Domingo de ramos



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Encontro28.07.2016
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DOMINGO DE RAMOS
1.

Naquele dia, o povo de Jerusalém levantou-se apressadamente e saiu para as ruas muito cedo.

Era Jesus Cristo que vinha a caminho da cidade montado num burrinho.

Aquele mesmo que havia percorrido toda a Judeia arrebatando as multidões, fazendo prodígios, curando doentes e perdoando pecados. Esse mesmo vinha agora ali, humilde e sorridente a caminho da cidade traiçoeira onde escribas e fariseus, cheios de orgulho, roídos de inveja, cegos de paixão, tramavam a Sua morte.

Mas o povo, indiferente, saiu para as ruas, trepou às árvores, arrancou verdura, empunhou ramos de palmeira e de oliveira, estendeu os próprios mantos no chão, para que Jesus passasse sobre eles, e, num entusiasmo louco, em que sobressaíam as vozes de crianças, todos cantavam sem cessar:

Hossana ao Filho de David!



Bendito seja o que vem em nome do Senhor!”
É este o primeiro quadro que a liturgia da Missa de hoje nos apresenta.

Os cristãos juntar-se-ão à volta da figura de Cristo e, agitando ramos de oliveira, hão-de aclamá-Lo como Senhor e Rei!

Ele que sempre recusou homenagens e honrarias, Ele que sempre se escondeu diante das manifestações populares, tomou a iniciativa de entrar em triunfo na cidade de Jerusalém. Aceitou as aclamações espontâneas das crianças e do povo, para que o mundo saiba, pelos séculos fora, que é realmente Rei e Senhor dos corações e o único que lhes pode dar a paz!

Oxalá que os ramos de oliveira, agitados hoje, por milhões de mãos, em todos os recantos do mundo, sejam uma certeza de paz, para esta pobre humanidade, cansada de guerras e ódios!

Que bom seria que os grandes do mundo acreditassem em Jesus, olhassem hoje para Ele e se comovessem com o seu exemplo de simplicidade, ternura e desapego, e sacrificassem um pouco das suas honras e dos seus bens para socorrerem o mesmo Cristo que continua no meio de nós, escondido na barraca de tantos pobres e refugiados!...
Desta passagem da vida de Jesus temos duas grandes lições a tirar:

1ª - A verdadeira grandeza está na simplicidade da vida e no amor aos nossos irmãos;

2ª - Só a aceitação de Cristo como Rei e Senhor das nossas vidas, nos poderá alcançar a paz e a alegria de viver.

E como uma alma que se eleva, eleva o mundo (como dizia Santa Teresa), neste Domingo de Ramos, o mundo dará um passo para Cristo, se aprender estas duas grandes lições. O mundo ficará mais humilde, menos egoísta e terá mais paz.


2.

Mas, a Liturgia de hoje projecta-nos também para dentro da Paixão e Morte do Senhor!

O mesmo povo que O aclamou, precisamente o mesmo, enganado e desorientado por meia dúzia de cabecilhas, foi gritar diante do Pretório de Pilatos:

«Crucifica-O! Crucifica-O!»
Hoje, a história da Paixão de Cristo continua a repetir-se!

A igreja que é o Seu Corpo Místico, continua no mundo a Sua Paixão dolorosa.

O Papa, os Bispos, os Padres são em muitas partes do mundo, incompreendidos, olhados com desprezo e rodeados de preconceitos. A Paixão de Cristo continua!

Em várias regiões do mundo já não se pode ser cristão, já não é permitido acreditar em Deus e entrar numa igreja. A Paixão de Cristo continua!


A inocência das crianças que Jesus defendeu com tanta firmeza, é todos os dias manchada diante da complacência de tantos responsáveis, pelo destino do mundo! A Paixão de Cristo continua!
A família, essa instituição sagrada que Jesus elevou a Sacramento, para ser um ninho da paz, da alegria e da esperança, transformou-se, para muitos, numa ligação sem alma, sem espírito, sem lei, sem destino, sem honra, numa vergonha para o mundo civilizado! A Paixão de Cristo continua!
Há crianças e velhinhos que passam fome; há famílias que vivem em buracos como bichos; há doentes que não têm dinheiro, nem remédio, nem esperança de cura; há filhos atirados ao lixo; há políticos, governantes, banqueiros e homens de negócios corruptos a roubarem o que é de todos; há ricos que gastam fortunas numa festa ou num prazer: A Paixão de Cristo continua!
3. Entramos hoje na Semana Santa!

Nesta Semana, vamos reviver o maior drama da história do mundo: O Filho de Deus, Jesus Cristo foi condenado à morte e pregado numa cruz.

Pregado na cruz, suspenso entre o céu e a terra, Cristo gritou: Tenho sede!

Este grito, de Cristo agonizante, ressoa no mundo há 21 séculos e ressoará pelo tempo fora enquanto houver homens que se recusem a aceitar a Sua redenção.

Escutemos, todos, este angustioso apelo de Cristo. Ele é o Senhor das fontes e dos regatos, das nascentes e dos rios, e apesar disso, tem sede!

Sede, não da nossa água, mas da nossa alma!

E enquanto lha não dermos corajosamente,

este Seu lamento não mais deixará de ressoar dentro de nós:



Tenho sede!
Adaptado de Pe. J.Sousa

que Deus já chamou

e que aceitou na sua vida

o grande sofrimento da



Paixão de Cristo.


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