

  • Modificação das condições externas (obstáculos, introdução do adversário)

  • Execução específica (esquema tático)

  • Execução em fadiga



Competência: técnico, auxiliar, preparador físico (treino físico-tecnico)



Preparação Tática

Definição de tática: conjunto de condutas, posicionamentos e movimentações tendo como base uma certa filosofia de jogo objetivando de minimizar os pontos fracos de sua equipe e explorar as deficiências do adversário.


- Treinamento:

- Cognição: técnico + jogadores

- Dedicação (crença)

- Repetição (fixação)

- Preparação técnica/psicológica

- Recursos auxiliares: vídeo, estatística

Competência: técnico, auxiliar

Preparação Psicológica

- Equilíbrio emocional

- Confiança: relação T/A, A/A, treinamento (opções do técnico) x excesso

- Motivação: treinamento, derrotas x vitórias

- Concentração, mentalização (preparação para o jogo)

- Coletividade

Estratégias:

- Dinâmicas de grupo

- Reuniões

- Testes psicológicos

- Atendimentos individuais

Competência: psicólogo, técnico, auxiliar



4. Princípios do treinamento desportivo
Conjunto de preceitos que tornam as adaptações aos métodos de treinamento, criadas pelos treinadores, ferramentas científicas de trabalho
Autores:
# Fox, Barbanti, Weineck, Mc Ardle, Matvéiev, Dantas, Tubino, Verkhoashanski, La Rosa, Hawley e Burke, Granell e Cervera, Bompa, etc…

a. Individualidade biológica
Genótipo + Fenótipo

- intelecto desportivo - habilidades adquiridas

- biotipo - índices fisiológicos adquiridos

- características coletivas - efeitos do treinamento

- composição corporal*

- limites fisiológicos

* alimentação e atividade física

objetivo:

- divisão em grupos homogêneos

- respeito ao estado de treinamento

- mesmo treino não provoca mesmas adaptações

- testes de aptidão:

* capacidades desportivas: qualidades físicas básicas

* biodiagnóstico: medidas transversais, % de fibras e limites fisiológicos

* psíquicos: temperamento, caráter e socialização
Limiar anaeróbico: É a intensidade de corrida onde inicia-se o acúmulo de ácido lático.

F. C..

L.A.

Vel. corrida


L.A. em atletas 75 % do VO2 max.

L.A. em destreinados: 60 % do VO2 max.


Aumento do limiar anaeróbico (aumentar a intensidade da performance sem acúmulo de ácido lático):
- Utilização de AGL (ácidos graxos livres)

- Reutilização do ácido lático

- Aumento da síntese de ATP decorrente do aumento da quantidade de mitocôndrias

baixos níveis de concentração de ADP-Pi ----> inibição a glicólise


Fisiológicas
Resposta ao treinamento aeróbico

(após 3 a 6 meses de treinamento)




VARIÁVEL

AT

DT

AE

F.C.(rep)

74

61

45

F.C.(max)

194

190

185

Vol. Ejeção(ml²)

64

82

127

Vol. Ejeção(max)

122

142

201

Débito Cardíaco(l/min)

4,5

4,6

4,4

Débito Cardíaco(max)

22,3

25,8

34,9

Vol. Coração(ml)

750

823

1250

Vol. de Sangue(l)

4,8

5,2

6,1

Pressão Sangüínea

120/80

124/78/

105/65

Pressão Sangüínea(max)

206/85

202/82

209/69

Ritmo Ventilatório(resp/min)

14

12

11

Ritmo Ventilatório(max)

42

47

59

VO2 max(ml/kg)

47

55

79

% de Gordura

16

14,9

6,7

% de fibras CL

55

55

81

Densidade Capilar(mm²)

290

350

460

Densidade Capilar(num/fibra)

1,2

1,4

3,2

AT= Antes do treinamento, DT= Depois do treinamento, AE= Atletas de elite

Fonte: Kraemer, William
b. Adaptação

- estímulo (quebra da homeostase) -> stress no organismo -> adaptações

tipos de stress: físico, mental e bioquímico

tipos de adaptações: morfológicas (hipertrofia) ou funcionais (coordenação)


- estímulos:

* fracos -> excitação

* médios/fortes -> resistência -> adaptação

* muito fortes -> exaustão -> danos ao organismo


Anabolismo x catabolismo

Anabolismo: são processos metabólicos que implicam na construção de moléculas a partir de outras. A síntese protéica, por exemplo.

