Esboçada em Londres em 1882-1883, é organizada em 1884 e dura até 1930. Tem como objectivo inicial



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Faria, José Eduardo Professor da Universidade de São Paulo. Influenciado pelas correntes da nova hermenêutica e pelo pensamento de Hannah Arendt. Articulista do Jornal da Tarde.

Retórica Política e Ideologia Democrática

Tese de doutoramento na Universidade de São Paulo.

Poder e Legitimidade. Uma Introdução à Política do Direito

Celso Lafer, pref., São Paulo, Editora Perspectiva, 1978.

Sociologia Jurídica. Crise do Direito e Páxis Política

Rio de Janeiro, Forense, 1984.

Faria, Manuel Severim de (1583-1655)

Discursos varios politicos

Évora, 1624.

Notícias de Portugal



1655.
Sérgio, António, Antologia dos Economistas Portugueses. Século XVII, Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1974, pp. 117 segs..Torgal, Luís Reis, Ideologia Política e Teoria do Estado na Restauração, Coimbra, Biblioteca Geral da Universidade, 1982, tomo II, pp. 263 segs..
Farinha, Bento José de Sousa (1740-1820) Natural de Évora, professor de Filosofia em Lisboa e bibliotecário do Palácio da Ajuda. Segue os modelos de Heinécio. Organiza a primeira grande antologia do pensamento político português, coeva da própria Revolução Francesa.

1786

Filosofia de Príncipes apanhada das obras dos nossos portugueses




Lisboa, I  1786; II  1789; III  1790

1789

Dissertação sobre a Insuficiência da Lei Natural




Lisboa, 1789.


Farinho, José Jacinto Valente. Saldanhista. Foi expulso da Terceira por Palmela em 1831. Ministro da justiça do governo de Saldanha, entre 6 de Outubro de 1846 e 28 de Abril de 1847.

Farlie, Dennis

1976

Party Identification and Beyond. Representation of Voting and Party Competition




Londres, John Wiley & Sons, 1976. Com Ian Budge e Ivor Crewe.

1977

Voting and Party Identification




Londres, John Wiley & Sons, 1977. Com Ian Budge.

1983

Explaining and Predicting Elections. Issue, effects and parties strategies in twenty three democracies




Londres, Alen, 1983. Com Ian Budge.



Faro, José D. C. de Sousa e. José Dionísio Carneiro de Sousa e Faro. Ministro da marinha de Tamagnini Barbosa de 23 de Dezembro de 1918 a 27 de Janeiro de 1919.
Farpas (As), 1871 Fascículos periódicos que começam a ser emitidos em Maio de 1871, ditos Chronica Mensal da Política, das Letras e dos Costumes, da autoria conjunta de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós, até Novembro de 1872, quando este último é nomeado cônsul em Havana. Ramalho continua o labor até 1882. Os 11 volumes das crónicas voltaram a ser publicados de 1887 a 1890 e a parte escrita por Eça foi editada em 1890 sob o título Uma Campanha Alegre. Ramalho acrescenta ao conjunto umas Últimas Farpas, de 1911 a 1915. Há uma nova edição integral editada entre 1944 e 1949, com um estudo de Augusto de Castro, a que se acrescentaram as Farpas Esquecidas, em dois volumes, em 1946-1947.
Fascismo Do latim fascis, feixe de verga donde saía o ferro de uma acha, que os lictores romanos levavam à frente dos primeiros magistrados. O movimento protagonizado por Mussolini resulta de um conglomerado de origens: o darwinismo social; o vitalismo anti-racionalista de Bergson; o psicologismo de Gustave le Bon; a sociologia e o elitismo de Pareto; o irracionalismo de Nietzsche; o organicismo de Maurras; o sindicalismo revolucionário de Sorel.

Itália

Vários grupos italianos nos finais do século XIX, assumiram o símbolo do fascio. Uns, na Sicília, para darem cobertura a lutas de trabalhadores; outros, no Norte, invocando a democracia-cristã. Destaca-se, contudo, o núcleo fundado em 23 de Março de 1919, fundado por Mussolini em Milão, o qual, em breve, se funde com o partido nacionalista de Alfredo Rocco e Luigi Federdozini.


Creder, obbedire, combattere
 Sergio Panunzio, Teoria Generale dello Stato Fascista, Pádua, Cedam, 1937.
Foi com o modelo fascista de Benito Mussolini (1883 1945), que em 1925 se assumiu o lema do nada fora do Estado, acima do Estado, contra o Estado. Tudo no Estado, dentro do Estado, ao mesmo tempo que se tentava substituir à velha tríade da revolução francesa, da liberté, égalité, fraternité, pela fascista trindade de autoridade, ordem, justiça. O próprio Mussolini, no artigo Fascismo, publicado em 1929, e rescrito por Giovanni Gentile, na Enciclopedia Italiana, definia o respectivo Estado como stato totalitario, proclamando: pode pensar se que o século actual é o século da autoridade, um século de 'direita', um século fascista; e que se o século XIX foi o século do indivíduo (liberalismo significava individualismo), podemos pensar que o século actual é o século 'colectivo' e, por consequência, o século do Estado. Três anos depois, em La Dottrina del Fascismo, já considerava que para o fascista, tudo está no Estado e nada de humano e espiritual existe, e muito menos tem valor, fora do Estado. Neste sentido, o fascismo é totalitário e o Estado fascista, síntese e unidade de todos os valores, interpreta, desenvolve e potencia toda a vida do povo. O fascismo, com efeito, sublimou o Estado, transformando o num fim em si mesmo. Como dizia Sergio Panunzio, um dos seus doutrinadores, tal como a matéria tende para a forma, a sociedade tende para o Estado.

Fascismo em Portugal

A subida ao poder de Mussolini, em 31 de Outubro de 1922, ocorreu durante o governo de António Maria da Silva (entre Fevereiro de 1922 e Novembro de 1923). Surgiram imediatamente adeptos portugueses do novo regime italiano, reunidos em torno do jornal Ditadura, dirigido por Raul de Carvalho que, em Agosto de 1923, chega a fundar a revista Ideia Nova. Se o fascismo mussoliniano empolga alguns cadetes de Sidónio, como Tófilo Duarte, não deixa de influenciar outros republicanos, como Francisco Homem Christo. Mas o caldo de cultura dessa terceira via tem sempre minoritárias influências em Portugal, dado que o espírito de aventura, garibaldiano, e o fundo messiânico, mazziniano, não poderiam florescer num ambiente onde o espírito de reacção tinha a ver com profundas memórias legitimistas e contra-revolucionárias, mais propícias à emergência de fenómenos como o Integralismo Lusitano ou a Cruzada Nun’Álvares, onde se procuravam mais endireitas de boulangismos, através de uma ditadura técnica, que quase esteve para ser desmepenhada pelos democráticos, com os militares António Maria Baptista ou Liberato Pinto, ou com o civil António Maria da Silva.

Críticas de Salazar ao fascismo



Logo em Dezembro de 1932, pouco depois da tomada de posse dos corpos dirigentes da União Nacional, Salazar, em entrevista a António Ferro procura distanciar-se do fascismo mussoliniano, considerando que o mesmo tende para um cesarismo pagão ... não conhece limitações de ordem jurídica ou moral, dado que Mussolini é um oportunista da acção, que ora marcha para a direita, ora marcha para a esquerda. Em síntese, proclama concordo com Mussolini em Itália, mas não posso concordar em Portugal. É aí que diz : eu não tenho horror aos partidos, dum modo geral; tenho horror ao partidarismo em Portugal.
 Burrin, Philippe, La Dérive Fasciste. Doriot, Déat, Bergery (1933-1945), Paris, Éditions du Seuil, 1986. Ebenstein, William, Today’s Isms. Socialism, Capitalism, Fascism, Communism, ...*, 1967 [10ª ed., com Ebenstein, Alan O., Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1994; trad. port. 4 Ismos em Foco. Comunismo, Fascismo, Capitalismo, Socialismo, Brasília Editora, Porto, 1974. Evola, Julius, Il Fascismo visto della Destra, Roma, Volpe, 1974.Felice, Renzo De, Interpretazioni del Fascismo, Bari, Edizioni Laterza, 1974.Germani, Gino, Fascismo, Autoritarismo e Classi Sociali, Bolonha Edizioni Il Mulino, 1975; idem, Authoritarianism, Fascism and National Populism, New Brunswick, Transaction Books, 1978.  Griffen, Roger, Fascism, Oxford, Oxford University Press, 1995.  Ingersoll, David E., Matthews, Richard K., The Philosophic Roots of Modern Ideology. Liberalism, Communism, Fascism, 2ª ed., Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1991.  Lourenço, Eduardo, O Fascismo Nunca Existiu, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1976.  Luebbert, Gregory, Liberalism, Fascism or Social Democracy. Social Classes and the Political Origins of Regimes in Interwar Europe, David Collier, Seymour Martin Lipset, pref., Oxford, Oxford University Press, 1991.  Macciochi, A., Eléments pour une Analyse du Fascisme, Paris, Union Générale d’Éditions, 1976.  Martins, Hermínio, «Portugal», in Woolf, S. J., ed., O Fascismo na Europa, trad. port., pp. 421-467, Lisboa, Edições Meridiano, 1978.  Nolte, Ernst, Le Fascisme dans son Époque, 3 vols., trad. fr., Paris, Éditions Julliard, 1970.  Panunzio, Sergio, Lo Stato Fascista, Bolonha, Cappelli, 1925.  Pastor, Manuel, Las Orígenes del Fascismo Español, Madrid, Tucar, 1975. Idem, Ensayo sobre la Dictatura. Bonapartismo y Fascismo, Madrid, Tucar, 1977. Pombeni, P., Demagogia e Tirannide. Uno Studio sulla Forma-Partito del Fascismo, Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1984. Poulantzas, Nicos, O Fascismo e a Ditadura, trad. port., Porto, Portucalense Editora, 2 vols., 1972.  Sérant, Paul, Le Romantisme Fasciste, Paris, Éditions Fasquelle, 1956.  Sternhell, Zeev, Naissance de l’Idéologie Fasciste, Paris, Librairie Arthème Fayard, 1989 (com Sznajder, M. e Asheri, M.). Idem, Ni Droite, ni Gauche. L’Idéologie Fasciste en France, Paris, Éditions du Seuil, 1990. Trindade, Hélgio, Integralismo. O Fascismo Brasileiro na Década de 30, São Paulo, Edições Difel, 1974. Winock, Michel, Nationalisme, Antisémitisme et Fascisme en France, Paris, Éditions du Seuil, 1990.  Woolf, J. S., ed., The Nature of Fascism, Londres, Weidenfeld & Nicholson, 1968 [trad. port. O Fascismo na Europa, Lisboa, Edições Meridiano, 1978]. Zunino, P. G., L’Ideologia del Fascismo, Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1985. Actas do Colóquio O Fascismo em Portugal [FLUL, Mar. 1980], Lisboa, Edições A Regra do Jogo, 1982 [textos de: Fernando Piteira Santos, «O Fascismo em Portugal. Conceito e Prática», pp. 9 segs.; Manuel Villaverde Cabral, «O Fascismo Português numa Perspectiva Comparada», pp. 19 segs.; João Arsénio Nunes, «Da Política “Classe contra Classe” às Origens da Estratégia Antifascista. Aspectos da Internacional Comunista entre o VI e VII Congressos (1928-1935)», pp. 31 segs.; Marie Christine Volovitch, «O Círculo Católico Operário do Porto (1898-1911). Um Pré-Corporativismo?», pp. 79 segs.; Manuel Braga da Cruz, «O Integralismo Lusitano e o Estado Novo», pp. 105 segs.; Fernando Farelo Lopes, «O Liberalismo Decadente da “Seara Nova”. Algumas Hipóteses», pp. 141 segs.; Cecília Barreira, «Homem Christo Filho. Algumas Considerações em torno do seu Percurso Ideológico-Político», pp. 175 segs.; José Pacheco Pereira, «Problemas da História do P.C.P.», pp. 269 segs.; António Bracinha Vieira, «A Psiquiatria perante o Fascismo. O Contributo para a Compreensão da Experiência Portuguesa», pp. 443 segs.].
Fassò, Guido

Storia della Filosofia del Diritto



3 vols., Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1966-1970 trad. fr. Histoire de la Philosophie du Droit. XIXème et XXème Siècles, Paris, Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence, 1977].

Fatalismo. De fatum, particípio passado do verbo fari, dizer ou exprimir. Significava a palavra expressa por um adivinho, aquilo que ele fazia para prever o futuro. Por evolução semântica, a crença segundo a qual a vida humana é determinada por uma entidade superior a que ninguém consegue escapar. A crença na força do destino. Muitas vezes assume aspectos negativistas, considerando que a derrota é o inescapável destino do homem, andando ligada ao pessimismo, ao nihilismo e ao determinismo. Na linguagem comum, o fatalismo anda ligado à crença sobre a inevitabilidade do sofrimento, acentuando os aspectos trágicos da vida.
Fátima, Aparições de As primeiras aparições de Fátima ocorrem em 13 de Maio de 1917, durante um governo de Afonso Costa. Em 13 de Outubro ocorre o chamado milagre do sol, com a participação de cerca de 50 000 pessoas, acontecimentos relatados de forma imparcial pelo jornalista Avelino de Almeida no jornal Ilustração Portuguesa. A Igreja só as considera dignas de crédito em 1930. Por esta altura, dão-se em Portugal as aparições de Fátima: em 13 de Maio (30 de Abril do calendário russo), 13 de Junho, 13 de Julho, 19 de Agosto, 13 de Setembro e 13 de Outubro. A 13 de Julho(30 de Junho do calendário russo), a aparição terá dito: se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados. O Santo padre terá muito que sofrer. Várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á à Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de Paz [... [...] ...]. As reticências incluídas constituem o chamado segredo de Fátima. Em 31 de Outubro de 1942, o Papa faz essa consagração à Rússia, proclamando: aos povos pelo erro e pela discórdia separados, nomeadamente àqueles que Vos professam singular devoção, onde não havia casa que não sustentasse a vossa Veneranda Ícone (talvez escondida e reservada para melhores dias), dai-lhes a paz e reconduzi-os ao único redil de Cristo, sob o único e verdadeiro Pastor. Sobre a matéria, J. PEDRO, Fátima e a Conversão da Rússia, pp. 47 e 87, respectivamente. Por seu turno, o cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 1951, proclamava: Fátima, Altar do Mundo, opõe-se a Moscovo, capital do Reino do Anti-Cristo. Não é só coincidência das datas que tal sugere, é, sobretudo, oposição dos espíritos. Recorde-se que o cristianismo russo não é católico, apostólico romano. Sublinhe-se que em 13 de Julho os bolchevistas ainda não estavam no poder. Saliente-se que Portugal, nesse período de 1917, vive um processo particularmente traumático de fome, peste e guerra. Em 26 de Janeiro, partia para França o primeiro contingente do Corpo Expedicionário Português. Em Maio atingia-se o ponto alto da crise das subsistências, ocorrendo em 12 de Maio, em Lisboa, a chamada revolta dos abastecimentos. Ao mesmo tempo, dá-se um violento confronto entre o Estado republicano e a Igreja Católica, chegando a ser afastados das respectivas dioceses o bispo do Porto e o cardeal patriarca de Lisboa. O ano vai, aliás, terminar com a ascensão de Sidónio Pais ao poder, na sequência da revolta de 7 de Dezembro. E com o sidonismo vai dar-se um abrandamento da participação portuguesa na Grande Guerra e uma diminuição da tensão entre o Estado e a Igreja. Isto é, o bolchevismo esteve para a Rússia, assim como o sidonismo esteve para Portugal. A diferença talvez esteja entre o Mausoléu de Lenine e a Basílica de Fátima, semeadas na mesma altura, um em nome da Estrela Vermelha, outra consagrando Nossa Senhora de Fátima. As explicações racionalistas, de cepa físico-matemática, da história, mesmo que prenhes de hiperinformação, não conseguem ter a humildade de reconhecer mistérios, segredos e milagres. As consequências sociais e políticas parecem não alinhar com todos aqueles que pretendem explicar por causa-efeito o que talvez só possa ser compreendido pelos Fim que vêm depois do Fim.

Fátima, Futebol e Fado Os oposicionistas ao salazarismo, consideravam como ópio do povo durante o regime autoritário a tríade fátima (a religião das peregrinações ao santuário mariano), futebol e fado. Os três efes são, aliás, uma adaptação da regra da monarquia napolitana, onde se falava em feste, frumento forca.
Faure, Edgar (1908-1988) Político francês. Advogado em Paris. Radical-socialista. Membro da delegação dos juristas franceses presentes no julgamento de Nuremberga. Várias vezes ministro da economia e finanças em 1950, 1951, 1954 e 1958. Presidente do conselho em 1955-1956. Professor de direito em Dijon, de 1962 a 1966. Liga-se ao general De Gaulle, sendo responsável por várias missões diplomáticas, nomeadamente a que levou ao estabelecimento de relações com Pequim. Ministro da agricultura em 1966 e 1968, no governo de Pompidou. Passa a ministro da educação nas vésperas do Maio de 1968. Volta ao governo em 1972 como responsável pelos assuntos sociais. Presidente da Assembleia Nacional em 1973. Acaba por integrar o grupo de Giscard d’Éstaing. Membro da Academia Francesa desde 1978.

Au-delà du Dialogue

Paris, Balland, 1977. Com Philippe Sollers.

La Disgrâce de Turgot: 12 Mai 1776

Paris, Gallimard, 1973.

Mémoires

Paris, Plon, 1982 e 1984. I Avoir toujours raison c’est un grand tort, II Si tel doit être mon destin.
Favre, Pierre (n. 1941)

La Décision de la Majorité

Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques, 1976.

Les Marxismes après Marx

1980.

«La Science Politique en France depuis 1945»



In International Political Science Review, vol. 2, n.º 1, Londres, IPSA, 1981.

«La Constitution d’une Science Politique, le Déplacement de ses Objects et “l’Irruption de l’Histoire Réelle”»

In Revue Française de Science Politique, vol. 33, Paris, Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques/CERI, 1982.

«Histoire de la Science Politique»

In Grawitz, Madeleine, Leca, Jean, Traité de Science Politique, vol. I, pp. 3 segs., Paris, Presses Universitaires de France, 1985.

Naissances de la Science Politique en France, 1870-1914

Paris, Librairie Arthème Fayard, 1989.

Générations et Politique

Paris, Éditions Oeconomica, 1989. Com Jean Crète.

La Manifestation

Paris, Presses de la Fondation Nationales des Sciences Politiques, 1990. Ed.

Enseigner la Science Politique



Paris, L’Harmatthan, 1998. Com Jean-Baptiste Legavre.

F
aye, Jean-Pierre
(n. 1925) Filósofo, poeta e romancista francês. Funda em 1968 a revista Change. Agregado em filosofia e professor na Sorbonne. Criador do Collège International de Philosophie, em 1983.

1973

Langages Totalitaires




Paris, Éditions Herman, 1973.

1992

L’Europe Une. Les Philosophes et lEurope




Jacques Delors, pref., Paris, Éditions Gallimard, 1992.

1993

Le Siècle des Idéologies




Paris, Colin.

1993

La Déraison antisémite et son Langage




Paris, Actes Sud, 1993.

1994

Le Piège. La Philosophie Heideggerienne et le Nazisme




Paris, Balland, 1994.

1997

Qu’est ce que la Philosophie




1997.

2000

Nietzsche et Salomé




2000.



Fazenda Nome dado aos anteriores serviços públicos das finanças. Por diploma de 20 de Novembro de 1591, Filipe I cria o Conselho da Fazenda, subdividido na Casa da Índia, na Casa dos Contos, e nas Alfândegas, destinado a substituir os anteriores Vedores da fazenda. D. José I, em 22 de Dezembro de 1761, destaca, do Conselho, o Real Erário ou Tesouro Geral, que voltam a ser unificados por D. Maria II, por diploma dee 15 de Dezembro de 1788, quando se cria o cargo de Secretário de Estado da Repartição da Fazenda, que, no entanto, apenas entra em funcionamento em 1801. Para o cargo foi nomeado o visconde de Vila Nova de Cerveira, então presidente do Real Erário e da Junta de Comércio. Em 6 de Janeiro de 1801 é nomeado para a função D. Rodrigo de Sousa Coutinho.
Fé e Amor, ou o Rei e a Rainha, 1798 Novalis, tentando fundir os contrários, como os românticos da época, critica a herança de Frederico II que teria administrado a Prússia como se esta fosse uma fábrica. Neste sentido, considera necessário um casamento, uma aliança ente o princípio do rei, entendido como um homem de nascimento superior, e o princípio da república, a adesão a uma personagem ideal. Conclui assim que o verdadeiro rei será a república; a verdadeira república será o rei.
Fear of Freedom, 1941 Erich Fromm critica a despersonalização do homem moderno, porque as relações sociais perderam o carácter directo e humano, dado que passaram a ser regidas pela lei do mercado que transformou o indivíduo em mercadoria. Daí que o indivíduo, para escapar à instabilidade da sua solidão crie mecanismos de evasão. Ou foge para o conformismo dos autómatos; ou para a destrutividade, tanto pela destruição do outro como pelo autoritarismo. Umas vezes, entra no masoquismo, dissolvendo-se no conjunto. Outras, no sadismo, quando actua segundo as regras desse conjunto e trata de perseguir os marginais ou de fazer a guerra.. A aspiração ao poder não é o produto da força, mas o filho abastradado da fraqueza. O homem subjugado tem, assim, uma personalidade autoritária.O que explica o fascismo, dado que este permitiu que as massas satisfizessem os seus impulsos sadomasoquistas identificando-se com os poderes dominantes (cfr. trad. fr. La Peur de la Liberté, Paris, Éditions Buchet-Castel, 1963; trad. port. O Medo à Liberdade, Rio de Janeiro, Zahar, 1980)..

Febre amarela Epidemia surgida em Portugal em Agosto de 1856, logo após a de colera morbus. No ano de 1857 morrem cerca de 5 000 pessoas.
Febvre, Lucien (1878-1956) Historiador francês, fundador, com Marc Bloch, da escola dos Annales. Defende uma história total, onde, em vez da mera descrição dos acontecimentos, se estuda a estrutura, o conjunto de de factos a que se ligam os acontecimentos.

1912

Philippe II et la Franche-Comté







1920

Martin Luther







1930

Civilisation: le Mot et l'Idée







1942

Problème de l’Incroyance au XVe Siècle







1953

Combats pour l'Histoire




Paris, Colin, 1992.

1996

Honneur et Patrie




Paris, Perrin

1999

L’Europe. Genèse d’une Civilization




Paris, Perrin, 1999. Lições proferidas em 1944-1945.


Federação Do latim foederatione, aliança ou união. Recebida na língua portuguesa através do francês fédération. Se utilizássemos uma classificação normativista tradicional, diríamos que as confederações assumem-se como meras associações de governos que instituem um órgão central ainda subordinado ao poder dos Estados, o qual é normalmente encarregado da política de segurança e da política externa, sendo marcado processualmente pela regra da unanimidade e pela existência de um direito de veto de cada Estado. O centro não pode mudar a divisão de poderes estabelecida entre o governo central e os governos subsidiários. Seriam exemplos deste conceito a República das Províncias Unidas dos Países Baixos (1579-1795), a Confederação dos Estados Americanos (1777-1787), a Confederação suíça (1291-1848), a Confederação do Reno (1806-1815), a -Confederação alemã (1815-) , a Confederação da Alemanha do Norte. Já nas federações cada um dos Estados é supremo na sua esfera de competência; os dois governos estão submetidos à mesma constituição; o poder político dos Estados federados não deriva de uma delegação do poder central, mantendo cada um deles autonomia constitucional; o poder central assume o monopólio da política externa e da política de defesa).Aplicando estes conceitos, diríamos que a Europa comunitária tem muito de confederal, desde a existência de uma associação de governos (o Conselho Europeu) à regra da unanimidade, e algo de federal: pretende assumir-se como uma associação de povos; adopta um conceito de soberania divisível; estabeleceu o princípio da eleição directa para o Parlamento Europeu; tem um governo comum, a Comissão, um tribunal comum, o Tribunal de Justiça; adopta um conceito de cidadania europeia. Isto é, existe um novo centro político, para o qual se vão transferindo interesses, expectativas e lealdades.Isto é, enquanto a tendência federal é centrípeta, apontando para o crescimento de um novo centro, para uma associação de povos e assentando na ideia de soberania divisível, já o modelo confederativo é centrífugo, considerando o novo centro como dependente dos Estados, dado entender a comunidade como uma associação de governos e a soberania de cada Estado como algo de indivisível.
Federação Maximalista Portuguesa (1919)
Federalismo Sistema onde diversos Estados se unem tendo em vista objectivos comuns, mas mantendo cada qual a sua própria identidade. Em sentido amplo, equivale ao actual princípio da subsidiariedade, de tal maneira que Laski chegou a considerar que todo o poder é federal. Liga-se, muitas vezes, à defesa da autonomia dos pequenos Estados, conforme os desejos de Rousseau em 1762, para quem a força externa de um grande povo pode combinar-se com o governo livre e a boa ordem de um pequeno Estado. J. P. Buchez (1796-1865) mistura as ideias de socialismo cristão com o espírito europeu, fundando em Paris, no ano de 1831, o jornal Européen . Victor Considérant, discípulo de Fourier, em La Dernière Guerre et la Paix Définitive en Europe, de 1850, propõe a instauração de uma federação europeia, através de um Estado unitário e centralizado que respeitaria o direito das nacionalidades. Também o saint-simonista G. d'Eichtal navega nas mesmas águas, publicando, em 1840, uma brochura intitulada De l'Unité Européenne. Contudo, a partir de Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), principalmente com a publicação da obra Du Principe Fédératif, em 1863, eis que, misturando-se o comunalismo, o mutualismo e o federalismo, se gera a nova nebulosa criativa do socialismo, onde o anarquismo anti-estatista aparece compensado pela solidarismo. A partir de então, o federalismo é elevado à categoria de concepção do mundo e da vida, contestando-se, a partir da esquerda, a ideia de um modelo unitário de Estado, sempre defendida pelos jacobinismos, e profetizando-se que o século XX abrirá a era dos federalismos. Sublinhe-se que, antes de Proudhon, o federalismo assumia fundamentalmente uma feição conservadora, ligando-se ao organicismo romântico católico, principalmente aos defensores do Sacro-Império. Assim, foi Joseph Gõrres (1776-1848) que o trouxe à contemporaneidade, propondo-o como algo de diverso do contrato social, como uma espécie de consensus tácito entre os governos e as populações, cabendo ao Estado apenas dar abrigo ao autonomismo das regiões, onde as forças vivas, os costumes, as crenças e as tradições, constituiriam uma alma popular que a casa comum do Estado deveria respeitar.Mas, depois de Proudhon, o federalismo não se tornou necessariamente socialista ou anarquista dado que algumas teses tradicionalistas e católicas continuaram a pugnar por tal ideia, nomeadamente quando renasce o próprio jusnaturalismo católico pelo culto das teses de Francisco de Vitória e Francisco Suarez.O jurista suíço Johann Kaspar Bluntschli (1808-1881), que era professor na Alemanha, defende uma comunidade europeia (europãische Statengemeinschaft) pela instauração de um Estado federal europeu, de estrutura flexível.
Constantin Frantz (1817-1891), por seu lado, é defensor de um federalismo hegemónico, acentuando a necessidade do federalismo no plano internacional ser acompanhado de idêntico federalismo no plano interno. Contudo, Frantz advoga a primazia da Alemanha no processo, não só porque esta nação estaria para o federalismo, assim como a França estava para o centralismo, como pela circunstância do génio germânico ter uma missão universal. Ele, que se opunha àquilo que considerava depreciativamente como a máquina unificadora prussiana, propõe que, para a construção europeia, visualizada como uma confederação de federações primárias, se comece por um sistema coordenado de três federações: uma, da Alemanha ocidental e dos países de língua alemã que lhe são fronteiros; outra, da Alemanha oriental e dos países bálticos; a terceira, com a Áustria e os países danubianos.A França não poderia entrar por ser centralista. A Rússia era excluída por ser imperialista. E a Grã-Bretanha, por ser uma ilha, apenas daria a respectiva amizade. Seguir-se-ia uma federação latina, que designa como romana . Surge também um republicanismo federalista que renuncia ao unitarismo e ao centralismo, de que é figurante marcante um Francisco Pi y Margall (1824-1901), que teve importantes reflexos em Portugal.

Vicente Ferrer de Neto Paiva (1798-1886)



Na sua Philosophia do Direito, de 1857, apelava à federação de nações, herdeira dos Amphictyões da antiga Grécia e dos adeptos da Dieta germânica, proclamando que seria para desejar, que se organizasse não digo já a grande associação da humanidade mas uma associação europeia, procurando tornar uma realidade o que se tem chamado um bello sonho de alguns Philosophos como o Abbade de St. Pierre, Kant, Rousseau, etc. - a 'paz perpetua': o Direito das Gentes teria um tribunal, que administrasse justiça entre as nações da Europa decidindo pacificamente as questões que se originassem à cêrca dos seus direitos. As nações da Grecia, nos tempos antigos, com a junta dos Amphictyões, as da Alemanha nos modernos, com a Dieta germanica, e em geral todas as federações de nações, subministram typos para a organização da grande sociedade da Europa. Os congressos e conferências, que por vezes se têm reunido, provam, que as nações da Europa tendem para esta instituição, e que sentem a sua conveniência política
Albertini, Mario, Il Federalismo. Antologia e Definizioni, Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1979. Bowie, Robert R., Friedrich, Carl Joachim, eds., Studies in Federalism, Boston, Little, Brown & Co., 1954 trad. fr. Études sur le Fédéralisme, 2 vols., Paris, Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence, 1960-1962. Burgess, Michael, Federalism and Federation, Londres, Croom Helm, 1986.Idem, Federalism and the European Union. Political Ideas, Influences and Strategies in the European Community, 1972-1987, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1989.Idem, com Gagon, A. G., eds., Comparative Federalism and Federation, Nova York, Harvester Press/Wheatsheaf Books, 1993.Dahl, Robert, «Federalism and the Democratic Process», in Pennock, J. R., Chapman, J. W., eds., Liberal Democracy, Nova York, Atherton Press/New York University Press, 1983. Elazar, Daniel J., The Federal Polity, New Brunswick, Transaction Books, 1974.Idem, Federalism and European Integration, Tel Aviv, Turtledove Publishing, 1979.Idem, Exploring Federalism, Tuscaloosa, University of Alabama Press, 1987.Idem, ed., Federal Systems of the World. A Handbook, Harlow, Longman, 1991. Elkins, Stanley, McKitrick, Eric, The Age of Federalism. The Early American Republic (1788-1800), Oxford, Oxford University Press, 1993. Fleiner-Gerster, Thomas, Federalism and Decentralisation, Friburgo, Éditions Universitaires, 1987.Friedrich, C. J. , Trends of Federalism in Theory and Pratice, Nova York, Praeger Press/Londres, Pall Mall Press, 1968. Hay, P. H., Federalism and Supranational Organizations. Patterns for New Legal Structures, Urbana, University of Illinois Press, 1966.  Jeffery, Charlie, Sturm, Roland, Federalism, Unification and European Integration, Newbury Park, Frank Cass Publishing Co., 1993. Morley, Felix, Freedom and Federalism, Indianapolis, Liberty Fund, 1959. Randall, Stephen J., Gibbins, Roger, eds., Federalism and the New World Order, Toronto, University of Calgary Press, 1994. Riker, William H., ed., The Development of American Federalism, Boston, Kluwer Academic Publishers, 1987.Smith, Graham, ed., Federalism. The Multi-Ethnic Challenge, Harlow, Longman, 1995.
Federalismo em Proudhon,102,690
Federalismo horizontalista Hannah Arendt não advoga nem a noção de governo mundial nem a de cidadania mundial, como as defenderam certos idealismos liberais. O federalismo que propõe assume-se como horizontalista, implicando uma dupla cidadania: a das pertenças locais, regionais e nacionais e a da pertença à oikoumene, as quais seriam complementares. Um conceito que, no plano das relações externas, implica uma autoridade não supranacional, mas não à regionalização! internacional, dado que uma autoridade supranacional seria ou ineficaz ou monopolizada pela nação que fosse por acaso a mais forte, e assim levaria a um governo mundial, que facilmente se tornaria a mais assustadora tirania concebível, já que não haveria escapatória para a sua força policial global — até que ela por fim se despedaçasse.
Federalismo Soviético Em 10 de Julho de 1918 era aprovada a Constituição da República Socialista Federativa dos Sovietes da Rússia, pela qual o Conselho dos Comissários do Povo (Sovnarkom) passa a brotar de um Comité Executivo Pan-Russo, o VTsIK, de 200 membros, eleito pelo Congresso Pan-Russo dos Sovietes constituído por representantes directos da população. Refira-se que, no dia seguinte à entrada em vigor da nova Constituição, era abolido o Comissariado do Povo para os Assuntos das Nacionalidades, o Narkomnats, esse fundamental instrumento de reconstrução real do Império que, seguindo a teoria de Lenine, havia sido gerido de forma laboriosa por Estaline. A Constituição, resultante da proposta de uma comissão nomeada em 1 de Abril e constituída por Sverdlov, presidente do VTsIK, Bukharine, Prokrovski, Stekolov e Estaline, optou por um modelo de organização estadual que não teve em conta algumas das linhas ideológicas semeadas por Lenine em O Estado e a Revolução, sendo um dos principais reveladores da ausência de uma coerente teoria de Estado no marxismo-leninismo. Com efeito, um consequente sovietismo, talvez propusesse, como o chegou a fazer o Comissariado da Justiça, em Janeiro de 1918, uma república não assente na soberania territorial, mas antes nas federações de trabalhadores ou então, à maneira do Marx da Comuna de Paris, um novo tipo de Estado sem fetiches territoriais, uma Comuna dos Trabalhadores de Todas as Rússias, como chegou a ser aventado no V Congresso dos Sovietes. Além disso, a qualificação federativa, aposta a uma república socialista e de sovietes, que apenas aparece no nome, mas nunca no texto da Constituição, revela uma contradição primária, dado que tanto Lenine como Estaline bradaram contra o federalismo, na linha de teses expressas por Marx e Engels. Marx em 1850 considerava que o federalismo era uma reivindicação dos democratas burgueses: os trabalhadores têm de usar a sua influência não só a favor da República alemã una e indivisível, mas a favor de uma decisiva centralização da força dentro dela e nas mãos do Estado. Engels, por seu lado, dizia que o federalismo era sistema de Estados insignificantes, proclamando que o proletariado não pode fazer uso senão da forma da república una e indivisível. Lenine continuou nesta senda e, em 1903, já se dizia contra a federação, em princípio, dado que a mesma enfraquece o laço económico e é uma forma imprópria para um único Estado. O mesmo Lenine, em 1917, voltava a considerar a federação como uma excepção e um entrave ao desenvolvimento. Estaline, por seu lado, logo em Março de 1917, escreveu um artigo com o sugestivo título de Contra o Federalismo onde se pode ler: está agora claro que o federalismo não pode resolver na Rússia a questão nacional, que ele apenas a confunde e complica com ambições quixotescas de fazer andar para trás a roda da história. Contudo, em Abril de 1918, já distinguia entre a federação burguesa, considerada como um estádio transitório da independência para a unificação imperialista, e a federação soviética que se visava a união voluntária e fraterna das massas trabalhadoras de todas as nações e povos da Rússia, nem por isso impedia o futuro unitarismo socialista. Isto é, a opção nominal pela federação, se não significava uma cedência a Proudhon, demonstrava que o marxismo-leninismo também dava alguns passos atrás na firmeza ideológica para ceder ao imaginário das massas, ainda marcadas pelo anarquismo e pelo socialismo utópico. Mais maquiavelicamente, a expressão visava ser um cartão de visita para o novo regime resolver a questão das nacionalidades, dado que as patentes ou latentes secessões contra a Santa Rússia una e indivisível não seriam tão agredidas ideologicamente com este nome de baptismo. De qualquer maneira, sempre se garantia um certo grau de indefinição territorial de um Estado em Movimento...

Federalist Papers, 1787-1788 Série de 85 artigos de jornais da autoria de Alexandre Hamilton, James Madison e John Jay, destinados à defesa da Constituição Americana de 1787. Os artigos começaram por ser publicados em Nova Iorque, onde surgiu um movimento contrário à ratificação da Constituição, defensor de um sistema confederativo. Os federalistas querem um governo nacional forte, mantendo o poder dos Estados. Temem o poder excessivos das maiorias, defendendo que se estabelecem garantias quanto aos direitos das minorias.
Ver a trad. port. de José da Gama e Castro: O Federalista, publicado em inglez por Hamilton, Madison e Jay, cidadãos norte-americanos e traduzido em portuguez, 3 tomos, Rio de Janeiro, 1840

Federalista, Partido Grupo político norte-americano, surgido na década de noventa do século XVIII, marcado pelo pensamento de Burke, procurando conciliar as ideias liberais com o tradicionalismo. O partido opõe-se aos chamados republicanos, agrários e igualitaristas, marcados pela personalidade de Thomas Jefferson. Se estes eram, sobretudo, o partido dos rurais, dos interesses agrícolas, já os federalistas tinham mais apoio nas cidades, nos interesses comerciais e industriais. Se os republicanos invocavam Locke, já os federalistas estavam impregnados de Burke. Nasceram durante a administração de George Washington, mas, depois da morte deste, dividiram-se entre as facções de Alexander Hamilton e de John Adams. A partir de 1801, os republicanos passaram a dominar a política norte-americano, desaparecendo a chamada era federalista. Mas os federalistas continuaram a influenciar a política de Nova Inglaterra, teve um ligeiro assomo de recuperação em 1808, com a candidatura falhada de Charles C. Pinckney à presidência. Com o fim da guerra de 1812 praticamente despareceram.

Feedback O mesmo que retroacção. Termo das ciências físicas recuperado pela cibernética, para aplicação aos sistemas sociais, sendo usado tanto pela economia como pela ciência política. O mesmo que informação sobre os resultados de um processo que é usado para mudar o próprio processo. Um fluxo de informação que volta à sua origem. Um processo de circularidade causal no qual um output do sistema volta ao seu input. Acção do sistema político pela qual a informação é recordada e retroactivada para decisões do presente, misturando-se a informação proveniente dos centros de processamento de dados com a que vem dos centros de armazenamento da memória e dos valores. Deste modo, a decisão é sempre a soma do ambiente com a memória. No sistema de feed back quem controla uma variável não controla automaticamente o sistema, havendo um circuito de retroacção, onde o output do sistema regressa ao interior do sistema para influenciar o input. É o que acontece nos sistemas de aquecimento com os termóstatos ou no corpo humano com o sistema de informação sobre a intensidade da luz que fecha a pupila. O output regressa ao sistema passando por um indicador que influencia o input, dado que, na entrada do sistema, o controlador tem ao seu lado um comparador. Se o indicador não está de acordo com o comparador, o controlador ajusta automáticamente a intensidade do input, tal como no sistema ocular se regula automaticamente a intensidade da luz transmitida.
Feijó, Diogo António (1784-1843) Político e pensador brasileiro. Nasce em São Paulo, filho de pais incógnitos. Enquanto clérigo, lecciona retórica e filosofia. Um dos lutadores pela independência do Brasil. Regente do Império durante a menoridade de D. Pedro II, de 1835 a 1837, opõe-se a José Bonifácio, destituindo-o de preceptor. Ainda participa na Revolução de 1842. Autor de umas Noções Preliminares de Filosofia. Sacerdote paulista, marcado por Kant. Considera que sendo o homem a única substância conhecida por ele, é claro que toda ciência para ser verdadeira e não fenomenal, quer dizer, para ter um valor real em si, deve fundamentar-se no mesmo homem. É nas suas leis onde residem os princípios originais e primitivos de toda a ciência humana.

Feiling, Keith Teórico conservador. Biógrafo de Winston Churchill e Neville Chamberlain. Considera que o conservador é simultaneamente realista e anti-racionalista: não confiamos nem devemos confiar na razão humana; foi ela que levantou uma cruz no Calvário e que levantou um cálice de cicuta…

Torysm, a Political Dialogue



Londres, 1913.

Feiras e Exposições A partir de meados do século XIX, surgiram grandes feiras e exposições internacionais, destacando-se a World’s Fair de Londres, em 1851. Seguem-se a Exposição Universal de Paris, destinada a comemorar o centenário da Revolução Francesa, precedida por outra de 1867.
Feiticismo Em ingl. Fetishism, em fr., fétichisme. Em sentido antropológico acontece quando se atribuem poderes mágicos a objectos inanimados ou quando se ligam os mesmos a um espírito. A expressão foi utilizada pelo Iluminismo, como forma de ataque a todas as religiões. Kanto chega a dizer que as religiões desenvolvem formas sensosriais inadequadas à transcendência do ser. Feuerbach vai utilizar a expressão para criticar o cristianismo. Marx alarga o conceito para acriticar toda a economia burguesa, daque que esta tem a força e a ilusão de uma susperstição religiosa. Freud utiliza a palavra para referir a transferência para objectos animados da resposta sexual, ou então para partes do corpo não relacionadas com a actividade sexual (v.g. os pés).
Feiticeiro,79,527
Felgueiras, João Baptista (1787-1845) Maçon. Bacharel em direito. Magistrado. Secretário das Cortes Constituintes eleito em 26 de Janeiro de 1821. Ministro da justiça no governo de Terceira entre 20 e 24 de Fevereiro de 1842, não chegando a tomar posse. Era então cartista, pouco favorável aos cabralistas, estando aliado a José Jorge Loureiro e Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque.
Felicidade pública Conceito do jusracionalismo iluminista, utilizado normeadamente por Gaetano Filangieri (1762-1786), considerando tal como o objectivo do império da paz e da razão, alcançável pela técnica do despotismo esclarecido. Na senda das teses de Jefferson, segundo as quais a felicidade pública consiste no acesso ao domínio público, na participação no poder público, a Declaração da Independência norte-americana consagrou o direito à felicidade. Jeremy Bentham defende o princípio utilitário da maior felicidade para o maior número.
Feminismo e movimentos de condição homossexual. Kate Millet, Sexual Politics, 1969 e a consideração do poder como structured relationships, arragements, whereby one group of persons is controlled by another.
Feminismo Um novo campo da ciência política, ainda não semeado em Portugal e com raras incursões na politologia europeia, mas fortemente tratado no universo norte-americano, é o do feminismo. A própria APSA tem uma secção de Women and Politics, em que se estudam as relações entre a condição feminina e o exercício da actividade política. A matéria, desencadeada a partir das obras de Simone Beauvoir e Betty Friedan, não se reduz hoje aos aspectos folclóricos que estavam ligados às feministas radicais e às feministas marxistas, dado que o campo também foi ocupado pelo feminismo demoliberal, como entre nós acontece com a Associação Ana de Castro Osório, dinamizadora dos estudos sobre a participação das mulheres na política. Não deixam, no entanto, os novos movimentos de acirrar o naturalismo que caracteriza as mulheres como mais éticas, mais pacíficas, mais conciliadoras e mais democráticas que os homens. Alguns desses grupos assumem a defesa da maternidades, na linha do Manifesto das Mães emitido pelos verdes alemães em 1987, defendendo a revisão da política de urbanização e uma política estadual de aumento das pensões e de fomento do emprego flexível a fim de aumentar o tempo de não trabalho das mães. O antecendente do movimento encontra-se em Mary Wollstonecraft, nos finais do século XVIII. Assum-se em especial a ideia de Virgina Woolf, segundo a qual como mulher, não tenho pátria, como mulher, não tenho necessidade de pátria. Movimento sufragista.

Fénelon 1651-1715 François Armand de Salignac de la Mothe Fénelon. Chamado o cisne de Cambrai. Herdeiro das perspectivas de Erasmo, assume o consensualismo anti-absolutista, em rivalidade com Bossuet. Apesar de se assumir formalmente contra os jansenistas é acusado de os proteger e de até receber alguns dos respectivos princípios. O seu pensamento político pode resumir-se nas palavras com que qualificou o modelo político grego: em Atenas tudo dependia do povo e o povo dependia da palavra. Padre desde 1675. No reinado de Luís XIV, em 1689, é encarregado da educação de três dos infantes: o duque da Borgonha (1689-1695), o duque de Anjou, mais tarde rei de Espanha, e o duque de Berry. Ascende a arcebispo de Cambrai em 1694, naquilo que muitos considera mera manobra para o afastar da Corte. Assumia-se já então como o principal adversário de Bossuet, o preceptor do Grande Delfim, morto em Abril de 1711. Chega mesmo a ser condenado por Roma. Tudo por ter recusado a condenação feita por Bossuet a Madama Guyon, conforme consta de Explication des maximes des Saints, de 1697. Numa carta a Luís XIV, considera que em cerca de 30 anos os nossos principais ministros abalaram e demoliram todas as antigas máximas de Estado, para elevar ao máximo a Vossa utoridade, a qual se converteu na deles, em cujas mãos estava. Não mais se falou do Estado nem de regras; apenas se falou do Rei e do seu arbítrio. Vossas rendas e Vossas despesas foram lançadas para o infinito. Elevaram-vos até ao céu, para apagar, segundo se izia, a grandeza de todos os Vossos predecessores juntos, ou seja, para empobrecer a França inteira, a fim de introduzir na Corte um luxo monstruoso e incurável. Eles quiseram erguer-vos sobre as ruínas de todas as condições do Estado, como se pudésseis ser grande arruinando todos os Vossos súbditos, sobre os quais se fundamenta a Vossa grandeza. Nas Aventuras de Telémaco, uma género literário, na linha da Utopia de Thomas More, narra as viagens do filho de Ulisses à procura do pai, visando-se ensinar mitologia e história da Antiguidade. Apesar do autor considerar tal uma espécie de divertimento literário, acaba por fazer uma mordaz crítica à França do reinado de Luís XIV que chega a proibir a obra. Contudo, defende nessa obra uma monarquia paternalista moderada, sem qualquer cedência às teses do contrato social. Em Cambrai, recebe o fidalgo escocês Andrew Michael Ramsay, anglicano que converte ao catolicismo e a quem inspira um Essai sur le gouvernement civil, selon les principes de Fénelon, por A. M. Ramsay, Londres, 1723. Representa uma corrente de pensamento monárquico anti-absolutista e poderia ter sido um grande reformador se o seu educando, o duque da Borgonha, também não tivesse morrido depois do Grande Delfim. Critica a monarquia absoluta, considerando: nada há que mais possa causar uma queda fatal do que uma autoridade sem limites; esta é semelhante a um arco demasiado tenso que se rompe imediatamente quando se afrouxa: mas quem ousará afrouxá-lo?. Neste sentido, aproximando-se dos ensinamento de São Tomás propõe uma monarquia aristocrática e descentralizada, respeitadora da tradição, com estados provinciais, o conselhos (Polysinodie) e estados gerais. Salienta que para haver felicidade a política deve reduzir-se à moral. Aproxima-se das teses de Saint-Simon, pai, e de Boulainvilliers.

Lettre à Louis XIV

1694.

Les Aventures de Télémaque



1699. Obra escrita cerca de 1694

Dialogues des morts, composés par l'éducation d'un prince

1712.

Examen de Conscience sur les devoirs de la Royauté, composé pour l'instruction du duc de Bourgogne



1697.

Projects de Gouvernement du duc de Bourgogne

obra também conhecida por Tables de Chaulnes, 1711. Obra escrita em Chaulnes, na Picardia, com a colaboração do duque de Chevreuse. Trata-se d eum programa de governo para o neto de Luís XIV, o duque da Borgonha, no ano da morte do Grande Delfim.
Guchet, I, 333 ss.. Gidel, G., La Politique de Fénelon, Genebra, Slatkine Reprints, 1971
Fenianos Grupo terrorista irlandês fundado em Nova Iorque em 1857 e em Dublin em 1858, visando a independência da Irlanda. Fenians vem do gaélico fiann, lendário nome de um bando de guerreiros irlandeses. Antecendente do Sinn Fein. O nome primeiro era o de Fenian Society ou Irish Republican Brotherhood. Tem grande actividade entre 1867 e 1870, chegando a fazer explodir uma grande prisão de Londres e tentando uma invasão do Canadá.
Fenómeno burocrático. Ver Crozier, Michel.

Fenómeno como o extremo da essência,9,74

Fenomenologia. Do gr. Phainómenon, a coisa que aparece. Método criado por Edmundo Husserl.

Ferguson, Adam (1723-1816) Professor da Universidade de Edimburgo, desde 1759. Influenciado por David Hume, a quem sucedeu em 1757, como bibliotecário da Ordem dos Advogados de Edimburgo, e Montesquieu e próximo de Adam Smith, é um dos principais teóricos do moralismo escocês ou do liberalismo ético. Assume um conservadorismo liberal, frontalmente adverso ao absolutismo, tanto das teses da monarquia de direito divino como do emergente democratismo. Considera o estado de natureza, mais à maneira de Hobbes do que de Rousseau, mas não aceita o absolutismo daquele. Defende os conflitos como saudáveis, aceitando a concorrência e a própria ideia de luta no plano internacional. Proclama que as contínuas diferenças e antagonismos dos indivíduos é a base do desenvolvimento social, que o interesse pessoal é o motivo principal da acção dos homens.

An Essay on the History of Civil Society, º

Edimburgo, 1766. Ver trad. Fr. Essai sur l’Histoire de la Societé Civile, Paris, PUF, 1992.

Institutes of Moral Philosophy ,

(Edimburgo, 1772).

History of Roman Republic

(1782).

Principles of Moral and Political Science ,

(Edimburgo, 1792).

Féria, Ramon Machado de la (n. 1919) Médico. Maçon, resistente republicano ao salazarismo. Participa no MUD e em várias conspirações reviralhistas. Depois de 1974, filia-se, primeiro, no MDP e, depois, no PS. Grão-mestre da maçonaria em 1990-1993.
Fernandes, Afonso Magalhães de Almeida (1906-1986). Subsecretário do Exército em 1956 e Ministro do Exército a partir de Agosto de 1958 até 13 de Abril de 1961. Brigadeiro em 1963, passa à reserva cinco anos depois.
Fernandes, António José Licenciado pelo ISCSPU. Professor na Universidade do Minho. Foi deputado europeu elo PRD, depois de ter sido militante do PPD/PSD.

Portugal face à Política Regional da Comunidade Europeia

Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1989.

A União Europeia de Maastricht. Federação, Confederação, ou Comunidade de Estados?

Lisboa, Editorial Presença, 1994.

Introdução à Ciência Política. Teorias, Métodos, Temática

Porto, Porto Editora, 1995.

Direito Institucional Europeu

Braga, Livraria Bertrand/Livraria Cruz, 1995.
Fernandes, António Teixeira Professor catedrático de sociologia da Faculdade de Letras do Porto. Foi secretário do bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. Um dos primeiros recepcionistas da ciência política contemporânea, principalmente do modelo francês dos anos setenta e oitenta.

O Conhecimento Sociológico. A Espiral Teórica

Porto, Brasília Editora, 1963.

A Religião na Sociedade Secularizada. Factores Sociais na Transformação da Personalidade Religiosa

Porto, Livraria Civilização, 1972.

O Social em Construção. A Teorização nas Ciências Sociais

Porto, Livraria Figueirinhas, 1983.

Sociologia e Sócio-Lógica. Sobre o Fim do Meta-Social

Porto, Brasília Editora, 1985.

Os Fenómenos Políticos. Sociologia do Poder

Porto, Edições Afrontamento, 1988.

Fernandes, António Júlio de Castro (1903-1975) Licenciado em economia. Começa como militante da Cruzada Nun’Álvares e, depois, do nacional-sindicalismo. Adre então ao corporativismo fascista. Faz a carreira no INTP e assume a vice-presidência da FNAT em 1934. Subsecretário das corporações, entre 6 de Setembro de 1944 e 16 de Outubro de 1948. Ministro da economia, de 16 de Outubro de 1948 a 2 de Agosto de 1950. Presidente da Comissão Executiva da União Nacional desde 6 de Dezembro de 1958. Demite-se com o marcelismo. Administrador bancário no Banco Nacional Ultramarino.

O Corporativismo Fascista

1937.

Princípios Fundamentais da Organização Corporativa Portuguesa



1943.

Temas Corporativos

1944.
Corporativismo Fascista, 1937 Fernandes, A. J.
Fernandes, António Miguel de Sousa Agricultor alentejano, unionista. Financia o movimento conspiratório dos unionistas em 1917, visando o derrube do governo de Afonso Costa que dá origem ao dezembrismo de Sidónio Pais. O movimento na fase final deixou de ter o apoio de Brito Camacho, dadas as pressões de Augusto Vasconcelos, regressado de Madrid. Um dos descendentes deste líder republicano é o Professor Doutor Rosado Fernandes, antigo reitor da Universidade de Lisboa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal e deputado europeu pelo Partido Popular.
Fernandes, Aquiles Gonçalves Democrático. Ministro do fomento do governo de Bernardino Machado, de 9 de Fevereiro a 23 de Junho de 1914.
Fernandes, Francisco Joaquim Ministro da justiça de Tamagnini Barbosa de 7 a 27 de Janeiro de 1919.

Fernandes, Tomás Ministro das colónias, de 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921, no governo outubrista de Maia Pinto.

Fernandes, Vasco da Gama (1908-1991) Licenciado em direito por Lisboa. Alinha desde estudante na oposição, companheiro de José Magalhães Godinho e Teófilo Carvalho Santos. Desde 1928 que participa em várias revoltas contra o regime nascido do 28 de Maio de 1926. Advogado em Leiria. Defende os implicados na Abrilada de 1947. Ligado a Cunha Leal, participa na conjura de Mendes Norton de 1935. Membro do MUNAF e do MUD. Participa na fundação do Partido Trabalhista em 1947. Candidato a deputado pela oposição desde 1953. Colabora nos jornais República e Diário de Lisboa. Deputado pelo PS desde 1974, vice-presidente da Assembleia Constituinte e, depois, Presidente da Assembleia da República até 1978. Demite-se do PS em 1979.
Fernandéz de la Mora, Gonzalo (n.1924) Pensador político espanhol, ligado às teses contra-revolucionárias. Presidente da Fundación Balmes.

El Crepúsculo de las Ideologias

Madrid, 1965.

Del Estado Ideal al Estado de Razón

Madrid, 1972.

La Invidia Egualitaria

Barcelona, Ediciones Planeta, 1984.


D
. Fernando II (
1816-1885) Da família Saxe-Coburgo-Gotha. Segundo marido de D. Maria II, com quem casa em 1836. Parente do rei Leopoldo da Bélgica e do príncipe Augusto, marinha da rainha Vitória, alinha com este eixo. Um dos promotores da Belemzada. Apoiante do cabralismo. Regente durante a menoridade de D. Pedro V. Depois disso, foram-lhe oferecidas as coroas da Grécia (1862) e Espanha (1869). Com efeito, em Junho de 1869, o general Prim nomeia como embaixador em Lisboa Angel Fernandez de los Rios que convida D. Fernando para rei de Espanha. Mas este, no dia 10, prefere casar mais uma vez, com a cantora Elisa Hensler, condessa de Elba. Então, o embaixador convida D. Luís, na condição deste renunciar ao trono português.
Ferrão, António Abranches Ministro da justiça e cultos no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922. Ministro da justiça no governo de António Maria da Silva, de 7 de Dezembro de 1922 a 15 de Novembro de 1923. Ministro da instrução no governo de Rodrigues Gaspar, de 6 de Julho a 22 de Novembro de 1924. Pai do advogado Fernando Abranches Ferrão.
FERRÃO, ANTÓNIO - Gomes Freire e as Virtudes da Raça Portuguesa, Coimbra, 1920;

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