Ditado pelo espírito joana de ângelis



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TRANQÜILIDADE

Conceituas tranqüilidade qual se fora inércia ou indolência, dever ausente, lazer demorado.

Face a isso pensas em férias, recreação, letargo, com que supões lenir aflições íntimas, solucionar pro­blemas e complexidades do cotidiano.

Talvez consigas, em misteres de tal natureza, re­novar forças, catalisar energias, predispor-te. Sem e esforço interno, intransferível com que te defrontarás, assumindo posição decisiva para os embates de reedu­cação, dificilmente lograrás êxito.

A tranqüilidade independe de paisagens, circuns­táncias e ocasiões. Estabelece-se no espírito conto re­sultado de uma consciência pacificada, que decorre, a seu turno, de uma vivência moral e social concorde com os postulados de enobrecimento espiritual.

Fatores externos criam, às vezes, possibilidades, circunstâncias para as aquisições do espírito. É, porém, nas refregas da evolução, lapidando imperfeições e arestas, que o homem se auto-descobre, conhece-se e premia-se com a ação libertadora.

O cansaço, o desaire, a perseguição, a dor não obstante aflijam, jamais logram romper a armadura da tranqüilidade real.

Quando existe harmonia interior os ruídos de fora não ecoam perturbadoramente.


*
Se condicionas a tua tranqüilidade a lugares, pes­soas e fatores externos, submetes-te, apenas, ao anes­tésico condicionante para o lazer dos sentidos.

Se necessitas de silêncio, melodias, ginásticas para a tranqüilidade, apenas estás no rumo. Sem que te possas manter sereno no retiro da natureza ou na atividade das ruas, entre sons harmoniosos e a polui­ção sonora, ritmos ginastas e a esfalfa das correrias nas leiras da caridade junto ao próximo, a tua aquisi­ção ainda é miragem diletante, que facilmente se diluirá.

Se te enerva a espera ou te desagradam o cansaço e o medo, fruis, somente, comodidades, encontrando-te longe da tranqüilidade real.

Um espírito tranqüilo não se atemoriza nem se enfada, não se desarranja nem se rebela, porqüanto, pacificado pela consciência reta, vibram nele as ener­gias da renovação constante e do otimismo perene.


*
Jesus, no Sermão da Montanha ou no Gólgota, manteve-se o mesmo.

Estatuindo a carta magna para a Humanidade, louvou Deus e padecendo a injustiça humana agrade­ceu ao Pai, enquanto perdoou os homens.

Íntegro, confiante, demonstrou até o momento último que a tranqüilidade é preciosa aquisição com que a vitória da vida coroa as lutas nas incessantes batalhas do existir.

QUARTA PARTE

DA LEI DE REPRODUÇÃO
“686 É lei da Natureza a repro­dução dos seres vivos?

“Evidentemente. Sem a reprodução, o mundo corporal pereceria.”


“694. Que se deve pensar dos usos, cujo eleito consiste em obstar à reprodu­ção, para satisfação da sensualidade?

“Isso prova a predominância do corpo sobre a alma e quanto o homem é material.”


O Livro dos Espíritos

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PERANTE A VIDA

Investimento sublime a vida!

Em todas as suas manifestações expressa a su­prema misericórdia de Deus, num conjunto de harmo­nias e bênçãos.

O homem, porém, nem sempre sabe valorizar-lhe a oportunidade.

Egresso das faixas primitivas do instinto por on­de transitou, guarda as altas cargas das sensações em que se demora, em detrimento dos sutis apelos da emoção cru que se engrandece, na ascese para a liber­tação que o aguarda.

Detivesse-se mais no acurar das observacões e descobriria a glória do bem manifesta em todo lugar.

Por descuido ou inépcia vincula-se aos compro­missos vis em que se emaranha e, ao ser surpreendido pela realidade da evolução de que ninguém se evade, reage e desagrega-se, mergulhando nos lôbregos esta­dos de dor selvagem e inútil.

