Ditado pelo espírito joana de ângelis



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‘O Livro dos Espíritos”


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INTERCÂMBIO SOCIAL
O homem, inquestionavelmente, é um ser gregá­rio, organizado pela emoção para a vida em sociedade.

O seu insulamento, a pretexto de servir a Deus. constitui uma violência à lei natural, caracterizando-se por uma fuga injustificável às responsabilidades do dia-a-dia.

Graças à dinâmica da atualidade, diminuem as antigas incursões ao isolacionismo, seja nas regiões desérticas para onde o homem fugia a buscar meditação, seja no silêncio das clausuras e monastérios onde pen­sava perder-se em contemplação.

O Cristianismo possui o extraordinário objetivo de criar uma sociedade equilibrada, na qual todos os seus membros sejam solidários entre si.

Negar o mundo” do conceito evangélico, não sig­nifica abandoná-lo, antes criar condições novas, a fim de modificar-lhe as estruturas negativas e egoísticas, engendrando recursos que o transformem em reduto de esperança, de paz, perfeito símile do “reino dos céus”, a que se reportava Jesus.

A vivência cristã se caracteriza pelo clima de con­vivência social em regime de fraternidade, no qual to­dos se ajudam e se socorrem, dirimindo dificuldades e consertando problemas.

Viver o Cristo é também conviver com o próxi­mo, aceitando-o conforme suas imperfeições, sem cons­tituir-lhe fiscal ou pretender corrigi-lo, antes acompa­nhando-o com bondade, inspirando-o ao despertamen­to e à mudança de conduta de motu proprio.

A reforma pessoal de alguém inspira confiança, gera simpatia, modifica o meio e renova os cômpares com quem cada um se afina.

Isolar-se, portanto, a pretexto de servir ao bem não passa de uma experiência na qual o egoísmo pre­domina, longe da luta que forja heróis e constrói os santos da abnegação e da caridade.
*
Criaturas bem intencionadas sonham com comunidades espiritualizadas, perfeitas, onde se possa viver em regime da mais pura santificação.

Assim tocadas programam colméias, organizam comitês para tal fim, e os mais ambiciosos laboram por cidades onde o mal não exista e todos se amem. .

Em verdade, tal ambição, nobre por enquanto im­praticável senão totalmente irrealizável, representa uma reminiscência ancestral das antigas comunidades religiosas onde o atavismo criou necessidades de ele­vação num mundo especial, longe das realidades objetivas entre os homens em evolução.

Jesus, porém, deu-nos o exemplo.

Desceu das Regiões Felizes ao vale das aflições, a fim de ajudar.

Não convocou os privilegiados, antes convidou os infelizes, os rebeldes e rejeitados, suportando suas mazelas e assim mesmo os amando.

No Colégio íntimo esteve a braços com as siste­máticas dúvidas dos amigos, suas ambições infantis, suas querelas frívolas, suas disputas.

Não se afastou deles, embora suas imperfeições, não se rebelou contra eles.

Ajudou-os, íncansavelmente, até os momentos extremos, quando, sofrendo, no Getsemani, surpreen­deu-os, mais de uma vez, a dormir.

E retornou ao convívio deles, quando atemoriza­dos, a sustentá-los e animá-los, a fim de que não deperecessem na fé, nem na dedicação em que se fize­ram mais tarde dignos do seu Mestre, em face dos testemunhos libertadores a que se entregaram.


*
Atesta a tua confiança no Senhor e a excelência da tua fé mediante a convivência com os irmãos mais inditosos do que tu mesmo.

Sê-lhes a lâmpada acesa a clarificar-lhes a marcha.

Nada esperes dos outros.

Sê tu quem ajuda, desculpa, compreende.

Se eles te enganam ou te traem, se censuram-te ou exigem-te o que te não dão, ama-os mais, sofre-os mais, porqüanto são mais carecentes de socorro e amor do que supões.

Se conseguires conviver pacificamente com os amigos difíceis e fazê-los companheiros, terás logrado êxito, porqüanto Jesus em teu coração estará sempre refletido no trato, no intercâmbio social com os que te buscam e com os quais ascendes na direção de Deus.



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PARTICIPAÇÃO NA FELICIDADE
Quando alguém chora acoimado por este ou aquele problema, fácil é participares do seu drama, dilatando esforços para diminuir-lhe o padecimento.

Ante a fome ou a enfermidade experimentas o apelo aos elevados sentimentos que te concitam à aju­da automática e rápida.

Sem dúvida todo socorro que se oferta a alguém que sofre é de relevante significação.

Caridade, sim, a dádiva material e o gesto moral de solidariedade.

Indispensável, porém, não te deteres na superfí­cie da realização.

