Entre as religiões monoteístas, o cristianismo é, sem dúvida, a que conta com maior número de fiéis e a que está mais difundida em todo o mundo



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Encontro06.08.2016
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      Entre as religiões monoteístas, o cristianismo é, sem dúvida, a que conta com maior número de fiéis e a que está mais difundida em todo o mundo. Nascida dos ensinamentos de Cristo como prolongamento e superação do judaísmo, no curso de sua evolução histórica viu dela se formarem três grandes ramos: a Igreja Católica, as igrejas protestantes e as igrejas ortodoxas. Embora divirjam em importantes aspectos doutrinários, essas três vertentes permanecem irmanadas por sua crença no caráter divino da revelação de Jesus, na existência de um Deus único em três pessoas, iguais em natureza e dignidade, que criou o mundo do nada, e nos princípios essenciais da cristandade: amor a Deus sobre todas as coisas, traduzido necessariamente no amor ao próximo, e a fé na chegada do reino de Deus

 

      A palavra Islã, que significa literalmente "submissão", ilustra a principal idéia da religião muçulmana: o fiel aceita submeter-se à vontade de Deus (Alá), criador do mundo, onipotente e onisciente. 


      O Islã, ou religião islâmica, foi fundado por Maomé no século VII da era cristã e encerra elementos do judaísmo e do cristianismo. Os muçulmanos consideram Maomé o último de vários profetas -- Adão, Abraão, Moisés e Jesus, entre outros -- e afirmam que somente a mensagem transmitida a ele por Deus se conserva intacta, enquanto os demais livros sacros sofreram deteriorações e mutilações ao longo dos tempos. O islamismo não pode ser considerado apenas uma doutrina religiosa, pois legisla, ao mesmo tempo, sobre a vida interior, política e jurídica da comunidade -- da mesma forma que o judaísmo e o hinduísmo. 
      Levado por conquistadores e mercadores árabes, o Islã difundiu-se rapidamente por uma imensa área geográfica, que em certa época chegou a se estender da Índia até a península ibérica. Atualmente é uma das religiões mais difundidas no mundo       Dentre todas as religiões orientais, o hinduísmo, que compreende grande variedade de elementos heterogêneos, é a de mais difícil apreensão pela mentalidade ocidental. Sua expressão ultrapassa os limites da religião e percorre toda a estrutura social, dos atos comuns da vida diária até a literatura e a arte. 
      Hinduísmo é um termo genérico usado para designar a religião dos hindus, uma das mais antigas do mundo. Baseado nos "princípios eternos" (vaidika dharma) da doutrina dos Vedas (sabedoria divina), é também chamado saratana dharma (religião eterna). O hinduísmo estabeleceu as bases para muitas outras correntes religiosas e filosóficas e passou por várias etapas, desde o hinduísmo védico, bramânico e filosófico, até certos movimentos sectários e reformadores, entre os quais se incluem o budismo e o jainismo, surgidos no século VI a.C. Em sua forma atual, o hinduísmo pode ser visto como terceira fase do bramanismo. Sem um corpo de doutrinas, cultos ou instituições comuns, o hinduísmo abrange uma infinidade de seitas e de variações, monoteístas ou politeístas. O hinduísmo é disseminado na Índia, no Paquistão, em Sri Lanka e Myanmar, e há adeptos dessa religião na África do Sul, Bali, Trinidad e ilhas Fidji. 
 

      Fundado na Índia por volta do século VI a.C., e inspirado nos ensinamentos de Siddharta Gautama, cognominado o Buda, o budismo é a denominação dada pelos ocidentais ao sistema religioso que visa à realização plena da natureza humana e à criação de uma sociedade perfeita e pacífica. Aberto a todos os grupos sociais, etnias, culturas e nacionalidades, desenvolveu-se por todo o Extremo Oriente. 


      Desde sua origem, o budismo imbuiu-se de elementos éticos, filosóficos e religiosos. Para se compreender a extensão desse sistema, é necessário que se conheça a literatura canônica do budismo, que se divide em três coleções: o cânon páli, conservado pelos budistas do sudeste asiático, o cânon sino-japonês e o tibetano. Uma visão mais completa exige a leitura de outros textos em sânscrito, manchu, mongol e em vários dialetos da Ásia central, como o tangut. 
      Muitos estudiosos ocidentais consideram o cânon páli como repositório dos mais antigos textos do budismo, mas isso foi contestado por Jean Prziyluski e por orientalistas japoneses, liderados por Shoko Watanabe. A composição do cânon páli, de acordo com a tradição, começou logo depois da morte de Siddharta Gautama, tendo chegado à ilha de Ceilão (atual Sri Lanka) no século III a.C. Na verdade, entram nesse cânon textos compostos em diversas épocas, sendo os mais recentes escritos no século  V da era cristã. Do Ceilão foi levado para a Birmânia (atual Myanmar), a Tailândia e o Camboja. Compreende três partes: uma coleção de regras monásticas, uma outra de sutras ou sermões atribuídos a Buda e a coleção de comentários filosóficos. 
      O cânon sino-japonês é muito mais extenso, pois encerra, além dos textos correspondentes ao páli, uma série de outras obras. Também divide-se em três coleções e sua elaboração teve início no século I da era cristã, com a tradução para o chinês dos primeiros textos sânscritos. 
      O cânon tibetano teve sua formação no século VII e foi concluído no século XIII. Compreende duas partes. A primeira contém os sermões de Buda e as regras monásticas; a segunda inclui os tratados filosóficos e uma série de comentários, poemas, crônicas e textos de medicina e astrologia. 


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