A vida já dorminte no mineral, sonhando no ve­getal, pensa no homem, a caminho da perfeita integra­ção na Consciência Cósmica, quando se torna anjo.


*
Multiplica a alegria de viver, esparzindo tuas con­cessões de ventura onde te encontres.

Inobstante te descubras em dor ou em agonia, compreende que o sofrimento é processo de libertação realizando o mister onde o amor ainda não firmou alicerces.

Sofrimento não é desdita. Esta somente surge quando o homem se torna causa e razão de infortúnio para o seu próximo.

Assim, sempre podes exalçar a vida.

Estiolando-se a flor o pólen fecunda e a planta nele sobrevive.

O despedaçar de muitos anelos engendra o surgi­mento de formosas realizações. .

A renúncia pessoal fomenta a abnegação que le­vanta as realizações da ventura.

Usa a tua vida na preservação de outras muitas vidas.

Mesmo que estejas açodado pelo desespero, evita o fosso da revolta ou o paul do desânimo.

A tua vida inspira outras vidas.

Sê abnegado!

O que faças e como faças constituirá emulação para as criaturas que seguem ao teu lado.

Sem que o percebas és inspirado por alguém, mo­tivado por outrem, a teu turno modelo para outros que te seguem em pós.

Perante a vida és co-criador junto a Nosso Pai.

Vive, pois, de tal forma que, encerrando o capí­tulo da tua experiência no corpo físico, prossigas logo mais, noutra expressão na vida estuante.

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LIMITAÇÃO DE FILHOS

O problema da planificação familiar, antes de maiores cogitações, deve merecer dos cônjuges mais profundas análises e reflexões.

Pela forma simplista como alguns o apresentam, a desordenada utilizacão de métodos anticonceptivos interfere negativamente, na economia moral da própria família.

Na situação atual, os pais dotados de recursos econômicos, menos procriam, em considerando as dis­ponibilidades que possuem, enquanto os destituídos de posses aumentam a prole, tornando muito mais com­plexas e difíceis as engrenagens do mecanismo social.

Os filhos são programados na esfera extra-física da vida, tendo-se em vista as injunções crédito-débito, defluentes das reencarnações passadas.

Normalmente, antes do mergulho no corpo car­nal, o Espírito reencarnante estabelece intercâmbio com os futuros genitores, de cujo concurso necessitam para o cometimento a empreender.

Os filhos não chegados pela via normal, não obstante, alcançarão a casa dos sentimentos negados, utilizando-se dos sutis recursos da Vida, que reaproxi­mam os afins pelo amor ou pela rebeldia quando se­parados, para as justas reparações.

Chegarão a outros tetos, mas dali sairão atraidos pelas necessidades propelentes ao encontro da família que lhe é própria, nem sempre forrados em objetivos relevantes


*
Alguém que te chega, perturbando a paz.

Outrem que te rouba pertences e sossego.

O ser que te sobrecarrega de dissabores.

Aquele que de fora desarmoniza a tua família.

O vadio que te adentra o lar.
O viciado que corrompe quem te é caro.

O aliciador que chega de longe e infelicita o filho ou a filha que amas. .

Todos eles estão vinculados a ti

Quiçá houvessem renascido sob o teu teto e as Je circunstâncias impediriam dramas maiores.


*
Antes de aderires ao entusiasmo reinante para a limitação da prole, reparte com o outro cônjuge as tuas preocupações, discute o problema à luz da reen­carnação.

Evita engajar-te na moda, só porque as opiniões gerais são favoráveis à medida.

Não o faças, simplesmente, considerando os fa­tores econômicos, os da superpopulação.

O Senhor dispõe de recursos inimagináveis.

Confia a Ele as tuas dificuldades e entrega-te cons­ciente, devotadamente.

Seja qual for a opção que escolhas — ter mais ou menos filhos —, os que se encontram na pauta das tuas necessidades chegar-te-ão, hoje ou mais tarde.

Sendo possível, acolhe-os da melhor maneira, porqüanto, conforme os receberes, ser-te-ão amigos ge­nerosos ou rudes adversários dos quais não te liber­tarás facilmente.

