Está voltada para a idéia ou noção de



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Encontro29.07.2016
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Editorial

A presente edição da Número está voltada para a idéia – ou noção – de infinito, um mote que por si já assinala um sem-número de vias de entrada possíveis. O percurso começa com um texto de Thomás A. S. Haddad discorrendo sobre a evolução histórica desse conceito na física, seguido de uma análise semelhante do ponto de vista da filosofia, realizada por Eduardo Brandão. Cauê Alves se debruça sobre a qualidade atemporal da arte, a capacidade da obra de conter em si o passado e o porvir. Depois, um texto de Carla Zaccagnini revisita conto de Julio Cortázar, ressaltando neste contexto a idéia de uma história circular, com seus desvios e variações.


Quatro textos se dedicam a repensar a história recente da arte e formas de atualização de procedimentos artísticos. Divino Sobral o faz na esteira das discussões a respeito da "morte da pintura" e seu eterno renascimento. Daniela Labra e Raquel Garbelotti pensam, por abordagens diversas, as características da produção atual que remetem à arte efêmera e processual dos anos 1960-70. Fernanda Albuquerque concentra-se num projeto específico de Cristina Ribas para pensar os trabalhos em progresso, que se constroem por acúmulo e sedimentação.
O artigo de Thaís Rivitti traz à tona e reavalia, mais de vinte e cinco anos depois, as proposições de “A parte do fogo”, trazendo para discussão as possibilidades de atualização do pensamento crítico no contexto atual da arte e da cultura. E finalmente, dando seqüência a uma recente proposta editorial da Número, trazemos duas entrevistas com teóricos em atividade no país, sendo os participantes desta edição Luiz Camillo Osorio e Glória Ferreira.

O exercício de edição desta Nove guardou algumas inusitadas e saborosas experiências. Um exemplo que vale a pena comentar aqui é o das intervenções gráficas: os dois artistas convidados para desenvolver projetos para esta Número – Acácio Sobral e Járed Domício – abordaram o tema do infinito com soluções que caminham paralelamente.


Ao lermos os textos finalizados percebemos que a revista, mais que falar do infinito, parece falar da história. Curioso. Nos demos conta de que talvez seja impossível, a esta altura, uma concepção de infinito que não passe pela história.
Mais uma vez – idéia que se repete, com variações, a cada editorial – não se pretende encerrar aqui uma discussão que poderia ser infindável [ou infinita]. Ao contrário, o que se busca é propor mais alguns pontos de partida e pontos de vista para a leitura da arte contemporânea. Thomás Haddad, a partir de Aristóteles, diz em seu texto: “infinito não é aquilo que tudo engloba, mas aquilo a que sempre sucede mais do mesmo, interminavelmente”. Aqui vai, portanto, um pouco mais do mesmo.
Ao infinito e além.
Os editores


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