Engenharia Física – ufscar um projeto político-pedagógico ainda inovador José M. Póvoa



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Engenharia Física – UFSCar - um projeto político-pedagógico ainda inovador


José M. Póvoa – povoa@df.ufscar.br

Cláudio A. Cardoso – cardoso@df.ufscar.br

Departamento de Física

Universidade Federal de São Carlos

Rod. Washington Luiz km 235

13565-905 – São Carlos - SP

Resumo: Nesse artigo procuramos apresentar o que acreditamos seja ainda inovador no Projeto Político-Pedagógico do curso de Engenharia Física da UFSCar. Chamamos uma atenção em especial aos tipos de disciplinas optativas e também pelas disciplinas eletivas que o aluno deve cumprir pra integralizar seu curso. Ressaltamos ainda que dentre as disciplinas optativas e eletivas, criamos no Departamento de Física para o curso de Engenharia Física uma serie delas com o objetivo principal de motivar os alunos a participarem de projetos de Mobilidade Acadêmica tanto em instituições nacionais quanto internacionais.
Palavras-chave: Mobilidade Acadêmica; Projeto Político-Pedagógico, Engenharia Física

1introdução


Durante esses quase 11 anos de existência o Projeto Político Pedagógico (PPP) do curso sofreu pequenas adequações pontuais sem que caracterizasse uma mudança considerável em sua estrutura. Isso é um bom indicativo de que o Curso de Engenharia Física já foi criado visando certa flexibilidade inerente a todos os processos dinâmicos. Dentre essas adequações podemos citar a criação de algumas disciplinas optativas, principalmente as criadas para facilitar a validação de disciplinas feitas em mobilidades acadêmicas ou feitas em instituições conveniadas. Essas pequenas adequações melhoraram o curso adequando-a mais a realidade atual - não só da UFSCar - como também do mundo do trabalho, que tem exigido por modernizações constantes dos cursos.

Uma das principais características que permite que esse projeto ainda seja inovador, comparada com muitos cursos de Engenharia do Brasil, é a grande quantidade de créditos optativos e eletivos que o aluno deve cumprir para concluir o curso, e também pelo fato desses créditos optativos serem distribuídos em quatro categorias/grupos.




  1. 2. A Formação do Engenheiro e o Progresso Tecnológico na Sociedade Atual



A ciência no momento atual, não é só um bem cultural, mas é a base do desenvolvimento econômico. A moderna tecnologia apóia-se no conhecimento científico.

Além disso, vale ressaltar que a transformação do conhecimento em tecnologia, se dá numa velocidade fantástica..

Muitas discussões sobre a formação do engenheiro adequado à sociedade atual têm ocorrido não só aqui nos COBENGEs como também em outros congressos e seminários, não só no Brasil, mas em todo o mundo.

O novo engenheiro precisa ser formado não só para enfrentar uma sociedade cambiante do ponto de vista científico-tecnológico, mas também em muitos outros aspectos. Ele necessariamente terá que ter uma sólida base em ciências, matemática e informática. Terá que se preparar para aprender de forma autônoma, a partir das mais diferentes fontes de informação, selecionando-as por critério de relevância, rigor e ética. Terá que dominar o processo de produção e divulgação de novos conhecimentos, tecnologias, serviços e produtos. Precisará ter visão de realidade, preparo para enfrentar o desconhecido, capacidade de produzir/criar, facilidade para interagir com outras pessoas/áreas, sensibilidade para a questão ambiental e o exercício da cidadania...

Nas Teleconferências “ Engenheiro 2001” (1997-1998) foram amplamente discutidas a formação que a sociedade espera do futuro profissional de engenharia.

Numa dessas conferências, discorrendo sobre as transformações radicais pelas quais deve passar a formação do engenheiro, PIRRÓ LONGO defendeu que esse profissional “não pode ser mais um especialista e nem um politécnico, deve aprender a aprender, deve ter um embasamento muito forte em ciências e matemática; deve evitar a compartimentalização do saber,.... etc.”

Essa afirmação do professor Pirró e Longo nos forneceu os primeiros contornos do profissional esperado para o egresso do curso de Engenharia Física.

2.4 O Exercício Profissional do Engenheiro Físico

A organização curricular dos cursos de engenharia no país é regida pela Resolução CNE/CES nº 11, de 11 de março de 2002, que institui as “Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia”.

Está em discussão, no âmbito do CONFEA/CREA e a comunidade de Engenheiros, a definição de atribuições de atividades profissionais, que poderá mudar algumas regulamentações sobre o exercício da profissão de engenheiro no Brasil. Após muita discussão o plenário do CONFEA-CREA aprovou a Resolução 1010, que resulta na flexibilização de atribuições no mercado de trabalho para os profissionais ligados ao Sistema. Apesar de aprovado o debate ainda não se esgotou, discussões sobre os anexos continuam ocorrendo até os dias de hoje. Por ocasião das solicitações para que o CONFEA-CREA analisasse as possíveis atribuições do Engenheiro Físico formado pela UFSCar, chegamos a encaminhar a documentação solicitada pela Resolução 1010, inclusive com os seus Anexos, na expectativa de que os egressos do curso já recebessem atribuições pela nova resolução. Mas devido ao fato de que as discussões ainda estavam ocorrendo o CONFEA-CREA-SP achou por bem utilizar a resolução 218 e concedeu provisoriamente a atribuição de Engenharia de Controle e Automação ao Engenheiro Físico formado pela UFSCar. Continuamos no aguardo da analise de nossa solicitação para que os egressos tenham suas atribuições já de acordo com a resolução 1010.

O engenheiro formado pelo Curso de Engenharia Física da UFSCar, é um profissional generalista, com sólida base cientifica e tecnológica, principalmente, as relacionadas com as áreas das ciências exatas (Física, Química, Matemática), preparado para aplicar esses conhecimentos básicos na investigação de problemas tecnológicos, através do uso de uma estratégia multidisciplinar. Pela sua formação, as visões do cientista e do engenheiro, fundamentam seu desempenho profissional.

No mundo e também no Brasil o Engenheiro Físico constitui em um profissional com formação em processos de pesquisa e desenvolvimento, orientados à geração e aplicação de conhecimentos da Física para a solução de problemas nos campos da indústria, da investigação e da Academia. É um profissional capaz de:


  • Desenhar, projetar, dirigir executar e administrar as ações que conduzam ao aproveitamento ótimo de recursos, selecionando métodos e técnicas físicas pertinentes para atingir este objetivo;

  • Participar no desenvolvimento de projetos tecnológicos e investigativos, de caráter empresarial que requeiram, propor soluções a problemas, em que intervém as interações entre matéria e energia.”


3. DESCRIÇÃO DOS GRUPOS DE CONHECIMENTOS FUNDAMENTAIS À FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO FÍSICO
Os grupos de conhecimentos fundamentais à formação do Engenheiro Físico são bastante similares aos grupos de conhecimentos necessários para outros Engenheiros que, atualmente, estão sendo formados no Brasil. A única diferença talvez, seja a de que, o Engenheiro Físico, tem uma forte base nas ciências matemáticas e físicas, que o capacitará para os desafios que o mundo moderno vem solicitando dos profissionais: muitos dos problemas a serem resolvidos não surgiram ainda, o que exigirá do futuro profissional, uma capacidade muito grande para resolver problemas novos, se fundamentando em sua formação básica. O curso de Engenharia Física leva em conta, a formação do aluno, não somente como empreendedor em assuntos relacionados especificamente com a sua área de atuação profissional, mas também, a sua formação como participante de uma sociedade. Durante toda sua permanência na UFSCar, ele tem a chance de vivenciar situações que o fará concluir, que a sua função, não se resume apenas a valores econômicos, mas também humanista e ambiental. Ele poderá intensificar essas vivencias que, com certeza, interferirão em suas atitudes, frente à sociedade e ao meio ambiente.

Essa formação é adquirida pelo estudante, através dos grupos de conhecimentos provenientes: das ciências básicas, das ciências aplicadas, vinculados à tecnologia, relacionados à administração e a ciência da informação e também oriundos das ciências humanas e ambientais.



3.1 . Disciplinas Relacionadas aos Grupos anteriormente Citados.

Na tabela 3.1, apresentamos as disciplinas Obrigatórias, que compõem a matriz curricular do curso de Engenharia Física, distribuídas por núcleos, como mostrado abaixo, atendendo ao artigo 6º das Diretrizes Curriculares “...Todo curso de Engenharia, independente da sua modalidade, deve possuir em seu currículo: um núcleo de conteúdos básicos, um núcleo de conteúdos profissionalizantes e, um núcleo de conteúdos específicos, que caracterizam a modalidade...”.

Uma separação clara entre os núcleos, torna-se um pouco difícil de ser definida, uma vez que o curso de Engenharia Física ainda é novo no Brasil e não tínhamos com quem discutir sobre os projetos pedagógicos, e também, devido a algumas peculiaridades que o mesmo tem. Acreditamos que a distribuição apresentada a seguir, seja a mais apropriada para o curso de Engenharia Física da UFSCar. Atualmente, além da UFSCar já existe Engenharia Física na Universidade Federal do Rio Grande o Sul e também na Universidade Estadual do Mato Grosso.

Procurando fornecer um guia para facilitar a visualização de como serão atendidos/contemplados os núcleos de: conteúdos básicos, conteúdos profissionalizantes e de conteúdos específicos, que caracterizam a modalidade do curso de Engenharia Física, apresentamos a tabela onde constam nas quatro primeiras colunas:



  1. Grupo de Formação a que a disciplina está incluída no Projeto do Curso;

  2. Período sugerido;

  3. Nome da disciplina

  4. Número de créditos correspondente a essa disciplina. (Na UFSCar, cada crédito corresponde a 15 horas de aula e, as disciplinas são semestrais).

  5. Nas três últimas colunas apresentamos os tópicos relacionados na Resolução CNE/CES de 11 de março de 2002, artigo 6o & 3o, & 4o -, e as respectivas quantidades de créditos (submúltiplo do número total de créditos), para cada item de cada modalidade que se enquadre à referida disciplina.



Grupo de Formação

Período

NOME DA DISCIPLINA

CRÉDS.

Núcleo Básico - créditos

Conteúdo Profissionalizante.

Conteúdo específico

Geral – (Computação e Eletrônica)


3o

Física Computacional 1

04

(III) 02

(I) 02




4o

Física Computacional 2

04




(I) 02

02

4o

Eletrônica 1

06




(XI) 06




5o

Circuitos Elétricos

04




(IV) 04




5o

Lab. Lógica Digital

02




(V) 02




5o

Lógica Digital

04




(V) 04




6o

Microprocessadores e Micro-controladores 1

04







04

7o

Controle e Servomecanismos

04







04

Geral

(Física Matemática)


4o

Física Matemática 1

04







04

5o

Física Matemática 2

04







04

Geral

(Física Clássica)


1o

Física Experimental A

04

(VI) 04







1o

Física A

06

(VI) 06







2o

Física Experimental B

04

(VI) 04







2o

Física B

06

(VI) 06







3o

Física Experimental C

04

(VI) 04







3o

Física C

06

(VI) 06







4o

Física Experimental D

04

(VI) 04







4o

Física D

06

(VI) 06







5o

Mecânica Clássica

06




(XXIX) 03

03

6o

Eletromagnetismo 1

06




(X) 03

03

6o

Termodinâmica

04




(LI) 02

02

Geral

(Física Moderna)


5o

Física Moderna 1

04







04

6o

Mecânica Quântica 1

04







04

6o

Física Moderna Experimental 1

04







04

7o

Estado Sólido 1

04




(III) 02

02

Geral – (Matemática)



