Encontro de Formação de Catequistas – 25/03/2012 diretório sacramental e pastoral



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Encontro de Formação de Catequistas – 25/03/2012




DIRETÓRIO SACRAMENTAL E PASTORAL
Os sacramentos da Nova Lei foram instituídos por Cristo e são sete, a saber: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. Os sete sacramentos atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida dos cristãos: dão à vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão. Nisto existe uma certa semelhança entre as etapas da vida natural e da vida espiritual.”

(Catecismo da Igreja Católica, n. 120)


BATISMO
Fundamentação: O batismo significa a vida nova em Deus e o ingresso na Comunidade-Igreja. Desde o batismo, a pessoa torna-se “participante da natureza divina” (2Pd 1,4) e recebe “um espírito de filhos adotivos por meio do qual clamamos: Abá! Pai” (Rm 8,15)
Orientações: A celebração do batismo na comunidade deve ser uma grande festa, por ser a entrada de um novo membro na família de Deus e o ingresso na comunidade eclesial.

Todos podem ser batizados e tornarem-se discípulos de Cristo, mas não é apenas um rito que se faz, mas um compromisso que se assume. Se for adulta, deve expressar a fé com sua aceitação consciente. Se for criança, a responsabilidade cabe aos pais e padrinhos.


Preparação: A preparação é uma necessidade, e não deveria ser uma preparação-despacho ou preparação-relâmpago, apenas para cumprir uma norma. Uma preparação com meios catequéticos e didáticos e não um “curso”, nem simples encontros. Deve ser um momento de aprofundamento na fé eclesial.

O batismo traz um novo membro para a comunidade cristã, por esta razão, não se faça o batismo em outra paróquia ou comunidade, a não ser com autorização por escrito do pároco ou vigário paroquial.


PENITÊNCIA
Fundamentação: O mundo de hoje perdeu muito o sentido do pecado. Será importante despertar nova sensibilidade. É bom notar que o pecado é um percurso errado. Para isso, educar as consciências para que tenham clara percepção do que é pecado, do que é inimizade com Deus, do que significa a quebra do plano salvador de Deus no mundo.

Orientações: Aproveitem os tempos fortes do ano litúrgico, como: Advento, Quaresma para se confessar. A catequese educará para não fazer da confissão uma lista matemática de pecados, mas sim a descoberta das linhas erradas de orientação para com Deus, a Igreja, o próximo e a sociedade.
EUCARISTIA
Fundamentação: Jesus instituiu a Eucaristia numa reunião festiva e familiar. Era a festa da páscoa, e Cristo faz da ceia a Nova Páscoa, a NOVA ALIANÇA no seu Sangue. O Concílio afirma que a Eucaristia é o centro e o cume da vida cristã, e portanto fonte e ápice de toda a Evangelização.

Celebração: A missa é sempre o ponto forte da vida espiritual e eclesial do Povo de Deus. Onde não há possibilidade de Missa, nunca se omita o Culto com a celebração da Palavra.

Catequese: Momento forte da catequese é a preparação para a primeira Eucaristia. Deve ser verdadeiro encontro de fé e de amizade com Cristo Eucarístico. A preparação deve durar no mínimo dois anos. Leve-se em conta os princípios da Catequese Renovada, como integração da fé e vida. Para a Primeira Eucaristia, considere-se a maturidade psicológica da criança e sua integração na comunidade. Após a Primeira Eucaristia, a criança seja orientada e acompanhada na Catequese da Perseverança, para que o processo da fé amadureça e acompanhe o crescimento físico da criança.

Durante o período de preparação à Primeira Eucaristia, promovam-se encontros com o s pais, para que se tornem os primeiros catequistas dos filhos e os principais incentivadores da Vicência cristã, como verdadeira iniciação à vida da comunidade e à missão.

