Eb 2,3/s miguel Torga projecto de recomendaçÃO



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Encontro07.08.2016
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EB 2,3/S Miguel Torga

PROJECTO DE RECOMENDAÇÃO
Os meios de comunicação têm um papel importante na vida dos jovens. Actualmente, estes preferem ficar em casa a ver televisão do que irem praticar um desporto. Este sedentarismo em frente a um televisor, como já foi referido por especialistas, pode levar a graves problemas de saúde, como a obesidade, problemas de visão e falta de relacionamento familiar.

O excesso de horas em frente ao televisor, associado com os programas que nele passam, são sem dúvida factores que têm levado os jovens a atitudes consumistas, insucessos escolares, violência e alienação familiar.

Canais como a SIC a TVI, são sem dúvida os preferidos dos jovens, não devido aos documentários ou programas informativos mas, fundamentalmente devido às novelas, séries e/ou filmes com determinado cariz de violência ou erotismo que passam.

Tudo isto entra em nossas casas em qualquer horário e de modo repetitivo, induzindo os jovens de modo inconsciente a novos hábitos quotidianos, estimulando a prática sexual (banalizando-se o sexo), novos hábitos alimentares, de vestuário, de relacionamento, ….

Numa sociedade que assenta hoje num conjunto de valores que privilegiam a diversão, o individualismo e o consumismo a televisão pactua com, e, acentua esses valores, opondo-se ao que uma verdadeira educação significa: atitudes reflectidas, procura de saber e de valores perenes, …etc.

Desde os filmes, passando pelas novelas e chegando ao “bombardeamento” publicitário, tudo do modo como se encontra, contribui desregradamente para influenciar negativamente os jovens de hoje que estão como que dependentes, dada a atractividade e domínio que ela consegue exercer.

Sendo o consumismo uma realidade, também a publicidade se torna uma necessidade para as estações que dela usam e abusam, sendo aplicada desregradamente nos momentos de mais atenção e por longos períodos, o que, como qualquer especialista poderia referir interfere ao nível do inconsciente em quem está a ver.

POR outro lado, se falarmos de filmes menos próprios o que dizer dos telejornais, uma cena chocante num filme (que também deveria passar a outras horas como sugere o acordo que as televisões estabeleceram) aqui passa a uma hora que todos os elementos da família estão a ver. Talvez pensem que seja bons os pais estarem a explicar aos filhos porque é que aquelas coisas acontecem, que são uma realidade e que olhem atentamente para as imagens e as fixem, ou então que as imitem como é este último caso de enforcamento que passava repetidas vezes.

A leveza com que se tratam e passam temas em horas acessíveis a todas as idades, contribui negativamente para um crescimento mental rápido e por vezes desviado, como seja os programas com cenas de sexo implícito que provocam a antecipação da primeira relação sexual levando os jovens a queimar etapas, ou as sucessivas publicidades a bebidas alcoólicas associadas a momentos de puro prazer e deleite (temos que ver o auditório).

As crianças crescem e aprendem imitando. Os jovens utilizam os outros como espelhos de si próprios para se afirmarem, logo nesta altura a possibilidade de serem influenciados consciente ou inconscientemente é extrema e efectiva.


MEDIDAS
1º Desenvolver / Criar uma entidade reguladora efectiva, de modo que não seja também ela mera espectadora, mas intervenha de modo concreto na classificação dos programas, controlo de horários e tempos, remetendo segundo princípios previamente estabelecidos certos programas, imagens, para horários mais convenientes.
2º Delimitar o tempo máximo de passagem de certos programas televisivos e seus horários, como sejam, novelas e publicidades, exigindo por sua vez um tempo mínimo de programas culturais, recreativos, educativos e informativos em horários também eles aprazíveis e convenientes.


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