Esboçada em Londres em 1882-1883, é organizada em 1884 e dura até 1930. Tem como objectivo inicial



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Franchise Conceito inglês, querendo significar o direito que tem o cidadão de votal em eleições.


Franciscanos Ordem religiosa fundada por S. Francisco de Assis (1181-1226). No plano das teorias políticas,

ismo,120,846



Franco, António Luciano Sousa (n. 1942) Professor de Finanças da Faculdade de Direito de Lisboa e da Universidade Católica. Fundador do PPD e da ASDI. Ministro das Finanças do V governo presidencial presidido por Maria de Lurdes Pintasilgo e do governo de António Guterres. Antes de 1974 foi adjunto do secretário-geral da Corporação da Indústria, Basílio Horta (1972-1973).
F
ranco
Pinto Castelo Branco, João Ferreira (1855-1929) Começa como deputado regenerador pela Beira Baixa, com o apoio do cacique Manso Preto. Ministro da fazenda de António Serpa, de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892 . Ministro do reino no governo de Hintze Ribeiro, de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897. Constitui o grupo dos regeneradores liberais em 14 de Maio de 1901. Presidente do conselho de 19 de maio de 1906 a 4 de Fevereiro de 1908. Em 1920 foram editadas as Cartas d’El-Rei D. Carlos I a João Franco Pinto Castelo Branco, seu último presidente do conselho, Tip. do Anuário Comercial, 1920.
Franco, Francisco Soares (1772-1844) Doutor em medicina (1797). Maçon. Deputado em 1821-23 e em 1834-36 e 36.
Franco, Afonso Arinas de Melo

Jurista brasileiro


História e Teoria do Partido Político no Direito Constitucional Brasileiro

Rio de Janeiro, 1948.


Franco, Visconde de Soares (1810-1885) Francisco Soares Franco. 1º Visconde de Soares Franco. Filho de Francisco Soares Franco. Mindeleiro. Maçon. Cabralista. Alinha, depois com o Supremo Conselho do Grau 33, dissidência maçónica anti-cabralista liderada por Silva Carvalho, com Rodrigo da Fonseca e Sá Vargas. Deputado em 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861. Par do reino desde 1862


Franco Bahamonde, Francisco (1892-1975) Chefe do grupo vencedor da guerra civil espanhola (1936-1939). General aos 33 anos. Generalíssimo desde 12 de Setembro de 1936, assume o cargo de Chefe de Estado em 29 do mesmo mês. Cria em 19 de Abril de 1937 a Falange Espanhola Tradicionalista e das Juntas de Ofensiva Nacional-Sindicalista, considerado um instrumento totalitário ao serviço da integridade da pátria. Assume a chefia do movimento desde os começos de 1938. Depois de vencer os republicanos em Março de 1939, protagoniza um novo regime anti-repubicano, mas sem regresso à legitimidade monárquica. Como ele dizia, encontrei a coroa numa valeta. Apesar do apoio militar recebido de nazis e fascistas, conseguiu manter a neutralidade durante a Segunda Guerra Mundial, unindo-se ao Portugal de Salazar através do Pacto Ibérico, apesar do cônsul português considerar que, de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. O regime autoritário teve um cunho predominantemente reaccionário, inspirado em certo catolicismo integrista. Conseguiu, no entanto, assumir um pragmático desenvolvimentismo, com o apoio norte-americano e alguns ministros do Opus Dei. Preparou também a sucessão, garantindo o regresso da monarquia, não com Don Juan de Bourbon, mas com o filho deste, Juan Carlos.
Franco-Condado Franche-Comté Em 1384 juntou-se de novo à Borgonha até 1477, quando o Ducado da Borgonha se torna dependente de França e o Franco-Condado dos Habsburgos; em 1548 passa para o ramo espanhol dos Habsburgos e integra-se no círculo da Borgonha; conquistado definitivamente pela França em 1674, foi confirmada esta posição pelo Tratado de Nimega de 1678.
Francoforte Frankfurt am Main Desde 1254 que era cidade livre do Império, onde, pela Bula de Ouro de 1356, se procedia à eleição imperial. Entre 1806 e 1813, com Napoleão, foi criado um grão-ducado de Francoforte. Em 1815 volta a ser cidade livre, sede da Dieta da Confederação germâniaca. Em 1866 foi anexada pela Prússia, sendo incorporada na província de Hesse-Nassau.

Francónia Franken ou Frankenland Região histórica do sul da Alemanha, repartida actualmente entre a Baviera, o Baden-Vurtenberga e o Hesse; a respectiva dinastia governou o império entre 1024 e 1125.


Frank, Hans




Franklin, Benjamin 1706-1790 Estadista e cientista norte-americano. Celebrizado pela invenção do para-raios. Grande filantropo em Filadélfia, cria uma tipografia em 1729, funda bibliotecas, clubes e sociedades e num esforço de educação popular cria o Poor Richard’s Almanach. Um dos founding fathers dos Estados Unidos da América. Maçon. Enviado a França em 1776, consegue tratado de aliança entre Paris e os insurgentes em 1778. Recebido por toda a République des Lettres de forma entusiástica, sendo saudado como burguês da América e cidadão do mundo. Recebido por Luís XVI em Versalhes. Mantém-se embaixador em Paris até 1785. Defende o sufrágio universal porque este favorece o patriotismo e a obediência às autoridades estabelecidas.

Autobiography

1788-1789.
Franklim, Francisco Nunes Membro da comissão da Academia das Ciências, autora do projecto constitucional de 21 de Outubro de 1820.
Franquistas
Frantz, Constantin (1817-1891) Filósofo alemão. Cônsul em Barcelona de 1853 a 1856. Começando influenciado por Hegel e Schelling, acaba por aderir ao empirismo. Mistura a defesa de um naturalismo organicista com o federalismo. Assume a necessidade de uma ciência natural do Estado, criticando aqueles que até então apenas se preocuparam com os aspectos morais e legais. Acentua a necessidade de perspectivar-se o político de acordo com os elementos físicos e naturais, nomeadamente a influência do clima e das condições geográficas. Neste sentido, considera que o Estado é uma entidade natural que tem uma estrutura essencialmente orgânica. Defensor de um federalismo hegemónico, acentua a necessidade do federalismo no plano internacional ser acompanhado de idêntico federalismo no plano interno. Advoga a primazia da Alemanha no processo, não só porque esta nação estaria para o federalismo, assim como a França estava para o centralismo, mas também pela circunstância do génio germânico ter uma missão universal. Ele, que se opunha àquilo que considerava depreciativamente a máquina unificadora prussiana, propõe que, para a construção europeia, visualizada como uma confederação de federações primárias, se comece por um sistema coordenado de três federações: uma, da Alemanha ocidental e dos países de língua alemã que lhe são fronteiros; outra, da Alemanha oriental e dos países bálticos; a terceira, com a Áustria e os países danubianos. A França não poderia entrar por ser centralista. A Rússia era excluída por ser imperialista. E a Grã-Bretanha, por ser uma ilha, apenas daria a respectiva amizade. Seguir-se-ia uma federação latina, que designa como romana. No plano político geral, defende a aristocracia como forma natural de organização política.

Vorschule zur Physiologie der Staaten

Berlim, 1857.

Die Naturlehre des Staats als Grundlage aller Staatswissenschaft

1870.

Der Nationalliberalismus und die Judenherreschaft



1874.

Der Foderalismus als leitende Prinzip fur die soziale staaliche und internationale Organisation

Mainz, Scientia Verlag Aalen, 1879.

Die Weltpolitik,



Chemnitz, 1882-1883. 3 vols..

Franzini, Marino Miguel (1779-1861) Filho de um professor de matemática italiano, trazido pelo marquês de Pombal em 1772. Oficial da marinha. Membro da comissão da Academia das Ciências, autora do projecto constitucional de 21 de Outubro de 1820. Membro da Junta de 13 de Julho de 1826 que organiza as instruções para a eleição da Câmara dos Deputados. Deputado em 1821, 1822, 1834 e 1837. Par do reino desde 1861. Ministro da fazenda do governo de Saldanha, entre 22 de Agosto e 18 de Dezembro de 1847. Ministro da justiça e da fazenda de 1 a 17 de Maio de 1851, no governo presidido por Saldanha. Mantém-se na pasta da fazenda de 22 de Maio a 21 de Agosto de 1851.
Fratel, Manuel Joaquim (1869-1938). Colega de curso de Afonso Costa. Era aliás o aluno mais classificado. Ministro da justiça do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. O último ministro da justiça da monarquia, adepto de uma perspectiva laicista anticlerical, aproxima-se, assim, do primeiro ministro da justiça da República, ambos frutos da mesma geração. Mas tal corência liberal contribuiu para a redução do campo de apoio da monarquia, dado a hostilidade do chamado bloco conservador.
Fraternidade Ideal estóico assumido por Séneca (a natureza fez de nós uma única família) e Marco Aurélio. Consideração de que todos os homens são irmãos, fazendo parte de uma única família. Perspectiva reforçada pelo cristianismo. Uma das palavras da tríade da revolução francesa, visando laicizar os ideais cristãos.
Fraude política Segundo a chamada razão de Estado cristã de Justus Lipsius, em Politicorum, sive civilis doctrinae libri sex (Antuérpia, 1589), há três categorias de fraude política: a ligeira, consistindo na desconfiança e na dissimulação, aconselhável a qualquer estadista; a média, incluindo a corrupção e o engano, apenas tolerável; e a grande, desde a perfídia à injustiça, considerada injustificável e absolutamente condenável.
Frederico II (1712-1786) Rei da Prússia, cognominado O Grande, é um dos típicos déspotas esclarecidos da Europa. Nasce em Berlim, sendo filho de Frederico Guilherme I. Corresponde-se com Voltaire. Sobe ao trono em 1740. Repõe Wolff na cátedra e convida Voltaire a viver em Berlim. Contrariamente às teses dos fisiocratas, para quem o rei reina mas a lei natural é que governa, defende que a lei reine e que o rei governe, considerando que o soberano é um servidor do Estado, em nome de Tudo para o povo, nada pelo povo!. Em 1747 publica o Codex Fridericianus. Funda a Academia das Ciências de Berlim. Vivendo o período da independência norte-americana, saúda tal evento, manifestando a sua admiração por George Washington. Influencia particularmente José II da Áustria. Vai preencher o vazio de poder deixado pelo declínio sueco, conquistando a Silésia no Inverno de 1740-1741, ao aproveitar-se da morte do imperador Carlos VI. A partir de 1756, alia-se com a Inglaterra, resistindo, de 1756-1763, na Guerra dos Sete Anos, contra uma coligação da Áustria, da França e da Rússia. Depois a Prússia alia-se com a Rússia (1764), atira os Habsburgos para os Balcãs e a Europa oriental. Assume-se, então, como a espada continental dos ingleses no seu jogo de balança do poder. E neste processo derrota sucessivamente a França e a Austria. Depois a Prússia alia-se com a Rússia (1764).

Considérations sur l'État Présent du Corps Politique de l'Europe

1738.

Anti-Machiavelli



1739. Ed. de Voltaire, 1740; cfr. trad. fr. Le Prince suivi de l'Anti-Machiavel de Frédéric II, Paris, Éditions Garnier, 1968). A obra escrita por Frederico antes da subida ao trono foi corrigida e prefaciada por Voltaire.

Essai sur les Formes de Gouvernement et sur les Devoirs des Souverains

1777.

Free trade O comércio que se estabelece entre diferentes países e que está liberto de restrições quantitativas e de taxas aduaneiras. A base da Weltpolitik do Império Britânico, logo traduzida pela ideia de livrecâmbio.
Freedom for want A liberatação da necessidade, pela garantia de um mínimo para a sobrevivência do indivíduo. Proposta do chamado Plano Beveridge, de 1942.
Freguesia Comuna sem carta. Freguesia vem de freguês, talvez originário do latim filliuecclesiae,82,548

Freire, Agostinho José 1780-1836 Militar da Guerra Peninsular, com o posto de alferes. Deputado em 1821-1822. Exilado em Paris desde 1823. Regressa em 1826, torna ao exílio em 1828. Brigadeiro. Ministro da guerra e da marinha na regência de D. Pedro, desde 3 de Março de 1832. Cede a marinha a Sá Nogueira em 10 de Novembro de 1832. Substitui Palmela nos estrangeiros em 15 de Outubro de 1833. Opõe-se a Palmela e Silva Carvalho em 1835. Ministro do reino em Abril de 1836. Membro do partido dos amigos de D. Pedro. Ministro do reino no governo de Palmela entre 16 de Fevereiro e 27 de Maio de 1835. Ministro do reino no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836. Assassinado durante a Belenzada, em 4 de Novembro de 1836.
F
reire, Anselmo Braamcamp
1849-1921

Historiador. Par do reino, aderiu aos republicanos em 1907. Chega a presidente do Senado.



F
reire
de Andrade e Castro, Gomes Pereira (1752-1817) Militar e activista maçónico. Coronel nas campanhas do Rossilhão (1739-1795). Campanha da Rússia. Um dos promotores dos motins de Campo de Ourique de 1803. Participa ao lado de Napoleão na invasão da Rússia (1817). Enforcado em 1817. Os revolucionários liberais de 1829 elevam-no à categoria de mártir da pátria e de pai fundador da liberdade, culto que se mantém na I República.

Freire, Paulo Autor de Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1970.
FREIRE, Ver Melo Freire

FREIRE,Pascoal José Melo,129,899



Freiria, Fernando Augusto Ministro da guerra no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922. Ministro da guerra no governo de António Maria da Silva, de 7 de Dezembro de 1922 a 21 de Julho de 1923.

Freitas, Alfredo Barjona Coronel. Governador de Cabo Verde. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.
Freitas, Augusto César Barjona de (1834-1900) Professor de direito. Membro do Partido Regenerador e depois líder da Esquerda Dinástica de 1877 a 1890. Deputado e par do reino. Ministro por quatro vezes. Uma das figuras cimeiras do fontismo. Destaca-se no governo da fusão, quando apresenta em 28 de Fevereiro de 1867 a proposta sobre a reforma prisional e a abolição da pena de morte, aprovada em 26 de Junho seguinte, ao mesmo tempo que o primeiro Código Civil. Ambos os diplomas são publicados no dia 1 de Julho. Reconcilia-se com António Serpa e volta ao seio dos regeneradores em 1890. Termina a vida pública como embaixador em Londres.

Deputado em 1865; 1865-1868; 1870; 1871-1874; 1875-1878.

Par do reino desde 1876.

Ministro da justiça por ocasião da promulgação do Código Civil e da abolição da pena de morte (de 4 de Setembro de 1865 a 4 de Janeiro de 1868, no governo da fusão, presidido por Joaquim António de Aguiar). Ministro da justiça no primeiro governo de Fontes, entre 13 de Setembro de 1871 e 9 de Novembro de 1876.

Ministro da justiça de Fontes, entre 29 de Janeiro e 15 de Novembro de 1878.

Ministro do reino de 24 de Outubro de 1883 a 20 de Fevereiro de 1886 e, a partir de 24 de Fevereiro de 1885, até 19 de Novembro de 1885, a acumular a justiça, noutro governo de Fontes.

Depois da morte de Fontes em 22 de Janeiro de 1877 chega a fundar um novo grupo político, a Esquerda Dinástica.

Opositor interno de António Serpa. Reconcilia-se com Serpa em Janeiro de 1890, terminando a dissidência.

Aceita o cargo de embaixador em Londres.


Freitas, João da Costa Professor nos ISCSPU. Subsecretério de Estado da Administração Ultramarina, de 13 de Abril de 1961 a 4 de Dezembro de 1962, um dos principais colaboradores de Adriano Moreira. Diplomado pela Escola Superior Colonial em 1944, inicia uma actividade administrativa no além-mar, chegando a inspector do Ministério do Ultramar.
F
reitas, José Vicente de (1869-1952)
José Vicente de Freitas. Natural da Calheta. Oficial do exército. Alfres em 1891 e tenente-coronel em 1917. Figura cimeira da Ditadura Nacional, começa como ministro do interior e, depois, assume a presidência do ministério, quando Carmona é eleito presidente da República. É nesse gabinete que entra Salazar como ministro das finanças. Faz parte do grupo republicano apoiante do 28 de Maio, lado a lado com António Osório, Tamagnini Barbosa, Pestana Lopes e Ferreira Martins, todos maçons. Em 13 de Janeiro de 1933, quando era presidente da câmara de Lisboa, dirige uma exposição a Carmona, publicada em O Século, onde considera expressamente que dentro do 28 de Maio, além de uma corrente nacionalista, há outra francamente republicana que sem, de maneira nenhuma defender o regresso à desordem política criada pela Constituição de 1911, é francamente liberal e democrática. Neste sentido, critica a perspectiva que defendia a transformação da União Nacional em partido: se um dia ela viesse de facto a ser uma organização política permitida em Portugal, os seus aderentes constituíriam uma casta privilegiada que pretenderia confundir-se com o Estado. Termina, proclamando: se os Estados têm realmente que ser fortes, o pensamento não pode deixar de ser livre. Salazar é implacável e demite-o de presidente da câmara, em 12 de Fevereiro, coloca em seu lugar Daniel de Sousa e emite uma nota oficiosa em 15 de Fevereiro onde o acusa de em 21 de Maio de 1932 ter aderido à União Nacional em sessão pública. Tenta organizar uma Liga Republicana entre os oficiais apoiantes do 28 de Maio.

Governador da Madeira em 1914.

Ministro do interior de 26 de Agosto de 1927 a 18 de Abril de 1928.

Presidente do ministério de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929, depois da tomada de posse de Carmona como presidente da república (acumula a pasta do interior). Entra nesse governo, a partir de 27 de Abril, António de Oliveira Salazar.

Presidente da câmara de Lisboa, é demitido deste cargo por Salazar em 12 de Fevereiro de 1933.

Chefe da ala republicana do 28 de Maio e inspirador da União Nacional.



Freitas, José Joaquim Rodrigues de (1840-1896) Maçon. Diplomado pela politécnica do Porto, como engenheiro de pontes e estradas. Professor de economia política. Primeiro deputado republicano em 1870-1874; 1879-1881; 1884-1887; 1890 e 1893. Indigitado governante pela revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Adepto do socialismo catedrático. Morre em 27 de Junho de 1896. Autor de Páginas Soltas, Porto, 1906, com prefácio de Carolina Michaelis e Duarte Leite.

Freitas, Frei Serafim de (1570-1633) Formado em cânones em Coimbra. Professor em Valhadolide (1607), cidade onde se instala como advogado, a partir de 1600. Autor da resposta à tese de Grócio sobre o Mare Liberum.

De Justo Imperio Lusitanorum Asiatico



Valhadolide, 1625.
Caetano, Marcello, Um Grande Jurista Português. Frei Serafim de Freitas, Lisboa, 1925.Merêa, Paulo, Novos Estudos de História do Direito, 1937, pp. 19-45.


Frente de Acção Patriótica (1964) Dissidência do PCP criada em Janeiro de 1964 por Francisco Martins Rodrigues, depois de divergências na reunião do comité central de Agosto de 1963. Acompanham-no João Pulido Valente e Rui d’Espinay. Acusam o PCP de mero eleitoralismo. Em Abril de 1964 surge a partir deste grupo um Comité Marxista-Leninista Português que passa editar o periódico Revolução Popular.
Os principais dirigentes deste grupo serão presos em 1965, mantendo-se apenas um Comité do Exterior que organiza uma I Conferência em 1967.
Em 1968, o que resta da direcção do CMLP vai dar origem ao jornal O Comunista, de que saem 14 números, mais próximo dos trotskistas, entre os quais está o grupo de Maria Albertina, animado então pelo ex-comunista e futuro deputado do PSD, Silva Marques. Depois da expulsão deste grupo , e sendo desmantelada a organização no interior, o remanescente concilia-se com os que circulavam em torno do jornal O Grito do Povo, particularmente actuante no Norte, constituindo-se em 1972 a OCMLP, a Organização Marxista-Leninista Portuguesa. Desta OCMLP vai destacar-se uma UCRPML, dirigida por José de Sousa, a União Comunista para a Reconstrução do Partido Marxista Leninista. A OCMLP, quase destroçada em 1974, retoma a actividade depois do 25 de Abril integrando-se no chamado Comité Anti-Colonial. Contudo, nas eleições de 1975, destaca-se dos mesmos e retoma a autonomia, designando-se FEC ML (Frente Eleitoral de Comunistas Marxista-Leninista)
Uma II Conferência, no interior, ocorre em 1969, já dominada pela acção de Vilar, o antigo estudante do Instituto Superior Técnico, Heduíno Gomes.

Frente de Libertação dos Açores (1974) Tem a primeira manifestação pública em 6 de Junho de 1974. Destaca-se como líder da organização o antigo deputado da Acção Nacional Popular, José de Almeida, com fortes apoios da burguesia micaelense.
Frente Democrática Unida (1974) Criada em 27 de Agosto, pelo Partido do Progresso, o Partido Liberal e o Partido Trabalhista.
Frente Eleitoral Independente (1960) Surge em Setembro de 1960 no Porto para apoiar a candidatura da oposição nas eleições. Solicita em Novembro desse ano a realização de um Congresso dos Democratas, já previsto em Maio de 1959
Frente Nacional Liberal e Democrática (1957) Nuno Rodrigues dos Santos cria a Frente Nacional Liberal e Democrata em 1957. Presidida pelo general Ferreira Martins, com o apoio de Helder Ribeiro.
Frente Patriótica de Libertação Nacional (1962) Surge de uma Conferência das Forças Antifascistas Portuguesas, realizada em Praga, entre 19 e 21 de Dezembro de 1962. Participam na reunião representantes do Movimento Nacional Independente, representado por Manuel Sertório, da Resistência Republicana e Socialita, do PCP e do MAR. Assenta no movimento das Juntas Patrióticas, nascidas em 1959, antes de assentar em Argel, em 1960. Em 9 de Novembro de 1970, a FPLN, instalada em Argel, afasta o representante do PCP, Pedro Soares, e trata de afirmar-se revolucionária. Deste grupo se destacam as Brigadas Revolucionárias, em 1971, e os militantes fundadores do Partido Revolucionário do Proletariado, em 1973. Em 6 de Junho de 1974, os militantes remanescentes, com destque para Manuel Alegre e Fernando Piteira Santos dissolvem a frente, integrando-a nos efémeros Centros Populares 25 de Abril.
Frente Popular Surge em França em 1934-1935 uma Front Populaire, unindo socialistas, radicais e comunistas. O modelo foi apoiado pela Internacional Comunista em 1935, de acordo com um relatório do búlgaro G. Dimitrov. Em Itália deu-se uma aliança eleitoral entre comunistas e socialistas em 1947-1948, a chamada Fronte del Popolo. No Chile surge entre 1970 e 1973 a Unidad Popular. Em França, a Union de Gauche, em 1972.
Frente Popular Portuguesa (1936) Constituída a Frente Popular Portuguesa, dominada pelos comunistas, mas com a participação de alguns grupos republicanos. Nasce da actividade da Liga Portuguesa Contra a Guerra e o Fascismo, dirigida por Bento de Jesus Caraça, e criada em Agosto de 1934. Apenas publica o respectivo programa em 1937, sob as palavras de ordem pão, paz, liberdade e cultura. Defende a democracia popular e a economia cooperativa e considera as províncias ultramarinas, como parte integrante e inviolável da nação portuguesa. Um dos aderentes republicanos é José Domingues dos Santos.

Frente Portuguesa de Libertação Nacional (1964) Criada por Humberto Delgado no Verão de 1964, quando entra em ruptura com as estruturas integrantes da FPLN, principalmente o PCP. É então que o general passa a ser apoiado por Henrique Cerqueira, a partir de Rabat. Acusa os membros do grupo de Argel de politiqueiros palavrosos. O delírio conspirativo de Delgado leva-o a conceber vários planos de derrube do regime, nomeadamente uma chamada operação laranjas, com a instalação de um governo provisório em Macau, para o que pensava contar com o apoio da China. O isolamento do general propicia que este caia numa cilada armada pela polícia política que o atrai a Espanha em Fevereiro de 1965 e onde viria a ser assassinado.
Frente Republicana e Socialista (1980) A Frente Republicana e Socialista, uma coligação formada pelo PS, UEDS e ASDI, surge em 10 de Junho de 1980, durante o I Governo da AD. Obtém 28% dos votos nas eleições de 5 de Outubro do mesmo ano.

Frente Revolucionária Africana FraINCP (1960) Em Março de 1960 surge uma Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional das Colónias Portuguesas. Entre os fundadores da Frente, Mário Pinto de Andrade, Lúcio Lara e Viriato Cruz, do MPLA, Amílcar Cabral, do PAIGC, e Hugo de Meneses, do MAC.
Frente Socialista (1950)
Frente Socialista Popular (1975) Herdeira do Movimento Socialista Popular de Manuel Serra, integrada como grupo autónomo do PS, até Dezembro de 1974.
Frente Única da Oposição (1932) Em 1932, surge uma proposta não concretizada, da iniciativa de Francisco da Cunha Leal e de Catanho de Meneses, elementos não integrados na Aliança Republicana e Socialista.

Freud, Sigmund (1856-1939) Médico austríaco, fundador da psicanálise. Nasce em Friburgo. De origens judaicas. Autor de Die Traumdeutung (a interpretação dos sonhos), de 1900. Em Totem e Tabu, de 1913, considera o homem como um animal de horda, dado que o grupo humano, nas suas origens não passaria de uma massa aglutinada em torno de um macho dominante, de um pai despótico e omnipotente, que se apropriava de todas as mulheres e perseguia os filhos quando estes cresciam. Certo dia, os irmãos, revoltaram-se, matando e comendo o pai, transitando-se, a partir deste parricídio, da horda biológica e instintiva, para a comunidade, diferenciada e orgânica. Num terceiro tempo, terá vindo o remorso, o sentimento de culpabilidade, gerando-se tanto o tabu (por exemplo, a proibição de tomar mulheres dentro do próprio grupo) como o totem , o culto do antepassado assassinado que, assim, se diviniza e idealiza. E nesse complexo de Édipo estão os começos da religião, da moral, da sociedade e da arte. Neste sentido, o príncipe aparece como substituto do pai. Em Massenpsychologie und Ich-Analyse, de 1921, equipara a psicologia das multidões à psicologia individual, considerando que o condutor das mesmas, é não só o modelo, como também o adversário: uma multidão primária é uma soma de indivíduos que puseram um só e mesmo objecto em lugar do seu ideal do eu e estão por consequência, no seu eu, identificados uns com os outros. Em das Unbehagen in der Kultur, de 1929, considera o Ego como um lugar de fronteira dependente de duas forças: o inconsciente (Id) e o Superego. Os homens são sacudidos pelo choque das pulsões do Id com os ideais do Superego. Este último é um pequeno tribunal pessoal, produto da estrutura familiar e da interiorização das proibições pela criança. O Id é uma memória de pulsões reprimidas, onde a constituinte dominante é a pulsão da libido, a pulsão sexual que emana do corpo inteiro. A civilização resulta de uma tensão entre o princípio do prazer (Eros) e o princípio da realidade (Tanatos). O homem torna-se neurótico porque a sociedade lhe exige renúncia às pulsões sexuais em nome de um ideal cultural. Salienta também que qualquer "Kultur", expressão que deve traduzir-se, não por "cultura", mas não à regionalização! por "civilização", é essencialmente repressiva porque a ordem equivale à renúncia às pulsões (triebvezicht), à felicidade entendida como economia libidinal, como satisfação da tensão violenta das pulsões instintivas, através do terrorismo da repressão sexual levada a cabo pela religião, pela família e pela economia.

Psychopathologie des Alltagslehren,

1904. Cfr. Trad. Port. Psicopatologia da Vida Quotidiana, Lisboa, Estúdios Cor, 1974.

Totem und Tabu

1912 (Totem e Tabu, Rio de Janeiro, Delta, 1955).

Jenseits des Lustprinzips,

1919-1920

Massenpsychologie und Ich-Analyse

1921. Cfr. Trad. fr. Psychologie des Foules et Analyse du Moi, Paris, Payot.

Das Ich und das Es

1923.

Das Unbehagen in der Kultur



1929 (trad. port. Mal-Estar na Civilização, Rio de Janeiro, Imago, 1973; trad. cast. El Malestar en la Cultura, Madrid, Alianza Editorial, 1984)


Freudo-marxismo Alguns cultores da Escola de Frankfurt, nomeadamente Wilhelm Reich, procuraram a conciliação do marxismo e das teses de Freud.
Freund, Julien (1921-1993) Professor em Estrasburgo. Membro destacado da Resistência desde 1941. Doutorado na Sorbonne em 1965. Weberiano. Introduz o pensamento de Carl Schmitt no universo francês dos anos sessenta. Apesar das suas origens de esquerda, transforma-se, nos últimos tempos de vida, numa das bandeiras da direita radical francesa e europeia, sendo particularmente vangloriado em Portugal pelo grupo da revista Futuro Presente.

A essência da política

Na sua dissertação de doutoramento de 1965 procura demonstrar que existe uma essência da política, porque o homem seria imediatamente um ser político, tal como é imediata e autonomamente um ser económico e um ser religioso. Haveria, aliás, seis essências originárias, compreensíveis em si mesmas, dado situarem-se todas no mesmo plano e não dependerem, cada uma delas, de qualquer outra: a política, a ciência, a economia, a arte, a ética e a religião, dado considerar que todas as essências são autónomas e que não existe entre elas uma relação de subordinação lógica ou de hierarquia necessária.


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