Em cada dia ou em qualquer lugar um larga a fábrica, outro sai do lar e até as mulheres, ditas escravas não querem servir mais



Baixar 8.03 Kb.
Encontro20.07.2016
Tamanho8.03 Kb.
Contribuição do Coletivo de Mulheres da CONLUTE/UFF
“Em cada dia ou em qualquer lugar um larga a fábrica, outro sai do lar e até as mulheres, ditas escravas não querem servir mais.”

Raul Seixas


1 - A exploração capitalista e a opressão da mulher
Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas, as mulheres continuam vitimadas pela falta de serviço público de qualidade. Continuam ganhando menos que os homens, na mesma função. Sofrem violência sexual e doméstica e milhares morrem vítimas de abortos mal feitos, que é considerado crime no país.

A mulher negra segue sendo a base da pirâmide social e a mulher jovem é usada como mercadoria no turismo sexual. O lugar que o capitalismo destina à grande maioria das mulheres negras é desumano. É necessária a batalha contra o racismo e o machismo e demais opressões como o homofobismo nas instituições ou espaços que organizam a luta.

Se a marginalização da mulher é um instrumento de exploração capitalista, é preciso que a luta contra a opressão seja também uma luta anti-capitalista! Diante disso, não temos dúvida de que precisamos de uma política conseqüente contra a opressão machista e só pode ser construída numa luta que se volte contra o governo e o capitalismo.

O sistema capitalista, alicerçado na divisão de classe, favorece a relação de exploração entre a mulher burguesa e a mulher operária e trabalhadora.

Discriminada como trabalhadora e como mulher, ela conseguiu reunir, dentro do capitalismo, a maior lista de reivindicações que qualquer outro setor social jamais conseguiu em toda a sua história. Alia as reivindicações de todos os trabalhadores por emprego, salário e condições de trabalho, às suas necessidades específicas como mulher_ licença-maternidade, direito a decidir sobre o seu próprio corpo, creches para cuidar de seus filhos enquanto trabalha e o fim da violência doméstica.
2 - Movimento Estudantil
Com uma grande expressão dentro das universidades e do próprio movimento, as estudantes ainda são minoria nos espaços políticos de representação dentro das entidades. Neste sentido, este coletivo vem exigindo um maior espaço político dentro do movimento e reivindica como um dos pontos de luta a retomada e garantia de 30% de representatividade nas direções das entidades.

Além disso, reclamam um debate mais amplo da questão de gênero nos fóruns institucionais do movimento para ampliar a consciência da relevância do papel das mulheres no campo político.

Porém, apesar da importância da organização deste coletivo, as dificuldades de uma articulação em rede mais efetiva e a implementação de uma política de gênero no interior do movimento ainda são muito grandes.

O frágil nível de institucionalização, a falta de apoio por parte das entidades, a ainda existência de práticas machistas, o fluxo/refluxo da criação destes coletivos e das discussões de gênero, dificultam a criação de uma consciência maior entre os estudantes e a formação de uma força que garanta na prática uma luta pela participação mais efetiva das mulheres nas instâncias do movimento.



Por fim, propomos que este Congresso tire como bandeira a ampliação da creche UFF e a garantia do reajuste no valor das bolsas das estagiárias, a realização de um debate com todas as posições sobre o tema na próxima calourada, a luta contra a Reforma Universitária, que ao privatizar a educação torna ainda mais reduzidas as possibilidades de estudantes, com filhos, de estudarem e trabalharem, por falta de tempo e pelo aumento dos gastos, tendo de escolher entre seu estudo e a sobrevivência de seu filho e, finalmente, a luta, junto à CONLUTAS, contra a Reforma Trabalhista, que promete acabar, dentre outras coisas, com a licença-maternidade.
Assinam:
Rebeca Gomes Brício – Pedagogia - matrícula: 10410037-7

Príncila Almeida Mello – Serviço Social – matrícula: 20106132-4

Pâmela Leal Marinho – Pedagogia – matrícula: 10410072-1


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal