Encontro com a Cáritas Diocesana de Viseu Data: 20 de Março de 2007 Relatório de Encontro Participantes



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Encontro com a Cáritas Diocesana de Viseu

Data: 20 de Março de 2007

Relatório de Encontro
Participantes:


Cáritas Diocesana de Viseu
Sr. José Borges – Presidente

Sr. José Borges – Tesoureiro

Sr.ª Alcídia – Vogal da Direcção


Cáritas Portuguesa
Dr.ª Rita Valadas

Ir.ª Zélia Pinto

João Pereira


Linhas de orientação para o encontro:

Procurar saber se, nas diferenças entre as CDs, não existem características comuns e funções permanentes a atravessá-las.


  1. Algumas questões facilitadoras da identificação de funções permanentes:




  • O que tipifica, na diocese, a acção da Caritas no conjunto dos serviços de actuação social quer públicos quer privados;

A Cáritas Diocesana de Viseu é, ao nível da Diocese, um organismo oficial de Igreja, destinada à promoção e exercício da sua acção social. Foi erecta canonicamente pelo Ordinário da Diocese mediante aprovação dos seus Estatutos e goza de personalidade jurídica no foro eclesiástico e no foro civil. É uma Instituição Particular de Solidariedade Social, registada no Livro 2 das Fundações de Solidariedade Social, em 29-10-1984, fls. 93 verso e 94 sob o nº 70/84, sendo reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública.


De acordo com o seu actual contexto a Cáritas não se esgota nas suas tradicionais acções, procurando a formação e a promoção da pessoa humana estando ao mesmo tempo alertada para as novas formas de pobreza e exclusão social.
Na base da sua actuação está a exigência de apoio organizado às famílias carenciadas, tendo como principais objectivos: A promoção e o desenvolvimento de indivíduos económica e socialmente desfavorecidos visando a superação da dependência, reforçando a sua autonomia pessoal; A assistência de indivíduos e famílias em situações de emergência; O conhecimento dos problemas sociais no território da Diocese e a definição de estratégias de intervenção; O Apoio aos grupos paroquiais de acção social; A intervenção na Infância/Juventude a nível da ocupação dos tempos livres, da educação, do desenvolvimento pessoal e social.
A Cáritas na sua acção social e caritativa continua com um dos seus objectivos principais, ajudar a resolver e a minimizar os problemas, as desigualdades e as injustiças sociais que envolvem os mais pobres e necessitados. A Cáritas Diocesana de Viseu é o resultado de muitos esforços unidos, de Voluntários, Técnicos, de Pessoas Anónimas, através de um trabalho contínuo de generosidade, de entrega e profissionalismo com objectivo de valorizar a Dignidade Humana, a Solidariedade e a Justiça Social.



  • Destacar funções e actividades permanentes da Cáritas na diocese;


Atendimento Social (na sede)

Tem como objectivo informar, encaminhar, e dar resposta às situações/problemas emergentes, nomeadamente na promoção de iniciativas que visem a integração de famílias mais desfavorecidas. Presta também apoio a indivíduos e imigrantes a nível de géneros alimentares, vestuário e calçado (tendo todo o processo informatizado). O Atendimento social é prestado com a rede social, numa lógica de proximidade.


Centro de Atendimento/Acompanhamento Social É um dos serviços/equipamentos (resultante de um acordo atípico com a Seg. Social) para prestar apoio à família e à comunidade. Localiza-se no Bairro Social de Paradinha e presta apoio à freguesia de Repeses e S. Salvador. As competências inerentes são: Acolhimento/Atendimento dos Utentes; Acompanhamento das Famílias Beneficiárias do RSI. Visitas Domiciliárias, Avaliação de Famílias de Acolhimento; Articulação com a Comissão de Menores e Jovens de Viseu (neste caso, a técnica trabalha mais para a CMJ do que para a Cáritas), Acompanhamento de Indivíduos e Famílias com Diversos Problemas Sociais (Abandono Escolar, Desemprego, Toxicodependência entre outros), Estudos de Investigação das Comunidades Intervencionadas
CATL – Centro de Actividades e Tempos Livres

Duas valências frequentadas por crianças dos 6 aos 12 anos, dinamizando actividades de ocupação de tempos livres de uma forma agradável e saudável através de actividades lúdicas e pedagógicas e do acompanhamento escolar.

ATL (Sede) 80 crianças

ATL (Bairro Social de Paradinha) 43 crianças


CLAI – Centro Local de Apoio ao Imigrante Este espaço na dependência do ACIME visa prestar apoio a Imigrantes em diferentes níveis de actuação, nomeadamente prestando informações sobre questões da Nacionalidade, trabalho e reagrupamento familiar, acesso à educação, saúde e retorno voluntário, faz também encaminhamento para as autoridades competentes
COJ -Centro Ocupação Juvenil Espaço situado no Bairro Social de Paradinha dinamizando-se actividades de carácter pedagógico e social. A ocupação dos jovens dos 12 aos 18 anos é feita de uma forma dinâmica e educativa através da realização de múltiplas actividades lúdico-pedagógicas ajudando a minimizar situações de comportamentos desviantes, marginalizantes e algumas situações de pré-delinquência. É frequentado por 30 Jovens
Creche Valência frequentada por Bebés – Crianças dos 3 Meses aos 3 Anos de idade. Valência de 25 utentes. Funciona todo o ano civil, excepto domingos e feriados
Gabinete de Contabilidade Este gabinete foi constituído em 1991 para apoio às IPSS nas seguintes áreas: Contabilidade; Salários; Seg. Social; Legislação Laboral; Incentivos ao Emprego, Programas Comunitários; Consultadoria Financeira
Projecto Com Vida enquadra-se na Medida 2 do PROGRIDE – Programa para a Inclusão Social e Desenvolvimento. Conta com o envolvimento da Câmara Municipal de Viseu, na qualidade de entidade promotora e com uma rede alargada de parceiros sociais e instituições para a operacionalização e execução do projecto. Com início em Junho de 2006, encontra-se a decorrer com novas actividades e uma nova atitude perante o social. É um projecto multidimensional que compreende diversas acções com componentes diversificadas, numa lógica integrada de trabalho e técnicos.
Crianças e jovens em risco e vítimas de violência doméstica são a população alvo de intervenção deste projecto executado pela Cáritas Diocesana. É composto por algumas acções de dinamização comunitária, visando o melhoramento das competências pessoais e sociais e a integração das mesmas tentando reduzir a situação de exclusão social.

Foram estruturadas acções que visam responder a necessidades diagnosticadas, com especial incidência dos grupos mais desfavorecidos residentes em 9 freguesias do concelho de Viseu. No âmbito das acções encontram-se a decorrer actividades englobando pessoas de diversas faixas etárias.

Destacamos:


  • um curso de Arraiolos

  • um atelier de costura e croché

  • animação e expressão plástica

  • actividades de educação física

  • acompanhamento psicológico

  • estudo socio-económico em três freguesias

No decorrer destas actividades são introduzidos módulos de acções de sensibilização com temas práticos e funcionais para o quotidiano destas famílias como cidadania, planeamento familiar, gestão e organização da vida doméstica, etc.


Paralelamente, em colaboração com o Centro de Formação e com o Instituto de Emprego e Formação Profissional estão a ser constituídas duas turmas com beneficiários do projecto, no âmbito do Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e da Educação e Formação de Adultos, a ter início ainda durante o corrente mês. Com o aumento dos níveis de qualificação profissional através do reconhecimento das aprendizagens desenvolvidas fora dos sistemas de educação e formação, visamos uma melhor integração no mercado de trabalho e na comunidade
A CD tem 30 pessoas a trabalhar nestas actividades, sendo 16 licenciados.


Actualmente, a CD ainda não tem uma relação próxima com o Bispo, pois a sua ordenação foi feita em Julho de 2006. O Bispo ainda não comunicou a sua estratégia de actuação para a Pastoral Social. Na opinião da CD, a Pastoral Social deveria ser reestruturada.

A Direcção da CD será renovada este ano. O actual Presidente não pretende continuar mas o Bispo quer continuidade. Consideram ter feito um bom trabalho na Diocese.


  • Imagem e expectativas da acção da caritas, por parte da sociedade em que está inserida e, em particular, na pastoral da diocese e nas paróquias;

Há uma visão mal focada, pela sociedade, relativamente à Cáritas. Ainda persiste a concepção da Cáritas como organização de assistência.




  • Funções permanentes que a sociedade endossa, espontaneamente, à caritas diocesana;


  • Numa visão prospectiva, que funções específicas da cáritas se devem desenvolver para inovar a intervenção social na sociedade actual.


  1. Principais constrangimentos:




  • No desenvolvimento da actividade específica;

A gestão do pessoal é um desafio.

Não tem acolhimento mas direccionam. Acontece que, por exemplo, algumas instituições da Igreja limitam o acesso aos parceiros, não apresentado critérios válidos.



  • Na actuação em toda a diocese;

A Fundação D. José Moreira foi a figura jurídica criada na Diocese para assumir as várias dimensões sociais.


A CD considera que estão todos a fazer as mesmas coisas
O Secretariado da Pastoral Social tem a seu cargo:

  • Secretariado da Mobilidade;

  • Secretariado da Saúde;

  • Secretariado das Migrações;

  • Pastoral dos Ciganos;

  • Fundação D. José Moreira

  • Cáritas Diocesana

  • Conferência de S. Vicente de Paulo

Esta Direcção está à 12 anos a desenvolver projectos de combate à pobreza. Considera que a Diocese, os demais serviços diocesanos e os serviços estatais desconhecem grande parte do trabalho da CD.




  • No relacionamento interinstitucional

Para a CD, a Câmara e com a Junta de Freguesia, não tem vocação social mas tentam acumular esta função. No entanto é muito solicitada pelas Instituições estatais locais.

A Igreja tem alguma dificuldade de relacionamento com os Meios de Comunicação Social.


  • Necessidades de formação específica para dirigentes e colaboradores:




  • Outros:



  1. Relacionamento com a Caritas portuguesa:



A CD e a Cáritas Portuguesa têm realidades diferentes o que pressupõe acções diferentes. Consideram ter um bom relacionamento com a Cáritas Portuguesa.


A Cáritas Portuguesa como interlocutor privilegiado para assuntos nacionais e elo de ligação com as Cáritas Diocesanas.
Tem também um importante papel de comunicação, interno e para a sociedade, em geral.


  • Potencialidades, constrangimentos e sugestões para o relacionamento interdiocesano das Caritas e da Caritas diocesana com o serviço nacional da Caritas;


Algumas sugestões:

  • A CD tem muitas publicações, sobre a realidade local, que considera interessantes para disseminação. Uma sugestão será um formulário de publicações de documentos, para o site/ CR




  • A CD considera a participação em muitos encontros/reuniões poderia ser equacionada com as novas tecnologias. Isto diminuiria os custos, a distância e facilita a participação dos dirigentes (a grande maioria voluntários).




  • Site – torna-lo offline para actualização, para ver se está tudo bem.



  1. A Caritas diocesana, hoje:




  • Modelos organizativos; tipos e volumes de actividades desenvolvidas; meios humanos e recursos materiais disponíveis; formas de inserção na diocese e rede de relações com outras entidades envolvidas na acção social; relações entre a CD e os órgãos diocesanos da pastoral; papel da CD na diocese.

Existem 7 Cáritas Paroquiais com estatutos de IPSS, 6 sem estatuto e 130 grupos de acção social constituídos, que mantêm uma relação de cordialidade com a CD.




  • Importância da selecção e formação de todos os colaboradores: dirigentes, técnicos e outros;

A CD tem em conta a formação específica dos seus colaboradores. Apenas é requerida competência profissional na sua acção. Vários colaboradores que passaram pela CD consideram um bom local de estágio pois a acção é muito abrangente.


Têm muitos pedidos de voluntariado que não sabem onde enquadrar.



  • A CD e a coordenação dos vários subsistemas da pastoral social (centros sociais, misericórdias, associações e movimentos…) a nível diocesano e local;

Esta Direcção está à 12 anos a desenvolver projectos de combate à pobreza. Considera que a Diocese, os demais serviços diocesanos e os serviços estatais desconhecem grande parte do trabalho da CD.




  • A CD e o Estado, i.e. a tendência para a padronização (ou não) de acções tendo por referência prioridades, critérios e procedimentos da Segurança Social e dependência de fontes de financiamento estatais e da União Europeia;

As valências são uma forma de garantir o dinamismo e de dar respostas. A CD não tem Mecenas por isso recorre aos fundos disponíveis. Têm consciência do perigo deste sistema




  • A CD e a sociedade: capacidade de leitura actualizada da realidade social em que se inserem, ou o risco de acções desfasadas da realidade social, produzindo efeitos contrários à natureza e missão da pastoral social da Igreja

A CD tenta faz uma leitura actualizada da realidade social local, no entanto, considera que a Diocese, na sua acção pastoral social, não o faz (ou não a tem). Têm servido de referência a alguns estudos académicos.


Publica material sobre esta realidade partindo da experiência prática aliada à teoria tendo os técnicos um papel fundamental nesta conciliação.
Apontam a pobreza encoberta (principalmente a não denuncia destas situações) e a desertificação das aldeias como dois dos problemas sociais mais graves ainda sem resposta.



  1. Do presente para o futuro da CD


  1. Outros assuntos.

mdr/




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