Enfermagem no Centro Cirúrgico



Baixar 157.74 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho157.74 Kb.

Enfermagem no Centro Cirúrgico


História da cirurgia, especialidade a partir do século XIX evoluiu a partir de 1846 com a descoberta da anestesia. Anteriormente, somente as amputações eram realizadas.
Início século XX: instrumentais precários e inadequados dificultando o desenvolvimento dos procedimentos cirúrgicos.

O avanço tecnológico requer do homem cada vez mais capacitação e habilidade.


Brunner e suddarth definem Centro cirúrgico Como uma das unidades mais complexas do hospital, não só pela sua especifidade, mas também por ser um local fechado que expõe o paciente a situações estressantes.

Complexidade do cc: relação da equipe com aspectos tais como – recursos materiais, competência técnica, relacionamento, interação com o paciente e família.

Enfermagem, incialmente:


  • limpeza da sala e equipamentos

  • coleta de materiais do paciente

  • 1900, introdução na grade curricular

  • 1956 criação associação norte-americana de enfª – Association of Operating Room Nurses



ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO BLOCO OPERATÓRIO



Planejamento Físico:
.Bloco Operatório: Conjunto de áreas, equipamentos e instalações que permitam a realização de cirurgias nas melhores condições de segurança e conforto para os pacientes.
.Aspectos a serem observados:
-Dimensões ideais( para o bom funcionamento das salas e dependências);

-Estabelecimento correto de fluxos de pacientes, pessoal e material;

-Provimento adequado de pessoal em função do volume de atividades executadas;

-Instalações elétricas, hidráulicas e medicinais (gases) dentro das normas de segurança.



O Bloco Operatório se divide em 03 áreas:
1-Área Não Restrita ou Irrestrita: Área próxima a entrada e com trânsito Controlado, abrangendo vestiários.
2-Área Semi Restrita: Área intermediaria entre a não restrita e restrita, obrigatório o uso de uniforme privativo, abrangendo: Corredores, sala de recuperação, sala de estocagem de material, etc.

3-Área Restrita: Área de trânsito privativo,onde é exigido o máximo de rigor de assepsia abrangendo: salas cirúrgicas e/ou obstétricas,lavabos.


.Localização:Deve ser independente da circulação geral, com a circulação interna bloqueada a todo trafego estranho ao serviço, porem com fácil acesso aos departamentos que dele necessitam.
O Bloco Operatório é composto de:
1-Centro Cirúrgico

2-Sala de Recuperação

3-Centro Obstétrico


CENTRO CIRÙRGICO



Conceito: Conjunto de elementos destinados as atividades cirúrgicas, bem como a recuperação pós anestésica e pós operatória imediata.(Segundo o manual de normas e padrões de construção e instalações de serviços de saúde).

Elementos da Unidade de Centro Cirúrgico

1-Salas Cirúrgicas: Onde são executados os atos cirúrgicos.Ao se planejar uma sala de cirurgia alguns requisitos que facilitam a funcionalidade e aumentam a segurança devem ser observados:

1-1-Área Física: Área mínima em metros quadrados de uma sala varia de acordo com a especialidade a que é destinada;

1-2-Forma: A forma mais comum é a retangular;


1-3-Paredes: O revestimento das paredes precisa ser de material liso, lavável, à fim de facilitar a limpeza e manutenção,a cor deve ser neutra sem emitir reflexos luminosos, os cantos da parede com o piso, com o teto e de parede com parede devem ser arredondados, com a finalidade de evitar acumulo de pó;
1-4-Pisos: Devem ser de material de fácil limpeza e ter boa condutibilidade, ou seja, permitir a descarga da eletricidade estática acumulada;
1-5-Portas: Devem ser amplas, a fim de facilitar a passagem de macas e equipamentos cirúrgicos.
1-6-Janelas: Completamente vedadas;
1-7-Ventilação: Artificial e deve ser eficiente de modo a:

-Promover a renovação do ar ambiente;

-Remover as impurezas do ar;

-Proporcionar temperatura e umidade adequadas ao ambiente.


1-8-Luz artificial, a iluminação do campo operatório é feita através de foco e para ser eficiente necessita de:

-Oferecer luz semelhante a natural, sem sombras e reflexos;

-Produzir o mínimo de calor no campo operatório;

-Fornecer iluminação adequada ao campo cirúrgico.


2-Posto de Enfermagem: Local destinado ao controle administrativo.
3-Secretaria: Elemento localizado no próprio posto ou na sua proximidade.
4-Vestiários: Localizado na entrada do centro cirúrgico, de tal modo que as pessoas que vêm da área de circulação externa só possam ter acesso ao setor após a troca de roupa. Devem ser providos de armários com chuveiros.
5-Sala de Estar: Localizada próxima ao vestiário, servindo de área de descanso para a equipe.
6-Lavabos: É previsto para cada 02 salas 01 lavabo com 02 torneiras e que não se use as mãos para abri-las ou fecha-las.
7-Sala de Material: Destina-se a recepção, guarda e redistribuição de todo o material limpo e esterilizado a ser usado no C.C.
8-Sala de Medicamento e Material: Sala com sub estoque, controlada por um auxiliar administrativo sob responsabilidade do enfermeiro.

9-Expurgo: Considerada área suja é o local de recebimento de todo o material utilizado durante o ato operatório.


