Espirituais do sucesso



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AS SETE LEIS

ESPIRITUAIS DO SUCESSO


Tradução de

VERA CAPUTO
5ª EDIÇÃO

EDITORA BEST SELLER

CÍRCULO DO LIVRO
O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

O que for o teu desejo, assim será tua vontade.

O que for tua vontade, assim serão teus atos.

O que forem teus atos, assim será teu destino.

- Brihadaranyaka Upanishad IV, 4.5

ÍNDICE
Introdução.........................................................04


1. A lei da potencialidade pura.........................06
2. A lei da doação.............................................14
3. A lei do carma, ou da causa e efeito.............19
4. A lei do mínimo esforço...............................25
5. A lei da intenção e do desejo........................32
6. a lei do distanciamento.................................40
7. A lei do darma, ou do propósito de vida.......45
8.Conclusão.......................................................50
9.Agradecimentos.............................................55
INTRODUÇÃO
Embora este livro tenha como título As sete leis espirituais do sucesso, ele também poderia chamar-se As sete leis espirituais da vida, porque são estes os princípios seguidos pela natureza para criar tudo o que existe na Terra - tudo o que podemos ver, ouvir, cheirar, provar, tocar.

Em meu livro Criando prosperidade esbocei os passos da riqueza consciente baseada na real compreensão da ação da natureza. As sete leis espirituais de sucesso constituem a essência desse ensina-mento. Uma vez incorporado à consciência, você pode criar rique-zas ilimitadas sem nenhum esforço e experimentar o sucesso em todas as suas realizações.

O sucesso na vida poderia ser definido como expansão contínua da felicidade e a realização progressiva de objetivos compensado-res. Por outro lado, o sucesso, que inclui a criação de riquezas, só é considerado possível com a participação de outras pessoas. É preciso que se aborde o sucesso e a abundância espiritualmente, como o constante fluxo de todas as coisas boas na sua direção. Com conhecimento e a prática da lei espiritual, colocamo-nos em harmonia com a natureza e criamos sem ansiedade, com alegria e amor.

São muitos os aspectos do sucesso; os bens materiais são apenas um de seus componentes. Além disso, o sucesso é a jornada, não o destino. A abundância material em todas as suas expressões, é uma das coisas que tornam a jornada mais prazerosa. Mas o sucesso inclui também saúde, energia, entusiasmo pela vida, relacionamen-tos compensadores, liberdade criativa, estabilidade física, emocio-nal, bem-estar e paz de espírito.

Mesmo que tenhamos a experiência de tudo isso, permanecere-mos insatisfeitos se não cultivarmos as sementes da divindade que está dentro de nós. Na realidade, somos uma divindade disfarçada, somos embriões de deuses e deusas que, contidos em nosso ser, buscam a plena materialização. O verdadeiro sucesso é, por isso, a experiência do milagre. É a divindade se abrindo em nosso interior. É percebermos essa divindade em toda parte, em tudo o que experi-mentamos - no olhar de uma criança, na beleza de uma flor, no vôo de um pássaro. Quando passamos a experimentar a vida como a expressão milagrosa da divindade - não de vez em quando, mas o tempo todo - saberemos o que significa verdadeiramente o sucesso.
Antes de definir as sete leis espirituais, vamos entender o concei-to de lei. Lei é o processo pelo qual o não manifesto torna-se ma-nifesto. É o processo pelo qual o observador torna-se o observado; aquele que vê se transforma no cenário; o sonhador evidencia o sonho.

Toda a criação, tudo o que existe no mundo físico, é resultado do não manifesto transformando-se em manifesto. Tudo o que com-templamos vem do conhecido. Nosso corpo físico, o universo físico - tudo o que podemos perceber pelos sentidos - é transfor-mação do não manifesto, do desconhecido, do invisível, em mani-festo, conhecido, visível.

