Ensino Médio 3º Ano Aluno



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Ensino Médio

3º Ano


Aluno:________________________________________________________________________________________


A Arte Rupestre

Arte Rupestre é o nome que se dá ao tipo de arte mais antigo da história, baseado principalmente nas pinturas, desenhos ou representações artísticas gravadas nas paredes e tetos das cavernas.

Esse tipo de arte teve seu início no período Paleolítico Superior, e as formas que o homem usava como material artístico eram ossos de animais, cerâmicas e pedras, além de fabricarem as tinturas através das folhas das árvores e do sangue de animais.
Os desenhos representados nas cavernas eram figuras de grandes animais selvagens, a figura humana raramente era representada, sugerindo muitas vezes atividades como a caça, normalmente não eram feitos de forma naturalista, como nos desenhos de animais.

Antigamente se pensava que a arte rupestre era uma armação criada pelos criacionistas (que crêem que Deus criou tudo) para desmentir Darwin, já que segundo a sua teoria os homens daquela época não eram capazes de manifestações artísticas como a arte rupestre. Contudo, a veracidade da arte rupestre foi comprovada, dando assim, a oportunidade de gerar valiosas pistas quanto à cultura e às crenças daquela época.


Convencionou-se chamar «arte rupestre» a todas as formas gráficas, peritadas ou gravadas, feitas sobre rocha (rupes significa, em latim, pedra). Os temas presentes nas gravuras e pinturas são pouco variados e parecem ser, até, alvo de cuidadosa seleção. A representação de animais, isolados ou em grupo, é uma constante. A figura humana parece ser a do feiticeiro, do herói ou de uma divindade. A maior parte dos exemplares conhecidos são, no entanto, constituídos por sinais ou símbolos, imagens geométricas.

Até há pouco tempo, eram célebres em Portugal, entre as muitas localidades de arte rupestre identificadas e publicitadas, apenas duas - a gruta do Escoural (distrito de Évora) e o Mazouco (concelho de Freixo-de-Espada-à-Cinta, em Trás-os-Montes). Recentemente, com a descoberta do complexo de arte rupestre paleolítica do vale do Côa, conclui-se que Portugal possui uma das maiores estações de ar livre de gravuras paleolíticas.

A maioria das mais de trezentas localidades de arte rupestre conhecidas em Portugal estão localizadas a norte do Tejo. A grande maioria das figurações remete para uma economia de caça, onde se incluem simbologias ligadas, não só ao ato venatório, mas também à fertilidade e fecundidade da terra
Exercícios:

Questão 01 - A religiosidade é uma característica muito relevante no estudo da arte na pré-história. Que item atesta esta realidade e justifica a arte rupestre?
a) As pinturas serviam de decoração das cavernas para os deuses.

b) Os homens cultuavam seus deuses a todo o momento em suas pinturas.

c) Era parte de um processo de magia para interferir na captura de animais.

d) Havia a intenção imediata do artista em criar uma arte decorativa e religiosa.


2-Descreva a importância da arte rupestre no estudo de História antiga.
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(...) De tudo o que observamos, pensamos e refletimos a respeito da história da humanidade,podemos concluir que a arte tem várias funções na sociedade e na cultura: interpretar o mundo; provocar emoção e reflexão; expressar o pensamento e a visão de mundo do artista; explicar e refletir a história humana; questionar a realidade; representar crenças e homenagear deuses, ideias, pessoas, entre muitas outras.
E nós, como apreciadores ativos, como espectadores atuantes, quando procuramos viver uma experiência estética, podemos ter vários objetivos. Uns objetivos predominam sobre outros, mas podem surgir juntos, todos ao mesmo tempo. Estão em torno das seguintes ações intelectuais e emocionais:
• Refletir, pensar, questionar: Como nunca pensei nisso? Como as coisas podem ser vistas assim? O que isso representa? O que me diz?

• Distrair: Que agradável observar uma obra tão bem feita!

• Usufruir do prazer estético: Como o artista soube usar tão bem o material! Que efeito interessante! Que idéia bem realizada!

• Fugir da realidade: E se as coisas fossem assim?

• Diminuir a solidão: Ele sente a mesma sensação que eu!

• Entender o ser humano: Como esse artista via o mundo de maneira diferente!

• Conhecer o mundo: Quer dizer que essa forma de comunicação representa uma época? Um período estético?

• Organizar e compreender os próprios sentimentos e emoções: Que emoção estranha que eu sinto quando observo esse quadro! Será que estou gostando? Será que estou assustado com a imaginação do artista? Por que esse tema incomoda?

• Vivenciar outras realidades: Esse quadro parece que saiu de um pesadelo! Como o autor imaginou isso?

• Conhecer outra forma de ver o mundo: E eu que nunca tinha pensado assim!

A experiência estética que a arte proporciona é uma forma de felicidade muito especial porque é transformadora. Ela nos modifica pela emoção que proporciona. Para interagir a apreciar a arte, usamos: experiências anteriores; percepção; habilidades comunicativas, visuais e espaciais; informações; sensibilidade: imaginação. Assim, quanto mais desenvolvermos essas capacidades, competências e habilidades, mais nos aproximaremos do mundo da arte. (...) O Globo, Jornal, 2002
Questão 3 - Marque (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO:
1. ( ) A grosso modo, é certo dizer que a arte é o conjunto de normas para a execução mais ou menos perfeita de qualquer coisa.

2. ( ) Observando nosso cotidiano, podemos afirmar que a função da arte é basicamente decorar os ambientes

domésticos e públicos.

3. ( ) A arte promove um diálogo visual do observador com o artista, pois expressa a imaginação de seu criador tão

claramente como se ele estivesse falando através da obra.

4. ( ) O conceito do belo é bastante relativo, pois ele depende de época, país e indivíduos.


Questão 4 - Marque (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO:
1. ( ) Em relação à arte em si, definir o que é belo seria decidir o que é arte. Na verdade são dois problemas distintos, pois determinar o que é arte nos capacita avaliar sua qualidade.

2. ( ) A arte é uma forma única para representar nosso cotidiano.

3. ( ) A arte de hoje está em torno de nós. A arte, hoje, faz parte do nosso cotidiano.

4. ( ) Através da história podemos afirmar que o homem exigiu da arte que ela se tornasse um espelho da natureza.Realidade.

A arte da Pré-História brasileira
O Brasil possui valiosos sítios arqueológicos em seu território, embora nem sempre tenha sabido preservá los. Em Minas Gerais, por exemplo, na região que abrange os municípios de Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matosinhos e Prudente de Moraes, existiram grutas que traziam, em suas pedras, sinais de uma cultura pré histórica no Brasil. Algumas dessas grutas, como a chamada Lapa Vermelha, foram destruídas por fábricas de cimento que se abasteceram do calcário existente em suas entranhas. Além dessas cavernas já destruídas, muitas outras encontram se seriamente ameaçadas.

Das grutas da região, a única protegida por tombamento do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) é a gruta chamada Cerca Grande. Ela é considerada importante monumento arqueológico por causa de suas pinturas rupestres e de fósseis descobertos em seu interior, indicadores de antigas culturas existentes em nosso país. 




Naturalismo e Geometrismo: as duas faces da arte rupestre no Brasil 
No sudeste do Estado do Piauí, município de São Raimundo Nanato, há um importante sítio arqueológico onde, desde 1970, diversa pesquisadores vêm trabalhando.


 Em 1978, uma missão franco brasileira coletou uma grande quantidade de dados e vestígios arqueológicos. Esses cientistas chegaram conclusões esclarecedoras a respeito de grupos humanos que habitaram a região por volta do ano 6 000 a.C., ou talvez numa época mais remota ainda. Segundo as pesquisas, os primeiros habitantes da área de São Raimundo Nonato   provavelmente caçadores coletores, nômades e seminômades   utilizavam as grutas da região como abrigos ocasionais A hipótese mais aceita, portanto, é a de que esses homens foram os autores das obras pintadas e gravadas nas grutas da região.


Os pesquisadores classificaram essas pinturas e gravuras em dois grandes grupos: obras com motivos naturalistas e obras com motivos geométricos. Entre as primeiras predominam as representações de figuras humanas que aparecem ora isoladas, ora participando de um grupo, em movimentadas cenas de caça, guerra e trabalhos coletivos. No grupo dos motivos naturalistas, encontram se também figuras de animais, cujas representações mais freqüentes são de veados, onças, pássaros diversos, peixes e insetos

As figuras com motivos geométricos são muito variadas: apresentam linhas paralelas, grupos de pontos, círculos, círculos concêntrico, cruzes, espirais e triângulos.


A partir do estudo dos vestígios arqueológicos encontrados em São Raimundo Nonato, os estudiosos levantaram a hipótese da existência de um estilo artístico denominado Várzea Grande). Esse estilo tem como característica a utilização preferencial da cor vermelha, o predomínio dos motivos naturalistas, a representação de figuras antropomorfas e zoomorfas (com corpo totalmente preenchido e os membros desenhados com traços) e a abundância de representações animais e humanas de perfil. Nota se também a freqüente presença de cenas em que participam numerosas personagens, com temas variados e que expressam grande dinamismo.
As pesquisas científicas de antigas culturas que existiram no Brasil, a partir das descobertas realizadas no sudeste do Piauí, abrem uma perspectiva nova tanto para a historiografia como para a arte brasileiras. Esses fatos nos permitem ver mais claramente que a história de nosso país está ligada à história do mundo todo, e que as nossas raízes são muito mais profundas do que o limite inicial de uma data, no tão próximo século XV


A arte dos índios brasileiros
Na época do descobrimento, havia em nosso país cerca de 5 milhões de índios. Hoje, esse número caiu para aproximadamente 200 000. Mas essa brutal redução numérica não é o único fator a causar espanto nos pesquisadores de povos indígenas brasileiros. Assusta os também a verificação da constante   e agora já acelerada  destruição das culturas que criaram, através dos séculos, objetos de uma beleza dinâmica e alegre. 


Uma arte utilitária

 

A Primeira questão que se coloca em relação à arte indígena é defini­-la ou caracterizá la entre as muitas atividades realizadas pelos índios



Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas, podemos estar lidando com conceitos que são próprios da nossa civilização, mas estranhos ao índio. Para ele, o objeto precisa ser mais perfeito na sua execução do que sua utilidade exigiria. Nessa perfeição para além da finalidade é que se encontra a noção indígena de beleza. Desse modo, um arco cerimonial emplumado, dos Bororo, ou um escudo cerimonial, dos Desana  podem ser considerados criações artísticas porque são objetos cuja beleza resulta de sua perfeita realização.

Outro aspecto importante a ressaltar: a arte indígena é mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da personalidade do indivíduo que a faz. É por isso que os estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica variam significativamente de uma tribo para outra.


O período pré-cabralino: a fase Marajoara e a cultura Santarém   
A Ilha de Marajó foi habitada por vários povos desde, provavelmente, 1100 a.C. De acordo com os progressos obtidos, esses povos foram divididos em cinco fases arqueológicas. A fase Marajoara é a quarta na seqüência da ocupação da ilha, mas é sem dúvida a que apresenta as criações mais interessantes.
A fase Marajoara
A produção mais característica desses povos foi a cerâmica, cuja modelagem era tipicamente antropomorfa. Ela pode ser dividida entre vasos de uso doméstico e vasos cerimoniais e funerários. Os primeiros são mais simples e geralmente não apresentam a superfície decorada. Já os vasos cerimoniais possuem uma decoração elaborada, resultante da pintura bicromática ou policromática de desenhos feitos com incisões na cerâmica e de desenhos em relevo.

Dentre os outros objetos da cerâmica marajoara, tais como bancos, colheres, apitos e adornos para orelhas e lábios, as estatuetas representando seres humanos despertam um interesse especial, porque levantam a questão da sua finalidade. Ou seja, os estudiosos discutem ainda se eram objetos de adorno ou se tinham alguma função cerimonial. Essas estatuetas, que podem ser decoradas ou não, reproduzem as formas humanas de maneira estilizada, pois não há preocupação com uma imitação fiel da realidade.

A fase Marajoara conheceu um lento mas constante declínio e, em torno de 1350, desapareceu, talvez expulsa ou absorvida por outros povos que chegaram à Ilha de Marajó.
As culturas indígenas 

Apesar de terem existido muitas e diferentes tribos, é possível identificar ainda hoje duas modalidades gerais de culturas indígenas: a dos silvícolas, que vivem nas áreas florestais, e a dos campineiros, que vivem nos cerrados e nas savanas.Os silvícolas têm uma agricultura desenvolvida e diversificada que, associada às atividades de caça e pesca, proporciona lhes uma moradia fixa. Suas atividades de produção de objetos para uso da tribo também são diversificadas e entre elas estão a cerâmica, a tecelagem e o trançado de cestos e balaios.Já os campineiros têm uma cultura menos complexa e uma agricultura menos variada que a dos silvícolas. Seus artefatos tribais são menos diversificados, mas as esteiras e os cestos que produzem estão entre os mais cuidadosamente trançados pelos indígenas.

É preciso não esquecer que tanto um grupo quanto outro conta com uma ampla variedade de elementos naturais para realizar seus objetos: madeiras, caroços, fibras, palmas, palhas, cipós, sementes, cocos, resinas, couros, ossos, dentes, conchas, garras e belíssimas plumas das mais diversas aves. Evidentemente, com um material tão variado, as possibilidades de criação são muito amplas, como por exemplo, os barcos e os remos dos Karajá, os objetos trançados dos Baniwa , as estacas de cavar e as pás de virar beiju dos índios xinguanos.

A tendência indígena de fazer objetos bonitos para usar na vida tribal pode ser apreciada principalmente na cerâmica, no trançado e na tecelagem. Mas ao lado dessa produção de artefatos úteis, há dois aspectos da arte índia que despertam um interesse especial. Trata se da arte plumária e da pintura corporal, que veremos  mais adiante.




A arfe do trançado e da  tecelagem


A partir de uma matéria prima abundante, como folhas, palmas, cipós, talas e fibras, os índios produzem uma grande variedade de pe, cestos, abanos e redes .Da arte de trançar e tecer, Darcy Ribeiro destaca especialmente algumas realizações indígenas como as vestimentas e as máscaras de entrecasca, feitas pelos Tukuna e primorosamente pintadas; as admiráveis redes ou maqueiras de fibra de tucum do Rio Negro; as belíssimas vestes de algodão dos Paresi que também, lamentavelmente, só se podem ver nos museus.




Cerâmica
As peças de cerâmica que se conservaram testemunham muitos costumes dos diferentes povos índios e uma linguagem artística que ainda nos impressiona. São assim, por exemplo, as urnas funerárias lavradas e pintadas de Marajó, a cerâmica decorada com desenhos impressos por incisão dos Kadiwéu, as panelas zoomórficas dos Waurá e as bonecas de cerâmica dos Karajá.

1 - Santa Catarina possui importante patrimônio arqueológico, histórico e artístico, em diferentes regiões do Estado. Na Ilha de Santa Catarina e arredores, encontramos um importante acervo, já tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que se refere:
(A) aos maiores sambaquis do mundo cadastrados no Brasil.

(B) às grutas subterrâneas que abrigavam grupos nômades de caçadores e coletores.

(C) a inscrições rupestres deixadas por primitivos habitantes da região.

(D) ao maior centro histórico catarinense, composto de grande número de casas da época colonial


2 - “Para o homem primitivo, não existe outro mundo para estragar a ilusão, porque todos os membros da tribo participam dos rituais”. “Todos eles aprendem seu significado através das gerações anteriores e estão tão absorvidos nesses rituais que poucas são as chances de analisarem seu comportamento numa perspectiva crítica.”
Essa citação de Gombrich implica em:
(01) Arte é criação humana com valores estéticos que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura.

(02) Que o homem primitivo conhecia outras culturas, e ficava idealizando o dia que veria seus colegas.

(06) Que toda a informação conhecida pelo homem primitivo vinha das gerações anteriores, ou seja, de seus antepassados.

(08) Que o homem primitivo tinha a consciência que no século 21, alguns de seus rituais seriam considerados primitivos.



(16) que o homem primitivo fazia arte para ser usada e não para ser contemplada, era ritualística e não decorativa.




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