Ditado pelo espírito joana de ângelis



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A BÊNÇÃO DO TRABALHO

Sob pretexto algum te permitas a hora vazia.

Justificando cansaço ou desengano, irritabilida­de ou enfado, desespero íntimo ou falta de estímulo, evita cair no desânimo que abre claros na ação do bem, favorecendo a inutilidade e inspirando as idéias perni­ciosas.

Se supões que todos se voltam contra os teus pro­pósitos superiores, insiste na atividade, que falará com mais eficiência do que tuas palavras.

Coagido pela estafa, muda de atitude mental e renova a tarefa, surpreendendo-te com motivação no­va para o prosseguimento do ideal.

Vitimado por injunções íntimas, perturbadoras, que se enraízam no teu passado espiritual, redobra esforços e atua confiante.

O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porqüanto conquista valores incalculáveis com que o espírito corrige as imperfei­ções e disciplina a vontade.

O momento perigoso para o cristão decidido éo do ócio, não o do sofrimento nem o da luta áspera.

Na ociosidade surge e cresce o mal. Na dor e na tarefa fulguram a luz da oração e a chama da fé.

Maledicências e intrigas, vaidades e presunções, calúnias e boatos, despeito e descrédito, inquietação e medo, pensamentos deprimentes e tentações nascem e se alimentam durante a hora vazia.

Os germes criminógenos de muitos males que pe­sam negativamente sobre a economia da sociedade se desenvolvem durante os minutos de desocupação e ociosidade.

Os desocupados jamais dispõem de tempo para o próximo, atarantados pela indolência e pela inutilida­de que fomentam o egoísmo e desenvolvem a indife­rença.


*
O trabalho se alicerça nas leis de Amor que re­gem o Universo.

Trabalha o verme no solo, o homem na Terra e o Pai nas Galáxias.

A vida é um hino à dinâmica do trabalho.

Não há na Natureza o ocio.

O aparente repouso das coisas traduz a pobreza dos sentidos humanos.

A vida se agita em toda parte.

O movimento é lei universal em tudo presente.
*
Não te detenhas a falar sobre o mal. Atua no bem.

Não te escuses à glória de trabalhar pelo progres­so de todos, do que resultará a tua própria evolução.

Cada momento sabiamente aproveitado adiciona produtividade na tua sementeira de esperança.

O trabalho de boa procedência em qualquer di­reção produz felicidade e paz.

Dele jamais te arrependerás.

Não esperes recompensa pela sua execução.

Produze pela alegria de ser útil e ativo, içan­do o coração a Jesus, que sem desfalecimento traba­lha por todos nós, como o Pai Celeste que até hoje também trabalha.

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TRABALHO DE ÚLTIMA HORA
A pretexto de cansaço ou necessidade urgente de repouso, não postergues a ensancha abençoada do tra­balho que agora te chega, na Vinha do Senhor.

O trabalho do bem não apenas engendra o pro­gresso, mas estatui a paz.

Dínamo gerador do desenvolvimento e estímulo da ordem, o trabalho é manifestação de sabedoria, desde que o esforço encetado se dirija à execução su­perior.

Sejam quais forem as circunstâncias, reverencia o trabalho como meio e meta para a harmonia íntima e o equilíbrio externo.

Enquanto trabalhas, olvidas problemas e superas limitações, consubstancializas ideais e incrementas a felicidade. Em retribuição, a atividade ordeira te pro­porciona esperanças, modificando as paisagens por mais complexas e pressagas se te apresentem.
*
Convidado à Seara do Senhor não examines di­ficuldades nem recalcitres ante as necessidades urgen­tes com que depares.

Mediante a operação socorrista na lavoura dos co­rações, lograrás vantajosas conquistas contra os contu­mazes verdugos do espírito: egoísmo, paixão, ódio que dormem ou que se agitam nos dédalos da vida men­tal.

Quase sempre ajudas com a esperança de imedia­ta retribuição e reages porque não recebes em seguida...

Consideras as circunstâncias em que os outros atuam e conferes resultados, arbitrando com a visão distorcida do que supões merecer.

A honra do trabalhador, no entanto, se exteriori­za pela satisfação do labor executado.
*
O serviço de Deus é comum para todos, facultan­do operações incessantes com que se pode desenvol­ver a felicidade na Terra.

Pouco importa a hora que se haja compreendido a significação do divino chamado.