Há os que são solidários na dor, assumindo a po­sição de benfeitores, em lugar de realce com o que se realizam interíormente.

Todavia, quando defrontam amigos em prospe­ridade, companheiros em evidência, conhecidos em situação de relevo, deixam-se ralar por mágoa injus­tificável, transformando-se em fiscais impenitentes e acusadores severos que não perdoam a ascensão do próximo.

Ressentimentos se acumulam nas paisagens ínti­mas, e, azedos, referem-se ao êxito alheio, vencidos por torpe inveja.

Não sabem o preço do triunfo de qualquer pro­cedência, quando na Terra.

Ignoram os contributos que deve doar todo aque­le que se alça a situação de destaque.

Farpas da maledicência e doestos do ciúme, per­seguição sistemática disfarçada de sorrisos, ausência de amigos legítimos tornam as ilusórias horas doura­das do homem de relevo em momentos difíceis de ser vencidos.
— Assume posição diferente.
Sem que te faças interessado no que ele tem ou é, rejubila-te com o progresso de quem segue contigo.
Quando alguém se eleva, com ele se ergue toda

a Humanidade. Quando cai é prejuízo na economia moral do planeta.

Solidário na dificuldade do teu irmão, participa dos júbilos do teu próximo para que a ingestão do veneno do despeito e do tóxico da animosidade não te destrua a alegria de viver.

Ser feliz com a felicidade alheia é também forma de caridade cristã.



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AMIZADES E AFEIÇÕES
Não apenas a simpatia como ingrediente único para facultar que os afagos da amizade te adornem e enlevem o espírito.

Muito fácil ganhar como perder amigos. Quiçá difícil se apresente a tarefa de sustentar amizades, ao invés de somente consegui-las.

O magnetismo pessoal é fator importante para promover a aquisição de afetos. Todavia, se o com­portamento pessoal não se padroniza e sustenta em diretrizes de enobrecimento e lealdade, as amizades e afeições não raro se convertem em pesada canga, desagradável parceria que culmina em clima de animo­sidade, gerando futuros adversários.

Nesse particular existem pequenos fatores que não podem nem devem ser relegados a plano secundário, a fim de que sejam mantidas as afeições.

A planta não irrigada sucumbe sob a canícula.

O grão não sepulto morre.

O lume sem combustível se apaga.

A máquina sem graxa arrebenta-se.

Assim, também, a amizade que sem o sustento da cortesia e da gentileza se estiola.
*
Se desejas preservar teus amigos não creias con­segui-lo mediante um curso de etiqueta ou de boas maneiras, com que muitas vezes a aparência estudada, artificial, substitui ou esconde os sentimentos reais. Os impositivos evangélicos que te apliques, ser-te-ão admiráveis técnicas de autenticidade, que funcionam como recurso valioso para a sustentação do bem em qual­quer lugar, em toda situação, com qualquer pessoa.

A afabilidade, a doçura, a gentileza de alguém, aparentemente destituído de simpatia conseguem pro­piciar a presença de amigos, retê-los e torná-los afetos puros para sempre.

Amizades se desagregam ou se desgastam exata­mente após articuladas, no período em que os consór­cios fraternos se descuidam de mantê-las.

E isto normalmente ocorre, como conseqüência de atitudes que se podem evitar: o olhar agressivo;

A palavra ríspida;

O atendimento hostil ou negligente;

A lamentação constante;

A irreverência acompanhada pela frivolidade;

A irritação contínua;

A queixa contumaz;

O pessimismo vinagroso.

Os amigos são companheiros que também têm problemas. Por essa razão se acercam de ti.

Usa, no trato com eles, quanto possível, a bonda­de e a atenção, a fim de que, um dia, conforme Jesus enunciou: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas, tenho-vos chama­do amigos, porque vos revelei tudo quanto ouvi de meu Pai”, tornando-te legítimo amigo de todos, con­seqúentemente fruindo as bênçãos da amizade e da afeição puras.

34

ABNEGAÇÃO
Mais profunda do que a ação de solidariedade, pura e simplesmente.

Mais nobre do que o gesto asceta de desprezo e indiferença pelo mundo.

Mais elevada do que o altruísmo no seu sentido sociológico.

A abnegação é a oferenda de amor ao próximo que leva ao sacrifício como forma inicial de caridade relevante.

Tem origem nos pequenos cometimentos do auxí­lio fraternal, com renúncia pessoal, mediante a qual a imolação reserva para quem a exerce a alegria de pri­var-se de um prazer, em prol do gozo de outrem.

