Divaldo pereira franco



Baixar 0.71 Mb.
Página10/25
Encontro18.07.2016
Tamanho0.71 Mb.
1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   ...   25

SOCORROS OPORTUNOS

Vós, espíritas, podeis sê-lo (caridosos) na vossa maneira de proceder para com os que não pensam como vós, induzindo os menos esclarecidos a crer, mas sem os chocar, sem investir contra as suas convicções e, sim, atraindo-os amavelmente às nossas reuniões, onde poderão ouvir-nos e onde saberemos descobrir nos seus corações a brecha para neles penetrarmos”.


“O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” — Capítulo 13º — Item 14.




Desde o momento em que fora admoestada pelo diretor-admi­nistrativo do Frenocômio, Rosângela mais certificou-se da interf e­rência negativa e pertinaz dos irmãos infelizes, perseguidores da jovem Ester, embora não ignorasse tal expediente de que se utili­zam as Trevas.

Com essa medida impostora, objetivam descoroçoar e afastar os a quem consideram obstáculos à atra perseguição em que se comprazem.

Aconselhando-se com o dr. Gilvan, seu benfeitor, ficou deli­berado que, a benefício de todos, seria evitada uma maior aproximação com a paciente. Todavia, recursos hábeis para ajudar não faltariam nunca, uma vez que podia contar com a mais eficiente interferência benéfica: a divina, na qual confiava integralmente.


Passou, então, a envolver a obsessa em vibrações salutares de repouso, otimismo e renovação que a atingiam como ondas entorpe centes e balsâmicas. As orações do grupo, que ora lhe eram dirigidas, envolviam-na, de certo modo conseguindo neutralizar parte da inter­ferência mais perniciosa da mente dominadora, que, através do perispírito, do qual subtraía forças para o nefando mister, agora se revi­talizava pelo processo da imantação decorrente das energias superiores que a alcançavam.

Nós próprio, vinculado ao grupo de trabalhadores interessados no ministério da desobsessão, passamos a visitar a enferma, sob a carinhosa tutoria do abnegado médico espiritual Bezerra de Menezes, o querido mentor da Associação a que se vinculava a jovem e devo­tada Rosângela.

O encontro verificado entre os Coronéis Santamaria e Sobreira fora concertado num “acaso” carinhosamente trabalhado, a fim de se estabelecerem as primeiras medidas de socorro mais eficiente e direto, do que deveriam resultar os efeitos do empreendimento espiritual.

Por uma aparente coincidência, a Sociedade a que se referira o militar cristão era a mesma Casa de amor, onde a enfermeira-auxiliar e os seus benfeitores ofertavam a cooperação. Amigos e ser­vidores ao lado do médium Joel, por caminhos diversos, fizeram-se instrumentos valiosos, manipulados pelos Mensageiros Espirituais, a fim de conduzirem o medicamento do conforto e da esperança a Ester e família, em nome de Jesus, sem se saberem empenhados, reciprocamente, no mesmo mister.

A Sociedade Espírita “Francisco de Assis”, que freqüentavam, situada em aprazível bairro carioca, plantava as suas bases na Codi­ficação Kardequiana, e, fiel aos postulados cristãos e espíritas, trans­formara-se em eficiente Hospital-Escola-Santuário Espiritual onde abnegados Mensageiros se congregavam para o sagrado labor da Caridade.

As diversas equipes que ali ativavam e mantinham a flama do ideal espírita-cristão esforçavam-se por colimar a mais elevada quali­dade de ação beneficente, entregando-se aos misteres variados que se desdobravam por toda semana, sem qualquer ociosidade ou fastio. O trabalho constituía-lhes rota para todos e as discussões infrutíferas como os comentários infelizes não encontravam solo propício para então medrar.

Embora os ditames do amor que regia todas as atividades, a energia dinâmica e a consciência do dever caracterizavam as respon­sabilidades a todos pertinentes, que não se permitiam a insensatez da impontualidade, das justificações inoportunas, das apelações vul­gares à tolerância falsa, ao desculpismo.