O universo físico nada mais é que o Eu desdobrando-se como espírito, mente, matéria. Em outras palavras, todos os processos da criação são processos através dos quais o Eu, a divindade, se expressa. A consciência em movimento se expressa como os objetos do universo na eterna dança da vida.

A fonte de toda criação é a divindade (o espírito). O processo da criação é a divindade em movimento (a mente). O objeto da criação é o universo físico (inclusive o corpo).

Esses três componentes da realidade - espírito, mente e corpo (observador, ato de observar e observado) - são, essencialmente, a mesma coisa. Todos eles vem do mesmo lugar: o reino da poten-cialidade pura, que é puramente não manifesto.

As leis físicas do universo, na verdade, representam esse processo da divindade em movimento, ou a consciência em movimento. Quando compreendemos essas leis e aplicamos em nossa vida, qualquer coisa que desejamos pode ser criada, porque as mesmas leis que a natureza utiliza para criar uma floresta, uma galáxia, uma estrela, um corpo humano, podem realizar nossos desejos mais profundos.

Agora vamos às sete leis espirituais do sucesso para aprender como aplicá-las em nossa vida.

1
A lei da potencialidade pura



A fonte de toda a criação é a conscientização pura...

a potencialidade pura que busca expressar-se do

não manifesto ao manifesto...
E quando descobrimos que nosso verdadeiro

Eu é potencialidade pura, alinhamo-nos

à força que coordena tudo no universo.
No princípio

Não havia existência ou inexistência

O mundo era energia não revelada...
ELE vivia, sem viver, por SEU próprio poder

E nada mais havia...

Hino da Criação, do Rig Veda.

A primeira lei espiritual do sucesso é a lei da potencialidade pura. Essa lei se apoia no fato de que somos, essencialmente, consciência pura. Consciência pura significa potencialidade pura. È o campo de todas as possibilidades e da criatividade infinita. Consciência pura é a nossa essência espiritual. Ser infinito e ilimitado é a pura satisfação. Outros atributos da conscientização são o conhecimento puro, o silêncio infinito, o equilíbrio perfeito, a invencibilidade, a simplicidade, a felicidade. Essa é a nossa natureza essencial, que é potencialidade pura.

Quando você descobre sua natureza essencial, quando sabe quem realmente é, encontra toda a sua potencialidade. É no conhecer-se que reside a capacidade de realização de todos os sonhos, porque você mesmo representa toda a possibilidade eterna, a imensurável potencialidade de tudo o que foi e poderá vir a ser. A lei da potencialidade pura também poderia ser chamada de lei da unidade, pois sob a diversidade infinita da vida encontra-se a unidade do espírito da pessoa. Não existe separação entre você e este campo de energia. O campo da potencialidade pura é o próprio Eu. E quanto mais você busca a sua verdadeira natureza - o próprio Eu - mais se aproxima do campo da potencialidade pura.

Na experiência do Eu, chamada auto-referência, nosso ponto de referência interior é o espírito e não aquilo que nos rodeia. O seu oposto é o objeto-referência, cujo ponto de referência interior é o ego. Na experiência do objeto-referência nos deixamos influenciar pelo que acontece fora da nossa natureza interior: pelas situações, circunstâncias, pessoas, coisas. Neste estado buscamos incessantemente a aprovação dos outros: nossos pensamentos e comportamentos antecipam-se a toda resposta, porque fundamen-tam-se no medo. No objeto-referência nossa tendência é querer controlar as coisas, ter necessidade do poder externo. Todas essas situações - necessidade de aprovação, de poder externo, de controle das coisas - estão baseadas no medo. Esse tipo de força não é a da potencialidade pura, o poder do Eu, o poder real. Se experimen-tamos o poder do Eu, não há medo, não há compulsão para o controle, não há esforço para obter aprovação, ou para conseguir o poder externo.

No estado do objeto-referência o ego está em primeiro lugar. Mas ele não expressa o que você realmente é. O ego reflete apenas a sua auto-imagem, a sua máscara social, o papel que você representa. Sua máscara social necessita de aprovação, de controle, de apoio no poder, porque vive com medo.

