Ementa da disciplina



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Programa de Pós Graduação em História – Mestrado

Profa. Dra. Marize Helena de Campos

Disciplina Gênero e Poder

2º. Semestre 2012

EMENTA DA DISCIPLINA

A disciplina Gênero e Poder tem por finalidade introduzir o mestrando em uma área de reflexão acerca da integração entre gênero e poder. Gênero tornou-se uma categoria e uma reflexão teórica muito relevante nas ciências humanas nas últimas três décadas. Sua produção teórica específica tem tido um desenvolvimento e uma produção crescente desde a década de 1970, em diálogo com as teorias sociais, com reflexões acerca das formas de poder e de desigualdade que são social e culturalmente produzidas. Sugere-se que sejam analisados, em primeiro momento, os mecanismos pelos quais o estudo de gênero se enquadra como uma categoria de análise histórica. A seguir, devem ser tratados os fenômenos sociais e os discursos que cercam o gênero na divisão sexual de poder e de trabalho. Em um terceiro momento serão observadas as mudanças sociais com o advento do capitalismo, uma vez que a maior necessidade da força de trabalho feminina dentro e fora do ambiente doméstico provocou tensões que afetaram a estrutura da sociedade, promovendo inúmeros questionamentos sobre a participação da mulher na sociedade. Por fim, devem ser considerados também os movimentos femininos que buscam romper com valores tradicionais, o que implica a observância do ‘machismo’ na consecução da busca pelo poder político e econômico e na afirmação de sua outra face, o ‘marianismo’.



METOLOGIA DE ENSINO

Aulas expositivas e dialogadas; exposição de filme para discussão; seminários.



ATIVIDADES DISCENTES (TEÓRICAS)

Estudo da bibliografia que será indicada.



ATIVIDADES DISCENTES (PRÁTICAS)

Apresentação de seminários;

Participação em debates sobre as leituras indicadas.

PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada levando em consideração as leituras propostas pela professora, a participação nos debates em sala de aula e a forma e conteúdo dos seminários apresentados.



BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, Maria Suely K. Colcha de retalhos: estudos sobre a família no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1982.

AZEVEDO, Francisca L. Nogueira de. Biografia e gênero. In: GUAZZELLI, Cesar Augusto Barcellos et al. (org.). Questões de teoria e metodologia da história. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2000.

BADINTER, ELISABETH. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

BASSANEZI, Carla. Virando as páginas, revendo as mulheres: revistas femininas e relações homem-mulher. 1945-1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: a experiência vivida. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

BELOTTI, Elena G. Educar para a submissão. Petrópolis: Vozes, 1985.

BESSE, Susan K. Modernizando a desigualdade: reestruturação da ideologia de gênero no Brasil. 1914-1940. São Paulo: EDUSP, 1999.

BRUSCHINI, Maria Cristina Aranha. Mulher, casa e família. São Paulo: Fundação Carlos Chagas: Vértice: Editora dos Tribunais, 1990.

BUSSOLA, Carlo. O feminismo: história de uma ideologia moderna. Revista de Cultura da UFES, Vitória, n. 34, p. 47-63, 1985.

BUTLER, Judith. “Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do 'sexo'”. In:

BUTLER, Judith. Problemas de gênero. Feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

BUTLER, Judith. Problemas de Gênero. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003. Prefácio, Capítulo 1 (itens 1, 2, 3 e 4), capítulo 3 (item 4) e Conclusão.

CANO, Gabriela: “Amélio Robles, andar de velho soldado: fotografia e masculinidade na revolução mexicana”, Cadernos Pagu, n. 22, 2004.

CARDOSO, Irede. Mulher e trabalho: as discriminações e as barreiras no mercado de trabalho. São Paulo: Cortez, 1980.

CLASTRES, Pierre: "O arco e o cesto" in: A Sociedade Contra o Estado, Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978.

CORRÊA, Mariza: “Do feminismo aos estudos de gênero no Brasil: um exemplo pessoal” cadernos pagu, 16, 2001, pp. 13-30

COSTA, Albertina de Oliveira; BRUSCHINI, Cristina (Org.) Entre a virtude e o pecado. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1992.

DEBERT, Guita Grin e GREGORI, Maria Filomena: Violência e gênero: novas propostas, velhos dilemas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, Fev 2008, vol.23, no.66, p.165-185 (disponível no scielo)

DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Teoria e método dos estudos feministas: perspectiva histórica e hermenêutica do cotidiano. In: Vários. Uma questão de gênero. São Paulo: Editora Rosa dos Tempos, 1991.

ENGEL, Magali: “Psiquiatria e Feminilidade” em Del Priori, M. (org.): História das Mulheres no Brasil, São Paulo, Contexto, 1997

Entrevistas recentes e cartoons de Laerte Coutinho.

FONSECA, Claudia: “Ser mulher, mãe e pobre” em Del Priori, M. (org.): História das Mulheres no Brasil, São Paulo, Contexto, 1997.

FOUCAULT, Michel. A Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 2006.

FOUCAULT, Michel: História da Sexualidade – A vontade de saber, Vol. 1, Rio de Janeiro, Graal, 1977 (é ideal ler o livro todo, mas se não for possível, concentrar-se em capítulo I, capítulo IV partes 1, 2 e 3, e capítulo V). *

HAHNER, June E. A mulher no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

LAQUEUR, Thomas: Inventando o sexo: corpo e gênero dos gregos a Freud, Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 2001 – capítulos 1 e 6. * (se possível, vale a pena ler o livro todo)

LOURO, Guacira Lopes. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte, Ed. Autêntica, 1999. (tradução da Introdução de BUTLER, Judith: Bodies That Matter , New York, Routledge, 1993)

MACHADO, Paula Sandrine: “O sexo dos anjos: um olhar sobre a anatomia e a produção do sexo (como se fosse) natural”, Cadernos Pagu, n.24, 2005

MEAD, Margaret: Sexo e Temperamento, São Paulo, Ed. Perspectiva, 1999. Introdução, “A padronização do temperamento sexual”, “O inadaptado”, Conclusão.

MOORE, Henrietta: "Compreendendo Sexo e Gênero" In: Tim Ingold (org.) Companion Encyclopedia of Anthropology, London, Routledge, 1997. (tradução de Júlio Assis Simões). *

NADER, Maria Beatriz. Mulher: do destino biológico ao destino social. 2. ed. Vitória: EDUFES, 2001.

NICHOLSON, Linda. Interpretando o gênero. Estudos Feministas. Florianópolis, v. 8, n. 2, 2000.

RAGO, Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar. Brasil 1890-1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classe: mito e realidade. Petrópolis: Vozes, 1979.

RAGO, Margareth. As mulheres na historiografia brasileira. In: SILVA, Zélia Lopes da (org.). Cultura histórica em debate. São Paulo: UNESP, 1995.

RUBIN, Gayle: “O Tráfico de Mulheres: notas sobre a ‘economia política’ do sexo”, tradução de Júlio Simões do artigo originalmente publicado em: REITER, Rayna (Ed.): Toward an Anthropology of Women. Nova York, Monthly Review, 1973.

SAMARA, Eni de Mesquita. (org.) Trabalho feminino e cidadania. São Paulo: Humanitas, 1999.

SCHPUN, Mônica Raisa (org.). Gênero sem fronteiras. Florianópolis: Editora Mulheres, 1997.

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & realidade. Porto Alegre: FACED/UFRGS, 20(2): 71-99, julho/dezembro 1995.

SCOTT, Joan. História das mulheres. In: BURKE, Peter (org.). A escrita da História: novas perspectivas. São Paulo: UNESP, 1992.

VALE DE ALMEIDA, Miguel: “Género, Masculinidade e Poder: revendo um caso do sul de Portugal”, Anuário Antropológico/95, RJ, Tempo Brasileiro, 1996.

YALOM, Marilyn. A história da esposa: da Virgem Maria a Madonna. O papel da mulher casada dos tempos bíblicos até Hoje. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.

! esta biliografia poderá sofrer alterações sempre que necessário.

CRONOGRAMA

Será apresentado no primeiro dia de aula.

São Luís do Maranhão, 15/07/2012

Profa. Dra. Marize Helena de Campos.


UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO


CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO HISTÓRIA SOCIAL

Disciplina Eletiva da Linha “Cultura e Identidades”

_____________________________________________

PROGRAMA DE DISCIPLINA

CURSO: HISTÓRIA SOCIAL

PERÍODO: 2012.2

NOME DA DISCIPLINA

História e cultura: perspectivas teóricas da Medievalística



CÓDIGO

CARGA HORÁRIA: 60 hs

DOCENTES: Prof. Dr. JOHNNI LANGER e profa. Dra. ADRIANA ZIERER



EMENTA Estudo das interfaces entre a História e cultura, por meio de discussões, problemáticas e paradigmas discutidos pelos teóricos da Nova História Cultural, especialmente os relacionados com a Medievalística.