1o

Geometria Analítica

04

(V) 04







1o

Cálculo Diferencial e Integral 1

06

(V) 06







2o

Equações Diferenciais e Aplicações

04

(V) 04







2o

Cálculo Diferencial e Séries

04

(V) 04







3o

Álgebra Linear 1

04

(V) 04







3o

Cálculo Diferencial e Integral 3

04

(V) 04







6o

Estatística Experimental

04

(I e V) 04







Geral

(Química)


1o

Química Tecnológica Geral

06

(X e XI) 06







2o

Química Analítica Experimental A

04




(XLI) 04




7o

Engenharia Eletroquímica

04




(XV) 04




Humanista e Ambiental

8o

Ciências do Ambiente para Engenharia Física

04

(XIV) 04







Tecnológica


10o

Trabalho Final de Curso

04







04*

3o

Mecânica dos Sólidos

04




(XXIX) 04




8o

Desenvolvimento de Projeto

04







04

8o

Desenho e Tecnologia Mecânica

04




(XLIX) 06




9o

Estágio Curricular 1

20







20*

Aplicada – (Caracterização de Materiais)


8o

Métodos de Caracterização I :

04







04

4o

Fenômenos de Transporte 4

04

(VII) 04







5o

Fenômenos de Transporte 5

04

(VII) 04







8o

Estrutura e Propriedades dos Sólidos

04







(04)

Total dos Créditos em cada um dos Núcleos.

212

90

48

76

Percentual do total de créditos do curso dedicado a cada um dos Núcleos.

81%

34,5%

18,3%

29,0%

* Estágio Curricular e Trabalho Final de Curso - atendendo a resolução acima citada.

Tabela 3.1 – Disciplinas obrigatórias da grade curricular do curso de Engenharia Física


Além de cumprir esses créditos obrigatórios, o aluno ainda deve cumprir para integralização do curso disciplinas optativas pertencentes a quadro grupos, além de disciplinas eletivas. Na UFSCar são caracterizadas como disciplina eletiva qualquer uma cursada, independente de pertencer ou não a uma listagem de disciplinas optativas. O Estágio Supervisionado é obrigatório desde o inicio do curso. A tabela abaixo indica o numero de créditos em cada uma dessas categorias.


INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR

NÚMERO DE CRÉDITOS EM DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

192

NÚMERO DE CRÉDITOS EM DISCIPLINAS DO QUADRO 1

02

NÚMERO DE CRÉDITOS EM DISCIPLINAS DO QUADRO 2

04

NÚMERO DE CRÉDITOS EM DISCIPLINAS DO QUADRO 3

16

NÚMERO DE CRÉDITOS EM DISCIPLINAS DO QUADRO 4

12

NÚMERO DE CRÉDITOS EM DISCIPLINAS ELETIVAS

20

NÚMERO DE CRÉDITOS EM ESTÁGIO INDUSTRIAL

20

NÚMERO TOTAL DOS CRÉDITOS

266

Tabela 3.2 – Créditos para integralização curricular, separados nas diferentes categorias de disciplinas.
3.2 Disciplinas Optativas e Eletivas que compõem a Matriz curricular
Uma das características do curso é que as disciplinas optativas são divididas em 4 (quatro) categorias. O aluno, para concluir o curso, deve cursar disciplinas de todas essas quatro categorias, tendo com isso certa flexibilidade, mas ele só integralizará o curso após ter tido contato com disciplinas de diferentes áreas.

As Disciplinas Optativas - QUADRO 1, darão ao aluno, um contato com o “mundo do trabalho”, interagindo com profissionais atuantes na área de engenharia e/ou com as funções exercidas por engenheiros no Brasil e no mundo. Fazem parte desse quadro, as seguintes disciplinas: Introdução à Engenharia e Introdução à Engenharia Física. Sendo obrigatório cursar pelo menos 02 (dois) créditos.

As Disciplinas Optativas - QUADRO 2, darão ao aluno, os primeiros contatos com as disciplinas das ciências humanas. Fazem parte desse rol, as seguintes disciplinas: Comunicação e Expressão, Sociologia Industrial e do Trabalho e Filosofia das Ciências. Sendo obrigatório cursar pelo menos 04 (quatro) créditos.