Catabolismo: são processos metabólicos que implicam na “quebra” de substâncias complexas em substâncias mais simples.


- Sobretreinamento (overtraining, strain)

causas: - esforço físico em excesso

- falta de descanso/alimentação

- patologias




diagnóstico: - diminuição do apetite

- insônia

- diminuição do peso

- dores musculares/lesões

- aumento da FC basal

- irritabilidade


Dinâmica do ESTADO DE TREINAMENTO


UTILIZAÇÃO DAS RESERVAS ENERGÉTICAS





c. Sobrecarga
Aumento da intensidade/volume de carga causando construção funcional ou adaptação

- relação otimizada entre carga e recuperação garante a supercompensação ou restauração ampliada

- aumento sucessivo das cargas
Gráfico ideal







a. treinamento

b. repouso

c. supercompensação

d. início de novo treino




Aplicação tardia (aumento menos acentuado):


Aplicação precoce (sobretreinamento):



Como aumentar ?



Volume (quantidade de treinamento) + tempo

+ repetições

+ distância


intensidade (qualidade}

+ carga


+ velocidade

- intervalo

- Tipo de treinamento*


* Potencial de Treinamento: capacidade que um treinamento tem de aumentar o rendimento de um atleta

Ex.: saltos  Trab. c/ pesos  saltos c/ sobrecarga  pliometria

Método contínuo  fartlek  Interval training

Controle do treinamento:


- % da força máxima

- freqüência cardíaca

- concentração de lactato



d. Especificidade
Os maiores impactos funcionais e morfológicos ocorrem sobre os órgãos, células e estruturas intracelulares responsáveis pelo movimento treinado

Construção do treinamento sobre os requisitos específicos de performance:

- sistemas energéticos

- qualidades (valências) físicas

- gesto desportivo

- Ações motoras (saltos, tiros, deslocamentos...)

obs.: treino inespecífico pode causar diminuição na performance específica


e. Continuidade
- condição atlética é conseguida com seguidos ciclos de treinamento

- reversibilidade: as adaptações causadas pelo treinamento são de natureza transitória

- pausas não superiores a 48 hs. (exceção no sobretreinamento)

- cargas crescentes sucessivas X dia de recuperação

- pausa de um mês -> volta à condição inicial
Duração de aplicação de uma carga de treinamento: quantidade de tempo de trabalho sobre uma determinada Valência Física.

? – depende capacidade de adaptação do atleta


Cargas:

- Diluídas: trabalho + generalizado

* Atletas jovens

* Resistência aeróbica

- Concentradas: V.F. agrupadas por ciclo de treinamento

* Alto rendimento


Freqüência de Trabalho Semanal (em unidade de treinamento)

Iniciante: 3-4 unidades

Aperfeiçoamento: 4-8 unidades

Alto Rendimento: 6-10 unidades

Esportes Específicos: 8-22 unidades
- Prazos de treinamento:

* força e hipertrofia: 4-6 semanas

* força explosiva: 3 sem de trabalho + 1 mês (supercompensação)

* resistência anaeróbica: 1,5 mês

* resistência aeróbica: 2,5 meses

* RML: 1,5 mês

* velocidade: + 4 meses
Densidade de treinamento: relação esforço/descanso
- Completa: velocidade e força máxima

- Incompleta: resistência de velocidade e resistência de força


Restauração ou remoção:
- ATP-CP -> 3 minutos (por via aeróbica)
- Glicogênio muscular -> longa duração: 46hs com dieta rica em carboidratos

-> curta duração: 24hs sem dieta especial

* quantidades 2X maiores

* precursores

* tipo de fibras
- Ácido lático -> 1:30hs em repouso

-> 30 min. em trote



INTERVALOS
Velocidade (resistência anaeróbica alática): 24 h

Força Explosiva: 24/36 h

Força Máxima: 48 h

Resistência Anaeróbica: 48/72 h

Potência Anaeróbica: 48/72 h

Resistência Aeróbica: 24 h




MAX













SUB













MÉDIA












ESPORTES



Futebol

Rugby


Basquete

Handebol

Voleibol


Gin. Rítmica

Esgrima


Dança

6 hs













12 hs













24 hs













48 hs














Fadiga
1. Nervo motor: Pouco provável
2. Junção neuro-muscular

Estudos a favor e contra

Fibras CR diminuição da liberação de acetilcolina (↓ vel. de reação, defesa, bloqueios...)
3. Mecanismo contrátil
- Aumento da concentração de Ac. lático --> diminuição do PH (H+)

