Espetáculo: “Escola de Tolos” – “School for Fools”



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Encontro24.07.2016
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Espetáculo: Escola de Tolos– “School for Fools”


Grupo: Formalny Theatre

Origem: São Petersburgo/Rússia

Categoria: Alternativo

Gênero: Drama

Direção, cenário e figurino: Andrey Moguchy

Iluminação: Denis Solntev

Sonoplastia: Alexandre Lygune e Dimitri Lebedev

Direção de palco: Ali Jamaletdinov

Elenco: Alexandr Mashanov, Dmitri Vorob’ev, Denis Shirko, Natalia Jukovskaja, Svetlana Smirnova, Viktoria Rotanova, Irina Kuznetzova, Vadim Volkov, Andrey Tenetko

Produção: Mikhail Barsegov, Antonina Dzotsenidze, Maria Dubanova e Anna Krylova

Co-Produção: Teatro Casa Báltica – S. Petersburgo/Rússia

Duração: 1h30

Classificação etária: 14 anos
A produção deste espetáculo não permite entrada após seu início
Contatos

Formalny Theatre

cel: + 7 905 2151873

Telfax: 7 812 2343171



formalny@rambler.ru

dzotsenidze@mail.ru

O espetáculo



Venha. Entre em um apartamento comunitário da década de 50, onde reside uma família sem nome e um garoto sem nome – uma criança autista (interpretada por dois atores) com dupla personalidade. Uma alma cheia de beleza, capaz de se transformar em Nymphea, um lírio d’água boiando na poça da vida.

Com a abertura de imagens de sua memória, olhe nos olhos deste garoto e veja as lembranças de sua infância mais profundas e sombrias. Delongue-se no apartamento da família, conheça Papa, um juiz soviético tão obcecado com sua profissão que faz Mama procurar afeição amorosa após visitar o túmulo de Vovó. Conheça a hilária vizinha judia, Sheyla Solomonovna Trahtenberg, apelidada pelo garoto de Bruxa Tinbergen, que aparece tarde da noite com um vestido preto, botas pretas e bengala branca como uma de suas professoras.

Agora, entre nas salas de aula do cruel Sistema de Escolas Especiais. Aqui, você encontrará o severo diretor Perillo, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, que encara as crianças como números. Conheça Veta Arkadievna, a linda professora de biologia e grande paixão de Nymphea e então, encontre a pequena colega Rosa Vetrova, “ela esta viva ou morta?”. Também, Saul Petrovich, o excêntrico professor de geografia, que só anda descalço e é a única figura que transmite esperança às crianças até ser demitido. De alguma maneira, ele irá morrer, ressuscitar e entrar nos sonhos acordados de Nymphea e Rosa – conversando com eles através do bíblico rio Lethe.

Não deixe que a linguagem russa lhe distraia quando você estiver navegando pela linguagem altamente impressionista do Báltico Formalny. Tudo isto é um sonho profundamente interpretativo e atmosférico, muito além de qualquer técnica. Compilado com imagens poéticas, suavidade, pathos, alegria e esperança.
A performance é destinada às pessoas “vivas”, cujas emoções ainda não se apagaram e que ainda se lembram, lá no fundo de sua memória, como as coisas costumavam ser diferentes. “Escola de Tolos”, espetáculo baseado no romance homônimo de Sasha Sokolov, é profundamente interpretativo e impregnado de atmosfera.

É a história de um menino com dupla personalidade. De um lado, a escola especial, a moradia pública e sua vida cotidiana; do outro, o sonho jovem de um belo lírio flutuando na poça da vida.

Quando o garoto se abre para o mundo, seu olho reflete seus pensamentos mais profundos de sua nada clara infância. O colorido e o mistério de cada personagem dão um toque especial à atmosfera: Papa Juiz, que de tanto trabalhar se fundiu a seu emprego; a vizinha que parece uma bruxa e que na imaginação do garoto é também a diretora da escola onde ele estuda; um veterano de guerra, professor de disciplina que encara os alunos como números; a glamurosa professora de Biologia – a paixão do garoto, ou Rosa Petrova - tão pequena que é difícil dizer se ela está viva ou morta.

O grupo

Desde sua fundação em 1990, e ainda hoje, o Formalny Theatre é reconhecido como um dos grupos independentes mais interessantes de São Petersburgo e de toda Rússia.

O espectro de interesses estéticos da companhia é bastante vasto e diverso. Durante diferentes períodos de criação artística, o Formalny Theatre tem como referência a estética do teatro de rua e as artes visuais, concentrando sua atenção em um ator essencial que tem a possibilidade e o direito à sua própria expressão. É por isso que no repertório do Formalny Theatre estiveram e sempre estarão performances em que o ponto de partida para a pesquisa é o ser humano.

Para entender o ponto de vista da vanguarda é preciso conhecer os métodos tradicionais do Teatro Russo. Por isso, o Formalny Theatre mantém seu foco na literatura e na dramaturgia clássicas, mas busca experimentar o diferente. Em geral, métodos de trabalho diametralmente opostos, através dos quais se tenta achar uma conexão entre o teatro tradicional e o de vanguarda.

A companhia não tem como objetivo principal recontar ou ilustrar nenhuma obra literária. O objetivo é personalizar para se adequar às formas teatrais, comunicar-se com o público através de imagens poéticas. Adaptação de performances a diferentes espaços - no palco, na rua - é um dos interesses estéticos mais importantes do grupo.

O Formalny Theatre tenta ao máximo se aproximar da realidade e, ao mesmo tempo, tenta mudar o ponto de vista do mundo ao nosso redor de uma maneira não-realista, fantasmagórica. Mas como definir a fronteira que separa o teatro da vida, atores de seus personagens, um homem de si mesmo? Este é provavelmente um dos principais temas no trabalho criativo do Formalny Theatre.

Apesar de toda construção restritiva de qualquer roteiro de uma performance, sempre há um raio grande de liberdade para a improvisação dos atores.

Andrei Moguchy é o fundador do Formalny Theatre. O grupo tem seu próprio método de treinamento de atores, que mistura métodos tradicionais e contemporâneos de criação. Andrey Magouchy dá aulas de interpretação e ministra workshops em grupos profissionais da Rússia, Finlândia e Alemanha. Alguns deles tiveram seus trabalhos reconhecidos em vários festivais internacionais europeus.

Desde 1997, com o apoio do Teatro Casa Báltica, o Formalny Theatre organiza, anualmente, o Festival Internacional de Artes Livres – Solstice.
Depoimento de Andrey Moguchy:

O ponto do ator substancial é muito importante para mim. Este é o ponto de partida, apesar de, costumeiramente, eu ser classificado como um “visionário” e um “formalista”, que faz performances com luz, som e atores em construções abstratas. Isto é de fato superficial.



Só um ator essencial é importante, uma individualidade que pode fazer sua própria expressão. Estamos ensaiando e treinando apenas para nos libertar dos nossos próprios estereótipos e fazer com que nossa memória se anule. Aquele que tem a memória nula pode fazer milagres. Meu propósito é dar ao ator, desde o começo, um impulso e colocá-lo em circunstâncias em que ele possa criar algo sem pressa. Eu tenho apenas que ajudar e gravar esse processo, levá-lo ao restrito resultado construído...

Nós falamos com o público em uma linguagem associativa, recusamo-nos a ter uma trama clara e tentamos influenciar o público apenas com instrumentos teatrais, envolvendo-o com algo incompreensível para despertar sua imaginação”.


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