As Disciplinas Optativas - QUADRO 3, Esse quadro é composto basicamente de disciplinas de formação em: ciências (física, química, matemática); computação/eletrônica e engenharia. Essas disciplinas permitem ao aluno um direcionamento personalizado ao seu curso. O aluno é obrigado a cursar pelo menos 16 créditos desse quadro de disciplinas

As Disciplinas Optativas - QUADRO 4, contem disciplinas que permitirão ao aluno, ter contato com o grupo de Administração e Informação. Sendo obrigatório cursar pelo menos 12 (doze) créditos.

Disciplinas Eletivas: as disciplinas relacionadas como optativas, é uma amostragem das disciplinas que o aluno pode cursar, além claro das disciplinas obrigatórias. Na estrutura do curso, estão previstos ainda: 20 (vinte) créditos de disciplinas eletivas. Considera-se como eletiva qualquer disciplina do elenco de disciplinas oferecidas pela universidade e/ou cursada em outra instituição conveniadas e validada pela UFSCar

Com esse rol de disciplinas eletivas o aluno terá liberdade para complementar sua formação em qualquer um dos grupos citados acima e/ou, em outros pelos quais venha a se interessar. Nesse rol de disciplinas o aluno será estimulado a cursar disciplinas das ciências humanas e/ou ambientais, que lhes permitam uma maior sintonia com a dinâmica do mundo contemporâneo.

Uma das características principais do curso (desde o primeiro semestre), é e será oferecer disciplinas e atividades que contribuam para a formação da pessoa e do profissional. Essa formação se dá através do encadeamento das disciplinas, garantido com a existência de pré-requisitos obrigatórios e/ou sugeridos.
4 Disciplinas motivadoras para realização de Mobilidade Acadêmica
Visando resolver um dos grandes problemas de validação das disciplinas cursadas durante Programas de Mobilidade Acadêmica como, por exemplo, o da ANDIFES e/ou disciplinas cursadas em instituições conveniadas no Brasil, onde o aluno pode cursar disciplinas como aluno especial, ou instituições internacionais, criamos algumas disciplinas especificas que minimizam esses problemas. Tínhamos problemas sérios, e na maioria dos cursos ainda têm, para validar disciplinas cursadas fora da UFSCar, após termos constatado esse problema e pelo fato de existir disciplinas optativas e eletivas no projeto do curso para que o aluno integralize seu curso criamos, até o momento, as disciplinas abaixo listas, .

Disciplina Convênio Optativa – Quadro 1 – A, B e C

Disciplina Convênio Optativa – Quadro 3 – A, B e C

Disciplina Convênio Optativa – Quadro 4 – A, B e C

Disciplina Convênio Eletiva A, B e C

A existência dessas disciplinas permite que a coordenação do curso considere disciplinas cursadas fora da UFSCar como equivalentes a uma delas. Com criação dessas disciplinas incentivamos bastante nossos alunos a participarem de algum tipo de Mobilidade Acadêmica, ao saírem para algum programa de Mobilidade Acadêmica e/ou cursar disciplinas como aluno especial em outra Instituição ele tem certeza de que seus créditos serão validados.

Participar de programas de mobilidade acadêmica é uma rica experiência que com certeza ajuda muito o aluno e futuro profissional e enfrentar o desconhecido, permite esse futuro profissional a vivenciar, enquanto aluno, novas culturas e adquirir um pensamento mais critico a respeito da sociedade. Especificamente com relação a sua formação permite adquirir um conhecimento mais especifico ao cursar disciplinas ou participar de projetos de pesquisa que muitas vezes em sua instituição de origem seria muito difícil e muitas vezes impossível.
5 Formação Complementar
Como formação complementar, incentivaremos nossos alunos a participar de projetos de Iniciação Cientifica e/ou estágios, em diversos departamentos da UFSCar e/ou Universidades e/ou Centros de Pesquisa e/ou Empresas de São Carlos e região. (Atualmente, pelo menos 50% dos alunos do segundo ano em diante participam de alguma Iniciação Cientifica ou Tecnológica).