Seu verdadeiro Eu - que é seu espírito, sua alma - está livre dessas coisas. É imune à crítica. Não teme desafios. Não se sente inferior a ninguém. Mas também é humilde. Não se sente superior, porque reconhece que todas as pessoas representam o mesmo Eu, o mesmo espírito com diferentes faces.

Essa é a diferença essencial entre auto-referência e objeto-referência. Na auto-referência você experimenta seu verdadeiro Eu, que não teme desafios, respeita todas as pessoas e não se sente inferior a ninguém. O autopoder é, portanto, o verdadeiro poder.

Já o poder assentado no objeto-referência é um falso poder. Por estar fundamentado no ego, ele existe enquanto existir o objeto de referência. Se você tem muito dinheiro, ou um título, um cargo importante - presidente de um país, presidente de um empresa -, esse poder tão apreciado desaparecerá juntamente com o dinheiro, com o título, com o cargo. O poder baseado no ego, portanto, termina quando acabam essas coisas. Assim que desaparecem - seja o título, o cargo, o dinheiro - o poder também desaparece.

O autopoder, no entanto, é permanente, porque está fundamen-tado no conhecimento do Eu. O autopoder tem características próprias. Ele atrai não só as coisas que você deseja, como as pessoas que possam lhe interessar. Magnetiza as pessoas, as situações e as circunstâncias que alimentam seus sonhos, apoiando-se nas leis naturais. É também suporte da divindade que se encontra num ser em estado de graça. É tão intenso esse poder que você encontra prazer em se ligar às pessoas e elas a você. É o poder do vínculo - vínculo originado do amor verdadeiro.
Como é possível aplicar a lei da potencialidade pura, o campo de todas as possibilidades, em nossa vida rotineira? Se você deseja desfrutar os benefícios do campo da potencialidade pura, se quiser fazer pleno uso da criatividade, que é inerente à consciência pura, precisará ter acesso a ela. Uma forma de conseguir isso é se entregar diariamente a momentos de silêncio, praticar a meditação, evitar julgamentos. Viver em contato com a natureza é outra maneira de ter acesso às qualidades inerentes a esse campo: a infinita criatividade, a liberdade, a felicidade.

Praticar o silêncio significa assumir o compromisso de reservar uma certa quantidade de tempo para simplesmente ser. Experimen-tar o silêncio significa afastar-se periodicamente da atividade da fala. Significa, também, afastar-se periodicamente de atividades como assistir à televisão, ouvir um rádio, ler um livro. Se você nunca se entregar a experiência do silêncio, estará provocando turbulência em seu diálogo interior.

Sempre que possível, reserve tempo para experimentar o silêncio. Ou assuma o compromisso de manter o silêncio durante um certo período, diariamente. Poderia fazê-lo por duas horas, por exemplo. Se isso lhe parecer muito, faça-o por uma hora apenas. Mas tente sempre aumentar este tempo, experimentar o silêncio por um tempo cada vez maior, um dia inteiro, dois dias, uma semana.

O que acontece quando você entra na experiência do silêncio? No início, seu diálogo interior fica mais turbulento. Sente uma neces-sidade intensa de dizer coisas. Conheci pessoas que ficavam com-pletamente loucas nos primeiros dias em que se comprometiam a estender o período de silêncio. Eram tomadas por uma sensação de urgência e ansiedade. Mas quando persistiam na experiência, seu diálogo interior começava a se aquietar. E o silêncio logo se tornava profundo. Isso acontece porque depois de um tempo a mente desiste. Ela se dá conta de que não adianta ficar dando voltas e voltas se você - o Eu, o espírito - não vai falar e ponto final. En-tão, quando o diálogo interior silencia, você começa a experimentar a quietude do campo da potencialidade pura.

