Ditado pelo espírito joana de ângelis



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ANTE O AMOR

Quando te encontres semi-vencido pelos proble­mas que comumente assaltam o homem na trilha da evolução, já experimentando o ressaibo da amargura e do desencanto, ou quando à borda do resvaladouro, na direção do crime e da alucinação, antes da decisão aconselhada pela ira ou pela violência, perguntes ao Amor a trilha que deves tomar e o Amor te responde­rá com sabedoria como prosseguires, não obstante o céu nublado e os caminhos refertos pela perplexidade e pelo pavor.

Talvez não consigas alcançar a meta da paz que persegues imediatamente nem a logres em caráter me­diato-próximo.

No entanto, não desfaleças na tentativa.

O amor te faltará em mansuetude e brandura, paz e esperança.

Todo esse conjunto de valores exigir-te-á grande esforço e aguardarás tempo, a fim de se materializarem, modificando o contingente das realizações habituais.

Apesar da aspereza que a decisão amorosa te exi­girá, fruirás desde o início da decisão uma tranqüili­dade que decorre da consciência liberada das amarras infelizes do personalismo enfermiço quanto do egoís­mo perturbador.

No Amor — Causa primeira de todas as coisas porqüanto a Criação é um ato de amor — se iniciam e se findam todas as ambições, encontrando-se respostas para todas as situações da problemática moral e hu­mana.

Ante. o Amor, a dificuldade torna-se desafio,

a dor faz-se teste,

a enfermidade constitui resgate,

a luta se converte em experiência,

a ingratidão ensina,

a renúncia liberta,

a solidão prepara

e o sacrifício santifica...

Naturalmente o Amor impõe necessidades e valo­res retributivos, quiçá desconhecidos no momento da doação.

Quando, porém, alguém recebe o magnetismo do amor, sem que o perceba, vitaliza-se, acalma-se, reno­va-se e ama. Nem sempre devolve àquele que lhe doa a força do amor, não obstante retribui a dádiva esparzindo-a e dirigindo-a a outrem. E isto é o mais importante.

Talvez seja necessário que o teu amor atinja o martírio para alcançar o fim a que se destina. Entre­tanto, se te negas à doação total, eis que não amas, ver­dadeiramente, apenas impões transitório capricho que desejas receber transformado num amor que te irri­gue e sustente, sem que o mereças, porém.

Desse modo, recorda Jesus, em qualquer circuns­tância ou posição em que te encontres, e, à semelhan­ça d’Ele, consulta e responde com amor, não fazendo ao teu próximo o que não gostarias que este te fizesse.

O Amor tudo resolve. Experimenta-o desde agora.

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DESARMAMENTO ÍNTIMO
Aclaras, que reagiste com ira descontrolada, por­que já aguardavas a agressão do outro.

Explicas que, informando das ciladas que esta­vam armadas contra ti não tiveste tempo de refletir, desferindo, então, o primeiro golpe.

Justificas que, ferido mil vezes pela impetuosidade dos desequilíbrios que desgovernam a Terra, foste forçado à decisão infeliz.

Conjecturas que, em verdade, poderias ter sido mais brando. No entanto, saturado pela recidiva dos problemas afligentes, não tiveste outra alternativa, se­não a do gesto tresloucado.

Informas que, a fim de não seres esmagado pelas circunstâncias, preferiste tomar a dianteira, na ação indébita.

De fato, como constatas, embora sob justificati­vas não justificáveis, estás armado intimamente con­tra os outros.

Feres, pensando, assim, evitar a tentativa do ou­tro.

Acossas, na suposição de que te poupas à pertur­bação nefasta do outro.

Esmagas, considerando ser a forma eficaz de pou­par-te à sanha do outro que se compraz em afligir e malsinar.

Todavia, convenhamos, o outro é o teu irmão.

Violento, inditoso, agressivo, vingador porque, In­felizmente, não tem encontrado entendimento e ajuda, fraternidade e afeição.

Tu que és amigo do Cristo, que tens dado à famí­lia sofrida da Terra, aos desorientados do caminho, em nome d’Ele?


*
Desarma-te ínteriormente e agirás melhor.

Agridem-te, porque também agrides, se a opor­tunidade é tua.