10-DML: Guarda de material de limpeza.
11-Guarda de Equipamentos: Área destinada a receber equipamentos, que não estejam em uso no momento.
12-Câmara Escura: Área destinada para revelação de radiografias.
13-Anatomia Patológica: área destinada a exames específicos e rápidos.
14-Tomadas: Deverão ser padronizadas e identificadas.
Organização do Centro Cirúrgico

Para a organização técnico administrativo do bloco operatório, é necessário criar um instrumento administrativo básico, específico da unidade, que é o Manual de Organização, que vai direcionar o bloco operatório em seu funcionamento, efetivando tanto o atendimento ao paciente, quanto o trabalho de saúde.




Os objetivos são:

- Organizar;

- Coordenar;

- Disciplinar;

- Hierarquizar todas as atividades desenvolvidas;

- Servir de guia e orientação a equipe de saúde.


Deve-se obedecer os seguintes itens:

- Organograma da unidade;

- Competência da unidade;

- Atribuição de pessoal;

- Normas e rotinas;

- Procedimentos ou técnicas de enfermagem;

- Impressos específicos da unidade;

- Uso e manuseio de aparelhos especiais.


Equipamentos e Materiais de uma Sala Cirúrgica

Classificam-se em: Fixos e Móveis

Fixos: São aqueles adaptados a estrutura da sala cirúrgica:

-Negatoscópio;

-Gazes (O2, vácuo, ar comprimido, nitrogênio e CO2);

-Foco Central;

-Bancada(opcional);

-Tomadas.


Móveis: São aqueles que podem ser deslocados ou acrescidos na sala cirúrgica.

-Mesa Cirúrgica;

-Mesa Auxiliar;

-Suporte de soro;

-Banco;-Balde para Lixo;

-Escadinha;

-Estrado;

-Carro Anestésico;

-Bisturi Elétrico;-Extensão;

-Intensificador de Imagem;-Microscópio;-Etc.




CENTRO OBSTÉTRICO



Localização: Se for continua com o C.C., apresentará as seguintes vantagens:

  • Evita a duplicação de dependências básicas como vestiários, sala de recuperação, expurgo, sala de material esterilizado e etc.

  • Utilização do C.C. para partos operatórios.

Se não for continua com o C.C., deverão ser incluídas as dependências básicas do C.C.

Elementos da Unidade do Centro Obstétrico




  1. Sala de Pré-Parto: Destinada a acomodar a p gestante até o período expulsivo, localizada próxima às salas de parto.




  1. Sala de Parto: Destinada à realização do parto normal com as mesmas características das salas cirúrgicas;




  1. Sala de Reanimação do RN: Destinada a prestar os primeiros cuidados ao RN, localizada anexa à sala.


Recuperação Pós anestésica



Conceito: Área destinada aos pacientes submetidos a qualquer procedimento anestésico cirúrgico, onde permanecem até a recuperação dos reflexos e dos sinais vitais, sob observação e cuidados constantes da equipe de enfermagem e médica.
Objetivo: Concentrar recursos humanos e materiais para prevenir e detectar precocemente riscos e complicações em pacientes no período pós operatório imediato.
Recomendações:

-Possuir estrutura física adequada;

-Possuir características arquitetônicas semelhantes ao C.C.

-Possuir equipamentos básicos;

-Possuir equipamentos para ressuscitação cárdio respiratória.
Classificação do Tratamento Cirúrgico
O tratamento cirúrgico depende da evolução da lesão e da avaliação, quanto às vantagens e desvantagens da espera. Uma vez decidido torna-se necessária à determinação do momento operatório, finalidade e potencial de contaminação.
Momento Operatório, pelo grau de urgência:

.Emergência: Intervenção cirúrgica imediata, risco de vida eminente. Ex: lesão por arma de fogo ou arma branca, hemorragias.

.Urgência: Requer atuação rápida, podendo aguardar algumas horas na qual o paciente é mantido sob avaliação clinica, podendo ocorrer entre 24hs às 30hs. Ex: Obstrução intestinal, abdome agudo inflamatório.

.Requerida: o paciente precisa realizar a cirurgia, dentro de algumas semanas ou meses. Ex: hiperplasia de próstata sem obstrução da bexiga



.Eletiva: Tratamento cirúrgico proposto podendo aguardar a ocasião mais propicia ou conveniência do cliente. Ex: hérnia simples

Opcional: a decisão é do paciente. Ex: cirurgia plástica
Finalidade:

.Paliativo: Tratamento cirúrgico que visa compensar os distúrbios para melhorar as condições do paciente ou aliviar a dor, contribuindo para melhoria de sua qualidade de vida. Ex: Gastrostomia

.Diagnóstica: Caracteriza-se por uma biópsia ou quando se realiza algum procedimento explorador. Ex: Biópsia de mama, laparotomia exploradora, vídeo diagnóstica.

.Radical ou Curativa: Através do qual se faz a remoção parcial ou total do órgão. Ex: Gastrectomia, apendicectomia, mastectomia.

.Plástico ou Reparadora: Tratamento realizado com finalidade estética, corretiva ou de reconstrução. Ex: mamoplastia, blefaroplastia, reconstrução de mama.

Cirurgias por Potencial de Contaminação: De acordo com o ministério da saúde n° 930 de Agosto de 1992, as cirurgias podem ser classificadas em:


.Cirurgias Limpas: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passiveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório ou falha técnica grosseira, cirurgias eletivas e sem drenagem, cirurgias em que não ocorrem penetração nos trato digestivo, respiratório e urinário. Ex: Artroplastia de quadril, cirurgia cardíaca, cirurgia vascular, procedimentos ortopédicos eletivos.

.Cirurgias Potencialmente Contaminadas: Realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas discretas no trans operatório, ocorre penetração no trato digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Ex: HTA abdominal, cirurgia de intestino delgado (eletiva), cirurgias biliares (sem obstrução biliar), feridas traumáticas limpas (até 10hs após traumatismo), Cirurgia cardíaca com extra corpórea, prostatectomia.