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FILHO DEFICIENTE
A decepção passou a ser-te um ferrete em brasa, dilacerando sem cessar os teus sentimentos.

Todos os planos ficaram desfeitos, quando espe­ravas entesourar felicidade e vitória.

No suceder dos dias, desde os primeiros sinais. anelaste por um ser querido que chegaria aos teus braços com os louros e a predestinação da grandeza em relação ao futuro.

O pequeno príncipe deveria trazer no corpo, na mente, na vida, as características da raça pura. gran­dioso no porte, lúcido na inteligência, triunfador nas realizações.

O que agora contemplas não é o filho desejado, mas um feio espécime, mutilado, enfermo, frágil.

Mal acreditas que se haja gerado por teu inter­médio, que seja teu filho.

Por pouco não o detestas.

Mal te recobras do choque e da vergonha que experimentas quando os amigos o vêem, quando sabem que é teu descendente.

Surda revolta assenhoreia-se da tua alma e, a pou­co e pouco, a amargura ganha campo no teu coração.

Reconsidera, porém, quanto antes, atitudes e po­sicões mentais.

Não podes arbitrar com segurança no jogo dos insondáveis sucessos da reencarnação.

Pára a reflexionar e submete-te à injunção re­dentora.

A tua frustração decorre do orgulho ferido, do desamor que cultivas.

Teu filho deficiente necessita de ti. Tu, porém, mais necessitas dele.


*
Quem agora te chega ao regaço com deficiência e limitação, recupera-se no cárcere corporal das arbi­trariedades que perpetrou.

Déspota ou rebelde, caiu nas ciladas que deixou pela senda, onde fez que outros sucumbissem.

Mordomo da existência passada, abusou dos dons da vida com estroinice e perversidade, ferindo e ter­minando por ferir-se.

Não cometeu, todavia, tais desatinos a sós.

Quando alguém cai, sempre existe outrem oculto ou ostensivo que o leva ao tombo.

O êxito como o insucesso sempre se faz de par­ceria.

Muitos responsáveis intelectuais de realizações nobres como de crimes espetaculares permanecem não identificados.

E são os autores reais, que se utilizam dos chamados ignorantes úteis para esses cometimentos.

O filho marcado que resulta do teu corpo é alma vitimada pela tua alma, não duvides.

Não é este o primeiro tentame que realizam juntos.

Saindo do fracasso transato, ambos recomeçam abençoada experiência, cujo êxito podes promover desde já.

Renteia com ele na limitação e aumenta-lhe, me­diante o amor dinâmico, a capacidade atrofiada.

Sê-lhe o que lhe falta.

Da convivência nascerá a interdependência re­cíproca.

No labor com ele, ama-lo-ás.

Infatigavelmente renova os quadros mentais e por enquanto desce ao solo da realidade, fora das ilusões mentirosas, a fim de seres, também, feliz.


*
Honra-te com o filhinho dependente e mais apro­xima-te dele, cada vez.

A carne gera a carne, mas os atos pretéritos do espírito produzem a forma para a residência orgânica.

As asas de anjo do apóstolo, como os pés de barro de quem amas, precedem à atual injunção fisiológica.
*
Se te repousa no berço de sonhos desfeitos um filhinho deformado, amputado, dementado, deficiente de qualquer natureza, esquece-lhe a aparência e assis­te-o com amor.

Não te chega ao trono dos sentimentos por acaso. Antigo companheiro vencido, suplica ajuda ao desertor, só agora alcançado pela divina legislação.

Dá-lhe ternura, canta-lhe um poema de esperan­ça, ajuda-o.

O filho deficiente no teu lar significa a tua opor­tunidade de triunfo e a ensancha que ele te roga para alcançar a felicidade.

Seria terrivelmente criminoso negar-lhe, por vai­dade ferida, o amparo que te pede, quando te con­cede a bênção do ensejo para a tua reparação em re­lação a ele.

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