Eduardo kol de carvalho



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OLHAR AS ARTES DO OUTRO

Conferências no âmbito do 2008 Ano Europeu para o Diálogo Intercultural
Dia 12 de Novembro – Nós (e) os Japoneses


EDUARDO KOL DE CARVALHO, nasceu e reside actualmente em Lisboa.

Arquitecto pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, executou trabalhos de recuperação de arquitectura portuguesa em Omã (1982/83) e na Tailândia 1984/85). Foi coordenador do GTL (Gabinete Técnico Local) de Figueiró dos Vinhos e desenvolveu projectos de urbanismo e arquitectura na empresa Consulmar entre outros gabinetes. Fundador do Jornal Arquitectos da Ordem dos Arquitectos.

Conselheiro Cultural de Portugal no Japão durante doze anos, leccionou entre 2004 e 2007, Estudos Portugueses na Universidade de Estudos Estrangeiros de Quioto. Tem participado em diversas conferências, em Portugal e no Japão, e publicado artigos sobre património cultural e arquitectónico.

Publicou o “Guia do Japão” pelo CNC – 2003, “Sushi-bar, nós e os japoneses”, pela Editorial Tágide – 2004, 2005 (2ª edição), “Mártires do Japão”, pela Editorial A.O. – 2006, “Sopa de Pedra, trilhos do património português”, pela Editorial Tágide – 2006, “Arte Portuguesa no Japão”, Embaixada de Portugal em Tóquio - 2007. É Comendador das Ordens do Mérito (1993) e do Infante D. Henrique (2004).

“A mais antiga referência em fontes portuguesas ao Cipango de Marco Polo, surge na “Suma Oriental” onde Tomé Pires alude pela primeira vez e por volta de 1515, ao Japão dos nossos dias. Ao Japão os portugueses só chegaram a 23 de Setembro de 1543 quando António da Mota, Francisco Zeimoto e António Peixoto, viajando a bordo de um junco chinês, empurrados por um tufão, dão à costa da ilha de Tanegaxima. Protagonistas do primeiro encontro entre europeus e japoneses, estes três aventureiros foram também os responsáveis pela introdução das armas de fogo no Japão, acontecimento que alterou a história do país.

Depois do primeiro encontro em 1543, não tardou que outros portugueses demandassem o Japão na procura de oportunidades para o comércio. Um desses portugueses foi Jorge Álvares que tendo partido de Malaca (1547), realizou a pedido de S. Francisco Xavier o primeiro relato que se conhece das terras japonesas. Entre 15 de Agosto de 1549, seis anos depois do encontro luso-nipónico, e 15 de Novembro de 1551, S. Francisco Xavier percorre o Japão meridional de Cagoxima a Miaco, lançando as bases da missão jesuíta e introduzindo o Cristianismo no Japão.

Até à expulsão definitiva dos portugueses em 1639, a Companhia de Jesus, apoia e promove o intercâmbio cultural, científico, comercial e diplomático entre Portugal e o Japão.

Patrocinada pela coroa portuguesa, estabelece-se a partir de 1550 a viagem anual de uma nau ao Japão que proporciona o trato com os japoneses. Mercê dos condicionalismos da época, o Japão estava fechado ao comércio com a China e foi Portugal que alimentou este comércio, daí tirando o inerente proveito

Na arte merece destaque o aparecimento da pintura dita Namban, mais conhecida através dos biombos com descrição pictórica da chegada da nau portuguesa ao Japão.

O intercâmbio cultural não se esgotou nas áreas mais directamente ligadas à evangelização, assistência social e à arte mas abarcou igualmente ciências tão importantes como a cartografia, a astronomia, a língua, a gastronomia e os costumes.



Actualmente a língua portuguesa é ensinada no Japão em mais de duas dezenas de universidades. No início do século XX regista-se importante fluxo migratório do Japão para o Brasil. No contexto deste fenómeno étnico cultural, a língua portuguesa é hoje o idioma ocidental mais falado no Japão.”
Eduardo Kol de Carvalho in Dicionário Temático da Lusofonia – Japão
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