Em cena o evangelizador e as crianças Num fim de aula Ev



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GRUPO ESPÍRITA A CAMINHO DA LUZ

18/04/1857 – NOITE DAS LUZES



(Em cena o evangelizador e as crianças)

Num fim de aula...
Ev: ·... Por que nós somos eternos ! Nosso corpo morre, mas nós nascemos e renascemos em outros corpinhos para evoluir, aprender, chegar até o Pai!
C1: De onde vêm todas essas informações?

Ev: Tudo isso vem de um livro!

Cs: Que livro?

Ev: O Livro dos Espíritos!

C2: Nossa! Um livro de fantasmas! Que legal!

C3: Fantasmas não existem!

C1: como é esse livro?

Ev: É um livro de perguntas e respostas.

C3: E quem perguntou?

Ev: As perguntas foram feitas por nosso amigo Allan.

C2: Ele é meu amigo?!

C3: O Allan oras,... o Allan da... da...

C1: Psiu! Se o Allan perguntou, quem respondeu?

Ev: Os Espíritos!

Cs: Sozinhos?!

C2: Uauuu! Que história!

Ev: Os Espíritos responderam por intermédio de algumas pessoas que chamamos médiuns.

Cs: Médiuns?!

Ev: Pessoas que sintonizam com o pensamento dos Espíritos que não tem mais um corpo de carne e conseguem passar para nós o que desejam nos comunicar.

C2: (para a platéia explicativo) Pessoas que falam com os mortos! Ou será pelos mortos, ou nos mortos...

C3: E quando aconteceu toda essa história de médiuns, espíritos, nosso amigo Allan...

Ev: Tudo começou em 1857, quando chegou um livro quentinho direto da gráfica pelas mãos do nosso amigo Allan.

C2: Como um pão saindo da padaria?

Ev: É como um pão feito para alimentar almas famintas.

C1: Famintas de que?

Ev: Famintas de Verdade, de Luz, de Eternidade!

C2: Nossa, que fome esquisita!

C3: Deve ser uma história bonita! Conta pra gente?

C1: É, conta. Onde passou?

Ev: Vamos saber?! (o Ev. abre o livro e eles entram por uma porta.)

Começa a peça. Enquanto os atores se preparam param para entrar em cena, outro grupo entra pela platéia gritando manchetes da época e vendendo jornais.

J1: Extra! Extra! Extra!

La Republiquê – Rossini e as Árias de O Barbeiro de Sevilha na Comédia Francesa!

Não percam!

J2: Não percam!

Comentários sobre a peça mais polêmica do momento: Demi Monde de Dumas Fils.

Paris se agita ao ver a realidade nos palcos!

J3: Extra! Extra! Extra!

Vítor Hugo lança mais um belo livro de poesias!



J4: Renoir no Louvre!

O Louvre recebe o pintor que cultua a vida, pintando sentimentos transformados em luz!



J5: 18 de abril de 1857!

É lançado O Livro dos Espíritos!

O Livro que promete aquecer as discussões em torno das questões da vida Extra! Extra! Extra!


C2: Nossa! Estamos em Paris!!!

Quem são aqueles? Que roupas engraçadas!!!



EV: Psiu! É o apartamento de Kardec! Vamos ficar quietinhos e tentar ouvir o que eles estão falando.

Começa a cena dentro do apartamento de Kardec.

Kardec e os magnetizadores:

Kardec: É um grande prazer recebê-los hoje em minha casa para comemorar finalmente o lançamento de O Livro dos Espíritos!

Baudin: O prazer é todo nosso caro professor!

Japhet: Relembremos professor, como tudo começou?

Kardec: Tudo começou quando encontrei os meus amigos magnetizadores, o Sr. Fortier e o Sr. Carlotti, que me anunciaram o fenômeno das mesas girantes. Isto era um acontecimento social em Paris. Todos se reuniam para ver as mesas girarem, saltarem e se quebrarem no chão.

Após muitas dúvidas, fui a uma reunião em casa da Sr.ª DE Planemaison, onde travei contato com as manifestações inteligentes ocultas ao bailado das mesas. Lá pude ver as cestinhas que escreviam as mensagens.

Fiquei impressionado!!

Lá estavam as respostas às minhas questões mais profundas.

Nessas reuniões conheci o amigo Sr Baudin.

