Em busca de ser – Ressignificando a identidade



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COLÉGIO MARISTA N. S. DO ROSÁRIO

Praça Dom Sebastião, nº 2 – Porto Alegre – RS – Fone: 3211.0100



  1. Título do trabalho:


Em busca de ser – Ressignificando a identidade




  1. Responsabilidade e execução:

Professores do Colégio Marista Nossa Senhora do Rosário.





  1. Público Alvo e Local de realização:

Alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Marista Nossa Senhora do Rosário.





  1. Objetivo:

Oferecer meios para que o educando possa compreender-se melhor na formação da sua identidade





  1. Justificativa:

Pensamos que este trabalho será um instrumento de auxílio aos alunos, na busca de uma maior realização pessoal e de sua identidade, resgatando sua individualidade dentro da sociedade, ou seja, eu sou eu mas não prescindo do outro. O outro é tão importante quanto eu. Ninguém é melhor ou pior do que eu. Somos parte de um todo, cada qual com sua parcela de responsabilidade.




  1. Estratégia:

Trabalharemos com os alunos por disciplina e o material a ser trabalhado está em anexo.




  1. Cronograma:

O projeto realizar-se-á nos meses de outubro e novembro nas disciplinas de ERE/ Formação, Português, Espanhol, e Física, em suas respectivas aulas.



ENCONTRO 1




PARÁBOLA DO ESPELHO


Era uma vez um espelho que após ser utilizado por bastante tempo foi encontrado num canto de um quarto de despejo. Já havia decorrido muito tempo que ele estava lá, sozinho, empoeirado e sem utilidade. Esta situação já estava provocando nele um certo enfraquecimento de sua autoconsciência e Identidade.


Pergunta-se :

Quem sou?

Qual a minha fisionomia?

Por que eu existo ?

Para quem existo ?
Mas algo de estranho estava acontecendo, pois não conseguia responder a nenhuma dessas indagações sobre si. Isto o deixava vazio, triste e muito solitário.

Certo dia, entra naquele quarto de objetos encostados, uma pequena criança correndo pra lá e pra cá e cuja curiosidade a levava a mexer em tudo o que encontrava. Percebendo esta movimentação, esta quebra do silêncio rotineiro, o espelho sentiu uma vibração e após saboreá-la e deixá-la tomar conta de sua superfície empoeirada a identificou como Sentimento de Presença. Começou a perceber que em si, algo renascia.

Com a vivacidade que lhe é própria, a criança remexia em tudo, aproximando-se sempre mais do esconderijo do espelho ... O espelho, por sua vez, sentia-se próximo de alguém ... e esta realidade estava sendo para ele muito boa !
_ O que está se passando comigo ? _ perguntava o espelho.
_ Esta presença está me devolvendo emoções perdidas e outras nunca vivenciadas ... sinto acordar em mim: vida, sentimentos, memória...

Recuperava-se bem devagar e profundamente, quando afinal foi tocado.

A criança estava ali agarrada ao espelho, curtindo, entre risos e admiração, sua face refletida nele. Olhava-se de todos os ângulos, fazia caretas, dava gargalhadas, abria e piscava os olhos, movimentava-se com liberdade.

Atônito, feliz, surpreso, o espelho que já renascia ao perceber apenas a presença de Alguém, agora sente a certeza, o gozo e compromisso de se ter reencontrado.



VAMOS OLHAR NO ESPELHO ?


  1. Qual a necessidade fundamental do espelho ? E a sua ?

  2. Quais as pessoas que no momento estão mais próximas de você e o ajudam a identificar-se ? Nomes, traços. Por quê ?

  3. Estas perguntas eram feitas constantemente pelo espelho. Coloque-se no lugar do espelho e responda:

  • Quem sou eu ?

  • Qual a minha fisionomia ?

  • Para que eu existo ?

  • Que me faz viver mais plenamente ?




  1. Quais os traços constantes de sua face ? ( alegria, tensão, tristeza, lágrimas, esperança, jovialidade, infantilidade, busca, incerteza, etc.)

  2. Recorde seu passado e encontre lá cenas que o marcaram. Faça um desenho que retrate você : - na infância

- na adolescência

- na atualidade




  1. Como você enfrenta estas situações ? ( sentimentos, reações, atitudes...)




  • Um novo desafio

  • Perda de alguém muito querido

  • Falta de dinheiro



UM BOA VISITA AO SEU INTERIOR !




C. Meireles

ENCONTRO 2
A IMPORTÂNCIA DE UMA META




















Cada ser humano tem uma vocação específica. Esta vocação é o que lhe empresta grandeza. O homem é o seu projeto de vida. Uma das esquizofrenias mais comuns é que as pessoas tem um projeto e não são coerentes em agir conforme ele, nem práticos em programar a sua consecução.

Um projeto de vida só vale quando somos capazes de morrer por ele. Enquanto não se der isso, a pessoa não levou a sério, ainda, o seu projeto.

Qualquer projeto deve alcançar sentido e só tem sentido refletido no projeto radical, que é o ponto de partida e o ponto de chegada de todas as ações da pessoa. E se eu não tiver um projeto radical ? Serei capaz de me realizar num projeto mais específico ?

