""Em 3 meses, gastei R$ 2 mil"", diz pai de preso 2



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Clipping - Departamento DST/AIDS e Hepatites Virais

ÍNDICE

""Em 3 meses, gastei R$ 2 mil"", diz pai de preso 2

Psicólogas do Brasil enfrentam guerra e catástrofe 3

Força da periferia 5

"Homodireito"? (Eixo Capital) 5

Um espaço só para eles 5

HPV: um mal também masculino 7

Ação combate a hanseníase 9

20/08/2011 - PF até cancelou operação por falta de recursos 10

Camisinha na escola 11

Silas Malafaia: "Governante vai ter de dizer em que acredita" 12

Spa de sal 14

Respiração sem ajuda 15

20/08/2011 - CBMDF terá que incluir parceiro de relação homoafetiva em plano de saúde 15

20/08/2011 - Contra ladrões, médica põe seringas que teriam sangue com HIV em muro 16

20/08/2011 - Sesi promove Ação Indústria Saudável para trabalhadores da indústria e seus familiares 17

Jovens e drogas: uma dupla que não combina 17

20/08/2011 - Patti Smith: livro da roqueira será adaptado para o cinema 18

Dando esperança e abrindo oportunidades 19

20/08/2011 - Farmácia Municipal de Paty do Alferes em novas instalações 21

20/08/2011 - Doadores de sangue terão direito a 50% de desconto em ingressos para eventos realizados em Guarabira 21

20/08/2011 - Unidade Móvel de Saúde faz testes do pezinho e orelhinha em Nova Iguaçu 22

20/08/2011 - Mutirão da Cidadania oferece teste de HIV em São Paulo neste sábado 23

20/08/2011 - Um entre cinco usuários da Casa do Adolescente de Pinheiros em São Paulo consome álcool mais de 1 vez por semana 23

20/08/2011 - Nota do Departamento de Aids informa que haverá uma sala específica para aconselhamento pré-teste durante a campanha Fique Sabendo no Rock in Rio 24

20/08/2011 - Empresas são condenadas por vender remédios falsos para aids e câncer, informa G1 25












O ESTADO DE S. PAULO - SP | CIDADES/METRÓPOLE

LGBT


21/08/2011

""Em 3 meses, gastei R$ 2 mil"", diz pai de preso


Cada CDP tem sua regra sobre o que pode ou não entrar no pacote de produtos para o detento

Bruno Paes Manso - O Estado de S.Paulo

O funcionário público Roberto (que pediu para não dar o sobrenome), de 50 anos, sempre gostou de assistir a programas policialescos. E concordava com os apresentadores quando reclamavam que "cidadão de bem" tem de sustentar "vagabundo" na prisão. Até que seu filho Marcelo, de 21 anos, foi preso por roubo e acabou em um Centro de Detenção Provisória (CDP). Semanalmente, o pai agora leva "jumbo" (pacote de produtos e mantimentos) com papel higiênico, sabonete, sabão em pó, detergente, uniforme e comida. "Eu que tenho de sustentar meu filho. Em três meses, gastei mais de R$ 2 mil", conta ele, que para arcar com as despesas já vendeu seu carro, um Fiesta, por R$ 5 mil.

"Os custos na prisão são maiores do que uma faculdade", resume a dona de casa Aparecida, cujo filho também está em CDP, o de Franco da Rocha.

Para orientar parentes sobre o que pode ou não entrar na prisão, o advogado Luciano César Pereira criou um blog no qual publica listas de "jumbos" de diferentes CDPs. Familiares que levam produtos proibidos correm o risco de vê-los barrados pelo agente penitenciário.

Na lista do "jumbo" do CDP 4 de Pinheiros, por exemplo, não pode entrar sabonete azul, preto, amarelo ou bege. Já no CDP 3 de Pinheiros só o amarelo é vetado. Quando presos são transferidos, a primeira providência dos familiares é correr atrás da lista. "Até mesmo rodos e as vassouras precisam ser entregues. O CDP não pede, mas todos sabem que, se não levar, o filho ficará sem", diz Pereira.

Parentes podem levar de uma a duas horas para receber o aval do agente. Para quem não pode ir pessoalmente, a solução é o Sedex. "Tem de ser em caixa tipo 5, que custa R$ 12,60, e ainda tem o custo do Sedex: mais R$ 24. Sem falar do "jumbo"", diz a mãe de um preso do CDP de Guarulhos.

O defensor público Marcelo Carneiro Novaes lembra que familiares devem levar cobertores, lençóis e blusas de frio. Por causa da superlotação, muitos presos dormem no chão. Mesmo no inverno, o banho é frio. Sem falar na falta de remédios e serviços médicos e odontológicos.

Nos CDPs, médicos são apelidados de "Dr. Dipirona", porque, segundo eles, receitam a substância para diversas doenças. "Ainda há racionamento de água e a estrutura elétrica está danificada por causa da superlotação", diz Novaes.

Prática dá força a facções, alerta Pastoral

O advogado da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho, afirma que a omissão do Estado traz consequências graves, como o fortalecimento de grupos criminosos, como a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Há um mês, Jesus Filho entrevistou dois TRAVESTIS no CDP 3 de Pinheiros que não recebiam visitas. Por esse motivo, passaram a receber favores de outros presos. Roupas, cobertores e produtos de higiene foram doados por alguns "irmãos". A cobrança, os dois relataram ao advogado, não demorou para chegar. Em uma revista feita pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR), força especial da Secretaria de Administração Penitenciária, foram obrigados a esconder drogas e celulares. "Os dois tiveram de pedir transferência", conta.

Moradores de rua e pessoas sem condições de se sustentar nas cadeias também têm de se aproximar do PCC. No CDP 1 de Pinheiros, segundo pesquisa da Pastoral, 25% dos presos viviam nas ruas ao serem presos. "É sempre a mesma história. Se o Estado não age, abre a brecha para outros agirem no lugar."

Nos presídios, a situação é menos dramática que nos CDPs. Produtos são oferecidos com mais regularidade, além de haver oportunidade de trabalho. Na falta, o detento pode usar o salário que recebe na prisão. Segundo um ex-presidiário, lavar a roupa dos colegas é uma possibilidade. Pode-se ainda fazer trabalhos manuais, que são comprados por outros presos como presente para a família.



 

 

 










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AIDS


21/08/2011
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