OBJETIVO GERAl

Debater as influências do culturalismo na historiografia contemporânea, advindos em especial da interface da história com a Antropologia por meio de discussões de fontes e problemáticas medievalistas.





OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Oferecer aos alunos ferramentas conceituais, teóricas e historiográficas que possam ser úteis para o desenvolvimento de suas propostas de trabalho formuladas no âmbito da linha de pesquisa “Cultura e Identidades”;

- Problematizar estudos, pesquisas e obras que possam orientar, em termos metodológicos, o desenvolvimento das propostas de trabalho formuladas no âmbito da linha de pesquisa “Cultura e Identidades”




CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. A Nova História Cultural e a crítica ao pós-modernismo

2. Cultura e realidade

3. Cultura popular

4. Cultura e estereótipo (cultura visual I)

5. Cultura visual II

6. Cultura e imaginário I

7. Cultura e cotidiano

8. Cultura e mito

9. Cultura e oralidade

10. Cultura e folclore

11. Cultura e imaginário II

12. Cultura e religião

13. Cultura e literatura

14. Cultura e cinema


CRONOGRAMA AULAS




Tema-problema

Data

Leitura obrigatória

1

A Nova História Cultural e o pós-modernismo


22/08

DUBY, Georges. Problemas e métodos em história cultural. Idade Média, idade dos homens: do amor e outros ensaios. SP: Cia das Letras, 1989, p. 214-130.

LANGER, Johnni. A Nova História Cultural: história, conceitos e críticas. História e-História, Unicamp, 2012.

LANGER, Johnni. A relação entre História e narrativa: algumas reflexões teóricas e seu debate na Escandinavística Medieval. Medievalis 1, 2012.


2

Cultura e realidade


29/08

GINZBURG, Carlo. Lorenzo Valla e a doação de Constantino. Relações de força: história, retórica, prova. SP: Cia das Letras, 2002, pp. 64-79.

GINZBURG, Carlo. O inquisidor como antropólogo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício. SP: Cia das Letras, 2007, pp. 280-293.



3

Cultura popular

05/09

CHARTIER, Roger. Cultura popular: revisitando um conceito historiográfico. Estudos Históricos 8(16), 1995, pp. 179-192.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. Meu, teu, nosso: reflexões sobre o conceito de cultura intermediária. A Eva barbada: ensaios de mitologia medieval. São Paulo: Edusp, 1996, pp. 31-44.



4

Cultura e estereótipo (cultura visual I)

12/09

BURKE, Peter. Estereótipos do outro. Testemunha ocular: história e imagem. São Paulo: Edusc, 2004, pp. 153-174.

GOMBRICH, Ernest. Verdade e estereótipo. Arte e ilusão. SP: Martins Fontes, 2007, pp. 55-78.

GINZBURG, Carlo. Das trevas medievais ao black-out de Nova York. A micro-história e outros ensaios. Lisboa: Difel, 1989, pp. 119-130.


5

Cultura visual II

19/09

SCHMITT, Jean-Claude. O historiador e as imagens. O corpo das imagens: ensaios sobre a cultura visual na Idade Média. SP: Edusc, 2007, pp. 25-54.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Eva barbada de Saint-Savin: imagem e folclore no século XII. A Eva barbada: ensaios de mitologia medieval. São Paulo: Edusp, 1996, pp. 175-198.



6

Cultura e imaginário I

26/09

BURKE, Peter. A história cultural dos sonhos. Variedades de história cultural. SP: Civilização Brasileira, 2006, pp. 39-66.

LE GOFF, Jacques. Os sonhos na cultura e na psicologia coletiva do Ocidente medieval. Para um novo conceito de Idade Média: tempo, trabalho e cultura no Ocidente. Lisboa: Editorial Estampa, 1979, pp. 281-288.

SCHMITT, Jean-Claude. A iconografia dos sonhos. O corpo das imagens: ensaios sobre a cultura visual na Idade Média. SP: Edusc, 2007, pp. 303-326.


7

Cultura e cotidiano

03/10

LE GOFF, Jacques. O historiador e o homem quotidiano. Para um novo conceito de Idade Média: tempo, trabalho e cultura no Ocidente. Lisboa: Editorial Estampa, 1979, pp. 313-324.

MONTANARI, Massimo. Comida como cultura. São Paulo: Senac, 2008, pp. 29-81.

MONTANARI, Massimo. Bolonha gorda: a construção de um mito. In: MONTANARI, Massimo (org). O mundo na cozinha: história, identidades, trocas. São Paulo: Senac, 2009, pp. 227-246.