.Cirurgias Contaminadas: Realizadas em tecidos colonizados por flora bacteriana e cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como aquelas que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, ausência de supuração local. Ex: Cirurgia de colon, desbridamento de queimaduras, cirurgias bucal, fraturas expostas, feridas traumáticas com + mais de 10hs.

.Cirurgias Infectadas: São todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão em presença de processo infeccioso (supuração local) tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Ex: Cirurgia de reto e ânus com pus, cirurgia abdominal com presença de pus e conteúdo de colon.

A etiologia dos ferimentos pode ser descrita em três categorias.



.Cirúrgica: Causada por uma incisão.

.Traumática: Causada por uma agressão (mecânica, Térmica ou química).

.Crônica: Causada por uma fisiopatologia como as ulceras de pressão ou ulceras varicosas.

Causas Possíveis de Infecção na Incisão Cirúrgica:

.Suscetibilidade do paciente (diabetes, hipertensão, obesidade, anemia, nutrição).

.Severidade da doença.

.Contaminação do ambiente e da equipe da S.O.

.Presença de corpo estranho deixada no local após o fechamento.

.Material implantado.



.Precariedade da técnica cirúrgica.

Terminologia Cirúrgica


Entende-se por terminologia cirúrgica, o conjunto de termos próprios que expressam o segmento corpóreo afetado e a intervenção cirúrgica realizada. São formados por uma raiz e um sufixo. Raiz identifica a estrutura corpórea afetada e o sufixo indica a cirurgia a ser realizada.

Exemplo de algumas raízes:



Raiz


Relaciona-se a

Oto

Ouvido

Oftalmo

Olho

Rino

Nariz

Blefaro

Pálpebra

Adeno

Glândula

Traqueo

Traquéia

Gastro

Estomago

Êntero

Intestino Delgado

Colo

Intestino Grosso

Cole

Vias Biliares

Procto

Reto, Ânus

Espleno

Baço

Laparo

Parede Abdominal

Nefro

Rim

Pielo

Pelve Renal

Cisto

Bexiga

Histero

Útero

Salpinco

Tuba Uterina

Colpo

Vagina

Ooforo

Ovário

Órquio

Testículo

Ósteo

Osso

Angio

Vaso

Flebo

Veia

Hepato

Fígado

O sufixo na terminologia significa a intervenção cirúrgica a ser realizada:



.tomia: Significa incisão, corte, abertura da parede ou órgão

.stomia: Significa fazer uma nova boca, abrir uma comunicação do órgão com o exterior.



.ectomia: Significa extirpar parcial ou totalmente um órgão.

.plastia: Significa reparação plástica da forma ou função do segmento afetado.

.ráfia: Significa sutura.

.pexia: Significa fixação e elevação.



.scopia: Significa visualizar o interior de um órgão cavitário ou cavidade com auxilio de aparelhos especiais.

.centese: Punção.

.algia: Dor.

.ptose: Prolapso, queda.

.ragia: Fluxo em excesso

Alguns exemplos de termos cirúrgicos resultantes da união da raiz ao sufixo:

.Sufixo - tomia:

-Toracotomia: Abertura do tórax


-Laparotomia: Abertura da cavidade abdominal

-Flebotomia: Incisão na veia para introdução de cateter

-Ureterotomia: Abertura do ureter para remoção de cálculos

.Sufixo - stomia:

-Colostomia: Abertura cirúrgica do colon através da parede abdominal, para desviar o trânsito intestinal.

-Traqueostomia: Abertura da traqueia

-Gastrostomia: Abertura do estomago



.Sufixo - ráfia:

-Hérniorrafia: Sutura para correção de hérnia

-Colporrafia: Sutura da parede vaginal

-Perineorrafia: Sutura do períneo

.Sufixo - pexia:

-Retinopexia: Fixação da retina

-Nefropexia: Fixação do rim

-Cistopexia: Fixação da bexiga

-Orquiopexia: fixação do testículo na bolsa excrotal



.Sufixo - plastia:

-Rinoplastia:Cirurgia plástica do nariz

-Queiloplastia: Reparo de defeito no lábio

-Ritidoplastia: Correção de rugas na face

-Blefaroplastia: Correção cirúrgica da pálpebra

.Sufixo -Scopia:

-Broncoscopia: Visualização dos brônquios

-Laparoscopia: Visualização da cavidade abdominal

-Retosigmoidoscopia: Visualização do reto e sigmóide

-Colonoscopia: Visualização do intestino grosso, íleo cecal e porção terminal do íleo.

.Sufixo - ectomia:

-Tireoidectomia: Remoção parcial ou total da tireóide

-Esofagectomia: remoção parcial ou total do esôfago

-Mastectomia: Retirada da mama

-Gastrectomia: Remoção parcial ou total do estomago

-Prostatectomia: Remoção da próstata

-Esplenectomia: Remoção do baço

-Safenectomia: retirada da safena


Alguns termos que não seguem os mesmos padrões descritos anteriormente:

-Amputação: Retirada parcial ou total de um membro ou de um órgão

-Enxerto: Inserção de material para corrigir defeito ou falha em tecidos ou órgãos

-Exerese: Significa extirpação parcial ou total de um segmento corpóreo

-Anastomose: Comunicação cirúrgica realizada entre dois vasos sanguíneos

-Circuncisão ou Postectomia: É a excisão do prepúcio para facilitar a exposição da glande

-Toracocentese: Punção/Aspiração do espaço intrapleural para remover líquidos.
RECURSOS HUMANOS NO CC.

Compõem o grupo de profissionais do CC, as equipes de enfermagem, anestesiologistas, cirurgiões, higiene e administrativos.

Os componentes destas equipes devem atuar de forma harmônica e integrada visando à segurança do paciente e eficiência do ato cirúrgico. Boas relações humanas e profissionalismo sempre devem prevalecer sobre as tensões inevitáveis nesse tipo de trabalho. Todos os membros de uma equipe devem Ter suas responsabilidades e funções definidas. Para isso, a utilização de instrumentos administrativos como o regulamento e o Manual de Procedimentos são imprescindíveis, pois norteia o funcionamento do CC e possibilita mais eficiência, no relacionamento das equipes.
Recomendações para anotações no Centro Cirúrgico.


  • Horário de chegada no CC;

  • Nome e função de quem o recebeu;

  • Condições do paciente na chegada ;

  • Sinais vitais;

  • Exames trazidos pelos pacientes;

  • Início e horário de anestesia e cirurgia;

  • tipo de anestesia realizada e intercorrências;

  • tipo de antisséptico usado;

  • relacionar nome de toda a equipe que atende o paciente;

  • equipamentos e acessórios utilizados

  • local e tipo da incisão cirúrgica

  • local de colocação da placa de bisturi elétrico, eletrodos e monitor cardíaco;

  • posicionamento cirúrgico;

  • passagem de cateteres, drenos;

  • tipos de curativo realizado;



LIMPEZA EM CENTRO CIRÚRGICO

Os ambientes hospitalares estão definidos em áreas críticas, semi-críticas e não críticas.

Centro cirúrgico é considerado área crítica. Requer controle de fluxo de pessoal e material e determinações específicas para os procedimentos de limpeza.


Limpeza em centro cirúrgico
A limpeza é fundamental em qualquer ambiente, sendo sua função primordial controlar a proliferação de microrganismos. A implementação de práticas de limpeza, assegura o cumprimento de técnicas de barreira e controle de infecções hospitalares.

A proteção individual dos profissionais deve ser garantida pelo uso de proteção individual (epi), como por exemplo, luvas, máscaras ou protetor facial, sapatos fechados ou botas e uniforme privativo. Além disso, a lavagem das mãos é obrigatória antes e após o uso de epis.

A descontaminação do local, onde houve extravasamento de matéria orgânica, precisa ser realizada antes de iniciar a limpeza. A água, o desinfetante ou outro recurso que são essenciais neste processo, após o uso, devem, ser desprezados para evitar o reaproveitamento em outro ambiente. Associados a esses recursos e técnicas, a aquisição de insumos (carro de limpeza equipado ), facilita e organiza o trabalho, proporcionando maior rentabilidade e conforto ao funcionário.

Limpeza de área restrita - CC




  • limpeza terminal - após o término do último procedimento, iniciando da parte mais limpa para a parte mais suja. o funcionário da enfermagem é o responsável pela limpeza do mobiliário, foco, equipamentos de anestesia e mesa de cirurgia. EPIs adequados. É proibido o uso de vassouras




  • limpeza preparatória - antes do início da montagem da sala da primeira cirurgia do dia a fim de remover partículas de poeira dos mobiliários. utilizar álcool a 70%. realizada pelo funcionário da enfermagem.



  • limpeza operatória - durante o procedimento cirúrgico quando ocorrer contaminação do chão com matéria orgânica ou resíduos .

  • responsável : funcionário da enfermagem, utilizando uma pinça ou mãos enluvadas.





  • limpeza concorrente - realizada entre uma e outra cirurgia para remoção de sujidades e matéria orgânica presentes nos instrumentais e acessórios.



Procedimentos infectados – nessas situações recomenda-se que seja realizada a limpeza com os critérios da limpeza terminal, levando-se em consideração a necessidade ou não da limpeza total das paredes e do teto.


  • nas situações de precauções de contato ou respiratório, os cuidados começam antes do início da cirurgia. Aconselha-se que a sala tenha o mínimo de material, para evitar o aumento de área onde os microrganismos possam depositar-se durante o ato cirúrgico.

Alguns microrganismos podem resistir em presença de matéria orgânica ressecada por alguns dias




microrganismos

tempo de sobrevivência
vírus do hiv
até 3 dias
vírus do hbv
até 1 semana
enterococus
até 7 dias



Precauções padrão

São medidas de proteção que devem ser tomadas por todos os profissionaiss de saúde, quando prestam cuidados aos pacientes ou manuseiam artigos contaminados, independentemente de presença de doença transmissível comprovada.

consistem em:


  • lavagem das mãos antes e após contato com o paciente;

  • uso de luvas de procedimento retirando-as após prestar assistência;

  • lavar as mãos após a retirada das luvas;

  • uso de avental no contato de sangue e fluídos;

  • manuseio correto de material perfuro-cortante;

  • manuseio correto de artigos e roupas contaminadas;

  • descontaminação de superfícies, ambientes, artigos e equipamentos;

  • proteção facial (máscara, óculos)


CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO(CME)



Conceito: Setor destinado à limpeza, acondicionamento, esterilização, guarda e distribuição de materiais esterilizados.
Objetivo: Fornecer materiais livres de contaminação para utilização nos diversos procedimentos clínicos e cirúrgicos e padronizar os procedimentos para o processamento de materiais.
Localização: Deve ficar nas proximidades dos centros fornecedores, como almoxarifado e lavanderia e possuir facilidade de transporte e comunicação com os centros recebedores, como C.C., Emergência, C.O. e demais unidades.Deve ter acesso dispor de vestiários e sanitários próprios para as áreas.