Baudin: Sim, professor. E em minha casa, através de minha esposa e de minhas filhas Caroline e Julie, conheceu nosso Espírito guia, Zéfiro, que há tempos já havia nos anunciado o encontro com o Sr.

Kardec: Sim, e com Zéfiro conheci meu guia: A VERDADE!

Nestas reuniões iniciamos a composição de O Livro dos Espíritos, através de consultas diretas.



Japhet: E então o Sr passou a freqüentar as reuniões em minha casa, para que minha filha Ruth revisasse as questões colhidas dos Espíritos na casa do amigo Baudin.

Kardec: Sim, e também utilizei mais de dez médiuns para esta revisão. Sou muito metódico e precisava me certificar da autenticidade e veracidade contidas nas respostas.

De Planemaison: Ah! Isso é típico de sua personalidade, professor!

Pudemos aprender muito em nossos contatos, inclusive sobre a análise das mensagens trazidas pelos Espíritos, nos protegendo dos mistificadores.



Carlotti: Lembro-me também que a esta época, fui surpreendido em minha casa, numa noite de festa, por sua visita, solicitando-me uma reunião mediúnica para confirmar sua missão, já divulgada por outros Espíritos.

Através de minha filha Aline, o Espírito Verdade, lhe respondeu ao questionamento com estas palavras, inesquecíveis para mim:

“A missão que lhe foi confiada não lhe é obrigatória, mas subordinada a condições que não dependem dos Espíritos, mas somente do homem chamado. Estaria disposto a aceitá-la com todos os percalços da perseguição?!”

E diante de meu espanto e emoção, o professor respondeu:



Kardec: Aceito o encargo da Providência sem restrições nem reservas!!!
C1: Nossa! Como ele era cuidadoso e tão corajoso!

C3: Acho que é por isso que ele foi escolhido né?

Ev: Isso mesmo!! Ele foi um Espírito preparado para essa missão.

Cheio de método e caráter firme. Um grande exemplo para nós!

Mas olhem! Lá estão as meninas, vamos tentar ouvi-las.

Cena das meninas.

Ruth, Caroline e Julie já estão reunidas conversando, quando Amélie Boudet chega com Ermance.


Amélie: Meninas, esta é Ermance Dufaux. Ela também é médium e já publicou vários livros.

Ermance, estas são Caroline e Julie Baudin e esta é Ruth Japhet. Foram as médiuns que auxiliaram o professor na composição de O Livro dos Espíritos.

Fiquem a vontade, meninas.

Ruth: Venha Ermance, sente-se conosco.

Ermance: Obrigada!

Mas me contem como foi que vocês compuseram O Livro?



Caroline: Bem, na verdade não fomos nós, e sim um trabalho conjunto dos Espíritos e do Professor através de nossa mediunidade.

Julie: No começo, as reuniões em nossa casa eram abertas ao público. Mas depois, com a chegada do professor, tudo mudou. Ele fixou um horário, instituiu prece ao início das reuniões e as perguntas passaram a serem mais filosóficas, e de interesse coletivo.

Ruth: Os capítulos eram escritos na casa da família Baudin e revisados em minha casa, onde também passamos a realizar reuniões com o professor.

Caroline: As reuniões em casa de Ruth passaram a ser as mais importantes.

Ermance: Mas como tudo começou? Como o professor assumiu sua tarefa de autoria de O Livro?

Caroline: Nosso espírito protetor, Zéfiro, já havia nos anunciado que, vindo à Paris, iríamos encontrar um antigo amigo e chefe desde o nosso tempo de Druidas. Aqui chegando, em uma das reuniões, em que estava feliz e solene Zéfiro nos disse que nossos dias de triunfo haviam chegado e que afinal teríamos o convívio de nosso velho amigo.

Julie: Papai quis saber quem era, e Zéfiro respondeu: ALLAN KARDEC!

Caroline: Como o nome era estranho, pensamos ser mais uma das brincadeiras de Zéfiro. Até que certo dia, papai trouxe para uma de nossas reuniões o professor Rivail, e nosso guia o recebeu com estas palavras:

“Salve, caro Pontífice, três vezes salve!” E nos explicou Ter feito essa saudação respeitosa em nome do passado, pois o professor havia sido um chefe druídico.



Julie: Simpatizamos prontamente com o professor, pois também nós, segundo Zéfiro fomos gauleses.

Ermance: Curioso! Joana D’Arc uma vez nos disse que muitos antigos gauleses estão no Espaço e na Terra, promovendo a reforma religiosa da França.

Ruth: Que interessante! É muito bom termos estas confirmações.

Ermance: Sim! Mas me digam quem eram os Espíritos manifestantes?

Ruth: S. Vicente de Paula, Santo Agostinho...

Julie: Hanemanm, Sócrates, Fénelon...

Caroline: João Evangelista, Swedenborg e outros, além do Espírito Verdade é claro!!!

Ruth: E você Ermance? Mediuniza em algum grupo?

Ermance: Sim, em nosso grupo familiar. Nosso sistema, porém, é outro. Como vocês, abrimos a sessão com uma prece e sempre ao mesmo horário.

Recebemos a presença de S. Luís que se manifesta e passa a vez para outros Espíritos que queiram se manifestar. A revisão é feita imediatamente, após a conclusão de um capítulo ou ditado.



Amélie Boudet entra com Aline Carlotti.

Amélie: Queridas trouxe-lhes mais uma companheira: esta é Aline Carlotti, filha de nosso grande amigo Sr Carlotti.

Aline: Boa noite. Como vão?

Todas: Muito bem, sente-se conosco.

Amélie: Aline participou de um momento muito importante para o professor. Tão importante, que ele gosta de mantê-lo em sigilo, mas entre nós, já uma família, acho que podemos comentar. Conte-nos Aline.

Aline: Certa noite estávamos recebendo alguns amigos em nossa casa, quando o professor chegou e falou em particular com papai. Logo depois, desculpamo-nos com as visitas e fomos à biblioteca, realizar uma sessão mediúnica.

Amélie: Foi quando meu marido quis saber sobre sua missão.

Aline: Depois de anunciar chegada à hora da reforma religiosa, falou sobre a sua missão e todos os percalços que sofreria.

Amélie: E o professor foi rápido na resposta, aceitando o encargo da Providência sem restrições nem reservas!

Caroline: E graças à coragem do professor, estamos hoje, todos reunidos em torno de A Verdade!

C2: Puxa! Essa história é mais legal do que eu pensava!!

C3: É mesmo! Eu tô achando linda!!

Ev: Viram quanta gente compromissada?! Quanta gente que confiou nos Espíritos e mereceu a companhia deles?! E por falar nisso... Olhem lá!
Cena de Kardec e São Luís

Todos reunidos, Kardec faz uma prece. Os Espíritos entram e se colocam entre os presentes no palco.


Kardec: Ai está Senhoras e Senhores, porque Gabi e eu tivemos a idéia de os reunir neste ágape espiritual. Quisemos, no dia em que é lançada ao Mundo a “Filosofia dos Espíritos”, base da “Religião do Futuro”, congratular-nos com aqueles que colaboraram conosco na realização desse evento. Desejamos, principalmente, numa prece, congregá-los em espírito, para um preito de gratidão à Providência Que nos concedeu a felicidade de laborarmos em Seu Plano de Amor a Humanidade. Assim, tal como muitas vezes fizemos ao encerrar nossos trabalhos espirituais, convido-os a orarem comigo.

Os que estavam sentados levantaram-se. Kardec ergue ligeiramente a cabeça, cerra as pálpebras, arqueia o peito com profunda inspiração e, soltando a expiração lentamente, diz:

SENHOR!

(Um relâmpago brilhou no pátio, como se a Natureza respondesse à evocação. A coincidência emocionou a sociedade).



SENHOR! Apesar de nossa extrema fraqueza moral, chamaste-nos a comparticiparmos de Teus Planos. Embora convencidos, como estamos, de nossa incapacidade espiritual, pusemo-nos, prontamente, à Tua disposição. Eis o único merecimento nosso. Atendendo, porém, ao Teu Chamado, fomos amparados por Tua Graça. Dignificaste-nos na base de cem por um. Humildes, ficamos exaltados. Ignorantes, recebemos o clarão do conhecimento. Derramaste sobre nossos Espíritos a água lustral de Tua Bênção, que limpa as máculas do passado, fortalece a Fé e enche o coração de esperança. Deste-nos uma túnica branca e, perdoando nossa indignidade e indigência, convidaste-nos a sentarmos à Mesa da Eucaristia Espiritual para receber de Ti, pela mão sacerdotal de nossos Guias, o Pão que alimenta a Alma e o Vinho que reconforta. Graças ao auxílio inestimável dos Espíritos bondosos que colocaste à frente da Nova Revelação, demos hoje o passo inicial na Era Nova. Estamos altamente recompensados pelo pouquíssimos que fizemos. Obrigados! Consente SENHOR, que a mesma graça lustral da Revelação banhe, doravante, quantos procurarem os ensinamentos de O LIVRO DOS ESPÍRITOS! Abençoa nossos companheiros ausentes e, sobretudo, os Guias luminosos que nos instruíram aos quais devemos Teus ensinamentos. Que a Tua Paz e Alegria fiquem sempre conosco!