8

Cultura e mito

10/10

GINZBURG, Carlo. Introdução. História noturna: decifrando o sabá. SP: Cia das Letras, 2001, pp. 9-42.

SCHMITT, Jean-Claude. Introdução. Os vivos e os mortos na sociedade medieval. SP: Cia das Letras, 1999, pp. 15-25.



9

Cultura e oralidade

17/10

BATANY, Jean. Escrito/oral. In: LE GOFF, Jacques & SCHMITT, Jean-Claude (orgs). Dicionário temático do Ocidente medieval. SP: Edusc, 2002, vol. I, pp. 383-394.

ZUNTHOR, Paul. Introdução/O contexto, o espaço oral. A letra e a voz. SP: Cia das Letras, 1993, pp. 15-54.

ZIERER, Adriana. Oralidade, ensino e imagens na Visão de Tundalo. Domínios da imagem 6, 2010, pp. 7-22.


10

Cultura e folclore

24/10

LE GOFF, Jacques. Cultura clerical e tradições folclóricas na civilização merovíngia. Para um novo conceito de Idade Média: tempo, trabalho e cultura no Ocidente. Lisboa: Editorial Estampa, 1979, pp. 205-263.

BASTOS, Mário Jorge da Motta. Cultura clerical e tradições folclóricas. Signum 5, 2003, pp. 15-46.



11

Cultura e imaginário II

31/10

DELUMEAU, Jean. Uma história cultural do pecado. O pecado e o medo: a culpabilização no Ocidente (séculos 13-18), vol. I. SP: Edusc, 2003, pp. 9-16.

LE GOFF, Jacques. Maravilhoso. In: LE GOFF, Jacques & SCHMITT, Jean-Claude (orgs). Dicionário temático do Ocidente medieval. SP: Edusc, 2002, vol. I, pp. 105-120.



12

Cultura e religião

07/11

LAGRÉE, Michel. História religiosa e história cultural. In: RIOUX, Jean-Pierre & SIRINELLI, Jean-François (orgs.). Para uma história cultural. Lisboa: Editorial Estampa, 1998, pp. 365-384.

BASCHET, Jérôme. O aqui embaixo e o além/O sistema dos cinco lugares do além. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. SP: Globo, 2006, pp.387-407.



13

Cultura e literatura

14/11

ZINK, Michel. Literatura(s). In: LE GOFF, Jacques & SCHMITT, Jean-Claude (orgs). Dicionário temático do Ocidente medieval. SP: Edusc, 2002, vol. I, pp. 79-92.

ZIERER, Adriana. As mudanças nas imagens do mítico Artur. In: ZIERER, Adriana (org.). Uma viagem pela Idade Média: estudos interdisciplinares. São Luís: Uema, 2010, pp. 19-34.



14

Cultura e cinema

21/11

FERRO, Marc. Cinema e história. São Paulo: Paz e Terra, 2010, pp. 9-32.

MACEDO, José Rivair. Introdução: cinema e Idade Média, perspectivas de abordagem. In: MACEDO, José Rivair & MONGELLI, Lênia Márcia. A Idade Média no cinema. São Paulo: Ateliê Editorial, 2009, pp. 13-49.



15

Filme

28/11






METODOLOGIA

Aulas expositivas-dialogadas

Leituras dirigidas de textos




AVALIAÇÃO

Artigo acadêmico sobre culturalismo adaptado ao projeto de pesquisa.



BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1993.

BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. SP: Globo, 2006, pp.387-407.

BASTOS, Mário Jorge da Motta. Cultura clerical e tradições folclóricas. Signum 5, 2003, pp. 15-46.

BURKE, Peter. Testemunha ocular: história e imagem. São Paulo: Edusc, 2004, pp. 153-174.

BURKE, Peter. Variedades de história cultural. SP: Civilização Brasileira, 2006, pp. 39-66.

BURKE, Peter. Hibridismo cultural. Madrid: Akal, 2010.

BURKE, Peter. O que é história cultural: RJ: Zahar, 2008.

BURKE, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas. SP: Unesp, 1992, pp. 7-38.

CARDOSO, Ciro. Crítica de duas questões relativas ao anti-realismo epistemológico contemporâneo. Um historiador fala de teoria e metodologia. SP: Bauru: Edusc, 2005, pp. 55-72.

CHARTIER, Roger. Cultura popular: revisitando um conceito historiográfico. Estudos Históricos 8(16), 1995, pp. 179-192.