Assim, não te deixes perturbar ante os que estão à frente, nem lamentes os que seguem à retaguarda.

Importa-te em proceder com dedicação desde ho­je, aqui e agora.

Descobre uma dentre as mil maneiras de atuar edi­ficando e serve, atendendo o chamado do Senhor, que prossegue aguardando os que desejam trabalhar na Sua vinha.

Nenhum olhar para trás, nenhuma medida de dis­tância à frente.

Os últimos chamados, qual o que ocorre contigo, receberão a recompensa prometida, não obstante o pouco tempo de que disponham para trabalhar com Jesus e por Jesus.

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BENS MATERIAIS

A riqueza, sob qualquer aspecto considerada, é bênção que Deus concede ao homem para sua felicida­de e que lhe compete bem utilizar, multiplicando-a em dons de misericórdia e progresso a benefício do próxi­mo.

Torná-la oásis reduzido para o próprio prazer, em pleno deserto de recursos onde medram a dor e a miséria de todo porte, é fraqueza moral que se conver­te em algema de demorada escravidão.

Todas as concessões da Vida rendem juros con­forme a direção e a aplicação que se lhes dêem.

Os bens materiais ensejam o progresso e devem fomentá-lo, porqüanto a própria evolução humana im­põe necessidades que os homens primitivos desconhe­ciam.

As exigências da higiene e do conforto, da pre­servação da saúde e das experiências de evolução, fa­cultam a aplicação de valores que, simultaneamente, organizam o sistema de crescimento e desenvolvimento do indivíduo como do grupo onde vive.

Não cabe, porém, a ninguém o direito de usufruir, seja o que for, em detrimento das possibilidades do próximo.

Criminosa a exploração que exaure as forças na­turais e entenebrece o caráter humano.

Desse modo, a direção que o homem dá aos re­cursos materiais, mediante a aplicação egoísta ou a utilização benéfica, faz que tal se transforme em li­berdade ou grilhão, dita ou desgraça.

Administradores, que todos somos, transitoria­mente, dos haveres, enquanto na vilegiatura carnal, seremos convocados a contas para relatórios, apresen­tando o que fizemos das concessões divinas que pas­saram pelas nossas mãos.

O dinheiro, a propriedade, a posição social rele­vante, a saúde, a inteligência, a mobilidade, a lucidez são bens que o espírito recebe como empréstimo divi­no para edificar-se e construir a ventura.

Qualquer emprego malsão engendra escassez e li­mitação que se transformam em aflição e desespero.

O mordomo infiel dos bens retorna à Terra na sujeição escravizadora, que lhe cobra o desperdício ou a usura de que se fez vítima inerme.
*
Multiplica pelo trabalho e pela ação benéfica to­dos os bens de que disponhas: do corpo, da mente, do espírito.

Aquinhoado com os valores perecíveis que dor­mem ou se movimentam nas tuas mãos, recorda os fi­lhos da agonia ao teu lado, nas tábuas da miséria e do abandono...

Um dia, sem que o queiras, deixarás todas as coisas e valores, ante o impositivo da desencarnação, seguindo contigo, apenas, os valores morais legítimos, decorrentes dos bens materiais que converteste em es­perança, alegria, progresso e paz, qual semeador de estrelas que, após transitar por um caminho de som­bras, conseguiu transformá-lo numa via-láctea de bri­lhantes celestes.

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FRACASSO E RESPONSABILIDADE
Muito cômodo atribuir-se o insucesso das reali­zações a outrem, transferindo responsabilidades.

Incapaz de encarar o fracasso do verdadeiro ân­gulo pelo qual deve ser examinado, o homem que faliu acusa os outros e exculpa-se, anestesiando os centros do discernimento, mediante o que espera evadir-se do desastre.

Há fatores de vária ordem que contribuem pode­rosamente em todo e qualquer cometimento humano. O homem de ação, porém, graças aos seus valores in­trínsecos reais, responderá sempre pela forma como conduz o programa que tem em mãos para executar. Assim, portanto, pelos resultados do empreendimento;

Pessoas asseveram em face dos desequilíbrios que se permitem: “Não tinha outra alternativa. Fui indu­zido pelos maus amigos.”

Outras criaturas afirmam após a queda: “Os Espíritos Infelizes ganharam a batalha, após a insis­tência e a perseguição que eu não mais agüentava.

Diversos justificam a negligência, sob o amparo do desculpismo piegas e da desfaçatez indébita.


