Doenças Relacionadas com o Trabalho: Diagnóstico e Condutas Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde Ministério da Saúde – ops capítulo 17



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A prevenção específica é feita pela limitação da exposição aos óleos e gorduras de origem mineral ou sintéticos, através das medidas de controle ambiental e do uso de equipamentos de proteção individual. Recomenda-se dotar as máquinas e equipamentos de anteparos para evitar que respingos de óleos de corte atinjam a pele dos trabalhadores.

Recomenda-se a verificação do cumprimento, pelos empregadores, de medidas de controle dos fatores de riscos ocupacionais e acompanhamento da saúde dos trabalhadores prescritas na legislação trabalhista e nos regulamentos sanitários e ambientais existentes nos estados e municípios.


O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença. Consta de avaliação clínica, que inclui exame dermatológico cuidadoso e exames complementares de acordo com a exposição ocupacional e orientação dos trabalhadores.
Feito o diagnóstico e confirmada a relação da doença com o trabalho deve ser realizado:

  • informação aos trabalhadores;

  • exame dos expostos visando identificar outros casos;

  • notificação do caso ao sistema de informação em saúde;

  • caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social, providenciar emissão da CAT, conforme descrito no Capítulo 5; e

  • orientação ao empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou controle dos fatores de risco.







VI – OBSERVAÇÕES ADICIONAIS E LEITURAS RECOMENDADAS

ADAMS, R.M. (Ed.) - Occupational Skin Disease. 2nd. ed. Philadelphia, Saunders, 1990. 706 p.


ALI, S.A. - Dermatoses Ocupacionais. São Paulo, Fundacentro, 1994. 224 p.
ALI, S.A - Dermatoses ocupacionais. In: MENDES, R. (Ed.) - Patologia do Trabalho. Rio de Janeiro, Atheneu, 1995. p.139-72.
ILO - Encyclopaedia of Occupational Health and Safety. 4th ed. Geneva, International Labour Office, 1998. 4 v.
LEVY, B.S.& WEGMAN, D.H. (Eds.) – Occupational Health – Recognizing and Preventing Work-Related Disease.4rd ed. New York, Little, Brown and Co., 2000.
SAMPAIO, S.A.P. & RIVITTI, E.A. - Dermatologia. São Paulo, Artes Médicas, 1998. p.291-306.
SAMPAIO, S.A.P. & RIVITTI, E.A. - Dermatologia. São Paulo, Artes Médicas, 1998. p.991-8.





OUTRAS FORMAS DE HIPERPIGMENTAÇÃO PELA MELANINA RELACIONADA COM O TRABALHO: “MELANODERMIA”

CÓDIGO CID-10: L81.4




I - DEFINIÇÃO DA DOENÇA/DESCRIÇÃO



Melanodermia ou melanose é a hiperpigmentação da pele por aumento da melanina. Na Patologia do Trabalho destacam-se as melanodermias adquiridas, causadas por exposição a agentes químicos de origem ocupacional.





II – EPIDEMIOLOGIA/FATORES DE RISCO DE NATUREZA

OCUPACIONAL CONHECIDOS

A melanodermia ou melanose de natureza ocupacional pode ser provocada por agentes físicos, entre eles, trauma repetido, fricção, queimaduras térmicas, luz ultravioleta artificial e natural decorrente da exposição solar, e químicos, como os hidrocarbonetos derivados do petróleo, como alcatrão, hulha, asfalto, betume, parafina, piche, coaltar, creosoto, breu, óleos de corte, antraceno e dibenzoantraceno, entre outros. Poeiras de determinadas madeiras também podem provocar melanodermia. É importante lembrar que estes agentes também podem produzir outros efeitos cutâneos como fotodermatoses, foliculites, acnes e hiperplasia epitelial.


Também o arsênio e seus compostos, clorobenzeno e diclorobenzeno, bismuto, citostáticos, compostos nitrogenados, dinitrofenol, naftóis adicionados a corantes, parafenilenodiamina e seus derivados, quinino e derivados, sais de ouro e de prata podem provocar melanose.
O diagnóstico de melanodermia relacionada com o trabalho, em trabalhadores expostos deve ser enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling, sendo o trabalho considerado causa necessária.





III – QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO

As lesões melanodérmicas localizam-se, predominantemente, nas áreas expostas a luz solar, revelando um componente fototóxico. As áreas mais comprometidas são a face e o pescoço e a menos acometida é o tronco. Podem ser encontradas, com freqüência, lesões no couro cabeludo, com eritema, prurido e descamação.


O quadro histológico mostra aumento focal do pigmento melânico na camada basal da epiderme, com infiltrado linfocitário perianexial e perivascular discreto. Podem ser observados edema e cromatoforese.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras causas de melanodermia adquirida, com doenças sistêmicas endócrino-metabólicas e infecciosas e com os melanomas, nos casos localizados.




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