Empreendimento de fins múltiplos de alqueva



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EMPREENDIMENTO DE FINS MÚLTIPLOS DE ALQUEVA


Localizado      em      pleno      Alentejo,    o Empreendimento    de   Fins   Múltiplos  de  Alqueva  tem  influência  directa  quer   nos concelhos abrangidos   pela  albufeira   de  Alqueva  quer   naqueles  que   beneficiam   com  a instalação  de novos  perímetros de rega.
São  19   os   concelhos  do  Alto  e  Baixo Alentejo,  nas  margens direita e esquerda do   Rio  Guadiana    abrangidos  por  este Empreendimento.
O  Empreendimento   desenvolve-se a  partir da barragem  de  Alqueva,  instalada  no rio Guadiana, imediatamente a  jusante  da     confluência    do    rio   Degebe   e   a montante  da   confluência   do   rio   Ardila.
A  albufeira de Alqueva  estende-se por  83 km ao longo dos  concelhos  de Moura,  Portel, Mourão, Reguengos  de  Monsaraz   e  Alandroal e terá  uma  capacidade  total  de 4 150 milhões de m3,  sendo  de 3 150 milhões  de  m3  o  seu   volume   utilizável   em exploração normal.

























ÁREA DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO DE FINS MÚLTIPLOS DE ALQUEVA

Concelhos total ou parcialmente abrangidos

















Alentejo










Albufeira de Alqueva







Área de Influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva














Alandroal
Alcácer do Sal
Aljustrel
Alvito
Barrancos
Beja
Cuba
Elvas
Évora
Ferreira do Alentejo
Grândola
Moura
Mourão
Portel
Reguengos de Monsaraz
Santiago do Cacém
Serpa
Viana do Alentejo
Vidigueira







HISTÓRIA

As  primeiras  referências  à  necessidade de criar  uma reserva de água  no rio Guadiana,  em  pleno  Alentejo,  surgem  há  pelo  menos  100  anos,  embora  o Projecto, enquanto  Empreendimento de Fins Múltiplos,  date de 1957, altura em que foi criado o Plano de Rega do Alentejo.


Identificada  a  origem  de  água  no  Guadiana,  rio internacional partilhado com Espanha,  foi  necessário  estabelecer  um  acordo  que  regulasse  a  utilização deste recurso. Foi então celebrado o Convénio Internacional Luso Espanhol que veio atribuir a  Portugal  a exploração  hidráulica do troço internacional  deste rio entre  as  confluências  do  rio  Caia  e  a  da  ribeira de Cuncos. Este Convénio, assinado  em  1968,  previa  a  construção  da  barragem de Alqueva,  elemento fulcral do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.
Entre avanços e recuos ficaram na história a decisão governamental de 1975 de dar corpo ao  Empreendimento e o início dos trabalhos em  Alqueva,  em 1976.
As  obras   preliminares  duraram  apenas   2   anos,   tempo  para  construir   as ensecadeiras de montante e jusante,
o túnel de desvio provisório do rio,  os  acessos  e  infraestruturas   de apoio.

As obras foram interrompidas  em     1978.


O Empreendimento  entrou  então numa  fase de avaliações e novos estudos tendo o Governo decidido retomar o Projecto em 1993.   Foi então      criada      a      Comissão Instaladora     da     Empresa     do     Alqueva que preparou   e    lançou   os    primeiros    concursos   públicos    internacionais   com   vista  à  retoma do Empreendimento.  Dois anos  mais  tarde   essa  Comissão deu  lugar  à  EDIA Empresa e Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S. A..
Os   trabalhos  são  reiniciados  em   1995  e  em  Maio  de  1998  têm  lugar  as primeiras betonagens que dão corpo à mais desejada obra no Alentejo.

Em Janeiro de 2002 o corpo principal da Barragem fica concluído, tendo sido encerradas as comportas de fundo e meio fundo, o que permitiu o início do enchimento da albufeira a 08 de Fevereiro.


PRINCIPAIS DATAS


1968

Celebração  do  Convénio  Luso  Espanhol  para utilização dos rios internacionais

1975

Aprovação pelo Conselho de Ministros da realização do Projecto

1976

Início das obras  preliminares  (ensecadeira/infraestruturas de apoio à obra)

1978

Interrupção das obras

1980

Nova  Resolução  do  Conselho  de  Ministros   determina a retoma dos trabalhos

1985/87

Estudo de Impacte Ambiental

1992

Avaliação     global     de     Impacte     Ambiental    da   componente hidroeléctrica

1993

Decisão      do      Conselho      de     Ministros     para      retoma     do Empreendimento

1993

Criação da Comissão Instaladora da Empresa do Alqueva (CIEA)

1994/95

Estudo Integrado de Impacte Ambiental

1995

Criação  da  Empresa  de  Desenvolvimento  e  Infraestruturas  do Alqueva, EDIA, SA

1995

Reinicio dos trabalhos em Alqueva

1996

Através   da    Resolução   do   Conselho   de   Ministros   nº 8/96,  o Governo   assume  "avançar  inequivocamente  com   o   projecto   do Alqueva" com ou sem financiamento comunitário

1996

Adjudicação    da    empreitada    principal   de  construção  civil  da barragem e central de Alqueva

1997

Integração    no    QCA    94/99    do     Programa     Específico     de Desenvolvimento  Integrado  da  Zona  do  Alqueva  (PEDIZA) que consolida o envolvimento da Comunidade Europeia no Projecto

1998

Inicio das betonagens na Barragem de Alqueva.

