EducaçÃo e escolarizaçÃo japonesa nas colônias rurais do norte do paraná (1930-1960)



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EDUCAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO JAPONESA NAS COLÔNIAS RURAIS DO NORTE DO PARANÁ (1930-1960)

GT: História das Instituições Escolares


Maria Regina Clivati Capelo

Universidade do Oeste Paulista

capelo@sercomtel.com.br

regina@unoeste.br

Atualmente, o Estado do Paraná detém o segundo maior contingente de descendentes de japoneses no Brasil. O Norte do Paraná é a região que abriga maior quantidade deles dentro do Estado. Devido à centralidade da escola para os japoneses, este ensaio tem o objetivo de recontar, através da trajetória de uma escola fundada por imigrantes numa colônia rural do Norte do Paraná, parte importante da História da Educação local. Registrar detalhes do cotidiano pedagógico-cultural da Escola edificada pelos japoneses na Colônia Lorena, atualmente localizada no município de Cambé (Norte do Paraná), é o propósito mais específico da pesquisa. O tempo foi delimitado pelo período de 1930 a 1960, quando o meio rural era densamente povoado e a economia local movida pelo café. Em virtude da carência de fontes bibliográficas a pesquisa concretizou-se por meio de fontes documentais e orais.



Ainda que as escolas japonesas apresentassem diferenças entre si, a essência era sempre a mesma, especialmente até o final de 1930, na fase de niponização. Desde o início até meados da década de 1940, como o advento das proibições por conseqüência da Segunda Guerra, a educação escolar japonesa restringiu-se aos espaços domésticos. Com o fim da Guerra, começaram a surgir escolas tipicamente nipo-brasileiras, nas quais, a escolarização brasileira convivia com o ensino da língua japonesa.

A história da escola Lorena começou em 1937, com o primeiro salão construído de palmito e tabuinhas, entretanto essa escola foi fechada pela repressão nacionalista. Somente em 1948, a colônia construiu a Escola Municipal “Fernão Dias”. Além das aulas curriculares, ligadas ao domínio intelectual, os alunos dispunham de aulas de ginástica rítmica, trabalhos manuais; aulas de música, canto, danças, beisebol entre outras atividades. Em todos os campeonatos esportivos, comemorações oficiais e intelectuais a Escola Lorena se destacava. Em 1952 foi introduzido o “Clube 4H”, com uma filosofia de vida fundamentada na preservação de quatro princípios básicos: head (cabeça), hand (mão), health (saúde) e heart (coração). Desse modo pode-se afirmar que a escola se punha como o espaço de reprodução das tradições nipônicas, pois concentrava todas as manifestações culturais, esportivas incluindo o “gakugueikai”, festa teatral bastante significativa para os japoneses porque retrata aspectos folclóricos, morais ou educacionais do Japão.
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