Magoam-te, porqüanto farias o mesmo, fosse-te o ensejo propício.

Somente modificarás as tristes paisagens morais do Orbe, se exteriorizares pacificação e beleza, ternu­ra e confiança que deves manter gravadas nos reces­sos do espírito.

Não sejas tu, sob motivo algum, o violador, o agente do mal.

Propõe-te à harmonia, e dá oportunidade ao teu irmão, mesmo que sejas onvidado a pagar o tributo desse gesto de socorro.

Quem ama sempre se transforma em mártir do amor.

E o amor somente é autêntico, quando imola quem ama.

Não fora essa grandiosa realidade, e Jesus não se teria permitido imolar por amor a nós todos, compro­vando que, se nos não despojarmos das armas morais interiores que engendram a guerra, não triunfará o Bem de que Ele se fez ímpar vexilário, que te propões restaurar e manter na atualidade.

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CARIDADE PARA COM OS ADVERSÁRIOS
No fundo, o adversário gratuito, que se converte em perseguidor contumaz e sistemático, amargando tuas horas e anatematizando teus esforços dirigidos pa­ra o bem, não deve receber tua reação negativa.

Justo te precatares contra a irritação e a cólera, em relação a ele.

Não poucas vezes sentirás a presença da revolta e dos nervos em desalinho, face à constrição que te é in­fligida, convertendo-se em duro acicate ao ódio ou pe­lo menos ao revide. Apesar disso, arma-te de paciên­cia e age com prudência.

O vendaval enrija as fibras do arvoredo, o fogo purifica os metais, a drenagem liberta o lodo, o cinzel aprimora a pedra e a dor acrisola o espírito.

Observado pela má vontade e contundido pela impulsividade dos perseguidores serás convidado, ao exercício da abnegação e da humildade, preciosas virtudes mediante as quais resgatarás dívidas de outra procedência, enquanto eles, a seu turno, despertarão para a responsabilidade depois.

Porque te persigam, não é lícito te convertas em sicário também.

Todos nos encontramos na Terra em exercício de sublimação espiritual.

Embora te sintas arder nas provocações e sofrer pelas injustiças impostas não te cumpre qualquer revi­de infeliz.

Apazigua as paisagens íntimas e prossegue dedi­cado aos misteres abraçados.

Enquanto te fiscalizem, acusem, duvidem de ti, utilizarás mais a prudência e a temperança auferindo maior soma de benefícios.

No fragor da perseguição, oferta a tua prece de gratidão em favor dos que se converteram em inimigos gratuitos da tua paz, reservando-te caridade para com eles.

Se insistires desculpando-os, constarás que, não obstante, desconheçam, fazem-se teus mestres ignora­dos, graças a cuja permanente antipatia ascenderás na direção do Grande Incompreendido da Humanidade que prossegue até hoje esperando por todos nós.



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CONFIANÇA E AMOR
Se confias na Providência Divina não te agastes em face das incompreensões que te surpreendem no ideal do bem a que te dedicas.

Possivelmente encontrarás pessoas que desfilam na Terra cercadas de bajuladores e ovacionadas pelo entusiasmo geral, sem que, no entanto, se dediquem a qualquer mister de enobrecimento. Por isso mesmo são elogiadas, por outros equivocados, que se demoram na inutilidade.


*
Se te reservas a alegria do serviço nobre, não es­peres resultados favoráveis aos teus empreendimentos superiores.

Certamente há muitos que coletam provisões de simpatia e entusiasmo com facilidade, não obstante permaneçam insatisfeitos.


*
Se preferes a dedicação exclusiva à Seara do Cris­to, defrontarás empecilhos e mal-querenças onde espe­ravas que medrariam amor e fraternidade.

É provável que noutros campos de ação compa­reçam sorrisos e gentilezas de caráter exterior, porqüanto os homens são sempre homens — nem anjos nem demônios — lutando contra as imperfeições onde quer que se encontrem.


*
Se esperas conseguir a perseverança no lídimo serviço da Verdade, não descoroçoes ante injustiças e difamações.

Existem, sim, os que são ditosos e transitam au­reolados por títulos de benemerência, requestados por uns e aplaudidos por outros, não, porém, indenes à sanha da inveja, à chuva do despeito, feridos pela fle­cha da impiedade dos negligentes e malfeitores contu­mazes.