Na UFSCar diversas ações estão sendo empreendidas, de forma a articular atividades acadêmico-científico-culturais. Dentre as várias formas de articulação, o aluno é incentivado a:



  • Participar de seminários, e atividades culturais apresentadas por alunos, pesquisadores e/ou empresários buscando articular a física com outras ciências e com a tecnologia.

  • Freqüentar Congressos de Iniciação Científica;

  • Participar de Simpósios e/ou “workshops” que discutam ciência e tecnologia

  • Participar e ajudar a organizar os Simpósios Brasileiros de Engenharia Física (em 2010 realizamos o V SBEF);

  • Visitar empresas/industrias e/ou centros de pesquisas;

  • Envolver-se com técnicas modernas de comunicação;

  • Aprimorar as relações interpessoais, desenvolvendo trabalhos em equipe.

  • Participar de projetos de extensão tais como o “BAJA”, e “AeroDesignn”, etc

  • Participar de Empresas Juniores (os alunos da Engenharia e de Física criaram sua própria Empresa Junior, a PHYSIS, da qual participam alunos dos cursos de Bacharel em Física, Engenharia Física, além de alunos de outros cursos da UFSCar)



1considerações finais

Os quadros de disciplinas optativas possibilitam uma maior flexibilidade e dinâmica do curso, uma vez que é mais fácil a inclusão disciplinas nesses quadros do que no quadro de disciplinas obrigatórias. A inclusão de disciplinas optativas não acarreta em grandes mudanças na estrutura do curso.

A existência das disciplinas optativas e eletivas permite ao aluno se tornar um pouco mais responsável pela sua formação. Muitas vezes alguma disciplina ou conjunto de disciplinas permite ao aluno adquirir um conhecimento especifico e que atende seus anseios, e quando o PPP do curso não o incentiva a cursá-las muito provavelmente esse aluno não as cursarão. Acreditamos que após a resolução 1010 do CONFEA-CREA entrar em vigor, os diferentes alunos do curso de Engenharia Física poderão adquirir atribuições diferentes em função das diferentes disciplinas cursadas.

Vale ressaltar que dentre os egressos do curso a grande maioria deles estão muito bem colocados no mundo do trabalho. Isso se deve ao tipo de formação proposta pelo curso, que tem como base uma formação cientifica sólida que os capacitam a atuarem em diferentes áreas das Engenharias, em parte essa capacitação se deve graças ao ambiente de estimulante pesquisa científica e tecnológica que vivenciaram durante o curso.

Por todos esses motivos é que ainda acreditamos que o Projeto Político Pedagógico do curso de Engenharia Física ainda seja bastante inovador.
referências bibliográficas

Relatório apresentado ao Ministério de Estado da Ciência e Tecnologia sobre alguns aspectos da Física brasileira - agosto de 2002 - disponível em http://www.cbpf.br/pdf/RelatorioMCT.pdf acessado em 15/06/2010

Teleconferências “Engenheiro2001” (1997-1998), em particular as proferidas pelos doutores Waldimir Pirró e Longo (UFRJ-RJ) e Paulo Alcântara Gomes (COPPE-UFRJ – RJ). - Fundação Vanzolini da Escola Politécnica/USP-SP. Apoio FINEP.

Projeto Pedagógico – Curso de Engenharia Física. Univesidade Federal de São Carlos – 2006.



Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia.- disponível em http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES112002.pdf acessado em 15/06/2010


ENGINEERING PHYSICS - UFSCAR - A POLITICAL PEDAGOGICAL PROJECT STILL INNOVATOR


Abstract: In this article we present what we believe is still an innovator in the Political-Pedagogical Project of UFSCar´s Physics Engineering course. We call special attention to the types of optional disciplines and also the elective that students must do to complete the course. We also emphasize that among the optional courses and electives. We created at the Department of Physics to course of Engineering Physics one series of them with the main objective of motivating students to participate in projects of Academic Mobility in national or international institutions..


Key-words: Academic Mobility, Political-Pedagogical Project, Engineering


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