Distúrbios Gastrointestinais Manifestações Clínicas: 01



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V e t e r i n a r i a n D o c s

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Clínica Médica de Pequenos Animais





Distúrbios Gastrointestinais

-Manifestações Clínicas:



01-Disfagia: dificuldade em deglutição.

Sinais Clínicos: estiramento de pescoço, esforços repetidos de deglutição e alimentos caem da boca.

Causas:

-Dor (periodontite, abscessos e traumas)

-Massas, anormalidades anatômicas, tumor, granuloma eosinofílico, corpos estranhos, sialocele e doenças neuromusculares (Ex.: miosite mastigatória).

02-Halitose: presença de odor desagradável na cavidade bucal.

-Causas:

-Bacterianas: por retenção de alimentos na boca ou esôfago, cálculos dentários e periodontites.

-Alimentares: alimentos necrosantes, odoríficos e fezes.

-Outras: diabetes e pacientes nefropatas.

03-Sialorréia: perda de saliva pela cavidade bucal.

-Causas: náuseas, encefalopatia hepática, convulsão, produtos químicos (Ex.: organofosforados), hipertermia, hipersecreção da glândula salivar (não é freqüente).



04-Pseudoptialismo: ocorre quando animal não consegue deglutir e há acúmulo de saliva na cavidade bucal.

-Causas:

-Dor: estomatite ou glossite;

-Disfagia oral ou faríngea;

-Paralisia do nervo facial;

05-Regurgitação: expulsão de material (alimento, água ou saliva) da boca, faringe ou estômago, com ausência de ânsia (mímica do vômito), o pH é geralmente próximo a 7 e não tem-se atividade muscular abdominal (processo passivo)

-Causas:

-Disfunção esofágica:

-Obstrução: por neoplasia, corpo estranho ou persistência do arco aórtico;

-Fraqueza esofágica: congênita ou adquirida;

06-Êmese: expulsão de material do estômago e/ou intestino, com presença de ânsia (mímica do vômito), náusea prodrômica, o pH varia entre 5 e 8 dependendo do local de origem e tem-se atividade muscular abdominal (processo ativo).

-Causas: doença do movimento, substâncias eméticas, obstrução, inflamação e doenças de origem não gastrointestinal (uremia, doença hepática, diabetes, piometra, hipertireoidismo felino, superalimentação, comportamental e parvovirose).



07-Hematêmese: vômito com presença de sangue.

-Causas: gastrites, doenças esofágicas ou orais, coagulopatias, administração de AINEs e antiinflamatórios esteroidais e neoplasias.

*Hemoptise: expectoração com sangue, através da tosse de origem na árvore brônquica.

08-Diarréia: aumento anormal do volume fecal, da freqüência de defecação e do conteúdo líquido nas fezes.

-Causas:

-Aguda: mudanças na dieta, parasitas, doenças infecciosas.

-Crônica: má absorção, parasitas e intolerância alimentar.



Diarréia

Origem

Intestino Delgado

Intestino Grosso

Volume

Aumentado

Igual ou aumentado

Muco

Raro

+

Melena

+

-

Hematoquezia

-

+

Esteatorréia

+

-

Alimento não digerido

+

-

Perda de peso

+

-

Borborigmos

+

-

09-Tenesmo: esforços improdutivos e repetidos de defecação, animal assume a postura característica para defecar e, após eliminar pequena quantidade de fezes, permanece nessa posição.

10-Disquezia: defecação dolorosa.

-Causas (tenesmo e disquezia): processos obstrutivos ou inflamatórios da porção distal (colite, constipação ou hérnia perineal);



11-Constipação: passagem de fezes dificultada, infreqüente ou ausente, caracterizada pelo esforço ao defecar e retenção de fezes secas e endurecidas no cólon e reto.

-Causas: problemas dietéticos, ambientais, obstrutivos e fraqueza de cólon.



12-Obstipação: constipação refratária a tratamentos.

13--Anorexia e Inapetência: pode ser por origem psicológica, fisiológica ou patológica.

Anorexia: refere-se à completa perda de apetite.

Inapetência: indica a perda parcial do apetite.

