Discurso proferido pelo Deputado Dr. Heleno sobre: os ataques terroristas acontecidos no dia 11 de setembro



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Discurso proferido pelo Deputado Dr. Heleno sobre: os ataques terroristas acontecidos no dia 11 de setembro.
iscurso proferido pelo Deputado

Dr. Heleno (PSDB-RJ),

na sessão de de abril de 2002.

Senhor Presidente,

Senhoras e Senhores Deputados,

Liberdade, independência e respeito aos princípios das nações; isto é o que esperamos de todos os políticos do mundo. De todos aqueles que detêm o poder de definir o futuro das relações humanas, sejam elas nacionais ou internacionais.



Estamos há quase seis meses do fato histórico mais marcante da atualidade. Os ataques terroristas às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono, nos Estados Unidos.

Ao promoverem esses atentados, os terroristas atingiram muito mais do que bens materiais ou vidas humanas, atingiram sentimentos que julgávamos inatingíveis, não apenas quanto ao povo norte-americano, mas a toda cultura anglo-latina.

A nós, políticos, compete refletir o nosso papel neste contexto conturbado e entender os rumos que serão traçados doravante. Estamos presenciando a história do limiar do século XXI; uma história que vem se repetindo ao longo dos tempos, uma história de beligerância e radicalismos; uma história de intolerância entre povos, de preconceitos, de divergências ancestrais não administradas e perpetuadas no comodismo dos que detêm a obrigação de oferecer a igualdade de oportunidades e de direitos.

Vivemos em um país que tem por destino abrigar as mais diversas raças, acomodando-as e dando a todas um gosto de liberdade e igualdade como em nenhum outro lugar do mundo. Não importa se somos descendentes de árabes, africanos, judeus, japoneses ou portugueses; somos todos brasileiros radicados nesta terra tão abençoada onde os nossos antepassados derramaram seus suores e suas lágrimas. Amargaram também a dor da saudade, mas acreditaram que aqui sua descendência estaria em um lugar próspero, onde seria possível construir um futuro com paz e dignidade.

Esta é, certamente, a maior lição que temos do nosso País. Uma terra de todas as gentes. Não uma perfeição, pois seria utópica, mas uma realidade que podemos fazer.

É neste cadinho de raças que está sendo forjado o futuro da humanidade. Creio nisto!

E a nossa busca pelo equilíbrio, seja em que campo for, deve ser o norte da nossa existência e a obrigação maior dos que desejam usar do poder para comandar destinos.

Hoje, talvez menos irados com os fatos de setembro, podemos analisar com mais vagar e menor interferência emocional os fatos daquele fatídico 11 de setembro.

O ataque aos dois símbolos de poder do ocidente foi, na verdade, o estopim que deflagrou a maior mudança nas relações internacionais de que se tem conhecimento pois, um único ato, por mais violento que tenha sido, provocou o questionamento de todo o mundo para o respeito aos valores de cada nação, de cada grupo étnico, ou religioso.

Não pode haver hegemonia plena. Não pode haver supremacia sobre as consciências. O sagrado direito à liberdade deve ser protegido, sob pena de vermos repetidos atos de extrema violência. Isto, entretanto não deve preocupar apenas aos que detêm poder a nível mundial, mas que comece aqui, na nossa nação, no município, no estado, no Brasil.

É de liberdade que a humanidade anda atrás há milênios.

Liberdade de pensar, de ser, de ter, de sonhar, de buscar uma vida menos sofrida, menos manipulada, onde a vontade livre, a soberania, seja o grande passo para a realização plena do conceito de democracia, sem a violência da imposição da vontade de quem quer que seja, sem a manipulação da liberdade. É o que esperamos para nossa vida, e o que devemos, como políticos, perseguir para nosso povo e nas nossas relações com os demais povos.

De que nos adianta falar em bem estar social, se manipularmos ou nos omitirmos quanto ao mais sagrado. A independência e a liberdade do cidadão.



Não podemos esperar que apareçam Bin Ladens para nos abrir os olhos às cruéis condições das nações, não aguardar que alguém chegue ao extremo da indignação, a ponto de acabar com vidas humanas, para chamar nossa atenção para problemas que deveríamos solucionar como meta de vida.

Não é fácil exercer a política, portanto não se atrevam aqueles que querem apenas “se dar bem”, pois a vida, a liberdade e a independência são valiosas demais para serem inescrupulosamente manipuladas, e o preço que nos será cobrado, muito alto.



Não há vida sem a liberdade e independência. É importante, também, não nos esquecermos de que a liberdade deve estar sempre de mãos dadas com a responsabilidade.

Era o que eu tinha a dizer . Muito obrigado.



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