A celebração da Primeira Eucaristia deve imbuir-se do sentido de festa. Mas evite-se todo o exibicionismo e competição, como tudo quanto possa distrair as crianças de um encontro tão feliz e marcante com Jesus.


CRISMA
Fundamentação: A celebração da Crisma é momento forte da comunidade. Junto com os crismandos, a comunidade confirma o batismo, seu compromisso na ação pastoral da Igreja e seu testamento evangélico no mundo e sociedade de hoje.

Preparação: Deve ser vista como verdadeiro catecumenato, onde não se aprenda conteúdos, mas se faça uma verdadeira experiência de vida cristã. Para isso não pode se reduzir a algumas semanas. A preparação deve durar, pelo menos, um ano. Deve-se introduzir os crismandos em experiências de evangelização e apostolado, além de ajuda-los a praticar a interiorização, com a “leitura orante da Bíblia”.

Formação dos catequistas: A formação deve visar aprofundamento da fé, bem como estudar respostas aos problemas que a juventude encontra no mundo moderno, para que assim saibam discernir todo o fato com espírito crítico, à luz do Evangelho e dos princípios cristãos.

Celebração: Seja bem preparada e participativa, para marcar não apenas os crismandos, mas toda a comunidade.

Idade: Pessoas com no mínimo 14 anos completos.

Consequências da Crisma: O que acontece após a crisma? Há verdadeiro engajamento na vida da comunidade? Os jovens assumem melhor os compromissos da fé, confirmada pelo Espírito Santo?
Queridos Catequistas
O catequista é um enviado. Sua missão possui duplo sentido: é enviado por deus, constituído ministro da Palavra pelo poder do Espírito Santo, e é enviado pela comunidade, pois é em seu nome que ele é enviado.

Catequista não é dono da verdade e nem dono do saber. Tampouco será um mero reprodutor do sistema escolar de ensino-aprendizagem. Ele não confundirá encontros de catequese com aula de catecismo, onde o sacramento acaba funcionando como uma espécie de “festa de formatura”.

Será compromisso inadiável do catequista preparar-se. Participar das reuniões, dos planejamentos e das avaliações do processo catequético, dos encontros formativos que as paróquias e dioceses promovem: o catequista estuda, reflete, dedica tempo para conhecer sua fé; dedica tempo à oração; atualiza-se com cursos e seminários para catequistas.

Estar com a verdade e contar com o Espírito Santo não pode continuar sendo desculpa para um trabalho precário, improvisado e em conflito com os princípios básicos da comunicação. O catequista precisa conhecer com razoável segurança o que vai anunciar, mas precisa também ser afinado com seu mundo para evitar os bloqueios que podem ameaçar a transmissão da mensagem.

Não basta a boa vontade, é preciso uma atualização dinâmica que inclui leitura de jornais, cursos, assistir aos noticiosos, saber o que se passa na cidade e no mundo, ser capaz de usar a linguagem e os recursos da cidade. Mas requer também uma grande intimidade com a palavra de Deus, com a doutrina e a reflexão da Igreja, conhecendo os documentos mais importantes que visam orientar a pastoral.

Usar a linguagem do mundo moderno para ‘vestir’ a mensagem evangélica faz com que as pessoas se liguem no que está sendo dito e faz uma ligação automática com o que a Igreja diz e o que acontece na vida. Não se pode evangelizar os homens e seu mundo sem amá-los, sem interesse apaixonado por suas conquistas, encontros e desencontros, sem acreditar neles apesar de tudo.

Você dialoga com seu catequisando? Criança, jovem ou adulto o catequisando tem o que dizer no processo catequético. No falso diálogo não perguntamos para ouvir a experiência do outro, perguntamos para induzir o outro a dar a resposta que programamos. Se queremos cristãos ativos e transformadores, temos de admitir e incentivar que sejam ativos e transformadores já na catequese.

(Jesus é 10! – Manual de Jogos Pe.William Alves Brini e Maria Aparecida Viana)


Equipe de Coordenação


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