Ditado pelo espírito joana de ângelis



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Não erreis, não vos enganeis, meus amados irmãos.” - (Tiago: capítulo 1º, versículo 16)

O salutar conselho do apóstolo Tiago continua muito oportuno e de grande atualidade para os cristãos novos.

Erro — compromisso negativo, amarra ao passado.

­ Ao erro cometido impõe-se sempre a necessidade de reparação.

Quem conhece Jesus não se pode permitir o des­culpismo constante, irresponsável, que domina um sem número de pessoas.

Por toda parte se apresentam os que mentem e traem, enganam e dilapidam, usurpam e negligenciam, exploram e envilecem, aplaudidos uns, homenagea­dos outros, constituindo o perfeito clã dos iludidos em si mesmos. Sem embargo, o mal que fazem ao próximo prejudica-os, porqüanto não se furtarão a fazer a paz com a consciência, agora ou depois.

Anestesiados os centros do discernimento e da ra­zão, hoje ou amanhã as conjunturas de que ninguém se consegue eximir impor-lhes-ão reexame de atitudes e de realizações, gerando neles o impositivo do des­pertamento para as superiores conceituações sobre a vida.

Enquanto se erra, muitas vezes se diz crer na ho­nestidade e valia da ação, como a ocultar-se em ideais ou objetivos que têm aparência elevada e honesta. To­davia, todo homem, à exceção dos que transitam nas faixas mais primitivas da evolução ou os que padecem distúrbios psíquicos, tem a noção exata do que lhe constitui bem e mal, do que lhe compete, ou não, realizar.

Dormem nos recessos íntimos do ser e despertar no momento próprio as inabordáveis expressões da presença divina, que se transformam em impulsos ge­nerosos, sentimentos de amor e fé, aspirações de bele­za e ideal nobre que não se podem esmagar ou usar indevidamente sem a correspondente conseqüência, que passa a constituir problemas e dificuldade na eco­nomia moral-espiritual do mau usuário.
*
Refere-se, porém, especificamente o Apóstolo austero do Cristo, aos erros que o homem pratica em relação à concupiscência e à desconsideração para com o santuário das funções genésicas.

O espírito é sempre livre para escolher a melhor forma de evolução. Não fugirá, porém, aos escolhos ou aos alcatifados que lhe apraz colocar pela senda em que jornadeia.

Em razão disso, a advertência merece meditada nos dias em que, diminuindo as expressões de fideli­dade e renúncia, se elaboram fórmulas apressadas pa­ra as justificativas e as conivências com a falência dos valores morais, que engoda os menos avisados.

Os seus fâmulos crêem-se progressistas e tornam-se concordes para fruírem mais, iludindo-se quanto ao que chamam “evolução da ética”.


*
Não te justifiques os erros.

Se possível, evita errar.

Desculpa os caídos e ajuda-os, mas luta por man­ter-te de pé.

A corroborar com a necessidade imperiosa da preservação moral do aprendiz do Evangelho, adverte Paulo, na sua Primeira Epístola aos Coríntios, confor­me se lê no Capítulo dez, versículo doze: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe, não caia.

Perfeitamente concorde com a lição de Tiago, os dois ensinamentos são inadiável concitamento à resis­tência contra as tentações.

A tentação representa uma avaliação em torno das conquistas do equilíbrio por parte de quem busca o melhor, na trilha do aperfeiçoamento próprio.

Assim, policia-te, não caindo nem fazendo ou­trem cair.

Pensamento otimista e sadio, palavra esclarece­dora, sem a pimenta da malícia ou da censura e atitu­des bem definidas no compromisso superior aceito, ser-te-ão abençoadas forças mentais e escoras morais impedindo-te que erres ou que caias.



53

NA ESFERA DOS SONHOS
Os interesses recalcados, as aspirações frustra­das, os tormentos íntimos, complexos, mal conduzidos dormem temporariamente no inconsciente do ho­mem e assomam quando emoções de qualquer porte fazem-no desbordar, facultando o predomínio de con­flitos em formas perturbadoras, gerando neuroses que se incorporam à personalidade, inquietando-a.