Reposição Hidroeletrolítica:

-Volume de reposição: é aquele que corrige o déficit de fato, ou aquilo que estimamos ao avaliar o grau de desidratação (com alguma pequena margem de erro aceitável). É calculado com base no grau de desidratação apresentado e deve ser reposto de forma rápida, idealmente. Deve ser reavaliado (recalculado) a cada 24 horas de tratamento. Calcula-se empregando a fórmula a seguir:



Volume de reposição (L) = peso vivo (kg) x grau de desidratação

100


-Volume de manutenção: considera a taxa de rotatividade diária de fluidos (ou de água) do organismo e varia de acordo com a idade do paciente. É um volume calculado com base nas fórmulas apresentadas a seguir, que deve ser administrado ao longo das 24 horas de um tratamento. Portanto, ao contrário do volume de reposição, a sua administração é lenta ou parcelada ao longo do dia.


Cão: 50ml/kg/dia

Gato: 70ml/kg/dia

K+: 1mEq/kg/dia

-Volume de perdas continuadas: considera o volume que continua sendo perdido ao longo do dia do tratamento iniciado. É uma simples estimativa com uma margem de erro relativamente grande, e somente possível nos quadros em que a perda é visível (diarréia e poliúria). Dificilmente mensurável. É impossível estimar nos casos de seqüestros de fluidos. Tais dificuldades técnicas fazem com que esse volume seja muitas vezes ignorado.


Vômito: 40ml/kg/dia

Diarréia: 50ml/kg/dia

Ambos: 60ml/kg/dia

K+: 3 mEq/100ml



*Equipo macro-gotas: 20gotas = 1ml

*Equipo micro-gotas: 60 gotas = 1ml



Indicação: abaixo de 3,5mEq/L

Apresentação: ampola de 10ml (10%)

1g = 14mEq

Velocidade de Infusão:

Pequenos Animais: 0,5 mEq/kg/h
Reposição de Potássio:

Enfermidades Gastrointestinais

1-Sialocele ou Mucocele:

-Definição: é o acúmulo de saliva no subcutâneo causado por obstrução e/ou ruptura do ducto salivar.

-Anatomia e Fisiologia: as maiores glândulas salivares do cão e do gato são as parótidas (pares), a mandibular, a sublingual e a zigomática. A saliva do cão e do gato não possui atividade enzimática, a saliva apenas amolece e lubrifica o alimento para o estômago. A saliva também funciona no umedecimento da membrana da mucosa oral, que é de importância para a perda de calor no cão.

-Causa: traumática ou idiopática.

-Locais: os locais de mucoceles incluem mucoceles cervicais, mucoceles sublinguais (rânula) e menos comumente, regiões faríngea e orbital.

-Características: edema volumoso e em geral indolor, sob a mandíbula, língua ou laringe.

-Sinais Clínicos: disfagia, náusea, dispnéia, exoftalmia, estrabismo e inchaço indolor (mucocele zigomático);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico (palpação)

-Exames Complementares: aspiração por agulha fina e radiografia (sialografia contratada).

-Tratamento: drenagem da massa ou excisão cirúrgica (com posterior colocação de dreno para a não formação de seromas) da glândula salivar. Ocasionalmente, a sialocele não recidivará após a aspiração.



2-Periodontopatia (gengivite e/ou periodontite)

-Definição: a periodontopatia é a causa mais comum de infecções oral e perda de dentes em cães. A gengivite é uma inflamação reversível da gengiva e a periodontite envolve uma inflamação mais profunda, com perda da sustentação dentária e danificação permanente.

-Etiologia: a placa dentária é o fator etiológico primário responsável pela gengivite. A formação da placa supragengival se inicia com a adesão de bactérias a uma película de ácido glicoprotéico que se precipita da saliva sobre as superfícies do esmalte. Os microorganismos específicos predominantes nos cães são anaeróbicos gram-negativos. A periodontite se desenvolve como seqüela de gengivite persistente.

-Agentes Comuns: Bacterioides asaccharolyticus, Fusobacterium nucleatum, Actinomyces viscosus e Actinomyces odontolyticus.

-Sinais Clínicos: mudança na coloração da gengiva (hiperemia) e pode-se ter hiperplasia gengival, dentes móveis, abscessos periodontais, inchaço facial, halitose, disfagia, sialorréia e perda de dentes.

