Do Tempo Comum



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Encontro28.07.2016
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L I T U R G I A E V I D A



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ANO C
4.º Domingo

do Tempo Comum
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO

E VIVÊNCIA DA LITURGIA


  1. Cartaz: “Nenhum Profeta é bem recebido na sua terra”.




  1. Aconselhamos a que seja proclamado o Prefácio Dominical VIII ou o X.




  1. Depois do momento da comunhão e a seguir a alguns momentos de silêncio, podiam ser lidos alguns fragmentos da 2ª leitura, o Hino do Amor de S. Paulo.




  1. É conveniente na homilia fazer a ligação do evangelho deste Domingo ao do Domingo anterior. Note-se também a acentuação universalista, rompendo com todo o particularismo, provincianismo ou nacionalismo da missão profética que hoje a Liturgia da Palavra nos inculca. E não se esqueça a força profética e o alcance escatológico a que o testemunho da caridade nos desafia (2ª leitura). Perante a actualidade «Hoje...» do «programa» messiânico de Jesus, como é que se posicionam os nossos contemporâneos? A resistência (hostilidade?) a esse programa não virá, sobretudo, dos de «dentro»?




  1. No próximo dia 2 de Fevereiro, celebra-se a Festa da Apresentação do Senhor. Embora não seja solenidade de preceito, não deixemos de a anunciar aos fiéis e de convocar os que puderem para alguma celebração mais solenizada, com a bênção das velas e procissão da luz. Neste dia, poder-se-á fazer a bênção das crianças e dos recém-nascidos. Apresentamos, aqui, uma sugestão de cânticos: Reunião da Assembleia: O Senhor nosso Deus virá, F. Santos, NCT 45; Procissão de Entrada: A luz de Cristo, M. Luís, NCT 370; Apresentação dos dons: Luz terna, suave, M. Luís, NCT 454; Comunhão: Nós somos as pedras vivas, F. Santos, NCT 346.




  1. Leitores: 1ª leitura: Não é difícil a leitura. Após a breve introdução, ouve-se uma voz. Chama-se a atenção para não deixar cair a voz em cada ponto final ou ponto e vírgula. Na realidade, para a leitura, o verdadeiro ponto final está no fim.

2ª leitura: Estamos, novamente, perante um texto denso que requer qualidades e domínio das técnicas de ler em público: respiração, articulação, expressividade. Notemos, apenas, algumas palavras ou expressões que se repetem: «se não tiver caridade», «a caridade»... Exige-se um leitor capaz que prepare a leitura cuidadosamente.


  1. Sugestão de cânticos: Entrada: Bendito o que vem, M. Luís, NCT 208; Comunhão: Senhor, Tu és a luz, A. Oliveira, NCT 273.


REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS


  1. O texto do evangelho que lemos neste domingo é o complemento do texto evangélico do domingo passado. Jesus está ainda no início da sua vida pública, na sinagoga de Nazaré, imediatamente a seguir ao seu “discurso programático” e novamente repete: “Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”.




  1. A pregação de Jesus causou uma certa reacção entre os habitantes de Nazaré, porque estes conheciam-no muito bem, desde a sua infância. Mas, o que mais causou admiração foi o conteúdo da pregação de Jesus que não era uma nova doutrina forte e consiste, mas era a sua própria pessoa: Ele era a mensagem! Por isso, “se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca”. Jesus pede, em nome de Deus, a conversão do coração. E este pedido é feito a todas as pessoas. A desculpa dos presentes para não converter o coração era exigir um testemunho de quem pregava. Por isso Jesus disse: “Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Aquele que disse “O Espírito do Senhor está sobre mim” não tem necessidade de se curar nem de se converter.




  1. Esta situação de recusa aconteceu sempre na história do povo eleito com os profetas: anulando-os, pensavam que anulavam o que diziam. A primeira leitura fala-nos disto mesmo. O profeta Jeremias foi escolhido “no seio de sua mãe”, consagrado e constituído “profeta entre as nações”; por isso, ele é “ a cidade fortificada, a coluna de ferro e a muralha de bronze, diante de todo este país”. A sua palavra e a sua vida profética permanecerão para sempre, porque “eles combaterão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te salvar”. Para o profeta Jeremias, Deus é o “seu refúgio seguro”, a sua esperança, o seu auxílio, como cantaremos no salmo responsorial deste domingo. É necessário continuar na Igreja esta missão profética, de pregação, de ensino, de desejar que seja feita não só com palavras, mas também com a vida de cada baptizado que se converte em testemunho da Palavra de Deus. Perante a fragilidade do pregador e de cada fiel cristão, o que permanece sempre é a Palavra que tem de ser pregada. Não nos pregamos a nós próprios (a nossa vida é muito frágil, demasiado pecadora), pregamos a Palavra, pregamos Jesus, Palavra Encarnada do Pai, enquanto pedimos a conversão do coração para nós e para cristão.




  1. Imitando os profetas e perante a adversidade dos habitantes de Nazaré, Jesus proclama a universalidade da sua mensagem. Elias e Eliseu também foram enviados para além das fronteiras do povo de Israel ao encontro de pessoas com o coração disposto à conversão. É a sua missão: fazer chegar a Boa Nova a todos os pobres e oprimidos. A universalidade da mensagem de Jesus é o amor. Só o amor conta. O amor é o conteúdo da pregação de Jesus, a Boa Nova do amor de Deus por todos, para despertar na pessoa humana, através da fé, este amor. Na segunda leitura, encontraremos o belíssimo hino à caridade que São Paulo nos deixou: “Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade”. Este é o último objectivo da pregação e da celebração: poder viver plenamente o amor de Deus.




  1. A Eucaristia é a síntese do amor. Em cada Eucaristia, somos confrontados com a Palavra de Deus e com a sua explicação, somos convidados a reviver o amor de Deus que nos é dado sem medida e somos convidados a crescer na caridade na nossa vida, porque sem caridade, a vida não tem sentido. É esta a Boa Nova de Jesus.


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