Uma noite de sono reparador trocada pela vigília junto a um enfermo não vinculado diretamente aos sentimentos, quer pela consangüinidade ou por inte­resses de outra procedência;

A cessão de um bem que é preciso e quiçá faça falta, desde que constitua alegria de outra pessoa;

A paciência e a doçura na atitude, com esforço e sem acrimônia interna, na desincumbência de um grave mister, dirigido às criaturas humanas;

A jovialidade, ocultando as próprias dores, de nodo a não afligir aqueles com os quais se convive;

A perseverança discreta no trabalho mortificante, sem queixa nem enfado, desde que resultem benefícios para os demais;

A ação não violenta, o silêncio ante a ofensa, a não defesa em face de indébitas acusações, consideran­do, com esse esforço sacrificial, não comprometer nem ofender a ninguém, são expressões de renúncia ao amor-próprio, dando lugar à abnegação, que ora escasseia entre as criaturas, e, no entanto, é essencial para a construção do bem entre os homens da Terra.

Um gesto de abnegação fala mais expressivamen­te do que brilhantes páginas escritas ou discursos de alta eloqüência e rebuscada técnica retórica.

A abnegação felicita quem a recebe, mas santi­fica quem a exercita.

O utilitarismo e o imediatismo modernos encon­tram soluções eufemistas, por meio de processos de transferência para as realizações que recomendam a abnegação de cada um.

Nesse sentido o egoísmo é um entrave dos mais impeditivos para a consecução do sacrifício com que se pode enflorescer de bênçãos a cruz da abnegação.
*
Diante de um esforço que te cabe brindar a al­guém que sofre, não transfiras a oportunidade de ser abnegado.

Sob pretexto algum te poupes à operosa produ­ção da felicidade, se o cometimento te exige abnegação.

Melhor ser o sacrificado pelo bem e pelo pro­gresso dos seres do que o usufrutuário das coisas.

No ato de espalhar o conforto moral, não entre teças opiniões desairosas, nem te apresentes na condi­ção de mártir a fim de inspirares simpatia.

Sê autêntico no dever.

O abnegado se desconhece. Ama com devota­mento, e a flama do amor que lhe arde no íntimo ra­ramente dá-lhe tempo para pensar primeiro em si, porqüanto os problemas e as dores dos seus irmãos em Humanidade têm para ele regime de prioridade.

Se, todavia, desejares um protótipo que te ex­presse com mais veemência a grandeza da abnegação, recorre a Jesus que, em se esquecendo de si mesmo, abraçou a cruz do sacrifício, a tudo renunciando, a fim de, por essa forma, testemunhar o seu afeto e de­voção por todos nós.

Oxalá, assim, a abnegação te dulcifique o ser e te faça realmente cristão.



35

REFREGAS DA EVOLUÇÃO
Apesar das rudes refregas da luta, não te deixes abater.

Sob o peso de indescritíveis aflições, não te guar­des à sombra do desalento,

Mesmo que os caminhos estejam refertos de difi­culdades, não estaciones desanimado na jornada em­preendida.

Aprende com a natureza: a terra sacudida pelo desvario dos ventos renova-se, cessada a tormenta; o solo encharcado retoma a verdura e o arvoredo esfa­celado cobre-se, novamente, de flores.

Em toda parte a vida se renova incessantemente, sob o látego das aflições, convidando-te a imitar-lhe o exemplo.

Não permitas, assim, que o pessimismo, esse con­selheiro soez, balbucie aos teus ouvidos expressões de desencanto junto às tarefas elegidas.

Recorda Jesus, abandonado, traído, em extrema solidão, plantando sozinho a espada luminosa do de­ver, desde então transformada em marco de luz para a humanidade inteira.
*
Não te meças por aqueles que tombaram, dei­xando-te empolgar pelas deficiências deles.

A terra não se sente desrespeitada com o cadá­ver que lhe macule o solo. Recebe a dádiva da de­composição celular como bênção e transforma os teci­dos apodrecidos em energias novas que são preciosas a Outras vidas.

Se o companheiro ao teu lado cair, porque te de­salentares? Encoraja-te e reflete que, apesar do fra­casso dele, necessitas chegar ao fim.

Não te intimides com o insucesso alheio. A cor­renteza não cessa o curso porque a lama se encontra à frente: atravessa as camadas da dificuldade e surge, novamente límpida, adiante para abraçar o mar que a aguarda ao longe.

Se o amigo não teve a felicidade de manter o pa­drão de equilíbrio que se fazia necessário, na tarefa empreendida, conduze a mensagem que ele não pode levar aos angustiados que te esperam, ansiosos, à frente.

Fita a face dos triunfadores e deixa-te estimular pelo exemplo deles.

O caminho do Calvário é a história de uma gran­de solidão e toda a Boa Nova é um hino de fidelidade ao dever.

O Mestre nem sequer repreendeu Judas, ou cen­surou Pedro, ou doou taça de fel a Tomé, em dúvida. Fez-se o atestado vivo e imortal do Pai, transforman­do-se em caminho para todos os arrependidos que o desejem seguir.