Assim seja! (todos em uníssono).



Após, S. Luís (Espírito) se aproxima de Ermance Dufaux, mediunizada, que já de pé, ergue o braço num gesto elegante e autoritário de atenção. Segue-se alguns momentos de silêncio. E, então começa a falar com voz clara e pausada... Ditas, algumas palavras, a voz já é de São Luiz (Luiz de França):

Luiz de França: Caros companheiros: Paz e alegria! Ouvimos atentamente, as palavras de mútua informação e amizade trocadas aqui, nesta noite memorável para nós os Espíritos. Rejubilamo-nos por vê-los comungando o sentimento de solidariedade não só em torno da Filosofia nossa, que o LIVRO DOS ESPÍRITOS hoje inaugura na Terra, como em volta da pessoa que recebeu de nós a missão de publicá-la. Minha voz interpreta, neste instante, o pensamento e o afeto coletivos de muitos Espíritos, que compartilham desta comemoração. Todos estamos contentes. É, em nome deles, que, data vênia, estamos no debate. Ouvimos anunciada e comprovada com clareza, à exposição duma tese que, embora antiga, não deixa de ser avançada no momento que passa, e que nos permitirmos emitir desta forma: - Onde impera a Mão da Providência não age a do Acaso, e a Providência se manifesta pelos acontecimentos. Eis, aí, uma tese que muita gente, mesmo entre os “Spiritualistes”, repele por inverossímil. No entanto, admite-se, no geral, a tese da Profecia que, na aparência material, é fato mais “incrível” por mais inexplicável. Ora, se um evento “futuro”, isto é, “remoto no tempo”, pode ser previsto pelo homem, em dadas condições mediúnicas ou magnéticas, é porque o evento obedece a leis. Leis que presidem os acontecimentos. Admite-se, entre os “Spiritualistes”, a tese da “Providência”. É lógico que ela, existindo, só se pode manifestar pelos acontecimentos. Daí, a procedência da primeira tese, por nós enunciada e defendida nesta reunião, com bastante discernimento. Nos eventos da vida cotidiana, os verdadeiros sábios – que em nossa opinião, o homem de Fé- e o verdadeiro cientista – que é o homem da Técnica- podem, querendo, descobrir sempre o fio de uma “Causa Providencial”, embora aparentemente, “material”: Todo “evento” vem dum “antecedente” que por sua vez procede doutro na cadeia ininterrupta que vai à “Causa Providencial”. O homem “imaturo” – Célula da “Massa Ignara”- tem dificuldades no seu processo primário de compreensão. Contudo, não ignora, pelo “sentimento”, que tudo quanto nos acontece vem da Vontade Divina. Vocês, porém, mais avançados na compreensão, já entrevêem as leis que regem os acontecimentos. Já sabem que, na observação dos eventos diários, é indispensável não se olvidarem principalmente duas: Dum lado, a do Livre Arbítrio e, doutro lado, a do Progresso. É, de fato, imprescindível, ter sempre em vista, esses dois fatores que condicionam os acontecimentos. No caso debatido por Vocês – o do missionário- não raro o homem, pelo livre-arbítrio, passa a outrem a tarefa que, pela Lei do Progresso, lhe caberia em justiça. Isso acontece quando, por exemplo, pedindo e obtendo na Vida Invisível certa experiência carnal, o homem, “voluntariamente”, recua, na hora da prova, por “medo” ou “fraqueza de vontade”. Não há “crime” no recuo. Há, porém, “atraso”, no progresso espiritual. Todavia - e nisto está à importância da tese- o recuo “jamais” constitui surpresa para a Providência Divina e o conhecimento dele vem pela cadeia espiritual, segundo uma disciplina hierárquica, até o Guia do homem que vai falir. A força moral de cada criatura é cientificamente conhecida de seu Guia. E é, com “recuos e avanços” dos homens, sob a vigilância dos Guias, que se opera a complicadíssima rede dos Desígnios de DEUS, rede que, no Mar da Vida, arrasta os homens para o seu destino, que é o aperfeiçoamento da alma. Para nós que tivemos, por força dos acontecimentos, de comungar com Vocês na mesma tarefa de aperfeiçoamento na hora que passa, é motivo de satisfação verificar que não houve, entre vocês, que aqui se acham nenhum recuo nas missões que lhes foram confiadas. Cada qual no seu posto importante –pois não houve, diga-se lhes, posto algum insignificante entre Vocês- cada qual, repetimos, usando do livre-arbítrio sem temor nem tibieza, todos aceitaram a tarefas e fizeram jus à Lei de Progresso. Todos corresponderam às nossas expectativas como entre nós estava “previsto”. Nestas palavras não vai elogio mas o beneplácito dos Guias que nos propomos interpretar. Contudo, como vocês mesmos percebem, o que foi realizado até hoje está muito longe do fim que lhes cabe atingir. Ainda lhes resta muito