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico: exame oral e periodontal completo;

-Exames Complementares: radiografia;

-Tratamento:

-Cirúrgico (remoção dos cálculos dentários supragengival e subgengival);

-Higiene oral diária;

-Antibióticos:




-Espiromicina + Metronidazol (Stomorgyl®)

-Stomorgyl® 2: 1 drágea SID a cada 2kg PV;

-Stomorgyl® 10: 1 drágea SID a cada 10kg PV;

-Stomorgyl® 20: 1 drágea SID a cada 20kg PV;

-Espiromicina + Dimitridazol (Spiraphar®)

-Profilaxia:

-Higiene oral diária;

-Lavar a boca do animal com solução de clorexidina a 0,2% (Nolvsan® - Fort Dodge ou Periogard®) pós-cirurgia por 2 semanas.

-Recomenda-se a extração dos cálculos dentários anualmente ou semestralmente.

Cálculo dentário



Cálculo dentário



3-Estomatite:

-Definição: úlceras ou erosões presentes na cavidade oral.

-Etiologia:

-Lesão física (corpos estranhos);

-Lesão química (bases fortes, ácidos, destilados de petróleo e fenóis);

-Lesão induzida por drogas ou toxinas (envenenamento com metal pesado e ingestão de Dieffenbachia – comigo ninguém pode);

-Infecção (herpesvírus e calicivírus felino, estomatite necrosante ulcerativa e nocardiose);

-FIV e FeLV;

-Distúrbios auto-imunes (lúpus eritematoso e pênfigo);

-Neutropenia (neutropenia cíclica e leucemia);

-Deficiências nutricionais (deficiência de niacina);

-Idiopáticas (estomatite plasmocítica felina e complexo granuloma eosinofílico);

-Insuficiência Renal Crônica (uremia);

-Sinais Clínicos: saliva grossa, halitose e anorexia (devido a dor);

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Biópsia;

-Hemograma e bioquímica sérica;

-Tratamento:

-Tratamento da causa primária;

-Uso de clorexidina tópico 0,2% (Nolvsan® - Fort Dodge ou Periogard®);

4-Gengivite/Faringite Linfocítica Plasmocitária Felina:

-Definição: inflamação com proliferação gengival acentuada e presença de úlceras;

-Causas:

-Idiopática;

-Calicivírus, herpesvírus e panleucopenia felina;

-Estímulo inflamatório gengival prolongado;

-Sinais Clínicos:

-Anorexia, halitose, gengivite marginal (linha vermelha na junção da coroa do dente com a gengiva), salivação, inapetência, desidratação, hiperemia em faringe, proliferação e sangramento fácil;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Biópsia: encontra-se infiltrado linfo-plasmocitário com número menor de linfócitos, neutrófilos e histiócitos.

-Laboratorial: hiperglobulinemia (provavelmente indica base imunomediada para a doença);

-Radiografia dentária;

-Diagnóstico Diferencial:

-Neoplasias orais;

-Causas sistêmicas de perda de peso;

-FIV e FeLV;

-Tratamento:

-Limpeza oral: clorexidina tópica 0,2% (Nolvsan® - Fort Dodge ou Periogard®);

-Antibióticos:




-Espiromicina + Metronidazol (Stomorgyl®)

-Stomorgyl® 2: 1 drágea SID a cada 2kg PV;

-Stomorgyl® 10: 1 drágea SID a cada 10kg PV;

-Stomorgyl® 20: 1 drágea SID a cada 20kg PV;

-Espiromicina + Dimitridazol (Spiraphar®)

-Corticóide: por ser uma doença imunomediada


-Predinisolona: 2,2mg/kg SID;

-Alimentação através de dieta seca ajuda na manutenção da boa sanidade oral dos gatos (diminuição da proliferação de bactérias nocivas);



5-Miosite Atrófica dos Músculos Mastigatórios:

-Definição: é o miopatia inflamatória focal que afeta seletivamente os músculos da mastigação. Essa distribuição seletiva pode ser atribuída à diferenças histoquímicas e bioquímicas entre os músculos mastigatórios e dos membros. Enfermidade imunomediada com produção de auto-anticorpos contra as proteínas citoplasmáticas do sarcolema.