Estrutura e Organização

A CME deve ser uma área autônoma e independente do C.C. e gerenciada por um profissional habilitado. A portaria n° 1884/94 do ministério da saúde estabelece que todos os estabelecimentos assistenciais de saúde em que existirem C.C., C.O, Ambulatório etc, devem possuir CME.
A CME é composta pelas seguintes áreas:


  1. Área Contaminada: É a área destinada ao recebimento de material contaminado proveniente de todas as unidades do hospital e onde é efetuada a limpeza do material.

  2. Área de Preparo: É a área onde os materiais são inspecionados, preparados, empacotados e identificados para posterior esterilização e onde se prepara todo o material de consumo.

  3. Área de Esterilização: É a área em que se esterilizam os materiais.

  4. Área de Armazenamento: É um local de grande importância, pois nele fica estocado todo o material esterilizado a ser distribuídos para as unidades do hospital.

  5. Área de Dispensação: É a área onde se processa a distribuição do material estéril.

DEFINIÇÃO:


A Resolução nº 50, de 21 de fevereiro de 2002 do Ministério da Saúde (ANVISA), considera o Centro de Material Esterilizado como uma unidade de apoio técnico; que tem como finalidade o fornecimento de materiais médico-hospitalares adequadamente processados; proporcionando assim condições para o atendimento direto e assistência à saúde dos indivíduos enfermos e sadios.

Todo hospital deve ser considerado um ambiente insalubre, pois concentram hospedeiros suscetíveis e microorganismos patogênicos resistentes. Em nenhum outro ambiente há uma associação tão complexa de fatores de riscos. Portanto é necessário reduzir a contaminação microbiana, que incluem procedimentos de limpeza e desinfecção de áreas, assim como de limpeza, desinfecção e esterilização de artigos médicos hospitalares.


Classificação de Áreas:

. Áreas Não Criticas: São todas as áreas não ocupadas por pacientes ou as quais estes não tem acesso.

. Áreas Semi Criticas: São as áreas ocupadas por pacientes portadores de doenças não infecciosas ou de doenças infecciosas de baixa transmissibilidade. Ex: ambulatório, enfermaria, radiologia e etc.

. Áreas Criticas: São áreas que abrigam pacientes com baixa resistência imunológica ou em que se realizam cirurgias e partos ou seja onde se realizam procedimentos onde o paciente pode adquirir infecção ou da manipulação de materiais infectantes. Ex: RPA, hemodiálise, anatomia patológica e etc.

PROCESSAMENTO DE ARTIGOS HOSPITALARES


A utilização correta e mais econômica dos processos de limpeza, desinfecção e esterilização dos materiais é norteada pela classificação dos materiais, segundo o risco potencial de infecção para o paciente. Para definir qual o melhor processo a ser utilizado, esses materiais, quer sejam, instrumentais cirúrgicos, peças de equipamentos, etc., são classificados em:

# Artigos não críticos: Artigos que entram em contato apenas com a pele íntegra do paciente. Estes artigos devem ser submetidos a desinfecção de baixo nível ou apenas limpeza mecânica com água e sabão para remoção da matéria orgânica. Ex. estetoscópio, termômetro, esfigmomanômetro,etc.

# Artigos semi-críticos: Artigos que entram em contato com a pele íntegra ou com mucosas íntegras. Estes artigos devem ser submetidos a desinfecção de alto nível. Ex. Equipamentos de anestesia gasosa, terapia respiratória, inaloterapia, instrumentos de fibra óptica, etc.

# Artigos críticos: Artigos que penetram a pele e mucosa, atingindo os tecidos subepiteliais e o sistema vascular, bem como todos os que estejam diretamente conectados com este sistema. Estes artigos devem ser esterilizados. Ex. instrumental cirúrgico, cateteres cardíacos, laparoscópios, implantes, agulhas, etc.

Definições:

. 1 Limpeza:

  • É o processo de remoção de sujidade e/ou matéria orgânica presente nos artigos e superfícies.

Preconiza-se a limpeza com água e sabão, promovendo a remoção da sujeira e do mau odor, reduzindo assim a carga microbiana. A limpeza deve sempre preceder os processos de desinfecção ou esterilização, pois a maioria dos germicidas sofre inativação na presença de matéria orgânica.

Métodos de limpeza:

. Limpeza Manual: Executada através de fricção, com escovas e uso de detergente e água.

. Limpeza Mecânica: É realizada através de lavadoras por meio de uma ação física e química (lavadoras ultrassônicas e termo desinfectadoras).



. 2 Secagem:

  • Parte importante do processamento de artigos hospitalares. Recomenda-se comumente a secagem com ar comprimido, pois elimina o ambiente úmido que favorece a proliferação bacteriana.

. 3 Estocagem:

  • Deve-se evitar a estocagem de artigos já processados em áreas próximas a pias, água ou tubo de drenagem.

. 4 Descontaminação:

  • É o processo de eliminação parcial da carga microbiana de artigos e superfícies, tornando-os aptos para o manuseio. Após a descontaminação, deve-se seguir o processamento adequado.

IMPORTANTE:

. Detergente Enzimático: São produtos que contem em sua fórmula enzimas que facilitam a remoção de sujidades, desde gorduras até sujeiras impregnadas.

. Desinfetantes: São agentes químicos capazes de destruir bactérias, fungos e algumas espécies de vírus. ATENÇÃO: Só serão considerados desinfetantes os agentes que possuírem ação tuberculicida.



. 5 Desinfecção:

  • É processo de destruição dos microrganismos em forma vegetativa, mediante aplicação de agentes físicos ou químicos.

  • Agente físico: radiação ultra-violeta

  • Agente físico líquido: água em ebulição e sistemas de lavagem automáticas que associam calor, ação mecânica e detergência

  • Agente químico líquido: aldeídos (p/ artigos termo-sensíveis), álcoois (p/ artigos e superfícies), fenol sintético (p/ artigos e superfícies) e hipoclorito de sódio (p/ artigos e superfícies)

Níveis de Desinfecção:

. Alto Nível: Destrói todas as bactérias vegetativas(porem não todos os esporos bacterianos), as microbactérias, os fungos e os vírus.É indicada para artigos como lâminas de larigoscópio, equipamento de terapia respiratória, anestesia e endoscópio.

. Médio Nível: destruição de todas as formas bacterianas não esporuladas e vírus, inclusive o bacilo da tuberculose. Ex: Cloro, álcoois, fenólicos

. Baixo Nível: Destruição de bactérias na forma vegetativa mais não são capazes de destruir esporos e nem micro-bactérias e vírus. Ex: Quaternário de Amônia
Métodos de Desinfecção

  • Desinfecção por meio físico líquido:

  • Água em ebulição: indicada na desinfecção de baixo nível ou descontaminação de artigos termo reistentes. Tempo de exposição 30 minutos

  • Lavadoras automáticas térmicas: indicada para desinfecção de alto nível de artigos termo resistentes ou para limpeza de artigos críticos antes de sofrerem o processo de esterilização. Podem ser associadas ao uso de detergentes enzimáticos ou desinfetantes. Ex. artigos de inaloterapia, acessórios de respiradores, material de entubação, etc.




  • Desinfecção por meio químico líquido:

  • Glutaraldeído:

  • Desinfecção de alto nível de artigos na concentração de 2%, por 20 a 30 minutos;

Esterilização de artigos na concentração de 2%, de 8 a 10 horas;

Usar em artigos termo sensíveis (instrumental, látex e etc.);



Recomendações:

  • Ativar o produto e verificar o prazo de validade;

  • Usar recipiente de vidro ou plástico fosco - produto fotossensível;

  • Manter em recipientes tampados;

  • Necessita de enxagüe copioso;

  • necessita do uso de EPI - luva de borracha de cano longo, máscara de carvão e óculos de proteção.




  • Álcoois:

  • Desinfecção de nível intermediário de artigos não críticos, alguns artigos semi-críticos e superfícies, na concentração a 70%. Tempo de exposição de 10 minutos com três aplicações, aguardando a secagem espontânea.

Recomendações:

  • Assegurar-se da qualidade do produto;

  • Friccionar a superfície ou o artigo, deixar secar em ar ambiente, repetir três vezes até completar o tempo de ação;

  • Pode ser usado na desinfecção concorrente de superfícies entre cirurgias, exames, após uso do colchão, etc.;

  • Contra-indicado em acrílico, borracha, tubos plásticos. Danifica o cimento das lentes dos equipamentos;

  • Não necessita de enxagüe;

  • Não necessita usar EPI.

  • Fenol sintético:

  • Desinfecção de nível intermediário e baixo. Usado para descontaminação ambiental incluindo bancadas de laboratórios e artigos não críticos. Tempo de exposição para superfícies e artigos é de 10 minutos.

Recomendações:

  • Contra-indicado para artigos que entram em contato com o trato respiratório, alimentos, objetos de látex, acrílico e borrachas

  • Friccionar a superfície ou o objeto imerso, com escova, esponja, etc., antes de iniciar o tempo de exposição;

  • Enxagüe copioso com água potável;

  • Necessita do uso de EPI – luva de borracha de cano longo, máscara de carvão, avental impermeável e óculos de proteção.

  • Hipoclorito de sódio:

  • Desinfetante dos três níveis – alto, intermediário e baixo -, conforme a concentração e tempo de exposição.


Recomendações:

  • Usar em recipientes opacos – o produto é fotossensível. Devem ser mantidos em vasilhames tampados devido a volatização do cloro.

  • Assegurar-se da qualidade do produto;

  • Descontaminação de superfícies na concentração de 0,1% (10.000 ppm) por 10 minutos;

  • Desinfecção de artigos:

  • Alto nível: na concentração de 0,1% (1000 ppm) de 20 a 60 minutos

  • Médio nível: na concentração de 0,1% (1000 ppm) por 10 minutos

  • Baixo nível: na concentração de 0,01% (100 ppm) por 10 minutos

  • Necessita enxagüe no caso de desinfecção de alto nível. Quando não for possível o enxagüe com água estéril, deve-se utilizar água corrente e rinsagem com álcool a 70% após secagem;

  • Necessita do uso de EPI – avental, luvas de borracha e máscara.




    1. Esterilização

É o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana (bactérias nas formas vegetativas e esporuladas, fungos e vírus), mediante aplicação de agentes físicos e/ou químicos.

Testes de Validação

Todo processo de esterilização precisa ser validado, empregando-se testes físicos, químicos e biológicos, além de monitorização regular durante as operações de rotina. Estes testes são realizados para certificar o desempenho ideal do ciclo de esterilização, e para determinar se as condições pré-estabelecidas foram atingidas dentro da câmara, e nos pontos mais críticos da carga.


Indicadores Químicos:

Utilizados para detecção imediata de potenciais falhas no processo de esterilização.



  • Externos: Têm objetivo único de distinguir os pacotes que passaram pelo ciclo de esterilização, daqueles que não passaram. Apresentação na forma de tiras de papel ou fitas adesivas com listras em diagonal, para uso em autoclaves a vapor ou a gás.