Na Boa Nova, a queda de cada discípulo é uma advertência para a vigilância dos que vêm depois; a deserção do aprendiz representa um convite à perse­verança dos novos candidatos à escola universal do amor.

Robustece o ânimo, amigo do Cristo, fita o sol generoso a repetir sem cansaço a mensagem da alvo­rada diariamente, e segue fiel, de fronte erguida e co­ração içado ao bem, mantendo a tua comunhão com o Mestre nos deveres que te competem, certo de que não seguirás sozinho.



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REFERÊNCIAS ENCOMIÁSTICAS
Agredido pela pedrada rude com que a impieda­de zurze a sua malquerença ante o bem em triunfo, não desfaleças na desincumbência do ideal.

O petardo que te alcança, mesmo ferindo a sen­sibilidade da tua alma ou rasgando a tecedura fisio­lógica do teu corpo, é bênção de que podes retirar incalculáveis resultados opimos.

O agressor é sempre alguém em aturdimento, de que a Lei muitas vezes se utiliza a fim de chamar-te a atenção e situar-te no devido lugar de trabalhador da Causa das minorias do Evangelho.

Perigoso, entretanto, na tarefa a que doas o me­lhor dos teus sentimentos, é a referência encomiástica, exaltada e perturbadora.

Semelhante a punhal disfarçado em veludo, pe­netra-te e aniquila as tuas decisões superiores, fazen­do-te desfalecer. E comparável a veneno perigoso em taça de cristal transparente. Chega-se aos lábios da alma pruduzindo imediata intoxicação.

Necessário colocar-te em atitude de defesa con­tra os que aplaudem, os que enaltecem, os que, mo­mentaneamente iludidos, podem transformar os teus sentimentos que aspiram à paz, em perturbações que desejam a glória efêmera.

Sabes pela experiência que o bom amigo traduz os seus sentimentos invariavelmente pelo testemunho da solidariedade silenciosa, da ação produtiva e do amparo fraternal, do que mediante as palavras explo­sivas, carregadas de lisonja.

O júbilo que explode no momento de exaltação também se converte em máscara de ira no momento de desgraça.

Poderás identificar o apoio ou a ressalva, o acerto ou o equívoco dos teus cometimentos se te exercitares no hábito salutar da reflexão e do exame das ativida­des encetadas.
*
“O bom trabalhador”, disse Jesus, “é digno do seu salário.” E o salário de quem trabalha com o Cristo é a paz da consciência correta.

O lídimo cristão sabe que tudo quanto faça nada faz, em considerando a soma volumosa de bênçãos que usufrui quando nas tarefas do Senhor.

Não te deixes, portanto, perturbar pela balbúrdia dos companheiros aturdidos, de palavras fáceis, ges­tos comovidos que te trazem o encômio vulgar, instru­ mentos, quiçá, de mentes levianas da Espiritualidade inferior interessadas na tua soberba e na tua queda.

Vigia as nascentes donde procedem o elogio e não o apliques a ninguém, nem te facultes recebê-lo de ninguém.


*
É verdade que todos necessitam do estímulo.

Entre o estímulo sadio e a palavra enganosa medeia uma grande distância.

Poderás incutir no teu amigo o estímulo de queele precisa.

Um gesto de ternura numa expressão da face em júbilo edificante, mediante a palavra bem dosada com expressões de equilíbrio, terçando armas ao lado, quando ele necessita de alguém e participando com ele da experiência da fé, no amanho do solo dos co­rações com o arado da caridade e a perseverança do tempo, são atestados inequívocos de aplauso nobre.

Encômios, Jesus, o modelo excepcional de todos

nós, nunca recebeu dos que O cercavam. A dúvida, porém, a suspeição rude, a injunção negativa, a coroa de espinhos, o cetro do ridículo, o manto da chocarrice e a cruz da ignomínia sim, Ele os aceitou em silêncio, e, não obstante, representava a Verdade máxima que jamais a Terra recebera.

Não pretendas, a serviço d’Ele, superá-lo sem lograr sequer o que Ele jamais almejou: o triunfo equivocado das criaturas humanas.

Preserva-te nos postulados e tarefas do bem e ocorra quanto ocorrer, sê-Lhe fiel sem fantasias, sem enganos e sem aceitar as expressões encomiásticas que a tantos tem iludido e derrubado no cumprimento do dever.



OITAVA PARTE

DA LEI DO PROGRESSO
“780 O progresso moral acompa­nha sempre o progresso intelectual?

“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.”


“792. Porque não efetua a civili­zação, imediatamente, todo o bem que poderia produzir?

“Porque os homens ainda não estão aptos nem dispostos a alcançá-lo.”



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