Praticar periodicamente o silêncio da forma que lhe for conveni-ente é uma maneira de experimentar a lei da potencialidade pura. A meditação é outra. O ideal seria que você meditasse pelo menos trinta minutos pela manhã e trinta minutos à noite. Pela meditação você aprende a experimentar o campo do silêncio puro e da percep-ção pura. Nesse campo do silêncio puro está o campo da correlação infinita, o campo do infinito poder de organização, o supremo ter-reno da criação, onde todas as coisas estão inseparavelmente conectadas a tudo que existe.

Na quinta lei espiritual, a lei da intenção e do desejo, você verá como é possível introduzir um leve impulso de intenção neste campo, para que seus desejos surjam espontaneamente. Mas antes você precisa experimentar a quietude. A quietude é o primeiro requisito para que seus desejos se manifestem. Ela o transporta ao campo da potencialidade pura com infinitas possibilidades de realização.

Imagine-se atirando uma pedrinha num lago tranqüilo e obser-vando as ondas que se formam. Momentos depois, quando as ondas cessam, você atira outra pedra. É exatamente o que fazemos quando entramos no campo do silêncio puro e introduzimos uma intenção. No silêncio, a intenção mais remota espalha ondas sobre o leito da consciência universal, que interliga todas as coisas. Mas se você não experimentar a quietude da consciência, se sua mente continuar como um oceano turbulento, pode jogar o edifício Em-pire States dentro dela que nem vai notar. Na bíblia há uma frase: "Fique em silêncio, sinta Minha presença e saiba que eu sou Deus". Isso só se consegue através da meditação.

Outra maneira de acessar o campo da potencialidade pura é através do não-julgamento. Julgar é estar constantemente avaliando as coisas como certas ou erradas, boas ou más. Se você está constantemente avaliando, classificando, rotulando, analisando, cria muita turbulência em seu diálogo interior. Essa turbulência restringe o fluxo de energia entre você e o campo da potencialidade pura. Literalmente, você diminui o "espaço vazio" entre os pensa-mentos.

É através desse espaço vazio que você se liga ao campo da potencialidade pura. É esse estado de percepção pura, esse espaço silencioso entre os pensamentos, essa quietude interior que põe você em contato com o poder verdadeiro. Se você diminuir esse espaço, estará restringindo a sua conexão com o campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Há uma oração que diz: "hoje não julgarei nada que aconteça". O não-julgamento cria silêncio em sua mente. É uma boa idéia, portanto, começar o dia com essa frase. E durante o dia inteiro, lembrar dela toda vez que se pegar julgando alguma coisa. Se achar difícil fazer isso durante todo o dia, pelo monos se comprometa a não julgar nada "nas próximas horas", ou "durante uma hora". Depois, gradualmente, vá aumentando esse tempo.

Pelo silêncio, pela meditação, pelo não-julgamento você terá acesso à primeira lei, a lei da potencialidade pura. Quando conse-guir isso, poderá acrescentar um quarto componente a sua prática: o contato direto com a natureza, seja num riacho, numa floresta, montanha, lago, praia. Essa comunhão com a natureza o levará a uma interação harmoniosa com todos os elementos das forças vitais e lhe dará a sensação de união com todas as coisas vivas. Ela permitirá, também, o acesso ao campo da potencialidade pura.

Você precisa aprender a entrar em contato com a mais profunda essência de seu ser. Ela está além do ego, é isenta de medo, livre, imune à critica, não teme nenhum desafio. Não é inferior nem superior a ninguém, é pura magia, mistério, encantamento.