  • Internos: são colocados dentro dos pacotes que são posicionados em pontos críticos da câmara, onde o acesso do vapor é mais difícil. Devem ser usados em conjunto com termostatos e indicadores biológicos:

  • Integradores: indicadores multiparamétricos – provêm uma reação integrada de temperatura, tempo de exposição e a presença do vapor. Disponíveis para processos a vapor ou a óxido de etileno.


Indicadores Biológicos:

Utilizados para monitorar as condições de esterilidade dentro dos pacotes-teste.


Métodos de Esterilização

  • Agentes Físicos:

  • Vapor saturado sob pressão: para artigos que não sejam sensíveis ao calor e ao vapor. É o processo de maior segurança (autoclave).

Artigos que não sejam sensíveis ao calor e vapor;

- Acomodação dos artigos em cestos aramados; - Usar só 80% da capacidade;

- Embalagens: Grau cirúrgico (de forma vertical, filme com filme, papel com papel), papel não tecido(SMS) e campos de algodão;

- Validade de acordo com a embalagem e acondicionamento;

- Manipular o artigo após o resfriamento.

Tipos:

. Gravitacional: O ar é removido por gravidade;

- Processo lento e favorece a permanência de ar residual;

- Pouco utilizada.

. Pré- Vácuo:



  • O ar é removido pela bomba de vácuo;

  • O vácuo pode ser obtido por meio de vácuo único e pulsatil, o mais eficiente, devido a dificuldade de se obter vários níveis de vácuo em um só pulso.



Monitorização:

. Controle Biológico: Bacillus Stearotermophillus;

. Bowie Dick: Avaliação da bomba de vácuo;

. Indicador Químico:classe 1, classe, classe 3, classe 4

. Integrador Químico: classe 5 e 6

Segundo recomendação da AORN (2002)




Tipo de Equipamemto

Temperatura

Tempo de Exposição

Gravitacional

132 a 135°C

121 a 123°C



10 a 25 min

15 a 30 min



Pré-Vacuo

132 a 135°C

03 a 04 min




  • Calor seco: para artigos que não sejam sensíveis ao calor, mas que sejam sensíveis à umidade (estufa).





Monitorização:

. Teste Biológico: Bacillus Subtillis;

. Indicadores Químicos: Fitas termossensiveis.


  • Flambagem: para uso em laboratório de microbiologia, durante a manipulação de material biológico ou transferência de massa bacteriana, através da alça bacteriológica.




  • Agentes Químicos- gasosos:

  • Para uso em materiais sensíveis ao calor e umidade.

  • Aldeídos: glutaraldeído;

- Produto de alto teor desinfetante;

- Utilizado em condições adequadas são esterilizantes(12hs a 18hs);

- Limpar e secar o artigo antes de imergir na solução, para evitar a diluição do produto;

- Preencher o interior das tubulações com seringa;

- Colocar data de ativação do produto; - Respeitar o prazo de validade;

- Desprezar o produto caso se observe algum tipo de matéria orgânica;

- Enxaguar bem o artigo(cancerigêneo);

Monitorização:

. Fitas reagentes ou kit liquido para acompanhar o ph da solução.





  • Óxido de etileno: portaria interministerial MS/MT nº 4; D.º 31/07/1991 DF, regulamenta este método de esterilização, estabelecendo regras de instalação e manuseio com segurança devido à toxicidade do gás.

Outros princípios ativos: desde que atendam à legislação específica. Todos os artigos;

- Respeitar as normas vigentes do ministério da saúde(áreas e instalações próprias devido a alta toxicicidade);

- Somente embalagens de grau cirúrgico;

- Observar rigorosamente os tempos de areação;

- Validade de 02 anos;
Monitorização:

. Controle Biológico: Bacillus Subtilis hoje mais conhecido como Bacillus Atrophaeus

. Fitas Indicadoras.



  • Esterilização por plasma de peróxido de hidrogênio – Sterrad.

  • O processo promove uma nuvem de reações entre íons, elétrons e partículas atômicas neutras (plasma). O plasma é bactericida, tuberculicida, esporicida, fungicida e viruscida.

  • O processo inclui 5 fases: vácuo, injeção, difusão plasma e ventilação. Cada fase é controlada e registrada pelo equipamento (automonitorado), e em casos de qualquer desvio do esperado, ocorre automática interrupção do ciclo e emissão de um relatório impresso sobre as causas e as ações a serem tomadas.

Vantagens:

  • Não é tóxico ao meio ambiente. Tem como resíduos finais, a água e o oxigênio;

  • Ciclo total rápido (75 minutos). Não necessita de período de aeração;

  • Simples de instalar e operar;

  • Compatível com plásticos, borrachas, metais, vidros e acrílicos;

  • Promove a esterilização em baixa temperatura – aproximadamente 50º C;

  • Possui indicadores químicos próprios.

Desvantagens:

  • Alto custo inicial;

  • Necessita de embalagem específica, livre de celulose;

  • Não processa materiais que absorvam líquidos – por exemplo, musselina, nailon, poliester e materiais que contenham fibras vegetais – por exemplo, algodão e papéis.

  • É limitado quanto a artigos que possuam lúmen (relação entre o diâmetro e o comprimento);

  • Não processa artigos com lúmen de fundo cego; aceita artigos metálicos e plásticos com lúmen de diâmetro interno acima de 0,3 cm. Artigos com diâmetro interno de 0,1 a 0,3 cm necessitam de adaptador próprio. O comprimento máximo aceito para itens metálicos é de 50 cm, e para ítens plásticos de 130 cm.