H+ concorrente dos ions Ca++ (INIBIÇÃO DO POTENCIAL DE AÇÃO)

- H+ inibe a ação da fosfofrutoquinase enzima importante na glicólise anaeróbica
Diminuição não muito significativa das reservas de ATP (25%)

Significativa nas áreas adjacentes às miofibrilas


Diminuição das reservas de glicogênio
4. SNC
Fadiga --> nervos sensoriais --> cérebro --> inibição dos estímulos --> repouso
Dor Muscular (mialgia)
Aguda: microlesões nas fibras musculares, isquemia (oclusão dos vasos dificultando a remoção dos produtos metabólicos)
Tardia: microlesões no tecido conjuntivo

- Alongamentos

- Progressão gradual - Vitamina C

Recuperação pós-exercício exaustivo:
- Trabalho durante 10-20 minutos em intensidades progressivamente menores para que o ácido láctico dos músculos e do sangue seja removido mais rapidamente. O alongamento de todos os grupos principais de músculos deve ser feito em seguida.
- Ingestão de líquidos e carboidratos imediatamente após o exercício

Um atleta de 70 kg deve consumir 50-150 gramas de carboidratos nas primeiras duas horas após o exercício

Ingestão de 0,5g – 0,6g por Kg de 30 em 30min durante 5h (corridas de longa duração)

6 gramas de proteína para acelerar a síntese protéica nos músculos após a prática de exercícios (suplementos de aminoácidos não são mais eficazes que os alimentos normais)



Reposição tanto de água (150% em relação às perdas) quanto dos eletrólitos (sódio e potássio) durante e após os exercícios para minimizar a desidratação, estabilizar a volemia e evitar cãibras musculares.
- Atletas geralmente necessitam de, no mínimo, 7-8 horas de sono por noite para poder apresentar seu desempenho máximo.
TREINAMENTO E A CRIANÇA


  • CONCEITOS

  • Crescimento: multiplicação celular

  • Maturação: aparecimento das características humanas

  • Desenvolvimento: processo de aquisição de conhecimentos e valências




  • Infância x Puberdade


CARACTERÍSTICAS

  • Metabolismo basal acelerado (20 a 30% superior ao adulto)

  • Percentual de massa muscular: 27% na criança, 36-42% no adolescente (10 x concentrações de testosterona circulante na puberdade)

  • Baixos níveis de hormônios anabolizantes circulantes (testosterona)

  • 6-12 anos: capacidade glicolítica das fibras tipo II 36% (Mo), 22% (Ma)

  • Ossos mais flexíveis e menos resistentes (epífises ósseas)

  • Tendões e ligamentos com mais substâncias intercelulares e menos resistentes a tração

  • Alimentação rica em sais minerais, PTN (2,5 g/kg por dia) e vitaminas (crescimento)


TREINAMENTO DE FORÇA

  • Mesmo trabalhando com cargas submáximas as crianças obtêm poucos progressos em termos de força devido à baixa capacidade de hipertrofia muscular. Muito do progresso se deve à coordenação intra (recrutamento de UM, adaptações neuromusculares) e intermuscular (agonistas/antagonistas).




  • EVITAR:

  • Cargas máximas nos limites articulares

  • Movimentos balísticos (bruscos)

  • Erros de execução

  • Cargas pesadas acima da linha dos ombros (sobrecarga na coluna vertebral)

  • Evitar movimentos unilaterais




  • Períodos de recuperação precisam ser estendidos para que o princípio da supercompensação não concorra com o crescimento e para que se dê tempo para que ocorram as adaptações no sistema locomotor passivo (trabalho com peso pode contribuir com o aumento da densidade óssea).

  • Treinos de Força  Melhoria no desempenho motor


RESISTÊNCIA ANAERÓBIA

  • Menor capacidade de eliminação do lactato

  • Menor massa muscular

  • 1/3 da atividade da PFK, fundamental na glicólise anaeróbica

  • Aumento no nível de catecolaminas (adrenalina) em esforços máximos  aumento do nível de stress  evasão esportiva (drop out)


RESISTÊNCIA AERÓBIA

  • Maior número de mitocôndrias

  • Enzimas oxidativas (ácidos graxos)

  • Menor sensação de esforço

  • Motivação ????

