Enciclopédia de Temas Bíblicos Respostas às principais dúvidas, dificuldades e "contradições" da bíblia Gleason Archer Publicado anteriormente com o título: Enciclopédia de dificuldades bíblicas



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Prefácio do autor


A idéia de escrever este livro ocorreu-me pela primeira vez em outubro de 1978, quando acontecia a Summit Conference of the International Council on Biblical Inerrancy [Suprema Reunião do Conselho Internacional sobre Inerrância Bíblica], realizada em Chicago. Na época, a objeção principal à inerrância era que as cópias existentes da Bíblia continham erros substanciais, alguns dos quais desafiavam até mesmo o uso mais que elevado da crítica textual. Na minha opinião, essa acusação pode ser refutada. É possível desmascarar-lhe a falta de fundamento com um estudo objetivo, elaborado numa perspectiva coerente e evangélica. E nada menos que a total inerrância dos primeiros manuscritos das Escrituras pode servir de base para a infalibilidade da Bíblia Sagrada como verdadeira Palavra de Deus.

Durante muitos anos, fui responsável pela área de apologética da revista Decision, produzida pela Associação Evangelística Billy Graham, em Minneápolis, nos Estados Unidos. Muitos dos artigos desta enciclopédia foram escritos para a revista Decision, a todos os quais identifiquei com o símbolo [d] . Os debates mais longos, entretanto, foram preparados de modo especial para este livro.

Os problemas e as questões tratados nesta obra me foram dirigidos nos últimos trinta anos de ensino superior na área de crítica bíblica. Quando estudante em Harvard, fascinei-me pela apologética e pelas razões apresentadas para a aceitação da genuinidade da Bíblia. Por isso, trabalhei com afinco para obter conhecimento das línguas e das culturas de grande importância para a perícia bíblica. Estudei latim e grego como matérias principais do curso de letras clássicas e, depois, estudei francês e alemão. No seminário, formei-me com especialidade em hebraico, aramaico e árabe. Nos anos de pós-graduação passei a estudar o siríaco e o acádio, a ponto de lecionar essas línguas como matérias optativas. Anteriormente, nos dois últimos anos do curso colegial, interessara-me de modo especial por questões relacionadas ao médio Império Egípcio, em que me aprofundaria mais tarde, ao ministrar cursos nessa área. No Instituto Oriental de Chicago, especializei-me em registros históricos da xviii dinastia e também estudei o copta e o sumério. Junto com esse trabalho em línguas antigas, fiz o curso de direito, depois do qual ingressei na Ordem dos Advogados de Massachusetts, em 1939. Essa experiência me concedeu sólida base no campo das provas legais. Além disso, passei três meses em Beirute, no Líbano, fazendo um curso especial do árabe literário moderno. A seguir, passei um mês na Terra Santa e ali visitei a maior parte dos locais arqueológicos importantes.

Essa vasta instrução, associada ao desafio em classe de enfrentar milhares de seminaristas a quem tive o privilégio de ensinar, preparou-me de modo especial para a tarefa que me propus. Acredito francamente que me vi diante de quase todas as dificuldades bíblicas debatidas nos círculos teológicos de hoje — de modo especial as que dizem respeito à interpretação e à defesa das Escrituras. Pode acontecer que alguns leitores deste livro fiquem um tanto desapontados, ao descobrir que algumas de suas dificuldades pessoais não receberam tratamento aqui. Se isso ocorrer, por favor, envie seu problema por escrito à editora. Se houver perguntas em número suficiente, talvez se produza um volume complementar.

Tentei apresentar meu texto em linguagem compreensível ao leigo — ou seja, procurei evitar a terminologia técnica. Todavia, vez por outra faço transliterações do grego, do hebraico, do aramaico


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ou de línguas afins, para o benefício dos que as conhecem. Menos freqüentemente, os caracteres originais desses idiomas são usados para benefício dos que receberam instrução técnica.