1999

Adjudicação  da  empreitada   de   construção   das   habitações  e comércios da Nova Aldeia da Luz

2000

Adjudicação da empreitada para  a execução do primeiro bloco de rega do Sistema Global de Rega de Alqueva

2002

Encerramento das Comportas da Barragem de Alqueva e início do enchimento da Albufeira

2002

Inaugurado o 1º Bloco da 2ª Fase do Perímetro de Rega de Odivelas

2002

Inauguração da Nova Aldeia da Luz

2002

Abertura ao trânsito da estrada Portel/Moura sobre o coroamento da Barragem do Alqueva



Barragem de Alqueva,  A Barragem de Alqueva é o elemento central do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, a Mãe D'Água do sistema.
A sua altura  máxima,  contada  a  partir das suas fundações, é  de  96  metros sendo o seu nível de pleno    armazenamento    (NPA)    à    cota    152
(contado  a  partir  do  nível  médio  das águas do mar).
A  albufeira  a  criar com a Barragem de Alqueva terá uma área com cerca de 250 km2 e permitirá armazenar  um  volume  total  de  4 150 hm3, dos quais    3 150     hm3     correspondem     à     sua capacidade útil.








































Central   hidroeléctrica   em   Alqueva Dotada de duas  Turbinas/Bomba  com  120  Mw  de  potência cada   uma,   esta   Central    produzirá    380    giga watts/hora/ano, energia que será canalizada para a rede eléctrica Nacional.  Em  termos  comparativos, esta  energia  seria  o  dobro  da   necessária  para abastecer os concelhos de Beja e Évora.









Barragem   de   Pedrogão,   Localizada  a  cerca de 23  km a jusante da barragem de Alqueva, esta infraestrutura criará  uma  albufeira de contra-embalse em Alqueva, indispensável  para  recuperar as águas utilizadas na produção de energia eléctrica
e posterior retorno à albufeira de Alqueva. A sua altura máxima será de 39 metros e o volume utilizável é de 54 hm3.
A barragem de Pedrógão será igualmente equipada com uma central hidroeléctrica com dois grupos de 4,9 mw cada.



Redes de rega:
 O sistema Global de rega de Alqueva irá equipar uma área com cerca de 110 mil hectares  e  é  composto  por  uma  rede  de  canais  e  condutas  que atingem um desenvolvimento de 5 mil km.

O Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva   (EFMA)   comporta  uma atitude   estratégica  na  utilização  dos  recursos  e no aproveitamento das potencialidades  existentes na Região,  visando atingir os seguintes  objectivos estruturantes:



  • Constituição de uma  reserva  estratégica  de  água que permita atender às   necessidades   actuais e futuras da região tendo   presente   a irregularidade  do rio  Guadiana  e  os períodos  de  seca que no Alentejo podem ascender aos três anos consecutivos.
















  • Garantia  de  abastecimento  regular de água às populações, indústrias e agricultura e reforço  dos   actuais    reservatórios    distribuídos   pelo território.

  •   Alteração     progressiva     do     modelo     de  especialização   da  agricultura  no  sul do País disponibilizando   uma   área    de    rega    com cerca     de    110    mil    hectares   distribuídos pelo     Alentejo     Central    e     Baixo   Alentejo,
    incluindo  a  margem  esquerda  do Guadiana.










  • Reforço     da     capacidade     instalada     para     produção    de    energia hidroeléctrica    através   da    instalação,   em    Alqueva,    de    uma    central hidroeléctrica equipada com  dois  grupos  reversíveis  turbina/bomba de 120 MW cada.

  • Criação   de   potencialidades   turísticas   a   partir  do surgimento de uma albufeira que se estende por  83  quilómetros, com  um espelho de água com 250 Km2 e com margens a ultrapassarem os mil km de extensão.

  • Combate   à   desertificação    física   e   às   alterações   climáticas  com  a introdução   de   um   coberto   vegetal   que   permita   a   fixação   dos  solos, combatendo a erosão.

  • Intervenção   organizada   nos    domínios   do   ambiente   e  do  património potenciando  e   melhorando  áreas  importantes  e interessantes do ponto de vista ambiental e patrimonial.

  • Dinamização  do  mercado  de   emprego   regional  desde  a construção de todo o Empreendimento até à sua plena exploração





DIMENSÃO AMBIENTAL


De  acordo  com  a  estratégia  da  E D I A, S. A. e  com as recomendações do processo   de    Avaliação    de    Impacte     Ambiental    do    Empreendimento, considerou-se  importante  dispor  de  uma Gestão Ambiental que minimizasse os  impactes   negativos   previstos   e   potenciasse   os   reconhecidos   como positivos,   tendo  como  princípios  fundamentais  a  promoção  das  condições indispensáveis  para  a  gestão  racional da água e para uma melhor qualidade do ambiente.

Para  este   efeito,   a   EDIA, S.A. elaborou   um   programa   para  a Gestão             Ambiental           do Empreendimento  do  Alqueva,   o qual  constitui  um  instrumento de trabalho e intervenção ambiental.

As        suas       grandes      linhas estratégicas       consistem      em: aprofundar    o    conhecimento   e monitorizar        os       parâmetros relevantes  para  a  caracterização  da  qualidade do Ambiente; minimizar e/ou compensar os  impactes  negativos  significativos e os irreversíveis; fomentar a preservação de  zonas  sensíveis  representativas  do ponto de vista ambiental; potenciar    a    gestão    racional    dos    recursos    hídricos    e    dinamizar  as oportunidades ambientais.



O  objectivo  da  Gestão  Ambiental  é  contribuir  decisivamente  para uma boa implementação  do  mpreendimento de  Fins Múltiplos  de Alqueva em conjunto com um desenvolvimento sustentável da Região em que se insere, como forma de melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.


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