Engenho da rainha: identidade e memória no olhar de seus moradores



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ENGENHO DA RAINHA: IDENTIDADE E MEMÓRIA NO OLHAR DE SEUS MORADORES

Cláudia Maria Calmon Arruda1


1. Introdução

O estudo sobre o bairro do Engenho da Rainha teve por base o desenvolvimento de um projeto pedagógico junto à Escola Municipal Marechal Estevão Leitão de Carvalho, onde leciono História, cujo objetivo foi despertar o interesse dos alunos pela disciplina e também realizar um trabalho que permitisse a abordagem de temas como identidade e cidadania. A experiência docente nos demonstrou que identidade e cidadania constituem-se em conceitos abstratos para os alunos e por isso, resolvemos tratá-los a partir de um local que lhes fosse próximo: o bairro, lugar onde são tecidas as primeiras relações familiares e coletivas.

No ano letivo de 2003, o “Projeto Memórias do Engenho” da Rainha foi elaborado, em parceria com a também professora de História Maria de Lourdes Bastos, e resultou na apresentação de esquetes teatrais pelos alunos, além da elaboração, pelas professoras, de textos que entrelaçavam o ensino da História do Bairro com os conteúdos disciplinares de História do Brasil e História Geral. O resultado deste trabalho foi profícuo, pois percebemos um alto grau de envolvimento dos alunos com a execução das atividades desenvolvidas pelo Projeto (atuação teatral, cenografia, desenhos, figurinos etc.) além do interesse pela disciplina, a percepção de sua dinâmica e do vivo diálogo que esta mantém entre passado, presente e futuro. Conforme observa o historiador John Lewis Gaddis:

Podemos, então, definir o futuro como uma zona onde contingências e continuidades coexistem independentes entre si; o passado como o local onde sua relação é inextricavelmente imobilizada; e o presente como a singularidade que as reúne, fazendo com que elas se cruzem, alternadamente, e por meio desse processo a história é construída. 2

A partir do uso da História Local como conteúdo disciplinar, iniciamos uma pesquisa com um grupo de alunos e responsáveis da Escola Municipal Marechal Estevão Leitão de Carvalho, a fim de conhecer quais eram as lembranças sobre o bairro que essas pessoas carregavam consigo. Decidimos então percorrer os caminhos pelos quais a História do Engenho da Rainha foi construída, ou mais precisamente, o caminho trilhado para que um determinado tipo de história se cristalizasse na memória do contingente pesquisado. Para tal análise, tornou-se imperativo visitar o passado para verificar o que ele nos mostrava sobre o Engenho da Rainha e a sua História, e em que medida este contribuiu para forjar novas identidades e memórias.

2. O Engenho da Rainha e a sua História

As terras do Engenho da Rainha abrangiam os territórios onde hoje se localizam os bairros do mesmo nome, Inhaúma e possivelmente Pilares e Tomás Coelho3. O Engenho da Rainha integrava a paróquia de Inhaúma, que se destacava entre as demais por suas terras férteis e por ser uma das freguesias suburbanas mais próximas ao centro. Posição que, a partir de 1838, ocuparia sozinha, quando as freguesias da Lagoa e do Engenho Velho foram alçadas à categoria de freguesias da cidade4.

A história do Engenho da Rainha ganharia singularidade a partir de 1810, quando a Rainha Carlota Joaquina elegeu o local para o estabelecimento de uma casa para repouso5. Joaquim Justino Moura dos Santos, assinala que a fundação do Engenho da Rainha inscreveu-se no quadro das mudanças sócio-econômicas operadas na cidade do Rio de Janeiro, com a vinda da corte portuguesa para o Brasil6 e a escolha da cidade como sede do governo imperial:

A vinda da família real impõe ao Rio uma classe social até então praticamente inexistente. Impõe também novas necessidades materiais que atendam não só aos anseios dessa classe, como facilitem o desempenho das atividades econômicas, políticas e ideológicas que a cidade passa a exercer7.

Na esteira destas mudanças as lavouras da freguesia de Inhaúma aumentaram em sua extensão, sendo reforçada a importância dessa paróquia como fornecedora de gêneros alimentícios para o abastecimento do centro da cidade. Além disso, por determinação do rei D.João VI, foram feitos reparos na Estrada Real de Santa Cruz para facilitar o trajeto da família real até à Real Fazenda de Santa Cruz. Atravessando as terras do Engenho da Rainha, a Estrada Real de Santa Cruz (atual Avenida Dom Hélder Câmara), constituía-se numa via fundamental para o intenso comércio mantido entre a freguesia de Inhaúma e o centro da cidade8.

Na primeira metade do século XIX, a instalação das primeiras manufaturas no Rio de Janeiro, alterou as funções da cidade, que passaria a investir, ainda que de forma incipiente, na instalação de fábricas. As mudanças de rumo na economia, requisitariam espaços para acomodar a produção fabril e a população operária em formação. A partir deste período, as grandes lavouras da Freguesia de Inhaúma entrariam em declínio, provocando mudanças sensíveis na paróquia que criaria novas formas de sobrevivência social e econômica que se adaptaram perfeitamente às exigências de uma nova conjuntura de crescimento9. A Freguesia de Inhaúma paulatinamente perderia o seu caráter agrícola, passando a servir como local de residência proletária.

A decadência da freguesia de Inhaúma arrastou consigo as localidades que integravam a paróquia. O Engenho da Rainha, nas mãos de particulares desde o fim do Império, foi loteado e vendido por seu último proprietário: o Coronel Antônio Joaquim de Souza Pereira Botafogo. Investido da lógica capitalista insurgente, o Coronel Pereira Botafogo, juntamente com a venda dos lotes de terra, também fabricava e comercializava materiais de construção10.

O traçado urbano do Engenho da Rainha foi definido, na última década do século XIX, pelo loteamento do Coronel Botafogo e pela linha férrea que ordenava o estabelecimento das residências proletárias, uma vez que a população procurou fixar-se em áreas próximas às estações de trem, a fim de facilitar o seu deslocamento para o trabalho.

É servida a paróquia de S. Tiago de Inhaúma por quatro estradas de ferro: Central do Brasil, Leopoldina (The Leopoldina Railway), Melhoramento do Brasil e do Rio d’ Ouro. (...) A quarta tem três estações de parada: Vargem Grande, Botafogo (em terras de Antônio Joaquim de Souza Pereira Botafogo) e Mato Alto11.

A estação de trem situada nas terras do Coronel Pereira Botafogo, o fato das ruas (abertas pelo Coronel) no Engenho da Rainha terem recebido nomes de seus familiares e amigos são reveladores do caráter particularista e da total ausência do Poder Público na urbanização dessa região. Tal fato, fica mais evidente quando confrontado com as reformas urbanas promovidas nas freguesias centrais e naquelas que compõem a atual zona sul da cidade. Estas regiões foram eleitas pelo Poder Público como pólo político-econômico da cidade e, como tal, concentraram as atividades culturais, os bens de serviços e lazer, além de reservar para si os projetos de saneamento, paisagismo e toda sorte de melhorias urbanísticas12.

O caráter excludente e hierarquizado do planejamento urbano do Rio de Janeiro, teve o seu ápice durante a administração do Prefeito Francisco Pereira Passos, iniciada no ano de 1903. Sob o pretexto de higienizar e arejar a cidade, o prefeito Pereira Passos promoveu a demolição do Morro do Castelo, sob o qual se erguera a cidade, dos cortiços e a remoção da população pobre das áreas centrais da cidade. Os morros da Providência, de Santo Antônio e São Carlos, constituíram-se num dos principais resultados do projeto urbanístico dirigido por Passos, pois passaram a servir de residência à população que, expulsa de suas antigas residências, encontrou nos morros a alternativa possível para continuar a morar no Centro (local onde se encontrava a maioria das ofertas de trabalho)13.

De grande engenho produtor de gêneros alimentícios e lugar de repouso real, o Engenho da Rainha tornou-se um território fragmentado, ocupado por uma população proletária que crescia progressivamente. Após a morte do Coronel Pereira Botafogo, seus herdeiros dividiram entre si as terras que não haviam sido por ele loteadas. A casa que pertencera à rainha Carlota Joaquina foi vendida, tendo o seu comprador optado por demoli-la, temeroso de seu tombamento pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico14.

Demolida a casa da rainha Carlota, nada restou como testemunho material que, capturado pelo olhar, pudesse trazer a lembrança dos tempos prósperos vividos pelo Engenho da Rainha ou pelo menos as insígnias de uma outra época, uma outra História.

O hiato que encontramos na História do Engenho da Rainha (entre a compra da casa pela Rainha Carlota e a sua demolição), a dificuldade de encontrar fontes primárias, e finalmente o projeto urbanístico elaborada para a cidade do Rio de Janeiro, no início do século XX, que definiu o lugar espacial do indivíduo, de acordo com a sua classe social se constituíram nos alicerces para a construção de uma nova memória sobre o bairro.

Tal memória construída prende-se às lembranças dos moradores em fragmentos, descontextualizada como se tivesse explicação em si mesma, uma vez que a memória coletiva é não somente uma conquista, é também um instrumento de poder15.

3. O Engenho da Rainha na Memória de seus Moradores

A pesquisa sobre o bairro do Engenho da Rainha foi realizada, a partir de Escola, com alunos matriculados em turmas de 5ª a 8ª Série, na faixa etária de 11 aos 20 anos de idade, num total de 65 entrevistados. Esta pesquisa foi feita após o Projeto “Memórias do Engenho da Rainha”.

Quando indagados se conheciam histórias antigas sobre o bairro ou sobre a origem de seu nome, a maioria dos jovens entrevistados respondeu de forma positiva, relacionando o nome do bairro à casa adquirida pela rainha Carlota Joaquina. O mesmo foi verificado com relação às histórias por eles conhecidas. A maioria dos relatos diziam respeito à casa da Rainha Carlota Joaquina ou às lavouras agrícolas existentes na região, a utilização da mão-de-obra escrava etc.

As mesmas perguntas foram feitas a um grupo de responsáveis pelos alunos, num total de 25 entrevistados. Foram entrevistadas 14 pessoas com idade acima de 46 anos, entre estas apenas três revelaram desconhecer a origem do nome do bairro. Um dado curioso entre este contingente, é a relação feita entre o nome do bairro e a existência de uma “fazenda de escravos” ou a um engenho de cana-de-açúcar. A referência a uma rainha é feita de forma secundária por cinco pessoas e apenas um dos entrevistados, desta faixa etária, mencionou o nome da rainha Carlota Joaquina. Nos relatos de histórias antigas conhecidas pelos adultos entrevistados, mais uma vez aparece na pesquisa o fato do Engenho da Rainha ter abrigado uma “fazenda de escravos”, outros mencionam o sepultamento de negros num engenho de cana-de-açúcar. Ainda com relação a histórias antigas, consideramos importante destacar a entrevista que nos foi concedida pelo Sr. Joaquim de Matos, em 08/07/2003, quando ainda estávamos trabalhando no Projeto “Memórias do Engenho”. O Sr. Joaquim, nos foi indicado como uma espécie de guardião da memória do bairro. Nonagenário, morou no Engenho da Rainha desde o seu nascimento até a sua morte, em novembro de 2003. As recordações do Sr. Joaquim guardavam relação com uma época posterior ao Império e remontam ao tempo em que havia uma bica pública (pena d’água) que fornecia água para a população do Engenho da Rainha. O Sr. Joaquim lembrava do rio, hoje completamente poluído, repleto de traíras, do prazer que sentia em observar os funcionários da companhia de luz apagando os lampiões e da ajuda que prestava jogando água com petróleo nas valas para espantar o mau cheiro que delas exalava.

Alguns entrevistados também fizeram referências à existência de chácaras e uma das alunas nos revelou que durante a construção da casa de seu avô foram encontrados correntes, ferros e máscaras enterrados. Ao ser perguntada sobre o destino desses objetos, ela nos contou que o avô os havia jogado no lixo. Outra entrevistada, a tia de uma aluna, relata que a sua casa foi construída após a demolição de um casarão muito antigo. Impossível precisar a data do casarão derrubado ou se os objetos encontrados remontavam ao período da escravidão, contudo o que desperta atenção nestes relatos são dois aspectos: 1) a lógica destruidora que guiou os seus proprietários; 2) a probabilidade de ainda existirem objetos que remetam à escravidão e à existência de engenhos.