CUCHE, Dennys. A noção de cultura nas ciências sociais. SP: Edusc, 2002.

DELUMEAU, Jean. O pecado e o medo: a culpabilização no Ocidente (séculos 13-18), vol. I. SP: Edusc, 2003, pp. 9-16.

DUBY, Georges. Problemas e métodos em história cultural. Idade Média, idade dos homens: do amor e outros ensaios. SP: Cia das Letras, 1989, p. 214-130.

FERRO, Marc. Cinema e história. São Paulo: Paz e Terra, 2010, pp. 9-32.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Eva barbada: ensaios de mitologia medieval. São Paulo: Edusp, 1996, pp. 31-44.

GINZBURG, Carlo. Relações de força: história, retórica, prova. SP: Cia das Letras, 2002, pp. 64-79.

GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício. SP: Cia das Letras, 2007, pp. 280-293.

GINZBURG, Carlo. A micro-história e outros ensaios. Lisboa: Difel, 1989, pp. 119-130.

GINZBURG, Carlo. História noturna: decifrando o sabá. SP: Cia das Letras, 2001, pp. 9-42.

GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. SP: Cia das Letras, 1989.

GOMBRICH, Ernest. Arte e ilusão. SP: Martins Fontes, 2007, pp. 55-78.

LANGER, Johnni. A Nova História Cultura: história, conceitos e críticas. História e-História, Unicamp, 2012.

LANGER, Johnni. A relação entre História e narrativa: algumas reflexões teóricas e seu debate na Escandinavística Medieval. Medievalis 1, 2012.

LE GOFF, Jacques. Para um novo conceito de Idade Média: tempo, trabalho e cultura no Ocidente. Lisboa: Editorial Estampa, 1979, pp. 281-288.

LE GOFF, Jacques & SCHMITT, Jean-Claude (orgs). Dicionário temático do Ocidente medieval. SP: Edusc, 2002, vol. I, pp. 105-120.

LE GOFF, Jacques (dir). A história nova. SP: Martins Fontes, 1993.

MACEDO, José Rivair & MONGELLI, Lênia Márcia. A Idade Média no cinema. São Paulo: Ateliê Editorial, 2009, pp. 13-49.

MONTANARI, Massimo. Comida como cultura. São Paulo: Senac, 2008, pp. 29-81.

MONTANARI, Massimo (org). O mundo na cozinha: história, identidades, trocas. São Paulo: Senac, 2009, pp. 227-246.

RIOUX, Jean-Pierre & SIRINELLI, Jean-François (orgs.). Para uma história cultural. Lisboa: Editorial Estampa, 1998, pp. 365-384.

SCHMITT, Jean-Claude. O corpo das imagens: ensaios sobre a cultura visual na Idade Média. SP: Edusc, 2007, pp. 25-54.

SCHMITT, Jean-Claude. Os vivos e os mortos na sociedade medieval. SP: Cia das Letras, 1999, pp. 15-25.

VAINFAS, Ronaldo. História das mentalidades e história cultural. In: VAINFAS, Ronaldo & CARDOSO, Ciro Flamarion (org). Domínios da história. SP: Campus, 2011, pp. 117-154.

ZIERER, Adriana (org.). Uma viagem pela Idade Média: estudos interdisciplinares. São Luís: Uema, 2010, pp. 19-34.

ZIERER, Adriana. Oralidade, ensino e imagens na Visão de Tundalo. Domínios da imagem 6, 2010, pp. 7-22.

ZUNTHOR, Paul. A letra e a voz. SP: Cia das Letras, 1993, pp. 15-54.


São Luis, 27 de maio de 2012.

_______________________________________.

Prof. Dr. Johnni Langer

_______________________________________.

Profa. Dra. Adriana Zierer

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL

Nível de Mestrado

*

PROGRAMA DE DISCIPLINA


CURSO: História Social


PERÍODO: 2012-02



DISCIPLINA: Seminários de Pesquisa


CARGA HORÁRIA: 60 h/a



LINHAS DE PESQUISA:

Sociabilidades e Cultura



Sociabilidades e Poder





DOCENTE:
Prof. Dr. Lyndon de Araújo Santos



CRÉDITOS: 04
CÓDIGO:



OBJETIVOS
Discutir a historiografia, o método historiográfico, os modelos teóricos e os instrumentos metodológicos em seus limites e possibilidades, contribuindo para a formação de um universo de diálogo, de estímulo à pesquisa e de troca de experiências.
Analisar e discutir os projetos de pesquisa dos mestrandos do ponto de vista teórico-metodológico, visando o seu aprimoramento e continuidade das pesquisas.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO E CRONOGRAMA DAS AULAS




Tema

Data

Leitura obrigatória

1

Apresentação do programa da disciplina, indicação das leituras e definição da ordem de apresentação dos projetos.

