Esboçada em Londres em 1882-1883, é organizada em 1884 e dura até 1930. Tem como objectivo inicial



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Os Capetos


Em 987 Hugo o Capeto foi eleito rei de França, até então mero ducado; o rei governava um domaine royale que não abrangia o resto do reino repartido pelo conde de Champagne, pelo conde da Flandres, pelo duque da Normandia, pelo duque da Bretanha, pelo duque da Borgonha e pelo duque da Aquitânia, para além de muitos outros senhores laicos e eclesiásticos.Em 1066 o duque da Normandia, Guilherme o Conquistador, passou a governar a Inglaterra. O rei Filipe Augusto conquistou a Normandia, transformando-a em domínio real, com o mesmo estatuto do ducado de França. Foi também este rei que enfrentou em Bouvines, em 1214, um exército conjunto do Imperador Otão, aliado ao rei inglês e ao duque da Flandres, Ferrand, feito prisioneiro no recontro. O filho deste rei de França, Luís VIII, integra no domínio real Beaucaire e Cracassona.

Luís IX


Com Luís IX (1226-1270) consolida-se a unidade.Com a guerra dos Cem Anos, fica enfranquecida a Borgonha.

Filipe IV, o Belo


Com o neto de Luís IX, Filipe IV (1285-1314), destaca-se a acção dos legistas e a arquitectura política inspirada no renascimento do direito romano, destacando-se a acção de Guillaume Nogaret, chanceler. Criam-se os Estados Gerais em 1302, pela primeira vez com representantes dos burgueses, ao mesmo tempo que se institui a taille, um imposto individual quase geral e permanente. Nesse reinado dá-se um importante conflito com o Papa Bonifácio VIII.

A centralização do poder real.

Com a subida ao trono de Luís XI (1423-1483), em 1461, a França estava fragmentada em cerca de meia centena de senhorios feudais, que tentaram opor-se ao rei com a chamada Liga do Bem Público, liderada pelos duques da Borgonha, da Bretanha, de Bourbon e d'Alençon, bem como pelo duque de Berry, irmão do rei, e pelo conde de d'Armagnac. Foi particularmente duro o confronto com o duque da Borgonha, Carlos o Temerário.Segui-se a integração da Provença, do Maine e de Anjou, alargando-se substancialmente o domaine royale.Com Luís XII (1498-1515) é anexado o ducado de Orleães (1498); com a subida ao trono de Francisco I (1515-1547), é anexado o ducado de Angoulême (1515); em 1589, com a subida ao trono de Henrique IV ((1589-1610), integram-se na coroa as casas de Albret, do Béarn e de Navarra; Francisco I vai depois adquirir os feudos da casa de Bourbon, como o Boubonnais, o Auvergne, a Marche, o Beaujolais, transformando o titular dos mesmos, Carlos de Bourbon, príncipe de sangue real, descendente dos Capetos, condestável da França

O soberanismo

Primeiro, Jean Bodin. Ou de como a soberania vence a questão religiosa. Ou de como o estado pode transformar-se numa religião secular, como o terceiro caminho entre o catolicismo e o protestantismo.Henrique de Navarra é o produto desta teoria, ou de como Paris vaut bien une messe. Sobe ao trono em 1589 e será assassinado em 1610. Converte-se ao catolicismo em 1593 e promulga o Edito de Nantes em 1589.Os neopolíticos pegam na ideia de reino e desenvolvem-na. O território passa a ser corps du Prince. O soberanismo não tarda a conduzir ao absolutismo.

O absolutismo



Em 1610 sobe ao poder Richelieu que domina a França até 1642. O seu projecto é claro: mettre la France en tous lieux où fut la France. O principal adversário era a Espanha que, dentro daquilo que Paris considerava os limites naturais da França ocupava a Flandres, o Luxemburgo e o Franco-Condado.
Luís XIV, que os holandeses alcunhavam como devorador de países e de Estados a torto e a direito de 1613 a 1715 ensaia o imperialismo francês. Primeiro, usa o cardeal Mazarino (1602-1661). Depois da morte deste proclama-se o seu próprio Primeiro-Ministro, não tarda que como rei-sol proclame que l'état c'est moi. Com ele Colbert. Em 1667-1668, em nome do direito de devolução da sua esposa Maria Teresa (um antigo costume do Brabante segundo o qual os filhos nascidos de um primeiro casamento seriam os únicos herdeiros dos respectivos pais, excluindo os filhos nascidos de um segundo casamento) contra a Espanha. Ataque aos Países Baixos do Sul e à Borgonha. A Holanda, a Inglaterra e a Suécia aliam-se à França contra a Espanha. Pela Paz de Aix-la-Chapelle, a França obtém Lille. Guilherme de Orange tem como aliado o Brandeburgo-Prússia. 1670, ocupação da Lorena. Reagem as restantes potências da Europa com uma Coligação da Áustria, de Espanha e de principes alemães contra a França. Entre 1672 e 1674, os ingleses de Carlos II entram e guerra contra a Holanda, apoiando a França. Mas o parlamento impõe a neutralidade. Em 1675, a Suécia, aliada da França, invade o Brandeburgo e é derrotada na batalha de Fehrbellin. Em 1678, pela Paz de Nimega, com a Holanda e a Espanha, a França alarga as suas fronteiras para o Norte, obtendo Borgonha (Franche Comté), Cambrai, Valenciennes. Luís XIV, com um exército de 200 000 homens já pode assumir-se como o árbitro da Europa. Em 1679, paz com o Imperador, a França obtém Friburgo. Os suecos dão expulsos da Prússia oriental. Fora deste processo, a França ocupa a Lorena e a Alsácia, invocando-se direitos históricos. Em 1681, Estrasburgo é ocupada. Ninguém apoia a Espanha quando Luís XIV ocupa os territórios luxemburgueses dela. Entre 1688 e 1697 guerra contra o Palatinado que termina com a Paz de Ryswijk, o primeiro retrocesso de Luís XIV. Deu o pretexto a Guilherme de Orange para se tornar rei inglês. Logo em 1689, forma-se contra a França uma grande coligação com o Imperador, a Espanha, a Holanda, a Suécia, a Sabóia, a Inglaterra e os mais importantes Estados do norte da Alemanha, a Liga de Augsburgo. A partir de 1688 o rei inglês Guilherme III, de Orange, tranforma-se na alma da resistência. Ingleses e holandeses em 1692 aniquilam o poder naval francês na batalha deBarfleur-La Hogue. No fim da guerra, a Lorena volta a ser independente, mas a Alsácia permanece francesa.É neste período que é revogado o édito de Nantes. Começa em 1700. A França ocupa rapidamente os Países-baixos do Sul.Em 1701, holandeses, britânicos e austríacos juntam-se contra os franceses. A chamada grande aliança.Portugal entra na guerra. Ingleses conquistam Gibraltar, Minorca e a Sardenha1709 ocupam MadridEm 1712, os ingleses e holandeses saem da guerra após a subida de Carlos ao trono de VienaTratdo de Utrecht de 1713. Tratado de Rastadt de 1714Em 1713 são perdidas as últimas liberdades da Catalunha. A partir de 1715, uma détente entre a França e os ingleses durante duas décadas. Em 1719, a França e a Inglaterra impedem o expansionismo espanhol em ItáliaEm 1733 ataque francês aos domínios austríacos da Lorena e de Milão. Em 1738, paz de compromisso com a Áustria. Na Guerra da Sucessão da Polónia (1733-1738), os Bourbons ganham aos Habsburgos. Obtêm Nancy e o Condado da Lorena. Instalam o principe Carlos, filho de Filipe V de Espanha no trono das Duas Sicílias, em 1738. Termina com o Tratade de Viena de 1738. Na Guerra da sucessão da Áustria (1740-1748), Vitória francesa em Fontenoy (1745). Termina com a Paz de ix-la-Chapelle de 1748, onde a Prússia obtém a Silésia. Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a França junta-se à Áustria e à Rússia na guerra contra a Prússia, aliada dos ingleses. O objectivo era a subversão do Tratdo e Utrecht, 1713, e de Aix la Chapelle, de 1748. A França perde com a Prússia a Batalha de Rossbach (1757). Perdem para os ingleses grande parte do império ultramarino: o Canadá em 1760 e a Índia em 1761. Termina com o Tratado de Paris de 1763.Na Guerra da independência norte-americanaA partir de Janeiro de 1778 a França apoia os independenetistas, contra os ingleses. Seguem-se espanhóis, em 1779, e holandeses, em 1780. Em 1783, pela Paz de Vesalhes, os ingleses já reconhecem a independência.

O ancien régime



A França nas vésperas de 1789 ainda é, segundo a célebre expressão de Mirabeau une agrégation inconstituée de peuples désunis. De facto o absolutismo do ancien régime se havia criado uma monarquia centralizada, não estabelecera ainda uma monarquia unitária e muito menos vestindo um modelo de administração uniformizado e unidimensionalizado. O território estava dividido de forma complexa.No plano administrativo existiam cerca de quarenta gouvernements, cada qual com o seu gouverneur, ao lado de 36 generalités cada uma com o seu intendant. No plano fiscal havia também vários tipos de territórios, desde os pays d'État, onde a repartição do imposto cabia aos deputados locais, enquanto nos pays d'élection tal repartição era levada a cabo pelos agentes do rei. Da mesma forma no plano jurídico, dado que se no sul dominava o chamada droit écrit, já no norte se vivia o pluralismo do droit coutumier.O rei de França também não mandava sob o mesmo título para todos os súbditos, dado que na Provença, por exemplo, se assumia como conde da Provença, enquanto as gentes do Dauphiné se orgulhavam em dizer que o respectivo estatuto era dans le royaume et non pas du royaume.·A França da restauração.·A França da Revolução de Julho de 1830·Com Charles de Gaulle surge une certaine idée de la France
França. Constituições A história constitucional francesa, marcada por uma postura absolutista, de carácter estadualista, considerando que , pelo "contrato social", muitas vezes confundido com a ideia de constituição escrita, os indivíduos conferem ao Estado os seus direitos naturais e este, posteriormente, volta a devolvê-los, mas transformados em direitos civis, estadualmente consagrados. Refira-se que , segundo o liberalismo anglo-saxónico, patente na Constituição norte-americana de 1787, há sempre um grupo de direitos individuais e naturais que não pode ser racionalmente reduzido à sociedade - como, por exemplo, o de propriedade - cabendo tão só ao Estado a garantia do jogo espontâneo das liberdades. Se a primeira postura origina a concepção democratista, já a segunda tem a ver com o modelo liberalista. Segundo Guglielmo Ferrero não houve uma, mas duas Revoluções Francesas: uma, começada em 5 de Maio de 1789, com a reunião dos estados gerais em Versalhes, que apenas visava uma reforma consensualista da monarquia absoluta, à maneira do que visionava Montesquieu; outra, desencadeada em 14 de Julho de 1789, com a Tomada da Bastilha, esta, não à regionalização!, verdadeiramente revolucionária. Para o mesmo autor,a chamada Revolução francesa é, pois, uma revolução dupla:ao mesmo tempo, uma das mais audaciosas tentativas de orientação nova do poder e da sociedade, e uma das mais gigantescas, rápidas e violentas destruições da legalidade. As duas revoluções, misturando-se, confundem-se, combatem-se, desfiguram-se, até se tornarem mutuamente incompreensíveis. Vejamos os principais passos do constitucionalismo francês: -
Constituição de 1791. Votada pela Assembleia Constituinte de 3 a 14 de Setembro , estabelecendo uma monarquia constitucional, onde cabe ao rei o poder executivo e à assembleia, o legislativo, nela também se incluindo a "declaração dos direitos do homem e do cidadão". -
Constituição do Ano I (1793). Elaborada, sob inspiração jacobina, pela Convenção e depois referendada popularmente, criando um órgão político único, o Corpo Legislativo, de que depende o Conselho Executivo. Refira-se que esta constituição quase não se aplicou, dado que a partir de 10 de Outubro de instituiu o chamado regime do Terror, dominado pelo "Comité de Salut Public", onde predominava Maximilien Robespierre.-
Constituição do Ano III (1795), do Directório, , na sequência do golpe de estado de Thermidor, de 27 de Julho de 1794, estabelecendo um executivo de cinco membros e um legislativo com duas Câmaras, acentuando-se a separação de poderes e voltando-se ao sufrágio indirecto e censitário. -Constituição do Ano VIII (1799),do Consulado (três consules) , com quatro assembleias (Senado, Conselho de Estado, Tribunado e Corpo Legislativo), resultante de um projecto elaborado por Sieyès e alterado por Napoleão, sob o princípio de que "a confiança deve vir de baixo, mas a autoridade tem de vir de cima". O Senado, dito Sénat Conservateur, elege os consules, os membros do Tribunado, do Corpo Legislativo e do Tribunal de Cassação. Coroava uma hierarquia de corpos eleitorais, das listas de notabilidades, em três graus: comunais, departamentais e nacionais. -
Constituição de 1802, resultante do senatusconsulto do Ano X, de 4 de Agosto de 1802, depois de um plebiscito do anterior mês de Maio que instituiu Napoleão como cônsul vitalício.
-Constituição de 1804, que confia o governo da República a um Imperador. -
Carta Constitucional de 1814, de Luís XVIII, fixando uma monarquia limitada e o Acto Adicional de 1815, de Benjamin Constant, que estabeleceu a Camara dos Pares ao lado da Câmara dos Representantes. -
Carta Constitucional de 1830, aprovada pelas Câmaras que aclamaram Luís Filipe de Orleães como novo rei. -
Constituição de 1848, da 2ª República, estabelecendo um regime presidencialista. -
Constituição de 1852, do 2ºImpério, de Napoleão III, na sequência do golpe de Estado de 2 de dezembro de 1851, depois do qual, através de um plebiscito se delegaram em Luís Napoleão os poderes necessários para fazer uma constituição, que veio a ser decretada em 14 de Janeiro de 1852, confiando, por dez anos, o governo da República,como Presidente.Só em 7 de Novembro desse ano, o então Presidente foi investido na qualidade de Imperador. -Constituição de 1870, marcando a evolução parlamentar do Império. -
Constituição de 1875, da 3ª República, parlamentarista. -
Constituição de 1946,da 4ª República, aprovada pela Assembleia Constituinte em 27 de Outubro de 1946 -
Constituição de 1958, da 5ª República, aprovada por referendo em 28 de Setembro de 1958

1950

·Demitem-se os ministros socialistas do governo de Georges Bidault em França; é a primeira vez desde 1945 que os socialistas deixam de participar no governo (7 de Fevereiro)

·França reconhece autonomia ao Sarre (3 de Março)

·Morte de Emmanuel Mounier (22 de Março)

·Adenauer propõe união franco-alemã de carácter económico (23 de Março)

·Morte de Léon Blum (30 de Março)

·Surge o governo de René Pleven em França: nos estrangeiros, Schuman; na defesa, Jules Moch; como ministro de Estado encarregado do Conselho da Europa, Guy Mollet (12 de Julho)



1951

·Novo governo francês de Henri Queuille (8 de Março)

·Adoptada em França uma nova lei eleitoral, a loi des apparentements, pela qual várias listas podem, antes do escrutínio, declarar-se aparentadas; tentava-se, deste modo, não pôr em causa o princípio da proporcionalidade; o modelo destinava-se a favorecer os partidos do centro e teve oposição dos gaullistas (7 de Maio)

·Eleições francesas; crescimento eleitoral do PCF (26% e 97 deputados) e do RPF (21% e 117 deputados); os socialistas da SFIO obtêm 106 deputados, o MRP, 88 e os radicais socialistas, 76 (17 de Junho)

·Édouard Herriot reeleito presidente da Assembleia Nacional francesa; surge a questão do apoio ao ensino privado, com o confronto entre os laicos e os defensores do ensino livre (10 de Julho)

·Morre na prisão da ilha de Yeu o Marechal Philippe Pétain, então com 95 anos de idade (23 de Julho)

·Segundo governo de René Pleven, em França; oposição de comunistas e gaullistas (13 de Agosto)

·Em França é votada a extensão do sistema de bolsas de estudo ao ensino privado, com oposição dos socialistas (21 de Setembro)

·Funda-se a FPLN em Argélia (5 de Agosto)

·Tumultos anti-franceses em Casablanca (1 de Novembro)

·Assembleia Nacional francesa ratifica o Tratado de Paris, por 377 contra 233 votos (31 de Dezembro)

1952

·Queda do governo Pléven em França (8 de Janeiro)

·A Assembleia Nacional francesa, por uma fraca maioria, autoriza o governo a conduzir as negociações tendo em vista a instituição da CED, com a condição de participarem os britânicos e de uma autoridade política controlar a autoridade militar (19 de Janeiro)

·Governo de Edgar Faure em França; comunistas e gaullistas abstêm-se; Schuman continua nos estrangeiros e Bidault na defesa; vai durar quarenta dias (20 de Janeiro)

·Assembleia Nacional francesa adopta o princípio do exército europeu (19 de Fevereiro)

·Antoine Pinay, independente, chefe do governo francês; iniciada uma experiência liberal de centro-direita, havendo uma dissidência gaullista para apoio ao novo governo, com o consequente começo de integração do gaullismo no sistema; Schuman conserva os estrangeiros e René Pleven na defesa; até 23 de Dezembro (6 de Março)

·Congresso dos radicais franceses em Bordéus, onde Herriot critica o exército europeu (17 de Outubro)

·Morte de Charles Maurras (16 de Novembro)

·Demissão do governo Pinay em França, pela falta de apoio do MRP (23 de Dezembro)

1953

·Governo de René Mayer em França, com apoio dos gaullistas e a oposição de socialistas e comunistas; nos estrangeiros, Georges Bidault substitui Schuman; René Pleven na defesa; Mayer defende a reforma da CED através de protocolos anexos (7 de Janeiro)

·A nova administração americana pressiona os franceses no sentido da ratificação da CED; Fuster Dulles ameaça rever de forma radical a política americana no caso de não ratificação do mesmo (Fevereiro)

·Projecto de tratado sobre o exército europeu entra na Assembleia Nacional francesa (19 de Fevereiro)

·René Mayer e Georges Bidault nos USA (25-28 de Março)

·Eleições municipais em França; vitória do centro e derrota gaullista; a esquerda consolida-se; os socialistas da SFIO recusam um entendimento com os comunistas (26 de Abril- 3 de Maio).

·De Gaulle dá liberdade aos eleitos do RPR para colaborarem com a IV República; forma-se então o grupo dos republicanos sociais(6 de Maio)

·Queda do governo Mayer, em França; gaullistas opõem-se ao exército europeu; crise governamental durante 40 dias (21 de Maio)

·Governo de Joseph Laniel em França; nos estrangeiros, Bidault; na defesa, Pleven (26 de Junho)

·Inicia-se o movimento de Pierre Poujade (22 de Julho)

·François Mitterrand demite-se do governo, protestando contra a política marroquina (2 de Setembro).

·De Gaulle chama inspirador a Jean Monnet, criticando a hipótese de um exército europeu apátrida (Novembro)

·Fuster Dulles, numa conferência de imprensa em Paris, declara que os USA reverão a respectiva política externa se a França não ratificar o tratado que instituiu a CED, falando em reexame trágico e fundamental (14 de Dezembro).

·René Coty, um independente, depois de um turbulento processo eleitoral é eleito Presidente da República em França, sycedendo a Vincent Auriol, ao que parece por nunca ser ter pronunciado publicamente sobre a questão da CED (23 de Dezembro)



1954

·Começa a batalha de Dien Bien Phu que termina em 7 de Maio com a derrota dos franceses (13 de Março)

·Conferência de Genebra sobre a paz na Indochina (26 de Abril)

·Conferência de Genebra sobre a paz na Indochina (26 de Abril- 21 de Julho)

·Queda do governo Laniel (12 de Junho)

·Governo de Mendès-France; na defesa o gaullista General Koenig; nos estrangeiros o próprio presidente do conselho; Mitterand e Chaban-Delmas ascendem a ministros (18 de Junho)

·Acordo de paz de Genebra assinado (21 de Julho)

·Concedida autonomia à Tunísia ( 31 de Julho)

·Tumultos e atentados em Marrocos (Agosto)

·A França transfere para a União Indiana os seus estabelecimentos coloniais no Indostão (21 de Outubro)

·Começa a guerra de Argélia; os nacionalistas argelinos são comandados por um antigo major do exército francês, Ahmed Ben Bella; o governo francês, então presidido pelo socialista Pierre Mendes-France defende então a tese da Argélia Francesa (1 de Novembro)

1956

·Eleições em França; não houve maioria clara para nenhuma das forças; vitória da esquerda comunista, com 145 lugares, e crescimento dos poujadistas, com 54 lugares; derrocada gaullista, com 5,5% (2 de Janeiro)

·Governo de Guy Mollet em França (1 de Fevereiro)

·Independência de Marrocos (Março)

·França e Reino Unido concordam na criação de uma força armada conjunta por causa da nacionalização do Canal do Suez, ocorrida em 26 de Julho (7 de Agosto)

·Acordo franco-alemão sobre a europeização do Sarre (29 de Setembro)

·Tratado do Luxemburgo entre a França e a RFA sobre a questão do Sarre, que seria integrado politicamente na RFA a partir de 1957 e economicamente em 1960 (27 de Outubro)

·Reembarque das forças anglo-francesas (24 de Dezembro)



1957

·Queda do governo Guy Mollet em França; sucede-lhe em 5 de Junho o governo Bourgès-Maunory (21 de Maio)

·Desvalorização do franco francês em 20 % (11 de Agosto)

·Proclamação da República da Tunísia (25 de Julho)

·Governo Félix Gaillard em França; Chaban Delmas na defesa; Christian Pineau, nos estrangeiros (6 de Novembro)

1958

·Queda do governo Gaillard em França, sucedendo-lhe o governo Pflimlin (15 de Abril)

·Insurreição de Salan em Argel; formado um comité de salvação pública que se revolta contra o governo de Paris, clamando pela Algérie Française (13 de Maio)

·Charles de Gaulle regressa ao poder, face à revolta dos pieds noirs; o Presidente Coty pede-lhe para suceder a Pflimlin. (29 de Maio)

·De Gaulle obtém plenos poderes (2 de Junho)

·De Gaulle visita Argélia e proclama: je vous ai compris (4 de Junho)

·Discurso de de Gaulle em Mostarganem: vive l'Algérie Française, considerando que os argelinos são dix millions de Français à part entière (7 de Junho)

Encontro em Paris, entre de Gaulle e Fanfani (7 de Agosto)

·Malraux, ministro dos assuntos culturais e Jacques Soustelle com a pasta da informação (7 de Julho)

·Primeira reunião entre De Gaulle e Adenauer em Colombey (14 de Setembro)

·De Gaulle, em memorando secreto, propõe a criação de um directório entre ingleses, franceses e norte-americanos para o comando da NATO ( 24 de Setembro)

·Referendo institui a V República em França; aprovada por 80% a nova Constituição; surge a Comunidade Francesa, apenas rejeitada pela Guiné-Conakry (28 de Setembro)

·Criado o novo partido gaullista, UNR, a Union pour la Nouvelle République (1 de Outubro)

·De Gaulle propõe para o fim da guerra de Argélia a paix des braves (23 de Outubro)

·Carta de Monnet a Adenauer, defendendo a proposta de cooperação política gaullista (21 de Novembro)

·De Gaulle visita Adenauer em Bad-Kreuznach (26 de Novembro)

·Segunda volta das eleições legislativas em França; UNR obtém 126 lugares, MRP- 30; SFIO, 19; CNI-67, PCF- 6 (1 de Dezembro)

·De Gaulle é eleito para a Presidência da República Francesa e da Comunidade Francesa por um colégio de grandes eleitores (21 de Dezembro)

·Surge o plano Pinay-Rueff de saneamento financeiro (Dezembro)

1959

·Michel Debré, Primeiro Ministro francês; socialistas recusam participar no novo governo; Couve de Murville nos estrangeiros; mantém-se Pinay nas finanças (8 Janeiro)

·Encontro entre De Gaulle e Adenauer (4-5 de Março).

·De Gaulle emite o primeiro sinal de independência face à NATO quando decide manter, em caso de guerra, um comando nacional quanto aos navios estacionados no Mediterrâneo (11 de Março)

·Discurso de Michel Debré previne contra a servidão a uma nação estrangeira, os USA (15 de Agosto)

·De Gaulle reconhece o direito à auto-determinação da Argélia (16 Setembro)



1960

·Antoine Pinay abandona o governo francês (13 de Janeiro)

·Semana das barricadas na Argélia (Janeiro)

·Explosão da primeira bomba atómica francesa (13 de Fevereiro)

·Criação do Partido Socialista Unificado em França, pela fusão da Union de Gauche Démocratique, Parti Socialiste Autonome e tribune du Communisme (2 de Abril)

De Gaulle visita o Reino Unido (5 de Abril)

·De Gaulle propõe uma Argélia argelina ligada à França (14 Junho)

De Gaulle propõe a Adenauer um plano de cooperação política entre os Seis (29 de Julho)

De Gaulle propõe, em conferência de imprensa un concert organisé, régulier des gouvernements responsables, bem como o estabelecimento de organismos especializados, subordinados aos governos, bem como a organização de um referendo europeu (5 de Setembro)

Encontros franco-alemãos em Bona sobre os projectos europeus apresentados por Paris (7 de Outubro)

Conversações franco-italianas sobre política europeia (28 de Novembro)

1961
1962

1963

1964


1965

1966


1967

1968


1968

·Confrontos violentos no Bairro Latino de Paris (6 de Maio).

·Noite das barricadas na rue Gay Lussac em Paris (10 de Maio)

·Greve geral em França (13 de Maio)

·De Gaulle dissolve a Assembleia Nacional. Um milhão de gaullistas desfila nos Campos Elíseos (30 de Maio)

·Vitória gaullista nas eleições (23 e 30 de Junho).

·Intervenção militar francesa no Chade (28 de Agosto)

·De Gaulle recusa a desvalorização do franco e anuncia medidas de austeridade (24 de Novembro)



1969

·De Gaulle anuncia referendo sobre a regionalização e a reforma do Senado (2 de Fevereiro)

·França abandona o Conselho da UEO (17 de Fevereiro)

·Cimeira franco-alemã entre De Gaulle e Kiesinger em Paris; decidida a construção do airbus (13-14 de Março)

·Referendo francês sobre a regionalização e a reforma do Senado rejeita as propostas de De Gaulle. Contra estas, tinham surgido posições dos comunistas, socialistas e dos centristas de Lecanuet, bem como das grandes centrais sindicais (27 de Março)

·Demissão de De Gaulle; substituído interinamente por Alain Poher (28 de Abril)

·Georges Pompidou eleito Presidente francês, com 44,6%.; outros candidatos são Alain Poher, 23,3%, Jacques Duclos, 21,27%, Gaston Deferre, 5,01%, Michel Rocard, 3,61%(15 de Junho)

·Novo governo francês com Chaban-Delmas, até Julho de 1972 (21 de Junho)

·Primeira conferência de imprensa de Georges Pompidou; anunciada a nova política europeia francesa, a defesa da Europa das realidades (10 de Julho)

·Conferência dos ministros das finanças, leva a acordo dos Seis sobre o Plano Barre de cooperação monetária (17 de Julho)

·Desvalorização do franco em 18,5%, por impulso do ministro das finanças Giscard d'Éstaing, contra as anteriores posições de De Gaulle (8 de Agosto).

·Cimeira franco-alemã em Bona entre Pompidou e Kiesinger (8-9 de Setembro)

·Maratona agrícola; acordo de princípio quanto à questão dos recursos próprios da CEE (19 a 22 de Dezembro)

1970

·Aprovado o Plano Barre, acordo entre os Seis sobre a criação de um mecanismo de apoio monetário a curto prazo (26 de Janeiro)

·França retoma o seu lugar no Conselho da UEO, que havia abandonado em Fevereiro de 1969 (5 de Junho)

·Assembleia Nacional frances ratifica o Tratado do Luxemburgo (23 de Junho)

·Submetido aos ministros dos estrangeiros o Plano Davignon (20 de Julho)

·Adoptado o Plano Davignon sobre a unificação política, instituindo um processo de cooperação política entre os países comunitários fora do quadro institucional comunitário (27 de Outubro).

·Morte de Charles De Gaulle (9 de Novembro)

·Primeira reunião dos ministros dos negócios estrangeiros da CEE em Munique, de acordo com o Plano Davignon, no quadro da cooperação política europeia (19 de Novembro).



1971

·Entra em vigor o Tratado do Luxemburgo de 22 de Abril de 1970 sobre os recursos próprios (1 de Janeiro)

·Conferência de imprensa de Georges Pompidou, criticando a posição britânica nas negociações: aos ingleses são reconhecidas três qualidades: o humor, a tenacidade e o realismo. Chego a pensar que ainda estamosno estádio do humor (21 de Janeiro)

·Acordo dos Seis sobre a União Económica e Monetária; adoptado o Projecto Werner ( 9 de Fevereiro)

·Encontro entre Pompidou e Heath acelera o processo de negociações (20 e 21 de Maio)

·François Mitterrand assume a liderança do PS francês no Congresso de Épinay (11-13 de Junho).

·Acordo dos Seis sobre o alargamento (23 de Junho)

·Conselho dos ministros das finanças dos seis; desacordo entre Giscard e Schiller (19 de Agosto)

·Assinatura do acordo quadripartido sobre Berlim (3 de Setembro)

·Acordo entre os seis sobre problemas monetários (13 de Setembro)

·Ratificado o tratado de união do Reino Unido à CEE nos Comuns; a favor, estão 365 deputados - 282 conservadores, pró-Heath; 69 trabalhistas e 5 liberais; contra, estão 244 deputados - 39 conservadores, 199 trabalhistas e 1 liberal (28 de Outubro)

·Encontro de Nixon e Pompidou nos Açores (13-14 de Dezembro)

·Reunião do grupo dos Dez no Smithsonian Institute em Washington - os seis membros da CEE, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Japão ; decidida a supressão da sobretaxa americana de 10% sobre as importações e uma desvalorização do dólar (17-18 de Dezembro)

1972

·Assinados em Bruxelas os Tratados sobre o alargamento das C E (22 de Janeiro).

·Socialistas franceses no Congresso de Suresnes reassumem programa dito revolucionário (12 de Março).

·Os seis decidem reduzir a as margens de flutuação entre as moedas europeias (21 de Março)

·Referendo francês aprova o alargamento da CEE; 68% de votos favoráveis, mas forte percentagem de abstenções (24 de Abril)

·Acordo entre socialistas e comunistas franceses quanto a um programa comum de governo; os comunistas franceses aceitam pela primeira vez o princípio da alternância de poder e o empenho na política europeia (27 de Junho)

·Chaban Delmas é substituído por Pierre Messmer à frente do governo francês; Giscard na economia e finanças e Debré na defesa ( 5 de Julho).

·Alain Peyrefitte, secretário geral da UDR (6 de Setembro)

·Giscard visita Lisboa (10 e 11 de Julho)

·Maurice Schuman em Pequim(Julho)

·Quinta Cimeira Europeia em Paris, a primeira dos Nove; anunciada a instituição de uma União Europeia antes de 1980 (19-20 de Outubro)

1973

·Entra em vigor o tratado de adesão da Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; aplicação de uma política comum da CEE com o Leste, no âmbito da competência exclusiva da Comunidade em matéria de política comercial comum (1 de Janeiro)

·Eleições legislativas em França; apesar do crescimento da esquerda, a direita consegue vencer; UDR, 181 lugares; Republicanos Independentes, 54; PS, 89 (4-11 de Março)

·Decisão relativa à criação de um bloco monetário uniforme, a serpente europeia, incluindo a RFA, a França, os três do Benelux e a Dinamarca, com taxas de câmbio em flutuação comum (19 de Março)

·Pompidou na URSS (11 de Janeiro)

·Criação no Luxemburgo do Fundo Monetário Europeu (1 de Abril)

·Segundo governo de Messmer; Peyrefitte na reforma administrativa e Jobert nos estrangeiros (6 de Abril)

·Jean Monnet sugere que as cimeiras europeias se transformem num governo provisório europeu e que seja eleita uma assembleia europeia por sufrágio universal e directo (Agosto)

·Começa em Helsínquia a primeira fase da CSCE-Conferência sobre Segurança e Cooperação Europeias (3 a 7 de Julho).

·Pompidou propõe o reforço das cimeiras europeias, no quadro da cooperação política; apoio da RFA, mas reticências da Comissão e dos pequenos Estados que temem a hipótese de instauração do Plano Fouchet (31 de Outubro)



1974

·Morte de Georges Pompidou; substituído interinamente por Alain Poher (2 de Abril)

·Giscard d'Estaing eleito Presidente da República em França (19 de Maio)

·Chirac, Primeiro Ministro francês (27 de Maio)

·Criada uma Agência Internacional de Energia no seio da OCDE; a França recusa aderir (15 de Novembro)

·Sétima e última Cimeira Europeia, em Paris; instituído o Conselho Europeu, participado pelos chefes dos executivos e não apenas pelos ministros dos estrangeiros, a reunir, pelo menos, três vezes por ano. Decidida a eleição do Parlamento Europeu por sufrágio universal directo (9 de Dezembro)



1975

·Reune o primeiro Conselho Europeu em Dublin; adoptado um compromisso relativo à contribuição financeira britânica (10 e 11 de Março)

·Jean-Paul Sartre em Lisboa (4 de Abril)

·Parlamento Europeu adopta o relatório Bertrand sobre a União Europeia; poderes orçamentais para o Parlamento Europeu; criação de um centro de decisão europeu, independente dos governos nacionais e responsável perante o parlamento; criação de uma Câmara dos Estados; apoio dos conservadores, democratas-cristãos e socialistas, com abstenção dos trabalhistas e dos liberais dinamarqueses; voto contra dos comunistas (10 de Julho)

·Acta Final da CSCE, assinada em Helsinquia (1 de Agosto)

·Reúnem em Rambouillet os seis grandes do Ocidente, por iniciativa da França, o que contribuiu para uma melhoria de relações com os USA (Novembro)

·Conselho Europeu decide a organização das primeiras eleições europeias por sufrágio universal para o Parlamento Europeu; fixadas as primeiras leições para a primavera de 1978; prevista a passagem da Europa dos Estados e dos funcionários à Europa dos Cidadãos (1 a 2 de Dezembro)

1976

·Barre entra no governo de Chirac como Ministro do Comércio Externo (12 de Janeiro)

·Giscard d'Estaing propõe método conciliador para a eleição do Parlamento Europeu por forma directa no Conselho Europeu do Luxemburgo (1 de Fevereiro)

·Jean Monnet declarado Cidadão honorário da Europa pelo Conselho Europeu (2 de Abril)

·Raymond Barre substitui Chirac na chefia do governo francês (25 de Agosto)

·Morte de André Malraux (Novembro)



1977

·Termina em Paris a Conferência Norte-Sul (3 de Junho)

·Ruptura da União de Esquerda em França (23 de Setembro)

1978

·Surge a UDF de Giscard d'Estaing pelo agrupamento do PR, CDS e Partido Radical (1 de Fevereiro)

·Vitória da direita RPF-UDF nas eleições legislativas francesas (12-19 de Março)

1979

·Cimeira de Guadalupe entre os USA, a França, o Reino Unido e a RFA (6 a 8 de Janeiro)

·Conselho Europeu de Paris coloca em vigor o Sistema Monetário Europeu; a decisão já tomada em Dezembro, sofreu atraso devido à falta de acordo sobre os montantes compensatórios monetários aplicados no âmbito da PAC (9-10 de Março)

·Morte de Jean Monnet (16 de Março)

·Primeiras eleições directas para o Parlamento Europeu (7 - 10 de Junho)

·Reunião do primeiro Parlamento Europeu eleito directamente; eleição de Simone Veil para a presidência (17 de Julho)



1980

·Morte de Sartre e de Roland Barthes (Abril)

·Colóquio dos socialistas europeus em Roma; Delors fala na ideia de Europa de geometria variável, a prpósito da atitude britânica: a atitude dos britânicos provém de um desacordo profundo. Em vez de os ver afastarem-se deliberadamente do Conselho Europeu, eu preferiria propor-lhes uma Europa de geometria variável (5 e 6 de Maio)

·Raymond Barre em Triers considera que nem todos os Estados Membros precisam de fazer tudo do mesmo modo, ao mesmo tempo (20 de Junho)



1981

·François Mitterrand eleito Presidente da República em França (10 de Maio)

·Dissolução da Assembleia Nacional francesa (22 de Maio)

·Eleições legislativas em França; vitória dos socialistas (14-21 de Junho)

·Governo socialista de Pierre Mauroy; tenta alterar-se a tradicional política do governo socialista francês; Mitterrand criticara em Giscard o facto deste privilegiar o diálogo directo com o governo alemão; neste sentido, desloca-se a várias capitais europeias, mas não obtém sucesso (23 de Junho)

·Abolição da pena de morte em França (18 de Setembro)

·Manifestações pacifistas em Londres, Roma, Bruxelas e Paris clamam antes vermelhos que mortos (24 e 25 de Outubro)

·Deputados franceses votam a nacionalização de 12 grupos industriais e de 35 bancos (26 de Outubro)



1982

·Reajustamento das paridades monetárias no seio do SME; desvalorização do franco belga e da coroa dinamarquesa (22 de Fevereiro)

·Reino Unido não cede nos preços agrícolas, senão mediante uma diminuição da contribuição britânica para o orçamento da CEE; franceses e alemães reencontram-se pela oposição às teses britânicas (18-25 de Maio)

·Desvalorização em 10% dos francos relativamente ao marco (12 de Junho)

·Helmut Kohl sucede a Helmut Schmidt; regressa-se ao sistema do eixo franco-alemão e Mitterrand retoma a atitude que De Gaulle tomou relativamente a Adenauer (1 de Outubro)

1983

·Discurso de Mitterrand no Bundestag; aconselha os alemães a aceitar a instalação de míseis Pershing norte-americanos, para fazer face aos SS20 soviéticos: os pacifistas estão no Ocidente, os mísseis estão a leste; esta posição terá ajudado Kohl a vencer as eleições (20 de Janeiro)

·Morte de Georges Bidault (28 de Janeiro)

·Remodelação do governo francês de Pierre Mauroy; Jacques Delors, superministro da economia, finanças e orçamento; Michel Rocard substitui Edith Cresson na agricultura (24 de Março)

·Paris expulsa 47 diplomatas soviéticos (4 de Abril)

·Reunião em Williamsburg na Virgínia do G7; apoio à instalação de mísseis americanos de alcance intermédio na Europa; Aprovado modelo de luta coordenada contra a inflação, os défices orçamentais e o proteccionismo (28-30 de Maio)

·Intervenção militar francesa no Chade ( 9 de Agosto)

·Manifestações pacifistas em Bona, Roma, Londres, Bruxelas, Paris e Madrid (23 de Outubro)



1984

·Mitterrand em Haia considera a Europa um edifício abandonado (7 de Fevereiro)

·Discurso de Mitterrand no Parlamento Europeu: mostra-se disposto a analisar o projecto de União europeia; propõe um secretariado permanente no domínio da Europa política; fala na possibilidade de uma geometria variável (24 de Maio)

·Segundas eleições europeias (14-17 de Junho)

·Eleições em França; derrocada do PCF -11%-, aumento da extrema-direita -11%- e vitória da oposição de direita -43% (17 de Junho)

·Manifestação da direita francesa em Paris a favor da escola livre (24 de Junho)

·Conselho Europeu de Fontainebleau; os dez acordam definitivamente sobre a redução da contribuição britânica para o orçamento comunitário; a aprtir da presidência irlandesa, são criados dois comités ad hoc : o comité Dooge sobre as instituições e o comité Adonino sobre a Europa dos cidadãos (26 de Junho)

·Demissão de Pierre Mauroy; governo francês passa a ser liderado por Laurent Fabius (17 de Julho)


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Franca, Padre Leonel Edgard da Silveira (1893-1948) Jesuíta brasileiro. Nasce no Rio Grande do Sul. Ingressa na Companhia de Jesus em 1908. Estuda letras no Brasil, a partir de 1910 e filosofia na Universidade Gregoriana de Roma a partir de 1912. Volta ao Rio em 1915 e começa a leccionar filosofia no Colégio José Anchieta. Regressa a Roma em 1920, sendo ordenado em 1923. Doutor em filosofia e teologia em 1924. Regressado ao Brasil, é um dos fundadores do Conselho Nacional da Educação em 1931. Funda em 1940 a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a primeira universidade privada brasileira, de que é reitor até 1948..


 nação como unidade de cultura,67,442 Idêntica perspectiva é adoptada pelo padre jesuíta brasileiro Leonel Franca (1893-1948), marcado pelo renascimento do neotomismo: se na unidade do sangue baseia-se a família, cujo princípio orgânico é a paternidade, já na unidade de uma cultura funda-se a nação, cuja alma é a consciência de destinos comuns a realizarem-se na história (). Neste sentido, a nação relaciona-se intimamente com o povo e a pátria, mas não se identifica de todo com nenhuma destas realidades. O acento tónico dominante cai aqui sobre o elemento cultural () Assim, cada nação, com a sua originalidade cultural tem uma missão própria a desempenhar nos séculos da sua existência. Toda a nação, portanto, possui, ao menos em germe, a tendência insíta a plasmar-se em organismo político independente. O Estado é o termo natural da sua evolução histórica () E é pela organização de novo Estado que a consciência nacional se afirma a si mesma, se objectiva como um ser sui juris, capaz de proteger a sua continuidade histórica e de orientar os seus destinos ().
Noções de História da Filosofia

1918. Lições dadas no Colégio Anchieta.

A Igreja, a Reforma e a Civilização

1923.


A Crise do Mundo Moderno

1941 (ed. port., Lisboa, Pro Domo, 1945)

Obras Completas

Rio de Janeiro, Agir, 15 vols..


França, Luís Pinto da (1771-1823) Luís Paulino de Oliveira Pinto da França. Maçon. Militar da guerra peninsular. Deputado em 1821-1822 e 1822-1823. Vice-presidente da Câmara dos Deputados em 1822.
França, Rodrigo José Rodrigues Bento da Capitão. Inspecto do Arsenal, bastião radical durante o setembrismo.Demitido em 9 de Março de 1838.
França, Salvador Pinto da Organizador da revolta anti-cabralista do Porto em Abril de 1851, que permite a ascensão de Saldanha ao poder e a Regeneração. Ministro da guerra do governo da fusão de 22 de Novembro de 1865, falecendo no exercício das respectivas funções.
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