Da mesma forma os ideais de enobrecimento, os anelos de beleza, o hábito das emoções elevadas, a mentalização de planos superiores, as aquisições e lu­tas humanistas repousam nos departamentos da sub­conscíência, acordando, freqüentemente, e produzindo euforia, emulações no homem, ajudando-o no seu pro­grama de paz interior e de realizações externas.

O homem é sempre aquilo que armazena cons­ciente ou inconscientemente nos complexos mecanis­mos da mente.

Quando se dá o parcial desprendimento da alma através do sono natural, açodado pelos desejos e pai­xões que erguem ou envilecem, liberam-se as memó­rias arquivadas que o assaltam, em formas variadas de sonhos nos quais se vê envolvido.

Permanecem nesse capítulo os estados oníricos da catalogação freudiana, em que as fixações de ordem sexual assumem expressões de realidade, dominando os múltiplos setores psíquicos da personalidade.

Além deles, há os que decorrem dos fenômenos digestivos, das intoxicações de múltipla ordem por conseqüência dos estados alucinatórios momentâneos, que produzem.

Concomitantemente, em decorrência do cultivo de idéias deprimentes ou das otimistas, a alma em li­berdade relativa sente-se atraída pelos locais que lhe são inacessíveis, enquanto na lucidez corpórea e for­temente arrastada por esse anseio de realização deslo­ca-se do envoltório físico e visita aqueles com os quais se compraz e onde se sente feliz. Disso decorrem en­contros agradáveis ou desditosos em que adquire in­formes sobre ocorrências futuras, esclarecimentos va­liosos, ou, conforme o campo de interesse que cada qual prefira, experimenta as sensações animalizantes, frui, em agonia, as taças vinagrosas dos desejos incon­fessáveis, continuando o comércio psíquico com Enti­dades vulgares, perversas ou irresponsáveis que se lhe vinculam ao pensamento, dando origem a longos e ru­des processos obsessivos de curso demorado e de difí­cil liberação.
*
Nos estados de desprendimento pelo sono natu­ral, a alma pode recordar o seu pretérito e tomar co­nhecimento do seu futuro, fixando essas impressões que assumem a forma de sonhos nos quais as reminis­cencias do ontem, nem sempre claras, produzem sin­gulares emoções. Outrossim, a visão do porvir, as revelações que haure no intercâmbio com os desen­carnados manifestam-se como positivos sonhos premo­nitórios de ocorrência cotidiana.

Quanto mais depurada a alma, possibilidades mais amplas depara, sucedendo, no sentido inverso, pelo seu embrutecimento e materialização, os desagra­dáveis e perturbadores sucessos na esfera dos sonhos.


*
Multiplicam-se e perpassam em todas as direções ondas mentais, que percorrem distâncias imensas, sin­tonizando com outras que lhe são afins e que buscam intercâmbio.

Em decorrência, pouco importa o espaço físico que separa os homens, desde que estes intercambiam mentalmente na faixa das aspirações, interesses e gos­tos que os caracterizam e associam.

Quando dorme o corpo, não adormece o Espírito exceto quando profundas as hebetações e anestesia­mentos íntimos lhe perturbam os centros da lucidez.

Automática, inconscientemente, libera-se do cor­po e arroja-se aos recintos que o agradam, porque anseia e de que supõe necessitar...

Quando, porém, se exercita nos programas reno­vadores e preserva os relevantes fatores da dignifica­ção humana, sutilizam-se as suas vibrações, sintoni­zando nas ondas que o erguem às Esferas da Paz e da Esperança, onde os Seres ditosos, encarregados dos la­bores excelentes dos homens, facultam que se mante­nham diálogos, recebendo recursos terapêuticos e li­ções que se incorporam à individualidade, indelevel­mente...

