Domínio do mar não foi empregada, pois não era objetivo do Japão a destruição completa da esquadra americana em uma batalha decisiva



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Encontro20.07.2016
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TEMA 4
A ESTRATÉGIA JAPONESA NOS MOVIMENTOS DE ABERTURA DA GUERRA DO PACÍFICO PODE SER EXPLICADA A PARTIR DOS CONCEITOS MAHANIANOS?

Contribuição Garcia/Ribeiro
Em 1940, quando já eclodira a Segunda Guerra Mundial, o Japão ampliou as suas conquistas, controlando várias bases aéreas e navais na Indochina Francesa, sempre com postura agressiva, em detrimento dos interesses e direitos dos países ocidentais sobre os locais brutalmente invadidos.

Consequentemente, foram implementadas pelos norte-americanos fortes pressões diplomáticas e econômicas, acarretando a suspensão do fornecimento de petróleo e de outros produtos minerais e no congelamento de fundos japoneses.

Naquele ano, consciente de que encontraria oposição dos Estados Unidos da América (EUA), caso estendesse seus domínios em direção ao Pacífico Sul, o Japão optou pela guerra, antes mesmo de declará-la àquele país.

O plano japonês previa a expansão de suas conquistas sobre regiões de alta importância estratégica e ricas em recursos energéticos, ao mesmo tempo em que estabelecia nesses locais um perímetro defensivo que garantiria a exploração dos recursos e impediria a intervenção de outras marinhas, particularmente a dos EUA - sua mais poderosa ameaça.

A Estratégia Naval de ataque à Pearl Harbor buscava a neutralização da Esquadra americana do Pacífico, ao mesmo tempo que outra operação visava a invasão das Filipinas, da Malásia e das Índias Ocidentais Holandesas pelo Exército japonês, apoiado por outras forças navais de superfície e por forças aéreas baseadas em terra.

Serão analisados os conceitos mahanianos à luz dos movimentos iniciais da Guerra do Pacífico, a fim de verificar sua aplicação à estratégia japonesa.

A concepção de Mahan quanto ao domínio do mar não foi empregada, pois não era objetivo do Japão a destruição completa da esquadra americana em uma batalha decisiva, onde absolutamente todos navais do inimigo seriam eliminados; mas apenas desestimular a oposição dos EUA às suas conquistas. Deste concepção, o conceito derivado da indivisibilidade do mar não foi considerado, uma vez que só havia interesse dentro do perímetro defensivo no Pacífico.

O princípio mahaniano de nunca dividir a esquadra não foi seguido pelo Estado-Maior japonês, uma vez que não hesitou em dispersar suas forças nestes primeiros movimentos, quando, simultaneamente atacou Pearl Harbor e apoiou o avanço em direção às ilhas do sul do Pacífico e Malásia.

Mahan pregava a necessidade da existência de bases avançadas (posição estratégica), adequadamente dotadas, em áreas de interesse onde fossem previstas operações militares. Porém, para os japoneses, estas conquistas iniciais não tinham a função preponderante de apoio a navios operando longe das bases, eram fontes de exploração de combustível, matéria-prima e alimento.

O encouraçado foi empregado pelos japoneses nas suas batalhas como um navio-capital, nos moldes do pensamento mahanianos, que pregava o largo uso de navios de linha. Porém, no contexto em tela, os navios de linha não foram empregados da mesma forma que no restante da Campanha do Pacífico.



Apesar dos chefes navais do Japão atribuírem grande importância aos pensamentos de Mahan, tornando obrigatório o estudo de suas obras por toda a oficialidade, seus conceitos não foram aplicados à estratégia japonesa nos movimentos de abertura da Guerra do Pacífico.


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