*
Luta sem desfalecimento e perseverança no posto em qualquer circunstância são as honras que se reser­vam ao candidato interessado na redenção.

O vinho capitoso flui da uva esmagada.

O pão nutriente surge do trigo triturado.

A água purificada aparece após vencer o filtro sensível.

Os dons da vida se multiplicam mediante as con­tribuições poderosas da transformação, da renovação, do trabalho.

Não te escuses dos dissabores e desditas, acusan­do o teu irmão. Mesmo que ele haja contribuído para a tua ruína, és o responsável. Porque agiste de boa-fé com leviandade, ou tutelado pela invigilância, não te deves acreditar inocente.

Cada um sintoniza com o que lhe apraz e afina.

O Evangelho na sua beleza e candidez de lingua­gem, registra e nos recorda a incisa e concisa lição do Mestre: “Sede mansos como as pombas e pruden­tes como as serpentes.”

Sem que estejas em posição belicosa, colocado em situação contrária, abre a alma ao amor para com todos, porém vigia “o coração porque dele procedem as nascentes da vida”.

Diante de qualquer fracasso, refaze as forças, assume responsabilidades e tenta outra vez. Quiçá seja esse o feliz instante de acertares logrando êxito.



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CONSIDERANDO O ARREPENDIMENTO
Por mais anestesiados se encontrem os centros do discernimento intelectual, dia chega em que ele se instala.

Passe o tempo sob a aflicão do tóxico que per­turba a faculdade da razão, momento surge em que se reajustam os núcleos da atividade do pensamento e ele brota.

Apesar da intensidade clamorosa dos fatores per­turbantes que destroem os sentimentos superiores da vida, ao impacto dos projéteis da ira alucinada, do ódio avassalador, do ciúme desequilibrante ou do amor próprio enlouquecido, levando a criatura a atitudes infelizes, chega a oportunidade em que aparecem os pródromos da sua presença..
*
O arrependimento sempre se manifesta na cons­ciência em débito para com a vida.

A princípio, ei-lo como lembrança da falta co­metida de que já se não supunha existir qualquer sinal; posteriormente, a recordação do momento infeliz que se estabelece; mais tarde, a idéia rediviva dominante e por fim a obsessão do remorso, avassaladora.

Insidioso e maleável, o arrependimento é câncer que se apropria do homem que se deixou colher em falta, pela vindita ou pelo desforço.
*
Há pessoas que dizem: “Arrependo-me de me não ter vingado.”

Algumas exclamam: “Arrependo-me de não ter expulso o inimigo à minha porta.”

Outros proferem: “Arrependo-me do bem que fiz.”

Algumas contraditam: “Amarguro-me, sim, por­que fui eu quem o ajudou e arrependo-me da hora inditosa em que nutri a víbora que hoje me picou...

Em verdade devemos arrepender-nos das más ações que cometemos, louvando sem cessar os momen­tos briosos do auxílio que dispensamos e agradecendo a Deus a oportunidade em que poderíamos ter ferido mas não o fizemos, o ensejo de vingança, sem haver­mos descido a rampa da desgraça, a ocasião de negar mos o bem, tendo distendido a escudela da genero­sidade,

O arrependimento que enseja reabilitação do gra­vame é convite da consciência ao refazimento da obra mal sucedida. Se, todavia, a vítima transitou e a per­deste de vista, o acúleo do arrependimento se converte em cravo que se fixa no cerne do espírito, qual pre­sença da dor que infligiste, até que se te depurem os fatores negativos que causaste.

Não te permitas, portanto, trair, enganar, acusar, ferir, mesmo que tenhas razão. Se a tens, obviamente não se faz necessário descartar-te de quem te pre­judica, porqüanto estás melhor do que ele. Se não a tens, não te compete a tarefa do desforço, desde que o teu padecimento é o corretivo para as tuas im­perfeições.

Em qualquer circunstância, poupa-te desde hoje ao impositivo escravízante que te surpreenderá amanhã.

Arrependimento sadio das faltas cometidas é com­promisso assumido com as tarefas a executar.

Arrependimento perturbador que ultraja a cons­ciência torna-se problema que se afigura de difícil solução.

Caso não te disponhas a tudo recomeçar sob o beneplácito da Misericórdia Divina que nos colocou no mundo para amar e amar, servir e servir porque é da Lei que “somente pelo amor os homens serão salvos”, padecerás do arrependimento perturbador, que nada edifica.

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