*
Na Terra, a felicidade somente é possível quan­do alguém se esquece de si mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo.

A felicidade perfeita, se existisse, no mundo, se diluiria ante uma criança infeliz, um enfermo ao aban­dono, um velhinho relegado ao esquecimento...

Não pretendas, portanto, ouropéis enganosos, cortesias especiais, reconhecimento imediato, favori­tismo ou, mesmo, entendimento fraternal...

Como não é correto cultivar pessimismo, não é proveitoso sustentar ilusão de qualquer matiz.

Se confias na Misericórdia de Deus, trabalha sem desfalecimento e ama em qualquer circunstância, sem distinção nem preferências, recordando Jesus, que em­bora Modelo Impar, não encontrou, ainda, no mundo o entendimento nem a aceitação que merece.

59

AUXÍLIO A SOFREDORES
Diante deles, os sofredores de qualquer jaez, po­licia a conduta no ato de ajudá-los.

Tragam-te ao conhecimento problemas econômi­cos, morais ou de saúde, não te revistas de falsa supe­rioridade, assumindo a aparência de benfeitor, com que poderás constrangê-los, adicionando às já existen­tes, novas aflições.

Cada dificuldade se resolve mediante recurso específico.

Não os padronizes, igualando suas dores somente porque façam parte da imensa massa de padecentes da Terra.

Este deseja externar aflições e receber amizade Aquele anseia por socorro imediato através do pão ou do medicamento e, talvez, no desespero em que se vê colhido, não disponha das palavras próprias, fa­zendo-se impertinente, rebelde, inquieto.

Esse, ferido nos dédalos da alma por dardos ve­nenosos, está prestes a sucumbir e necessita de um amigo.

Aqueloutro, desarvorado por inquietações psíqui­cas e emocionais, perdeu o contato com a realidade objetiva e desvaira, ansiando por alívio.

Propõe-te solidariedade e alcança-os com os teus sentimentos fraternos.

Não os objurgues, amargando o pão que por aca­so disponhas para ofertar-lhes.

Nada lhes exijas, em face da moeda ou da pala­vra que lhes distendas.

Se te escassearem meios externos com que lhes diminuas as penas, recorre ao auxílio espiritual sem­pre valioso: a prece, a água fluidificada, o passe para a restauração das suas forças.

Sempre possuis algo para doar.


*
Há quem ajude avinagrando a linfa da generosi­dade.

Muitos confortam e reprocham simultaneamente.

Diversos socorrem e advertem, chamando a aten­ção para a dádiva que dispensam.

Uns abrem os braços à dor, mas não ocultam o

enfado, a saturação logo nos primeiros tentames, is to quando não exteriorizam o azedume e a censura rude.

Estão na provação hoje, os que não souberam uti­lizar-se dos bens da vida com a necessária correção no passado.

Sofrem os que iniciam o processo evolutivo por meio da dor-burilamento.

Batem-te à porta, buscam-te o socorro, pedem-te compreensão. Não lhes recuses o amor.


*
Jesus recomendou-nos com a Sua autoridade in­conteste: “Batei e abrir-se-vos-á; buscai e achareis; pe­di e dar-se-vos-á.”

Se esperas encontrar à tua disposição a Miseri­córdia Divina, amanhã, sê, agora, o mensageiro dela em relação aos que te batem à porta, te pedem e te buscam, executando o mais meritório esforço na cari­dade sem jaça: dar e dar-se sempre sem limite.



60

TERAPÊUTICA DO AMOR
Perante os irmãos desencarnados, em desfaleci­mento moral e amargura perturbadora, reflete a tua situação íntima antes de dirigir-lhes a palavra, nos abençoados momentos de intercâmbio mediúnico.

Eles apresentam o resultado da imprevidência e do desacato às soberanas leis do equilíbrio, ora colhi­dos pela dor que os amesquinha.

Não se conscientizaram das responsabilidades que lhes repousavam sobre os ombros. Fugindo ao de­ver, derraparam pelas encostas sombrias da turbação íntima em que ainda se encontram.

Se te não cuidares, neles já poderás identificar o que te aguarda.