Em razão disso, os resultados se evidenciavam positivos e pres­tos, ensejando bênçãos de todo porte aos que, aflitos, de ambos os lados da vida, ali aportavam sequiosos de luz, de pão e de paz.

Os serviços, portanto, variados, se desdobravam felizes, em crite­riosos horários nos quais a imputação e a segurança espiritual identi­ficavam os operosos seareiros.

Considerando, todavia, o ministério desobsessivo, os cuidados eram redobrados, desde o selecionamento dos membros que consti­tuíam o grupo, até aos cuidados e deveres para com o corpo, a mente, a alma, em caráter normal, e, em especial, nos dias aprazados para as elevadas incursões ao Mundo Espiritual, através da contribuição mediúnica.

Dois dias após a entrevista no lar da família Sobreira, os mem­bros do trabalho reuniram-se às 19:30 horas, como de hábito, para o serviço superior do intercâmbio socorrista. A primeira meia hora se fazia dedicada a leituras edificantes, comentários evangélicos, cono­tações e apontamentos doutrinários, enquanto os participantes encar­nados na psicosfera da Casa refaziam-se do aturdimento e cansaço das horas passadas, nas atividades para a sobrevivência física.

O Coronel Sobreira pensava em apresentar o problema psíquico de Ester ao antigo “médico dos pobres”, quando o Instrutor amorável utilizasse a psicofonia de Joel, solicitando orientação e o seu con­curso benéfico.

Aquele dia reservara-se à meditação e à prece, procurando uma sintonia harmoniosa com o Plano Espiritual, como, aliás, lhe constituía, um hábito nos últimos tempos, desde que retornara do Exterior.

Face à desencarnação do anterior dirigente dos trabalhos daquela natureza, fora invitado pelo sábio Mentor, entregando-se, desde esse instante, com devotamento à tarefa espontaneamente aceita. Desem­penhava-a com total espírito de confiança e fervor, experimentando entranhada felicidade na sua execução.

Os trabalhos transcorreram em clima abençoado, tendo atendido a larga faixa de sofredores do além-túmulo, não apenas pela psicofonia quanto pela assistência simultânea do nosso lado àqueles que parti­cipavam do tratamento, sem possibilidade de um contato mais direto com os do plano físico.

Em todo serviço de desobsessão, enquanto uma Entidade se faz esclarecer, outras se lhe vinculam co-participando das informações e instruções que são ministradas, colhendo-se significativos, valiosos resultados.

Em concomitância, os encarnados sob assistência especial, dos quais dois se faziam presentes sob os acúleos da obsessão simples, em fase inicial, recolheram particulares benefícios que os armavam para a libertação da parasitose espiritual e, logo após, despertamento de ambos para os compromissos íntimos e recíprocos de reajusta­mento de que necessitavam.

Ao término da sessão, no período reservado às instruções espe­ciais, o “caso” Ester foi apresentado ao Diretor Espiritual, que infor­mou conhecer, já, a trama perturbadora, elucidando tratar-se de subjugação infeliz, que poderia, mercê da colaboração de todos e particularmente dos genitores, ser removida. O resultado final per­tencia sempre ao Senhor.

Considerou as implicações pretéritas da família e da própria enferma, ressaltando, porém, as dores maternas, pungentes e suas inúmeras, contínuas súplicas ao Pai, que ora respondia, através da solidariedade de todos, conforme a recomendação evangélica sobre a necessidade da união para a prece e para o socorro, na qual o Divino Mestre sempre se faz presente.

Propôs que os genitores de Ester passassem a freqüentar as reuniões, enfermos também que estavam, necessitando de imediato socorro, e solícitou ao irmão Sobreira concedesse mais amplos escla­recimentos aos consortes, preparando-os de algum modo para as operações intercessórias do futuro.

Concluindo, asseverou que ele próprio iria dispensar assistência à jovem, ao lado de outros trabalhadores, atendendo, assim, à soli­citação de outros assistentes empenhados no concurso da caridade.

A reunião foi encerrada sob auspiciosa ventura, tanto para a família Sobreira quanto para Rosângela e os Albuquerques.



A bondade divina que nunca falta alcançava mais uma vez “os filhos do Calvário” na Terra.

10
1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   ...   25


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal