Escravidão no Egito



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Comunidade do Santuário Divino Espírito Santo

Catequese com Adultos .


Escravidão no Egito

Êxodo/Moisés


O Êxodo é uma Palavra de Deus para você. É o eixo da história da salvação.
Um menino é salvo das águas:

Moisés


Novamente as água significam a morte de que é salvo Moisés.

A filha do Faraó acolhe este menino que assim cresce na corte.


Moisés, já adulto descobre a opressão a que é submetido o seu povo e um dia, mata um egípcio que estava maltratando um hebreu. Depois, procura colocar paz entre dois hebreus e é mandado embora. Tem que fugir porque torna conhecido que ele matara um egípcio.
Foge para Madiã e casa-se com a filha de Jetro. Um dia Deus lhe aparece através de uma sarça que arde e não se consome.
Ouve uma voz que lhe diz:

_ Tira as sandálias porque este lugar onde pisas é sagrado.

Depois de 400 anos (tempo de permanência do povo hebreu no Egito) Deus aparece novamente e Moisés lhe pergunta:

_ Quem és?

E Deus lhe diz:

_ EU SOU AQUELE QUE SOU. (Eu sou aquele que serei; eu sou aquele que me

manifestarei; você saberá quem sou através daquilo que farei).
Moisés recebe a missão de salvar seu povo da escravidão, para que vá ao deserto render culto a seu Deus. Porém ele se recusa ir, dizendo-se gago.

Outra coisa importante da eleição:



Porque Deus escolhe a mim, que sou assim e assim?

Deus escolhe quem ele quer.


Em seguida recebe como ajudante seu irmão Aarão e é convencido por uma série de prodígios que Deus faz com que ele faça: lançar um bastão que se torna serpente, colocar a mão no bolso e puxá-la para fora cheia de lepra, etc. E, sobretudo Deus lhe diz:

_ Eu falarei por você, Eu estarei com você.


Moisés volta ao Egito e pede ao Faraó que deixe ir o povo ao deserto para render culto ao seu Deus. A opressão era também religiosa. Era a época das festas de primavera, a festa da Páscoa (passagem de morte do inverno para a vida da primavera). Moisés pede três dias para ir ao deserto celebrar estas festas. O faraó lhe nega e Moisés faz prodígios para convencê-lo. Deus opera em favor de seu povo. A última desgraça é a morte de todos os primogênitos egípcios, homens e animais.
DEUS ATUA COM PRODÍGIOS PARA ROMPER ESTE CÍRCULO DE ESCRAVIDÃO QUE PRENDE O POVO. Imaginem o que isso pressupõe: que uns escravos que eram a base da economia nacional, possam sair livremente do país. Humanamente é impossível romper este círculo. DEUS ROMPE EM FAVOR DO SEU POVO. Os egípcios ficam espantados e lhe dão até dinheiro para irem embora.
Sabem como Deus manda ao povo que celebre esta festa da Páscoa?

(da passagem de Deus que tira o seu povo da escravidão)

Com os rins cingidos e na pressa.
ESTA NOITE É A PASSAGEM DE JAVÉ. NESTA NOITE JAVÉ PASSA COM A MÃO PODEROSA E BRAÇO ESTENDIDO PARA LIBERTAR SEU POVO E DESTRUIR O INIMIGO.


Lembrem os detalhes da festa: o primeiro cordeiro do ano; o pão ázimo feito com as primeiras espigas; o sangue do cordeiro sobre os umbrais das portas nas aberturas das tendas. Passa o cordeiro de Javé, matando todos os primogênitos dos filhos egípcios e poupando todas as casas dos hebreus.


Assim este povo sai da escravidão do Egito e inicia um caminho da libertação. Caminham com todos os animais e os seus bens. Não sabem para onde vão. São conduzidos por Moisés. Não é um só homem que caminha:
É UM POVO INTEIRO QUE CAMINHA EM CARAVANA, PARA LIBERDADE, COM UM LÍDER NO MEIO DELES.

O Faraó começa a pensar naquilo que aconteceu: quem fará agora os tijolos e as construções das casas? Além do mais está encolerizado pela desgraça que sofreu por causa deste povo. Organiza o exército e vai procurá-los para obrigá-los a voltar.

O povo se encontra entre o Mar Vermelho e o exército do Faraó. Não tem saída. Já ouvem o ruído dos carros. Novamente se encontram circundados. O povo começa a se desesperar e murmura contra Deus e contra Moisés:

_ Desgraçado!

_ Assassino!

_ Criminoso!

_ Tu nos tiraste do Egito para fazer-nos morrer a todos aqui?

_ Se antes estávamos mal, o que será agora quando nos prenderem novamente?


Querem apedrejar Moisés. Coitado de Moisés, quererão matá-lo muitas vezes, porque o povo duvidará sempre, não acreditará nunca em nada. Moisés recorreu a Deus e Deus lhe diz:

_ Toca com a vara o mar e as água se abrirão para que possam passar.


E aconteceu: O MAR SE ABRE.

Este povo é tipo da humanidade. Tudo aquilo que aconteceu a este povo acontecerá à humanidade. É um povo que constitui um exemplo, em que Deus atuará de maneira prodigiosa. Deus se deixará conhecer por esse povo, porque este povo será uma Palavra de Deus. Abrindo-se o mar se está cumprindo a promessa feita por Deus a Noé, que nunca mais permitiria que as água destruíssem a humanidade.


Deus ABRE CAMINHOS NO MEIO DAS ÁGUAS e eles passam. O exército do Faraó não encontrou o povo porque Deus mandou uma espessa névoa para que não os vissem e estes tivessem tempo de passar. Quando todo o povo havia passado o exército egípcio quis passar também, porém quando se encontravam no meio do mar, as águas se fecharam novamente, e destruíram o exército todo: cavalo e cavaleiro.
O povo contempla tudo isso surpreendido, estando na margem do mar e Moisés e os filhos de Israel cantam um cântico a Deus (Ex 15):
Deus se cobriu de glória, porque destruiu o cavaleiro, cavalo e carro.”

Deus salvou o seu povo e afogou seus inimigos.”


Agora o povo está definitivamente livre da escravidão do Egito, mas se encontra no deserto. Todos os seus inimigos foram sepultados. O cântico de Moisés é importante porque diz:

Nós não fizemos nada: o mar foi aberto por Deus

Não fomos nós que lutamos com o faraó, e sim Deus.
Eles unicamente são testemunhas deste prodígio operado por Deus. Só, que eles se encontram no deserto e não têm idéia para onde prosseguir. É Deus, que em forma de nuvem e de coluna luminosa os guia. Quando a nuvem pára, eles param e quando ela se coloca a caminho, eles também se colocam a caminho. Mas começam as dificuldades. Têm fome e no deserto não tem pão. Então murmuraram de novo:

_ Este fulano é maluco, nos arrastou a todos para que morramos aqui.

Então Deus lhe dá o maná. (Nm 11,7)
O Maná: “pão dos anjos” (Sl 78,25) ou “pão do céu” (Sl 105,40) – Tinha gosto de mel, e tornou-se um alimento capaz de satisfazer a todos os paladares, tornando todos os sabores desejáveis, o próprio símbolo da doçura de Deus. (Sb 16, 20-21)
Mais tarde, porém se cansam do maná e querem carne. Lembram-se dos alhos e das cebolas do Egito. Moisés tem que invocar novamente a Deus, porque o povo recomeça a murmurar. Deus lhes manda codornizes até que a carne lhes sai pelas narinas.
Em seguida têm sede: ali não tem água. Então renegam novamente a Deus e a Moisés e vão lhe dizer:

_ Ou nos dá água agora mesmo ou te matamos.

Moisés se zanga com eles e diz:

_ Tenham um pouco de paciência: não viram tudo aquilo que Deus fez até o dia de

hoje para nós?

Eles lhe dizem:

_ Nada, foi tudo por acaso.

_ Não sabemos de que Deus está falando: ninguém o viu.

_ Este Deus não existe.

_ Pensem, estão roubando a glória de Deus.

Moisés tem que ir novamente para Deus que lhe diz:

_ Dá um golpe com a vara nesta rocha e sairá água.


Diz que Moisés duvidou e deu dois golpes. Ao segundo golpe saiu a água. Por duvidar Moisés não entrou na Terra Prometida. Podemos perceber então, como o povo do deserto é constantemente tentado e sempre renega a Deus e a Moisés.
Assim chegam ao Monte Sinai, onde Moisés sobe para receber a Lei pela mão de Deus. Na mesma hora o povo nega novamente e constrói um ídolo: um grande bezerro de ouro. Já estão cansados do fato de que Deus não possa ser representado de maneira nenhuma e fabricam para si mesmos o seu próprio ídolo, atribuindo-lhe todas as maravilhas que Deus fez com eles.
Deus manda Moisés destruir o bezerro de ouro e finalmente, no Sinai, Deus faz uma Aliança com eles e ficam constituídos como seu povo: recebem a Lei.
Em seguida chegam às montanha. Mandam homens embaixadores para explorarem a terra. Quando estes voltam, trazem cachos de uvas gigantes e leite e mel em abundância. Dizem que a terra de Canaã é muito fértil, mas é habitada por sete nações de homens gigantes e fortes. O povo murmura de novo e diz:

_ Como entrar na terra prometida com estas pessoas tão poderosas?

_ Matar-nos-ão a todos.
Deus agora verdadeiramente se cansou deles e os fez voltar para o deserto por 40 anos. Somente os filhos daqueles que saíram do Egito entrarão na terra prometida, sob a chefia de Josué e Caleb.

O caminho que Deus traçara era curto: teriam recebido a terra logo, mas pela falta de fé, pelas murmurações terão que aprender, dando voltas no deserto.


No final dos 40 anos entram na terra: Deus vence as sete nações e lhes dá a Terra Prometida em possessão.
Esta é uma Palavra de Deus para nós:
o Êxodo
Esta Palavra é tão forte que o Israel da Judéia baseia a sua liturgia na festa da Páscoa, onde celebram e tornam presente a passagem da escravidão do Egito à liberdade da Terra Prometido; e a celebram com pão que representa a escravidão e a miséria e uma taça de vinho que significa a liberdade e a alegria.

Deserto




Tempo de provação

Tempo de purificação

Tempo de desapego




LEITURAS:
Ex 1-20. 23,10-33. 24. 32-34. 39,16-38

Nm 9. 11-14. 20-21,4-9

Dt 1,9-40. 4-11. 26. 29-32

Lv 25-26,1-13

Js 1-8. 23-24
MÚSICA:
O povo de deus no deserto andava


  1. O povo de deus no deserto andava,/ mas à sua frente alguém caminhava./

O povo de Deus era rico de nada,/ só tinha esperança e o pó da estrada.

Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada./

Somente tua graça / me basta e mais nada.

  1. O povo de Deus também vacilava,/às vezes custava a crer no amor./

O povo de Deus chorando rezava,/ pedia perdão e recomeçava.

Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada./

Perdoa se, às vezes, / não creio em mais nada.

  1. O povo de Deus também teve fome,/ e tu lhe mandaste o pão lá do céu./

O povo de Deus, cantando deu graças,/ provou teu amor, teu amor que não passa.

Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada./

Tu és alimento na longa jornada.

  1. O povo de Deus ao longe avistou/ a terra querida, que o amor preparou./

O povo de Deus corria e cantava,/ e nos seus louvores teu poder proclamava.

Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nessa estrada,/

cada dia mais perto da terra esperada.



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6º encontro revisado em 2007/2





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