Vêm em busca de auxílio; ajudam-te, porém, me­diante a silenciosa advertência do que te ocorrerá, caso não te firmes nas disposições e atitudes salutares.

Por isso, unge-te de compreensão e fala-lhes com a ternura de irmão e o respeito de amigo.

O amor que lucila em ti e te apazigua, leni-los-á e o argumento sincero, sem floreios nem azedume, despertá-los-á.

De forma alguma incidas na discussão infrutífera ou no preciosismo da linguagem vazia de significação fraternal.

Sem a preocupação de fazer retórica, lembra-te, que te ouve, além daquele que se utiliza da instru­mentalidade mediúnica, momentaneamente, um pú­blico curioso, ávido de sensacionalismo, com céticos e cínicos, enfermos e atônitos, perseguidores e maus reunidos pela excelsa misericórdia de Nosso Pai, a fim de que, também, possa desfrutar da abençoada oportunidade.

Evita a astúcia do sofisma pelo jogo das pala­vras. Não te encontras numa pugna verbal, da qual devas sair vencedor. A tua preocupação deve ser a de esclarecer e medicar a ulceração que lhe consigas iden­tificar. Os resultados pertencerão ao Senhor.

Incitado ao debate por aqueles que se comprazem em perturbar, declina com humildade, da justa im­procedente.

Nem vencer o interlocutor, nem mesmo conven­cê-lo, antes socorrê-lo, deve ser a inspiração que te emule ao diálogo.

Diante deles, os desencarnados que sofrem, em­bora alguns não se dêem conta, coloca-te na posição de quem usa a terapêutica espiritual do amor em si mesmo.

Como não é justo o arrazoado contundente, nun­ca é oportuno o pieguismo improdutivo.

Desde que coexistem os dois mundos — aquele no qual se encontram e o em que deambulas — os pro­blemas, por sua equivalência, merecem o mesmo tra­tamento.

Sê, então, autêntico, no sentido positivo.

Não aparentes uma posição superior, conselhei­ral, rebuscada, autoritária ou excessivamente piedosa, simulada, com rasgos de uma emoção que não sintas.

O bem é simples e a sua linguagem singela dis­pensa as pesadas bagagens da aparência. Exteriori­za-se sutilmente, antes que estronde dominador.


*
Não acreditarão na tua palavra os desencarnados com os quais dialogues.

Todo conceito nobre ajudá-los-á. Todavia, per­meia-te dos ensinos que lhes ministres. Incorpora-os ao comportamento cotidiano, não apenas porque te ajudarão a ascender e libertar-te das paixões, como porque os teus ouvintes te acompanharão a verifica­rem se apenas falas, ou se vives as disciplinas que ministras, lutando contra as imperfeições que profligas.

Em última análise, quem se faz instrutor deve valorizar o ensino, aplicando-o em si próprio.

Com natural esforço, a pouco e pouco despoja-te das mazelas que afeiam a transparência das tuas rea­lizações e aproveita o ensejo de, mantendo contato com os irmãos que já defrontam a consciência livre, aprenderes que te encontras no mundo em processo de purificação, precioso e relevante, e o não podes desperdiçar.

As palavras repassadas de lealdade, que fluem da fonte inexaurível da experiência pessoal, possuem cativante, envolvente magnetismo que lhes atesta a excelência.

Pondera, pois, na tua transitória situação. Quiçá, no futuro, invertam-se os papéis: quem ora te busca, poderá estar no teu lugar, enquanto lhe ocupes a posição.

A desencarnação e a reencarnação constituem portas de acesso à vida em expressões diferentes.

Se, apesar de tudo, desejando esclarecer os nossos irmãos em desalinho espiritual, não lobrigares o êxito que te parece ideal, não descoroçoes.

Toda tentativa de amar e ajudar é sempre válida, senão para quem pede, ao menos para quem se dispõe a doar.

E se hoje não te puderem entender os desencar­nados entorpecidos pela anestesia da leviandade, pos­teriormente valorizarão a tua tentativa de servi-los, e, por isso, não te amarão e respeitarão menos.



Tudo é válido na economia do Bem, na Casa do Pai Celestial, em que, por enquanto, transitamos entre as vibrações da estação terrena.
Fim
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