Esboçada em Londres em 1882-1883, é organizada em 1884 e dura até 1930. Tem como objectivo inicial



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Panteísmo do eu


Nas suas primeiras obras, ainda é marcado por um estrito individualismo kantiano, por uma espécie de panteísmo do eu, considerando o espírito como o criador de todas as coisas, incluindo as próprias regras disciplinadoras do espírito. É, entretanto, acusado de ateísmo, por identificar Deus com a ordem moral do mundo. Vai para Berlim em 1799, onde contacta com os românticos, nomeadamente Schlegel e Schleiermacher.

Deificação do eu colectivo


Se, então, ainda saúda entusiasticamente a Revolução Francesa, eis que as invasões napoleónicas obrigam-no a transferir esse panteísmo do eu individual para uma deificação do eu colectivo, porque o espírito concebe a vida terrestre como uma vida eterna e a pátria como a representação terrestre dessa eternidade.

Língua, raça e Estado


Com ele se misturam três ideias fundamentais neste processo. A ideia de língua nacional, a de raça e a de Estado, tudo caldeado num messianismo germânico.Nos Reden an die Deutschen Nation, uma série de catorze conferências proferidas em Berlim, na ressaca da invasão napoleónica, entre 1807 e 1809, defende a existência de uma espécie de eu nacional, com base na unidade da língua e na identidade da raça. Mais do que isso: retomando a tese de Lutero sobre a predestinação do povo alemão, conclui pela necessidade de um Estado Forte.

Do espírito alemão à nação alemã


Neste sentido, considera que apesar de haver um espírito alemão, ainda não existe uma nação alemã e que construir a nação alemã seria o dever do espírito alemão para com a humanidade, dado que há um destino histórico e tudo se consegue pela educação nacional, um caminho pela convicção moral, por dentro, e não pelo poder material, de fora.

A missão educativa do Estado


Refere, aliás, que o Estado não pode ser apenas uma instituição jurídica, devendo converter se numa instituição educativa, cuja missão consiste em evitar o mal em vez de o castigar, visando alcançar um fim inferior (v. g. a legalidade) através de um fim superior (v. g. a moralidade).

Zuruck Forderung der Denkfreiheit

1793.

Die Bestimmung des Gelehrten



1794.

Grundlage des Naturrechts nach Prinzipien der Wissenschaftslehre

1796. Cfr. trad. fr. de Alain Renaut, Fondement du Droit Naturel selon le Principe de la Doctrine de la Science 1796-1797, Paris, Presses Universitaires de France, 1984.

Das System der Sittenlehre nach den Prinzipen der Wissenschaftslehre

1798.

Der geschlossene Handelsstaat



1800. Ver a trad. fr. L’État Commercial Fermé, Lausanne, Age de l’Homme, 1980.

Gesprach über den Patriotismus

1804.

Uber das Wesen des Gelehrten



1806.

Grundzuge des gegenweirtigen Zeitalters

1806.

Reden an die deutsche Nation



Berlim, 1807  1808. Cfr. trad. fr. Discours à la Nation Allemande, Paris, Aubier-Montaigne, 1975. Nova trad. De Alain Renault, Paris, Imprimerie National, 1992.

Machiavelli

1807. Ver a trad. fr. de Luc Ferry, Machiavel et Autres Écrits Philosophiques et Politiques de 1806-1807, Paris, Payot, 1981.

Die Wissenschaftslehre in ihrem allgemeinen Umrisse

1810

Rechtslehre



1812.

Staatslehre

1813.
Grundlage des Naturrechts nach Prinzipien der Wissenschaftslehre, 1796 Fichte, J. G.

Fundamento do Direito Natural, 1796 Fichte, J. G.

Doutrina da Ciência Fichte, J. G.

System der Sittenlehre nach den Prinzipen der Wissenschaftslehre, 1798 Fichte, J. G.

geschlossene Handelsstaat, 1800 Fichte, J. G.

Estado Comercial Fechado, 1800 Fichte, J. G. Gesprach über den Patriotismus, 1804 Fichte, J. G.

Wesen des Gelehrten, 1806 Fichte, J. G.

Grundzuge des gegenweirtigen Zeitalters, 1806 Fichte, J. G.

Reden an die deutsche Nation, 1807-1808 Fichte, J. G.

Discurso à Nação Alemã, 1807-1808 Fichte, J. G.

Machiavelli, 1807 Fichte, J. G.

Wissenschaftslehre in ihrem allgemeinen Umrisse, 1810 Fichte, J. G.

Rechtslehre , 1812 Fichte, J. G.

Staatslehre, 1813 Fichte, J. G.



Fideísmo Forma degenerada do pensamento de Pascal, surgida no século XVIII. Base do chamado pietismo. Sequela resultante da adesão aos dogmas, que manda acreditar sem reflexão. Em sentido estrito, qualquer doutrina religiosa que faz preponderar a fé (pistis ou fides) sobre a razão ou exclui esta, colocando o conhecimento das primeiras verdades na dependência de uma fé religiosa. O modelo influenciou Bayle e Kierkegaard. Em oposição ao fideísmo, surge o deísmo, uma forma de aceder a Deus apenas pela razão.


Fidelidade A ordem política feudal era marcada por relações de fidelidade, estando totalmente dissociada do princípio da territorialidade. Segundo Weber um dos elementos da chamada legitimidade tradicional. Com efeito, se no Ancien Régime a fonte do respeito e da obediência consentida era a fidelidade, eis que o Estado Moderno vai invocar a competência e os burocratas passam a substituir os fiéis. Aliás, para Weber, a legitimidade tradicional, seja a do feudalismo, baseada na relação vassálica, seja a do patrimonialismo, baseada na relação de piedade entre um paterfamilias e os seus dependentes, sempre concebeu o espaço do político à maneira de uma casa.
Fides Uma força objectiva que pode ser objectivada nas coisas, produto de actos subjectivos de reconhecimento, como o que faz a simbólica do poder, conforme as palavras de Pierre Bourdieu.
Fiduciary power Locke considera também que o poder político como uma delegação parcial dos poderes dos indivíduos em certos homens, concebendo o, portanto, como simples trust ou trusteeship, como um fiduciary power. Um trust que não é propriamente um contrato, mas um poder dever, uma missão, um encargo que o povo confia àqueles que o representam. Locke
Figgis, John Neville (1866-1919) Pastor da igreja anglicana. Autor da Escola Histórica inglesa. Particularmente influenciado por Gierke e Maitland, assume uma espécie de pluralismo corporativo, retomando algumas das sementes lançadas por Althusius. Criticando a ideia de soberania absoluta e de unitarismo do Estado, considera este como uma hierarquia ascendente de grupos, como uma coordenação de associações. Defende assim a autonomia dos grupos dentro do Estado, estudando particularmente as relações entre este e as igrejas. Considera que o Estado é um órgão de coordenação entre as várias associações que o constituem, não havendo soberania absoluta deste. Alerta para o perigo da omnipotência do Estado face à liberdade do indivíduo, considerando que este apenas consegue libertar-se desta potencial escravatura se perceber que a verdadeira questão da liberdade nos nossos dias é o problema da vida de uniões menores dentro do Estado.

Churches in Modern State

Harlow, Longman, 1913. Nova ed., Bristol, Thoemmes Press, 1997.

The Will to Freedom

Nova Iorque, 1917.

The Political Aspects of St. Augustine's City of God

Londres, 1921.

Studies of Political Thought from Gerson to Grotius. 1414-1625

1907. (2ª ed., Cambridge, 1923; 3ª ed. Nova York, Harper Bros., 1960; nova ed., Bristol, Thoemmes Press, 1998.

The Divine Rights of Kings

Cambridge, 1934 (cfr.El Derecho Divino de los Reyes, trad. cast., México, Fondo de Cultura Economica, 1942).

Com Colz, Georges Douglas, Laski, Harold J., in Hirst, Paul Q., ed., The Pluralist Theory of State, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1989.


Figueiredo, António Pedro de (1814-1859) Autor pernambucano. Começando pelo eclestismo, acaba por receber influências de Owen, Fourier e Saint-Simon. Publica no Recife a revista O Progresso. Invoca a bandeira do livre-pensamento, considerando como único alvo realizar a felicidade dos indivíduos.
Figueiredo, Bernardo António Bispo do Algarve. Ministro da justiça do governo da regência de D. Isabel Maria, desde 8 de Junho a 14 de Agosto de 1827.
Figueiredo, Fidelino de (1889-1967) Marcante historiador da literatura portuguesa. Professor do ensino secundário e da universidade em Espanha e no Brasil. Politicamente, começa como deputado sidonista, conspirando, depois, contra o regime da República Velha. Naturalmente, assume-se como entusiasta da Ditadura Nacional, sendo então nomeado director da Biblioteca Nacional. Participa na conspiração de Agosto de 1927, com Filomeno da Câmara, a chamada conspiração dos Fifis.

Formado em ciências histórico-geográficas (1910).

Professor do ensino secundário em Portugal, entre 1918 e 1927.

Director da Biblioteca Nacional em 1918-1919 e em 1927.

Director da Revista de História, de 1912 a 1927.

Professor da Universidade de Madrid entre 1927 e 1930.

De 1938 a 1952, professor da Universidade de São Paulo, onde funda o Instituto de Estudos Portugueses e dirige a revista Letras, 11 vols., de 1938 a 1954.

Para a História da Filosofia em Portugal

1922.

Notas para um Idearium Português



1929.

As Duas Espanhas

1931.

O Medo da História



1956.

Entre Dois Universos

1959.

Paixão e Ressurreição do Homem



1967.

Figueiredo Martins, Jackson de (1891-1928) Tradicionalista brasileiro. Discípulo de Farias Brito. Fundador do Centro D. Vital e da revista A Odem, em 1921. Pensador cristão à maneira de Pascal. Influencia Tristão d’Athayde. Critica o positivismo de Comte, considerado um catolicismo exagerado na sua parte má. Defende, à maneira de Maistre o contrário de uma revolução.

Algumas Reflexões sobre a Filosofia de Farias Brito. Profissão de Fé Espiritualista

Rio de Janeiro, Revista dos Tribunais, 1916.

A Questão Social na Filosofia de Farias Brito

Rio de Janeiro, Revista dos Tribunais, 1919.

Do Nacionalismo na Hora Presente

Rio de Janeiro, Livraria Católica, 1921.

Pascal e a Inquietação Moderna

Rio de Janeiro, Anuário do Brasil, 1921

A Reacção do Bom Senso. Contra o Demagogismo e a Anarquia Militar

Rio de Janeiro, Anuário do Brasil, 1922.

Literatura Reaccionária

Rio de Janeiro, Centro D. Vital, 1924.

Coluna de Fogo

Rio de Janeiro, 1925

Correspondência

Rio de Janeiro, 1938. Há um segundo volume de 1945.


Figueiredo, Mário de (1890-1969) Professor de direito, colega e amigo de Salazar, com quem milita no CADC e no Centro Católico Português. Alias, Moncada considera-o como uma espécie de Talleyrand do presidente do Conselho. Professor da Universidade de Coimbra desde 1920. Ministro da justiça da Ditadura Nacional, no governo de Vicente de Freitas (de 10 de Novembro de 1928, a 8 de Julho de 1929), sendo afastado por causa da chamada portaria dos sinos que emitiu, irritando a ala maçónica do 28 de Maio. O mesmo diploma apenas autorizava a realização de procissões e do toque dos sinos a qualquer hora. Membro do Conselho Político Nacional em 1931 e deputado desde 1934. Já com o Estado Novo em pleno, assume a pasta da educação nacional (de 28 de Agosto de 1940, a 6 de Setembro de 1944). Defende a restauração monárquica em 1951. Membro do Conselho de Estado desde 1952. Chega a presidente da Assembleia Nacional em 1961. Presidente da Junta Nacional de Educação e administrador da CP.

Filangieri, Gaetano (1762-1786) Colaborador do rei de Nápoles, um dos iluministas apoiante dos déspotas da época. Admirador de William Penn, reflecte as ideias de Montesquieu e de Beccaria. Propõe uma série de reformas legislativas. Defensor do modelo de equilíbrio europeu da época. Toma como modelo, não a constituição inglesa, mas a prática norte-americana. No tocante ao direito penal, segue o humanitarismo italiano do seu colega de Milão, Beccaria. Propõe um império da paz e da razão, considerando que com o despotismo esclarecido havia chegado a paz perpétua: a estabilidade das monarquias, formada por uma espécie de liga e de confederação geral, opondo uma barreira à ambição dos príncipes, os obriga a voltarem as suas vistas para os verdadeiros interesses das Nações. Não se ouvem mais retinir à roda dos tronos senão palavras de reforma e de leis; prepara-se uma revolução útil aos direitos e à felicidade dos homens; as desordens debaixo de que eles gemem têm aparecido aos olhos dos soberanos com os sinais espantosos que os acompanham; os seus ouvidos não são mais feridos, como em outro tempo, pelo estrondo das armas; e eles têm escutado os gemidos de uma multidão de vítimas que imola todos os dias uma legislação bárbara e obscura; já se ocupam de todas as partes em curar tantos males; de todas as partes uma fermentação salutífera vai fazer nascer a felicidade pública. É invocado pelo nosso José Acúrsio das Neves.

La Scienzia della Legislazione

Nápoles, 1780.


Filantropia Etimologicamente, amor ou simpatia pelos homens. Virtude assumida pelos estóicos e retomada pelo iluminismo, sendo particularmente acarinhada pela maçonaria.

Filipe I


Filipe, Bartolomeu

Tractado del Consejo y de los Consejeros de los Principes

Coimbra, António Mariz, 1584. Obra elaborada a pedido do Cardeal Alberto de Habsburgo; nova ed., Turim, 1589; 1ª trad. it., 1599.

Filipinas 300 000 km2. Mais de sete mil ilhas. 70 700 000 habitantes. 84% de católicos. Antiga colónia espanhola até 1898. Fernão Magalhães toca no arquipélago em 1521, mas a instalação dos espanhóis apenas se consolida em 1564. Manila, fundada em 1571. Revolta anti-espanhola desencadeia-se em 1896, até à chegada dos americanos, dois anos depois. Em 1916 é concedida autonomia. Invadidas pelos japoneses em 1941. Começo da reconquista norte-americana em 1944. Proclamada a independência em Julho de 1946. Ferdinando Marcos no poder de 1965 a 1986. Declarada a lei marcial em 1972, sendo presos mais de sessenta mil oposicionistas. Corazón Aquino no poder des~de Fevereiro de 1986. Fechadas as bases norte-americanas em 31 de Dezembro de 1992. Eleito presidente o general Fidel Ramos em 11 de Maio de 1992.

Filmer, Robert (1588-1653) Um conservador tory, para quem a paternidade é o mais natural dos vínculos sociais. Considera que o poder dos reis não vem do povo, nem da força. É um direito natural de origem divina, fundamentando-se no poder de Adão, o primeiro homem, o primeiro pai e o primeiro rei, que recebeu de Deus o poder e o transmitiu hereditariamente. A obra que o celebrizou, próxima das teses de Bossuet, esteve em manuscrito durante cerca de quarenta anos.

The Anarchy of a Limited Mixed Monarchy

(1648).

Patriarcha, or the Natural Power of Kings

(1680). Ver a trad. fr., Patriarcha ou le Pouvoir des Rois, suivi des Observations sur Hobbes, Paris, Harmattan, 1991. Ver tab. Le Débat Locke-Filmer, suivi de la traduction du Patriarcha et du Premier Traité de Gouvernement Civil, Paris, PUF, 1998.

Filosofia alemã e marxismo,30,195. Marx, a partir de 1848, abandonou as categorias hegelianas e descobriu os modelos do empirismo inglês.

Althusser considera a filosofia como luta de classes na teoria,30,200

Filosofia –Conhecimento do permanente e do universal,9,75. São Tomás considera que a filosofia, como actividade eseculativa, visa conhecer o que é permanente e universal, e não as contingências históricas. Hannah Arendt salienta que a filosofia é uma atitude contemplativa, típica daquele homem solitário que reflecte sobre o todo da existência humana.

Filosofia da analogia,42,266

Filosofia da evidência e filosofia da preferência CAMUS,7,61

Filosofia da praxis,30,199

Filosofia deve dar forma conceitual aos mitos (ROSENBERG),106,721

Filosofia dinâmica da desordem e da entropia em HAYEK,39,242

filosofia do desejo

Filosofia do desejo Escola francesa que aplica à política as teses de Freud. Para além de Michel Foucault, Cornelius Castoriadis, Jacques Derrida, Jean François Lyotard, Jean-Marie Benoist, Giles Deleuze, Félix Guattari, Jean-François Lyoterd, Pierre Legendre. Uma das teses fundamentais da escola assenta na ideia de que a imaginação pode conciliar ao princípio do prazer com o princípio da realidade, tal como acontece na arte clássica.

Filosofia do devir Hegel adopta uma filosofia do devir em lugar da anterior filosofia do ser. Assim, considera que nada é, tudo devém

,97,655
Filosofia do Espírito,37,229



Filosofia da História Conjunto de orientações epistemológicas que consideram a história como a verdadeira ciência do homem, considerando como tarefa da ciência a contemplação do processo histórico, tudo tendendo a reduzir à filosofia da história.. Conforme a definição do dicionário do pensamento político da Blackwell, a filosofia da história fornece a base racional de qualquer conhecimento pertinente das actividades e das obras humanas.

Historicismo


Filosofia Portuguesa Movimento desencadeado por Álvaro Ribeiro, a partir de 1943. Invoca, sobretudo, a herança do republicanismo místico de Sampaio Bruno e Leonardo Coimbra. Ao grupo, vai aderir a geração de António Quadros e tem reflexos no campo jurídico, com António Braz Teixeira. Outros cultores do processo são Afonso Botelho e Pinharanda Gomes. O movimento continua em torno da Fundação Lusíada, constituída em Março de 1986. Em 1960, Cabral de Moncada critica o movimento: uma preocupação nacionalista mais ou menos extravagante, fortemente detractora das filosofias estrangeiras e quase xenófoba.

Gala, Elísio, A Filosofia Política de Álvaro Ribeiro, Lisboa, Fundação Lusíada, 1999.


Filozofia de Principes, 1786 Filozofia de Príncipes. Apanhada das Obras de Nossos Portuguezes. Obra de Bento José Souza Farinha (Lisboa, Officina de António Gomes, 1786), onde faz uma antologia do pensamento político português.

No tomo I:

«Doutrina de Lourenço de Caceres ao Infante D. Luiz», p. 1;

«Voto de D. Aleixo de Menezes acerca do Mestre do Senhor Rey D. Sebastiam», p. 67;

«Fala de D. Aleixo de Menezes à Senhora Rainha D. Catherina, e ao Cardeal D. Henrique sobre a educaçam do Senhor Rey D. Sebastiam», p. 72;

«Fala de D. Aleixo de Menezes ao Senhor Rey D. Sebastiam antes de tomar o Governo do Reyno», p. 85;

«Dialogo V. Das Condiçoens, e partes do bom Principe, de Fr. Amador Arraiz, Bispo de Portalegre», p. 95;

No tomo II:

«Carta de D. Alvaro de Castro ao Cardeal D. Henrique sobre o Governo do Reyno», p. 1;

«Carta de D. Rodrigo Pinheiro, Bispo do Porto à Senhora Rainha D. Catherina sobre a Regencia do Reyno», p. 9;

«Carta de D. Fr. Gaspar do Cazal, Bispo de Leyria à Senhora Rainha D. Catherina sobre a Regencia do Reyno», p. 28;

«Carta do Arcebispo de Braga D. Fr. Bartholomeu dos Martyres à Senhora D. Catherina sobre a Regencia do Reyno», p. 50;

«Carta de D. Jerónimo Osorio, Bispo de Silvez, à Senhora Rainha D. Catherina sobre a regencia do Reyno», p. 55;

«Carta do mesmo ao Senhor Rey D. Sebastiam sobre o Cazamento», p. 62;

«Carta do mesmo ao Senhor Rey D. Sebastiam sobre a passada de Africa», p. 69;

«Carta do mesmo ao Cardeal D. Henrique sobre a sucessam da Monarquia», p. 85;

«Carta do Dezembargador Gonçalo Dias de Carvalho ao Senhor Rey D. Sebastiam sobre o officio, e qualidades de hum Rey», p. 97;

«Parecer do Doutor João Affonso de Beja sobre a Bulla do Subsidio Eccleziastico de Pio IIII», p. 148;

«Pratica que fez um Lavrador a El-Rey Arsano de Persia tirada do latim por Fr. Jeronymo de S. Bernardo Monge de Cister, e dedicado ao Senhor Rey D. Sancho», p. 173].

filosofia dos valores

Filosofia dos valores

–Valores acima do pensamento,31,204–Valores independentes da razão,31,204

Filosofia dos valores,31,205

Filosofia e política,17,123



Filosofia da história As filosofias da história, contrariamente ao vazio do pensamento logicista, como referia Croce, assumem sempre um carácter poético, onde os factos já não são factos mas palavras, já não são realidade mas imagem. No mesmo sentido Berdiaeff salientava que o tema da filosofia da história é constituído pelo destino do homem nesta vida terrestre, destino que se realiza na história dos povos, isto é, cumpre-se não apenas no macrocosmos objectivo, mas também no microcosmos subjectivo. Como assinala Martin Buber, "o próprio narrar é acontecimento; ele tem a unção de uma acção sagrada... A narração é mais do que um reflexo; a essência sagrada que nela é testemunhada continua a viver nela.

Filosofia intermediária de Neto Paiva,99,665

Filosofia moral ERIC WEIL,6,53

filosofia política

Filosofia política pura de Rousseau,112,786

Filosofia popular –Positivismo,28,179

Filosofia prática,42,265

Filosofia prática,6,53

Filosofia, consiste em elucidações WITTGENSTEIN,22,149

Filosofia, tornar claros os pensamentos WITTGENSTEIN,22,149


Filosofismos,9,75
*

Fim
Para Platão, o verdadeiro fim é aquela espécie de bem que gostamos por si mesmo e não apenas pelas suas consequências. Aquela espécie de bem em si, o maior bem e não aquilo que está a meio caminho entre o maior bem e o maior mal.
Fim da história,44,281

Fim das ideologias A tese do fim das ideologias (end-of-ideology thesis) surgiu na literatura norte-americana dos anos cinquenta, sugerindo já não haver diferenças entre as ideologias da direita e da esquerda, dado que ambas se deslocaram para o centro à procura de um rough consensus. O tema foi particularmente glosado num congresso realizado em Milão em 1955 sobre a Liberdade da Cultura e o Futuro da Liberdade, onde participaram Raymond Aron e Bertrand de Jouvenel. Este último apresentou aí uma comunicação intitualada Algumas Analogias Fundamentais dos Sistemas Económicos Soviético e Capitalista. Por seu lado, Aron publica nesse mesmo ano de O Ópio dos Intelectuais. Continua na mesma senda John Kenneth Galbraith em O Novo Estado Industrial, bem como Daniel Bell. Sobre a questão do declínio, crepúsculo ou fim das ideologias, Bell [Marxism-Leninism. A Doctrine in Defensive. The “End of Ideology” in the Soviet Union, Nova York, Columbia University Press, 1955; The End of Ideologies. On the Exhaustion of Political Ideas in the Fifties, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1960 trad. cast. El Fin de las Ideologías, Madrid, Editorial Tecnos, 1963; trad. port. O Fim da Ideologia, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1980.1955 e 1960], Shils [«The End of Ideology?», in Encounter, n.º Nov., pp. 52-58, 1955], Fernandez de la Mora [El Crepúsculo de las Ideologias [1ª ed., 1965], Madrid, Ediciones Espasa-Calpe, 1986 [trad. port. O Crepúsculo das Ideologias, Lisboa, Editorial Ulisseia, 1973]. ], Germino [Beyond Ideology. The Revival of Political Theory, Nova York, Harper & Row, 1967.], Waxman [Waxman, Chaim I., ed., The End of Ideology Debate, Nova York, Funk & Wagnalls, 1968.], DiPalma, Giuseppe, The Study of Conflict in Western Society. A Critique of the End of Ideology, Morris Town, General Learning Press, 1973. Di Palma [1973], Thomas [1975], Shtromas, Aleksandzas, The End of Isms. Reflections on the Fate of Ideological Politics After Communism’s Collapse, Oxford, Basil Blackwell Publishers, 1994.

Fim do comunismo
Fim em Ihering –Conceito empírico e não teleológico ou supra-sens,102,687
Fim não existe para a ordem,50,309
Finalismo Doutrina que explica o universo pelo fim para que o mesmo tende, pela sua finalidade.
Financiamento da Vida Política

 Alexander, Hubert E., Financing Politics, Money, Elections and Political Reforms, Washington D. C., Congressional Quarterly Press, 1976. Camby, Jean-Pierre, Le Financement de la Vie Politique, Paris, Éditions Montchrestien, 1995. Castillo, Pilar Del, La Financiación de Partidos y Candidatos en las Democracias Occidentales, Madrid, CIS, 1985. Doublet, Y.-M., Le Financement de la Vie Politique, Paris, Presses Universitaires de France, 1990. Krahe, Rainer, Le Financement des Partis Politiques. Contribution à l’Étude du Statut Constitutionnel des Partis Politiques, Paris, Presses Universitaires de France, 1972.


Finer, Samuel Edward (1915-1993) Professor em Manchester (1966-1974) e Oxford (1974-1982) de Government.

State and Nation Building in Europe. The Role of Military

1975

The Man on Horseback. The Role of Military in Politics



Londres, Pall Mall Press, 1962.

Anonymous Empire

Londres, Pall Mall Press, 1966.

Comparative Government

Londres, Allen Lane e Harmondsworth, Penguin Books, 1970.

Adversary Politics and Electoral Reform

Londres, Anthony Wigram, 1975 [trad. cast. Política de Adversários y Reforma Electoral, México, Fondo de Cultura Económica, 1980].

Five Constitutions

Brighton, Harvester Press e Harmondsworth, Penguin Books, 1979.

The Changing British Party System 1945-1979

Washington DC, American Enterprise Institute, 1980.

Comparing Constitutions

Oxford, Clarendon Press, 1995. Com Vernon Bogdanor e Bernard Rudden.

The History of Government from the Earliest Times

Oxford, Oxford University Press, 1997. 3 Vols.


Finifter, Ada W.

Political Science. The State of the Discipline

Washington D. C., APSA, 1983.

Political Science. The State of the Discipline

Washington D. C., APSA, 1988.
Political Science. The State of the Discipline, 1983-1988 Finifter, Ada

Political Science. The State of the Discipline, 1983-1988 APSA


Finisterra Dita Revista de Reflexão e Crítica, propriedade da Fundação José Fontana, ligada ao PS, e dirigida por Eduardo Lourenço, lança o seu primeiro número no Inverno de 1989.
Suomen Tasavalta Finlândia
Finlândia (Suomen Tasavalta) 377 000 km2 e 5 100 000 habitantes (1991); minorias suecas e de lapões. A Finlândia ascende à autonomia política plena depois da Grande Guerra de 1914-1918, libertando-se da união pessoal que a submetia ao Império Russo. Integrada no reino da Suécia entre 1323 e 1809, tornou-se, a partir desta data, um grão-ducado do Império Russso, embora dotada de uma autonomia que lhe permitia ter um parlamento, legislação, administração e moeda. Só em 1917 pôde proclamar a respectiva independência.
Finlandização Durante a Guerra Fria, o processo de política externa da Finlândia, protagonizado por Suho Passikivi, estabeleceu um modelo de relações com a URSS baseado na cedência através de acordos amigáveis e concessões comerciais que lhe garantiu a não satelitização. Trata-se de uma forma de dependência face a um vizinho poderoso que garantiu a não integração no espaço soviético.
Finley, Moses I. (1912-1986) Doutorado pela universidade de Columbia, Nova Iorque. Professor norte-americano, marcado pelo neomarxismo da Escola de Frankfurt. Obrigado a sair dos Estados Unidos da América em 1952, por causa das perseguições machartistas, passa a ensinar em Oxford e Cambridge. Mergulhando nos conceitos clássicos de cidadania, é um assumido opositor das teses elitistas. Considera que houve uma invenção da política, dado que a polis não é uma simples emanação da natureza, mas o efeito da acção do homem, um produto da natureza racional do homem.

The Ancestral Constitution. An Inaugural Lecture

Cambridge, Cambridge University Press, 1971.

Democracy, Ancient and Modern

New Brunswick, Rutgers University Press, 1973 [trad. Port. Democracia Antiga e Moderna, Rio de Janeiro, Graal, 1988; uma série de conferências proferidas em 1972 em New Brusnswick, na universidade de Rutgers, onde pretendeu combater a chamada teoria elitista da democracia].

The Ancient Economy

Berkeley, University of California Press, 1973. Ver L’Invention du Politique [ed. Orig. 1983], trad. Fr., Paris, Éditions Flammarion, 1985.

The Use and Abuse of History

Berkeley, University of California Press, 1973. Ver L’Invention du Politique [ed. Orig. 1983], trad. Fr., Paris, Éditions Flammarion, 1985.

Economy and Society in Ancient Greece

1981. Cfr. trad. Port. Economia e Sociedade na Grécia Antiga, Lisboa, Edições 70.

Politics in Ancient World

Cambridge University Press, 1983. Reúne conferências proferidas em 1980 e 1982, em Belfast e na Dinamarca. Cfr. trad. port. Política no Mundo Antigo, Lisboa, Edições 70, 1997.

Fiore, Giocchino da (1130-1202) Giocchino da Fiore, ou Joaquim de Flora. Monge calabrês, autor do Evangelho Eterno. Adopta uma perspectiva gnóstica da história, defendendo três idades: a idade da Revelação do Pai (a Idade da Lei, quando os judeus se subordinam à lei de Moisés) e Idade da Revelação do Filho (o período da encarnação, quando a liberdade ainda é incompleta) e a Idade do Espírito Santo (a idade da plean e total liberdade do espírito). Esta escatologia trinitária vai, depois ser retomada por Condorcet, Comte e Marx.

Expositio in Apocalypsum.

Liber Concordiae Novi et Veteris Testamenti.

Evangelho Eterno.


Fisco Do latim fiscu, o tesouro imperial. Difere do aerarium, o tesouro pessoal do imperador.
Física dos corpos organizados COMTE,27,178

Fisica especulativa da escolástica,24,157

Física experimental do cientismo cartesiano,24,157

Fisica moral ou política no século XVI,16,117

física social
Física social –Comte,27,174
Fishkin, James S.

Philosophy, Politics and Society

New Haven, Yale University Press, 1979. Com Peter Laslett.

Tyranny and Legitimacy

New Haven, Yale University Press, 1979.

The Limits of Obligation

New Haven, Yale University Press, 1982.

Beyond Subjective Morality. Ethical Reasoning and Political Philosophers

New Haven, Yale University Press, 1984.

Democracy and Deliberation. New Directions for Democratic Reform

New Haven, Yale University Press, 1991.

The Voice of the People. Public Opinion and Democracy

New Haven, Yale University Press, 1995.


Fisichella, Domenico (n. 1935) Nasce em Messina. Professor de ciência política em Roma e Florença. Eleito senador em 1996, Vice-presidente do Senado

Il Potere nella Società Industriale, Nápoles, Morano, 1965.

Sviluppo Democratico e Sistemi Elettorali, Florença, Sansoni, 1970.

Politica e Mutamento Sociale, Florença, Edizioni D’Anna, 1981.

Elezioni e Democrazia, Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1982.

La Rappresentanza Politica, Antologia, Milão, Giuffrè Editori, 1983.

Editor de Partiti e Gruppi di Pressione, Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1972, e de

Metodo Scientifico e Ricerca Politica, Roma, La Nuova Italia Scientifica, 1985.



Lineamenti di Scienza politica. Concetti, problemi, teorie (Carrocci Editore, 1998)

Elogio della monarchia (Costantino Marco Editore, 1999)


Fisiocracia, o liberalismo ético e a teoria da mão invisível, aquela que conduz os homens a cumprir um fim que não estava nas respectivas intenções. O evolucionismo espontaneísta.

Fisiocracia

Corrente de pensamento que defende a ordem natural como ordem providencial, alinhando com o despotismo esclarecido. Considera a economia política como capítulo da arte de governar. O nome foi consagrado por Dupont de Nemours (1739-1817) em Physiocratie ou Constitution Naturelle du Gouvernement le Plus Avantageux du Genre Humain, de 1767, obra onde este discípulo de Quesnay recolhe os principais artigos económicos do mestre. Entre os seus principais cultores, François Quesnay (1694-1774), autor de Tableau Economique de 1758. Turgot, em Éloge à Gournay, de 1759, defende a liberdade geral de compra e venda, insurgindo-se contra as regulamentações. Neste sentido chegou a suprimeir as corporações de artes e ofícios (medida tomada em Janeiro de 1776, mas revogada em Agosto seguinte). Outros cultores são Mirabeau (1715-1789), com Théorie de l’Impôt, de 1760, e Mercier de la Rivière (1720-1793), com Ordre Naturel er Essentiel des Societés Politiques, de 1767.


Fiúme Rijeka Estabelecimento veneziano que os Habsburgos compraram em 1471. A partir de 1779 passa a pertencer à Hungria. A zona, disputada entre a Itália e a Jugoslávia, depois da Grande Guerra, foi conquistada por um grupo de irridentistas italianos em 12 de Setembro de 1919, liderados pelo poeta Gabriel d'Annunzio. Pelo tratado de Rapallo de 12 de Novembro de 1920, foi declarado Estado independente. Voltou a Itália pelo Tratado de Roma, celebrado em 1924, entre a Itália e a Jugoslávia. Ocupada em 3 de Maio de 1945 pelos jugoslavos, sendo a ocupação reconhecida pelo Tratado de Paris de 1947. Faz actualmente parte da Croácia

FLA (1974)


Flandres Em flamengo Vlaaderen; em francês Flandre. A região está actualmente repartida entre a França (capital em Artois) e a Bélgica. Deriva de um antigo condado, fundado por Carlos o Calvo em 862; em 1384 foi integrada no ducado da Borgonha. Foi com a casa da Borgonha, principalmente com Filipe o Bom (1419-1467) que ocorreu a unificação da Flandres com as outras províncias belgas; a partir de 1477, com o casamento de Maria da Borgonha com Maximiliano, a Flandres passou para a órbitra dos Habsburgos; em 1549 foi incorporada por Carlos V nas 17 províncias que formavam o círculo da Borgonha; sofreu várias amputações territoriais com a pressão de Luís XIV

Flathman, Richard E.

Political Obligation

Nova York, Atheneum Books, 1972.

The Practice of Political Authority

Chicago, The University of Chicago Press, 1980.

Toward a Liberalism

Ithaca, Cornell University Press, 1992.

Flanagan, Scott

Crisis, Choice and Change. Historical Studies of Political Developmen

Boston, Little, Brown & Co., 1973. Com Gabriel Almond e R. J. Mundt.

Loyalty. An Essay on the Morality of Relationships

Oxford, Oxford University Press, 1993. Com George P. Flechter.

Fleiner-Gerster, Thomas Doutor em direito por Zurique. Professor na universidade de Friburgo. Criador e dirigente do Instituto de Federalismo suíço. Considera que se a autoridade pública é respeitada pode reger fazendo um uso moderado e discreto da força pública tal como uma boa lâmpada precisa de pouca corrente eléctrica. Pelo contrário, quando a autoridade do Estado é fraca, é precisa então muita corrente, isto é, força pública ou poder económico, para se obter a luz, isto é o direito

A outra face da moeda na teoria da soberania tem a ver com o facto da mesma, como assinala Thomas Fleiner Gerster não ser uma consequência, mas não à regionalização! uma condição prévia da estadualidade. O que implica que a estadualidade se encontre à disposição dos homens e significa que o carácter constitutivo do Estado pode ser adquirido ou suprimido pela conquista, anexação ou ocupação. Quando uma qualquer associação conquista a soberania sobre um determinado território, ela torna se soberana. As entidades estaduais podem, portanto, desaparecer, modificar se ou renascer. Encontra se aí a base teórica do colonialismo assim como o que serve para legitimar uma guerra justa. A estadualidade está à disposição de todas as forças que estão em condições de conquistar a soberania sobre um determinado território


Autoridade,55,356


FLORA, JOAQUIM DE Ou GIOCCHINO DA FIORE (1130-1202)Fiore.

Florença Firenze (it.) Os Medici chegam ao poder em 1434, estabelecendo uma espécie de principado hereditário, com Cosme (1434-1464), Piero (1464-1469) e Lourenço o Magnífico (1469-1492). Entre 1494 e 1498, é estabelecida uma república teocrática com Savonarola. Segue-se uma república de comerciantes, na qual Maquiavel é governante. Em1512, com o apoio dos espanhóis, regressam os Medici que, em 1569, recebem o título de grão-duques da Toscana, mantendo-se no poder até 1737

Fogaça, Júlio de Melo (1907-1980) Membro do PCP dos tempos de Bento Gonçalves. Grande proprietário rural da zona Oeste. Acede ao secretariado logo nos anos trinta, sendo preso em 1935 juntamente do José de Sousa e Bento Gonçalves. Preso no Tarrafal de 1935 a 1940. Novamente detido de 1942 a 1945 no memso campo cabo-verdiano. Organiza a chamada linha de transição, sendo sucessivamente criticado nos congressos de 1946 e 1951 como um desviacionista de direita. Expulso do partido em 1961 por mau comportamento moral. Novamente preso de 1960 a 1970. Depois de 1974 será presidente da comissão administrativa do Cadaval.
Fomento em SMITH,114,799

Fomento Industrial, Lei do (27 de Maio de 1972) Lei proposta por Rogério Martins que liberaliza o lançamento de novas indústrias e cria um Fundo de Fomento Industrial.
Fonseca, António Joaquim Ferreira da (1887-1937) Democrático, passa a alvarista. Ministro das finanças de 21 de Janeiro a 8 de Março de 1920, no governo de Domingos Pereira, na qualidade de democrático. Ministro do comércio de 20 a 30 de Novembro de 1920, no governo de Álvaro de Castro, na qualidade de reconstituinte. Ministro do comércio de 30 de Novembro de 1920 a a 2 de Março de 1921, no governo de Liberato Pinto, na qualidade de reconstituinte; a mesma pasta, de 2 de Março a 23 de Maio de 1921, no governo de Bernardino Machado, na qualidade de reconstituinte. Ministro do comércio no governo de Álvaro de Castro, de 18 de Dezembro de 1923 a 23 de Fevereiro de 1924 (substituído por Nuno Simões). Ministro de Portugal em Paris desde esta data até 1926.
Fonseca, Eduardo Gianetti da Liberal brasileiro da actualidade. Economista, professor da Universidade de São Paulo. Um dos fundadores em 1992 da Escola de Governo, promovida pela Associação Brasileira de Formação de Governantes.

Liberalismo e Pobreza

1989.

Vícios Privados, Benefícios Públicos. A Ética na Riqueza das Nações



1993.
Fonseca, Joaquim Dinis da (1887 Jurista, amigo íntimo de Salazar. Militante do CADC e do Centro Católico. Deputado entre 1922 e 1925. Subsecretário de Estado da assistência social (de 28 de Agosto de 1940 a 6 de Setembro de 1944) e das finanças (desde esta última data a 2 de Agosto de 1950)

Fonseca, Joaquim Roque da (n. 1891) Economista, dirigente da Associação Comercial de Lisboa e fundador da União dos Interesses Económicos. Um dos proprietários de O Século.

Fonseca, José Soares da (1908-1969) Licenciado em Direito. Presidente do CADC entre 1928 e 1930. Deputado desde 1942 e ministro das corporações e previdência social de 1950 a 1955. Assume a defesa da restauração da monarquia no Congresso da União Nacional de 1951, incompatibilizando-se desde então com Marcello Caetano. Administrador da Companhia Colonial de Navegação. Membro do Conselho de Estado. Presidente da Assembleia Nacional. Um dos conselheiros de Tomás em 1968, mostra-se contra a nomeação de Marcello Caetano como presidente do conselho.
Fonseca, Luís Maria Lopes da (n. 1883). Licenciado em direito em 1911. Ministro da Justiça, nos governos de Ivens Ferraz e Domingos de Oliveira, de 15 de Julho de 1929 a 23 de Janeiro de 1931, sucedendo a Mário Figueiredo. Deputado de 1934 a 1957. Colaborador no jornal Novidades. Sempre se assumiu como monárquico.
Fonseca, Manuel da (1911-1993) Romancista e poeta, do neo-realismo. Um dos expoentes dos intelectuais comunistas do pós-guerra.
Fonseca, Manuel da Silveira Pinto da (1784-1830) 2º Conde de Amarante e Marquês de Chaves (desde 1823). Herói da guerra peninsular. Instigador da revolta antivintista de Vila Real de 1823. Entra em Lisboa em 24 de Junho de 1823, recebendo o título de marquês de Chaves. Apoiante do partido miguelista.
Fonseca, Pedro da (1528-1599) Jesuíta. Professor no Colégio das Artes desde 1561. Animador do Curso Conimbricense. Professor em Évora (1564-1566) e Roma (1572). Em 1582 regressa a Lisboa. Autor de dois célebres compêndios de estudo (de 1564 e 1591) que tiveram larga circulação na Europa. Precursor de Francisco Suárez.

Institutionum Dialecticarum libri octo

Lisboa,1564. Cfr. ed. bilingue em latim e português, de Joaquim Ferreira Gomes, Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1964.

Commentariorum in Libros Metaphysicorum Aristotelis Stagiritae

Roma, 1577; Roma, 1589; Évora, 1604; Lião, 1612. Cfr. trad. port. de Joaquim Ferreira Gomes, Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1965.

Isagoge Philosophica



Lisboa, 1591. Cerca de cinquenta edições nos séculos XVI e XVII. Ver ed. de Joaquim Ferreira Gomes, Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1965.

Fonseca magalhães, Rodrigo da (1787-1858) Figura marcante da pós-revolução liberal. Depois de frequentar durante dois anos o curso de teologia em Coimbra ingressa na carreira militar até 1817. Implicado na conspiração de Gomes Freire, emigra para o Brasil em 1819, depois de viver clandestinamente em Lisboa durante dois anos. Casado com uma filha do general Luís Rego, vai para o Pernambuci, onde o sogro era governador de armas. Regressa a Lisboa em 1820, sendo, então, funcionário do ministério dos negócios estrangeiros. Vai para o exílio em Londres em 1828, ligando-se a Silva Carvalho, tanto no domínio da política como na fidelidade maçónica. Director-geral do ministério da justiça e administrador da imprensa Nacional depois de 1834. Deputado pelo Minho, torna-se no líder parlamentar dos chamorros. Destaca-se de tal maneira como ministro do reino no governo de Saldanha, de 15 de Julho a 18 de Novembro de 1835, que tal governo fica a ser conhecido como o ministério do rei dos godos, por referência a Rodrigo, rei dos visigodos. Autor do decreto sobre a reorganização administrativa de 18 de Julho de 1835. Faz então parte da liderança chamorra e trata de instaurar uma política de empregadagem e de distribuição de mercês. Diz na altura que postos todos a comer à mesma mesa depress passariam de convivas satisfeitos a amigos dedicados. Desencadeia uma política de criação de barões, como os de Moncorvo, Samodães, Bonfim, Sabrosa, Setúbal, Ruivós, Bóbeda, Leiria. Como então dizia Garrett, foge, cão, que te fazem barão. Para onde? Se me fazem visconde... Já com o setembrismo, assume-se novamente como ministro do reino no governo do conde de Bonfim, entre 26 de Novembro de 1839 e 9 de Junho de 1841. Integra-se, então, na dissidência maçónica anticabralista do Supremo Conselho do Grau 33, liderada por Silva Carvalho. No mesmo governo passa a acumular a pasta dos negócios estrangeiros em 23 de Junho de 1840. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Joaquim António de Aguiar, de 9 de Junho de 1841 a 7 de Fevereiro de 1842. Volta a ministro do reino com Rgeneração, desde 7 de Julho de 1851 (onde substitui Ferreira Pestana), no governo de Saldanha, até 3 de Setembro de 1853. Acumula a justiça até 4 de Março de 1852, substituindo Joaquim Filipe de Soure. Em 19 de Agosto de 1852, volta a acumular a pasta da justiça, substituindo António Luís de Seabra. Mantém estas posições aé 6 de Junho de 1856. Juntamente com Fontes, faz parte do núcleo duro dos regeneradores. Recebe a alcunha d’ a raposa. D. Pedro V qualificará estes dois como os chefes da canalhocracia.
Fontana, José (1841-1876) Suíço de nascimento, foi fundador do *Partido Socialista (1875). Inspirador da Fraternidade Operária.
Fonte da Arcada, 4º Visconde de (1793-1880) António Jacques de Magalhães. Deputado de 1826 a 1828. Deputado em 1834. Par do reino em 1835. Deputado em 1838. Retoma o pariato em 1842. Morreu em 19 de Agosto de 1880.

Fonte Luminosa (1975) Gigantesco comício promovido pelo Partido Socialista junto à Fonte Luminosa da Alameda Afonso Henriques em Lisboa, em 19 de Julho de 1975, que demonstrou a capacidade de mobilização das forças anticomunistas e antigonçalvistas.
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