Nas esferas dos sonhos — nos Círculos Espiri­tuais elevados ou nos tormentosos conforme a preferên­cia individual — se engendram muitas, incontáveis programações para o futuro humano, nascendo ali ou se corporificando, quando já existentes, os eloqüentes capítulos das vidas em santificação, como as tragédias, os vandalismos, as desditas inomináveis...


*
Vive no corpo físico considerando a possibilida­de da desencarnação sem aviso prévio.

Cada noite em que adormeces, experimentas um fenômeno consentâneo ao da morte.

Dormir é morrer momentaneamente. Desse sono logo retornas, porque não se te desatam os liames que fixam o Espírito ao corpo.

Podes, porém, pelas ocorrências que experimen­tas na esfera dos sonhos, ter uma idéia do que te suce­derá nos Círculos da Vida, após o desenlace definitivo.

Por tal imperativo, aprimora-te, eleva-te, supera-te, mediante o exercício dos pensamentos salutares e das realizações edificantes.

Não apenas fruirás de paz por decorrência da consciência reta, como te prepararás para a vida real, porqüanto, examinada do ângulo imortalista, o ho­mem, na Terra, se encontra numa esfera de sonhos, que normalmente, transforma, por invigilância ou re­beldia, em desditoso pesadelo.



54

EXIGÊNCIA DA FÉ
Permitir-se a fé — um ato de coragem.

Abandonar vícios e imperfeições — atitude es­tóica perante a vida.

Superar impedimentos da própria leviandade — esforço hercúleo de elevação.

Facultar-se consciência de dever — maioridade espiritual.


*
O ato de crer implica, inevitavelmente, no dever de transformar-se, abdicando dos velhos hábitos para impor-se disposições impostergáveis na tarefa da edi­ficação interior.

A comodidade da negação, a permanência da in­diferença, a prosaica atitude de observador contumaz, encontram, na fé religiosa, o seu mais temível adver­sário, porqüanto, esta impele o homem a modifica­ções radicais, arrancando-o da inércia em que se compraz para a dinâmica relevante que conduz à felicidade real.

Luta-se contra a crença quanto às realidades da vida indestrutível pela morte e, todavia, ei-la inata no espírito humano. Essa reação, porém, muitos a justificam no utilitarismo, de que se servem, no parasitismo emocional em que se acomodaram e preferem, incon­seqüentes... No entanto, mais do que pela falta de “razões” e de “fatos” sobre a supervivência, que os negadores, alegam, não dispõem, isto sim, da coragem para recomeçar em bases novas, “abandonar tudo”, renunciar-se e seguir adiante, cobrindo as pegadas deixadas por Jesus.
*
Impõe-te valentia para desfazer-te do “homem ve­lho” e referta-te com os estímulos da fé, ressarcindo dívidas, remotas e próximas, contribuindo, assim, para o mundo melhor do futuro, mediante a tua própria melhora.

Refletindo nas lições do Evangelho, compreende­rás o imperioso convite da fé, e, experimentando as atitudes espíritas, mediante o intercâmbio dos habitan­tes dos “dois mundos”, o espiritual e o material, per­ceberás o porquê da urgência de incorporar-te à fa­lange dos que crêem e lutam, dos que amam e servem, dos que, morrendo, nascem para a vida verdadeira e ditosa...

Além de libertar-te das fúteis querelas e exibições que ocorrem no picadeiro do corpo físico, a fé te conce­derá visão reconfortante e plenitude em todos os teus dias.

Valoroso, mantém-te confiante nos postulados evangélicos e permite-te, sem titubeios, a fé, com a re­solução de quem está disposto a pelejar infatigável até a vitória final com Jesus.



DÉCIMA-PRIMEIRA PARTE

DA LEI DE JUSTIÇA, DE AMOR E DE CARIDADE

875. Como se pode definir a justiça?

“A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.”
886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”


“O Livro dos Espíritos”
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