Em referência ao primeiro aspecto, salientamos que o projeto urbanístico desenvolvido no Rio de Janeiro, no início do século XX, foi pautado por uma lógica demolidora que teve resultados e objetivos distintos nos diferentes pólos da cidade. As demolições na zona sul e, mais notadamente, no centro da cidade eram seguidas pela construção de belos e elegantes prédios. Estes prédios tinham como função corporificar a memória de uma cidade que desejava ser cosmopolita e moderna, a exemplo das grandes capitais européias. Todavia, nas áreas periféricas, a destruição é acompanhada por um imenso vazio.

Não se desejava erguer monumentos e sim sepultá-los.

A História que se desejou contar desenrolava-se no centro e na zona sul da cidade, a periferia deveria conformar-se em observá-la de longe. A lógica da demolição não começou nos quintais das casas dos moradores do Engenho da Rainha, pois tem raízes históricas fincadas no desinteresse do Poder Público pelas áreas periféricas. Quanto ao segundo aspecto, conforme já destacamos, no bairro do Engenho da Rainha não existem monumentos, museus, ou sequer a bica, citada pelo Sr. Joaquim de Matos, que remetam ao seu passado histórico e à passagem da rainha Carlota Joaquina pelo local. Por este motivo, talvez seja mais crível para os moradores que a origem do nome do bairro remeta a uma “fazenda de escravos”, diante da possibilidade de existirem (ou terem existido recentemente) sítios arqueológicos confirmadores deste fato. Aliado a isto, temos a condição sócio-econômica dos moradores e a paisagem urbana que recorta o bairro, ladeada por morros e favelas. As construções irregulares dão a tônica da desordem urbana instalada no Engenho da Rainha, que melhor se configura num passado escravocrata do que na opulência real.

Os relatos sobre a memória do bairro descritos pelo grupo de moradores entrevistado, denunciam a influência das mudanças urbanísticas sofridas pelo Engenho da Rainha desde o seu loteamento pelo Coronel Pereira Botafogo em fins do século XIX, passando pela demolição da casa que pertencera à rainha Carlota Joaquina até a sua consolidação em local de residência operária no início do século XX. Os moradores não tiveram acesso a estes recortes temporais e as lembranças que guardam do passado de seu bairro são vagas fragmentações. Estas fragmentações interferem na percepção que os moradores têm do próprio bairro, conforme ilustra uma das moradoras: porque tem pessoas que fala que o rio é bonito, tem pessoas que fala que não é [sic]. O rio citado pela moradora é o mesmo do qual nos falou o Sr. Joaquim de Mattos.

A leitura das respostas dos entrevistados nos sugere que as recordações sobre a história do bairro, no caso dos alunos, foram marcadas pelo projeto desenvolvido na escola e talvez, em alguns casos, pelos relatos ouvidos de seus respectivos responsáveis. Entre os adultos a memória do bairro remete a um passado escravocrata e agrícola, cuja presença de uma rainha, pouca ou nenhuma inferência faz sobre a origem do nome do bairro. É importante assinalar que nenhum dos alunos entrevistados demonstrou conhecer histórias sobre o bairro que não tivessem relação com o conteúdo abordado em sala de aula, fato que apenas confirma a memória difusa que permeia a vida dos moradores do Engenho da Rainha.



4. BAIRRO E IDENTIDADE SOCIAL

Há um aspecto da pesquisa em que os dois grupos entrevistados (alunos e responsáveis) se encontram de forma quase que uníssona: a classificação de bairro como uma comunidade ou na imputação de significados afetivos em sua conceituação. Contudo, esta classificação não pode ser entendida apenas sob o aspecto da memória construída pelas classes dominantes, é necessário analisarmos a leitura feita pelos moradores do bairro a este respeito, na perspectiva assinalada por Maurice Hallbwachs onde a memória é um fenômeno construído coletivamente e submetido a flutuações, transformações, mudanças constantes16. É sobre estas reconstruções da memória e da formação identitária do grupo pesquisado que iremos tratar.

Michael Pollack defende que o sentimento de identidade se afirma na imagem que o indivíduo adquire ao longo da vida e na auto-imagem que constrói para si e para o outro. Estas elaborações são como credencias para inserção social e aceitação no grupo do qual se deseja integrar17, aquilo que Hallbwachs chamará de comunidade afetiva18. No caso do grupo pesquisado, percebemos esta necessidade de integração, pois em suas respostas o significado de bairro foi traduzido como “amizade”, “lugar de gente humilde”, “bom”, “minhas amizades”, “segurança”, “vida” e a resposta mais eloqüente para efeito de nossos estudos: “um grupo de pessoas que dam [sic] origem ao nome”. É possível ser oriunda deste pensamento, a lógica que relaciona o nome Engenho da Rainha à “fazenda de escravos”. Encontramos nessas respostas um desejo manifesto de pertencimento a um grupo social e da formação de um forte vínculo identitário entre os seus membros, gerada a partir de uma realidade específica que os mantém unidos pelas mesmas mazelas e dificuldades sócio-econômicas que atingem às camadas pobres da população. O “viver em comunidade”, talvez seja uma forma de tornar mais amenas as graves questões sociais que afligem os moradores do Engenho da Rainha, dada a peculiaridade do uso da expressão “tudo de bom” e da palavra “segurança” como designativas de bairro, num local onde a violência atinge altos índices.

Embora o grupo pesquisado tenha criado elementos para a construção de uma memória e uma identidade social, acreditamos que o “viver em comunidade” ratifica a separação espacial dos indivíduos, conforme o seu poder aquisitivo, e os leva a projetar tal ideário na concepção que fazem de si mesmo com relação à sociedade que os cerca. A identidade social que se forja, é pautada portanto tomando por princípio a desigualdade social.

As memórias inscritas por uma história fragmentada misturam-se às recordações dos moradores, para que haja a interseção conciliatória entre a lembranças individuais e aquelas introduzidas, a fim de se consolidar uma base comum para a construção de uma memória coletiva19 que acaba por servir ao projeto político-urbanístico de inícios do século XX.

5. BIBLIOGRAFIA

ABREU, Mauricio de Almeida. A Evolução Urbana do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IPLANRIO, 1997. 147p.

BENCHIMOL, Jaime Larry. Pereira Passos: Um Haussman Tropical: A renovação urbana da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. Rio de Janeiro: Biblioteca Carioca, 1990. 328p.

CRUZ, H. Dias et alli. Almanaque Suburbano. Rio de Janeiro: Governo do Distrito Federal, 1941. 208p. pp.50-51.

GADDIS, John Lewis. Paisagens da História: Como os Historiadores Mapeiam o Passado. Rio de Janeiro: Campus, 2003

GERSON, Brasil. História das Ruas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria Brasileira Editora, 1965. 580p. p. 484-487.

LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas. Editora da Unicamp, 2003. 541p. p. 419-476

POLLACK, Michael. Memória, Esquecimento e Silêncio. Rio de Janeiro, Revista de Estudos Históricos, v. 2, n. 3, 1989, p. 3-15

POLLACK, Michael. Memória e Identidade Social. Rio de Janeiro, Revista de Estudos Históricos, v. 2, n. 3, 1992, p. 200-212

SANTOS, Joaquim Justino. Contribuição ao Estudo da História do Subúrbio de Inhaúma - A Freguesia de Inhaúma de 1743 a 1920. 413p. Dissertação (Mestrado) – Departamento de História, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1987.



SANTOS, Noronha. As Freguesias do Rio Antigo. Rio de Janeiro: Ed. O Cruzeiro, 1965. P.74-77

1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, Escola Municipal Marechal Estevão Leitão de Carvalho. E-mail: cmcalmon@yahoo.com.br

2 GADDIS, 2003, p. 47

3 SANTOS, 987, p. 60

4 IBIDEM, p. 23

5 SANTOS, 1965, p. 77

6 SANTOS, 1987, p. 23

7 ABREU, 1997, p. 36

8 SANTOS, 1987, p.72

9 SANTOS, 1987, p. 152

10 GERSON, 1965, p. 485

11 IBIDEM

12 ABREU, 1997, p. 59 e 85

13 IBIDEM

14 IBIDEM

15 LE GOFF, 2003, p. 470

16 POLLACK, 1992, p. 201

17 IBIDEM, p. 204

18 POLLACK, 1989, p. 3

19 POLLACK, 1989, p. 3-15





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