a executar até o limite preestabelecido para cada qual. Uma só existência não lhes bastará. Até aqui “aprenderam”. E usamos o verbo no sentido platônico de “recordaram”. Daqui por diante, cumpre-lhes “apostolar”. E empregamos o verbo no sentido Cristão. É imperioso à divulgação da Filosofia do Espíritos, ora delineada em O LIVRO , que Vocês “morram” como “homens velhos” e se “reencarnem” como “homens novos”, nesta mesma existência. Os Apóstolos do Espiritismo devem “renascer” mental e moralmente. Só os assim “renascidos” podem titular-se “Espíritas”. Se Vocês não “se gerarem” de novo na mentalidade e na moral, não implantarão o Reino do Espíritos na Terra, em substituição ao Reino dos Deuses. Não lhes precisamos, felizmente, lembrar que foram “chamados”, com muitos, a testemunhar a passagem do Espírito VERDADE pelo nosso planeta. Mas, é mister dizer-lhes, por pura advertência, que foram “Escolhidos”, com poucos, para esse testemunho. Ora, para testemunhar a VERDADE, não basta ser “escolhido”, é impreterível ser “marcado”. E isso não depende da nossa vontade. ““ Vocês é que devem querer ser “marcados” Por outras palavras: Cada qual precisa tornar-se aos olhos do Mundo um “ser novo” , uma “entidade re-gerada”, a fim de que os homens que irão ser “chamados e escolhidos” pelo O LIVRO DOS ESPÍRITOS, vejam, no exemplo vivo de seus Apóstolos, que o Espiritismo vem para “gerar de novo” Filhos da VERDADE. Portanto, resta-lhes o mais difícil da prova que aceitaram : “Viver como Espíritas”. Cumpre-lhes “encarnar” na vida cotidiana a Filosofia revelada pela AVERDADE . Tem por isso razão o professor RIVAIL: Não basta o que foi feito até hoje. Coligir e compendiar ensinos, preciosos por verdadeiros é, sem dúvida, serviço relevante, merecedor de graças espirituais –que são os salários das Almas de Fé- as quais não faltaram jamais, nos ajustes de contas dos homens, perante o Tribunal da Providência. Mas, como a mulher não basta a gestação e o parto para a glória de ser Mãe, na alta expressão do termo –pois só é verdadeira Mãe a mulher que “cria” o filho- também ao Apostolado Espírita não bastam a elaboração e o lançamento da Filosofia dos Espíritos. É-lhe necessário, para não falir na missão , “praticar” essa Filosofia, predicando os seus ensinos não só “ por palavras” mas sobretudo “ por exemplos”. E nos lhes anunciamos, caros Companheiros, que esse Apostolado não será uma batalha de flores e sem de espinhos. Apresentar AVERDADE, através de um livro, é uma coisa: defendê-la, em campo de luta, é outra. Vamos agora, Vocês e nós outros, para a arena . Vamos defrontar na Terra e no Espaço, feras e gladiadores. Os homens e Espíritos, que nos ouvem dentro desta casa, foram todos “convocados” ou “convidados” para luta que será chamada na História, a “Batalha da VERDADE”. Não devemos temê-la nem fugir-lhe, mas saber que a batalha será terrível e que venceremos afinal. Venceremos o que? A pergunta é fútil. Sabemos que nos cumpre vencer o principal inimigo de AVERDADE : O Materialismo. À luta, pois! Cada um de nós em seu setor, combatamos todos, “sem hesitação”, o Rancor oposicionista. Batalhemos todos, “sem temor”, a Rotina retardatária. Guerreemos todos, “sem arrefecimento”, a Perseguição. Mas na luta, empreguemos somente as armas nobres dos Cavalheiros de A VERDADE: A Humildade, a Prudência, a Tolerância, a Persistência. Sim, essas as nossa armas. Na batalha da Luz contra a Treva outras não são permitidas que as do Evangelho. Voltando ao tema debatido nesta reunião dizemos : Aquele dentre Vocês, mais “vivo” tornar o Espiritismo entre os homens, esse será o verdadeiro missionário de A VERDADE na terra. Portanto ainda não foi marcado. Convidamos a dar o primeiro passo a frente aquele que há pouco nos prometeu ficar na vanguarda dos soldados, aquele que recebeu e aceitou a incumbência de redigir em linguagem humana e universal a “primeira página” da Filosofia do Espíritos, que será, realmente, a base da Religião do Futuro, que começa nesta hora. Se “aquele” o der, como contamos; se marchar com denodo, como almejamos; se não titubear, como esperamos, terá, por certo, nosso apoio de flanco e retaguarda para o poupar do ataque invisível dos Espíritos Atrasados. E se chegar triunfante até o último alento da vida material, logrará a Benção da Providência e o Reconhecimento da Posteridade. Com ele, marchem resolutos os que nos ouvem! Não é uma “ordem” retórica a que lhes transmitimos. Vocês sabem que, nos eventos a nós confiados, não é o Acaso que comanda. Cavalheiros de A VERDADE, para a frente!

Um curto silêncio ocorreu, lágrimas de Ermance caem sobre a face!

- A prece erguida por vocês a pouco tocou profundamente nossos corações, nós a acompanhamos com fervor, acrescentando-lhes pensamentos que lhes vamos resumir nestas palavras :

- SENHOR! Sabemos que fomos convocados na Terra e no Espaço para a grande Batalha de A VERDADE. Reconhecemos qual é o Nosso dever, mas somos fracos e a tarefa é ingente. Encoraja-nos o propósito de servir-TE! Se desfalecermos, por um momento, reanima-nos! Se tombarmos, por um descuido, reergue-nos ! Não nos deixe cair mais no cativeiro da Soberba, da Cobiça e do Egoísmo! Liberta-nos, SENHOR, desses negros grilhões do Mal, ainda que pela Dor! SENHOR, aleluia!

-Kardec : Assim seja!

Todos : Assim seja!

Luiz : Agora, caros Camaradas, despeço-me, desejando-lhes coragem e êxito.

LUÍS DE FRANÇA



Cena final.
Ev: Que coisa linda crianças ! Vamos agradecer a Deus por esta bela oportunidade.

Desde há muito os Espíritos vêm nos convidando à seara do bem.

E até hoje nos convidam a sermos fiéis a Jesus.

Nos convidam a amar!

Nos convidam a perdoar !

Nos convidam à fraternidade !

Nos convidam à caridade !

Nos convidam a sermos Espíritos espíritas ! E assumir nossos deveres frente ao Pai.

Nos convidam ofertando rosas para nos lembrar que apesar dos espinhos podemos colher à recompensa do perfume e da beleza !

Devemos à dedicação, coragem e carinho destes Espíritos a nossa fidelidade à Doutrina Espírita !



Queremos neste momento agradecer do fundo de nossos corações a todos os espíritos que nos orientaram na realização deste momento, nos envolvendo com suas vibrações de amor e coragem !
Lívia – Obrigada a Amelie Boudet!

Marília – Obrigada a Ermance Dufaux !

Carolina – Obrigada a Caroline Baudin !

Mariene - Obrigada a Julie Baudin!

Larissa - Obrigada a Aline Carlotti !

Estela - Obrigada a Ruth Japhet !

Evelise - Obrigada a Madame De Plainemaison!

Álvaro - Obrigado Sr. Baudin

Rafael - Obrigado Sr. Japhet

Ewerson - Obrigado Sr. Carlotti
Todos - Obrigado Kardec!
F i m


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