22/08




2




29/08

“A operação historiográfica”. In: CERTEAU, Michel. A escrita da História. Tradução de Maria de Lourdes Menezes; revisão técnica de Arno Vogel. – Rio de Janeiro: forense Universitária, 1982.
“Michel De Certeau e a História: entre o dizer e o fazer”. In: DOSSE, François. História e Ciências Sociais. Trad. Fernanda Abreu. Bauru, SP: Edusc, 2004.
“Epílogo. Michel de Certeau”. HARTOG, François. Evidência da história: o que os historiadores veem. Trad. Guilherme João de Freitas. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.

3




05/09

“O Inquisidor como antropólogo. Uma analogia e as suas implicações”. In: GINZBURG, Carlo. A Micro-história e outros ensaios. Lisboa/ Rio de Janeiro: DIFEL/ EDITORA BERTRAND BRASIL, 1989.
“Introdução”. In: Ginzburg, Carlo. História Noturna: decifrando o sabá. Trad. Nilson Moulin Louzada. – São Paulo: Companhia das Letras, 1971.
“Sinais. Raízes de um paradigma indiciário”. In: Ginzburg, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. Trad. Federico Cartti. São Paulo: Cia. Das Letras, 1989.

4




12/09

“O método científico-social e a historiografia”. ARÓSTEGUI, Júlio. A pesquisa histórica teoria e método. Trad. Andréa Dore; revisão técnica José Jobson de Andrade Arruda. – Bauru, SP: Edusc, 2006.
“O processo metodológico e a documentação histórica”. ARÓSTEGUI, Júlio. A pesquisa histórica teoria e método. Trad. Andréa Dore; revisão técnica José Jobson de Andrade Arruda. – Bauru, SP: Edusc, 2006.


5




19/09

BURKE, Peter. “Modelos e Métodos”. In: História e Teoria social. Trad. Klauss Brandini Gerhardt, roneide Venâncio Majer. – São Paulo: Editora UNESP, 2002.
“Considerações sobre o método”. In: PINSKI, Carla Bassanezi (0rg.). Fontes históricas. 2 ed. 2ª reimpressão. São Paulo: contexto, 2010.

6




26/10

“Uma profusão de domínios”. In: BARROS, José D’Assunção. O campo da história: especialidades e abordagens.7 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.
“Os teólogos” e “O aleph”. BORGES, Jorge Luis. O Aleph. Trad. Davi Arrigucci Jr. São Paulo: Cia. das Letras, 2008.


7




03/10

“Literatura e História”. CHARTIER, Roger. In: Topoi, Rio de Janeiro, n. 01, pp. 197-216.
“A áspera verdade – Um desafio de Sthendal aos historiadores”. GINSBURG, Carlo. O fio e os rastros – verdadeiro, falso, fictício. Trad. Rosa Freire d’Aguiar e Eduardo Brandão. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.


8




10/10

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:


9




17/10

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:


10




24/11

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:


11




31/11

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:


12




07/11

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:


13




14/11

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:


14




21/12

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:


15




28/12

Leitura e discussão dos projetos de pesquisa:





Entrega dos projetos reformulados

05/12






METODOLOGIA
Aulas expositivas, discussão de textos, seminários.



CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Participação nos debates, seminários e produção textual.

Trabalho Escrito: apresentação dos projetos reformulados, destacando e justificando as escolhas teóricas e suas implicações metodológicas a partir das questões discutidas.





BIBLIOGRAFIA
ARÓSTEGUI, Júlio. A pesquisa histórica: teoria e método. Trad. Andrea Dore; revisão técnica

José Jobson de Andrade Arruda. Bauru, SP: Edusc, 2006.

BACKZO, Bronislaw. Imaginação Social in: Enciclopédia Einaudi. Vol. 5: Anthropos - Homem. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1985, pp. 296-332.

BARROS, José d`Assunção. O Campo da História. Rio de Janeiro: Vozes 2004.

______________________O Projeto de Pesquisa em História. Rio de Janeiro: 2002

BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix, 1978.

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São Luís, 07 de julho de 2012.

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Prof. Dr. Lyndon de Araújo Santos.
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