Ditado pelo espírito joana de ângelis



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AFINIDADE E SINTONIA

De referência à problemática das doenças, a ques­tão da sintonia psíquica é de relevância incontestável.

Fenômeno inconsciente que decorre dos hábitos mentais assumidos pelo indivíduo deve ser examinado em profundidade, necessitando de acurado esforço, a fim de que abandone as baixas e densas faixas do aba­timento e da viciação, ascendendo àquelas nas quais se haurem forças e estímulos para os cometimentos de sucesso.

Acomodado à posição de lamentável rebeldia interior, seja pelo acumplíciamento com Entidades per­niciosas ou mediante a tácita aceitação dos velhos há bitos do personalismo dissolvente, o homem permane­ce por prazer e invigilância em sintonia com o mal.

Difluem dessas situações graves conúbios men­tais, em processos de obsessão por parte de Espíritos ignorantes e pervertidos ou pela satisfação natural de permanecer em atitude doentia, sem o esforço que de­ve envidar para a libertação.

Em toda enfermidade existe sempre uma predis­posição orgânica e psíquica, decorrente do pretérito es­piritual ou da vivência atual, em cujo campo se insta­lam os fatores predisponentes ou propiciatórios a larga cópia de doenças, as mais complexas.

Conveniente por isso o cultivo do otimismo e a realização de trabalhos que desloquem a mente indis­ciplinada ou mal educada, induzindo-a a novos exercí­cios e hábitos de que decorrerão resultados diversos.

Afinas com o que sintonizas. Estás com quem ou com o que preferes.

Cada ser nutre-se nos redutos mentais em que lo­caliza as aspirações. Em conseqüência, os que aspiram fluidos deletérios da irritação constante, da sistemática indiferença ou da prevenção contumaz perturbam-se, arrojando-se ao desequilíbrio ou intoxicam-se interiormente, dando origem e curso a distonias nervosas que culminam com a loucura ou as aberrações de outra natureza.
*
Enxameiam por toda parte aqueles que falam so­bre o sofrimento e as doenças, dizendo-se desejosos de superá-los, vencê-los sem que, contudo, se imponham as condições exigíveis do esforço e da perseverança nos propósitos salutares que lhes são inusitados.

Preferem o retorno à situação primitiva e a fuga espetacular através da lamentação, ao combate profí­cuo, insistente, reagindo às forças infelizes, para sair das faixas vibratórias em que se detêm, de modo a granjearem os inapreciados valores da paz, da saúde, da harmonia.


*
Toda ascese decorre em clima de sacrifício.

A renovação exige esforço.

A liberdade propõe disciplina.

A ascenção às vibrações superiores impõe largo estipêndio mental, exigindo permanente sintonia com os pensamentos edificantes e as idéias que fecundam bênçãos.

A doença como a saúde resulta invariavelmente da posição interior de cada um.

Por essa razão, o Evangelho é constituído de con­vites imperativos à elevação íntima, à solidariedade, ao otimismo em cujas paisagens haurirás a felicidade que todos buscamos.

Afinamo-nos uns com os outros e intercambia­mos conforme as preferências que exteriorizamos, mas que são o resultado do comportamento íntimo.

Qualquer que seja o preço da responsabilidade, por mais alto o ônus do sacrifício, estás destinado àfelicidade e por lográ-la terás que investir todos os es­forços, abandonando as faixas do erro e do crime em que te comprazes, a fim de alcançares os cumes da vi­tória sobre ti mesmo.



QUINTA PARTE

DA LEI DE CONSERVAÇÃO
“711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens?

“Esse direito é conseqüente da ne­cessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.”


715. Como pode o homem conhe­cer o limite do necessário?

Aquele que é ponderado o conhe­ce por intuição. Muitos só chegam a co­nhecê-lo por experiência e à sua própria custa.”


“O Livro dos Espiritos”

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O DINHEIRO
De fato, o dinheiro Constitui pesada responsabi­lidade para o seu possuidor.

Não compra a felicidade e muitas vezes torna-se responsável por incontáveis desditas.

Apesar disso, a sua ausência quase sempre se transforma em fator de desequilíbrio e miséria com que se atormentam multidões em desvario.

O dinheiro, em si mesmo, não tem culpa: não é bom nem mau.

A aplicação que se lhe dá, torna-o agente do progresso social, do desenvolvimento técnico, do conforto físico e, às vezes, moral, ou causa de inomináveis Iesgraças.

Sua validade decorre do uso que lhe é destinado.

Com ele se adquire o pão, o leite, o medicamen­to, dignificando o homem pelo trabalho.

Sua correta aplicação impõe responsabilidade e discernimento, tornando-se fator decisivo na edifica­ção dos alicerces das nações e estabilizando o inter­câmbio salutar entre os povos.

Através dele irrompem o vício e a corrupção, que arrojam criaturas levianas em fundos despenhadeiros de loucura e criminalidade.

Para consegui-lo, empenham-se os valores da in­teligência, em esforços exaustivos, por meio dos quais são fomentados a indústria, o comércio, as realizações de alto porte, as ciências, as artes, os conhecimentos.

No sub-mundo das paixões, simultaneamente, dele se utilizando, a astúcia e a indignidade favorecem os disparates da emoção, aliciando as ambições desre­gradas para o consórcio da anarquia com o prazer.

Por seu intermédio, uns são erguidos aos pínca­ros da paz, da glória humana, enquanto outros são ar­rojados às furnas pestilentas do pavor e da desagrega­ção moral em que sucumbem.

Sua presença ou ausência é relevante para a quase totalidade dos homens terrenos.

Para o intercâmbio, no movimento das trocas de produtos e valores, o dinheiro desempenha papel pre­ponderante.

Graças a ele estabelecem-se acordos de paz e por sua posse explodem guerras calamitosas.
*
Usa-o sem escravizar-te.

Possui-o sem deixar-te por ele possuir.

Domina-o antes que te domine.

Dirige-o com elevação, a fim de que não sejas mal conduzido.

Mediante sua posse, faze-te pródigo, sem te tor­nares perdulário.

Cuida de não submeter tua vida, teus conceitos, tuas considerações e amizades ao talante do seu con­dicionamento.

Previdente, multiplica-o a benefício de todos, sem a avareza que alucina ou a ambição que tresvaria.

De como te servires do dinheiro, construirás o céu da alegria ou o inferno de mil tormentos para ti mesmo.


*
Se te escasseia nas mãos a moeda, não te supo­nhas vencido.

Ter ou deixar de ter, importa pouco, na econo­mia moral da tua existência.

O importante será a posição que assumas em re­lação à posse.

Não te desesperes pela ausência do dinheiro.

Como há aqueles que se fizeram servos do que têm, os há, também, escravizados ao que gostariam deter.

O dinheiro é meio, não meta. Imprescindível colocar-te jubilosamente na situa­ção que a vida te brindou, padronizando as diretrizes e os desejos pessoais dentro dos limites transitórios da experiência educativa por que passas, conseqüência natural do mau uso que fizeste do dinheiro que um dia possuiste.

Por outros recursos poderás ajudar o próximo e erigir a felicidade pessoal, conforme as luminosas li­ções com que o Evangelho te pode enriquecer a vida.

Essencial é viver bem e em paz com ou sem o di­nheiro.


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