O acesso à sua verdadeira essência também lhe dará uma pista sobre os seus relacionamentos, pois todo relacionamento é um reflexo do relacionamento que você tem consigo mesmo. Por exemplo, se você sente culpa, medo, insegurança em relação ao dinheiro, ao sucesso, ao que for, isso é reflexo de aspectos básicos de sua personalidade, aspectos de culpa, medo e insegurança. Nenhuma quantia de dinheiro ou sucesso resolverá esses problemas básicos da sua vida. Somente a intimidade com seu verdadeiro Eu permitirá superar tais problemas. Quando você conhece bem seu verdadeiro Eu, quando compreende realmente a sua verdadeira natureza, não sente culpa, nem medo, nem insegurança, seja em relação a dinheiro, abundância, ou realização dos desejos, pois sabe que a essência de todos os bens materiais é energia vital, é poten-cialidade pura. E potencialidade pura é a sua natureza intrínseca.

Quanto mais você acessa a sua verdadeira natureza, mais espon-taneamente aparecem os pensamentos criativos, porque o campo da potencialidade pura também é o campo da criatividade infinita e do conhecimento puro. Franz Kafka, filósofo e poeta austríaco disse certa vez: "Você não precisa sair de seu quarto. Fique sentado diante da mesa e ouça. Não precisa nem ouvir, simplesmente espe-re. Não precisa nem esperar, aprenda somente a ficar quieto, silen-cioso, solitário. O mundo se oferecerá espontaneamente a você para ser descoberto. Ele não tem outra escolha senão jogar-se em êxtase a seus pés."

A riqueza do universo, a visível abundância do universo, é uma expressão do poder criativo da natureza. Mas primeiro você tem de superar a turbulência do seu diálogo interior para entrar em contato com esse abundante, pródigo e infinito poder. Só então criará a possibilidade de uma atividade dinâmica e terá consigo a quietude da mente eterna, ilimitada e criativa. Essa requintada combinação de mente silenciosa - ilimitada e infinita - com mente dinâmica - limitada e individual - estabelece um equilíbrio perfeito entre quietude e movimento simultâneos, o equilíbrio criador de tudo o que você quiser. A coexistência dos opostos - quietude e dinamis-mo ao mesmo tempo - torna você independente das situações, das circunstâncias, das pessoas, das coisas.

Quando você compreende a requintada coexistência dos opostos, entra em alinhamento com o mundo da energia, o caldo quântico, a substância imaterial, que é a fonte do mundo material. O mundo da energia é fluente, dinâmico, elástico, mutável, eterno movimento. Ao mesmo tempo é imutável, quieto, tranqüilo, silencioso, eterno repouso.

A quietude por si só é o potencial da criatividade. O movimento por si só é a criatividade restrita a certos aspectos da sua expressão. Mas a combinação do movimento com a quietude capacita você a desencadear sua criatividade em todas as direções - até onde o poder de sua atenção o possa levar.

Se a quietude acompanha sempre o movimento e a atividade, seja qual for a direção que você seguir, o movimento caótico ao seu redor não poderá impedir seu acesso ao reservatório da criativi-dade, ao campo da potencialidade pura.

Aplicação da

lei da potencialidade pura

Você pode colocar a lei da potencialidade pura em ação assumindo o compromisso de dar os seguintes passos:
1) Entrar em contato com o campo da potencialidade pura, reservando um momento do dia para ficar em silêncio, para apenas ser. Ficar sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes ao dia por, aproximadamente, trinta minutos pela manhã e trinta minutos à noite.
2) Reservar um período do dia para comungar com a natureza e observar em silêncio a inteligência que há em todas as coisas vivas. Ficar em silêncio e assistir ao pôr-do-sol, ouvir o ruído do oceano ou de um rio, ou simplesmente sentir o perfume de uma flor. No êxtase do silêncio, e em comunhão com a natureza, desfrutar a pulsação vital das eras, o campo da poten-cialidade pura e da criatividade ilimitada.
3) Praticar o não-julgamento. Começar o dia dizendo: "hoje, não julgarei nada que aconteça" e durante todo o dia lembrar de não fazer julgamentos.

2
A lei da doação



O universo opera através de trocas dinâmicas...

dar e receber são diferentes aspectos do fluxo

da energia universal.
Em nossa própria capacidade de dar tudo aquilo que

almejamos encontra-se a chave para atrair a abundância

do universo - o fluxo da energia universal - para

a nossa vida.
Este frágil vaso que esvaziais dia após dia e que sempre preencheis com vida renovada. Esta pequena flauta de bambu que carregais pelas colinas e vales e de onde tirais melodias eternamente novas... Vossas infinitas dádivas caem sobre essas mãos tão pequenas que possuo. As eras passam e continuais derramando, pois ainda há o que ser preenchido.

Rabindranath Tagore, Gitanjali.

A segunda lei espiritual do sucesso é a lei da doação. Ela poderia também ser chamada de a lei do dar e receber, porque o universo opera através de trocas dinâmicas. Nada é estático. Por exemplo, seu corpo está em intercâmbio dinâmico e constante com o corpo do universo. Sua mente está interagindo constantemente com a mente do cosmos. Sua energia é a expressão da energia cósmica.

O fluxo da vida nada mais é do que a interação harmoniosa de todos os elementos e de todas as forças que estruturam o campo da existência. Esta interação harmoniosa opera pela lei da doação. Como o seu corpo, sua mente e o universo estão em interação constante e dinâmica, qualquer interrupção nessa circulação de energia significa o mesmo que cessar o fluxo do sangue. Se o sangue pára de fluir, começa a coagular, estagnar. Por isso você tem necessidade de dar e receber. Essa troca é que mantém a sua saúde e a afluência - do que for - circulando em sua vida.

A palavra afluência vem do verbo "afluir", que significa "correr para", "convergir". A palavra afluência tem o sentido de "corrente abundante", "fartura", "abundância de dinheiro". O dinheiro é na verdade, um símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como conseqüência dos serviços que presta-mos ao universo. Dinheiro também é chamado de "moeda corren-te", expressão que reflete o fluxo natural de energia. Corrente vem da palavra latina "currere", que significa "correr", "fluir".

Portanto, se interrompemos a circulação de dinheiro - se nossa única intenção é segurar dinheiro e acumulá-lo - interrompemos, também, sua circulação em nossa vida, uma vez que ele é energia vital. Para que essa energia continue voltando para nós, temos de mantê-la circulando. Como as águas de um rio, o dinheiro tem de fluir para não estagnar, para não sufocar sua força vital. A circulação o mantém saudável e energizado.

Da mesma forma, todo relacionamento depende de dar e receber. Dar engendra receber, receber engendra dar. O que sobe tem de descer. O que sai tem de voltar. Na realidade, receber é o mesmo que dar, porque dar e receber são aspectos diferentes do fluxo da energia universal. Se você interrompe o fluxo de um ou de outro interfere na inteligência da natureza.

Toda semente traz em si a promessa de muitas florestas. Mas a semente não pode ser guardada. Ela precisa doar sua intrínseca capacidade de gerar ao solo fértil. Ao doar-se, seus fluxos vitais invisíveis manifestam-se materialmente.

Assim, quanto mais você dá, mais recebe, porque mantém a abundância do universo circulando em sua vida. De fato, tudo o que há de valioso na vida só se multiplica quando é dado. Aquilo que não se multiplica pela doação não tem valor, nem compensa ser recebido. Se, no ato de dar, você acha que está perdendo algu-ma coisa, aquele presente não foi realmente dado, portanto, não acrescentou nada. Se você dá de má vontade, não há energia por trás do seu ato.

O mais importante é a intenção que há por trás de dar e receber. A intenção deve ser a de provocar sempre alegria em quem dá e em quem recebe, porque a felicidade é sustentadora e provedora de vida. Por isso, ela acrescenta. O retorno é diretamente proporcional ao volume doado, quando é feito de forma incondicional e sincera. É por esse motivo que o ato de dar tem de ser prazeroso. A intenção por trás deste ato deve ser a do prazer de simplesmente dar. Só então a energia acumulada no ato de dar multiplica-se muitas vezes.

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