Discurso pronunciado pelo Dep. Lincoln Portela (psl/MG), Homenagem a cidade de Olinda



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Encontro21.07.2016
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Discurso pronunciado pelo Dep. Lincoln Portela (PSL/MG), Homenagem a cidade de Olinda.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, poucas cidades brasileiras têm a importância histórica, a riqueza artística, o valor cultural e a beleza arquitetônica de Olinda. Ao declará-la, em 1982, Patrimônio da Humanidade, a Unesco apenas oficializou o título que já recebera de fato: por tudo que foi e que é, Olinda transcende as fronteiras do Brasil para ocupar posição de relevo na história do homem, na memória da humanidade, como obra-prima que encanta e emociona pela perfeição artística de quem a concebeu e realizou. Justa, pois, a homenagem que lhe presta a Câmara dos Deputados, permitindo à Liderança do PSL dizer da grande admiração e do profundo respeito que tem por Olinda e pelos olindenses, guardiães de um tesouro que não é só dos brasileiros, mas dos povos de todo o mundo, que nele têm uma das maiores e mais belas criações do gênio humano.

Fundada por Duarte Coelho em 1537, Olinda praticamente nasceu com o Brasil, quando os portugueses apenas começavam a ocupação do gigantesco território recém-descoberto. Nas oito colinas em que se eleva à beira-mar, ruas e ladeiras sobem e descem a pouca distância dos rios Capibaribe e Beberibe, mantendo, ainda hoje, a referência histórica e a atmosfera do passado com que Olinda nos dá a impressão, em 2001, de uma cidade que continua no século XVI.

Mais importante vila do Brasil por volta de 1580, com população superior a 20 mil habitantes, foi invadida em 1630 pelos holandeses, que a incendiaram para que desse ao Recife a condição de centro político-administrativo do governo Maurício de Nassau. Com a derrota dos invasores em 1654, lançaram-se Olinda e Recife à disputa pela sede do poder, enfrentamento que culminaria, em 1710, com a Guerra dos Mascates.

Olinda venceu, e empenhou-se por recuperar a importância a que fazia jus. Em 1801, ocorre a fundação do Seminário Diocesano; em 1827 cria-se, na biblioteca do Mosteiro de São Bento, um dos dois primeiros cursos jurídicos do País, acontecimento marcante na história da educação e da cultura brasileiras. Como templo religioso e como berço do saber, o monastério beneditino representa, pois, as duas grandes vocações da cidade.

A esse belo monumento — cujo altar-mor participa, hoje, de exposição no Museu Guggenheim, em Nova York —, juntem-se outros encantos de Olinda: o Palácio dos Governadores, a Igreja do Carmo, o Fortim de São Francisco, o Convento de Nossa Senhora da Conceição e os sobrados mouriscos, entre tantos valores históricos que levam milhares de turistas a viver a emoção de um mergulho no tempo, ao encontro do nosso passado e das nossas raízes.

Tem razão o escritor Gilberto Freyre, no “guia prático, histórico e sentimental” com que louvou a cidade que homenageamos: “Os altos de Olinda não nos afastam da história do Brasil, mas, ao contrário, nos tornam mais impregnados dela”. Cumpre-nos, a todos os brasileiros, não medir esforços para mantê-la a salvo do abandono e da depredação, a fim de que possam as gerações do futuro contemplá-la como nós a contemplamos.

Esse, o sentimento com que a Liderança do PSL homenageia a mui heróica cidade de Olinda, patrimônio da humanidade e orgulho do povo brasileiro. Aos que nela nasceram, vivem e trabalham, nossa admiração e nosso reconhecimento, pelo amor com que fazem mais gloriosa a terra que dignifica a crônica de Pernambuco e dá grandeza à história do Brasil. Muito obrigado.





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