Equipe de espiritualidade sacramentina



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Nossa missão nasce da contemplação

EQUIPE DE ESPIRITUALIDADE SACRAMENTINA

RETIRO DE JUNHO – 2014
"A Igreja «em saída» é a comunidade de discípulos missionários que «primeireiam»,
que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam." (EG, 24).
[Preparar o ambiente com a Palavra de Deus, ladeada por uma vela acesa e a imagem de Nossa Senhora do Smo. Sacramento,

algo que lembre a nossa missão SDN e as necessidades do nosso povo.]


1. Acolhida: Motivar a acolhida com o cumprimento no qual um diz para o outro: “Seja mais missionário do que você já é!”.

Oração de Laudes, [sem correria], em comunhão com toda a Igreja que vive este momento de uma Igreja motivada à “saída missionária” conforme sinalizada pelo Papa Francisco na Evangelii Gaudium. Rezemos para que o Espírito Santo seja a força maior a conduzir a nossa missão sacramentina.



2. Motivação do retiro: O elemento contemplativo da Missão

Antes do Vaticano II, a fundamentação da Missão era vista mais a partir do mandato de Cristo de anunciar o Evangelho a todos os povos. Mas o Decreto Conciliar Ad Gentes fez retornar a Missão à sua verdadeira fonte: a Trindade. A Igreja é, por natureza, missionária, pois tem a sua origem na Missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai [cf. AG 2]. O Concílio situou a Missão na sua verdadeira fonte: ela nasce em Deus, é dom de Deus. A nossa colaboração missionária consiste apenas em deixarmo-nos envolver por esse dom.

Antes de ser uma atividade, a Missão é contemplação e disposição para mergulhar no projeto e na bondade de Deus. O missionário não é o protagonista da Missão, somente Deus o é. A iniciativa de Deus antecipa, acompanha e leva a bom termo a Missão. Antes de se entregar aos homens que quer evangelizar, o missionário tem de se entregar a Deus, de quem está enamorado. São João desenvolveu esta teologia da Trindade como fonte da Missão. No prólogo do seu evangelho, ele declara a origem, a finalidade e as dimensões cósmicas da Missão do Verbo.

Toda a realidade criada é fruto dessa Palavra encarnada. A Palavra penetra toda a história humana e todas as realidades, oferecendo-lhes a abundância e a plenitude do dom de Deus. Ela abraça a história humana: “fez-se carne e habitou entre nós” [Jo 1,14]. Ao longo deste Evangelho, a Missão do Filho comunica o profundo mistério do Pai. Essa filiação vai fecundar toda a história humana. Se, por um lado, a Missão está situada no coração da Trindade Divina, por outro, tem o seu termo no coração do homem.

Esta leitura contemplativa da Missão faz com que ela seja um mistério, uma amizade que se descobre à medida que nos abrirmos a ela, e lhe entregarmos o coração. De fato, em João, os discípulos, em vez de serem chamados, como nos sinóticos, são atraídos, são seduzidos por Jesus.

3. Nosso retiro mensal, mais do que uma exigência de nossas Constituições, é um espaço privilegiado de retomada do nosso ser missionário. É uma oportunidade de recarregar nossas forças espirituais, sem as quais, podemos ser bons administradores de sacramentos, cursos e encontros, mas não verdadeiramente testemunhas do ressuscitado no meio do povo. A missão é fruto de uma experiência que se vive e do Espírito que sopra onde quer. É um caminho pessoal e eclesial no seguimento de Cristo, descoberto no dia-a-dia da vida, no qual se misturam alegrias e esperanças, certezas e dúvidas, de aspectos nem sempre fáceis de serem definidos. A primeira evidência desta caminhada espiritual é que se trata de uma missão plural, que não tem um rosto único. Ela se diversifica conforme as situações e os caminhos que se percorrem...

4. Nosso encontro com a Palavra de Deus:

Já que a missão nasce da contemplação, deixamos como sugestão fazer a leitura orante da Palavra de Deus seguindo seus quatro passos: ler [O que o texto diz em si], meditar, [O que o texto diz para nós], rezar [O que o texto me faz dizer a Deus] e contemplar [O que texto inspira para transformar a vida].



A) Deus nos envia o Espírito que fortalece a missão da Igreja.

O primeiro texto sugerido é do livro dos Atos dos Apóstolos. Jesus Ressuscitado tinha prometido aos discípulos que enviaria o Espírito Santo. A comunidade vivia escondida, a portas fechadas. O medo tomava conta da pequena Igreja que nascia. O drama da cruz, a perseguição dos judeus fazia tremer as pernas e o coração de quase todos. Com a vinda do Espírito Santo uma nova etapa se inicia naquela Igreja nascente. Uma nova força permitiu vencer o medo e impulsionou a todos para a missão.


Chave de leitura I: Atos 2,1-12

1. Como se dá a vinda do Espírito Santo?

2. O que o Espírito Santo provocou nos discípulos?

3. Qual a reação das pessoas das diferentes nações?

4. O que este texto tem a dizer para nós Sacramentinos neste momento eclesial em que vivemos?
B) A Santíssima Trindade é a melhor comunidade e fonte de toda a missão da Igreja.
Deus Pai enviou o seu Filho ao mundo com a missão de revelar aos homens o seu plano de Amor. O projeto de Deus é salvar toda a humanidade. Assim, o caminho missionário a ser trilhado pela humanidade é o caminho do Espírito, é o caminho do Amor. Trata-se de resgatar, em cada ser humano, a sua imagem e semelhança com Deus. Deus é comunidade, assim, a vida em comunidade é o caminho para a nossa salvação. Nossa comunidade é a plataforma para o envio missionário.
Chave de Leitura II: João 3,16-21

1. Para que Deus enviou o seu Filho ao mundo?

2. O que acontece com quem acredita e com quem não acredita no Filho de Deus?

3. No texto, como se dá o julgamento?

4. O que este texto tem a dizer para nossa vida de comunidade sacramentina, hoje?

5. Em que este texto ilumina a nossa missão na área em que atuamos?


5. Nosso Encontro com as Constituições:

73 Toda a missão encontra a sua fonte no mistério do envio trinitário: Jesus se proclama o consagrado e o enviado pelo Pai [cf. Jo 10,36], o ungido pelo Espírito Santo para anunciar a Boa Notícia do Reino de Deus. [Cf. Lc 4,18; Mc 1, 15.] O Espírito Santo, enviado pelo Pai [cf. Jo 14,26] e por Jesus [cf. Jo 16,7], ensinará aos homens toda a verdade.

74Jesus Cristo, o Missionário do Reino do Pai, por sua vez, comunica à Igreja o poder de anunciar o Evangelho a todos os povos. [Cf. Mt 28,19-20.] Essa ordem do Senhor se completa pelo poder do Espírito Santo na manhã de Pentecostes e continua em cada batizado, que a Igreja confirma e envia. Toda a Igreja é missionária. Nascida da ação evangelizadora de Jesus e dos Doze, é ela mesma enviada como sinal e instrumento do Reino. Essa missão evangelizadora “constitui a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade. Ela existe para evan­gelizar”. [EN 6.]

75A Vida Religiosa, radicada no seguimento de Cristo, encontra na missão sua razão de existir. Ela assume a missão da Igreja de proclamar aos homens a Boa Nova do Reino de Deus. “A Vida Religiosa é um dom que o Espírito concede sem cessar à sua Igreja como meio privilegiado de evangelização eficaz.” [Puebla 739.]



76 – Nossa Congregação, com o seu carisma missionário, é na Igreja um corpo visível com poder para o envio missionário. A evangelização a nós confiada não é uma ação individual; agimos em nome da Congregação que recebeu o mandato da Igreja e em nome da Igreja opera.

77 – Na EUCARISTIA – resumo dos mistérios de Deus e do seu Reino – encontramos a fonte da vida missionária que alimentará todas as atividades da Congregação. É missão nossa, na Igreja, revelar aos homens as riquezas e as exigências do mistério eucarístico.

78 – MARIA foi chamada a uma missão singular no mistério da Redenção trazida por Jesus, da qual a Eucaristia é o memorial. Ela é para nós a mestra da contemplação do mistério eucarístico e da presteza missionária em levar aos irmãos as riquezas e as exigências da Eucaristia.

79Como Missionários Sacramentinos, sentimo-nos devedores do Evangelho a todos os homens, mas é especialmente aos pobres que somos enviados a evangelizar. [Cf. Lc 4,18; Gl 2, 9-10.] A ação evangelizadora supõe um grande amor aos destinatários da nossa missão, a atenção aos seus clamores e carências, a alegria de lhes anunciar a Boa Nova e a necessidade de nos deixar também evangelizar por eles.
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