Tendo tratado das aparentes discrepâncias a fundo, uma após outra, e estudado as alegadas contradições entre o registro bíblico e as evidências da lingüística, da arqueologia e da ciência, minha confiança na fidedignidade das Escrituras foi repetidamente comprovada e fortalecida com a descoberta de que quase todos os problemas da Bíblia descobertos por homens, de tempos antigos até agora, receberam tratamento adequado no próprio texto bíblico — quando não por informações arqueológicas objetivas. As deduções que podem ser validamente extraídas de antigos documentos egípcios, sumérios ou acádios harmonizam-se todas com o registro bíblico. Nenhum estudioso evangélico devidamente instruído tem o que temer diante dos argumentos e desafios hostis de racionalistas, ou detratores em geral, sejam quais forem seus credos religiosos ou posições teológicas. Há, na própria Escritura, resposta suficiente, capaz de refutar quaisquer acusações que possam ser arremessadas contra ela. Todavia, não se poderia esperar outra coisa do livro que a Bíblia afirma ser: o registro escrito da Palavra infalível e inerrante do Deus vivo.

Com respeito às versões da Bíblia que usei na dissertação em torno dos textos bíblicos, com freqüência traduzi diretamente do original hebraico ou grego, sobretudo no caso de um dado técnico do texto que merece relevância. Vez por outra, o nome de Deus, Iavé, foi posto no lugar de Senhor, quando cito um versículo. (Só a Bíblia de Jerusalém [bj], dentre as versões mais recentes, usa o nome original, Iahweh.) Entendo que seria bem melhor se usássemos esse nome, sempre que o original hebraico o faz.


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Agradecimentos


Gostaria de manifestar minha imensa gratidão aos colegas e amigos do International Council on Biblical Inerrancy [Conselho Internacional sobre Inerrância Bíblica] e à sua junta diretora, sob a liderança de James Montgomery Boice e Jay Grimstead, que calorosamente me incentivaram no propósito de executar este projeto, dando-me toda a assistência possível para levá-lo a cabo. Sou grato ao presidente da junta da Trinity Evangelical Divinity School por ter me concedido licença especial e uma carga reduzida de aulas no último ano acadêmico, de modo que eu pudesse completar este livro. Os agradecimentos mais calorosos, dedico à Zondervan Publishing House, pela ajuda generosa, ao possibilitar que me dedicasse a este trabalho num ritmo acelerado e cobrir todas as despesas extras oriundas do projeto.

Devo um tributo especial a meu ex-colega e leal amigo Harold Lindsell, que, por seus escritos recentes, vem exercendo influência decisiva em despertar o interesse pela vital questão da inerrância bíblica entre o povo evangélico no mundo anglófono. Tampouco poderia deixar de mencionar meu débito para com meu ex-pastor, Harold John Ockenga, da Park Street Church, em Boston, cuja poderosa defesa da total confiabilidade e autoria divina das Sagradas Escrituras exerceu influência decisiva sobre minhas convicções, quando ainda aluno universitário, a ponto de fazer-me ingressar no ministério em vez de dedicar-me à carreira jurídica, que anteriormente eu havia escolhido.

Tenho em mente ainda meus leais e bem preparados ex-colegas Wilbur Smith e Carl F. H. Henry, meu querido professor de teologia John Kuizenga, de Princeton, e Oswald T. Allis, de Westminster. Cada um deles exerceu verdadeira influência em minha compreensão acerca da confiabilidade das Escrituras. Digo o mesmo a respeito de Francis A. Schaeffer, cuja mente aguda e perceptiva emitiu uma proclamação oportuna e profética à nossa geração confusa, de ambos os lados do Atlântico. Tampouco posso esquecer-me de talentosos peritos da geração passada, como William Henry Green e Robert Dick Wilson, de Princeton, e J. Gresham Machen, de Westminster, cujos escritos contribuíram muito para minha compreensão da Palavra de Deus e para minha confiança em sua autoridade infalível.

Além do enriquecimento e da força que recebi desses leais servos de Cristo, desejo apresentar meus agradecimentos e meu louvor a meu incomparável Redentor e Rei, Jesus Cristo, que por seu bendito Espírito Santo retirou-me das trevas de meus pecados, atraiu-me para si em amor redentor e graça santificadora e fez de mim um filho do Rei. "Embora eu seja o menor dos menores de todos os santos, foi-me concedida esta graça de anunciar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo" (Ef 3.8).



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