Um projeto radical traz felicidade, traz gana, vontade de ser mais. Um projeto radical vê o mundo e olha a vida como um todo. Um todo em que, radicalmente, há paz e esperança. O mínimo gesto repercute na totalidade. Torna-se heróico o dia a dia.

Olhem-se as personalidades da história que marcaram o mundo. Não é por acaso que se tornaram grandes. O coração deles era grande. E a grandeza do coração depende da meta que cada ser humano traçou para si. Qual é essa meta ? Sem essa meta, a integração total em outros projetos não tem o sentido que poderia ter.



O projeto radical decide a grandeza do homem. A coerência em vivê-lo transporta uma felicidade que não tem limites.
PENSE E RESPONDA:

  1. comente o texto, emitindo seu parecer

2) agora pense sua própria vida e responda: Quais as suas metas, objetivos, símbolos, conhecimentos, perguntas, respostas, emoções? ( faça isso sem pressa, permita-se estar consigo mesmo e projetar-se em relação ao tempo que virá)

ENCONTRO 3
MUDANÇA: UMA DECISÃO PESSOAL



  1. Iniciar entregando uma chave para cada um(a)

  • Introduzir um breve diálogo sobre o duplo significado da chave : abrir / fechar

  • Texto : E tudo isso acontece no fundo da gente / Franklin jogo futebol




  1. Folha individual - Experiência comigo - 10 minutos




  • O que eu penso de mim ?

  • O que eu quero de mim ?




  1. Dar um “nome” para a chave:




  • Um que eu acredite que me ajude a abrir a porta do meu interior

  • Um outro que eu creio que me mantenha fechado à mudança


ENCONTRO 4



  1. Experiência com os outros




  • O que os outros pensam de mim ?

  • O que os outros querem de mim ?




  1. Colocar o próprio nome nos dois lados de uma folha




  • Solicitar ao grupo que passe a folha

  • Cada colega colocará uma característica positiva e outra negativa dos colegas

  • Ao receber de volta a sua folha, cada um, terá um tempo de 5 a 10 minutos para refletir sobre




  1. Qual mudança a escola espera de nós ?



Eu conheço

Os outros conhecem

Eu e os outros

Nós desconhece-mos




  • Conhecimento = saber

  • Habilidade = saber fazer

  • Vontade = querer fazer

  • Excelência = querer fazer bem




  1. Texto : Mudança uma decisão pessoal !



  • Partilha em pequenos grupos afins

  • Síntese no grande grupo

  • Questões para iluminar a partilha: O que devo repensar no meu jeito de realizar as tarefas ?

O que precisa ser repensado nos meus relacionamentos ?


  1. Um espaço para falar e amarrar idéias.



ENCONTRO 5
Coleção de livros Violência, não da Editora Scipioni ( trata das relações interpessoais de forma simples e de como resolver situações cotidianas sem usar da violência, seja qual forma de violência.
Leitura das seis histórias em grupos de 8.

Análise das situações apresentadas

Buscar novas situações em seu cotidiano

Mostrar ao grande grupo promovendo o debate e a reflexão junto aos colegas

Síntese final


ENCONTRO 6
OBJETIVO:

Favorecer a construção de um ambiente saudável, retomando a importância das relações interpessoais.




  • Dinâmica - Cumprimento criativo -

    • Grupo em círculo de pé com uma música de fundo ... ouvi-la, quando pára congelar o corpo

    • Em cada parada cumprimentar um, dois, três... colegas conforme a ordem recebida

  1. Palmas das mãos

  2. Cotovelos

  3. queixo

  4. Joelhos

  5. Costas

  6. Ponta do nariz

  7. Bumbum

  8. Abraço

  9. Parar para conversar: O que foi mais difícil fazer? Do que mais gostou? O que observou? ( isso, fazer em círculo)




  • Exercício de relaxamento - orientações de como fazê-lo

    1. Música de fundo, fechar os olhos, deixar a imaginação livre..

    2. Fazer um passeio pela floresta (trabalhando a auto-estima)

    3. No final do exercício... EM SILÊNCIO.... desenhar a história experimentada ... escrever uma frase sobre ela

ENCONTRO 7



  • Dinâmica: EU SOU ALGUÉM

    1. Sentados em círculo com uma folha de papel e um lápis

    2. Listar dez (10) características suas, usando apenas um lado da folha

    3. Separar as suas características em dois blocos: as que facilitam e/ou ajudam a viver melhor; e as que dificultam ou atrapalham a viver bem

    4. O que descobriu sobre si mesmo ?

    5. Qual a característica que mais aprecia em si ?

    6. Qual a característica que mais desagrada-se ?

    7. Partilhar a experiência com os colegas

    8. No final, questionar: Quais as características mais comuns ao grupo ? O que podemos aprender com elas ?


REGISTRO FINAL: Elaborar um cartaz com as características, comuns ao grupo, que ajudam e/ou

facilitam conviver melhor.
AVALIAÇÃO FINAL... O que gostariam de dizer ?
ENCONTROS 8, 9 E 10


Retomada dos slides sobre as idades de Eric Erikson procurando realizar uma síntese teórica das vivências proporcionadas.


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