  • É necessário utilizar EPI – luvas de látex – ao manusear os recipientes com peróxido de hidrogênio concentrado. Se houver contado com a pele lavar copiosamente.



7 Dispensação - Regras para um Armazenamento Ideal:

. Limite de tráfegos de pessoas;

.Temperatura entre 18 a 22° e a umidade de 35 a 50%

. Prateleiras abertas;

. O local deve ser longe de água; janelas, portas e tubulações expostas;

. O material deve ser manipulado o mínimo possível;

. Efetuar inspeção periódica dos artigos, verificando qualquer anormalidade;

. Os pacotes devem atingir a temperatura ambiente antes de serem transferidos para as prateleiras;

. Estabelecer limpeza diária e periódica;

. Dispor os itens de forma que facilite a localização;

. Liberar os lotes mais antigos antes dos mais novos;

. Efetuar conferências periódicas dos artigos estocados.


INDICAÇÕES PARA USO DAS PRINCIPAIS SOLUÇÕES:
ÉTER É um agente solvente (não tem ação antisséptica).

  • Usar apenas para remover esparadrapo, se necessário.

  • Nunca usar sobre lesões cutâneas, feridas operatórias e mucosas.

  • Nunca utilizar em regiões próximas às vias respiratórias


ÁLCOOL A 70%

Antisséptico de pele e Desinfetante de artigos e superfícies.



  • Usar para o preparo de pele antes de punções venosas periféricas.

ÁLCOOL A 70% COM EMOLIENTE ou ÁLCOOL-GEL

Descontaminante e antisséptico das mãos dos cuidadores.



  • Usar para complementar a lavagem das mãos com sabão comum, quando necessário.

  • Como descontaminante das mãos (sem sujidade) antes e após a prestação de cuidados.

CLOROHEXIDINA DEGERMANTE A 2% OU 4%

Sabão antisséptico (degermante) para a pele íntegra.


  • Usar como degermante das mãos.

  • Usar como degermante da pele íntegra antes das punções venosas profundas.

  • Opção de degermante para paciente e profissional alérgico a iodo.

CLOROHEXIDINA ALCOÓLICA A 0,5% Antisséptico de pele.



  • Usar para complementar o preparo de pele antes das punções venosas profundas e nos curativos dos acessos venosos profundos.

  • Opção de antisséptico para paciente alérgico a iodo.

PVP-I DEGERMANTE

Sabão antisséptico (degermante) para a pele íntegra.


  • Contém um detergente (sabão), logo, deve ser bem enxaguado após o uso.

  • Usar como degermante da pele íntegra antes dos procedimentos invasivos.

PVP-I ALCOÓLICO

Antisséptico de pele.


  • Usar para complementar o preparo da pele antes de procedimentos invasivos.

PVP-I TÓPICO

Antisséptico de pele e mucosas.
ATENÇÃO: Soluções com mesmo principio ativo, se complementam em suas ações e devem ser usadas em conjunto, quando necessário.Usando soluções com principio ativo diferentes há inativação dos produtos.

ACIDENTES OCUPACIONAIS NO CENTRO CIRÚRGICO
Estes cuidados referem-se a uma série de medidas gerais destinadas a prevenir a contaminação do trabalhador de saúde pelo HIV, HBV, HVC e outros patógenos transmitidos através do sangue e fluidos corporais contaminados. Estas medidas envolvem o uso de precauções de barreira como as luvas, capotes, aventais, botas, máscaras e óculos protetores, que podem reduzir o risco de exposição da pele e mucosa dos profissionais de saúde aos materiais potencialmente contaminados. Além disso, é recomendado que todos os profissionais de saúde se previnam de lesões causadas por agulhas, scalps e outros materiais pérfuro-cortantes.
As normas de proteção para prováveis situações de exposição do profissional de saúde são muito variadas, sendo porém recomendadas em determinadas situações em que haja chance de exposição a fluidos contaminados, principalmente nos procedimentos diagnósticos invasivos (broncoscopias, cateterismos, punções venosas, etc,), procedimentos cirúrgicos e de emergência, além dos procedimentos laboratoriais e necrópsias.
Estas normas são aplicadas de acordo com o tipo de exposição, devendo ser acrescentada às precauções padrão:


  • O uso de botas e aventais impermeáveis durante cirurgias em que seja estimado a perda de grande volume de sangue e duração  do que 2 horas;

  • Duplo enluvamento, para reduzir a carga viral durante os acidentes pérfuro-cortantes;

  • Considerar todo paciente como potencialmente contaminado, sem que seja necessário rotulá-lo como portador de doenças veiculadas pelo sangue.

Bibliografia Consultada:



  • SILVA, M.D.A. et al. Enfermagem na Unidade de Centro Cirúrgico.2.ed. São Paulo: EPU, 1997.

  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização: Práticas Recomendadas – SOBECC. 2. Ed. São Paulo, 2003.

  • SILVA, Maria D`Apparecida Andrade; RODRIGUES, A . L.; CESARETTI,I. U. R. Enfermagem na unidade de centro cirúrgico. 2. Ed. rev. e ampl. São Paulo: EPU,2001.

  • BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-cirúrgica. v.1 Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

  • NEEKER,M.H,ROTH,RJ.C.Cuidados de enfermagem ao Paciente Cirúrgico.Rio de Janeiro:Guanabara Koogan,1997



Exercício: quais são as funções da equipe de enfermagem na atuação em centro cirúrgico?

Quais são os outros integrantes da equipe cirúrgica e suas funções?

Defina assepsia, antissepsia, germicida, bactericida, degermação, bacteriostáticos







Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal