Escola Secundária C/ 3ºceb de Cristina Torres



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Escola Secundária C/ 3ºCEB de Cristina Torres

Ano Lectivo: 2002/2003

Português B



Música





Trabalho elaborado por: Wilson MORGADO

11ºB N.º 26
Introdução
Este trabalho de pesquisa tem como objectivo ficar a conhecer melhor um movimento histórico, “O Romantismo”. A área mais desenvolvida, vai ser a Música .

O Romantismo é uma tendência que se manifesta nas artes, na música e na literatura.

Teve a sua origem na Alemanha e Inglaterra, mas é na França que ganha força e se espalha pela Europa fora.


Fig. 1- Piano




O que é o Romantismo?
O Romantismo foi uma tendência que se manifestou nas artes plásticas, na literatura e na música. Surgiu no século XVIII na Alemanha, Inglaterra e Itália, mas foi na França que se desenvolveu mais e se espalhou pela Europa fora.

O Romantismo opõe-se ao rigor do Neoclassicismo, sendo a sua principal característica, o predomínio do sentimento contra a razão no classicismo. Privilegia a emotividade e subjectividade do artista.



Romantismo na música...

Ao contrário do Romantismo literário, que tem bem definidos os seus limites cronológicos, é impossível definir cronologicamente o romantismo musical. No entanto, ele domina em todo o século XIX.

Os principais músicos do Romantismo são: Weber, Schubert, Mendelssohn, Schumann, Berlioz e Chopin

A música romântica, vive de estímulos literários, pois as formas musicais estão subordinadas a enredos literários. Esta, é uma característica comum da musica romântica. Para além desta característica comum a todas as músicas existem outras tais com a maior liberdade de modulação, musicas subjectivas e mais individuais.


Fig. 2- Beethoven


As grandes diferenças entre o romantismo literário alemão, inglês e francês, devido ao desenvolvimento social destes, tambem se reflecte na qualidade musical.

Enquanto alguns artistas se opõem ao novo público ” burgueses” , salientando o aspecto ridículo da realidade, ao contrário, outros lisonjeiam esse público.


A nova ópera italiana
A ópera, era um culto das elites, de um grupo musicalmente bem educado da burguesia. Os principais músicos eram Mozart, Beethoven e Mendelssohn.

Mas na altura, dominava outro tipo de música, a “nova ópera italiana”. No último concerto de Beethoven em Viena (1824), e obrigado pelo seu empresário, este teve de introduzir no meio do seu espectáculo uma canção do estilo “nova ópera italiana”. Este estilo, os cantores para alem de cantarem , tinham de emocionar e divertir o público. Essa nova importância do elemento teatral é a contribuição italiana à ópera romântica.

Gioacchino Antonio Rossini (1792-1868) foi um dos mais importantes compositores de ópera do século XIX, chegando a ser comparado com Napoleão, pois também ele conquistou a Europa. O seu êxito, febre rossiniana ,percorreu o continente.


A supremacia musica alemã: instrumental e na ópera

Até ao fim do século XVIII, a musica foi uma arte para a qual contribuíram quase exclusivamente a Itália, Alemanha e França. O Romantismo quebrou isso mesmo.

Os alemães detêm o predomínio instrumental, mas não suportam os teatros de ópera italianos, rejeitando os guiões em língua italiana. Devido a isto, criaram uma arte especificamente alemã no palco de ópera. Entusiasmam-se pelo folclore, pelas lendas e superstições populares.

Carl Maria von Weber (1786-1826) foi pioneiro no drama musical alemão. Adaptava as obras românticas similares ao folclore e o povo teve uma boa aceitação.

Como director da Ópera em Dresden conseguiu expulsar os italianos.

Com a conquista do palco de ópera, os italianos perdem para os alemães a supremacia musical.


A primeira onda romântica da Europa- Chopin



Outras nações não tardaram em se opor à supremacia dos alemães, e serviram –se do romantismo para encontrar a alma popular. Os dinamarqueses Niels Vilhelm Gade e Friedrich Kuhlau , o sueco Ivar Hallstroem formaram a primeira onda de nacionalismo musical no século XIX, na Europa. Na verdade nenhum destes compositores da onda romântico - nacionalista conquistou a Europa. Essa vitória ficou reservada ao génio ocidental Chopin.


Fig. 3- Chopin


Foi em Paris que a sociedade aristocrática e os círculos intelectuais abriram largamente as portas a Frédéric Chopin (1810-1849). Polonês de sangue, depressa se tornou francês pela cultura e pelo ambinete. È nas polonesas, mazurcas e valsas, que a sua música é especificamente polonesa. Ele, criou um novo estilo pianista. Criou as suas próprias formas, como as baladas, os scherzi e os prelúdios. As suas criações harmónicas influenciaram Liszt, Wagner e Scriabin.


A Grande Ópera e a Opereta

Entre 1830 e 1870 a burguesia tem uma capital, Paris. Na ditadura de Napoleão III, a arte era apenas um divertimento e ostentação. O único estilo de música admitido era a ópera.



Giacomo Meyerbeer (1791-1864), dominou o período da grande ópera francesa, em Paris. Inicialmente compôs óperas italianas, no estilo de Rossini. Mas foi com a combinação da disciplina musical alemã, o lirismo italiano e com a teatralidade francesa que as sua óperas se tornaram notáveis pelos seus espectáculos e pelos seus efeitos orquestrais.


Fig. 4- Rossini


A grande ópera explorava um falso romantismo, usando a Idade Média e a História apenas como decoração teatral. A História era aproveitada para representar romanas no palco, procissões católicas, coroações de reis e tumultos populares. A parte musica, era reduzida a uma grande cena de amor, uma oração na hora do perigo e muito barulho por parte da orquestra. O principal objectivo disto tudo eram as palmas do público, ou seja, o sucesso de bilheteria.

Jacques Offenbach (1819-1880) era um admirador de comédia musical. Compõe a opereta parisiense paródia alegre da grande ópera francesa. São comédia espirituosas, brincando com tudo, desde a mitologia grega até à caricatura das autoridades parisienses.

Dominou a vida musical da capital de Napoleão III entre 1850 e 1870.

O ambiente parisiense entre 1830 e 1870, foi quase hostil à música séria. Literatos e críticos revelaram ignorância espantosa do assunto. Só se admitia a música dramática, a ópera, e, mesmo assim, com pouca intervenção do elemento sinfónico.

O alto romantismo. Berlioz e Schumann

No meio desse romantismo falso e falsificado havia uma excussão, a forma francesa do alto romantismo: a obra de Berlioz



Louis Hector Berlioz (1803-1869), foi um importante música da época devido à sua grande capacidade de invenção melódica. Ao contrário da sóbrias formas tradicionais como as sonatas organizou as sua obras musicais como ilustrações musicais de enredos literários de estrutura não ortodoxa.

Embora tenha sido um dos músicos que mais influência teve durante a sua vida, não deixou alunos nem discípulos. A sua desgraça foi o isolamento como músico, numa sociedade que só apreciava a música de teatro.



Robert Schumann (1810-1856), como Berlioz, também foi um grande escritor e músico. Ele representa o ponto mais alto do romantismo musical na Alemanha e támbem o fim do romantismo em geral. Como pianista não é inferior a Chopin e como inventor de melodias, só Mozart consegue ser melhor que ele.

O
Fig. 5- Chopin


s anos de 1830 e 1840, são anos dos jovens hegelianos, ateus e revolucionários, dos começos do jornalismo liberal, da mocidade de Marx.

A influência de Schumann foi maior no estrangeiro do que na Alemanha, onde, na verdade, só houve um único schumanniano autêntico: Peter Cornelius (1824-1874).



A segunda onda de nacionalismo musical da Europa
A "modernidade" de Schumann parecia servir melhor que o academismo de Mendelssohn para transformar em música "séria" os diversos folclores nacionais dos estudantes estrangeiros de música nos Conservatórios da Alemanha. Enquanto que em Inglaterra se tocava Mendelssohn, na Rússia estudava-se Schumann.

Esta segunda onda de nacionalismo musical, não quer contribuir com algo novo para a música ocidental, mas sim tentar preservar seus próprios valores contra a avassaladora influência alemã.

Nesta nova onda de nacionalismo, além de Schumann, destaca-se Liszt.



Franz (Ferencz) Liszt (1811-1886) tinha uma grande habilidade para improvisar, a sólida cultura musical e um gosto requintado fizeram dele o maior pianista de todos os tempos.

Inventou estilos de harmonia e orquestração, assim como uma nova forma romântica de obra musical, o poema sinfónico. Este, consiste numa composição orquestral que segue a literatura ou outro programa. Um único movimento, geralmente organizado ou como uma sonata, ou como uma sinfonia de um movimento. Realizou-se plenamente só na música para piano, o seu instrumento.



O neo-romantismo de Wagner e sua influência



Richard Wagner (1813-1883) enfeitiçou o mundo, exerceu influência como nenhum outro músico havia exercido. Tinha uma habilidade sobrenatural para copiar os vários estilos de música do seu tempo. Os gestos básicos e o som orquestral de Beethoven estão reflectidos nos primeiros trabalhos. Quando se voltou para a ópera, mudou facilmente do estilo romântico alemão de Weber e Marschner para o estilo italiano de Rossini e Bellini e para o estilo da grande ópera de Spontini e Meyerbeer.

Com a fundação do Reich bismarckiano, torna-se ídolo dos nacionalistas alemães. É furiosamente combatido pela aliança dos conservadores académicos, do círculo de Brahms, da grande imprensa e dos judeus.




A ópera francesa resiste a Wagner, mas não totalmente


 Enquanto os intelectuais franceses faziam anualmente a peregrinação para Bayreuth, para ouvir Wagner, os teatros de ópera de Paris ainda resistiam contra o compositor e qualquer movimento de renovação. Um acompanhamento orquestral mais elaborado ou a volta de um tema em mais do que uma cena inspiravam logo a acusação de "wagnerismo".


Fig. 6- Músicos




O neo-romantismo italiano: Verdi

Os antiwagnerianos alemães procuravam por um anti-Wagner, que não poderia ser Verdi pois, tanto Wagner como Verdi, eram neo-românticos.



Giuseppe Verdi (1813-1901) foi a figura mais importante na sucessão de compositores de ópera italiana do século XIX. As suas óperas surgem a partir de 1850.

A ópera, até então, só tratava de personagens nobres e mulheres bonitas em ambientes históricos ou mitológicos. Mas Verdi introduziu irmãos que amavam a mesma mulher, prostitutas e pela primeira vez na história da ópera usam- se trajes modernos e contemporâneos. É o realismo brutal, deliberadamente exagerado, dos românticos franceses.

As sua obras fundamentam-se em firmes convicções morais e religiosas do romantismo político e humanitário, cujos pólos dialécticos são o Prazer e a Felicidade, o Gozo e o Sofrimento, a Obcecação e a revelação da Verdade, o Sacrifício e a Vitória. Ele simpatiza sobretudo com as vítimas, os humilhados e os ofendidos, cujos destinos culminam nos grandes finales trágicos

A repercussão internacional da arte de Verdi transformou Milão, novamente, em grande centro musical.


A ópera verista na Itália e na França

Até então, a ópera italiana sempre se irradiara pelo mundo inteiro, sem receber influências do estrangeiro, com excepção dos compositores italianos que viviam na França (Cherubini, Spontini, Rossini). Mas, por fim, uma influência francesa age directamente sobre a Itália. Foi Carmen de Bizet. Ela faz a nova geração de compositores de óperas voltar ao caminho dos fortes efeitos dramáticos.

Nessa altura, a ópera apresentava frequentemente intrigas violentas e envolvimentos sórdidos, resultando num tratamento melodramático que tendia a explorar momentos individuais de crise.

Na França, assumiu uma feição mais lírica, mais fina, o que veio a repercutir, por sua vez, na Itália de 1900, que era uma província espiritual da França, onde se liam mais livros franceses do que italianos.


Fig. 7-Pauta Musical


Fim do século XIX: A crise da música europeia

A saturação com a música wagneriana acontece por volta de 1900 e teve suas raízes na própria música de Wagner.

Por volta de 1900, quando a crise social e ideológica sacode a Europa, resultando na ascensão dos partidos socialistas e nas explosões do sindicalismo revolucionário, sente-se um cansaço geral, fala-se em Decadência em todos os sectores da vida.


Fig. 8- Violino




Primeiras reacções à crise
Busoni e Skriabin fazem as primeiras tentativas de recuperação da crise.

Ferruccio Busoni (1866-1924), propôs subdividir a escala, substituindo os tons inteiros e os semitons por "quartos de tom". Pfitzner logo combateu esse "futurismo musical".

Alexander Nikolaievitch Scriabin (1872-1915), seguiu o estilo de Chopin e Schumann, onde o brilhantismo técnico ficava embutido na textura sonora da música. Na década de 1900 mudou o seu estilo de compor e seus concertos pareciam assembleias religiosas: através de poemas sinfónicos pretendia provocar, nos ouvintes, êxtases místicos, fortalecidos por efeitos de iluminação, poemas, além de coros, orquestras e ele próprio como pianista e regente.

O fim da hegemonia alemã: a França supera a crise
Graças a Mozart e Beethoven, a Weber, Mendelssohn e Schumann, a Wagner, a Alemanha tinha conquistado a hegemonia no mundo da música.

Os músicos alemães pensavam que a crise surgida na Alemanha e por obra dos mestres alemães, só na Alemanha pudesse ser solucionada. Mas vai ser na França que a crise vai acabar por ser solucionada.



Claude Debussy (1862-1918) foi o pai da música moderna, um grande inovador, um revolucionário. Fez música diferente de qualquer outra anterior. Desenvolveu novas escalas, arranjos de orquestra em "blocos" e "jorros" de som, em vez de melodia ou contraponto precisos, além de novos modos de tocar o piano. Não precisou de orquestras enormes como Berlioz havia precisado


Fig. 9- Pauta de Beethoven


A terceira onda de nacionalismo musical

    O interesse dos estrangeiros pela música de Debussy teve, muitas vezes, motivos técnicos, pois ele gostava de empregar escalas alheias do nosso sistema tonal: "modos" da antiga música sacra, escalas eslavas e escalas orientais. Inspirou aos compositores de muitos países coragem para empregar as escalas que encontraram no folclore musical de suas nações.


     Portanto, o impressionismo francês desencadeou uma terceira onda de nacionalismo musical

Na terceira onda de nacionalismo musical, nações que estavam musicalmente silenciosas há séculos, como os ingleses e os espanhóis, reincorporaram-se ao "concerto" da música internacional. Na Itália, país da ópera, aconteceu a renascença da música instrumental.


    Entre os tchecos, poloneses, e russos o impressionismo francês é recebido como um velho aliado, tendo em vista que Debussy tinha buscado inspiração em Mussorgsky.

Conclusão
Após a elaboração deste trabalho sobre a música no Romantismo ficámos a conhecer melhor este período. Foi um estilo musical que teve como compositores principais, músicos actualmente conhecidos, como Chopin, Mozart, Beethoven e Mendelssohn entre outros.

Foi um período de grande evolução musica tanto a nível formal como instrumental.

Sem dúvida que este período, foi um dos mais importantes períodos na história da música, pois ainda na actualidade se ouvem obras musicais dos músicos atrás referidos, e por vezes adaptações para o panorama actual, baseando se nessas mesmas obras.

Bibliografia
www.google.com
www.sapo.pt
http://www.pinturauniversal.hpg.ig.com.br/art_data/neo-classissismo/index.htm
http://planeta.terra.com.br/lazer/bvmusica

Índice


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Introdução.......................................................................................................

Desenvolvimento

  • O que é o Romantismo.................................................................

  • Romantismo na música...............................................................

  • A nova ópera italiana................................................................... 3

  • A supremacia musica alemã: instrumental e na ópera.............4

  • A primeira onda romântica da Europa- Chopin.......................4

  • A Grande Ópera e a Opereta......................................................4

  • O alto romantismo: Berlioz e Schumann...................................5

  • A segunda onda de nacionalismo musical da Europa...............5

  • O neo-romantismo de Wagner e sua influência........................6

  • A ópera francesa resiste a Wagner, mas não totalmente..........6

  • O neo-romantismo italiano: Verdi.............................................6

  • A ópera verista na Itália e na França.........................................7

  • Fim do século XIX: A crise da música europeia.......................7

  • Primeiras reacções à crise...........................................................7

  • O fim da hegemonia alemã: a França supera a crise...............8

  • A terceira onda de nacionalismo musical.................................8

Conclusão.......................................................................................................9

Bibliografia.....................................................................................................10

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