-Sinais Clínicos:

-Disfunção mastigatória, disfagia, regurgitação, disfonia, dispnéia, músculos masseter e temporal podem estar aumentados de volume e com sensibilidade dolorosa e dificuldade em abrir a boca;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Tratamento:

-Corticóide:


-Predinisolona: 2,2mg/kg SID;




-Imunossupressor:


-Azatioprina: 50mg/m²/dia;




6-Acalasia ou Disfunção Cricofaringeana:

-Definição: incoordenação entre músculos cricofaringeanos e pausa do reflexo de deglutição.

-Sinais Clínicos: movimentos de mascar, tosse, movimentos aleatórios com a boca, espirros, regurgitação e perda de peso;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Fluoroscopia com contraste (sulfato de bário)

-Tratamento:

-Cirúrgico (miotomia do músculo cricofaringeano);

7-Disfagia Faríngea:

-Definição: incapacidade de formar o bolo alimentar na base da língua geralmente por lesão nos pares IX e X dos nervos cranianos, também pode ser resultante de polineuropatias e miastenia gravis.

-Sinais Clínicos: regurgitação, maior dificuldade em deglutir líquidos do que sólidos, pneumonia aspirativa e perda de peso;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Fluoroscopia com contraste (sulfato de bário);

-Tratamento:

-Tratamento da causa primária;

-Cirurgia;

8-Megaesôfago:

-Definição: é o termo descritivo para o sintoma clínico de dilatação esofágica, um sintoma comum à um número de entidades nosológicas distintas de causas variadas.

-Causas:

-Congênita:

-Raças Predispostas: Schnauzer, Dogue Alemão, Pastor Alemão, Setter, Labrador e Dálmata;

-Adquirida (secundário):

-Neuromuscular (miastenia gravis, lesão vagal, traumatismo, neoplasia ou acidente vascular troncoencefálico, botulismo e cinomose);

-Obstrução Esofágica (neoplasia, anomalia do anel vascular, compreesão extraesofágica, estenose e corpos estranhos);

-Tóxica (chumbo);

-Outras (caquexia, hipocortisolismo e hipotireoidismo);

-Raças Predispostas: Pastor Alemão, Golden Retriever e Setter (geralmente acima de 7 anos);

-Felinos: secundária à hérnia de hiato e refluxo gastroesofágico freqüente.

-Sinais Clínicos:

-Regurgitação (principal sinal clínico), sialorréia, halitose, dispnéia, tosse, corrimento nasal, febre, pneumonia por aspiração, traqueíte, perda de peso e apetite normal.

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Laboratorial: para se diferenciar êmese de um paciente com insuficiência renal crônica ou de outras causas. Animal com megaesôfago apresenta bioquímica sérica normal.

-Endoscopia: apenas verificar integridade da mucosa.

-Radiografia: simples ou esofagograma (contrastado) – verifica esôfago dilatado sem obstrução.

-Tratamento:

-Tratamento para evitar o agravamento da dilatação e regurgitação, melhorando os sinais sistêmicos, raramente ocorre recuperação da função esofágica;

-Antiulcerogênico/anti-ácido:


-Omeprazol: 0,7 a 1,5mg/kg SID 20 a 30 dias de uso;

-Alimentação: fornecimento de comida pastosa, caldos ou dependendo da aceitação do animal, comida seca à vontade. Fornecer pequenas quantidades, várias vezes ao dia, mantendo o animal em pé (ação da gravidade) por 5 a 10 minutos após a alimentação.

-Alguns casos são necessário a alimentação via sonda ou parenteral;

-Não é feita a correção cirúrgica;

-Animais com problemas congênitos, devem ser retirados da reprodução;

-Prognóstico:

-Reservado (podendo variar de favorável a desfavorável dependendo da resposta do animal ao tratamento e do tipo de doença base – congênita ou adquirida);

-Congênito: pode-se ter uma melhora parcial com tratamento, mas há risco de óbito devido a pneumonia aspirativa;



9-Esofagite:

-Etiologia: refluxo gastroesofágico, vômito persistente, lesão térmica (superaquecimento de alimentos), corpo estranho ou ingestão de substâncias corrosivas (agentes cáusticos).

