Discurso proferido pelo Deputado pastor pedro ribeiro filho, no plenário da Câmara dos Deputados, em 16 de setembro de 2008, sobre o tema: por que dizemos “NÃO” ao aborto?



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Discurso proferido pelo Deputado PASTOR PEDRO RIBEIRO FILHO, no plenário da Câmara dos Deputados, em 16 de setembro de 2008, sobre o tema: POR QUE DIZEMOS “NÃO” AO ABORTO?
Senhor Presidente,

Senhoras e Senhores Deputados,

Segundo o relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aproxidamente 211 milhões de mulheres ficam anualmente gravidas em todo o mundo; 87 milhões de mulheres engravidam de maneira não intencional e, desse total, 31 milhões resultam em abortamentos espontâneos ou em natimortos; 46 milhões de gravidezes terminam em abortamento induzido, sendo que 19 milhões são feitos de forma insegura.

Tendo em vista esses números divulgados pela OMS, percebemos que quase 80 milhões de criaturas inocentes e indefesas morrem anualmente.

Se as estimativas numéricas são alarmantes, o que dizer das horrendas formas pelas quais os inocentes chegam à morte? Uma pesquisa feita pela Organização não-governamental Ipas, e o Istituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mostra que mulheres estão inserindo substâncias cáusticas (cloro, cal, sais de potássio) em seus orgãos genitais, e objetos pontiagudos (arame, agulhas de tecer, cabides, entre outros) no útero, com a intenção de matar o feto.

Enquanto mulheres, que não têm o auxílio da medicina, estão usando substâncias cáusticas e objetos pontiagudos, os médicos, em algumas partes do globo, estão usando métodos “legais” para matar os inocentes. Um dos métodos aprovados de aborto é a histerotomia.

Histerotomia é a prática pela qual o feto é abortado com vida e morto depois de nascido por afogamento, fome ou corte do fluxo de oxigênio.

Em abril de 1982, tendo como base a prática da histerotomia, a Suprema Corte do estado de Indiana, nos Estados Unidos, deu permissão a um casal para que deixasse seu bebê morrer de fome. O advogado de defesa louvou a coragem dos pais que tomaram essa decisão.

Um ano mais tarde, um juiz federal de New York resolveu que os pais têm o direito de impedir um tratamento e permitir que o nenê morra aos poucos, de infecções dolorosas.

No dia 4 de abril de 1981, uma jovem mãe jogou seu bebê que nascera prematuramente do sétimo andar de um hotel em Dallas, cidade do estado americano do Texas. A autópsia revelou que a criança morreu de múltiplos ferimentos em conseqüências da queda. A mulher não foi processada sob o argumento de que o prazo para se submeter a um aborto legal (histerotomia) numa clínica ainda não havia expirado.

Baseado na decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, o Dr. Peter Adams, da Case Western Reserve University, cortou a cabeça de 12 nenês pequenos nascidos vivos depois de uma histerotomia. Ele bombeou sangue em seus crânios para mantê-los vivos, como fizeram os russos com cachorros na década de 50. Respondendo às acusações, o Dr. Adams enfatizou que “uma vez que a sociedade declarou os fetos mortos e ab-rogou seus direitos, ele não via nenhum problema ético...”. “Que direito”, dizia ele, “nós vamos defender, uma vez que decidimos que os fetos não viverão?”.

Afora essas aberrações que são feitas contra as vidas inocentes, que receberam de Deus o direito de viver, quantas mulheres não morrem no processo de abortamento? O estudo da Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF) aponta que o aborto é responsável por 9,5% das mortes maternas diretamente relacionadas à gravidez no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que o aborto é a quarta causa de óbito materno no nosso país. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), morrem anualmente 70 mil mulheres devido as práticas do aborto.

Diante de tanta tragédia, eu preciso concordar com Madre Teresa de Calcutá, prêmio Nobel da paz, que disse certa vez: “O aborto é a maior praga da atualidade. O aborto é pior que a lepra, que a tuberculose ou o câncer”.

O que os senhores querem que eu fale? Os senhores desejam que eu me cale perante tanta maldade? Eu não posso me calar. Numa época em que o homem é autônomo e distanciado de Deus e de seus santos princípios revelados na Bíblia, eu preciso salientar com persistência o ensino da Palavra Eterna. A Palavra de Deus nos diz: “Não matarás” em Êxodo 20.13. E novamente ela nos exorta: “Não matarás o inocente” em Êxodo 23.7.

Portanto, atentemos para o inigualável valor que Deus deu a vida. Nós, que reconhecemos que há um Deus verdadeiro; nós, que queremos o melhor para os nossos cidadãos brasileiros, por favor, vamos valorizar mais a vida do nosso próximo dizendo não à prática do aborto em qualquer circunstância.

Que Deus abençoe a todos



PASTOR PEDRO RIBEIRO

Deputado Federal/PMDB/CE


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