  • VO2 semelhantes ao adulto: 60ml/kg.min em treinados

  • Dificuldades de termoregulação:

  • menor número de glândulas sudoríparas

  • menor capacidade de excreção (2,5 menor que os adultos)


ESPECIALIZAÇÃO PRECOCE

-

- Diminuição da vida útil do atleta (contusões, problemas psicológicos, etc)

- Disfunções comportamentais (competição precoce)

* ética desportiva

- Drop out (abandono do esporte)  carga intensa de treinamento (pressões, treinos para adultos, alto grau de especialização, etc)
HABILIDADES MOTORAS


  • Com 6 anos o cérebro já atingiu 90-95% do peso de adulto e o processo de mielinização dos neurônios já está completo

  • Menor capacidade de concentração (pouca capacidade de inibição de estímulos do SNC)




  • Diferença menino x menina

  • Correr: menina 90/95% da capacidade do menino

  • Saltar: menina 80/87% da capacidade do menino

  • Lançar: menina 50/60% da capacidade do menino




  • Conceitos

  • Exames clínico e ortopédico

  • Atividade física voluntária, generalizada, estruturada e associada à escola e ao lazer

  • Seções de no máximo 40 minutos

  • Prazer, experimentação e exploração

  • Poucas variações no meio ambiente (*)

  • Instruções verbais e visuais (com demonstrações)

  • Cuidado com as competições (cuidado com as diferenças em fases de desenvolvimento e complexidade física) – escolha dos times, (*) e egocentrismo

* Atenção seletiva  informação relevante  memória estratégica

Maior inibição dos estímulos sensoriais cerebrais


ESTRATÉGIAS

  • Formas básicas de movimento

  • Psicomotricidade

  • Imagem corporal

  • Percepção espacial

  • Coordenação óculo-manual

  • Introduzir os jogos com regras

  • Socialização

  • Introdução do adversário

  • Maior capacidade física

  • Maior capacidade cognitiva (regras, estratégia)

  • Maior capacidade psicomotora

COORDENAÇÃO  CONDICIONAMENTO  ESPECIFICIDADE

Infância Puberdade Adolescência


TREINAMENTO x CRESCIMENTO

  • Exercício físico e a menarca tardia

  • Seleção natural

  • Menor ingesta de gorduras/queima por exercício físico

  • Stress (físico, psicológico e emocional)

  • Hormônios (prolactina  inibe Hormônios Gonadotrópicos) retardam a maturação dos ovários

  • Menarca precoce  Aumento da secreção de catecolaminas

  • Aumento da secreção de catecolaminas  Aumento da taxa de utilização de AGL  prevenção da obesidade e aterosclerose

  • Aumento da secreção de catecolaminas  Drop out (especialização precoce)

  • Movimentos balísticos (ginástica olímpica)  lesões nas epífises

Atrasos no crescimento  dietas pobres, menor tempo de repouso

Aceleração após a diminuição das cargas de treinamento




5. Periodização do Treinamento
Divisão do processo de treinamento em etapas estruturadas, respeitando os princípios do treinamento, com o objetivo de atingir a “forma desportiva” num determinado período.

Forma desportiva: Correlação harmônica entre todos os componentes de performance (qualidades físicas, técnicas, táticas e psicológicas)

A maioria dos recordes mundiais são batidos à noite  maior descarga hormonal  aumento da temperatura corporal  melhor performance
Planos de expectativa

Grupo de ciclos (períodos) de treinamento


- individualizado: transformar talentos em atletas de elite através do acompanhamento da vida desportiva

fases:


* básica (até 12 anos):

- na escola

- valências físicas básicas

- experimentação desportiva (alto-estima, motivação)

- saúde e hábitos higiênicos

- primeiros passos competitivos (alegria)


* especialização (até 15/16 anos)

- na escola

- biodiagnóstico (livre escolha)

- balancear crescimento/treinamento

- desenvolvimento harmônico orgânico e psicológico não muito especializado e gradual, evitando-se performances máximas precoces (refino técnico, comportamento competitivo)
* performance (até 35 anos)

- centros de treinamento

- especialização (estilo, posição, categoria...)

- obtenção do limite de performance física, técnica e psicológica

- aumento na freqüência, volume e intensidade do treinamento
* manutenção (após 35 anos)

- atividades de lazer

- preparação geral

- atenuar as seqüelas do esforço passado

- contribuição na formação de novos atletas
Básica Especialização Performance Manutenção



















prep. específica




prep. básica






















3-4 anos 12 15-16 35
- Plano de expectativa desportivo

* espaço compreendido entre as olimpíadas

* feedback através das competições intermediárias

* atletas de alto nível (selecionados)








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