-Sinais Clínicos:

-Regurgitação;

-Depressão;

-Febre;


-Odinofagia (dor na deglutição);

-Distensão do pescoço;

-Sialorréia;

-Disorexia;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Radiografia cervical (visualização de hérnia de hiato ou corpos estranhos);

-Esofagoscopia superior;

-Tratamento:

-Evitar a formação de cicatriz com uso de corticóides;

-Oferecer alimentos macios ou fazer a sondagem do animal;

-Tratar causa base;

-Antiácido:


Ranitidina

-Cães: 2mg/kg EV ou VO : TID

-Gatos: 2,5mg/kg EV : BID ou 3,5mg/kg VO : BID


-Protetor de Mucosa:


Sucralfato

-Cães: 0,5 – 1,0g VO : BID/TID

-Gatos: 0,25g VO : BID/TID

-Agente Antiulcerogênico/anti-ácido:


-Omeprazol: 0,7 a 1,5mg/kg SID 20 a 30 dias de uso;

-Antibióticos:




-Amoxicilina:

-6,6 – 20mg/kg VO : BID/TID

-Clindamicina:

-Cães: 11 – 33mg/kg VO : BID ou 10mg/kg EV ou IM : BID

-Gatos: 11 – 33mg/kg VO : SID ou 10mg/kg EV ou IM : BID



Prednisolona: 0,5mg/kg VO : BID;


-Corticóide:

-Cirúrgico (em casos de hérnia de hiato);



10-Obstrução Esofágica:

-Etiologia: anomalias do anel vascular, corpos estranhos, cicatriz esofágica ou neoplasias.

-Tipos: obstrução parcial ou completa.

-Localização: os locais afetados mais comumente são a entrada do tórax, base do coração ou na região cranial ao diafragma.

-Sinais Clínicos:

-Regurgitação (geralmente em neoplasias);

-Traqueíte;

-Pneumonia por aspiração;

-Perda de peso;

-Febre, efusão pleural e pneumotórax (em perfuração esofágica);



10.1-Anomalia do Anel Vascular:

-Definição: enfermidade congênita causada pela persistência do arco aórtico (4º arco aórtico direito) ou da artéria subclávia, enlaçando o esôfago em um anel de tecido. É mais comum a persistência do arco aórtico direito.

-Sinais Clínicos: geralmente ocorrem no início da alimentação com alimentos sólidos.

10.2-Corpos Estranhos:

-Definição: obstrução parcial ou total por ingestão de corpos estranhos. Afeta geralmente caninos, pois felinos são mais seletivos.

-Corpos Estranhos Comuns: ossos, anzol ou corpos não radiopacos.

10.3-Neoplasias:

-Tipos:

-O carcinoma de células escamosas é o tumor esofágico mais comumente descrito em gatos;

-O tumor esofágico benigno mais comum é o leiomioma;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exame Físico;

-Exames Complementares:

-Esofagoscopia superior;

-Radiografia Contrastada;

-Tratamento:

-Cirúrgico: retirada por endoscopia ou toracotomia.

-Esofagoscopia: deve-se reavaliar a mucosa após a retirada do corpo estranho.

-Suporte nutricional (enteral ou parenteral);

-Dependendo da lesão residual pode-se fazer o uso de antibióticos, antiácidos, corticosteróides e agentes pró-cinéticos como já citados no item 9.

11-Hérnia de Hiato:

-Definição: protrusão do estômago para a cavidade torácica, o esfíncter perde a sua função. Em casos graves ela facilita a ocorrência de refluxo gastroesofágico. A condição pode ser congênita ou adquirida.

-Sinais Clínicos:

-Pode ser assintomático;

-Regurgitação é o primeiro sintoma;

-Cães da raça Sharpei são predispostos;

-Diagnóstico:

-Anamnese e História Clínica;

-Exames Complementares:

-Esofagograma (simples ou contrastado);

-Endoscopia;

-Tratamento:

-Cirúrgico (em casos congênitos e sintomáticos);

-Tratamento para refluxo gastroesofágico com antiulcerogênico/antiácido em casos de hérnia de hiato adquirida.


Omeprazol

0,7 – 1,5mg/kg VO : SID ou 20mg/animal



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