Escrito psicodramático teatro espontâneo



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Encontro27.07.2016
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ESCRITO PSICODRAMÁTICO

TEATRO ESPONTÂNEO
Vou começar com a frase mais bela que ouvi no dia de minha colação:

Mãe! parece que estou vivendo um filme contigo!”

Estávamos no meio de mais de duas mil pessoas, todas com seus familiares, compartilhando aquele momento único. A realização de um sonho que parecia tão longe, tão distante... Que tanto esperei... Nossa só o sentimento pode falar agora.

Bem amigos, amigas, colegas e professores, vou contar aqui a história de uma alma feminina que deixou coisas perdidas no caminho de sua estrada, no intuito de recriar a sua passagem aqui na terra.

Para iniciar, queria citar uma palavrinha de Kellermann (1996) que nos diz:

Frequentemente, as pessoas enfrentam situações difíceis de maneira significativamente preestabelecida; a cada nova dificuldade faz arcar seus próprios ombros sob um novo fardo.”. Ele cita a história de um homem que uma vez saiu para viajar carregando uma mala muito pesada. A cada fato desagradável que vivenciava tinha a compulsão de comprar algo e colocar na mala, aumentando ainda mais o seu peso. Um dia, sem saber mais o que fazer se deparou com um grupo de teatro que ao vê-lo triste, mostrou possibilidades para que ele se desfizesse de tudo aquilo.

Assim começa a história dessa mulher que resolveu deixar coisas perdidas no caminho para encontrar-se com sua alma. Ela vinha de uma caminhada carregada de “trambolhos”, “bagulhos”, vestidos que já não lhe serviam mais, sapatos que exalavam um cheiro fétido da energia reprimida e sentimentos apegados ao EGO.

Carregava tanta coisa, tanto medo, tanta raiva, tanta tristeza, tanto egoísmo; Compreendia, mas não apreendia... Dava conta de tudo... Corria... Corria... Corria... Corria tanto que vivia anestesiada, longe da vida, do outro, da verdadeira alma humana... Da sabedoria!

Subia muitas vezes ao palco, vivenciou muitos papéis e histórias que foram que representadas; Rasgava vestidos, rasgava mitos, me despojei da imagem cristalizada dura, e triste daquela árvore seca e sem vida.

A cada semestre deixo coisas, ia caminhando, indo e voltando, deixando um pedacinho e me desapegando de cada pedacinho que pesava no meu ser. Era uma mulher mascarada, desempenhando um papel para me sentir aceita, amada e amparada.

Ah, se eu soubesse...
O ato espontâneo mudou a minha vida, minha história, minha visão de ser no mundo e nas relações, enfim, me trouxe a verdadeira liberdade de existir. Tantas repostas novas foram adequadas a situações anteriores, as quais me angustiavam por anteriormente não enxergar e não vivenciar novas possibilidades.

Entrei no curso atrás das respostas corretas, procurei encontrar em outros, em algum lugar, e ao decorrer descubro através da filosofia do encontro que todas estão a partir do meu olhar, do meu caminhar, do encontro com o meu ser, que só eu posso alimentar verdadeiramente essa alma! O Psicodrama me deu liberdade de existir, liberdade da minha alma.

Bem, a minha história pode ser igual a sua, a do outro, a de todos, porém o que mais importa é que fui eu que vivenciei e hoje estou aqui para contar-lhes quantos caminhos andei. Percorri longos caminhos, pedaços de vidas; compartilhei cada lágrima, cada riso foi fotografado e marcado na minha memória, pois como diz Martha Medeiros “na vida Nada Passa...”. O Lulu Santos diz que “tudo passa... Tudo sempre passará...”, o que acredito é que tudo que vivi é uma parte de mim, que faz parte do quebra-cabeça da minha história.

Agora posso até cantar para aqueles que fizeram parte de uma parte do meu coração “Você foi toda felicidade, você foi a maldade que só me fez bem...” kkkkkkkkkk, oww Roberto Carlos porreta!

E que maldade... A partir de uma grande dor... Foi do sofrimento visceral que fui atrás do mover das águas. Busquei eu mesma ser a protagonista e a diretora de minha história.

Agora posso rodar como um filme, para que vocês possam ver a alma que antes sem cor e sem vida se transformou numa borboleta, num pássaro, numa nuvem que virou água que correu no rio, que banhou a criança, a qual corria pelas ruas em busca de sua verdadeira liberdade. Desse modo através desse curso que transformou não só a minha vida profissional, mas especialmente a minha vida pessoal pude fazer uma viagem a qual não tem volta, só retorno, ao que posso recordar através da viagem interna dos meus sentimentos, emoções, momentos, significados e das cenas que a minha alma agora traz na sua história. E com vocês a história da alma de uma mulher que construiu o seu caminho vivenciando os mais diversos papéis, tais como: uma mulher executiva, um homem gozador, um contador de histórias, o mal que nos habita, uma árvore, etc.

AHHH SE TU SOUBESSE... E AGORA? DIZ A DONA DA HISTÓRIA!

O QUE EU ESPERO?



Não espero nada, mas quero tudo, pois o melhor da vida não é esperar e sim viver e viver sabendo que nada terá um fim, que nunca estarei pronta, que sendo eu mesma vou sempre trabalhar, atender, estudar, filosofar, pesquisar, lutar, cair e levantar, chorar e dar gargalhadas, ver o sol chegar e sair, amar, trocar, relacionar, amparar, acolher, ajudar, escutar e sonhar muito! Sabendo que o melhor da vida está sempre para começar!
Cibele Cortez dos Santos

CRP 11/ 05649


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