Esboçada em Londres em 1882-1883, é organizada em 1884 e dura até 1930. Tem como objectivo inicial



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Furtado, José Braz de Mendonça. Professor da faculdade de direito de Coimbra na cadeira de Princípios Gerais de Direito Público, entre 1871 e 1880, é um dos responsáveis pela introdução do organicismo em Portugal. Deixa-nos umas Lições, redigidas por Barbosa Magalhães e João das Neves, em 1875-1876, onde, sobre um fundo de krausismo, já surgiam invocações de Stuart Mill, Alexis de Tocqueville, Proudhon, Guizot e J. K. Bluntschli. Iniciava-se assim nova viragem no capítulo das nossas tradicionais influências, misturando-se pitadas de positivismo e utilitarismo, com algum organicismo estadualista de matriz germânica que, em breve, nos conduziria à recepção das vulgatas hegelianas.
Fuschini, Augusto Maria 1846-1911 Engenheiro civil. Director dos caminhos de ferro. Arqueólogo e historiador da arte. Autor de vários folhetos e estudos sobre matérias financeiras e problemas sociais, desde a construção de casas económicas e salubres para as classes pobre (1884), ao trabalho dos menores na indústria (1885). Deputado e ministro da fazenda. Começa como regenerador, passa para a Esquerda Dinástica, organiza a Liga Liberal e assume-se, depois, como independente, opositor dos regeneradores.

Como regenerador, participa na dissidência da Esquerda Dinástica promovida por Barjona de Freitas contra a liderança de António Serpa. Amigo do republicano José Falcão.

Activista da Liga Liberal, em 1890.

Ministro da fazenda de Hintze, de 23 de Fevereiro a 20 de Dezembro de 1893.

Eleito deputado independente em 25 de Novembro de 1900, sob o governo regenerador de Hintze.

Publica em 1904 Ensaios de História da Arte. A arquitectura religiosa na Idade Média, mas é excluído num concurso para professor da Escola de Belas Artes de Lisboa.


Fragmentos de Memórias. I. Liquidações Políticas. Vermelhos e Azuis

Lisboa, Companhia Tipográfica, 1896.

Fragmentos de Memórias. II O Presente e o Futuro de Portugal

Lisboa, 1899.



Fustel de Coulanges. Coulanges.
Futuribles Revista fundada por Bertrand de Jouvenel, dita de analyse et prospective
Futurismo Movimento literário lançado por Marinetti em 20 de Fevereiro de 1909, quando emitiu a partir de Milão o Manifesto Futurista. Aí see invoca o amor pelo perigo, o hábito daenergia e a temeridade, com coragem, audácia, revolta. Saúda-se a beleza da velocidade e que só há beleza na luta. Também proclama: encontramo-nos no promontório extremo dos séculos!... Como olhar para trás, num momento em que é necessário rsgar os véus misteriosos do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Vivemos já no absoluto, porque já criámos a eterna velocidade omnipresente. Queremos glorificar a guerra, - a única higiene do mundo – o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas ideias que matam, e o desprezo da mulher. Queremos domolir os museus, as bibliotecas, combater o moralismo, o feminismo e todas as cobardias oportunistas e utilitárias... A Arte não pode ser senão violência, crueldade e injustiça ... De pé, sobre os pináculos do mundo lançamos mais uma vez o desafio das estrelas. Influencia o modernismo português. Primeiro através do heterónimo de Pessoa, Álvaro de Campos, nos ns. 1 e 2 de Orpheu, de 1915, e, depois, com José de Almada Negreiros: A Cena do Ódio, no nº 3 da mesma revista. Este último destaca-se no Manifesto Anti-Dantas, de 1916, onde se afirma Poeta d’Orpheu, futurista e tudo. Em 14 de Abril de 1917, o mesmo Almada, juntamente com Santa-Rita Pintor (1890-1918) numa sessão realizada no Teatro República, lança o Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX. Em Novembro desse mesmo ano de 1917 começa a publicar-se a revista Portugal Futurista, onde também se destaca António Ferro, e onde se publica o Ultimatum de Álvaro de Campos.
Futuro Uma das dimensões do tempo quem depois do passado e do presente, se entendermos o temo de forma linear, perspectiva assumida pelo judeo-cristianismo, bem diversa da visão cíclica ou circular das religiões pagãs, greco-romanas, marcadas pela Idade do Ouro e pelo mito do etermo retorno. O tempo linear é orientado para um fim (eschaton), enquanto a anaciclose considera o passado como a principal das dimensões do tempo, dado que o presente é degerescência. A perspectiva escatológiva considera o futuro como novidade e criatividade e o cientismo da modernidade ate´proclama que conhecer é prever. Segundo Rainer Maria Rilke, de certo modo, o futuro já está contido no presente, pois aquilo a que chamamos futuro actua do memso modo como aquilo a que chamamos passado. Ambas as noções, reunidas em nós, formam todo o presente. Para Jean Lacroix é a única transcendência dos homens sem Deus (1952). Para Teilhard de Chardin, é a única descoberta digna do nosso esforço é construir o futuro.
Futuro Presente O grupo da revista Futuro Presente, marcado pelo modelo ideológico da Nova Direita na linha de Alain de Bénoîst e pelo conceito de ciência política do movimento empírico-analítico, inspirado nos modelos de Norberto Bobbio, é dominante nos temas da sociologia política e das doutrinas políticas. António Marques Bessa, um dos principais introdutores em Portugal dos temas de etologia de Konrad Lorenz e Robert Ardrey, publicará, nesta linha, as seguintes obras: Ensaio sobre o Fim da Nossa Idade, Lisboa, Templo, 1978, Introdução à Etologia. A Nova Imagem do Homem, Lisboa, Templo, 1978, e Dicionário Político do Ocidente, Lisboa, Intervenção, 1979. Já no plano universitário são de destacar, deste autor, Quem Governa? Uma Análise Histórico-Política do Tema da Elite, Lisboa, ISCSP, 1993 (dissertação de doutoramento) e A Arte de Governar, Lisboa, ISCSP, 1996. Entretanto, com Jaime Nogueira Pinto, editou Introdução à Política, Lisboa, Templo, 1978, uma obra destinada a servir de roteiro para alunos do ensino secundário, em que é marcante um estrito cientismo de linha neopositivista. De Jaime Nogueira Pinto, para além de relevantes artigos na revista Futuro Presente, como Introdução a Maquiavel [1980], Vontade Política e Poder Nacional [1980], A Direita e as Direitas [1981], Romantismo e Revolução nos Princípios do Século XIX [1982], Pensamento e Estado nos Séculos XVII e XVIII [1981], A Direita em Portugal. Notas para uma Auto-Crítica e Projecto [1982], Portugal 1983. Uma Situação Bonapartista [1983], Nação, Estado e Sociedade Civil [1984], Estratégia Indirecta, Poder Político e Comunicação [1986], são de destacar os testemunhos doutrinários contidos em O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril, Lisboa, Difel, 1995, e A Direita e as Direitas, Lisboa, Difel, 1996. De Nuno Rogeiro, destacam-se alguns inovadores artigos na mesma revista, como A Política em Pessoa [1980] e A Política como Arcano. Memória de Eric Voegelin [1986], bem como o interessante exercício sobre o estado da arte, constante em O que é a Política, Lisboa, Difusão Cultural, 1993.
Futurologia. A ciência do futuro. O mesmo que prospectiva.
Fernandes, Vasco Da Gama

Bernardino Machado, Leiria, 1952

CAVALHEIRO, RODRIGUES – Os Motins de Campo de Ourique de 1803, Lisboa, 1931;
FERRAZ (JUNIOR), ANTÓNIO PEREIRA - João de Sousa Pinto de Magalhães. Apontamentos Históricos, Lisboa, 1866

FERREIRA, JOÃO PEDRO ROSA - A proposta constitucional do Correio Braziliense, in Cultura. História e Filosofia, 6 (1987), pp. 737-770

FERRO; JOÃO PEDRO – Maçonaria e Política no Século XIX: a loja “Liberdade” (Coimbra, 1863-1864), Lisboa, Presença, 1991; Maçonaria e Relações Internacionais: o Grande Oriente Lusitano Unido (1866-1872

Fontes, Vital

Servidor de Reis e Presidentes. Da Monarquia à República. Do Sr. D. Luís ao Sr. General Carmona, Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, 1945

Freire, Mário João Paulo



Pela República!, Lisboa, 1943

FRONTEIRA, 7º Marquês de e 5º marquês de Alorna. D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto - Memórias do Marquês de Alorna e Fronteira (ver ed. de Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986, em 7 vols.).


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